Você sabia que as mulheres são as mais propensas a desenvolverem doenças ocupacionais? Ou seja, elas têm mais desafios a enfrentar quando o assunto é saúde no ambiente de trabalho.
Alguns fatores podem ser apontados como causa desta realidade. Entre eles, a dupla jornada e o acúmulo de responsabilidades.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostrou que as mulheres dedicam 18,5 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos. Isso representou cerca de 70% mais tempo do que os homens (10,5 horas).
Além disso, estatísticas sobre o mercado de trabalho apontam que elas não usufruem das mesmas condições que os homens em diversos aspectos. Desde rendimento, formalização até a disponibilidade de horas para trabalhar.
A taxa de realização de afazeres domésticos das mulheres (92,2%) continua maior do que a dos homens (78,2%). Cozinhar foi a atividade com a maior diferença entre os sexos.
| Média de horas dedicadas a afazeres e/ou cuidados | |
| Homem ocupado | 10,3 |
| Mulher ocupada | 18,5 |
| Homem não ocupado | 12,0 |
| Mulher não ocupada | 23,8 |
| Média de horas efetivamente trabalhadas em todos os trabalhos | |
| Homem que fez afazer e/ou cuidado | 39,9 |
| Mulher que fez afazer e/ou cuidado | 34,8 |
| Homem que não fez afazer e/ou cuidado | 39,0 |
| Mulher que não fez afazer e/ou cuidado | 36,0 |