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  • Ministério da Saúde confirma parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Ministério da Saúde confirma parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Para fortalecer a produção nacional de insumos em saúde e reduzir a vulnerabilidade do Brasil diante de um problema global de abastecimento, o Ministério da Saúde formalizou a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina glargina. O anúncio, firmado nesta quarta-feira (2) com Biomanguinhos (Fiocruz), a empresa de biotecnologia Biomm e a farmacêutica Gan&Lee, prevê a produção e a entrega de 20 milhões de frascos da insulina glargina para atender pacientes do SUS com diabetes mellitus tipos 1 e 2 ainda em 2025. A prevalência de diabetes no país é de 10,2% da população, representando cerca de 20 milhões de pessoas. 

    “Cada passo que tomamos no Ministério da Saúde é guiado pelo esforço de ampliar o acesso da população brasileira à saúde, a medicamentos e a tecnologias inovadoras. Esforços necessários para que a gente consiga reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Por isso escolhemos trilhar o caminho de cada vez mais desenvolver tecnologia, transferir conhecimento, gerar desenvolvimento, emprego e renda no nosso país”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, reforçando a importância da negociação com estados e municípios, “porque é na ponta que o tratamento acontece”. 

    No primeiro momento, a parceria vai garantir que os pacientes sejam atendidos com o produto embalado no Brasil, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG). Em 2024, a planta de produção de insulina dessa fábrica foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas. A fábrica tem capacidade de suprir a demanda nacional por insulina e favorecer o acesso dos pacientes ao tratamento. 

    A partir da PDP assinada nesta quarta-feira (2), o Ministério da Saúde dá um passo além: garante a transferência da tecnologia – atualmente da farmacêutica chinesa Gan&Lee – para o Brasil, por meio de Biomanguinhos (Fiocruz), para que o produto passe a ser 100% nacional, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o sistema de saúde brasileiro. Nesse cenário, o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) dessa insulina será produzido integralmente na planta da Fiocruz em Eusébio (CE), a primeira planta produtiva de insulina da América Latina, que será construída com recursos do Novo PAC. O investimento ultrapassa R$ 930 milhões do Governo Federal para assegurar uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS. 

    reunião biomm interna.jpg
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    A nova fábrica da Fiocruz no Ceará é um passo fundamental dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, uma vez que o estado não é considerado polo farmacêutico. Isso significa incentivo ao desenvolvimento na região Nordeste e auxílio garantido para mitigar um dos maiores problemas históricos de abastecimento no SUS. Ao final do projeto, em até 10 anos, a produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais, atendendo à necessidade da população brasileira por insulina glargina.

    “Esse avanço garante acesso à saúde, porque cada vez mais sabemos o quanto produzir no próprio país dá segurança e soberania para a população. O acordo que firmamos hoje é um dos primeiros marcos desse futuro compartilhado entre Brasil e China, que tem sido trabalhado pelo governo do presidente Lula. Esse passo já traz a sustentabilidade necessária ao projeto, e também reforça o que temos planejado a médio e longo prazo até 2033, com o nosso IFA cem por cento nacional”, defendeu Padilha.

    Segundo Rosane Cuber, diretora-adjunta de Biomanguinhos, a missão da Fiocruz é garantir acesso a medicamentos de qualidade para o SUS. “Temos longa trajetória de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo e de transferência de tecnologias. Essa vai ser mais uma parceria de grande sucesso, vamos internalizar essa novidade dentro do prazo determinado e beneficiar milhões de pessoas”, declarou. 

    O SUS garante tratamento integral a pessoas com diabetes e já fornece gratuitamente quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. Para ampliar o uso da insulina para pacientes com diabetes tipo 2, em novembro de 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a incorporação de insulinas análogas de ação rápida e prolongada também para pacientes com diabetes mellitus tipo 2. 

    Bianca Lima
    Ministério da Saúde

  • Inscrições para fazer parte da Rede Nacional de Saneamento Indígena vão até sexta-feira (4)

    Inscrições para fazer parte da Rede Nacional de Saneamento Indígena vão até sexta-feira (4)

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estão atuando para formar a Rede Nacional de Saneamento Indígena, uma iniciativa que objetiva apoiar organizações e fortalecer a cooperação técnica para atuarem com saneamento nos territórios indígenas do país. Organizações e entidades que atuam ou desejam atuar com ações de saneamento ambiental nos territórios para fomentar a Rede devem se cadastrar até o dia 4 de abril. 

    Para se inscrever, acesse a página de cadastro. As inscrições são gratuitas

    Essa é uma estratégia da Sesai e do Unicef para o fortalecimento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), que a secretaria está desenvolvendo e vai lançar em novembro, durante a COP 30, em Belém (PA). 

    De acordo com a engenheira ambiental e servidora do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (DEAMB) da Sesai, Camila Amui, o Programa Nacional de Saneamento é um passo extremamente importante para a saúde indígena, visando universalizar o saneamento ambiental nos territórios, o que contribui significativamente para melhores condições de saúde e qualidade de vida dos indígenas. Para fomentar o PNSI, a Rede deve catalogar e formar um banco de organizações qualificadas para apoiar o saneamento nos territórios. 

    “Com esse cadastro, que vai até 4 de abril, esperamos iniciar um banco de organizações para fomentar as ações do Programa Nacional de Saneamento Indígena”, conclui Camila. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde assina parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Ministério da Saúde assina parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Para fortalecer a produção nacional de insumos em saúde e reduzir a vulnerabilidade do Brasil diante de um problema global de abastecimento, o Ministério da Saúde formalizou a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina glargina. O anúncio, firmado nesta quarta-feira (2) com Biomanguinhos (Fiocruz), a empresa de biotecnologia Biomm e a farmacêutica Gan&Lee, prevê a produção e a entrega de 20 milhões de frascos da insulina glargina para atender pacientes do SUS com diabetes mellitus tipos 1 e 2 ainda em 2025. A prevalência de diabetes no país é de 10,2% da população, representando cerca de 20 milhões de pessoas. 

    “Cada passo que tomamos no Ministério da Saúde é guiado pelo esforço de ampliar o acesso da população brasileira à saúde, a medicamentos e a tecnologias inovadoras. Esforços necessários para que a gente consiga reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Por isso escolhemos trilhar o caminho de cada vez mais desenvolver tecnologia, transferir conhecimento, gerar desenvolvimento, emprego e renda no nosso país”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, reforçando a importância da negociação com estados e municípios, “porque é na ponta que o tratamento acontece”. 

    No primeiro momento, a parceria vai garantir que os pacientes sejam atendidos com o produto embalado no Brasil, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG). Em 2024, a planta de produção de insulina dessa fábrica foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas. A fábrica tem capacidade de suprir a demanda nacional por insulina e favorecer o acesso dos pacientes ao tratamento. 

    A partir da PDP assinada nesta quarta-feira (2), o Ministério da Saúde dá um passo além: garante a transferência da tecnologia – atualmente da farmacêutica chinesa Gan&Lee – para o Brasil, por meio de Biomanguinhos (Fiocruz), para que o produto passe a ser 100% nacional, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o sistema de saúde brasileiro. Nesse cenário, o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) dessa insulina será produzido integralmente na planta da Fiocruz em Eusébio (CE), a primeira planta produtiva de insulina da América Latina, que será construída com recursos do Novo PAC. O investimento ultrapassa R$ 930 milhões do Governo Federal para assegurar uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS. 

    reunião biomm interna.jpg
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    A nova fábrica da Fiocruz no Ceará é um passo fundamental dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, uma vez que o estado não é considerado polo farmacêutico. Isso significa incentivo ao desenvolvimento na região Nordeste e auxílio garantido para mitigar um dos maiores problemas históricos de abastecimento no SUS. Ao final do projeto, em até 10 anos, a produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais, atendendo à necessidade da população brasileira por insulina glargina.

    “Esse avanço garante acesso à saúde, porque cada vez mais sabemos o quanto produzir no próprio país dá segurança e soberania para a população. O acordo que firmamos hoje é um dos primeiros marcos desse futuro compartilhado entre Brasil e China, que tem sido trabalhado pelo governo do presidente Lula. Esse passo já traz a sustentabilidade necessária ao projeto, e também reforça o que temos planejado a médio e longo prazo até 2033, com o nosso IFA cem por cento nacional”, defendeu Padilha.

    Segundo Rosane Cuber, diretora-adjunta de Biomanguinhos, a missão da Fiocruz é garantir acesso a medicamentos de qualidade para o SUS. “Temos longa trajetória de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo e de transferência de tecnologias. Essa vai ser mais uma parceria de grande sucesso, vamos internalizar essa novidade dentro do prazo determinado e beneficiar milhões de pessoas”, declarou. 

    O SUS garante tratamento integral a pessoas com diabetes e já fornece gratuitamente quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. Para ampliar o uso da insulina para pacientes com diabetes tipo 2, em novembro de 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a incorporação de insulinas análogas de ação rápida e prolongada também para pacientes com diabetes mellitus tipo 2. 

    Bianca Lima
    Ministério da Saúde

  • Walter Nunes é eleito desembargador federal do TRF5 Última atualização: 02/04/2025 às 17:48:00

    O juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), será o novo desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. O nome do magistrado foi aprovado, por unanimidade, na Sessão do Pleno desta quarta-feira (02/04). Ele ocupará, pelo critério de antiguidade, a vaga deixada pelo desembargador federal Vladimir Carvalho. Desde o dia 15/03, Walter Nunes já vem atuando como desembargador federal convocado, em substituição ao próprio Vladimir Carvalho. A indicação segue agora para nomeação pelo presidente da República.

    Nunes é, também, corregedor da Penitenciária Federal em Mossoró (RN) e coordenador-geral do Fórum Permanente do Sistema Penitenciário Federal, além de ter sido membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e juiz auxiliar da Presidência e da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é graduado em Direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e mestre e doutor em Direito, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • MPPB apura reclamação do CEDCA sobre falta de atendimento de solicitações

    MPPB apura reclamação do CEDCA sobre falta de atendimento de solicitações

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) promoveu, nesta quarta-feira (2/04), uma reunião com representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PB) e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano (Sedh) para tratar de problemas relativos ao funcionamento do conselho e à suposta falta de atendimento, por parte do Estado, das solicitações feitas pelo órgão. 

    A reunião foi presidida pelo 33º promotor de Justiça de João Pessoa, João Arlindo Corrêa Neto, e contou com a participação do presidente do CEDCA-PB, Dimas Gomes da Silva, e do gerente executivo da Proteção Social Especial e gestor do Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (Fundesc), Albeno Mendonça Silva. 

    De acordo com o promotor de Justiça, a reunião integra a Notícia de Fato 001.2025.009019, instaurado a partir de um ofício do CEDCA-PB, relatando a fragilidade na política de defesa dos direitos da criança e do adolescente devido ao não atendimento de solicitações do órgão pela Sedh. Uma dessas solicitações não atendidas diz respeito a problemas no financiamento de projetos do conselho estadual, alocação de recursos e à falta de infraestrutura do órgão, que não possui sala própria e funciona em espaço junto com outros conselhos. 

    Na ocasião, o representante do Estado informou que a reforma da “Casa dos Conselhos” está em fase de conclusão e que os recursos financeiros destinados ao órgão estão previstos no orçamento, mas sua execução depende da Secretaria de Planejamento. 

    O promotor de Justiça informou que, para melhor instrução do procedimento é necessário ter conhecimento total dos processos listados pelo CEDCA como não atendidos pela Sedh. O presidente do conselho deverá enviar esses processos à Promotoria de Justiça no prazo de 10 dias.

  • MPPB investiga acidente envolvendo veículo escolar da Prefeitura de Pilões

    MPPB investiga acidente envolvendo veículo escolar da Prefeitura de Pilões

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) realiza, em parceria com o Detran, vistorias semestrais nos veículos que fazem o transporte escolar nos municípios paraibanos. O objetivo é garantir o cumprimento das normas de segurança do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e evitar situações como a ocorrida nesta terça-feira (1/04), quando um ônibus escolar da Prefeitura de Pilões se envolveu em acidente na PB 077, deixando muitos alunos feridos e provocando a morte de dois adolescentes. O caso está sendo investigado pela 2ª promotora de Justiça de Guarabira, em substituição, Ivete Arruda, com o auxílio do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente e da Educação (CAO CAE).

    No mesmo dia do acidente, a promotora de Justiça Ivete Arruda instaurou a Notícia de Fato 065.2025.000773 e determinou diligências para apurar as circunstâncias do acidente e adotar as providências para eventuais responsabilizações dos gestores. Dentre as medidas adotadas está a expedição de ofício à Secretaria de Educação de Pilões, solicitando informações sobre o cadastro do veículo acidentado, a identificação do condutor e informações sobre sua habilitação, sobre o contrato de prestação de serviço, a relação dos alunos que faziam uso do transporte ofertado e as providências já adotadas em relação ao assunto. 

    Ela também oficiou a Prefeitura para informar as medidas adotadas em relação ao acidente e solicitou à Ciretran de Guarabira a lista dos veículos cadastrados, informações sobre a fiscalização de veículos escolares no município de Pilões e sobre o ônibus envolvido no acidente. A promotora requereu ainda à autoridade policial cópia do inquérito policial instaurado para investigar o acidente. 

    Termo de Cooperação

    Conforme explicou a coordenadora do CAO CAE, a promotora de Justiça Fábia Cristina Dantas, o MPPB celebrou Termo de Cooperação Técnica, desde 2013, com órgãos como o Detran, Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Inmetro, DER e polícias Militar e Rodoviária Federal para operacionalizar e intensificar vistorias no transporte escolar dos 223 municípios paraibanos, como determina o artigo 136 do CTB.

    Há mais de dez anos, as inspeções passaram a ser feitas, de acordo com um cronograma elaborado pelo Detran e enviado ao CAO CAE/MPPB. “Esse cronograma é encaminhado com antecedência pelo Centro de Apoio a todas as promotorias de Justiça com atribuição na educação. Os promotores notificam os gestores e os secretários de educação para o encaminhamento de todos os veículos de transporte escolar, sejam eles próprios ou contratados ou alocados”, detalhou.

    Nas inspeções, são verificados se os veículos apresentam os itens de segurança e se os condutores atendem às exigências legais (ser maior de 21 anos de idade, ter habilitação na categoria D, não ter praticado infrações de trânsito graves nos últimos 12 meses e ter feito curso específico para conduzir escolares). “É uma parceria articulada entre os órgão de fiscalização, a fim de que os veículos sejam autorizados a circularem pelas vias, havendo a identificação dos veículos aprovados por um selo expedido pelo Detran e ‘colado’ no veículo. Além das vistorias, são realizadas operações repressivas”, explicou Fábia. 

    Responsabilização dos gestores

    Segundo a promotora de Justiça, é uma obrigação legal dos gestores municipais encaminhar os veículos do transporte escolar para as vistorias, sob pena de responderem por ato de improbidade administrativa e de serem responsabilizados, em caso de acidentes, nas áreas cível e penal. “É obrigatório o encaminhamento de todos os veículos de transporte escolar para vistorias. Infelizmente, muitos gestores deixam de encaminhar os veículos, mesmo notificados para tanto, sendo necessário atuação posterior do Ministério Público com a interposição de ações civis públicas para a regularização dos veículos e apuração da omissão dos gestores. O MPPB faz um alerta aos gestores públicos, responsáveis legais pelo encaminhamento dos veículos, para o comparecimento às vistorias, buscando-se minimizar os riscos para crianças e adolescentes e evitar essa triste situação que ocorreu em Pilões”, disse a promotora de Justiça.

  • História da Preta Gertrudes e a Sala de Sessões do Pleno do TJPB impressionam estudantes em visita

    Estudantes visitaram a Sala do Antigo Tribunal Pleno
    Estudantes visitaram a Sala do Antigo Tribunal Pleno

    A Preta Gertrudes foi uma escrava paraibana que recorreu à Justiça para não ser vendida em praça pública, como pagamento de uma dívida, e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade. E foi essa história que mais chamou a atenção dos 21 estudantes do Programa Jovem Aprendiz, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que visitaram o Museu do Poder Judiciário, nesta quarta-feira (02).

    A iniciativa de abrir as portas do Tribunal de Justiça da Paraíba é da Comissão de Cultura e Memória do TJPB, presidida pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque. Os alunos tiveram a oportunidade de assistir a uma sessão do Tribunal Pleno, momento em que o presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, felicitou os visitantes e, depois, os acompanhou na visitação.

    Presidente recebeu estudantes do Programa Jovem Aprendiz
    Presidente recebeu estudantes do Programa Jovem Aprendiz

    “Nada melhor do que abrir as portas do Tribunal de Justiça para trazer e mostrar a nossa história para a juventude usufruir do nosso passado, no presente, na visão do futuro. O Tribunal de Justiça tem que estar de portas abertas e de mãos dadas com a sociedade”, enfatizou.

    Os alunos foram acompanhados pelos servidores Marcos Alcântara e Clarice Santana, que explicaram sobre a história dos espaços visitados e dos objetos que compõem o museu. No roteiro, eles conheceram o Museu do Judiciário, a Exposição da Preta Gertrudes, a Galeria dos ex-presidentes do TJPB, a Sala de Sessões do Pleno do Tribunal, a sala de sessão da 4ª Câmara Cível (Pleno Histórico), Salão Nobre e o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa.

    História A estudante do curso de Farmácia Brunna Lethicia da Silva Flores, de 20 anos, estava encantada em conhecer a força da Preta Gertrudes. “Serve de exemplo para a gente não esquecer a nossa história, e não repetir no futuro, no presente. E é bem marcante a história de uma mulher preta, que desde sempre a mulher nunca foi valorizada na nossa sociedade. E muito menos mulheres pretas. E ver a garra que ela teve de procurar a Justiça, o que não era comum na época, e depois de muita luta conseguiu. É de uma força impressionante”, falou.

    Sessão do Pleno destacou a importância das visitas dos estudantes
    Sessão do Pleno destacou a importância das visitas dos estudantes

    O professor Alan James da Silva Matias observa a importância de conhecer a história do Judiciário. “Eu sempre digo que resgatar a história é algo fundamental para a gente entender a atualidade. E a história da Preta de Gertrudes é uma história de muita batalha diante da época que ela vivia. É importantíssimo resgatar essa história, trazer para eles a memória e saber que a gente tem que compreender o passado para poder entender melhor o presente”, comentou.

    Estudantes acompanharam a Sessão do Pleno
    Estudantes do Curso de Direito durante Sessão do Pleno

    Estudantes de Direito – A sessão do Pleno também recebeu, nesta quarta-feira, a visita de 20 estudantes do primeiro período de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Beatriz Sousa informou que a turma foi incentivada na aula de Sociologia Jurídica. “Viemos nos ambientar, observar como que é aqui dentro de um Tribunal, como que é a postura dos profissionais de Direito”, colocou a aluna.

    O corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, incentivou os alunos. “Que essa presença não seja só hoje. Nós temos um acervo de sessões das Câmaras Cível e Criminal, uma riqueza de conhecimento. E as pessoas aprendem assistindo, ficando curioso quanto a certos momentos. É sempre uma grande alegria tê-los aqui”, expressou.

    De olho no futuro – O TJPB também recebeu a visita de um grupo de estudantes, na faixa etária dos 12 anos, que veio de Campina Grande e conheceu o Palácio da Justiça já pensando no futuro. Luiz Gustavo Carvalho Costa sonha em ser juiz e ficou impressionado com o prédio histórico. “Eu achei muito legal e bem curioso também. O que mais me chamou a atenção foi o Pleno. Eu quero ser juiz quando crescer e conhecer o Tribunal me incentivou ainda mais”, falou.

    Por Nice Almeida

  • Consepre divulga Carta de Florianópolis com diretrizes para o Judiciário

    Florianópolis sediou, entre os dias 26 e 28 de março de 2025, o XV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre). Ao final do evento, os magistrados divulgaram a “Carta de Florianópolis”, documento que apresenta diretrizes e compromissos assumidos de forma unânime pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.

    O Consepre reiterou a importância da manutenção de um diálogo contínuo entre as Cortes Estaduais, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando a um Poder Judiciário mais ágil e eficiente.

    A Carta destaca a priorização das medidas voltadas à melhoria do sistema carcerário e socioeducativo. Os Tribunais de Justiça e os Grupos de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (Gifs) se comprometeram a implementar e monitorar os Planos Estaduais e Distrital em consonância com o Plano Nacional – Pena Justa. O objetivo é contribuir para a superação do “Estado de Coisas Inconstitucional” do sistema prisional, conforme reconhecido pelo STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347.

    Os presidentes das Cortes também enfatizaram a necessidade de buscar soluções para os desafios do sistema penal brasileiro, incluindo a superlotação e a deficiência dos serviços oferecidos nas prisões, que comprometem a segurança pública.

    A modernização tecnológica foi apontada como prioridade, com a reafirmação do compromisso dos Tribunais na implementação da Resolução nº 615/2025 do CNJ. Haverá investimento em soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial para aprimorar a prestação jurisdicional. O compartilhamento de ferramentas e boas práticas entre os Tribunais será fomentado pelo Consepre.

    Autonomia Financeira e Sustentabilidade

    Os magistrados ressaltaram a importância da autonomia administrativa e financeira dos Tribunais de Justiça, reforçando o compromisso com uma gestão responsável e alinhada aos preceitos constitucionais. A carta também destaca a necessidade do fortalecimento de recursos financeiros por meio da troca de experiências e da adoção de soluções inovadoras para impulsionar a eficiência e sustentabilidade das Cortes.

    Políticas Sociais e Direitos Humanos

    A promoção de políticas sociais também foi abordada no documento, com ênfase no combate à violência doméstica e na atuação na área da infância e juventude. Os tribunais reafirmaram o compromisso com a equidade de gênero, raça e diversidades, bem como com a Política de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do Poder Judiciário (PopRuaJud), incluindo a criação de comitês específicos para tais finalidades.

    Fortalecimento da Comunicação no Judiciário

    A comunicação social dentro da Justiça Estadual também foi um dos pontos centrais da Carta de Florianópolis. O documento ressalta a valorização dos profissionais da área e a necessidade de ampliar sua capacidade de atuação, promovendo a troca de experiências entre os tribunais e a adoção de campanhas conjuntas para fortalecer a imagem institucional e qualificar a prestação de serviços.

    Os presidentes também apoiam a plena implementação da Resolução CNJ nº 85/2009, que orienta a política de comunicação do Poder Judiciário, e incentivam a criação do Comitê de Comunicação da Justiça Estadual.

    Com o encerramento do encontro, os Tribunais de Justiça reafirmaram seu compromisso em aprimorar a Justiça Estadual, tornando-a mais ágil, eficiente e próxima da sociedade.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Juízas destacam importância do Judiciário abrir portas à participação feminina como transformação social

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    Atuando, há vários anos no Judiciário paraibano, na função de magistradas, e auxiliando na missão do Tribunal de Justiça da Paraíba em concretizar a Justiça, por meio de uma prestação jurisdicional acessível, célere e efetiva, sete mulheres destacam os desafios, avanços e conquistas na vida pessoal e profissional. Elas enfatizam, também, a importância do reconhecimento do Poder Judiciário, em abrir portas para  a participação feminina, como meio de transformação social e cultural.

    Mulheres na administração

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    Juíza Aparecida Gadelha

    Para a juíza auxiliar da Presidência do TJPB Maria Aparecida Sarmento Gadelha, reconhecer que ainda não se chegou a um patamar de igualdade de gênero efetivo constitui, antes de tudo, o ponto de partida indispensável para o estabelecimento de mudanças a serem atingidas.

    “A Administração do Poder Judiciário, partindo desse reconhecimento, tem se empenhando em garantir a participação feminina, na medida em que passa a contar cada vez mais com servidoras e magistradas em postos de gestão e tomada de decisão, figurando assim como importante vetor de transformação social e cultural”, acentuou a magistrada.

    Segundo pontuou, a estrutura social, ainda cobra atitudes de cuidado e suporte familiar da mulher desproporcionais ao que se espera da figura masculina. Além da  dificuldade de conciliar atuação profissional, incluindo a necessidade de aperfeiçoamento constante,  e as responsabilidades domésticas e familiares, que quase sempre demandam uma jornada extra de dedicação e esforço. 

    “Para muitos pais e esposos, é possível, por exemplo, descansar, ler e estudar ao fim do dia. Essa, no entanto, não é a realidade da maioria das mulheres. Assim, penso ser fundamental seguirmos buscando transformação social estrutural, na certeza de que nossos esforços para prestar um serviço público cada vez mais eficiente são tão valiosos e transformadores quanto a qualquer homem”, salientou a juíza Aparecida Gadelha, referindo-se às dificuldades na carreira, asseverando, ainda, que “a transformação institucional em torno da paridade de gênero nos levará à maior representatividade feminina nas posições de gestão e de tomada de decisão”.

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    Juíza Silmary Alves

    Atuando como auxiliar na Vice-presidência do TJPB, a magistrada Silmary Alves de Queiroga Vita comentou que os maiores desafios que tem enfrentado nos cargos de gestão são decorrentes da necessidade de melhorar o tempo de qualidade do convívio familiar e gerir as atividades de gestão, em sua maioria ligadas a um espaço de tempo limitado que requer atuação em grande parte do tempo do dia em prol do trabalho, e encontrar esse equilíbrio.

    “Acho extremamente importante a política institucional de paridade de gênero, incentivando a participação das mulheres em cargos de gestão e cabe a nós, mulheres, assegurar essa participação, aceitando os convites e exercendo esse espaço nos cargos. O sangue e o suor de todas as mulheres em busca dessa equidade precisa ser referenciado e, por isso, vejo que é significativo comemorar por todas as leis, resoluções e atos normativos e administrativos que tentam garantir os direitos das mulheres”, ressaltou.

    Mães, mulheres e gestoras de fóruns

    As gestões do Poder Judiciário paraibano vêm ao longo dos anos enfatizando a relevância de colocar mulheres em cargos de liderança, a exemplo de um significativo número de juízas que estão à frente da administração de Fóruns em diversas unidades judiciárias espalhadas pelo estado. Na Região Metropolitana de João Pessoa, a maioria das Comarcas tem mulheres em suas administrações, a exemplo da Capital, Santa Rita, Cabedelo, Alhandra, além de cidades do interior, como Patos, Guarabira e Alagoinha.

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    Juíza Ana Flávia

    Juíza e diretora do Fórum de Santa Rita, Ana Flávia de Carvalho Dias observou que, com o passar do tempo, as mulheres vêm conquistando seu espaço como profissional e mulher. A magistrada ponderou que os desafios são diários, mas elas têm demonstrado proatividade na gestão e prestação jurisdicional. A magistrada considera como exemplar e positiva a posição da gestão do TJPB em indicar mulheres em cargos de gestão, acompanhando a evolução da sociedade.

    “Desde que assumi o cargo tenho procurado inteirar-me das necessidades dos servidores e instalações, com a finalidade de contribuir com uma boa gestão, não encontrando grandes dificuldades. Todos os dias temos conquistas que devem ser celebradas, a exemplo da crescente igualdade de gênero, nas diversas áreas da vida, seja no mercado de trabalho, nos direitos políticos e cidadania,  como também na autonomia e liberdade de viver sem violência, preconceito e discriminação”, exaltou.

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    Juíza Juliana Maroja

    À frente da administração do Fórum da Comarca de Cabedelo, a magistrada Juliana Maroja Duarte revelou serem diversos os desafios que se apresentam no exercício da gestão. Ela citou como exemplos a regulação do recurso humano, a  capacitação e aperfeiçoamento contínuo dos integrantes do Poder Judiciário, bem como a questão da infraestrutura, tanto no aspecto de adequação de espaços para melhor atender ao público, quanto relativa à segurança, em razão das peculiaridades específicas exigidas na comarca, além da equalização de esforços para atender a alta demanda de processos em tramitação.

    “O primeiro desafio, certamente, foi conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e familiar, pois a equalização desses ‘dois mundos’ são interdependentes. O segundo desafio (e não menos difícil) foi superar as barreiras culturais de que uma mulher também é capaz de exercer posição de liderança e decisão, com méritos, habilidades e destaque”, realçou a magistrada Juliana Duarte.

    Ela também reforçou a importância da iniciativa da administração do TJPB de valorizar e manter mulheres em cargos de chefia e participação ativa na administração, pois reflete um compromisso com a equidade de gênero e com a modernização institucional.

    “Essa postura, além de se alinhar aos princípios constitucionais da igualdade, fortalece o próprio Poder Judiciário na medida em que alinha a meritocracia com a diversidade nas posições de liderança. As conquistas das mulheres, ao longo da história, são motivo de profunda comemoração, não apenas pelo avanço dos direitos femininos, mas pela transformação social que essas vitórias representam. Nesse contexto, podemos citar grandes mulheres como Marie Curie e Simone de Beauvoir, que, à frente dos seus tempos, já demonstravam a capacidade meritória das mulheres de estarem onde elas quiserem”, acentuou.

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    Juíza Joscileide Ferreira

    Na administração da Comarca de Patos, desde 2019, no sertão paraibano, uma das principais do Estado, a juíza Joscileide Ferreira de Lira tem marcado no período em que está na diretoria do Fórum momentos difíceis, onde teve que tomar importantes decisões, como quando passaram pela pandemia da Covid-19. “Muitas dificuldades foram enfrentadas, tendo em vista a necessidade, abrupta e totalmente inesperada, de reinventar o cotidiano para garantir a continuidade do atendimento eficiente e humano ao jurisdicionado, ao mesmo tempo em que havia toda uma preocupação com a saúde de servidores(as), magistrados(as) e todos que atuam na unidade”, enfatizou.

    Ela elencou, ainda, as diversas ações administrativas voltadas à melhoria da infraestrutura da Comarca, com o apoio do TJPB. “Acho relevante a manutenção de mulheres na gestão das instituições. É uma forma de valorizar as  habilidades e capacidades delas. A sensibilidade e a visão feminina têm se mostrado muito interessantes na solução de desafios que, por vezes, exigem uma resposta rápida, eficiente, mas também, equilibrada e humanizada. Dessa forma, recebi com muita satisfação o convite para continuar na gestão, ciente dos desafios e responsabilidades do cargo”, ressaltou.

    Juíza Janete Oliveira

    À frente de Varas Únicas e da direção dos Fóruns, as juízas Janete Oliveira Ferreira Rangel (Comarca de Alagoinha) e Daniere Ferreira de Souza (Comarca de Alhandra) vivenciaram as mesmas experiências das demais magistradas nas gestões das respectivas unidades judiciárias de enfrentar dificuldades e lidar com desafios diários na administração dos respectivos fóruns e manter com eficácia a prestação jurisdicional.

    A magistrada Janete Rangel lembrou que assumiu a titularidade da Vara Única de Alagoinha no final de novembro do ano passado, encontrando uma unidade com quase seis mil processos em tramitação, com aproximadamente metade do acervo concluso, no gabinete, além de inúmeras demandas administrativas.

    “A principal dificuldade foi conciliar as múltiplas frentes de atuação: gestão do acervo judicial, direção do fórum, gestão de pessoas, atendimento à população e aos advogados, realização de inspeções com recursos humanos limitados e, muitas vezes, acumulando atribuições que extrapolam a atuação jurisdicional. Mas, com organização, diálogo e empenho com a equipe e apoio da Corregedoria e da Presidência do TJPB, estamos avançando passo a passo, com planejamento e foco”, frisou.

    Ela ressaltou que ser mulher e magistrada, sobretudo no interior, exige sensibilidade, firmeza e resiliência. “A conciliação entre a vida pessoal, a maternidade, e a responsabilidade de exercer a jurisdição, especialmente em uma vara única, é um desafio diário. Mas, também, é fonte de orgulho. Vejo como conquista a possibilidade de atuar com escuta ativa, empatia e compromisso, sem abrir mão da técnica e da autoridade. A cada decisão, procuro exercer um Judiciário mais humano, que compreenda os contextos sociais das partes e que se aproxime da população”, evidenciou.

    Para a juíza Janete Rangel, ainda há muito a se avançar, porém, ela entende que já é possível perceber um ambiente mais plural, mais representativo e mais aberto ao diálogo, que tem impactado positivamente na forma como o Judiciário se posiciona perante a sociedade.

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    Juíza Daniere Ferreira

    A magistrada Daniere Ferreira, também acentuou que a gestão e a diretoria de um fórum, bem como a titularidade de uma vara única, apresentam desafios significativos que exigem grande capacidade administrativa, organização e liderança.

    Na sua opinião, a manutenção de mulheres em posições de liderança é essencial, não só na promoção da equidade de gênero, mas, também, no fortalecimento da representatividade feminina no Poder Judiciário, além de incentivar a valorização profissional das magistradas e servidoras, servindo como inspiração para futuras gerações, bem como reforça o compromisso do Tribunal com a diversidade e a eficiência administrativa, aprimorando a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

    “As conquistas das mulheres ao longo da história são resultado de sua determinação, competência e luta por igualdade de oportunidades. A dedicação, a qualificação profissional e a capacidade de liderança demonstradas em diversas áreas são fatores essenciais que justificam sua ascensão a posições de destaque. Além disso, a superação de desafios e barreiras históricas reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão, garantindo uma sociedade mais justa e equilibrada. Essas conquistas não apenas refletem o mérito individual, mas também representam avanços coletivos na construção de um ambiente mais inclusivo e democrático”, sublinhou.

    Por sua vez, o vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador João Batista Barbosa, fez um recorte histórico da luta pelo respeito aos direitos das mulheres, citando mulheres que fizeram a diferença e que, até hoje, marcam gerações, como Catalina de Euraso (fugiu do convento, cortou os cabelos e se vestiu de homem para lutar na Espanha, na guerra); Joana D’arc (camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos).

    Além das brasileiras Antonia Jovita Alves Feitosa (Jovita), cearense que se inscreveu como soldado para lutar na Guerra do Paraguai, Ana Nery, primeira enfermeira brasileira, que também foi prestar seus serviços na mesma guerra, e Helena Alves de Souza, falecida recentemente, primeira mulher a atuar como juíza no Poder Judiciário paraibano.

    “Todas essas mulheres deram muita importância, tanto aos valores humanos, quanto ao valor da própria mulher e isso fez com que os homens, em sua grande maioria, fossem também valorizando as mulheres”, comentou.

    Ele pontuou, ainda, a evolução da legislação de defesa e garantias dos direitos fundamentais das mulheres, partindo das Convenções Internacionais até a edição de Decretos brasileiros e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que evidenciam a importância da atuação feminina e a equidade de gêneros.

    “A paridade entre homens e mulheres deve acontecer também em todas as instâncias. As mulheres estão de parabéns, sou um daqueles que quero ver a mulher no mesmo patamar que o homem está, porque nós todos somos igualmente humanos, por isso acho muito importante que se valorize a mulher, com todo o respeito que ela merece ser reconhecida”, exaltou o vice-presidente do TJPB.

    Há um longo caminho a ser percorrido para se alcançar a plena equidade de gênero no âmbito do Poder Judiciário, caminho este que passa pelos desafios de romper barreiras culturais e costumes encravados na sociedade patriarcal em que vivemos. De modo, a se chegar a obtenção de avanços e conquistas significativas, tendo por meta a essencialidade do equilíbrio social entre mulheres e homens.

    Por Lila Santos

  • 1º Tribunal do Júri da Capital começa julgamento de 16 processos agendados para abril

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    Fórum Criminal de João Pessoa

    O 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa deu início à pauta de julgamentos deste mês de abril. Nesta segunda-feira (1º), a unidade judiciária, sob a presidência do juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, começou a julgar uma sequência de 16 processos que envolvem crimes contra a vida. As sessões do Júri Popular vão até o dia 30 deste mês, com início às 9h, no quinto andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro da Capital.

    De acordo com a Lei de Organização Judiciária, o 1º Tribunal do Júri realiza pautas ordinárias de julgamento nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro, e o 2º Tribunal do Júri realiza suas sessões em março, maio, agosto, outubro e dezembro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, entre os julgamentos agendados para este mês, dois envolvem processos deslocados das comarcas do Conde e de Pedras de Fogo.

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    Juiz Antônio Gonçalves – 1º Tribunal do Júri

    Nos meses em que os tribunais de Júri não estão realizando julgamentos em plenário, fica a pauta voltada para a realização das audiências de instrução e julgamento dos processos que ainda não foram objeto de pronúncia, para justamente analisar a admissibilidade da acusação e, se for o caso, remeter para julgamento posterior”, explicou o magistrado. “Estamos empenhados em fazer essas sessões para, justamente, buscarmos a resposta pronta à sociedade de que o Poder Judiciário está vigilante, como integrante do sistema de Justiça, sempre buscando a resolução desses processos em que se apura os crimes contra a vida”, destacou Antônio Gonçalves.

    As unidades dos tribunais do Júri têm a competência de apreciar e julgar crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, este é o papel do 1º Tribunal do Júri. Esses crimes incluem, homicídio, feminicídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e infanticídio (quando a mãe, sob influência do estado puerperal, mata o próprio filho durante ou logo após o parto e aborto provocado por terceiro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, a expectativa com o retorno das atividades forense e a preparação dos processos para o início das reuniões ordinárias do Tribunal do Júri são as melhores possíveis.

    Por Fernando Patriota