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  • Mercado diminui projeção da inflação pela sexta semana consecutiva

    Mercado diminui projeção da inflação pela sexta semana consecutiva

    O mercado diminuiu pela sexta semana seguida a projeção para a inflação em 2025. De acordo com o Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) com as previsões de analistas do setor financeiro, a expectativa agora é que o IPCA feche o ano em 5,18% – ainda acima da meta, que vai de 1,5% a 4,5%.

    Na semana passada, o Focus projetava uma inflação de 5,2% para o ano. Há quatro semanas, o número era de 5,44%.

    Previsão do mercado para a inflação vem caindo nas últimas semanas, segundo o Boletim Focus.

    Previsão do mercado para a inflação vem caindo nas últimas semanas, segundo o Boletim Focus.Saulo Angelo/Thenews2/Folhapress

    O Focus desta semana também elevou a previsão para o crescimento do PIB brasileiro no ano, que foi para 2,23% (estava em 2,21% na semana anterior). As projeções para a taxa de câmbio e para a Selic ficaram estáveis: os analistas projetam o dólar em R$ 5,70 e a taxa básica de juros a 15% ao ano no final de 2025.

  • Congresso vai receber 5 ministros e Galípolo nesta semana

    Congresso vai receber 5 ministros e Galípolo nesta semana

    O Congresso Nacional nesta semana recebe o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de cinco ministros do governo Lula. Galípolo estará em sessão da Comissão de Finanças e Tributação na Câmara, na quarta-feira (9), onde vai discutir a atuação da instituição financeira.

    O presidente do BC, Gabriel Galípolo, estará na Câmara nesta semana.

    O presidente do BC, Gabriel Galípolo, estará na Câmara nesta semana.Gabriela Biló/Folhapress

    Das audiências com ministros, o Congresso em Foco destaca duas que prometem render movimento na política:

    • Simone Tebet, comandante da pasta do Planejamento, deve comparecer à Comissão Mista de Orçamento na tarde de terça-feira (8), às 14h30, para debater o Orçamento de 2026 – bem em um momento de tensão entre governo e Congresso envolvendo as contas públicas. Com o imbróglio do IOF ainda longe de uma solução e os parlamentares insatisfeitos com a demora para o pagamento de emendas.
    • Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto, estará na Comissão de Comunicação da Câmara na quarta (9), às 16h. Além da insatisfação geral do Congresso com a comunicação do governo, o encontro deve esquentar por conta da recente campanha nas redes sociais de setores da esquerda contra o Congresso no embate do IOF.

    Também estarão no Congresso nos próximos dias o ministro da Educação, Camilo Santana, que na tarde de quarta-feira vai na comissão especial que discute o Plano Nacional de Educação; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que estará na Comissão de Minas e Energia da Câmara na manhã de quarta; e o ministro da Intergração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que estará no Senado na manhã de terça em sessão da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo.

  • Projeto na Câmara prevê política nacional para diabetes tipo 1

    Projeto na Câmara prevê política nacional para diabetes tipo 1

    A deputada Renata Abreu (Podemos-SP) apresentou projeto de lei que cria a Política Nacional de Monitoramento e Cuidado Integral à Pessoa com Diabetes Melito Tipo 1. A proposta assegura o fornecimento gratuito de tecnologias como sensores contínuos de glicose, bombas de insulina e insulinas modernas pelo SUS, além de atendimento multiprofissional.

    Projeto na Câmara busca assegurar, pelo SUS, o fornecimento de tecnologias no tratamento da diabetes tipo 1.

    Projeto na Câmara busca assegurar, pelo SUS, o fornecimento de tecnologias no tratamento da diabetes tipo 1.Lucas Seixas/Folhapress

    A proposta reconhece a carga crônica da doença e propõe ações específicas para garantir qualidade de vida. Estudos mostram que o acesso a tecnologias adequadas pode aumentar em quase 19 anos a expectativa de vida de quem tem diabetes tipo 1.

    Prioridade a grupos vulneráveis

    Terão prioridade no atendimento:

    • crianças e adolescentes;
    • gestantes;
    • pacientes com episódios graves de hipoglicemia;
    • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

    O texto também prevê unidades especializadas, incentivos à pesquisa nacional, parcerias público-privadas e programas-piloto com pâncreas artificiais. O impacto da política será monitorado com indicadores como hemoglobina glicada, internações e qualidade de vida.

  • Projeto quer elevar imposto mínimo para importações via correio

    Projeto quer elevar imposto mínimo para importações via correio

    O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) apresentou na Câmara um projeto de lei que altera a tributação de remessas internacionais. O texto propõe alíquotas progressivas no imposto de importação, com teto de 400% e piso de 20% para plataformas aderentes a programa da Receita. Nos demais casos, a alíquota mínima será de 60%.

    A proposta visa a corrigir uma distorção que, segundo o autor, favorece grandes plataformas estrangeiras de e-commerce, que pagam menos tributos que empresas nacionais. O objetivo é garantir isonomia tributária e proteger o setor produtivo brasileiro.

    O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) é o autor da proposta.

    O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) é o autor da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Ameaça a empregos

    Apresentado em 4 de julho, o projeto aguarda despacho do presidente da Câmara. Se aprovado, vai alterar o Decreto-Lei 1.804/1980 e ampliar os efeitos da Lei 14.902/24, que criou alíquota mínima de 20% para compras de até US$ 50.

    O texto de Gastão ainda prevê que o imposto respeite a tabela da Tarifa Externa Comum (TEC) e o valor máximo de US$ 3 mil por remessa. Segundo o deputado, o Brasil corre risco de ser invadido por produtos subsidiados por outros países, ameaçando empregos e a indústria nacional.

  • Deputados debatem metas e avaliação do novo PNE

    Deputados debatem metas e avaliação do novo PNE

    A Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (8), uma audiência pública em comissão especial para discutir como será feita a avaliação, fiscalização, o monitoramento de metas e a responsabilização no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que valerá até 2034. O encontro será às 14h.

    PNE vai orientar as políticas educacionais do Brasil até 2034.

    PNE vai orientar as políticas educacionais do Brasil até 2034.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O PNE é um documento que orienta as políticas educacionais do país por uma década. Parlamentares afirmam que o plano precisa ter instrumentos de controle claros e eficazes, para garantir qualidade e equidade na educação.

    Novo plano define 18 objetivos e 58 metas

    O projeto do novo PNE (PL 2614/24) estabelece 18 objetivos e 58 metas para a educação infantil, alfabetização, ensino médio, profissionalizante e superior, entre outros. Cada meta tem estratégias associadas e deve ser monitorada ao longo dos dez anos.

    A audiência foi solicitada por Moses Rodrigues (União-CE), relator do plano, e Tabata Amaral (PSB-SP), presidente da comissão, além de outros nove deputados. Haverá participação interativa do público.

  • Lula destaca diversidade do Brics para promover paz e mediar conflitos

    Lula destaca diversidade do Brics para promover paz e mediar conflitos

    O presidente Lula destacou durante a primeira sessão plenária da Cúpula dos Chefes de Estado dos Brics, neste domingo (6), que a diversidade do bloco é um potencial de mediação de conflitos. O chefe do Executivo, que assume a presidência rotativa do grupo, também sugeriu reformulação no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

    “Se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século XXI, cabe ao BRICS contribuir para sua atualização. Sua representatividade e diversidade o torna uma força capaz de promover a paz e de prevenir e mediar conflitos. Podemos lançar as bases de uma governança revigorada”, disse Lula na abertura da sessão.

    O presidente defendeu a inserção de nações da África, Ásia e da América Latina como membros permanentes do grupo. Segundo Lula, a estrutura atual é “arcaica e excludente” e não leva em conta a atual crise do multilateralismo.

    Presidente Lula.

    Presidente Lula.Ricardo Stuckert/Presidência da República

    “As reuniões do Conselho de Segurança da ONU reproduzem um enredo cujo desfecho todos conhecemos: perda de credibilidade e paralisia. Ultimamente sequer é consultado antes do início de ações bélicas. Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”, argumentou.

    Conflitos no mundo

    Ainda em seu discurso, o presidente Lula reafirmou que o governo brasileiro repudia conflitos, como os que ocorrem na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Haiti. Ele novamente condenou o genocídio contra a população palestina e reforçou a necessidade do estabelecimento de um Estado Palestino em convívio com Israel.

    “A ideologia do ódio não pode ser associada a nenhuma religião ou nacionalidade. Absolutamente nada justifica as ações terroristas perpetradas pelo Hamas.Mas não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza e a matança indiscriminada de civis inocentes e o uso da fome como arma de guerra.A solução desse conflito só será possível com o fim da ocupação israelense e com o estabelecimento de um Estado palestino soberano, dentro das fronteiras de 1967”, apontou o presidente.

  • Congresso promulga trechos restabelecidos na lei das eólicas offshore

    Congresso promulga trechos restabelecidos na lei das eólicas offshore

    O Congresso Nacional promulgou nesta segunda-feira (7) a Lei 15.097/2025, que estabelece novas diretrizes para a contratação de energia renovável, especialmente a partir de pequenas centrais hidrelétricas, eólicas e de hidrogênio líquido obtido do etanol. A norma foi publicada no Diário Oficial da União após o Congresso rejeitar parte de um veto presidencial.

    A nova lei interessa ao setor energético porque define metas específicas de contratação de megawatts por região e prazos de entrega da energia. Também autoriza a prorrogação por 20 anos dos contratos atuais de geração de energia por fontes renováveis, desde que cumpridas determinadas condições.

    Governo Lula não promulgou a derrubada de vetos na Lei das Eólicas Offshore. Com isso, a tarefa ficou para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

    Governo Lula não promulgou a derrubada de vetos na Lei das Eólicas Offshore. Com isso, a tarefa ficou para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).Caio Rocha/iShoot/Folhapress

    Regras por região e tipo de energia

    A norma define os seguintes volumes de contratação:

    • Centro-Oeste: 3.000 MW de hidrelétricas de até 50 MW;
    • Sul e Sudeste: 1.500 MW de hidrelétricas de até 50 MW;
    • Norte e Nordeste: 400 MW de hidrelétricas de até 50 MW;
    • Nordeste: 250 MW de hidrogênio líquido do etanol;
    • Sul: 300 MW de energia eólica.

    Caso os volumes não sejam contratados a tempo, a entrega poderá ser adiada proporcionalmente.

    Prorrogação de contratos existentes

    A lei também permite:

    • prorrogação de contratos atuais de PCHs, usinas de biomassa e eólicas por mais 20 anos;
    • atualização de preços com base no teto do Leilão A-6 de 2019;
    • manutenção das outorgas por igual período;
    • fim de benefícios fiscais para quem aderir à prorrogação.

    A publicação revoga ainda um dispositivo da Lei 14.182/2021 que limitava essas prorrogações.

  • Mecias de Jesus propõe acordo individual para trabalho aos domingos

    Mecias de Jesus propõe acordo individual para trabalho aos domingos

    O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RO) apresentou projeto de lei que propõe a regulamentação do trabalho em domingos e feriados no setor comercial, mediante acordo individual estabelecido entre empregador e empregado. O PL 2.728/2025 ainda aguarda designação para as comissões competentes.

    A proposição busca modificar a Lei 10.101/2000, com o objetivo de autorizar o trabalho aos domingos no comércio em geral, desde que formalizado um acordo individual por escrito entre as partes, em consonância com a legislação municipal. O projeto assegura que o repouso semanal remunerado ocorra, no mínimo, uma vez a cada três semanas aos domingos.

    O texto do projeto estabelece que o trabalho aos domingos “não dependerá de autorização em convenção ou acordo coletivo, salvo disposição expressa em contrário acordada entre as partes”. A mesma diretriz se aplica aos feriados, desde que observadas as normas municipais e as regulamentações de saúde e segurança do trabalho.

    Senador Mecias de Jesus

    Senador Mecias de JesusCarlos Moura/Agência Senado

    Mecias de Jesus argumenta que a atual restrição imposta pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que condiciona o trabalho dominical à existência de convenção coletiva, impacta negativamente a produtividade empresarial, eleva os custos operacionais, onera os produtos e, consequentemente, afeta o consumidor final.

    “Diversas entidades representativas do setor, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), têm manifestado profunda preocupação com os efeitos deletérios da medida, que atinge diretamente os 28 milhões de consumidores que frequentam semanalmente os supermercados, além dos 3,2 milhões de trabalhadores que atuam, direta ou indiretamente, nas atividades envolvidas”, justifica o senador,

    A apresentação do projeto acontece concomitantemente ao debate no Congresso sobre o fim da escala 6×1. Atualmente, a proposta de emenda à Constituição, que prevê uma jornada de trabalho de até 8 horas diárias e 36 horas semanais, está sendo debatida em subcomissão na Câmara dos Deputados

  • Senado tem na pauta autorização do funcionamento de bingos e cassinos

    Senado tem na pauta autorização do funcionamento de bingos e cassinos

    O Senado discute nesta semana propostas de emenda à Constituição e projetos de lei que vão desde a flexibilização do orçamento com despesas de pessoal e autorização para o funcionamento de bingos e cassinos. A Casa retorna de uma semana relativamente esvaziada, na qual parlamentares estiveram no Fórum de Lisboa, organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

    Pautado para terça-feira (8), o polêmico projeto de lei 2.234/2022, relatado por Irajá (PSD-TO), regulamenta o funcionamento no país de bingos e cassinos. A medida é criticada pelo fato de poder gerar vícios. Os críticos também apontam os efeitos da liberação das apostas online como fatores negativos e que desestimulam a aprovação de mais jogos de azar.

    Outra proposta em análise do plenário é o projeto de lei complementar 141/2024, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal. Conforme o projeto, haverá maior flexibilidade no orçamento, permitindo mais parcerias e contratações sem ultrapassar os limites de despesa com pessoal para o governo. O autor também defende que a proposta pode aumentar as oportunidades de firmar contratos e parcerias com o poder público para o terceiro setor.

    Na quarta-feira (9), o Senado conclui a última sessão de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) 137/2019, assim a modificação constitucional poderá ser votada. A proposição altera a Constituição para definir a educação como vetor do progresso.

    Para a mesma sessão está marcada a deliberação do projeto de lei 2.352/2023, que moderniza as leis de rádio e televisão, permitindo que as emissoras melhorem seus serviços para atender melhor à população. A proposta também pretende facilitar a renovação das permissões de funcionamento das rádios comunitárias. A matéria necessita, antes, de aprovação do requerimento de urgência.

    Plenário do Senado

    Plenário do SenadoJonas Pereira/Agência Senado

    Destaques da semana no Senado:

    Terça-feira (7/7)

    Sessão Deliberativa, às 14h, destinada à deliberação de indicados a embaixadores e da seguinte pauta:

    1) PEC 137/2019: Altera o art. 205 da Constituição Federal para definir a educação como vetor do progresso do País.

    (Quarta sessão de discussão, em primeiro turno)

    2) PEC 76/2019: Altera a Constituição Federal para incluir as polícias científicas no rol dos órgãos de segurança pública.

    (Primeira sessão de discussão, em primeiro turno)

    3) PLP 141/2024: Altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para definir os casos em que os valores de parcerias ou de contratações firmadas pelo poder público não são considerados no cômputo dos limites de despesa com pessoal.

    4) PL 2234/2022: Dispõe sobre a exploração de jogos e apostas em todo o território nacional; altera a Lei nº 7.291, de 19 de dezembro de 1984; e revoga o Decreto-Lei nº 9.215, de 30 de abril de 1946, e dispositivos do Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das Contravenções Penais), e da Lei nº 10.406, de 19 de janeiro de 2002 (Código Civil).

    (Pendente de deliberação do Requerimento nº 857, de 2024, de Líderes, solicitando urgência para a matéria)

    5) PDL 103/2024: Aprova o texto das Emendas à Convenção Constitutiva da Organização Marítima Internacional, adotadas por meio da Resolução A.1152(32) da Assembleia da Organização Marítima Internacional, em 8 de dezembro de 2021.

    Quarta-feira (8/7)

    1) PEC 137/2019: Altera o art. 205 da Constituição Federal para definir a educação como vetor do progresso do País.

    (Quinta e última sessão de discussão e votação, em primeiro turno)

    2) PEC 76/2019: Altera a Constituição Federal para incluir as polícias científicas no rol dos órgãos de segurança pública.

    (Segunda sessão de discussão, em primeiro turno)

    3) PL 2352/2023: Altera a Lei do Código Brasileiro de Telecomunicações, para estabelecer diretrizes relacionadas à autorização de modificações de características técnicas, à apresentação de documentos, aos procedimentos de renovação de outorgas e à promoção de recursos de acessibilidade, com o intuito de promover a modernização da legislação sobre serviços de radiodifusão; e revoga a Lei nº 6.606/1978.

    (Pendente de apresentação de requerimento de urgência)

    4) PDL 113/2024 (CRE/CD): Aprova o texto do Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), assinado pelo Brasil em Genebra, Suíça, em 17 de junho de 2022.

    Quinta-feira (10/7)

    11h: Sessão extraordinária

    1) PDL 261/2024 (CRE/CD): Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a República da Polônia para a Eliminação da Dupla Tributação em relação aos Tributos sobre a Renda e a Prevenção da Evasão e da Elisão Fiscais e o texto do seu Protocolo, assinados em Nova York, em 20 de setembro de 2022.

    2) PDL 479/2023 (CRE/CD): Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a União Europeia que altera o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a União Europeia sobre a Isenção de Visto para as Estadas de Curta Duração para Titulares de um Passaporte Comum, assinado em Bruxelas, no dia 27 de setembro de 2021, em conjunto com a declaração interpretativa que o acompanha.

    3) PDL 478/2023 (CRE/CD): Aprova o texto atualizado da Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW-1978), incluídos o Anexo e a Parte A do respectivo Código, em conformidade com as Emendas de Manila, adotadas em 2010, no âmbito da Organização Marítima Internacional (OMI).

  • Deputado Marcos Pollon cobra Lewandowski por informação sobre CACs

    Deputado Marcos Pollon cobra Lewandowski por informação sobre CACs

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) cobrou esclarecimentos do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre a transição dos serviços dos CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) do Exército para a Polícia Federal. Segundo o parlamentar, faltam informações claras sobre os novos fluxos, critérios, sistemas e formas de atendimento após a publicação da Instrução Normativa 311/2025 da PF.

    Pollon argumenta que a ausência de orientações fere princípios como publicidade e segurança jurídica. Ele também convocou audiência pública na Comissão de Segurança Pública para debater os impactos administrativos e legais da mudança.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) assina o requerimento.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) assina o requerimento.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Incertezas e cobranças

    Com quase 950 mil CACs registrados no país, Pollon afirma que a transição tem gerado insegurança entre os praticantes legais dessas atividades. O deputado criou uma subcomissão especial na Câmara para fiscalizar a atuação da PF nesse processo e já solicitou visita técnica ao setor responsável pelo controle de armas.

    Além disso, protocolou requerimento formal pedindo que o ministro esclareça pontos centrais sobre a nova estrutura. As perguntas encaminhadas por Pollon ao Ministério da Justiça incluem:

    • Qual será a estrutura mínima (pessoal, equipamentos e sistemas) nas unidades da PF a partir de 1º de julho de 2025?
    • Qual será o regime de atendimento (presencial, online ou misto) e o horário de funcionamento das unidades?
    • Haverá uniformização nacional dos procedimentos para pedidos de aquisição, transferência, registro e apostilamento de armas?
    • Qual será o prazo médio para tramitação de processos como aquisição de armas, concessão de CRs e emissão de guias de tráfego?
    • Qual sistema será utilizado para gestão e acesso aos serviços?
    • Como se dará a interoperabilidade entre os sistemas do Exército (Sigma, SisFPC, SisGCorp) e os novos da PF?
    • Os processos já em andamento no Exército serão automaticamente migrados? Qual o cronograma?
    • A PF manterá atendimento em aeroportos para liberação de tráfego de armas e munições, inclusive em regime de plantão?
    • Como será garantida a segurança dos dados pessoais dos CACs, sobretudo diante do uso de empresas terceirizadas?
    • Haverá transparência ativa, com divulgação pública de dados estatísticos sobre a gestão dos CACs?
    • Como será feita a capacitação dos servidores da PF para atender CACs, e qual a base normativa para a fiscalização das atividades?

    O deputado afirma ainda que, convidados para prestar esclarecimentos sobre a transição, representantes da PF e do Exército não compareceram às reuniões da comissão de Segurança. Pollon agora pressiona por respostas formais do Ministério da Justiça.