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  • Justiça e Cultura: TJPB vai encerrar ano de 2025 com versos, música e risos

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    No dia 19 de dezembro (véspera do recesso forense), o tom formal dos despachos e das sentenças dará lugar a risos, rimas, melodias, metáforas e emoções que se conectam com a alma. É que o Judiciário estadual paraibano encerrará as atividades do ano de 2025 com um evento cultural que vai envolver música, poesia, artes visuais, entre outras expressões artísticas, muitas delas, produzidas por membros do Tribunal de Justiça da Paraíba.

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    A primeira edição do ‘Justiça e Cultura’ ocorrerá às 9h30, no Fórum Cível da Capital, marcando uma nova fase da Comissão de Cultura e Memória do TJPB, agora conduzida pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga.

    O evento de encerramento contará ainda com um show do humorista Zé Lezin e com a exposição de carros antigos, por meio de parceria com o Clube do Carro Antigo da Paraíba.

    “Foi um ano de muita luta e trabalho. Vamos fechar este ciclo com músicas, poesias, xilogravuras, pinturas, esculturas em madeira. Vamos celebrar com suavidade e leveza; com um olhar humano e sensível, que só a arte possibilita”, afirmou o desembargador Onaldo.

    Foto do desembargador Onaldo Queiroga
    Desembargador Onaldo Queiroga

    O presidente da Comissão explicou que o evento é uma releitura do antigo Projeto 18 Horas, realizado há 20 anos no TJPB, na gestão do desembargador Júlio Aurélio, pai do atual presidente do Tribunal, desembargador Fred Coutinho. 

    À época, o projeto levou ao palco do Judiciário nomes consagrados como Sivuca, Ariano Suassuna, Jessier Quirino, João Cláudio Moreno, Amelinha, Pinto do Acordeon e a irmã de Luiz Gonzaga.

    No contexto do ‘Justiça e Cultura’, Onaldo Queiroga vai além do papel de articulador entre artistas que atuam no Judiciário paraibano. Magistrado com sólida trajetória e membro da Academia Paraibana de Letras Jurídicas, ele também é autor de 14 obras literárias, que transitam entre crônicas, biografias e poesias, e tem composições de forró gravadas por Adilson Medeiros e Alexandre Pé de Serra.

    “Nestes 34 anos de carreira no âmbito do Tribunal, aprendi a identificar pessoas que se comunicam através da veia artística. Dentro de cada magistrado(a) e servidor (a) existe um ser humano que se expressa por meio da escrita, de um instrumento musical, do canto, de pinturas ou de alguma forma de arte. O Justiça e Cultura vai permitir o encontro de vários estilos”, enfatizou.

    Outros projetos da Comissão de Cultura e Memória

    O desembargador enfatizou que, além da cultura, a preservação da memória seguirá como prioridade, em continuidade ao trabalho do ex-presidente da Comissão, desembargador Marcos Cavalcanti.

    Além da valorização do Museu do TJPB, estão em discussão a criação de Centros de Memória em Campina Grande e Patos, que oferecerão espaços de pesquisa e acesso a processos físicos e digitais.

    Programação ‘Justiça e Cultura’

    Abertura:
    Desembargador Onaldo Queiroga, Presidente da Comissão de Cultura do TJPB
    Juiz Meales Melo, diretor do Fórum Cível de João Pessoa 
    Desembargador Fred Coutinho, Presidente do TJPB

    Artes plásticas:
    Juiz Antônio Carneiro
    Servidor Carlos Ferreira
    Xilógrafa e fotógrafa Ana Lima

    Poesia:
    Juíza Adriana Lóssio
    Juiz Ricardo Freitas
    Servidor José Ventura
    Servidor Fernando Patriota
    Oficial de Justiça Marconi Holanda
    Poetisa Mariana Teles

    Música:
    . Juiz Gustavo Urquiza, acompanhado do Acordeonista Valtinho do Acordeom
    . Oficial de Justiça Geovan Morais 
    . Cantores e compositores Ilmar Cavalcanti e Nanado Alves

    Humor: 
    Show de Zé Lezin

    Carro antigo:
    Exposição de carros antigos no estacionamento do Fórum Cível

    Por Gabriela Parente

    Artes: Jandiara Soares
     

  • Mãe agradece em verso à juíza que garantiu tratamento para o filho

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    Juíza Kátia Daniela, coordenadora do 2º Núcleo de Saúde

    Em meio à batalha silenciosa de um jovem contra o diabetes, a esperança veio não só na forma de medicamentos, mas também em poesia. Uma mãe emocionada transformou sua gratidão em versos para homenagear a juíza Kátia Daniela, coordenadora do 2º Núcleo de Saúde do Tribunal de Justiça, após uma decisão judicial que garantiu o fornecimento de insumos essenciais ao tratamento de seu filho.

    Na poesia, a mãe descreve com sensibilidade a angústia que viveu e a força que encontrou na atuação do Judiciário. “Surge a esperança com rosto de amor”, diz um dos versos, referindo-se à decisão que trouxe alívio para a família.

    Kayo, um jovem em plena juventude, enfrentava dificuldades com o controle da glicemia. A situação exigia providências urgentes, e foi por meio da atuação célere do 2º Núcleo de Saúde que a resposta veio. A juíza Kátia Daniela foi citada como uma “mulher de luz” que, com a caneta, conduziu um direito e transformou um pedido em um ato de cuidado e dignidade.

    “Agora, o futuro sorri para o meu filho”, diz a mãe, emocionada, ao destacar que cada insumo recebido representa vida e esperança. A poesia termina como começou: com gratidão – não só à juíza, mas a todos os servidores que, nos bastidores, trabalham por uma Justiça que salva vidas.

    “Não conheço o Kayo, nem sua mãe, mas assevero que receber essa homenagem é lembrar do nosso papel na terra. É receber forças para, em meio a tantas adversidades da profissão, manter o foco na entrega da justiça a quem dela necessita. Essas palavras são bálsamo para a alma, um lembrete de que a esperança e a fé podem superar obstáculos. Agradeço por compartilhar sua emoção e gratidão de forma tão sincera e tocante. E que essa homenagem se estenda a todos os colegas, juízes e servidores, que diuturnamente se doam e fazem seu trabalho com esmero. Essa poesia não é apenas uma expressão de agradecimento, mas também um reflexo da sua força e resiliência diante das adversidades”, destacou a juíza Kátia Daniela.

    A poesia

    Em tempos de angústia, no silêncio da dor,
    Surge a esperança com rosto de amor.
    Entre papéis, ações e prontidão,
    Ergue-se a Justiça com o bem em sua mão.

    No 2º Núcleo, corações atentos,
    Servidores movidos por justos intentos.
    Na corrida da vida, um gesto, uma ação,
    Transforma o medo em libertação.

    Meu filho, Kayo, jovem em flor,
    Travava em silêncio seu nobre labor.
    A glicemia, inquieta, pedia cuidado,
    E a resposta veio: um ato abençoado.

    Dra. Kátia Daniela, mulher de luz,
    Com sua caneta, um direito conduz.
    Fez do ofício um gesto de fé,
    Tornou possível o que antes não é.

    Agora, o futuro sorri para o meu filho,
    Com saúde, esperança, trilha e brilho.
    Cada insumo é vida, é respiro, é calor,
    É Deus se fazendo presente no amor.

    Gratidão eterna, sem fim nem medida,
    A todos que lutam pela digna vida.
    Que o bem que semeiam retorne em flor,
    Em paz, em saúde, em bênçãos e amor.

    Por Lenilson Guedes