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  • Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    Jerônimo Rodrigues, governador da BA.

    Jerônimo Rodrigues, governador da BA.Amanda Ercília/Governo da Bahia

    O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou, nesta segunda-feira (5), um pedido de impeachment contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), após declarações feitas pelo chefe do Executivo durante evento no município de João Dourado, na última sexta-feira (2). No discurso, o governador criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão “leva tudo para a vala” ao se referir a ele e seus eleitores.

    Na manifestação, Jerônimo afirmou que Bolsonaro “sorria daqueles que estavam na pandemia, sentindo falta de ar” e declarou: “Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta! Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira, bota e leva tudo para a vala”.

    Leandro de Jesus argumenta que a fala ultrapassa os limites do debate político e configura “exortação à violência e ao extermínio de milhões de cidadãos brasileiros que, no exercício de seu direito democrático, optaram por determinado candidato nas eleições presidenciais”. Para ele, o uso da metáfora da retroescavadeira remete a práticas de violação em massa dos direitos humanos.

    O pedido foi fundamentado no artigo 7º da lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade cometidos por governadores de Estado, e no artigo 10 da Constituição do Estado da Bahia. O parlamentar sustenta que houve atentado contra o livre exercício dos direitos políticos, com violação à liberdade de expressão e ao direito ao voto.

    “A exortação do governador à violência contra eleitores configura uma ameaça direta ao exercício dos direitos políticos, violando a liberdade de expressão política e o direito ao voto”, sustenta o pedido.

    De acordo com o deputado, o episódio gera um ambiente de hostilidade e intimidação direcionado a eleitores com determinada preferência ideológica, o que, segundo ele, não se coaduna com os princípios do Estado Democrático de Direito. O pedido de impeachment agora deve ser analisado pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

  • CPI ou CPMI do INSS: Oposição quer o que for “mais viável”

    CPI ou CPMI do INSS: Oposição quer o que for “mais viável”

    Diante do escândalo envolvendo R$ 6,3 bilhões em descontos não autorizados de aposentadorias no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que culminou em crise no governo e demissões no instituto e no Ministério da Previdência Social, a oposição se articula no Congresso para emplacar comissões de inquérito com fins de apurar as irregularidades. Resta definir se o foco será em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

    Senadora Damares Alves e deputada Coronel Fernanda são as responsáveis por coletar assinaturas para CPMI do INSS

    Senadora Damares Alves e deputada Coronel Fernanda são as responsáveis por coletar assinaturas para CPMI do INSSAndressa Anholete/Agência Senado Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Na Câmara dos Deputados, um requerimento para instalação de CPI já reuniu as assinaturas necessárias. Com apoio de 185 deputados, o documento de autoria do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) defende que a CPI “será fundamental para garantir que as denúncias sejam investigadas de forma rigorosa, que os culpados sejam punidos e que medidas sejam implementadas para prevenir novos desvios.

    A instalação da comissão apelidada de CPI da Fraude do INSS, no entanto, esbarra no regimento interno da Casa. Existem outros 12 pedidos de CPI na frente desse, na Câmara, e a Casa só pode ter 5 instaladas por vez. Assim, a Mesa Diretora tem que se manifestar sobre uma série de outros requerimentos antes – seja instalando as CPIs ou devolvendo os pedidos – antes que a do INSS tenha a chance de sair.

    Por este motivo, a oposição também se articula para instalar uma CPMI, que conta com representação de deputados e senadores. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) são as responsáveis por coletar assinaturas nas respectivas Casas. Conforme a deputada, já foram atingidas as assinaturas necessárias tanto no Senado quanto na Câmara. O mínimo é de cada Casa, 171 deputados e 27 senadores.

    “É o primeiro passo rumo à verdade sobre os descontos ilegais que atingiram milhares de aposentados e pensionistas”, escreveu Coronel Fernanda nas redes sociais. Ao Congresso em Foco, a parlamentar informou que a oposição irá “adotar a que for mais viável”, entre a CPI ou CPMI. O requerimento da instituição da comissão deve ser protocolado nesta semana.

    O mais viável, para a assessoria de imprensa da senadora Damares, é a CPMI em razão da celeridade na instalação. “O foco total é na CPMI”, afirmou à reportagem. Isso se dá porque, segundo o regimento interno do Congresso, a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é automática desde que atinja as assinaturas necessárias.

    Apesar disso, há uma brecha no regulamento que estabelece que, além das assinaturas, o requerimento da instalação da CPMI deve ser lido em sessão conjunta do Congresso pelo presidente, no caso Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A próxima sessão está marcada para o dia 27, quando o Congresso faz a primeira análise de vetos do ano.

    O que faz uma comissão de inquérito?

    A Comissão Parlamentar de Inquérito e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito têm poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI e CPMI, porém, não têm o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas podem recomendar ao Ministério Público essas ações.

    Com duração temporária, definida no requerimento, para apurar as condutas, o colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

  • Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (6), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a importância da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O encontro ocorre no plenário 10, por solicitação da deputada Dandara (PT-MG).

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissional

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissionalKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Segundo a parlamentar, a Rede cumpre papel essencial ao integrar ensino, pesquisa e extensão na educação pública. Dandara também destacou a presença da instituição em projetos de pesquisa aplicada e cooperação técnica com mais de 40 países.

    “A audiência pública se faz necessária para discutir os impactos dessa rede na sociedade, seus desafios e perspectivas futuras, além de debater políticas públicas e medidas orçamentárias que fortaleçam sua atuação”, justificou a deputada.

    Criada pela lei 11.892/2008, a Rede Federal reúne 685 unidades. O grupo é composto por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), 22 escolas técnicas vinculadas a universidades federais e o Colégio Pedro II, instituição de ensino público federal.

  • Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.Caio Rocha/iShoot/Folhapress

    A Petrobras comunicou nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, uma nova redução no preço do diesel A comercializado para as distribuidoras. O valor, que passará a vigorar a partir de amanhã, 6 de maio, será de R$ 3,27 por litro, representando uma diminuição de R$ 0,16 em relação ao preço anterior.

    A estatal estima que, com a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel, o preço médio do diesel B comercializado nos postos de combustível será de R$ 2,81 por litro.

    A Petrobras também informou que, desde dezembro de 2022, o preço do diesel para as distribuidoras acumula uma redução de R$ 1,22 por litro, o que equivale a uma queda de 27,2%.

    Considerando a inflação do período, essa redução representa 34,9%, correspondendo a R$ 1,75 por litro.

  • Deputado aciona MPF e PGR após fala de Jerônimo sobre bolsonaristas

    Deputado aciona MPF e PGR após fala de Jerônimo sobre bolsonaristas

    Dep. Capitão Alden (PL - BA).

    Dep. Capitão Alden (PL – BA).Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição na Câmara, acionou o Ministério Público Federal (MPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em razão de uma declaração feita pelo petista durante evento público no município de América Dourada (BA). Na ocasião, o governador afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus eleitores deveriam ser levados “para a vala”.

    Além das representações, Alden informou ter protocolado uma moção de repúdio à fala na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a divergência ideológica entre direita e esquerda não justifica, em sua visão, o teor da declaração do governador baiano.

    Leia também: Após fala sobre “vala”, deputado pede impeachment de governador da BA

    “Fala-se muito de discurso de ódio da direita, mas a postura do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, só reforça que é a esquerda que pratica este tipo de conduta. Falar que quer mandar Bolsonaro e os bolsonaristas para a vala é algo absurdo. Já acionei a PGR e o MPF para que o governador seja penalizado por suas falas infelizes”, afirmou o deputado.

    Alden também defendeu que o respeito deve prevalecer no debate político, independentemente das posições ideológicas.

  • As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas parlamentares representam hoje uma das principais engrenagens do sistema político brasileiro. Criadas como instrumento de participação do Congresso na definição do orçamento, elas passaram a concentrar bilhões de reais em repasses anuais, dando aos parlamentares poder direto sobre a aplicação de recursos públicos. Em 2025, essa fatia soma mais de R$ 50 bilhões quase um quarto do orçamento discricionário da União.

    A crescente influência das emendas transformou sua execução em moeda de troca entre Executivo e Legislativo. Presidentes negociam apoio político oferecendo liberação de recursos. Parlamentares, por sua vez, garantem obras, programas e benefícios para suas bases eleitorais. O uso desses recursos, porém, tem gerado polêmicas recorrentes, alimentado escândalos e provocado sucessivos embates com o Judiciário.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.José Cruz/Agência Brasil

    Veja também: compreenda como funcionam as emendas parlamentares e a sua importância como moeda de troca na política atual.

    Diante das disputas atuais que envolvem bloqueios do Supremo Tribunal Federal, novas regras de transparência e disputas por protagonismo entre os Poderes , resgatar a trajetória das emendas parlamentares ajuda a entender como esse mecanismo ganhou centralidade na política nacional. A seguir, conheça o panorama histórico das origens, avanços, retrocessos e reviravoltas que moldaram o sistema até aqui.

    Da origem à centralização

    Antes de 1946, o modelo orçamentário brasileiro não previa a figura da emenda parlamentar que conhecemos hoje. Em regimes anteriores, como o da Constituição de 1891, o próprio Legislativo elaborava o orçamento. A Carta de 1934 introduziu a coautoria entre os poderes, mas ainda de forma incipiente: até então, peças orçamentárias eram inespecíficas, apenas definindo normas gerais. Durante a ditadura do Estado Novo (19371945), a peça orçamentária era imposta por decreto presidencial, sem passar pelo Congresso.

    Com a redemocratização, a Constituição de 1946 não apenas retomou a lógica de co-participação, como pouco a pouco foram construídas normas de reforma orçamentária para construir no Brasil o modelo conhecido como “orçamento moderno”, no qual se tem metas bem definidas e uma listagem clara sobre qual receita será implementada em qual ação ou programa.

    Com isso, nasceu o primeiro sistema de emendas parlamentares semelhante ao atual, em que parlamentares conseguem incluir destinações de interesse de seus mandatos na peça orçamentária. Não havia limite para o número de alterações nem exigência de indicação da fonte de recursos.

    O resultado foi a aprovação de orçamentos superdimensionados e, muitas vezes, inexequíveis. Como a liberação do dinheiro seguia sob controle do Executivo, esse desequilíbrio reforçava sua capacidade de manipular a execução conforme o apoio político recebido. Ulysses Guimarães chegou a relatar a frase constantemente ouvida por deputados que buscavam o Ministério da Fazenda em 1963 para pedir que suas emendas fossem empenhadas: “existe a verba, senhor deputado, mas não há dinheiro”.

    A primeira norma a regulamentar a apresentação de emendas foi aprovada apenas às vésperas do golpe militar de 1964: a lei 4320, de 17 de março daquele ano, proibia, por exemplo, alterações que envolvessem obras não aprovadas ou serviços ainda não criados.

    Repressão e restrição

    Com o golpe de 1964, o regime militar impôs freios ao poder orçamentário do Congresso. A Constituição de 1967 proibiu emendas que aumentassem despesas totais, medida mantida na Carta de 1969. Durante todo o período da ditadura, o Congresso teve participação limitada na alocação dos recursos públicos.

    Redemocratização e escândalos

    A Constituição de 1988 devolveu ao Legislativo o direito de propor emendas ao orçamento, agora dentro de um sistema dividido entre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a execução das emendas continuava a depender do governo federal, que podia vetar, ignorar ou postergar os repasses.

    Essa brecha favoreceu a barganha política. Em 1993, estourou o escândalo dos anões do orçamento, revelando um esquema de corrupção em que deputados vendiam emendas em troca de propina. O caso resultou na cassação de mandatos e revelou a fragilidade dos mecanismos de controle.

    Consolidação institucional

    A grande mudança ocorreu em 2015, com a aprovação da Emenda Constitucional 86, que criou o chamado orçamento impositivo. A nova regra obrigou o governo a executar as emendas individuais apresentadas por parlamentares, dentro de um teto calculado com base na receita corrente líquida da União. Metade do valor deveria ser aplicada obrigatoriamente em saúde.

    A regra foi ampliada em 2019 para incluir também as emendas de bancada, elaboradas coletivamente pelos parlamentares de cada estado. No mesmo ano, surgiram as chamadas emendas de transferência especial conhecidas informalmente como “emendas Pix” , que dispensam a vinculação a projetos específicos.

    O orçamento secreto

    A partir de 2020, as emendas de relator (RP 9), até então um instrumento técnico do trâmite orçamentário, passaram a ser usadas como ferramenta de distribuição política de recursos. O modelo permitia que parlamentares fizessem indicações indiretas, sem que seus nomes fossem registrados. A prática ficou conhecida como orçamento secreto.

    Em 2022, o Supremo Tribunal Federal declarou sua inconstitucionalidade, apontando falta de transparência e critérios técnicos.

    Embates recentes

    Mesmo após o fim do orçamento secreto, as emendas continuam no centro do debate político. Em 2024, o STF suspendeu as emendas Pix, questionando a ausência de regras para sua distribuição. Também determinou que o Congresso esclareça os critérios das emendas de comissão, ainda de execução facultativa e sob influência de líderes partidários.

    A disputa resultou na lei complementar 210/2024, uma regulamentação ampla para o sistema. Mesmo após sua aprovação, as controvérsias persistem. O capítulo mais recente envolve a suspeita de um acordo oculto entre líderes no Congresso para que parte das emendas de comissão fiquem sob controle direto de seus partidos.

    Hoje, o volume de recursos sob controle do Legislativo atinge cifras recordes. Em 2025, as emendas parlamentares devem somar R$ 50,4 bilhões, frente a R$ 170 bilhões previstos para execução direta do governo federal.

  • Em semana tensa, quatro ministros de Lula vão a comissões da Câmara

    Em semana tensa, quatro ministros de Lula vão a comissões da Câmara

    Em uma semana tensa para o governo, quatro dos ministros de Lula devem comparecer à Câmara dos Deputados para responder questionamentos de parlamentares nas comissões temáticas. Os requerimentos protocolados pelos deputados indicam que deve haver tensão no ambiente: o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), por exemplo, foi chamado para explanar a concessão de asilo diplomático a Nadine Heredia, ex-primeira-dama peruana condenada por corrupção, que rendeu críticas ao governo Lula nos últimos dias.

    O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) tem audiência marcada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

    O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) tem audiência marcada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Nas audiências de ministros em comissões, os deputados têm a oportunidade de confrontar os representantes do governo frente-a-frente e cobrar explicações. O governo, por sua vez, pode mobilizar sua tropa de choque para blindar os ministros e negociar com a oposição o que vai ser falado. O clima dos encontros da semana deve servir como termômetro político.

    Leia abaixo as audiências marcadas para essa semana:

    • Na terça-feira (6), às 14h30, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, comparece à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Os requerimentos que pediam a presença do ministro citam uma série de assuntos: inflação de alimentos, regularização fundiária, invasões de terras, benefício Garantia-Safra e perspectivas para 2025.
    • Enquanto isso, no mesmo horário, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estará na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Presta esclarecimentos sobre a concessão de asilo diplomático à ex-primeira-dama peruana Nadine Heredia, condenada por corrupção em seu país em um caso que envolve a empreiteira Odebrecht.
    • Na manhã de quarta-feira (7), às 10h, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comparece à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Os deputados pedem explicações sobre os impactos ambientais da construção de uma nova rodovia em Belém (PA) e de números relacionados a queimadas e desmatamento.
    • No mesmo dia, também às 10h, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apresenta o seu plano de trabalho para 2025 na Comissão de Trabalho e Emprego da Casa.

    Demissão evitou ida de ministro

    O ex-ministro Carlos Lupi, da Previdência Social, tinha sido convocado para comparecer à Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa na próxima terça-feira, às 14h. Iria se explicar a respeito do escândalo de fraudes no INSS. Lupi, porém, pediu demissão do cargo na última sexta-feira (2), com isso, não vai à comissão.

  • INSS quer apresentar plano de ressarcimento até a próxima semana

    INSS quer apresentar plano de ressarcimento até a próxima semana

    O presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, afirmou nesta segunda (5) que o plano de ressarcimento a aposentados e pensionistas vítimas de descontos indevidos será apresentado até a próxima semana. O cronograma depende de aprovação na Casa Civil e do aval do Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Conselho Nacional de Justiça.

    Em entrevista à GloboNews, Waller disse que, para obter os recursos necessários ao ressarcimento, o plano inicial é de recuperar os valores junto às entidades investigadas por envolvimento na fraude. “Prioritariamente vamos buscar de quem se enriqueceu. Depois, se o dinheiro não for suficiente para poder arcar com essa questão, daí vamos buscar outras fontes”, declarou.

    Waller antecipou que já foram abertos processos contra 13 entidades acusadas de participação nas fraudes.

    Waller antecipou que já foram abertos processos contra 13 entidades acusadas de participação nas fraudes.Wilson Dias/Agência Brasil

    O INSS e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram na sexta-feira (2) uma parceria para trabalhar com a responsabilização dos envolvidos nas fraudes do INSS. Os dois órgãos também trabalham juntos na elaboração do plano de ressarcimento às vítimas. Gilberto Waller antecipou que ainda no domingo (4), foram abertos 13 processos de responsabilização de pessoas jurídicas investigadas por enriquecimento ilícito.

    Waller também planeja implementar novas medidas de segurança antes da reabertura de programas que envolvam descontos sobre as aposentadorias. As associações deverão apresentar dados de reconhecimento facial e cruzamento de dados por geolocalização.

  • MPE de São Paulo defende cassação da chapa de vereadores do PP

    MPE de São Paulo defende cassação da chapa de vereadores do PP

    O Ministério Público Eleitoral (MPE) de São Paulo manifestou-se a favor da cassação de toda a chapa de quatro vereadores do PP eleita em 2024. O parecer reforça os pedidos feitos em ação movida pelo partido Solidariedade e pela federação PT-PCdoB-PV, que alegam fraude na cota de gênero.

    Segundo a Promotoria, o partido lançou cinco candidatas sem campanha efetiva, movimentação financeira ou engajamento com o eleitorado. Alzira Cândida de Souza, Doraci Pereira Chaves, Eliene Siqueira Ribeiro, Gilmara Vanzo Cristão e Renata Del Bianco Raiser teriam sido incluídas apenas para cumprir a exigência legal de 30% de candidaturas femininas.

    Promotoria pede cassação da chapa por candidaturas femininas fictícias.

    Promotoria pede cassação da chapa por candidaturas femininas fictícias.João Raposo/Rede Câmara

    O promotor Cleber Rogério Masson concluiu que os indícios atendem aos critérios definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificação de candidaturas fictícias: votação inexpressiva, prestação de contas zerada e ausência de atos de campanha.

    “No caso em tela, o que houve foi uma mera inclusão de nomes femininos no requerimento de registro de candidatura tão somente para atender à necessidade de preenchimento do mínimo de 30% prescrito em lei, viabilizando a presença do Partido e dos seus demais candidatos nas eleições e sem qualquer intenção genuína de promover a participação efetiva das mulheres no processo político”, afirma o procurador.

    Pedidos

    O MPE requer a anulação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PP, o cancelamento dos diplomas dos eleitos e a recontagem dos votos válidos, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal de São Paulo. O parecer também pede a declaração de inelegibilidade de dirigentes e envolvidos diretamente na suposta fraude. Os representados ainda podem apresentar defesa antes da decisão final da Justiça Eleitoral.

    Entre os possíveis alvos da cassação estão nomes conhecidos, como a vereadora Janaína Paschoal, co-autora do pedido de impeachment que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, e Major Palumbo, líder da bancada. O processo também pode afetar o mandato do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), que presidiu o diretório da sigla na época da convenção partidária.

  • Lula dá posse a Márcia Lopes como nova ministra das Mulheres

    Lula dá posse a Márcia Lopes como nova ministra das Mulheres

    O presidente Lula demitiu Cida Gonçalves do cargo de ministra das Mulheres e nomeou a assistente social Márcia Lopes para o cargo. A troca foi confirmada em nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto nesta segunda-feira (5).

    Márcia Lopes foi nomeada e empossada como ministra das Mulheres na manhã desta segunda-feira (5).

    Márcia Lopes foi nomeada e empossada como ministra das Mulheres na manhã desta segunda-feira (5).Pedro Ladeira/Folhapress

    Márcia Lopes, 67 anos, é assistente social e tem longa trajetória no PT, partido ao qual é filiada desde 1982. Atuou como secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social durante o segundo mandato de Lula, na gestão do ex-ministro Patrus Ananias. Em 2010, assumiu a chefia do ministério, onde permaneceu por nove meses. Em 2012, disputou a prefeitura de Londrina e ficou em terceiro lugar.

    A nova ministra também é irmã de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula em seus dois primeiros mandatos e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Dilma Rousseff. Gilberto, hoje, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho.

    A troca no ministério já era esperada. Na última sexta-feira (2), o presidente Lula comunicou a ministra anterior Cida Gonçalves a respeito da mudança. Márcia Lopes também disse que já conversou com a antecessora sobre a transição no comando da pasta.