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  • Juíza Adriana Lins preside cerimônia de casamento coletivo em Esperança

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    O casamento, conduzido pela juíza Adriana Lins, reuniu 50 casais

    A cidade de Esperança viveu uma noite inesquecível, marcada pelo amor, pela emoção e pelo compromisso de construir uma história a partir da celebração do casamento comunitário, realizado no último dia 15 de maio naquele município. A cerimônia foi presidida pela magistrada Adriana Lins de Oliveira Bezerra, juíza titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Sapé.

    O evento reuniu 50 casais, que oficializaram a união por meio do casamento civil, em ato celebrativo conduzido pela juíza Adriana Lins. O casamento coletivo, no seu segundo ano, é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Esperança, através da Secretaria de Assistência Social.

    A juíza Adriana Lins relatou que se trata de uma importante ação comunitária, que a cidade de Esperança já tornou lei, que contempla pessoas que não têm condições de arcar com as despesas de um casamento. A magistrada acrescentou que o projeto foi iniciado em 2024, ocasião em que ela presidiu a cerimônia pela primeira vez.

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    A juíza Adriana Lins presidiu a cerimônia

    “É um projeto muito bonito, iniciado ano passado. Eu estava lá e tive a oportunidade de fazer o casamento pela primeira vez. Acabou que eu fui designada para fazer este ano, pela segunda vez”. É um momento muito bonito, porque pessoas que não tinha condições de fazer uma celebração de casamento com vestido de noiva, bolo, banda de música. Enfim, a gente vê a felicidade no rosto das pessoas. Então, eu fico muito feliz em poder participar desse momento também”, declarou a juíza Adriana Lins.

    Estrutura – A gestão municipal arcou com toda a estrutura do evento, garantindo assim dignidade e respeito à celebração conduzida pela magistrada Adriana Lins, com protagonismo de 50 casais. O casamento contou, também, com o apoio do Serviço Registral Lira.

    Por Valter Nogueira

     

  • Iniciativas que promovam melhorias no SUS serão selecionadas pelo Ministério da Saúde

    O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), lançou nesta segunda-feira (19) o chamamento público para o Laboratório de Inovação em Saúde do Programa Mais Médicos (PMM), que busca identificar, organizar e compartilhar iniciativas que promovam a melhoria dos serviços e processos de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio acontece durante o Seminário Marco Zero das Pesquisas de Provimento para o SUS, realizado em Brasília (DF). 

    As iniciativas devem abranger as áreas de gestão, assistência e formação vinculadas ao PMM em todo o país. As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do sistema eletrônico disponível no edital e estão abertas até 13 de junho de 2025. Podem participar profissionais médicos do programa, gestores municipais de saúde e integrantes de equipes de Saúde da Família ou de Atenção Primária que contem com médicos do programa. 

    Para a coordenadora geral de Planejamento, Avaliação e Dimensionamento para profissionais do SUS, Grasiela Damasceno, “o objetivo do edital é reconhecer as práticas de saúde que estão sendo produzidas pelos médicos do Programa, além de trazer para o público a oportunidade de olhar para elas e pensar como podem essas ser aplicadas não somente nos municípios onde as equipes de saúde da família estão inseridas, mas em todo país”. 

    As experiências devem ser submetidas a um dos cinco eixos temáticos do edital:

    1. Fortalecimento do vínculo territorial e longitudinalidade no cuidado
    2. Participação popular e abordagem comunitária
    3. Integralidade e ampliação do escopo de ações na Atenção Primária à Saúde (APS)
    4. Promoção da equidade no cuidado a populações específicas
    5. Integração ensino-serviço e desenvolvimento da formação em saúde 

    As propostas devem apresentar objetivos, metodologia, recursos utilizados, resultados obtidos e impactos observados na população ou na gestão local. As iniciativas selecionadas receberão certificado de reconhecimento e poderão ser divulgadas em materiais audiovisuais, publicações técnicas e plataformas digitais, ampliando sua visibilidade e potencial de inspiração para outras equipes em contextos semelhantes. 

    Seminário Marco Zero

    Realizado nos dias 19 e 20, o evento marca o início do ciclo institucional de monitoramento e avaliação de pesquisas de provimento para o SUS contratadas pelo Ministério da Saúde. Com base na racionalidade da gestão baseada em evidências, busca possibilitar o diálogo entre pesquisadores, gestores e formuladores de políticas públicas, orientando a produção de conhecimento aplicado à melhoria das estratégias de provimento e fixação de profissionais no SUS. 

    O encontro também é uma oportunidade para apresentar o escopo metodológico e os objetos de investigação das pesquisas apoiadas pelo MS; estimular a articulação entre instituições acadêmicas, gestores do SUS e instâncias de formulação de políticas públicas; sistematizar subsídios técnicos para o aprimoramento das ações federais de provimento e fixação na APS; e deliberar sobre os mecanismos de governança colaborativa e estabelecer uma rede nacional de pesquisa em recursos humanos para a saúde.

    “O Seminário Marco Zero é um evento de retomada das pesquisas do Programa Mais Médicos. O projeto é de suma importância para fortalecer a gestão do conhecimento e o monitoramento de evidências científicas voltadas ao provimento de profissionais. E, desta maneira, pensarmos no programa cada vez mais próximos do seu objetivo que é levar saúde para as populações mais vulneráveis e fortalecer o SUS”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço. 

    O evento, que acontece no âmbito do PMM, também possibilitou estabelecer marcos referenciais comuns para o acompanhamento das pesquisas em execução, produzir recomendações técnicas com base em achados estimados das pesquisas e formar uma rede técnico-científica colaborativa com participação de pesquisadores, instituições formadoras e gestores públicos. 

    Acesse o Chamamento Público

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • CCJ aprova projeto que proíbe ‘atendimento’ de bebê reborn em hospitais do SUS

    Notícias

    Publicado em 20 de maio de 2025

    A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, durante reunião nesta neta terça-feira (20), o projeto de lei 4350/2025, de autoria do deputado Wallber Virgolino, que proíbe o atendimento a bonecas do tipo “bebê reborn” em unidades públicas de saúde e veda sua utilização para obtenção de direitos de preferência ou benefícios destinados a crianças e responsáveis, no âmbito do Estado. O parlamentar cita a onda de casos que ocorrem no Brasil e diz que a proposta é para proibir tentativas de atendimento hospitalar das simulações.

    Para o deputado, há risco, por exemplo, de alguém em estado grave deixar de ser atendido enquanto equipes médicas sejam enganadas por “pais” de objetos de plástico. O texto da proposta prevê multa de dois a 20 salários mínimos, proporcional à gravidade da conduta, reincidência, dano causado e condição econômica do infrator.

    “Na Paraíba ainda não vi esse tipo de caso, mas já vi no Brasil, já vi em vários países do mundo. É um verdadeiro absurdo. O SUS não tem condições de atender nem quem está vivo, nem os seres humanos normais, imagina bebês, bonecos e bonecas. Então a nossa intenção é antecipar essa loucura, é antecipar esse tipo de situação pra que o sistema de saúde já falido não tenha também que se deparar com esse tipo de situação”, ressaltou Wallber Virgolino. A matéria segue para ser apreciada em plenário por todos os deputados.

    Durante a reunião da CCJ, os membros da Comissão também aprovaram o projeto de Lei 3708/2025, do deputado Galego de Souza, que dispõe sobre o reconhecimento das pessoas com diabetes mellitus tipo 1 como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais. Também foi aprovado o projeto de Lei 3661/2025, do deputado George Morais, que institui a ampliação do atendimento de urgência e emergência nas regiões mais carentes da Paraíba.

    Participaram da reunião os deputados Jutay Meneses, Wallber Virgolino, Danielle do Vale, Félix Araújo e o presidente da CCJ, João Gonçalves.

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  • Concurso Secult PB: sai edital com 33 vagas de nível superior

    Concurso Secult PB: sai edital com 33 vagas de nível superior

    Foi publicado no Diário Oficial da Paraíba desta terça-feira, 20 de maio, o edital do concurso Secult PB. Ao todo, a Secretaria de Cultura do Estado seleciona para o preenchimento de 33 vagas, com iniciais de R$4,1 mil.

    As oportunidades se dividem entre as seguintes especialidades de nível superior:

    • analista em gestão cultural: duas vagas;
    • analista em gestão cultural – Teatro: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Dança: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Circo: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Artes: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Audiovisual: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Música: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – Literatura: uma vaga;
    • analista em gestão cultural – produtor cultural: uma vaga;
    • antropólogo: duas vagas;
    • arqueólogo: três vagas;
    • museólogo: cinco vagas;
    • paleontólogo: três vagas;
    • restaurador: quatro vagas;
    • arquivista: três vagas;
    • analista bibliotecário: duas vagas; e
    • historiador: uma vaga.

    A remuneração do aprovado será de R$4.100, sendo composta pela soma do vencimento básico de R$3.500, com o auxílio-alimentação de R$600.

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    Concurso Secult PB recebe inscrições até junho

    O período de inscrições do concurso ficará aberto desta terça, 20 de maio, até o dia 23 de junho, no portal do Idecan, organizador.

    Para confirmar a inscrição, o candidato deverá efetuar o pagamento de uma taxa de R$120.

    É possível solicitar a isenção da taxa desde que o candidato se enquadrare em uma das seguintes condições:

    • doador de sangue;
    • doador de medula óssea;
    • doadora de leite materno;
    • inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou
    • doador de plasma sanguíneo por pessoas curadas do Covid-19, no Estado da Paraíba.

    Os pedidos de isenção poderão ser feitos até quarta-feira, 21, no portal da banca Idecan.

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    Sai edital do concurso Secult PB com 33 vagas de nível superior

    (Foto: Divulgação)

    Resumo do concurso Secult PB

    • Órgão: Secretaria de Cultura da Paraíba
    • Situação atual: edital publicado
    • Banca: Idecan
    • Cargos: diversos
    • Escolaridade: nível superior
    • Vagas: 33
    • Remuneração: R$4.100
    • Inscrições: 20 de maio a 23 de junho
    • Taxa: R$120
    • Data da prova objetiva: 3 de agosto

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    Provas e etpas do concurso Secult PB

    Conforme indicado no edital, os candidatos serão avaliados por meio de provas objetiva e de títulos.

    As provas objetivas serão aplicadas no dia 3 de agosto, das 13h às 17h, nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa.

    No modelo múltipla escolha, a prova terá cinco alternativas (A, B, C, D e E) e apenas uma única resposta correta, por cada questão.

    Serão exigidos conhecimentos nas seguintes áreas:

    Conhecimentos Comuns

    • Língua Portuguesa – 15 questões de peso 1
    • Noções de Direito Administrativo – 15 questões de peso 1
    • Racicínio Lógico Matemático – 15 questões de peso 1
    • Informática – 15 questões de peso 1

    Conhecimentos Específicos

    • Conhecimentos Específicos – 40 questões de peso 2.

    A prova valerá, ao todo, 140 pontos, sendo aprovado o candidato que, cumulativamente, obtiver, no mínimo, 50% do total de pontos da prova e não tenha nota igual a zero em qualquer disciplina.

    O concurso Secult PB terá validade de dois anos, a contar da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período, a critério do Executivo estadual.

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  • UFPB abre seleção para 14 vagas de professor substituto

    UFPB abre seleção para 14 vagas de professor substituto

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está com inscrições abertas para um novo processo seletivo que visa o preenchimento de 14 vagas para professor substituto, destinadas a candidatos com formação de nível superior.

    As oportunidades estão distribuídas entre os campi da instituição, sendo elas: Campus I João Pessoa nas áreas de Letras Clássicas, Língua Espanhola Aplicada às Negociações Internacionais, Hematologia e Hemoterapia/Internato, Pneumologia, Gestão Educacional, Microbiologia, Fisiologia, Saúde Funcional e Contexto Hospitalar, e Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais.

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    Já no Campus III Bananeiras em Produção Vegetal e Ciência de Alimentos/Tecnologia de Alimentos/Engenharia de Alimentos/Engenharia Agrícola/Nutrição; Campus IV Rio Tinto em Teoria, História e Práticas do Design e Letras Língua Inglesa; e Campus IV Mamanguape em Ciências Contábeis.

    Os candidatos selecionados terão uma carga horária semanal que varia de 20 a 40 horas, com salários entre R$ 3.090,40 e R$ 4.326,60, além de possíveis acréscimos de até R$ 3.731,69 por titulação.

    VEJA O EDITAL

    Saiba como se candidatar

    As inscrições devem ser realizadas entre os dias 2 e 11 de junho nos respectivos campi. As taxas de inscrição variam de R$ 60 a R$ 85, e pedidos de isenção podem ser feitos pessoalmente entre 28 e 29 de maio.

    O processo de seleção será composto por prova didática e prova de títulos. O contrato dos aprovados terá duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação conforme estipulado pela Lei nº 8.745/93.

    A validade do processo seletivo é de um ano, a partir da publicação do resultado no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por mais um ano, conforme decisão da Administração Pública.

  • Reforma Administrativa volta à pauta e acende alerta entre servidores

    Reforma Administrativa volta à pauta e acende alerta entre servidores

    Entidades do funcionalismo têm retorno da PEC 32 e denunciam riscos à estabilidade, à qualidade do serviço público e ao modelo de Estado

    A proposta de Reforma Administrativa voltou a ganhar fôlego no Congresso Nacional e reacendeu o alerta entre os servidores públicos. A expectativa é que, nas próximas semanas, seja instalada uma comissão especial na Câmara dos Deputados para discutir o tema. A entrega mobiliza as entidades do funcionalismo, que veem na retomada das discussões o risco da volta de pontos da PEC 32/2020 — apresentada ainda no governo Bolsonaro, mas que acabou travada após forte protesto das categorias.

    Segundo os apoiadores da reforma, o objetivo da PEC é modernizar o Estado, tornando a máquina pública mais ágil e eficiente. Mas representantes de servidores e especialistas têm que, na prática, as mudanças resultam em maior precarização das relações de trabalho, enfraquecimento da estabilidade e abertura para restringir políticas em cargas técnicas.

    — O que estamos vendo é uma tentativa de retornar com uma agenda que enfraquece o serviço público, restringir direitos dos servidores e abrir espaço para privatizações — afirma João Paulo Ribeiro, dirigente nacional da Confederação dos Trabalhadores do Brasil (CTB): — A lógica de transformar tudo em mercadorias ainda está presente. Isso ameaça o SUS, a educação pública, o saneamento e até a assistência social. Não se trata apenas da carreira do servidor, mas do modelo de Estado que se quer.

     

    Estabilidade restrita?

    Entre os principais pontos de preocupação está a proposta de restrições à estabilidade para apenas algumas carreiras. Para Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), isso compromete a autonomia do servidor.

    — A estabilidade é frequentemente tratada como privilégio, mas, na verdade, é uma proteção ao servidor para que ele atue com independência, em defesa do interesse público, sem sofrer pressões políticas. Ao limitar esse direito, a PEC 32 deixa a maior parte dos servidores vulneráveis a perseguições e demissões arbitrárias.

    A proposta também prevê mudanças nas formas de contratação. A possibilidade de contratos temporários de até dez anos, sem a exigência de concurso público, preocupa especialistas.

    — Isso abre brechas para o clientelismo e o aparelhamento político. Além disso, pode gerar insegurança jurídica e sobrecarregar o Judiciário com disputas trabalhistas — avalia o advogado Alexandre Prado, especialista em Direito Administrativo.

     

    Parcerias

    Outro ponto crítico é a ampliação de parcerias com o setor privado para a execução de serviços públicos. Para os entrevistados, isso pode afetar a qualidade e a universalidade do atendimento à população.

    — A entrega de funções essenciais como saúde, educação e segurança à iniciativa privada coloca em xeque o princípio da impessoalidade e da continuidade das políticas públicas — diz Prado.

    O presidente do Fonacate também alerta para o impacto sobre a estrutura das carreiras públicas. Segundo ele, a rotatividade e a perda de memória técnica comprometem o planejamento e a execução de políticas de longo prazo.

    — Sem estabilidade e com vínculos precários, a administração pública perde qualidade e eficiência — afirma Marques.

     

    Aspectos positivos

    Apesar das críticas, há quem veja os aspectos positivos da proposta, como a valorização do desempenho do servidor. Para Alexandre Prado, avaliações bem estruturadas podem ajudar a premiar o bom servidor e incentivar a qualificação.

    — O problema é que, sem critérios objetivos e com pouca transparência, isso pode virar ferramenta de perseguição — ressalta.

     

    Falta de diálogo

    A falta de diálogo é outro ponto comum nas críticas de representantes do funcionalismo. Segundo eles, a proposta está sendo debatida sem escuta das categorias envolvidas e sem transparência sobre o conteúdo.

    — Nada é apresentado para quem executa o serviço público. O debate está sendo feito entre empresários, gestores e políticos sem acúmulo técnico sobre o tema — afirma João Paulo Ribeiro, em referência ao deputado Zé Trovão (PL-SC), cotado para presidir a comissão especial.

    João Domingos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), destaca que a Reforma Administrativa faz parte de um processo mais amplo, de transformação do Estado. Ele defende que esse debate não pode ser feito de forma ideológica ou apressada.

    — O Estado sem servidor público é uma utopia jurídica. É o servidor que materializa a presença do Estado na vida das pessoas. O debate precisa ser técnico e plural, com participação da sociedade civil e dos trabalhadores. A Reforma Administrativa não pode ser tratada como pauta de governo e sim de país.

     

    Mobilização entre Poderes

    A CSPB, que representa servidores das três esferas e dos três poderes, vem frequentar espaços de negociação com o governo federal e centros sindicais. A entidade defende a criação de mecanismos de valorização das carreiras e melhoria da gestão, mas com diálogo e responsabilidade social.

    Diante do avanço das articulações no Congresso, as entidades se preparam para retomar a mobilização que barrou a PEC 32 em 2021. A estratégia inclui a atuação em assembleias legislativas, câmaras municipais e junto à população.

    — Vamos repetir a mobilização à exaustão. O que está em jogo é o modelo de Estado que o Brasil quer. Nosso foco conversará diretamente com o cidadão, que depende dos serviços públicos e financeiros do Estado com seus impostos — afirma João Domingos.

    Procurado para falar sobre a reforma, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos não se manifestou.

     

    Extra

  • MP promove audiência pública em Ingá para ouvir a comunidade e reajustar TAC

    MP promove audiência pública em Ingá para ouvir a comunidade e reajustar TAC

    O Ministério Público da Paraíba promoveu, na última quinta-feira (15/05), uma audiência pública para ouvir autoridades municipais, representantes de diversos segmentos e a sociedade civil de Ingá em relação ao funcionamento da Praça Antenor Navarro, no centro da cidade. O objetivo é, a partir do que foi discutido na audiência, promover um readequação no termo de ajustamento de conduta (TAC), firmado em 2016, com novo regramento para utilização do espaço público que reflita a realidade atual do município.

    A audiência, realizada no auditório do Tribunal de Júri, foi presidida pelo 1º promotor de Justiça de Ingá, José Antônio Neves Neto, e teve a participação do prefeito de Ingá, Janderson de Oliveira Chaves; do comandante da 3ª da CIA do 8º Batalhão da Polícia Militar, capitão Iury Agostini; do pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Ingá Severino da Silva Souza; representantes da Câmara de Vereadores (presidente da Câmara, Rosa Nunes; e as vereadoras Walbenia Félix e Daniela Oliveira); dos secretários municipais de Controle Interno e da Infraestrutura, respectivamente, Herculano Belarmino Cavalcanti e Martizalem de Oliveira Silva; beneficiários dos quiosques, responsáveis por brinquedos recreativos infantis; comerciantes diretamente interessados e membros da sociedade civil.

    Na audiência, o promotor José Antônio Neves Neto promoveu o livre pronunciamento dos presentes, com espaço para críticas e sugestões, desde que mantido o respeito. Ele também esclareceu que o Ministério Público não substitui a gestão pública, mas atua como indutor de políticas públicas e do diálogo, sendo um garantidor da ordem jurídica.

    Durante a audiência, a prefeitura de Ingá apresentou dois projetos com vistas à readequação da Praça, visando atender às necessidades dos comerciantes e da comunidade, respeitando as normas urbanísticas.

    Os representantes dos diversos segmentos presentes na audiência pública ressaltaram a importância do diálogo como ferramenta fundamental para a construção de soluções que beneficiem toda a coletividade, bem como apresentaram suas respectivas reivindicações.

    Ao final, o promotor José Neto esclareceu o papel do Ministério Público na defesa dos interesses coletivos e reafirmou o compromisso de buscar soluções que respeitem os direitos fundamentais dos cidadãos. Ele destacou ainda que o Ministério Público está aberto para a população nos assuntos da coletividade, ao diálogo, e que o antigo TAC será reavaliado, conforme os anseios e necessidades apuradas na audiência. “Uma das mais importantes funções do Ministério Público é exercer o papel ombudsman, isto é, ouvidor da comunidade”, concluiu o promotor.

  • Conciliar é Legal: juiz do TJPB recebe prêmio do CNJ por projeto com indígenas

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    Juiz Kildere recebendo o prémio do CNJ

    Na tarde desta segunda-feira (19), no Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, o juiz do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Judson Kildere Nascimento Faheina, foi um dos premiados da XV edição do Prêmio Conciliar é Legal. O magistrado foi vencedor, na modalidade Boas Práticas, categoria Juiz Individual, com o projeto ‘Integração de Conciliadores Extrajudiciais Indígenas como Voluntários – Semana Nacional da Conciliação’. 

    O Prêmio Conciliar é Legal é uma iniciativa do CNJ que promove a resolução consensual de conflitos, demonstrando o poder da conciliação e da mediação. A iniciativa do juiz Kildere, titular da Vara Única da Comarca de Rio Tinto e diretor do Fórum, capacitou, em outubro do ano passado, 46 indígenas. Eles atuam como agentes de diálogo e da conciliação extrajudicial em 32 aldeias dos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição.  

    O magistrado destacou que o projeto valoriza a população indígena da comarca, além de propiciar celeridade na tramitação dos processos relacionados ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Indígena). 

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    O juiz Kildere com os caciques que atuam no projeto

    Ele pontuou, ainda, que a partir das próprias aldeias, os indígenas já podem iniciar o trabalho de conciliação, sendo concluído no Cejusc Indígena, com a homologação dos acordos que são realizados ou com o encaminhamento das demandas para o juizado especial ou para outra instância da Justiça comum estadual.

    “O prêmio chega no momento em que buscamos fazer a aproximação do Poder Judiciário das comunidades indígenas, sendo o projeto pioneiro na América Latina. É uma satisfação muito grande essa premiação, porque representa a coroação de um trabalho que iniciamos há 11 anos na Comarca e que agora atinge o seu auge, com reconhecimento em nível nacional do nosso trabalho”, exaltou o juiz Judson Kildere.

    Também participaram do projeto a servidora da Comarca de Rio Tinto, Jaílza Hortencio da Silva, a instrutora Celma Laurinda Freitas Costa, com a coautoria da professora Sirlene Faria.

    Foram a Brasília junto com o juiz Judson Kildere, acompanhar a cerimônia da premiação, Sandro Gomes Barbosa (Cacique Geral do Povo Potiguara/Pb), Elias Gerônimo de Lima (Cacique da Aldeia Tramataia,Marcação) e os advogados  Erilson Cláudio Rodrigues e Gabriel Marques dos Anjos. 

    “Nós, Potiguaras, só temos a agradecer a iniciativa da Justiça em Rio Tinto, de levar esse projeto para dentro de nossas aldeias, que está servindo para nos ajudar a conciliar e a resolver os problemas da nossa comunidade”, ressaltou o Cacique Sandro Gomes 

    Por Lila Santos com informações da Agência CNJ de Notícias

    Fotos: CNJ

     

  • Projeto ‘Gestão em Movimento’ realiza terceira etapa na Comarca de Patos, sede da 3ª Circunscrição

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    Presidente Fred Coutinho fez a abertura do evento

    A terceira etapa do projeto Gestão em Movimento foi realizada na manhã dessa segunda-feira (19), na sede da 3ª Circunscrição, no Fórum Miguel Sátyro, na Comarca de Patos. Na ocasião, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, reuniu-se com juízes(as) e servidores(as) no auditório do Tribunal do Júri. Na semana anterior, a iniciativa passou pelas unidades de Sousa e Cajazeiras.

    Além de Patos, a 3ª Circunscrição abrange as Comarcas de Água Branca, Coremas, Itaporanga, Piancó, Princesa Isabel, Santa Luzia, Taperoá e Teixeira. A agenda do projeto continua nesta terça-feira (20), às 9h, em Campina Grande, e segue nos dias 26, em Guarabira, e 27, em João Pessoa.

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    Magistrados e servidores da região prestigiaram o evento

    Focado no diálogo e na busca por soluções que fortaleçam o Judiciário estadual, o projeto Gestão em Movimento integra o planejamento estratégico da atual gestão. A proposta prevê visitas às seis comarcas-sede de circunscrição do Estado, com a participação da Mesa Diretora, juízes auxiliares da Presidência, diretores e gerentes de áreas estratégicas.

    De acordo com o presidente, são muitas as dificuldades, mas também há uma grande vontade de acertar e superar esses desafios. “Sabemos que temos falhas, sim, mas temos, acima de tudo, o desejo de mudar, de tornar o Judiciário cada vez mais próximo da sociedade, para que, por meio das nossas decisões, possamos fazer a verdadeira justiça em prol do cidadão”, disse.

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    O vice-presidente João Batista também falou ao presentes

    O desembargador João Batista destacou que o projeto representa mais um passo no longo percurso da gestão, sendo uma iniciativa cuidadosamente planejada e agora concretizada. “Eu estou certo que estamos caminhando por largos passos e que atingiremos durante a sua gestão do desembargador Fred Coutinho tudo que foi devidamente planejado”, comentou. 

    A diretora do Fórum de Patos, juíza Joscileide Ferreira de Lira, parabenizou a Mesa Diretora do TJPB pela iniciativa e concretização do projeto, que vem escutar servidores(as) e magistrados(as) para receber sugestões e encaminhamentos relativos às demandas locais. 

    “É importante também destacar o fato de se começar essa discussão pelo interior do Estado, ratificando o compromisso do Tribunal de Justiça com nossa região, independente da distância da Capital. A nossa certeza é de que nossas sugestões podem estar, sim, contempladas na construção dos orçamentos para os próximos anos”, afirmou a magistrada.

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    Representando os(as) servidores(as), Edcarlos Morais Ribeiro

    Representando os(as) servidores(as), Edcarlos Morais Ribeiro afirmou que a gestão tem garantido que os projetos cheguem à sua etapa final, e que já é possível perceber isso em diversos setores. “A gente enxerga isso com muito bons olhos, não só porque traz a inclusão do servidor na hora da distribuição desse orçamento, de solução das demandas. Mas também porque ele é uma via democrática de aplicação dos recursos do Tribunal de Justiça e em todos os setores”, enfatizou. 

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    A dinâmica proporcionou interatividade entre os servidores

    Durante a programação, magistrados(as) e servidores(as) participaram da dinâmica ‘Presidente por um Dia’. A atividade buscou estimular o pensamento estratégico, promover empatia em relação aos desafios enfrentados pela alta administração e contribuir para a definição de prioridades institucionais a partir da perspectiva dos próprios servidores.

    A dinâmica foi estruturada em cinco etapas: introdução e ambientação; definição da missão do grupo; apresentação dos discursos; votação e premiação do melhor discurso; e momento de reflexão. Divididos em equipes, os participantes indicaram as prioridades que adotariam se estivessem na presidência do TJPB. Em seguida, um representante de cada grupo apresentou as metas definidas.

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    Servidores dirigiram perguntas à magistrados e diretores do TJPB

    Os(as) ‘Presidentes por um Dia’ na 3ª Circunscrição foram os(as) servidores(as): Severino Neto (Patos), Rubiano Lucena (Água Branca), Rayane Mamede (Patos), Valone Dias (Teixeira) e Vitória Medeiros (Santa Luzia).

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    O diretor Bruno Oliveira destacou o compromisso da gestão

    O diretor de Governança e Gestão Estratégica, Bruno Oliveira, ressaltou o compromisso da gestão em, ao final das seis jornadas, trazer respostas para todas as unidades no menor tempo possível. “A primeira semana, graças a Deus, foi um sucesso. Sucesso no sentido de que tivemos o engajamento efetivo de servidores e magistrados das circunscrições de Sousa e Cajazeiras. E esperamos repetir esse êxito na segunda semana, começando hoje aqui em Patos e amanhã em Campina Grande. Já podemos perceber que a adesão foi maciça em Patos”, disse.

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    Juízes e diretores também falaram aos presentes

    Durante o evento, diretores do TJPB também responderam a perguntas enviadas previamente por servidores e magistrados. Os questionamentos foram reunidos pela Diretoria de Governança e Gestão Estratégica, com base nas principais demandas levantadas na 5ª Circunscrição.

    Participaram da reunião os juízes auxiliares da Presidência, Fábio Araújo e Aparecida Gadelha, e a presidente da Aemp, Nalva Coutinho. Também estiveram presentes os diretores Robson Cananéa (Especial), Izabel Nóbrega (Finanças), Fernando Antério (Administrativo), Einstein Roosevelt (Gestão de Pessoas), Eduardo Faustino (Processo Administrativo) e Daniel Melo (Tecnologia da Informação), além de gerentes das áreas envolvidas no projeto. 

    Por Marcus Vinícius

     

     

     

  • Semana do Meio Ambiente acontece em junho com ações educativas e trilha ecológica

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), vai realizar, no período de 2 a 5 de junho, a Semana do Meio Ambiente 2025. A programação inclui atividades de conscientização sobre resíduos e sustentabilidade, lançamento de material educativo pelo TJPB, além de uma trilha ecológica, que será realizada no dia 4 de junho no Jardim Botânico da Capital, com o objetivo de estimular uma nova percepção sobre a relação entre o ser humano e o meio ambiente. 

    As inscrições para participar da trilha seguem até o dia 29 de maio e podem ser realizadas AQUI. A atividade é gratuita e aberta a todos os servidores, sendo necessária a inscrição prévia, devido ao número limitado de vagas. 

    A iniciativa faz alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e tem como objetivo promover a conscientização socioambiental no âmbito do Judiciário paraibano, reforçando o compromisso institucional com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

    As atividades da semana contarão com ações integradas e parcerias estratégicas com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a Escola Superior da Magistratura (Esma). A programação é voltada para os servidores do Tribunal e público externo, visando proporcionar uma experiência de reconexão com a natureza.

    De acordo com a professora Viviane dos Santos Sousa, que integra o Núcleo de Gestão Socioambiental, o evento busca proporcionar aos servidores do TJPB uma vivência significativa de conexão com o meio ambiente, despertando a consciência ecológica por meio de experiências práticas e reflexivas.

    “Trata-se de um momento de mobilização institucional em torno de desafios ambientais contemporâneos, promovendo práticas sustentáveis que fazem parte do cotidiano do Poder Judiciário paraibano”, explicou.

    Programação – A programação reforça o compromisso do TJPB com práticas sustentáveis e é coordenada pelo Núcleo de Gestão Socioambiental, com o apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (PLS), Esma, Diretoria de Governança, Gerência de Planejamento e Sudema.

    Na manhã do dia 2 de junho, em parceria com a Sudema, haverá a ação ‘Do Descarte à Transformação’, com atividades educativas e de conscientização sobre resíduos e sustentabilidade. O evento ocorrerá no Jardim Botânico de João Pessoa.
     

    No dia 4 de junho, será realizada a trilha ecológica. Já no dia 5, será lançado no Portal da Sustentabilidade do TJPB, a publicação de um conteúdo educativo voltado à sustentabilidade institucional.

    Trilha: integração entre saúde, bem-estar e educação ambiental

    Para estimular o contato com a natureza, promover o bem-estar e fortalecer a conscientização ambiental, no dia 4 de junho, os servidores da região metropolitana de João Pessoa poderão participar de uma atividade especial: uma trilha ecológica no Jardim Botânico da Capital.

    A programação começa com a saída do grupo às 8h, do Instituto João XXIII. Às 9h, os participantes embarcam em uma trilha ecológica leve, com duração aproximada de 40 minutos, explorando a biodiversidade e a beleza natural do Jardim Botânico.

    Às 10h, haverá uma roda de conversa conduzida por Tânia Maria de Andrade, com o tema ‘Meio Ambiente, Naturezas e Reconectividades’. O encerramento está previsto para o meio-dia (12h), com um coffee breack. 

    Caso necessário, será possível solicitar uma declaração de participação junto ao Núcleo de Gestão Socioambiental.

    Por Gabriela Parente