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  • Dia D de vacinação contra o sarampo mobiliza a tríplice fronteira neste sábado (7)

    Dia D de vacinação contra o sarampo mobiliza a tríplice fronteira neste sábado (7)

    Neste sábado (7), a região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia terá uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo. No lado brasileiro, a ação será realizada em Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte, no Amazonas, em uma estratégia coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o governo local. A iniciativa busca ampliar a proteção da população diante do avanço da doença nas Américas.  

    “Diante do aumento dos casos de sarampo em países vizinhos, a vacinação é fundamental para proteger a população da região de fronteira e evitar a entrada da doença no Brasil. Por isso, intensificamos as ações de vacinação nos portos, nas comunidades ribeirinhas e nas áreas indígenas, criando uma importante barreira de proteção. Essa mobilização é essencial para proteger não apenas a população do Alto Solimões, mas todo o país”, destacou o  diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.  

    As equipes estarão nas unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais, além de realizar visitas domiciliares. A mobilização também alcança comunidades indígenas, ribeirinhas e de difícil acesso, com apoio dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).  

    Para fortalecer a resposta regional, o Ministério da Saúde disponibilizou 500 mil doses da vacina tríplice viral ao Peru, que registra mais de 2 mil casos em 2026 e está entre os países com maior número de notificações nas Américas. O envio está previsto para os próximos dias. A Colômbia confirmou 17 casos neste ano.  

    Nos três quatro municípios amazonenses, todas as pessoas a partir de 6 meses de idade poderão receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero, que não substitui as doses previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses, devem seguir o esquema recomendado para a idade.   

    Cenário epidemiológico 

    O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo, condição recuperada em 2024, após o país perder o reconhecimento em 2019, quando registrou mais de 20 mil casos. Em 2026, foram confirmados 65 casos importados. Para evitar a reintrodução da circulação do vírus, o Ministério da Saúde mantém a busca ativa de casos, a vigilância epidemiológica e o bloqueio vacinal em áreas prioritárias.  

    Dos casos confirmados no país, 23 21 foram registrados no Amazonas, em municípios da faixa de fronteira com o Peru e a Colômbia. A maioria ocorreu em Tabatinga (9) e Benjamin Constant (6), além de Atalaia do Norte (2) e São Paulo de Olivença (4). Outros dois casos foram registrados em Rio Branco, no Acre.  

    Em 2025, a cobertura vacinal no Amazonas chegou a 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda. No mesmo período, os índices nacionais foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente.  

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde
     

  • Ministério da Saúde inaugura unidade de saúde indígena no Pará

    Ministério da Saúde inaugura unidade de saúde indígena no Pará

    O Ministério da Saúde inaugurou, neste sábado (7), a Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Mapuera, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, em Oriximiná (PA). A estrutura conta com dois consultórios para atendimentos gerais, consultório odontológico, sala de vacinação, farmácia, laboratório, enfermaria, sala de espera e alojamentos. A unidade vai beneficiar cerca de 660 indígenas dos povos Wai Wai, Arara e Tirió. 

    Entre os serviços oferecidos estão consultas e procedimentos de enfermagem, pré-natal, vacinação, atendimento odontológico, acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil e cuidado de pessoas com hipertensão e diabetes. A equipe também realizará ações de prevenção do câncer do colo do útero, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de atividades de vigilância em saúde, com atenção a agravos como malária e doenças diarreicas. 

    A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destaca que a estrutura vai permitir melhores condições de atendimento, com mais privacidade nas consultas e espaços adequados para armazenar vacinas, medicamentos e insumos. 

    “Com a nova unidade, as famílias da Aldeia Mapuera terão melhores condições de receber atendimento e dar continuidade ao cuidado dentro do próprio território. Essa entrega reafirma o compromisso do Ministério da Saúde e do Governo Federal com a saúde dos povos indígenas de todo o Brasil”, disse. 

    Ministério destinou R$ 1,17 milhão para viabilizar a logística da obra  

    A implantação da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Mapuera foi viabilizada por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a organização Target Rüdiger Nehberg Brasil. Pelo acordo, cada instituição ficou responsável pelas despesas e atividades sob sua atribuição, sem transferência de recursos financeiros entre os parceiros. 

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins assumiu o transporte aéreo e fluvial de materiais, equipamentos e insumos até a aldeia.  O valor de R$ 1,17 milhão enviados pelo Ministério da Saúde foram utilizados em despesas logísticas. 

    A organização forneceu equipamentos, materiais de construção e equipe técnica especializada. A obra utilizou o sistema steel frame, com perfis leves de aço, que permite uma montagem mais rápida e reduz a geração de resíduos.  

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde

  • Dois anos do Novo Acordo do Rio Doce: ações de saúde chegam R$ 825,6 milhões repassados a 49 municípios

    Dois anos do Novo Acordo do Rio Doce: ações de saúde chegam R$ 825,6 milhões repassados a 49 municípios

    Exatamente dois anos após a homologação do Novo Acordo do Rio Doce pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 06 de novembro de 2024, a reparação dos danos à saúde das populações atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), avança com ações de estruturação e ampliação dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES Rio Doce), o Ministério da Saúde atua em 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, com iniciativas que abrangem desde a atenção especializada e a saúde indígena até o monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Mais de 1,5 milhão de usuários são beneficiados pelas ações.

    Até setembro de 2026, R$ 825,6 milhões foram repassados diretamente aos fundos municipais de saúde das 49 cidades contempladas. Com o Novo Acordo, os recursos previstos para a área da saúde passaram de aproximadamente R$ 700 milhões para R$ 12 bilhões, permitindo estruturar uma estratégia específica de reparação dos impactos do desastre sobre as condições de saúde da população.

    “O Novo Acordo permitiu estruturar uma estratégia específica para enfrentar os impactos do desastre sobre a saúde da população. Nosso compromisso é fazer com que esses recursos se traduzam em serviços mais estruturados, ampliação do acesso à assistência e melhores condições de cuidado para quem vive nos territórios atingidos. É um trabalho que exige articulação com os municípios e participação das comunidades, considerando as necessidades de cada região”, afirma o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.

    Entre as entregas realizadas estão 208 veículos destinados a ampliar a capacidade de atendimento e a estrutura dos serviços municipais. O conjunto inclui ambulâncias, vans e Unidades Odontológicas Móveis, contribuindo para a renovação das frotas e para a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. Também foram destinados veículos aos Conselhos de Saúde dos municípios mineiros e capixabas, apoiando as atividades de participação e controle social do SUS.

    A ampliação do acesso à assistência especializada também integra as ações do programa. Três carretas do Agora Tem Especialistas foram disponibilizadas para atendimento nos territórios atingidos, com serviços de oftalmologia, saúde da mulher e exames de diagnóstico por imagem. A unidade oftalmológica está instalada em Mariana (MG), com atendimento também em Ouro Preto, Ponte Nova e Itabirito. Os serviços de saúde da mulher são ofertados em municípios como Colatina e São Mateus, no Espírito Santo, e Ouro Preto e Timóteo, em Minas Gerais. Já os atendimentos para exames de imagem ocorrem a partir de Ponte Nova e Governador Valadares, alcançando municípios do entorno.

    Na atenção primária, o programa prevê a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Academias da Saúde. Dez municípios já possuem Acordos de Cooperação Técnica (ACT) assinados para essas construções, dos quais sete estão com projetos concluídos. Também foi firmado acordo para implantação do Hospital Dia de Santana do Paraíso. Em Mariana, o Hospital Universitário teve a pedra fundamental lançada, em um empreendimento com investimento pactuado de R$ 284 milhões entre os ministérios da Saúde e da Educação e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O projeto prevê 33 mil metros quadrados de área construída e 225 leitos.

    A estruturação dos serviços inclui ainda a ampliação do acesso à telessaúde. A entrega de kits para essa finalidade já começou nos 49 municípios, com previsão de conclusão em dezembro de 2026. Os equipamentos deverão estruturar 484 unidades de saúde, beneficiando 695 equipes de Saúde da Família e seis Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena. Também está em andamento a distribuição de kits para os Conselhos de Saúde, compostos por projetor, computador e periféricos, com previsão de atendimento a todos os municípios contemplados até dezembro.

    Outra frente de atuação é o monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Desde maio de 2026, o Ministério da Saúde, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) são responsáveis pelo acompanhamento, com ampliação dos parâmetros analisados, incluindo características organolépticas e a presença de agrotóxicos, que não eram monitorados anteriormente pela Samarco. As campanhas de coleta realizadas em junho, julho, setembro e outubro foram concluídas. A iniciativa também prevê a divulgação de um boletim informativo e a disponibilização de um painel de informações ainda em 2026. Paralelamente, a Funasa iniciou a estruturação laboratorial, com aquisição de equipamentos para análise da água.

    As ações voltadas à saúde indígena também integram a estratégia de reparação. Entre as principais entregas estão purificadores de água, caixas d’água, coletores de pilhas e baterias e a contratação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). Dois pontos de atendimento à saúde indígena, nas localidades de Amarelos e Olhos d’Água, estão com os projetos finalizados. Também estão em fase de contratação três ações emergenciais em serviços de abastecimento de água nessas localidades e em Comboios.

    A produção de conhecimento sobre os efeitos do desastre na saúde da população é outra dimensão do programa. Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde estruturou a Rede de Pesquisa em Saúde do Rio Doce para desenvolver estudos e diagnósticos sobre as condições de saúde dos habitantes dos municípios atingidos. Cerca de R$ 22 milhões já foram liberados para a Fiocruz estruturar a iniciativa. Uma oficina já foi realizada no Espírito Santo, enquanto os estudos estão em fase preparatória e um seminário está previsto para 2026. A rede deverá produzir informações epidemiológicas e toxicológicas sobre a região, contribuindo para orientar políticas públicas e ações de cuidado à população.

    Para acompanhar a execução das ações, o PES Rio Doce conta com um Escritório Territorial inaugurado em 30 de março de 2026, em Governador Valadares (MG). A governança do programa envolve representantes dos governos e da sociedade civil atingida, por meio da Câmara Técnica e do Comitê Especial Tripartite. Também foi instituída uma Comissão Temática da Saúde no âmbito do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, ampliando os espaços de participação da população nas decisões relacionadas à reparação.

    Em 5 de novembro de 2026, o rompimento da barragem de Fundão completou 11 anos. O desastre-crime despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no ambiente, atingiu comunidades e territórios em toda a Bacia do Rio Doce e provocou 19 mortes, além de uma vítima reconhecida posteriormente. Os efeitos sobre a saúde física e mental da população permanecem. Nesse cenário, as ações do Ministério da Saúde buscam ampliar a capacidade de resposta do SUS, apoiar os municípios e assegurar que a reparação também alcance as condições de saúde e de vida das pessoas atingidas.

     Thamirys Santos
    Ministério da Saúde

  • Lula sanciona lei que fortalece avaliação da formação médica e torna Enamed requisito para exercício da profissão

    Lula sanciona lei que fortalece avaliação da formação médica e torna Enamed requisito para exercício da profissão

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, nesta sexta-feira (6/11), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 14 que determina a aplicação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como requisito obrigatório para exercício da profissão no país.

    O PLV provém da Medida Provisória nº 1.370, que foi proposta pelo Poder Executivo com o objetivo de assegurar a consolidação de uma política nacional integrada de avaliação da formação médica, articulando a aferição da qualidade dos cursos de medicina, os mecanismos de acesso à residência médica e os instrumentos relacionados à habilitação para o exercício profissional no Brasil.

    “Hoje, nós estamos vendo que se o Estado assumir a sua responsabilidade, o sonho do povo pobre de ter um tratamento decente vai se realizar. Estamos aqui dizendo para o povo brasileiro: vale a pena a gente acreditar que, através de políticas públicas corretas, a gente vai consertar esse país. E quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia nós temos de que vamos viver bem”, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia de sanção, em Brasília.

    O exame será aplicado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com participação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em três momentos da graduação: no segundo, quarto e sexto anos do curso. A pontuação é acumulada com maior peso na última prova realizada na conclusão do curso. O resultado do Enamed também poderá ser utilizado para ingresso em programas de residência médica de acesso direto, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare). Além disso, a prova passa a substituir a etapa teórica do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).

    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a política acompanhará toda a formação do estudante. “Nós vamos cuidar da qualidade da formação médica, da qualidade do atendimento no SUS, nós vamos cuidar da proficiência durante todo o percurso formativo desse estudante na graduação. Para nós, do Ministério da Educação, é muito importante ter um instrumento efetivo de regulação e de supervisão desses cursos.” 

    PADRÃO NACIONAL — Os egressos no Enamed que não atingirem o desempenho mínimo poderão refazer a prova nas edições futuras, mas ficarão impedidos de exercer a medicina até a aprovação. Para o Sistema Único de Saúde (SUS), a medida garante que os profissionais da medicina que atendem a população nas unidades básicas, nos hospitais ou nos programas de provimento, tenham a proficiência aferida pelo mesmo padrão nacional.

    “A população brasileira, quando vai ao médico, tem expectativa que a palavra do médico vai ser uma palavra ética, de acolhimento, de sabedoria. Então essa lei tem um impacto muito grande para mostrar que, juntos, a gente pode fazer muito mais pela qualidade da formação médica no Brasil”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A exigência de proficiência para obter o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) vale para estudantes que ingressaram no curso de medicina a partir de 19 de junho de 2026. Os cursos com conceito insatisfatórios no exame ficam submetidos a processos de supervisão instaurados pelo MEC, com possibilidade de aplicação de medidas cautelares, como a redução de vagas ou a suspensão temporária de ingresso.

    A política pública permanente de avaliação da formação médica é conduzida conjuntamente pelos ministérios da Educação e da Saúde, considerando o papel central do SUS na formação médica. É nas unidades básicas de saúde, nos ambulatórios e nos hospitais da rede que os estudantes realizam o internato e os residentes se especializam.

     O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, definiu a sanção como algo histórico e destacou que a lei trará benefícios para todos. “É um ganha-ganha. Ganham os alunos que vão ser melhor formados. Ganham as faculdades que vão ter que se preparar. E ganha a sociedade com profissionais mais bem qualificados para atendê-los”, disse. 

    SINARES — A nova legislação também constitui o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica (Sinares), responsável por instrumentos de avaliação ao longo da residência médica, que serão apresentados de forma conjunta pelo Ministério da Educação, pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, visando qualificar a formação de especialistas no país.

    VETO — O texto foi sancionado com um veto, que se refere ao estabelecimento de contrapartidas de 2% do faturamento líquido das instituições que ofertem cursos de medicina e utilizem a estrutura e os serviços do SUS para a realização de estágios curriculares obrigatórios e demais atividades formativas práticas. O veto se justifica pela dificuldade de definir o montante a partir de critérios objetivos e equânimes entre as instituições.

    HISTÓRICO – Em 2023, o Ministério da Educação (MEC) encontrou um cenário de expansão dos cursos de medicina marcado pela judicialização e por dificuldades no planejamento da oferta. A moratória para a abertura de novos cursos, vigente entre 2018 e 2022, havia provocado mais de 360 decisões liminares, fora da sistemática prevista no Programa Mais Médicos. Mesmo nesse contexto, a oferta anual de vagas em cursos de medicina nas redes pública e privada cresceu em mais de 23 mil no período.

    Diante desse cenário, o MEC, em articulação com o Ministério da Saúde, iniciou a reorganização da política de formação médica, com foco na qualidade dos cursos, na distribuição regional da oferta e na integração com o SUS. Entre as medidas adotadas estão a retomada dos editais do Mais Médicos, a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina e o aprimoramento dos instrumentos de avaliação e supervisão.

    O Enamed foi instituído em 23 de abril de 2025, por meio de uma iniciativa conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde, com o apoio do Inep e da HU Brasil, com objetivo de unificar a avaliação da formação médica no país. Para consolidar o exame como política pública, o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, em 19 de junho de 2026, a Medida Provisória nº 1.370, cujo Projeto de Lei de Conversão foi aprovado em outubro deste ano.

    Inicialmente estruturado como modalidade específica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina, o Enamed foi concebido para integrar a avaliação dos concluintes e a produção de indicadores nacionais sobre a qualidade da formação médica. A primeira prova foi aplicada em outubro de 2025, com 96,6 mil inscritos confirmados. Dos 351 cursos avaliados, 107 receberam conceitos insatisfatórios (1 ou 2) e aproximadamente 13 mil egressos foram considerados não proficientes. Os cursos com conceito 5 somaram apenas 49, evidenciando o desafio de qualidade da formação médica no país. Os cursos de graduação cuja autorização se deu por via judicial tiveram o pior desempenho.

    Em 2026, o exame cresceu de forma expressiva. A segunda edição contabilizou 152,9 mil inscritos, aumento superior a 58% em relação ao número de inscrições confirmadas no ano anterior, com a inclusão dos estudantes do 4º ano, além dos concluintes.

    INTEGRAÇÃO COM ENARE – Os resultados do Enamed são utilizados na seleção para programas de residência médica de acesso direto por meio do Enare, processo seletivo unificado coordenado pela HU Brasil. A iniciativa reúne instituições públicas e privadas, busca democratizar o acesso à residência médica, reduzir a multiplicidade de provas e contribuir para a ocupação eficiente das vagas disponíveis.

    No Enare, a nota do Enamed corresponde à etapa objetiva da seleção. A partir da edição 2026/2027, também passou a ser possível utilizar resultado proficiente obtido na edição anterior, dentro do prazo de validade. Caso o candidato possua mais de um resultado válido, o sistema considera a maior nota para fins de classificação.

    Além do Enare, outros programas de residência médica de acesso direto também podem utilizar os resultados do Enamed em seus processos seletivos, como etapa de avaliação cognitiva ou de conhecimentos teóricos. A integração contribui para reduzir a fragmentação dos instrumentos de avaliação, ampliar a comparabilidade dos resultados e fortalecer a articulação entre a graduação, a residência médica e as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

    PADRÃO NACIONAL DE FORMAÇÃO – A consolidação do Enamed permite ao país estabelecer um parâmetro nacional comum de proficiência para a formação médica. Esse padrão não substitui a autonomia pedagógica das instituições, mas cria uma referência objetiva sobre o conjunto mínimo de conhecimentos e competências que deve ser desenvolvido ao longo da graduação.

    A matriz do exame está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais e contempla áreas essenciais da prática médica: clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, medicina de família e comunidade, saúde mental e saúde coletiva. Além de avaliar o estudante, o Enamed produz indicadores sobre a qualidade dos cursos de medicina.

    Com a nova lei, o Brasil passa a contar com uma política integrada que articula avaliação da graduação, aferição de proficiência, supervisão dos cursos, acesso à residência médica e fortalecimento do SUS. A medida amplia a transparência e estimula o aprimoramento contínuo das escolas médicas.

  • Esmafe abre inscrições para curso sobre identificação racial e heteroidentificação 
		Última atualização:  06/11/2026 às 16:53:00

    Esmafe abre inscrições para curso sobre identificação racial e heteroidentificação Última atualização: 06/11/2026 às 16:53:00

    Estão abertas, até o dia 19/11, as inscrições para o curso “Identificação Racial no Brasil: Fundamentos, Critérios e Procedimentos de Heteroidentificação (Resolução CNJ nº 598/2024)”. Promovida pela Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), em parceria com o Comitê de Equidade Racial da 5ª Região, a formação será realizada de 22 a 27/11, na modalidade híbrida. A programação inclui atividades presenciais na sede da Esmafe e uma visita de campo à Comunidade Quilombola de Xambá, em Olinda (PE).

    Com carga horária de 20 horas, o curso combinará atividades assíncronas e encontros presenciais, nos dias 26 e 27/11. As aulas serão ministradas pelo professor Rodrigo Edinilson de Jesus, presidente da Comissão Permanente de Ações Afirmativas e Inclusão Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    A formação busca aprofundar o conhecimento sobre as relações raciais no Brasil, as políticas de ações afirmativas e os procedimentos de heteroidentificação. Esses temas têm ganhado relevância no cenário jurídico brasileiro, especialmente com a ampliação da reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos e o aumento das demandas judiciais relacionadas à identificação racial.

    Entre os objetivos estão o aperfeiçoamento da atuação das Comissões de Heteroidentificação, a redução da subjetividade na aplicação dos critérios de avaliação e o fortalecimento da fundamentação das decisões. A iniciativa também busca promover o alinhamento conceitual sobre as relações raciais no Brasil e a integração das ações dos Comitês de Equidade Racial da 5ª Região.

    Inscrições

    Magistrados(as) e integrantes do CPAMAS:https://educa.enfam.jus.br/inscricao-Identifica%C3%A7%C3%A3o Racial no Brasil

    Servidores(as) em geral: https://forms.cloud.microsoft/r/tg2kePFKfr

    Serviço

    Curso: Identificação Racial no Brasil: Fundamentos, Critérios e Procedimentos de Heteroidentificação

    Modalidade: Híbrida

    Período: 22 a 27 de novembro de 2026

    Atividades presenciais: 26 e 27/11, na sede da Esmafe, com atividade de campo na Comunidade Quilombola de Xambá, em Olinda (PE)

    Horário das atividades presenciais: 8h30 às 12h30 e 14h às 18h

    Carga horária: 20 horas

    Público-alvo: magistrados(as), servidores(as) do TRF5 e integrantes dos Comitês de Equidade Racial e das Bancas de Heteroidentificação.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Vice-presidente do TRF5 conduz debate sobre os desafios da relevância da questão de direito federal infraconstitucional Última atualização: 06/11/2026 às 12:35:00

    A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, participou, ontem (05/11), do Encontro Nacional do Poder Judiciário sobre a Relevância da Questão de Direito Federal.  A magistrada presidiu o painel “Os primeiros desafios da relevância da questão de direito federal infraconstitucional”. O evento foi promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no auditório da Corte, em Brasília.  

    A mesa de debate contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Vicente de Oliveira Filho; do presidente do Tribunal de Justiça de do Rio Grande do Sul, desembargador Eduardo Uhlein; do secretário judicial da Presidência do STJ, juiz Fernando da Fonseca Gajardoni; do procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; e da defensora pública geral do Estado de São Paulo, Luciana Jordão. 

    Durante o evento, Joana Carolina elogiou a iniciativa do STJ e o material disponibilizado para esclarecer todos os operadores do Sistema de Justiça a respeito da temática. Ela também falou da importância do debate. “Foi uma experiência muito enriquecedora, um painel bem plural, onde cada um trouxe os seus pontos de vista. Vimos como cada instituição recebe essa novidade do filtro de relevância e o que elas esperam dessa ferramenta”. 

    A magistrada também avaliou os impactos da aplicação do novo requisito. “O que o Superior Tribunal de Justiça espera, através do filtro da relevância, é tornar o STJ uma Corte realmente voltada para a sua função constitucional, que é decidir a respeito da interpretação de lei federal. Em determinadas situações, o STJ vai dizer, olha, nesse caso aqui não tem relevância da questão federal. Isso vai acarretar que os Tribunais de Justiça e os Tribunais Regionais Federais terão a última palavra a respeito daquela matéria”, pontuou. 

    Saiba mais sobre o requisito da relevância da questão de direito federal.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Acom STJ)


  • Corregedoria-Geral da Justiça Federal realiza inspeção ordinária no TRF5 entre os dias 09 e 13/11  
		Última atualização:  06/11/2026 às 12:38:00

    Corregedoria-Geral da Justiça Federal realiza inspeção ordinária no TRF5 entre os dias 09 e 13/11 Última atualização: 06/11/2026 às 12:38:00

    A Corregedoria-Geral da Justiça Federal irá realizar, entre os dias 09 e 13/11, a inspeção ordinária presencial no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. A abertura dos trabalhos será na próxima segunda-feira, às 9h, no Auditório do Pleno, com a participação do corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Mauro Campbell, além de magistrados, magistradas, servidores e servidoras do TRF5. 

    A inspeção será realizada em diversas unidades do TRF5, como Presidência; Vice-Presidência; Corregedoria-Regional; Gabinetes dos Desembargadores Federais; Diretoria Judiciária; Diretoria de Recursos Extraordinários, Especiais e Ordinários; Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas; Diretoria do Plenário; Divisão das Seções; Diretoria de Informações e Distribuição; Divisão de Processamento das Causas de Competência das Turmas; Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe); entre outras. 

    Ao final dos trabalhos, o CJF elaborará um relatório com o resultado das inspeções.  

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Novembro Azul: NAS promove roda de conversa sobre saúde masculina 
		Última atualização:  05/11/2026 às 16:08:00

    Novembro Azul: NAS promove roda de conversa sobre saúde masculina Última atualização: 05/11/2026 às 16:08:00

    A saúde masculina ganha destaque no Programa Envelhecer com Saúde, do Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, neste mês de novembro. A prevenção de doenças e a conscientização sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento médico ao longo da vida serão tema da roda de conversa “Andropausa, testosterona e saúde masculina: o que todo homem precisa saber”. O evento, que integra as ações da campanha Novembro Azul, será realizado na próxima quarta-feira (11/11), às 15h30, na Sala Capibaribe. 

    Os convidados para debater o tema são o urologista Moacir Cavalcante e o endocrinologista Arthur Inojosa. A mediação do encontro ficará por conta do médico do NAS Thiago Araújo. 

    A iniciativa visa a promover um espaço de diálogo e esclarecimento sobre as alterações hormonais associadas ao envelhecimento masculino, os critérios para indicação de reposição de testosterona, seus potenciais benefícios e riscos, além de abordar mitos e questões relevantes relacionadas à saúde do homem. 

    Outras ações 

    Além da roda de conversa para debater a saúde masculina, o NAS também organizou uma decoração especial da unidade, para dar visibilidade ao tema e conscientizar o público interno sobre a importância do autocuidado. Além disso, durante todo o mês de novembro, o edifício-sede do TRF5 ficará iluminado na cor azul.  

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Saúde antirracista: Ministério da Saúde participa da Campanha do Mês da Consciência Negra 2026

    Saúde antirracista: Ministério da Saúde participa da Campanha do Mês da Consciência Negra 2026

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do lançamento da campanha do Mês da Consciência Negra 2026, nesta quarta-feira (04), no Ministério da Igualdade Racial (MIR). Com o lema “Brasil pela Igualdade Racial: o Legado para o Futuro”, a campanha destaca a quarta edição do Mapa do Brasil pela Igualdade Racial, uma ferramenta colaborativa que reúne a programação de debates, encontros, lançamentos e articulações com órgãos públicos, instituições parceiras e sociedade civil em todo o país, aprofundando e fortalecendo as discussões sobre a relação entre memória, presente e futuro.  

    “Não existe saúde pública para todos sem igualdade racial e os dados oficiais revelam a profunda desigualdade que ainda existe para que a população negra possa acessar os serviços de saúde. O enfrentamento ao racismo precisa se traduzir em políticas concretas, com ações, investimentos e compromisso institucional para assegurar um SUS cada vez mais equânime”, afirmou o ministro durante o evento. 

    As atividades do Novembro Negro se estendem até o fim do mês e incluem encontros sobre cooperação internacional e justiça racial, saúde e direitos da população negra, entre outros temas correlacionados. As datas, os locais e os detalhes de parte da programação de outras pastas, podem ser conferidas no Mapa do Brasil pela Igualdade Racial.   

    Saúde antirracista 

    No Brasil, o Ministério da Saúde e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) reconhecem oficialmente que não é possível promover equidade no Sistema Único de Saúde (SUS) sem combater o racismo como determinante da saúde. Isto porque o racismo se configura como o principal fator de produção de iniquidades em saúde a que estão expostas as populações negras africanas e afrodescendentes.  Nesse contexto, o Ministério da Saúde reforça seu compromisso com o enfrentamento das desigualdades raciais e a promoção de uma saúde pública mais justa e inclusiva, por meio de iniciativas voltadas ao fortalecimento da PNSIPN, à promoção da equidade racial e ao enfrentamento do racismo estrutural e institucional no SUS. 

    Para a coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra do Ministério da Saúde, Rose Santos, as iniciativas apresentadas para este Novembro Negro representam avanços na consolidação de uma agenda de cooperação interministerial. “Estamos construindo caminhos para que a equidade racial se materialize nos territórios, por meio do fortalecimento da formação em saúde, da atenção psicossocial antirracista e do financiamento de ações que ampliem o acesso e qualifiquem o cuidado à população negra”, destacou Rose. 

    Como parte desse esforço, a pasta ampliou o incentivo financeiro federal de custeio mensal às equipes de Saúde da Família (eSF) que atuam em territórios com população quilombola, instituído pela Portaria GM/MS nº 9.572/2025. Em março de 2026, foram credenciados e habilitados 130 municípios e 245 equipes, com previsão de profissionais adicionais, unidades de apoio e meios de transporte. Destaca-se ainda a publicação da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ), em setembro de 2026. 

    Desde setembro do ano passado, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde da População Negra – CGAPN, realiza oficinas e ações de educação na saúde antirracista com trabalhadores e gestores da pasta, além de estratégias de qualificação de trabalhadores do SUS, em ciclos de Educação permanente antirracista. Neste ano, também estão sendo realizadas oficinas regionais para formação de gestores e trabalhadores da Atenção Primária em Saúde (APS) sobre a primeira infância antirracista, a justiça reprodutiva e a saúde das mulheres negras.  

    Para identificar e enfrentar possíveis vieses raciais em tecnologias e sistemas digitais utilizados no SUS, o Ministério da Saúde desenvolve o projeto Saúde Digital sem Racismo, estruturado em três frentes de investigação: a primeira prevê auditorias em sistemas automatizados utilizados na saúde, com o objetivo de identificar possíveis diferenças de desempenho entre grupos raciais; a segunda está voltada ao monitoramento da implementação da PNSIPN nas políticas de digitalização da saúde e a terceira contempla o mapeamento e a escuta de lideranças negras e quilombolas, para compreender suas experiências, necessidades e desafios relacionados ao acesso às tecnologias digitais em saúde. 

    Já por meio do projeto “Feira de Saúde: Saberes Ancestrais dos Terreiros e o Cuidado na Atenção Primária à Saúde”, o Ministério da Saúde, em parceira com as gestões municipais de saúde e organizações da sociedade civil, promove nos territórios tradicionais das religiões de matriz africana e afrobrasileira  a oferta de  serviços de saúde e  diálogos comunitários de valorização dos terreiros como espaços promotores de saúde, valorizando as práticas ancestrais de cuidado em diferentes cidades brasileiras. 

    Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra 

    Desde 2023, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é feriado nacional, conforme a Lei nº 14.759/2023. A data reconhece a trajetória de Zumbi dos Palmares e a importância histórica das lutas da população negra por liberdade e direitos.   

    Priscila Viana
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde lança novo Regimento Interno com foco em inovação e saúde digital

    Ministério da Saúde lança novo Regimento Interno com foco em inovação e saúde digital

    O Ministério da Saúde deu um passo decisivo rumo à modernização de sua gestão nesta quinta-feira (5/11). Em cerimônia realizada no Auditório Emílio Ribas, no Edifício Sede da pasta, foi lançado o novo Regimento Interno da instituição. O documento, que atualiza a estrutura organizacional do ministério, redefine competências e fortalece a governança do Sistema Único de Saúde (SUS), foi entregue de forma simbólica pelo mascote Zé Gotinha. A reformulação administrativa foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 12.169, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    Na abertura do evento, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o esforço do Governo do Brasil para reconstruir e consolidar a autoridade sanitária da pasta no país. “Isso aqui não é só um livro. Ele representa toda a engrenagem de funcionamento do Ministério da Saúde. O novo texto consolida o nosso papel na coordenação nacional do SUS, detalhando as competências e responsabilidades de cada unidade para que possamos, na ponta, modernizar o atendimento à população e garantir o cuidado à saúde com universalidade, integralidade e equidade”, pontuou.

    Composto por 874 artigos distribuídos em 22 títulos, o novo regimento detalha o fluxo de trabalho de órgãos de assistência direta ao ministro, conselhos colegiados, entidades vinculadas e hospitais federais. O texto também amarra as competências das sete secretarias finalísticas que desenham as políticas de saúde do Brasil hoje:

    • Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS)

    • Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES)

    • Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE)

    • Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)

    • Secretaria de Saúde Indígena (SESAI)

    • Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)

    • Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI)

    Saúde Digital e Inovação

    Um dos principais destaques do novo documento é o fortalecimento das diretrizes voltadas para a transformação tecnológica da saúde pública. O regimento detalha a atuação da Secretaria de Informação e Saúde Digital, consolidando as bases normativas para a expansão da telessaúde, a integração de sistemas nacionais de dados e a regulamentação do uso ético de inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e monitoramento epidemiológico.

    Desburocratização e Transparência

    Com a entrada em vigor da nova portaria, quatro normativas anteriores que regulavam as estruturas internas do ministério foram integralmente revogadas (as Portarias GM/MS nº 1.844/2016 e nº 1.419/2017, e as Portarias SE/MS nº 756/2017 e nº 801/2020). A consolidação extingue redundâncias burocráticas e simplifica o organograma institucional, garantindo maior transparência pública e segurança nos atos de trabalhadores e gestores da pasta.

    Tatiany Volker Boldrini
    Ministério da Saúde