Autor: admin

  • Museu do Poder Judiciário recebe mais de 1 mil visitantes em 2025

    Foto de estudantes em visita ao Museu do Poder Judiciário
    Estudantes durante visita ao Museu do Poder Judiciário

    Intitulado “Conheça o Palácio da Justiça”, o projeto no Museu do Poder Judiciário, que iniciou suas atividades em agosto de 2024, recebeu cerca de 1.036 visitantes durante o ano de 2025, entre estudantes, professores e pesquisadores.

    O Museu é órgão integrante da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga, tem como objetivo aproximar o cidadão paraibano do poder judiciário, promovendo o diálogo entre a história e o aspecto jurídico no estado.

    Assim, o espaço, que dispõe da contribuição dos servidores Patrício Fontes, Marcos Alcântara e Clarice Santana, busca também auxiliar pesquisadores no acesso aos documentos históricos sob custódia do Museu para produção de atividades acadêmicas. 

    As ações promovidas inerentes ao museu, tais como visitas e pesquisas, contam com o apoio da gestão do presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, que acompanha de perto a realização dos projetos.

    Em sua composição, o museu reúne, ao todo, cinco espaços abertos para visitação, sendo, respectivamente, a Sala de exposição do Hall Térreo, com exposição de alguns itens de documentação histórica; o Hall Superior do Palácio, com a representação de uma sala de audiência e um gabinete do juiz, além de telas do artista paraibano Flávio Tavares; Sala de Sessões do Pleno Histórico do Tribunal;  Salão Nobre; e Cripta de Epitácio Pessoa.

    Visitas – As visitas monitoradas acontecem às sextas-feiras, a partir das 9h, conforme agendamento prévio. Os horários marcados podem ser feitos através dos canais de comunicação: whatsapp (83) 98657-7058, e-mail museu@tjpb.jus.br e instagram @museutjpb.

    Por Gabriel Lacerda (estagiário) 
     

  • Comarca de Itaporanga realiza treinamento especializado sobre o PJe na prática

    Foto da equipe em treinamento na comarca de Itaporanga
    Juiz José Emanuel e servidores durante treinamento sobre PJe

    Em um esforço contínuo para otimizar a prestação jurisdicional e aprimorar a eficiência do trabalho cartorário, o juiz titular da 3ª Vara Mista da Comarca de Itaporanga-PB, José Emanuel da Silva e Sousa, realizou, nesta semana, um treinamento especializado sobre o Processo Judicial Eletrônico (PJe) na Prática para todos os servidores da unidade.

    A iniciativa, que demonstra o compromisso da Vara com a celeridade e a qualidade dos serviços oferecidos à população, teve como foco principal aprofundar o conhecimento técnico e operacional dos colaboradores nas funcionalidades mais complexas e nas rotinas diárias do sistema PJe.

    “O treinamento abordou temas cruciais para a rotina da 3ª Vara Mista, visando solucionar gargalos operacionais e uniformizar procedimentos”, informou José Emanuel da Silva e Sousa.

    O juiz titular ressaltou a importância da capacitação como um investimento fundamental no capital humano da Vara. O objetivo é que o aperfeiçoamento prático no PJe resulte em maior celeridade, segurança, uniformidade e qualidade no atendimento. 

    Com ações como esta, a 3ª Vara Mista de Itaporanga reafirma seu empenho em utilizar a tecnologia a favor da Justiça, garantindo que os servidores estejam plenamente aptos a lidar com as demandas do Judiciário moderno.

    Gecom com informação da Comarca de Itaporanga
     

  • TJPB e AMPB: encontro destaca diálogo, resolutividade e aperfeiçoamento da Justiça paraibana

    Fred recebe diretores da AMPB
    Fred Coutinho com os integrantes da nova diretoria da AMPB

    Transparência, diálogo institucional, inovação, resolutividade, melhorias e aperfeiçoamento da prestação jurisdicional foram temas da pauta da reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho e os magistrados (as) integrantes da nova mesa diretora da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB). 

    O encontro aconteceu nesta quinta-feira (04), na sede administrativa do Tribunal, e teve a participação do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho e dos auxiliares da Presidência, juiz Fábio Araújo e da juíza Maria Aparecida Gadelha. 

    O gestor do Poder Judiciário paraibano disse estar aberto ao diálogo com a instituição, ressaltando a importância da Associação dos Magistrados no trabalho desenvolvido no judiciário paraibano em prol de uma prestação jurisdicional qualitativa, eficaz e voltada à cidadania. Ele expressou sua satisfação em receber a nova diretoria e afirmou o compromisso de trabalhar em conjunto para fortalecer a magistratura, dando continuidade ao bom trabalho realizado na gestão anterior da AMPB.

    “Aqui estamos de portas abertas na construção de uma magistratura mais forte, com responsabilidade e transparência. Eu acredito na força do diálogo. E com certeza o presidente Gilberto dará continuidade ao trabalho excepcional que foi anteriormente feito pelo juiz Trineto. E nessa caminhada estamos juntos, na busca de servir cada vez mais à magistratura e, nesse sentido, servindo também à cidadania”, enfatizou o presidente Fred Coutinho. 

    Foto do juiz Gilberto Rodrigues
    Juiz Gilberto Rodrigues

    O presidente da AMPB, juiz Gilberto de Medeiros Rodrigues, destacou terem a finalidade da visita foi apresentar ao presidente Fred Coutinho as magistradas e magistrados que integram a direção da AMPB, além de oferecer cooperação nas ações institucionais do judiciário paraibano.

    “A Associação está aqui para cooperar no que for preciso para o desenvolvimento da magistratura, tanto na questão da produtividade, mas também de valorização dos magistrados, além de buscar a melhoria da prestação jurisdicional. Esse é o objetivo de toda a magistratura da Paraíba”, realçou o juiz Gilberto Medeiros.

    Participaram da reunião os magistrados (as) integrantes da Diretoria Executiva da AMPB: Bárbara Bortoluzzi; Phillipe Padilha; Kleyber Thiago Trovão; Fabrício Meira  e do Conselho Fiscal: Cláudia Evangelina Chianca; Israela Cláudia da Silva; Hyanara Torres  e José Geraldo Pontes. 

    Por Lila Santos
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Ministério da Saúde lança coletânea para promover equidade de gênero, raça e etnia no SUS

    Ministério da Saúde lança coletânea para promover equidade de gênero, raça e etnia no SUS

    O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (4), os Cadernos de Equidade durante a realização da última oficina regional do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), em João Pessoa. Entre 2024 e 2025, a iniciativa percorreu seis cidades, das cinco regiões do país, e alcançou 600 pessoas diretamente.

    Coordenada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), a coletânea de textos é fundamental para aprofundar e concretizar a política de Equidade de Gênero, Raça e Etnia na gestão do trabalho e educação do SUS. Os cadernos foram produzidos por meio de recursos do Proadi-SUS, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

    “A discussão da equidade no Sistema Único de Saúde é fundamental para que as populações se sintam representadas também no SUS e tenham atendimento adequado. É necessário debater essa política de forma coletiva com os movimentos sociais, gestores e trabalhadores do SUS para que possam apontar caminhos para melhorar a formação da saúde e do trabalho, ampliando a participação popular no SUS. Essa coletânea aponta o caminho. Queremos fortalecer o cuidado com as pessoas, valorizar os trabalhadores do SUS e, principalmente, cuidar bem do povo brasileiro”, destacou o secretário da SGTES, Felipe Proenço.

    Estrutura dos cadernos

    De acordo com a coordenadora geral de Ações Estratégicas da Educação na Saúde, Erika Almeida, a coletânea vai fortalecer a materialização do princípio da equidade no SUS. “A equidade é um dos princípios fundantes do Sistema Único de Saúde. Contudo, ainda temos dificuldade de materializar, de operacionalizar. Então nesses três anos do programa sentimos a necessidade de deixar algo material para que trabalhadoras, trabalhadores, gestoras e gestores possam incorporar, transversalizar, fazer ações de fato de equidade na perspectiva da formação, da gestão do trabalho, a exemplos dos processos formativos”, disse a coordenadora.

    A coletânea é constituída de cinco cadernos:

    • Formação em Saúde: orienta sobre os aspectos de equidade para quem está construindo a formação de outros trabalhadores na Saúde.
    • Gestão do Trabalho: traz contribuições para a gestão do trabalho e da educação e saúde, indicados para quem já está formado e para o gestor que gerencia essas equipes orientar e trazer conteúdos de equidade.
    • Comunicação na Saúde: discorre sobre como comunicar a equidade para outros trabalhadores, para os usuários que utilizam o sistema público de saúde.
    • Participação no SUS: orienta como os processos de participação social e como incluir a comunidade e os diferentes atores dentro desse processo para tratar sobre a equidade de uma forma adequada.
    • Verbetes: trata da linguagem na perspectiva da equidade e busca eliminar expressões que possam agredir uma outra pessoa.

    Programa Nacional de Equidade no SUS

    Com um orçamento de mais de R$ 50 milhões até 2026, o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde foi instituído em março de 2023. A iniciativa integra uma das agendas prioritárias do Governo Federal para o enfrentamento às desigualdades de gênero, raça e etnia, reconhecendo o papel do Estado como promotor e articulador de estratégias e políticas públicas que buscam combater as iniquidades sociais ainda presentes no país.

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde inaugura novas instalações nos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes, como parte do Plano de Reestruturação dos Institutos Federais

    Ministro da Saúde inaugura novas instalações nos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes, como parte do Plano de Reestruturação dos Institutos Federais

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (04) os Hospitais Andaraí e Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro, para anunciar melhorias e a ampliação dos serviços de atendimento especializado no estado. As ações fazem parte do Plano de Requalificação dos Hospitais Federais, dentro do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera na rede federal de saúde. 

    No total, mais de R$ 910 milhões foram investidos na reestruturação das duas unidades. Desse montante, R$ 610 milhões vieram do teto MAC (Média e Alta Complexidade), além de R$ 200 milhões destinados ao Hospital do Andaraí e R$ 100 milhões ao Hospital Cardoso Fontes. Em 2024, foi entregue um acelerador linear para radioterapia, equipamento que não existia anteriormente e que agora contribui para garantir acesso mais rápido aos serviços especializados do SUS no Rio de Janeiro. 

    Uma alegria estar aqui inaugurando essa nova área de urgência e emergência do Andaraí. Que já começa a funcionar a partir de hoje à noite, 24 horas por dia. E a gente inaugura na próxima segunda-feira a nova emergência pediátrica do Andaraí. Hoje também a gente comemora um ano dessa reestruturação dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Nessa parceria com a prefeitura, reestruturando totalmente os hospitais federais do Rio de Janeiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A data marca um ano da gestão compartilhada entre Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde (SMS), período em que os hospitais passaram por uma reestruturação completa para ampliar e qualificar o atendimento. Em menos de doze meses, as unidades foram transformadas em serviços que acolhem, atendem e salvam vidas, funcionando 24 horas por dia, com equipes completas, mais leitos e especialidades alinhadas às necessidades da população.  

    O impacto dessa mudança é evidente: quase 3 mil cirurgias realizadas em poucos meses, cada uma representando histórias de alívio, recomeço e vidas transformadas. O resultado reforça o compromisso de uma gestão que coloca o paciente no centro de todas as decisões.  

    Durante a visita, o ministro também destacou os avanços recentes na captação de recursos internacionais para modernizar a rede federal no estado. O investimento contemplará obras e ampliações nos Hospitais do Andaraí, Cardoso Fontes e Lagoa, além de novas UTIs para o Hospital Federal de Bonsucesso e para a UFRJ. “Duas semanas atrás, anunciamos um projeto para buscar financiamento do Banco do BRICS e trazer hospitais de alta tecnologia da China e da Índia para o Brasil. Com esses recursos, vamos modernizar vários hospitais aqui no Rio de Janeiro”, afirmou Padilha. 

    Inauguração do Centro de Emergência Regional (CER) e do Restaurante Hospitalar no Hospital de Andaraí  

    O Centro de Emergência Regional (CER) do Andaraí passa agora a funcionar em suas instalações definitivas, localizadas no 1º andar do complexo do hospital. Com estrutura de ponta, o ambiente conta com três salas de classificação de risco, quatro consultórios, salas de curativo, de espera e de procedimentos, além de espaços para acolhimento e para aplicação de medicamentos. Reaberta em fevereiro após uma interdição de quatro anos, a emergência da unidade vinha operando desde fevereiro em local provisório.  

    O Hospital de Andaraí é referência em cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e outras especialidades. Em maio deste ano, o HFA recebeu um acelerador linear do Programa Agora Tem Especialistas. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer. Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade para atender até 167 mil pacientes por ano, o dobro do registrado antes da reestruturação. 

    Outra entrega importante foi a reabertura do restaurante, que estava fechado havia 12 anos. Equipado com aparelhos de cozinha de escala industrial, o setor é destinado a acompanhantes de pacientes internados e profissionais de saúde, além de fornecer as refeições e dietas dos pacientes. A capacidade é de 3,2 mil refeições por dia. Até o primeiro semestre de 2026, serão reabertos todos os demais serviços que ainda estão em obras, como o centro cirúrgico, o setor de oncologia, os centros de imagem, o parque tecnológico e o novo setor de trauma. 

    Visita às instalações do Hospital Cardoso Fontes 

    Em Jacarepaguá, Padilha também visitou as obras do novo CER do Hospital Cardoso Fontes e participou da entrega do novo prédio administrativo, do centro de estudos e do sistema de climatização dos leitos. Em fevereiro deste ano, o hospital voltou a operar o serviço de atendimento 24 horas, com equipes completas, leitos ampliados e especialidades que atendem às necessidades da população. 

    Especializado em atendimentos nas áreas de oncologia, cardiologia, endocrinologia, infectologia e mais, o HFCF está com corpo de funcionários 57% maior, totalizando 2.241 profissionais. Entre janeiro e julho de 2025, a produção ambulatorial também aumentou, ultrapassando 488 mil atendimentos, além de alcançar a marca de 2.978 procedimentos cirúrgicos, um aumento de 87% em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Julianna Valença 
    Ministério da Saúde 

  • Mensalidades do TRFMED não serão reajustadas em 2026 Última atualização: 04/12/2025 às 17:35:00

    O Programa de Autogestão em Saúde da Justiça Federal da 5ª Região (TRFMED) informa que não haverá reajuste nos valores das mensalidades para o ano de 2026.

    A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do Programa, após a análise do mais recente relatório atuarial. Os resultados demonstram a eficiência da gestão, o alcance das metas projetadas para 2025, o equilíbrio atuarial e a sustentabilidade de longo prazo do plano, garantindo maior previsibilidade e segurança financeira aos seus beneficiários.

    A nova Tabela de Contribuições Mensais para 2026, publicada por meio da Instrução Normativa nº 05/2025, terá vigência entre janeiro e dezembro do próximo ano.

    O presidente do Conselho Deliberativo, desembargador federal Rodrigo Tenório, comemora: “Este é o quinto ano consecutivo em que damos boas notícias ao divulgar os valores das contribuições mensais, o que mostra que estamos no caminho certo. Precisamos, contudo, nos manter vigilantes em relação às oportunidades de redução de custo, o que inclui, inclusive, o papel do próprio usuário, aproveitando as oportunidades que o plano oferece”.

    O magistrado também lembrou que será disponibilizado um aplicativo de celular (Weppo), para auxiliar na saúde e nos treinos dos beneficiários, e que, em 2026, o Programa planeja outras ações preventivas, visando ao uso otimizado do plano.

    Mudança para beneficiários desvinculados

    No caso do(as) beneficiário(as) que perderam o vínculo com a Justiça Federal e permanecem no TRFMED, haverá uma mudança já prevista. Conforme comunicado em dezembro de 2024 [veja aqui], a partir de janeiro de 2026, os valores de contribuição dos titulares e dependentes desvinculados serão equiparados aos de agregado desvinculado.

    Dessa forma, todos(as) nesta situação passarão a ter uma tabela única de contribuição, consolidando a reestruturação anunciada anteriormente.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5 com informações do TRFMED


  • Edital exclusivo para mulheres advogadas marca avanço na paridade de gênero no TRE-PB

    Fred Coutinho ladeado por Oswqaldo Tribueiro e Harrison Targino
    Fred Coutinho (centro), Oswaldo Trigueiro e Harrison Targino

    Um importante passo em busca da equidade de gênero no âmbito da Justiça eleitoral da Paraíba foi dado com a publicação do Edital nº 08/2025, que abre uma vaga exclusiva para mulheres advogadas no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Nesta quinta-feira (4), o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, esteve na sede da Corte eleitoral para comemorar este marco e realizar, pessoalmente, a entrega do documento.

    “Somente a categoria de advogadas poderá concorrer à próxima vaga de titular e servir junto ao TRE paraibano. É muito gratificante dividir este momento histórico com os representantes da Justiça eleitoral e da OAB”, afirmou Fred Coutinho. 

    O edital foi publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe) da última segunda-feira (1º), dando início à formação de lista tríplice para a escolha da nova representante da advocacia no TRE-PB. 

    A concorrência é restrita a advogadas, que têm cinco dias contínuos (a contar da publicação) para se inscrever, encaminhando o requerimento exclusivamente para o e-mail [astple@tjpb.jus.br](mailto:astple@tjpb.jus.br). 

    O presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro do Vale Filho, destacou a importância da política institucional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liderada pela ministra Cármen Lúcia, na promoção da paridade de gênero na Justiça Eleitoral. 

    “De forma sensível, o presidente Fred Coutinho entendeu a mensagem do TSE e remeteu o edital com exclusividade às mulheres advogadas. A iniciativa é celebrada tanto pela OAB, quanto pelo TRE, pois teremos, a partir de abril do próximo ano, a posse de uma advogada, simbolizando um momento histórico importante e um exemplo concreto da política do TSE”, refletiu Oswaldo Trigueiro.

    Já o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), Harrison Targino, afirmou que a medida vai ao encontro da política adotada pela OAB de empoderamento e valorização da mulher advogada.

    “O TJPB e o TRE fazem história ao reconhecer a necessidade de mais mulheres nos espaços decisórios. Essa é uma data importante pois é a primeira lista exclusiva para advogadas, representando um dia de festa e de alegria para a advocacia paraibana”, destacou.

    Vaga – A vaga, ocupada atualmente pelo advogado Roberto D’Horn Moreira Monteiro da Franca Sobrinho, ficará aberta com o encerramento de seu biênio, em 28 de abril de 2026.

    Por Gabriela Parente
     

  • TJPB decide que questão repetida em concurso não é motivo para anulação

    -
    Juiz Manuel Maria Antunes, relator do processo

    A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, por unanimidade, que a repetição de uma questão já aplicada em outro concurso público não configura, por si só, irregularidade capaz de justificar sua anulação. A decisão, relatada pelo juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, trata do ineditismo de questões de prova de concurso e foi proferida em ação movida contra o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora de um concurso da Polícia Civil da Paraíba. Em linguagem clara, o entendimento da Corte foi de que reaproveitar perguntas de provas passadas não fere a legalidade nem a isonomia, desde que não haja fraude, privilégio a candidatos ou descumprimento do edital do certame.

    O processo teve origem em uma ação de um candidato que buscava anular as questões de número 04, 18, 62 e 66 da prova objetiva do concurso para a Polícia Civil do Estado, regido pelo Edital nº 01–SEAD/ SEDS/PC. O candidato alegou plágio nessas perguntas – em especial na questão nº 18, que teria sido literalmente reaplicada de outro exame anterior. Ele pedia que as questões fossem invalidadas e que os pontos correspondentes lhe fossem atribuídos, alterando sua classificação. Em primeira instância, a Justiça chegou a anular a questão 18, entendendo haver plágio comprovado, já que a pergunta seria idêntica a outra utilizada pela banca Quadrix em um concurso de 2018 no Estado de Goiás. Essa decisão inicial considerou que a repetição violaria o princípio da moralidade administrativa. Cebraspe e o Estado da Paraíba, no entanto, recorreram. No julgamento do recurso pela 3ª Câmara Cível do TJPB, a sentença foi reformada: os desembargadores restabeleceram a validade da questão 18, concluindo que a mera repetição de conteúdo não configurou ilegalidade ou quebra de igualdade entre os candidatos.

    Ao analisar o caso, o relator Manuel Maria de Melo enfatizou que exigir originalidade absoluta em cada questão de concurso é impraticável no mundo real. Dada a enorme quantidade de certames, bancas e conteúdos, “não impõe o ineditismo das questões de concurso público, inexistindo ilicitude na reaplicação de itens de provas anteriores”, afirmou o magistrado, referindo-se ao princípio da moralidade administrativa. Em outras palavras, a legislação não obriga que cada pergunta seja inédita.

    O voto do relator deixou claro que reutilizar uma questão previamente aplicada não equivale a plágio ou fraude, desde que todos os candidatos estejam submetidos às mesmas condições e que o conteúdo da pergunta esteja previsto no edital. “A simples utilização de questão aplicada em certame de instituição diversa, sem indícios de privilégio, fraude, direcionamento ou quebra de isonomia, não configura plágio nem ofende a moralidade administrativa, sendo prática usual entre instituições avaliadoras”, registrou o acórdão. Assim, o fato de a questão não ser inédita por si só não compromete a legalidade do concurso. A decisão ressaltou que, no caso concreto, a questão impugnada (de raciocínio 1 2 3 4 4 5 6 5 7 6 1 lógico-matemático) estava integralmente dentro do conteúdo programático do edital, sem qualquer vício material identificado. Não houve demonstração de vantagem indevida a alguém nem de desequilíbrio na disputa – todos os candidatos responderam à mesma pergunta, que versava sobre matéria pertinente ao cargo, de modo que não ocorreu ofensa aos princípios da isonomia ou da moralidade.

    A decisão do TJPB acompanha o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre até onde o Judiciário pode interferir em concursos. No julgamento do Tema 485 de Repercussão Geral, o STF fixou a tese de que não cabe ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora na avaliação do conteúdo das questões ou na atribuição de notas, salvo em casos de flagrante ilegalidade ou descumprimento das regras do edital.

    No caso das questões repetidas, o TJPB entendeu que não havia nenhuma ilegalidade manifesta. Reutilizar questões não contraria por si só nenhuma lei ou o edital, e tampouco havia erro grosseiro no gabarito ou conteúdo estranho ao previsto no concurso. Desse modo, aplicar a máxima do STF significa que o Judiciário não deve anular questões apenas por não serem inéditas, uma vez que isso entra no mérito discricionário da banca examinadora. A intervenção judicial, reforçou o relator, deve ser excepcional e restrita a verificar “afronta ao edital, erro material evidente, ou ofensa a princípios constitucionais”, não sendo papel do juiz reavaliar critérios técnicos ou a formulação das perguntas. Esse controle de legalidade estrito garante que somente em situações de verdadeiro desvio – como uma pergunta totalmente fora do conteúdo do edital, uma resposta oficial claramente errada, ou evidência de fraude – é que a Justiça deve intervir e corrigir a prova.

    Gecom-TJPB

     

     

     

  • TJPB cumpre 100% das inspeções do CNIUPS no 2º semestre e reforça monitoramento socioeducativo

    Êxito de 100% nas inspeções previstas em todo o Estado. Esse é o resultado do trabalho realizado pelo Judiciário paraibano no âmbito do Cadastro Nacional de Inspeção de Unidades e Programas Socioeducativos (CNIUPS) – meio aberto. Os dados coletados servirão para reunir informações sobre as condições estruturais das unidades socioeducativas, suas rotinas, equipes e capacidades, tendo como objetivo central constituir instrumento de proteção para adolescentes a quem se atribui a prática de atos infracionais.

    As inspeções foram realizadas por juízes(as) e equipes técnicas das Varas com competência infracional, que receberam orientações do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

    O GMF tem por atribuição fiscalizar e monitorar o cumprimento das medidas socioeducativas impostas a adolescentes a quem se atribui a prática de atos infracionais e, por meio do aprimoramento das inspeções judiciais e do preenchimento do Sistema CNIUPS – meio aberto, acompanhar e verificar se os direitos desses(as) adolescentes estão sendo efetivamente garantidos.

    Foto da juiza Antonieta Maroja
    Juíza Antonieta Maroja

    “Como coordenadora do GMF Socioeducativo do Tribunal de Justiça da Paraíba, registro com satisfação que, neste 2º semestre, alcançamos 100% de realização das inspeções e de preenchimento do CNIUPS nas unidades e programas em meio aberto do Estado, resultado que reafirma o compromisso do Poder Judiciário paraibano com a proteção dos direitos dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, em consonância com as diretrizes do CNJ, fruto da atuação conjunta de magistrados, equipes técnicas, instituições parceiras, do GMF e da Corregedoria-Geral de Justiça”, ressaltou a juíza Antonieta Maroja.

    O GMF Socioeducativo, em parceria com a CGJ, acompanha o calendário anual para dar suporte aos(às) magistrados(as) e servidores(as) das comarcas, a fim de que, juntos, possam atender às diretrizes nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), garantindo a finalização integral das inspeções e assegurando a utilização universal, padronizada e obrigatória do CNIUPS em todo o território.

    Durante todo o ano de 2025, o GMF, a CGJ e a ESMA mantiveram parceria, assumindo o compromisso de facilitar a formação e a orientação de magistrados(as) e servidores(as), com vistas à melhoria da qualidade das inspeções judiciais. Dentre as iniciativas realizadas, destacam-se dois webinários sobre o preenchimento e a qualificação do CNIUPS, bem como um videocast produzido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA).

    Por Nice Almeida

     

  • Magistrados e servidores recebem reconhecimento pelo ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025

    Foto do presidente Fred Coutinho exibindo o diploma do Selo Prata
    Fred Coutinho exibe o diploma do Selo Prata à equipe do TJPB

    Magistrados(as) e servidores(as) do Judiciário paraibano celebraram, nesta quinta-feira (04), a conquista do ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025 — uma distinção que reconhece o empenho, a eficácia e o compromisso das instituições do Judiciário brasileiro com a melhoria contínua da prestação jurisdicional. A premiação reflete o trabalho conjunto das equipes que, ao longo do ano, se dedicaram ao aperfeiçoamento dos serviços, ao avanço tecnológico e ao fortalecimento da gestão.

    Para marcar a conquista e agradecer pessoalmente o esforço coletivo, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, ofereceu um café da manhã especial à equipe. O momento foi de confraternização, reconhecimento e celebração dos resultados alcançados. Durante o encontro, o presidente destacou que o Selo Prata é fruto de um trabalho sério, planejado e comprometido com a eficiência, a transparência e a responsabilidade pública.

    O desembargador aproveitou o momento para agradecer a cada um que se envolveu no projeto para alcançar o resultado. “Quero agradecer a cada servidora e servidor, cada magistrada e magistrado, por essa conquista. O Selo Prato é representado através de um diploma, e ali se encontra a digital de cada um de vocês”, reconheceu.

    O presidente Fred Coutinho projetou novas conquistas para 2026. “Tenho certeza, nós podemos, e vamos muito além. Vamos trabalhar agora para avançarmos, não só na manutenção, mas, acima de tudo, em conquistas novas. Com mais afinco, luta, dedicação, e muito planejamento, alcançaremos o ouro”, concluiu.

    Prêmio de Qualidade – Tem como objetivo  estimular e reconhecer o desenvolvimento de mecanismos de governança e gestão no Poder Judiciário, contribuir para o aprimoramento da prestação jurisdicional, promover a transparência e a melhoria na prestação de informações, incentivar  o aperfeiçoamento do Sistema de Estatísticas do Poder Judiciário, bem como o uso da inovação e da tecnologia. O prêmio visa, também, fomentar o desenvolvimento de subsídios para o planejamento estratégico e para a formulação das Metas Nacionais do Judiciário.

    A avaliação é baseada em um sistema de pontuação, estruturado a partir das políticas judiciárias previstas em regulamento. São considerados mais de 50 critérios, desdobrados em mais de 150 itens avaliativos, totalizando aproximadamente 2.300 pontos possíveis — com adaptações específicas para cada ramo da Justiça.

    Por Nice Almeida