Idealizado pelo juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, Adhailton Lacet Correia Porto, o Projeto ‘ECA, Família e Escola’ está cada vez mais consolidado nas escolas públicas, privadas e nos condomínios de João Pessoa, com perspectivas de expansão para outros municípios paraibanos. Na quarta-feira (9), mais duas palestras do projeto foram realizadas na Rede de Colégios Motiva, com presença massiva dos estudantes. Segundo o magistrado, a finalidade é orientar, esclarecer e ouvir questionamentos de pais e alunos sobre vários temas que envolvem o universo infantojuvenil e seus direitos e deveres.
As duas últimas palestras foram sobre Bullying, focada na minissérie ‘Adolescência’ e é este ciclo, que vai até o final do ano, com o mesmo assunto. “Bullying é um tema recorrente, que não deve ser esquecido. A gente precisa combater na origem, dentro do ambiente de escola, onde ele vem se desenvolvendo, mesmo que inconscientemente naqueles que praticam esse tipo de intimidação sistemática”, comentou Adhailton Lacet. O juiz também falou sobre a participação dos alunos em suas palestras. “É gratificante perceber que alunos e alunas dos ensinos Fundamental e Médio têm interesse sobre temas que impactam nosso cotidiano, sempre com perguntas que provocam debates e esclarecimentos necessários”, disse o magistrado.
A psicóloga convidada para as palestras e que atua no Núcleo de Apoio da Equipe Multidisciplinar (Napem) da 1ª Circunscrição do Tribunal de Justiça, Miúcha Lins, abordou o aspecto psicológico dos danos causados pelo bullying. “Tratei dos aspectos jurídicos, mostrando as implicações que isso pode acarretar para aquele que pratica bullying, porque adolescente pode sim ser responsabilizado pelo ato que venha a causar a seu colega. Se aquilo causou sofrimento, mutilações, ele pode, sim, responder por uma medida socioeducativa, se resultar em algo que lesione ou acarrete dor profunda na vítima”, destacou.
A primeira palestra teve início às 8h (Motiva Tambaú) e a segunda explanação às 14h (Motiva Altiplano). Todo o conteúdo foi transmitido por um telão. “Também estamos avaliando levar essa iniciativa para municípios do interior da Paraíba. Normalmente, as palestras contam com profissionais das áreas de Serviço Social, Pedagogia e Psicologia, além de conselheiros tutelares”, informou. O magistrado lembrou que o Projeto ECA, Família e Escola teve início em 2023 e que a ação também é levada aos condomínios.
Especialistas e psicanalistas defendem que pais e escola devem estar atentos ao comportamento de crianças e adolescentes e manter sempre abertos os canais de comunicação com eles. O diálogo continua a ser a melhor arma contra esse tipo de violência, que pode causar efeitos devastadores em crianças e adolescentes. A Lei nº 13.185/2016, classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. classificação também inclui ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros.
Série – Em uma cidade inglesa, a polícia invade a casa de uma família e prende Jamie Miller, um garoto de 13 anos, sob suspeita de ter assassinado sua colega de classe Katie Leonard. Jamie é levado para uma delegacia para interrogatório e posteriormente detido em um Centro de Treinamento de Segurança. Durante as investigações na escola de Jamie e as sessões com uma psicóloga forense, surgem indícios de que o garoto estava profundamente abalado por episódios de bullying.
Por Fernando Patriota



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