Etiqueta: Violência contra a mulher

  • Lewandowski fala sobre violência contra a mulher e diz que acompanha o trabalho do TJPB

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    Ministro Ricardo Lewandowski em evento na Paraíba

    O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Ricardo Lewandowski, participou de uma solenidade com entrega de viaturas para o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba. O evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (5) e o ministro estava acompanhado do governador do Estado, João Azevedo. O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, foi representado pela coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJPB, juíza Graziela Queiroga. 

    Ainda dentro da programação, foi apresentado um relatório atualizado sobre a atuação das ‘Salas Lilás’ na Paraíba, da Coordenadoria Nacional do ‘Programa Antes que Aconteça’. O documento reúne dados sobre o atendimento especializado a mulheres em situação de violência, resultado das ações já implementadas e diretrizes para expansão das unidades.

    “Dediquei 33 anos de minha vida ao Poder Judiciário, dos quais 17 ao Supremo Tribunal Federal. Tenho uma forte relação com o Judiciário e acompanho o trabalho dos tribunais estaduais, como o Tribunal de Justiça da Paraíba. Vejo pujança nesse Estado. No campo da segurança, acho que o governo Lula tem atendido muito bem a Paraíba. Fizemos agora uma excelente entrega, uma belíssima entrega de carros de bombeiros que atendem emergências”, comentou Lewandowski, que foi presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (STF). “Tudo o que for de interesse institucional dos tribunais terá pleno acolhimento no Ministério da Justiça”, afirmou.

    “Somado a isso, temos dedicado muito trabalho ao combate à violência contra a mulher, que simplesmente é um flagelo nacional. É um crime que tem surpreendentemente crescido, enquanto outros crimes tradicionais têm decrescido. Então, nós estamos com muita ênfase, vejo que os Estados também estão preocupados com esse fenômeno. Mas quero dizer que o que ofertamos neste momento é apenas um começo para uma cooperação”, adiantou o ministro.

    Sobre o combate à violência contra a mulher, o governador João Azevedo disse que o Programa Patrulha Maria da Penha protege mais de cinco mil mulheres e, até hoje, o Estado não perdeu nenhuma para o feminicídio. “Temos diversas salas de acolhimento, com centros de referência espalhados pela Paraíba. Estamos ampliando mais 20 centros de acolhimento, por meio do Programa Antes que Aconteça”, exemplificou.

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    Juiza Graziela Queiroga, do TJPB

    Para a juíza Graziela Queiroga, essas ações são importantíssimas e trazem todo o cuidado e zelo para com as mulheres, em especial o Programa Antes que Aconteça. “Estamos felizes com todos os avanços que temos visto, tanto da parte da segurança pública e das políticas públicas, que vêm sendo implementadas, com excelentes resultados, demonstrando que veio mudar a vida dessas mulheres no país inteiro, a começar pela Paraíba”, destacou a magistrada.

    Entrega Na oportunidade, foram entregues no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em João Pessoa, 12 ambulâncias de Auto Resgate (AR) e seis caminhões de Auto Busca e Salvamento (ABS), adquiridos pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, somando um investimento de R$ 9,3 milhões. A solenidade também contou com a presença do secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, além de gestores estaduais e órgãos parceiros.

    Das unidades de Auto Resgate, quatro integram o Programa Resgate Maria da Penha e serão alocadas em cada Comando Regional de Bombeiro Militar, sediados em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira. Os equipamentos irão ampliar o atendimento pré-hospitalar especializado a mulheres em situação de violência. 

    Salas Lilás –  O Projeto Antes que Aconteça foi apresentado por Camila Mariz, esposa do vice-governador do Estado, Lucas Ribeiro. Segundo ela, a iniciativa de implementação das Salas Lilás no país fortalece o fluxo de acolhimento e contribui diretamente para políticas públicas de enfrentamento às violações de direitos. A Paraíba é o estado pioneiro das ações do programa, onde foram implantadas as primeiras salas lilás no âmbito do Ministério da Justiça, conforme portaria MJSP Nº 911, de 25 de março de 2025, que institui o Programa Nacional das Salas Lilás para atendimento às mulheres e meninas em situação de violência.

    Por Fernando Patriota 

     

  • TJPB vai desenvolver projetos de enfrentamento à violência contra mulher, em unidades prisionais

    A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba vai implantar dois projetos de enfrentamento à violência contra o público feminino, nas unidades prisionais de João Pessoa. Um deles será realizado no Presídio do Róger, onde ficam os presos provisórios, aguardando sentença. Nessa unidade, o Poder Judiciário estadual vai instalar ‘salas de conversa’ com homens que infringiram a Lei Maria da Penha (11.340/2006). A Iniciativa é uma parceria com a Vara de Execuções Penais (VEP) da Capital, Defensoria Pública e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária.

    Segundo a coordenadora da Mulher do TJPB, juíza Graziela Queiroga, as rodas de conversa com presos provisórios sobre violência doméstica representam uma estratégia de intervenção social, educativa e preventiva dentro do sistema prisional. “Elas (as rodas de conversa) visam não apenas promover a conscientização sobre os impactos da violência nas relações familiares e afetivas, mas, também, criar um espaço de escuta, reflexão e responsabilização sobre comportamentos e atitudes que contribuem para ciclos de agressão”, comentou a magistrada.

    A segunda iniciativa é voltada aos homens privados de liberdade, que já foram sentenciados e estão cumprindo pena em regime fechado. A Coordenadoria da Mulher, também em conjunto com a (VEP) da Capital, Administração Penitenciária e Defensoria Pública, vai desenvolver a leitura e diálogos como remição de pena. “Por meio de uma equipe capacitada, esses homens terão acesso à leitura sobre temas ligados à violência contra a mulher. A temática é voltada a toda população carcerária da unidade prisional, independente que o preso esteja condenado por crime contra mulher”, comentou Graziela Queiroga. A previsão é que esses projetos passem a funcionar em agosto.

    A remição por leitura permite a redução do tempo de cumprimento da pena para presos em regime fechado ou semiaberto, através da leitura de livros. Cada livro lido pode representar quatro dias de remissão, com um limite de 12 livros por ano e, portanto, 48 dias remidos anualmente. Essa prática é regulamentada pela Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Por Fernando Patriota

     

  • Câmara Criminal realiza sessão focada em processos relacionados à violência de gênero

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    Câmara Criminal participa da Semana de Justiça pela Paz em Casa

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) realizou, nesta terça-feira (25), sessão com mais de 100 processos em pauta, com foco em ações relacionadas à violência de gênero. A iniciativa faz parte da Semana da Justiça pela Paz em Casa, programa vinculado à política judiciária nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, regulamentada pela Resolução CNJ nº 254/2018.

    A sessão foi presidida pelo desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos e contou com a participação dos desembargadores Ricardo Vital de Almeida e Joás de Brito Pereira Filho, além dos juízes convocados Marcos Salles, Miguel de Britto Lyra e Eslu Eloy Filho.

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    Desembargador Márcio Murilo

    O desembargador Márcio Murilo anunciou, ao término da sessão, que dos 106 processos programados para julgamento, 92 estavam relacionados à violência doméstica. Ele destacou que essa quantidade expressiva de casos representa um marco histórico. Além disso, parabenizou a assessoria da Câmara Criminal, os desembargadores do colegiado e o Ministério Público estadual pelo trabalho realizado.

    Caso julgado – Entre os casos analisados, destacou-se o recurso de um homem condenado pelos crimes de perseguição (stalking) e divulgação de pornografia com cena de nudez. Na Comarca de Alagoa Grande, o réu foi condenado a uma pena de dois anos e nove meses de reclusão, além de 30 dias-multa, conforme sentença proferida pelo juiz José Jackson Guimarães.

    De acordo com o processo, a vítima manteve um relacionamento virtual com o acusado, mas decidiu encerrar a relação ao perceber comportamentos possessivos. Após o término, passou a sofrer perseguição, sendo constantemente vigiada e abordada nas redes sociais, o que lhe causou medo e a levou a excluir seus perfis online. A situação afetou sua saúde emocional, levando-a a buscar acompanhamento psicológico.

    Além disso, o acusado teria compartilhado fotos íntimas da vítima com sua família e em redes sociais, além de criar um perfil falso no Instagram utilizando seu nome. Durante sua defesa, o réu negou as acusações, mas as provas apresentadas no processo confirmaram sua autoria nos delitos.

    No julgamento do caso, o relator do processo nº 0802582-18.2021.8.15.0031, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, manteve a sentença na íntegra. “Diante da prova produzida entendo que a autoria e a materialidade dos crimes restaram devidamente comprovadas, não havendo que se falar em absolvição do apelante”.

    Por Lenilson Guedes