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  • Bolsonaro depõe à PF sobre ações do filho Eduardo nos EUA

    Bolsonaro depõe à PF sobre ações do filho Eduardo nos EUA

    A Polícia Federal ouve nesta quinta-feira (5) o ex-presidente Jair Bolsonaro em inquérito sobre a atuação de seu filho Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O deputado licenciado é suspeito de tentar influenciar autoridades americanas a sancionar ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Para a PGR, Jair Bolsonaro seria beneficiado com as ações do filho no exterior.

    Para a PGR, Jair Bolsonaro seria beneficiado com as ações do filho no exterior.Pedro Ladeira/Folhapress

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga se o ex-presidente apoiou ou teve participação direta nas articulações, que incluíram ataques públicos ao STF e reuniões com aliados de Donald Trump. A suspeita é de tentativa de obstrução das investigações e de abolição violenta do Estado de Direito.

    Apoio financeiro e motivações políticas

    Em entrevista, Jair Bolsonaro cheou a declarar que estaria bancando financeiramente a permanência de Eduardo nos EUA. Para a PGR, isso reforça o elo entre pai e filho nas ações investigadas. A oitiva foi autorizada por Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Também serão ouvidos diplomatas e parlamentares.

  • Quaest: Tarcisio, Michelle, Ratinho Jr., Leite e Bolsonaro empatam com Lula

    Quaest: Tarcisio, Michelle, Ratinho Jr., Leite e Bolsonaro empatam com Lula

    Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (5), revela que a disputa pelo Planalto ficou mais acirrada para o presidente Lula (PT), que agora enfrenta empates técnicos e cenários mais equilibrados com seus principais adversários. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 29 de maio e 1º de junho.

    No confronto mais simbólico da polarização política um eventual segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro (PL), a pesquisa registra empate técnico absoluto: ambos têm 41% das intenções de voto. Outros 13% votariam em branco ou nulo, e 5% estão indecisos. Bolsonaro, no entanto, está inelegível. Na pesquisa anterior, de março, Lula tinha 44% e Bolsonaro, 40%.

    Pesquisa indica empate numérico entre Lula e Bolsonaro em eventual segundo turno em 2026. Ex-presidente, no entanto, está inelegível.

    Pesquisa indica empate numérico entre Lula e Bolsonaro em eventual segundo turno em 2026. Ex-presidente, no entanto, está inelegível.Reprodução/Quaest

    Veja a pesquisa da Quaest

    O quadro marca uma redução da vantagem que Lula apresentava em março, quando o presidente somava 44%, contra 40% de Bolsonaro.

    Nos cenários com possíveis substitutos de Bolsonaro, o cenário também se apertou. Veja:

    • Lula x Tarcísio de Freitas (Republicanos): 41% a 40% (era 43% a 37%, em março)
    • Lula x Michelle Bolsonaro (PL): 43% a 39% (44% a 38%, em março) 
    • Lula x Ratinho Júnior (PSD): 40% a 38% (42% a 35%, em março)
    • Lula x Eduardo Leite (PSD): 40% a 36% (44 a 35%, em março)

    Em todos esses casos, as diferenças estão dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que confira empate técnico entre os candidatos.

    A pesquisa indica que Lula ainda mantém vantagem mais confortável sobre outros nomes da direita:

    • Lula x Eduardo Bolsonaro (PL): 44% a 34% (45% a 34%, em março)
    • Lula x Romeu Zema (Novo): 42% a 33% (43% a 31%, em março)
    • Lula x Ronaldo Caiado (União Brasil): 43% a 33% (44% a 30%, em março)

    Rejeição consolidada

    Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, há uma rejeição consolidada em relação a Lula e Bolsonaro. “Só de ser o anti-Lula o candidato já tem potencial de 40%. Assim como o candidato anti-Bolsonaro tende a ter potencial de 45%. O medo de que o outro lado vença, força uma escolha pela rejeição”, explica.

    Mesmo liderando numericamente, Lula enfrenta um cenário de resistência crescente. Apenas 32% dos entrevistados defendem que ele busque a reeleição, contra 66% que preferem que não concorra.

    Brasileiros preferem 2026 sem Lula e sem Bolsonaro

    Do lado da direita, 65% dos eleitores acham que Bolsonaro deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome. Michelle é a preferida dos bolsonaristas para substituir Bolsonaro; enquanto Tarcísio é o nome mais defendido por eleitores da direita não alinhados com o ex-presidente.

    O levantamento da Quaest foi realizado presencialmente entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2025, com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de confiança da pesquisa é de 95%.

  • Mendonça diz que quem deve regular as redes é o Congresso, não o STF

    Mendonça diz que quem deve regular as redes é o Congresso, não o STF

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que a atribuição de regular as redes sociais cabe ao Congresso Nacional, não à Suprema Corte. A declaração foi feita em sessão do STF a respeito do artigo 19 do Marco Civil da Internet nesta quarta-feira (4).

    O trecho analisado pelos ministros propõe a responsabilização das plataformas pelo conteúdo de terceiros apenas quando há descumprimento de ordem judicial que ordena a retirada da publicação. A leitura do voto de Mendonça ocupou toda a sessão plenária de quarta. O ministro segue lendo seu posicionamento nesta quinta (5).

    Ministro André Mendonça.

    Ministro André Mendonça. Fellipe Sampaio /STF

    “Penso que, ao assumir maior protagonismo em questões que deveriam ser objeto de deliberação pelo Congresso Nacional, o Poder Judiciário acaba contribuindo, ainda que não intencionalmente, para a agudização da sensação de desconfiança hoje verificada em parcela signifiatuva da sociedade”, disse o ministro. “É preciso quebrar esse ciclo vicioso”.

    Voto de dois dias

    Mendonça poderia realizar a leitura do resumo do voto, mas optou por lê-lo integralmente. A escolha, segundo ele, é pela complexidade do tema. 

    “Neste caso específico, dada a relevância e complexidade do tema, peço escusas ao plenário, mas farei a leitura detida de todo o meu voto ou parte substancial dele”, disse o ministro. “Devo tomar não só a sessão de hoje, mas também, senão toda, uma parte considerável da sessão de amanhã”.

    Leia também: STF dá andamento ao julgamento do marco civil da internet; acompanhe

    Mendonça ainda não proferiu o posicionamento final do seu voto, reservando a leitura do dia às fundamentações. Deve concluir nesta quinta-feira (5).

    O debate

    O Supremo retomou o julgamento de dois recursos extraordinários que tratam da constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. A discussão começou em dezembro do ano passado, quando os relatores Luiz Fux e Dias Toffoli proferiram seus votos. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, também já se posicionou. O julgamento foi adiado à época após Mendonça pedir vista – isto é, mais tempo para análise.

    Seis meses depois, o Tribunal trouxe novamente à tona o tema da responsabilização das plataformas pelos conteúdos de terceiros. Os ministros Fux e Toffoli consideraram o trecho inconstitucional. Pelo entendimento eles, a exigência de uma ordem judicial para que as redes tenham que remover um conteúdo problemático não se alinha à Constituição.

    O ministro Barroso, por sua vez, propôs que o artigo seja considerado parcialmente constitucional. Para ele, a obrigação de remover conteúdo sem que haja orden judicial se aplica a alguns casos concretos:

    • pornografia infantil e crimes graves contra crianças e adolescentes
    • induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação tráfico de pessoas
    • atos de terrorismo
    • abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe.
  • Zambelli perderá R$ 46 mil de salário e R$ 170 mil de verba da Câmara

    Zambelli perderá R$ 46 mil de salário e R$ 170 mil de verba da Câmara

    Condenação imposta a Zambelli também prevê a perda do mandato. Fora do país, deputada diz que vai se licenciar do mandato.

    Condenação imposta a Zambelli também prevê a perda do mandato. Fora do país, deputada diz que vai se licenciar do mandato.Lula Marques/Agência Brasil

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), notificou formalmente a Câmara, na noite dessa quarta-feira (4), para que suspenda imediatamente o pagamento do salário e de todas as verbas da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A medida foi comunicada ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que agora deve adotar as providências administrativas cabíveis. Além do salário, Zambelli ficará sem R$ 170 mil de verba pública a quem tem direito para cumprir o mandato. O pedido deve ser analisado pela equipe jurídica e pela cúpula da Câmara.

    Com a decisão, Zambelli ficará sem receber:

    • R$ 46.336,19 de salário bruto mensal;
    • R$ 126.182,70 de verba de gabinete para contratação de assessores;
    • R$ 42.837,33 para despesas relacionadas ao exercício do mandato, como aluguel de veículos e escritório, passagens, hospedagem, alimentação, entre outras. Esse é o valor da cota para cada deputado de São Paulo, como ela.

    Atualmente, a deputada mantém 18 servidores ativos em seu gabinete, conforme registros oficiais da Câmara.

    Bloqueios

    A ordem de suspensão integra o despacho em que Moraes determinou a prisão preventiva da parlamentar, que deixou o país após ser condenada pelo STF. Segundo o ministro, o bloqueio das verbas também tem como objetivo garantir o pagamento da multa de R$ 2 milhões imposta a Zambelli pela Corte.

    No ofício enviado à Câmara, Moraes escreveu: “Encaminho a Vossa Excelência os termos da decisão proferida nos autos em referência, cuja cópia segue anexa, para ciência e adoção das providências cabíveis”. Cabe agora à Câmra fazer as suspensões. Zambelli afirmou, em entrevista no início da semana, que vai se licenciar do mandato. Em seu lugar, assumirá o ex-deputado e suplente Coronel Tadeu (PL-SP).

    Condenação

    Em 17 de maio, a 1ª Turma do STF condenou Carla Zambelli a 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado, por contratar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. A sentença também prevê perda de mandato e inelegibilidade, ainda pendentes de trânsito em julgado.

    Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil pela fronteira em Foz do Iguaçu, seguiu até Buenos Aires e, posteriormente, informou que se encontra nos Estados Unidos, com intenção de se estabelecer na Itália, onde possui cidadania.

    Em resposta à fuga, Moraes acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a prisão preventiva da deputada. O ministro também ordenou o bloqueio de contas bancárias, redes sociais, bens e salários da parlamentar, além da inclusão do nome dela na lista de procurados da Interpol.

    Novo inquérito

    Além das medidas de bloqueio e da prisão, Moraes determinou a abertura de um novo inquérito para apurar suspeitas de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Segundo ele, declarações recentes da deputada indicam tentativa de reiterar condutas criminosas e de desacreditar as instituições brasileiras.

    O Banco Central foi acionado para fornecer ao STF um levantamento detalhado das transferências via Pix recebidas por Zambelli nos últimos 30 dias. Já a Polícia Federal deverá monitorar as redes sociais da deputada e preservar eventuais conteúdos ligados às investigações.

    Apesar de foragida, Zambelli declarou que pretende manter atuação política no exterior. Para Moraes, a estratégia repete padrões observados em outros casos e reforça a necessidade das medidas adotadas.

    Leia mais: Zambelli pode ser extraditada? O que diz acordo entre Brasil e Itália

  • Lula promete fechar acordo UE-Mercosul em até 6 meses e provoca Macron

    Lula promete fechar acordo UE-Mercosul em até 6 meses e provoca Macron

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma provocação ao presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5) pedindo a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Em Paris, ao lado de Macron, Lula disse que vai concluir o acordo nos próximos seis meses, período em que estará ocupando a presidência rotativa do bloco, e pediu publicamente a cooperação do líder francês:

    “Quero afirmar, Macron, na frente da imprensa brasileira e francesa, que eu assumirei a presidência do Mercosul no próximo dia 6. E, ao assumir a presidência, o mandato é de seis meses”, disse Lula. “E quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia. Portanto, meu caro, abra seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul.”

    Hoje, há resistência de setores na França para o acordo,, principalmente por parte dos agricultores. Lula disse que quer envolver cooperativas de ambos os países nas negociações e se ofereceu para ir pessoalmente conversar com produtores na França.

    Lula e Macron discutem barreiras e elogiam parceria

    Macron afirmou que o tratado atual precisa de ajustes para garantir “normas espelho” ambientais, a fim de evitar competição desleal com produtores europeus. Os dois líderes exaltaram a parceria bilateral e discutiram temas como Amazônia, segurança internacional e combate ao crime transnacional.

  • Lula diz que Marina Silva é “bem magrinha” de “tanto trabalho”; assista

    Lula diz que Marina Silva é “bem magrinha” de “tanto trabalho”; assista

    O presidente Lula comentou nesta quinta-feira (5) que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é “bem magrinha” porque tem muito trabalho. A declaração foi feita em entrevista coletiva a jornalistas na França, ao lado do presidente francês Emmanual Macron.

    O comentário veio quando Lula estava falando a respeito do tratado comercial entre Mercosul e União Europeia, que, nos planos do presidente, deve ser fechado nos próximos seis meses. Em resposta a uma fala de Macron sobre as normas ambientais a serem combinadas, Lula disse que a ministra “apanha todo dia da imprensa por tentar cuidar do nosso país e cuidar do clima”.

    Depois, Lula menciona Marina novamente:

    “E a minha ministra está ali, bem magrinha, dá uma olhada para a Marina, de trabalhar e trabalhar. Ela saiu do Acre, na Amazônia, para ver se ficava mais robusta em Brasília. Mas dão tanto trabalho para ela que ela não consegue engordar. Então isso é de trabalhar, isso é de viajar, isso é de defender, isso é de tentar cuidar de um país que foi descuidado de muito tempo.”

    Marina estava presencialmente na entrevista, e foi apontada pelo presidente enquanto ele falava. Na semana anterior, a ministra passou por um momento tenso no Senado, quando foi questionada de forma desrespeitosa por senadores ao comparecer a Comissão de Infraestrutura da Casa.

  • Felipe Neto leva ao STF processo por chamar Lira de “excrementíssimo”

    Felipe Neto leva ao STF processo por chamar Lira de “excrementíssimo”

    O influenciador Felipe Neto anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) após ser condenado em segunda instância por danos morais ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). A decisão da Justiça cível obriga o youtuber a pagar R$ 20 mil por ter chamado o deputado de “excrementíssimo” nas redes sociais.

    O influenciador Felipe Neto repetiu o termo

    O influenciador Felipe Neto repetiu o termo “excrementíssimo” cinco vezes ao comentar o caso em seu perfil no X.Rafaela Araujo/Folhapress

    A condenação, segundo Neto, representa um precedente grave contra a liberdade de expressão. O influenciador alegou que o termo é apenas um trocadilho com “excelentíssimo” e que a crítica faz parte do direito de manifestar oposição política.

    Justiça criminal arquivou outro processo

    O influenciador também informou que a Justiça criminal já havia rejeitado tentativa semelhante de Lira. “A Justiça cível, essa decidiu que precisava agir para preservar a imagem do incrível ex-presidente da Câmara da inacreditável ‘ofensa”, ironizou Neto em publicação no X (ex-Twitter).

    Lira havia pedido indenização de R$ 200 mil. Segundo o influenciador, a nova etapa no STF pretende evitar que políticos usem decisões semelhantes para coibir críticas públicas.

  • Hugo defende encontros do Brics com foco em prosperidade e mulheres

    Hugo defende encontros do Brics com foco em prosperidade e mulheres

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta terça (4) que os próximos encontros parlamentares do Brics mantenham espaços específicos para mulheres parlamentares e presidentes de comissões de Relações Exteriores. Hugo fez a fala enquanto cumpria uma agenda de reuniões bilaterais com representantes da Índia e do Irã, no 11º Fórum Parlamentar do bloco, sediado no Brasil.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Motta também destacou os avanços comerciais entre os países. Segundo ele, o comércio com a Índia ultrapassou US$ 12 bilhões em 2024, alta de 5% em relação a 2023. Já com o Irã, o fluxo comercial subiu 30%, chegando a US$ 3 bilhões.

    “Reunidos, somos grandes produtores de alimentos e energia. Devemos mobilizar esse potencial para termos mais influência a favor de uma ordem internacional pacífica e que gere mais prosperidade para nossos povos”, afirmou Hugo Motta.

    Apelo por cooperação e paz

    Para o deputado, o potencial conjunto dos países do Brics em alimentos e energia pode ser usado “a favor de uma ordem internacional pacífica e que gere mais prosperidade para nossos povos”. Ele também convidou parlamentares iranianos e indianos a participarem da COP30, em novembro, em Belém (PA).

    Durante o encontro com o indiano Om Birla, Motta manifestou repúdio ao atentado que matou 26 pessoas na Caxemira em abril. Birla agradeceu o gesto e elogiou a inclusão de mulheres no Fórum Parlamentar do Brics sediado no Brasil.

    Novo Banco e pautas globais

    Já o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, exaltou o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelo Brics como alternativa às instituições tradicionais.

    Após as reuniões, Motta disse nas redes que os encontros ajudam o Brasil a avançar em áreas como saúde, inteligência artificial e combate à pobreza.

  • Moraes abre novo inquérito contra Zambelli para apurar fuga do país

    Moraes abre novo inquérito contra Zambelli para apurar fuga do país

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurou nesta quarta-feira (4) um novo inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi motivada pela saída da parlamentar do país após ser condenada a dez anos de prisão em regime fechado e pelas declarações que, segundo o ministro, indicam reiteração criminosa.

    A Polícia Federal deverá investigar indícios de possíveis crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Moraes destacou que a parlamentar, mesmo foragida, mantém atuação voltada a desacreditar as instituições.

    PF investigará redes sociais e transferências por PIX ligadas à deputada foragida.

    PF investigará redes sociais e transferências por PIX ligadas à deputada foragida.Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    Para o ministro, “as diversas entrevistas da ré (…) indicam que a sua fuga do território nacional se reveste, além da tentativa de impedir a aplicação da lei penal, também, na reiteração das condutas criminosas de atentar contra as Instituições, por meio de desinformação”.

    Moraes ainda afirmou que Zambelli deixou o Brasil com o objetivo de escapar da punição imposta pelo Supremo: “Expressamente, afirmou sua intenção de eximir-se da aplicação da lei brasileira”.

    Redes e recursos sob escrutínio

    Na mesma decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal monitore as redes sociais da deputada, com o objetivo de preservar conteúdos que possam estar ligados à investigação. Ele autorizou, ainda, que a oitiva de Zambelli seja feita por escrito, já que a parlamentar se encontra no exterior.

    O ministro também acionou o Banco Central para identificar valores e remetentes de transferências via PIX destinadas a Zambelli nos últimos 30 dias. A medida busca mapear eventuais fontes de financiamento de suas ações fora do país.

    “Determino a instauração de inquérito em face de Carla Zambelli Salgado de Oliveira, para apuração da suposta prática dos crimes de coação no curso do processo (…) e obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa”, escreveu Moraes no despacho.

    Segundo o relator, as declarações da parlamentar após a condenação e a decretação da prisão preventiva demonstram a intenção de “interferir no andamento de processos judiciais em trâmite nesta Corte”.

    Atuação internacional

    Zambelli tem afirmado que pretende manter atuação política no exterior. Moraes entende que a deputada busca repetir ações semelhantes às atribuídas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

    Na decisão, o ministro observou que a parlamentar pretende “difundir sua narrativa contra o Judiciário brasileiro” em diferentes países. Para Moraes, isso indica uma estratégia deliberada para “reiterar as condutas criminosas” que motivaram sua condenação.

    Antes da fuga, Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão e perda de mandato por, em conluio com o hacker Walter Delgatti, invadir os sistemas virtuais do Conselho Nacional de Justiça para tentar inserir documentos falsos. Ela agora se encontra foragida e inserida na lista vermelha da Interpol.

    Veja a íntegra da decisão pela abertura do inquérito:

  • Brasileiros preferem 2026 sem Lula e sem Bolsonaro, indica pesquisa

    Brasileiros preferem 2026 sem Lula e sem Bolsonaro, indica pesquisa

    Lula e Bolsonaro durante debate na disputa presidencial de 2022.

    Lula e Bolsonaro durante debate na disputa presidencial de 2022.Marlene Bergamo/Folhapress

    Mais de 60% dos brasileiros não querem nem o presidente Lula (PT) nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidatos à Presidência da República em 2026. É o que mostra pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta quinta-feira (5). 

    Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados acreditam que Lula não deve tentar a reeleição um aumento de 13 pontos percentuais em relação a julho de 2024, quando o índice era de 53%. Hoje, só 32% defendem que o petista busque um novo mandato, número que vem caindo desde o ano passado.

    O cenário de Bolsonaro é semelhante: 65% acham que ele deveria abrir mão da candidatura. Apenas 26% ainda apoiam a participação do ex-presidente, mesmo com sua atual condição de inelegível.

    Veja a pesquisa da Quaest

    Quando perguntados sobre o que mais temem, 45% disseram ter mais medo de um retorno de Bolsonaro à Presidência; já 40% temem a continuidade de Lula no cargo. Outros 7% disseram temer ambos os cenários.

    Para o diretor da Quaest, o recado é claro. “Pela primeira vez a rejeição ao governo está se transformando em rejeição eleitoral a Lula, alavancando as candidaturas dos potenciais herdeiros de Bolsonaro. Todos aparecem crescendo ou já empatados na margem com Lula”, afirma.

    Inelegível

    Bolsonaro está inelegível por oito anos desde junho de 2023. A decisão, cuja contagem começa nas eleições de 2022, foi tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Por cinco votos a dois, os ministros reconheceram que o ex-presidente praticou abuso de poder político e usou indevidamente os meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho de 2022. Com isso, Bolsonaro só poderá se candidatar a cargo eletivo em 2030. Ele também é réu em processo por tentativa de golpe de Estado e deverá ser julgado ainda este ano.

    Michelle, a preferida dos bolsonaristas

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidera com folga a preferência dos eleitores bolsonaristas como eventual substituta do marido na disputa presidencial. Para 44% desse eleitorado, Michelle deveria ser a candidata de Bolsonaro em 2026.

    Em segundo lugar vem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 17%. Depois aparecem Eduardo Bolsonaro (10%), Pablo Marçal (6%), Ratinho Jr. e Eduardo Leite (ambos com 5%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (1%). Não sabe ou não respondeu, 5%; outros, 2%.

    Já entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, Tarcísio lidera com 32%, seguido por Michelle Bolsonaro (24%) e Ratinho Jr. (9%).

    O levantamento da Quaest foi realizado presencialmente entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2025, com 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de confiança da pesquisa é de 95%.

    Na avaliação de Felipe Nunes, há uma rejeição consolidada dos dois polos, o que ele chama de “calcificação”. “Só de ser o anti-Lula o candidato já tem potencial de 40%. Assim como o candidato anti-Bolsonaro tende a ter potencial de 45%. O medo de que o outro lado vença, força uma escolha pela rejeição”, explica.