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  • Comissão de segurança cria grupo para monitorar presos de 8 de janeiro

    Comissão de segurança cria grupo para monitorar presos de 8 de janeiro

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a criação de uma subcomissão especial para apurar, in loco, denúncias de violações de direitos humanos contra presos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

    O requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), e aprovado no mesmo dia em que líderes oposicionistas se reuniram com o ex-presidente Jair Bolsonaro para discutir estratégias de avanço dos projetos voltados à anistia.

    Requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, Zucco (PL-RS), e aprovado em votação simbólica.

    Requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, Zucco (PL-RS), e aprovado em votação simbólica.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A subcomissão será composta por 12 membros titulares e igual número de suplentes. A comissão deverá apresentar um relatório circunstanciado até o fim da atual legislatura. Não constitui mérito desta Subcomissão o exame do conteúdo das decisões jurisdicionais que determinaram o encarceramento dessas pessoas, apontou o autor.

    O requerimento foi aprovado em votação simbólica. O presidente da comissão, Paulo Bilynskyj (PL-SP) se pronunciou em seguida, afirmando que a aprovação demonstra o total apoio do PL e da presidência da Comissão de Segurança Pública à anistia aos presos do 8 de janeiro.

  • Senado: CMA aprova regras para o transporte aéreo de cães e gatos

    Senado: CMA aprova regras para o transporte aéreo de cães e gatos

    Proposta estabelece regras para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos.

    Proposta estabelece regras para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos.Freepik

    O Senado Federal, por meio da Comissão de Meio Ambiente (CMA), aprovou, nesta terça-feira (1º), novas regulamentações para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos. O texto aprovado, um substitutivo da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), consolida quatro projetos de lei que tratavam do assunto. A matéria segue para avaliação da Comissão de Infraestrutura (CI).

    Leia a íntegra do parecer.

    A senadora Buzetti justificou a unificação dos projetos – PL 13/2022 (proveniente da Câmara), PL 1.474/2024, PL 1.510/2024 e PL 1.903/2024 – pela necessidade de uma abordagem mais completa sobre o tema. A proposta, em vez de criar uma nova lei, insere um capítulo específico sobre o transporte de cães e gatos no Código Brasileiro de Aeronáutica. A relatora delimitou o escopo da proposta, excluindo outros animais domésticos e modais de transporte.

    Casos notórios de maus-tratos e óbitos de animais em voos, como o da cadela Pandora e do cão Joca, motivaram a iniciativa. A senadora defende a harmonização entre o bem-estar animal e as normas operacionais e sanitárias da aviação civil, considerando o crescente número de animais de estimação nas famílias brasileiras.

    “O projeto precisa equilibrar o bem-estar animal com a realidade operacional da aviação civil. Não se trata apenas de criar regras, mas de garantir um transporte seguro, responsável e compatível com os padrões internacionais”, declarou a senadora.

    O substitutivo determina que as companhias aéreas ofereçam opções de transporte adequadas ao porte e às funções do animal, divulguem informações claras sobre o serviço e disponham de equipes treinadas e equipamentos apropriados. Os cães-guia mantêm o direito de voar com seus tutores, assegurado pela lei 11.126/2005.

    Em voos longos ou com conexões, as empresas devem providenciar acomodação, movimentação e monitoramento adequados para o bem-estar do animal. No transporte em compartimento de carga, requisitos específicos, incluindo rastreamento, serão definidos pela autoridade de aviação civil.

    Os tutores são responsáveis pelo comportamento, higiene e segurança do animal na cabine, arcando com eventuais danos. As companhias aéreas respondem civilmente por danos aos animais, independentemente de culpa, exceto em casos de problemas de saúde preexistentes do animal ou culpa exclusiva do tutor. A empresa pode recusar o transporte de animais em más condições de saúde ou que não atendam às normas sanitárias, mas pode reconsiderar caso o tutor assuma total responsabilidade.

    A relatora retirou do projeto original a obrigatoriedade de aeroportos com grande movimentação de passageiros terem veterinários, considerando a medida excessiva. A regulamentação da lei, que definirá padrões de acomodação, rastreamento e normas sanitárias, ficará a cargo da autoridade de aviação civil. A norma também permitirá a criação de voos pet friendly. Em voos internacionais, as regras do país de origem ou destino prevalecerão.

  • Funcionários do BB pedem isenção de IR sobre participação nos lucros

    Funcionários do BB pedem isenção de IR sobre participação nos lucros

    A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) entrou com um mandado de segurança coletivo na Justiça Federal do Distrito Federal, pedindo a suspensão da cobrança de Imposto de Renda sobre os valores recebidos por seus associados a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Segundo a entidade, a ação busca isentar associados da ativa ou que tenham se desligado do banco nos últimos cinco anos da tributação de uma verba que, ainda de acordo com a Anabb, deveria ser tratada como indenizatória, e não como parte da remuneração.

    O caso tramita na Justiça Federal da 1ª Região. A associação solicita que o Judiciário reconheça a natureza indenizatória da PLR e determine a devolução dos valores pagos indevidamente, corrigidos pela taxa Selic. Os advogados argumentam que a tributação vai contra os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia.

    Banco do Brasil teve lucro recorde em 2024

    Banco do Brasil teve lucro recorde em 2024Fernando Bizerra/Agência Senado

    A Anabb sustenta que a PLR não representa acréscimo patrimonial critério utilizado para a incidência do Imposto de Renda , e sim uma compensação eventual vinculada aos resultados da empresa, sem caracterizar remuneração habitual do trabalhador.

    A PLR é um pagamento excepcional, não sendo um direito adquirido pelo contrato de trabalho, mas uma condição incerta, dependente do sucesso empresarial, que não necessariamente tem vínculo direto com a contribuição do empregado naquele resultado, diz trecho da ação.

    Bitributação

    A associação também argumenta que a cobrança do IR sobre a PLR fere o princípio que veda a bitributação, uma vez que a empresa já paga imposto sobre o lucro. Assim, a tributação da PLR configuraria uma segunda carga tributária sobre o mesmo valor.

    Para a entidade, a PLR deveria receber o mesmo tratamento dado aos lucros distribuídos a acionistas, que são isentos de Imposto de Renda na fonte, conforme a Lei nº 9.249/1995. Segundo a Anabb, a tributação da PLR cria uma desigualdade, já que os acionistas não enfrentam o mesmo ônus. Os advogados acrescentam que isso desestimula os trabalhadores, contrariando os princípios que regem a participação nos lucros e resultados.

    Quando a PLR é tributada pelo Imposto de Renda retido na fonte, parte do incentivo é reduzido, desestimulando os empregados, que recebem um valor menor. Além disso, cria-se uma evidente desigualdade tributária entre empregados e empregadores (sócios, administradores e acionistas), destaca a ação.

    Lucro recorde

    A decisão judicial poderá beneficiar todos os associados da Anabb, independentemente do domicílio, por se tratar de mandado de segurança coletivo. O Banco do Brasil tem atualmente 86.574 funcionários ativos, e a Anabb representa 82 mil associados, entre ativos e aposentados. No entanto, o direito à PLR é restrito aos que ainda estão na ativa ou que tenham se desligado do BB nos últimos cinco anos contados do ajuizamento.

    O Banco do Brasil registrou lucro líquido recorde de R$ 37,9 bilhões em 2024, um crescimento de 6,6% em relação a 2023. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 9,6 bilhões. Em fevereiro, os funcionários da ativa receberam o pagamento da PLR referente a 2024.

    No BB, o cálculo da PLR é feito com base em dois módulos: um da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e outro próprio do banco. Pelo módulo Fenaban, os funcionários recebem 45% do salário paradigma estipulado em acordo, acrescido de uma parcela fixa. Já no módulo do BB, há uma distribuição linear de 4% do lucro entre os funcionários, além de uma parcela variável.

    Congresso

    O presidente da Anabb, Valmir Camilo, afirma que a entidade não busca tratamento privilegiado, mas o cumprimento da lei. “Em 1998, conseguimos, para os funcionários do Banco do Brasil, a isenção do Imposto de Renda sobre a venda de férias, licença-prêmio e abonos. Essa isenção virou lei e passou a beneficiar todos os trabalhadores brasileiros. A luta de uma categoria mais organizada acaba servindo de referência para beneficiar todos”, disse ao Congresso em Foco.

    “O que esperamos, no caso da PLR, é que a história se repita. Estamos atuando também no Congresso Nacional, por meio do projeto de lei 581/2019, que visa contemplar todos os trabalhadores. A discussão na Justiça ajudará a impulsionar o debate legislativo, com base nos argumentos jurídicos apresentados no mandado de segurança”, completou.

    O projeto de lei 581/2019, que garante aos trabalhadores o mesmo tratamento fiscal dado à distribuição de lucros e dividendos a sócios e acionistas, de autoria do ex-senador Alvaro Dias (Podemos-PR), já foi aprovado pelo Senado e aguarda parecer na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

  • Senado avança em projeto que fixa isenção no Enem por lei

    Senado avança em projeto que fixa isenção no Enem por lei

    A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (1), o projeto que regulamenta a isenção da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), recebeu parecer favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS), com ajustes sugeridos pelo Ministério da Educação (MEC). O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

    Projeto aprovado no Senado regulamenta isenção da taxa do Enem para estudantes de baixa renda ou oriundos da rede pública.

    Projeto aprovado no Senado regulamenta isenção da taxa do Enem para estudantes de baixa renda ou oriundos da rede pública.Rafaela Araujo/Folhapress

    O projeto de lei 3.215/2021 estabelece critérios para a gratuidade. Terão direito à isenção os estudantes que concluírem o ensino médio em escola pública, os que cursaram toda a etapa em escola pública ou como bolsistas em escola privada com renda per capita de até 1,5 salário mínimo, além de candidatos que se declararem integrantes de família de baixa renda.

    A proposta também prevê punições para quem fornecer informações falsas com o objetivo de obter a isenção. As sanções vão desde a exclusão do exame até a anulação do resultado, caso a prova já tenha sido realizada.

    Contarato defende que a medida garante mais segurança jurídica ao processo. “A gratuidade tem sido concedida por portarias e editais. Buscamos assegurar, por meio da lei, maior estabilidade às normas de isenção”, afirmou.

    O relator, senador Paulo Paim, afirmou que a proposta reforça o acesso ao ensino superior. “Estamos apenas colocando em lei o que o MEC já pratica em relação ao Enem”, disse.

    A presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), elogiou o projeto. Segundo ela, trata-se de uma iniciativa de “muito mérito e impacto”.

  • Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (1) o PL 3613/2023, que aumenta as penas para crime de homicídio e de lesão corporal praticados dentro de escolas. O texto também inclui esses casos no rol de crimes hediondos, o que impõe regras mais rigorosas para o cumprimento da pena.

    A matéria teve a relatoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).

    O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação, ele segue agora para análise da Comissão de Segurança Pública do Senado.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.Geraldo Magela/Agência Senado

    A proposta muda as penas para dois tipos de crime:

    • Pelo projeto, o cometimento de homicídio simples (pena de 6 a 20 anos de prisão) dentro de uma instituição de ensino passa a ser considerado como agravante. A pena pode ser aumentada em um terço se cometida contra uma pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.
    • Se for cometido em uma instituição de ensino, o crime de lesão corporal passa a ter a pena aumentada de um terço a dois terços. A pena também pode ser aumentada em um terço se a vítima for pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.

    A proposta ainda propõe que crimes de homicídio, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte passem a ser considerados como crimes hediondos quando forem cometidos dentro de uma instituição de ensino. Com isso, eles passariam a não permitir pagamento de fiança ou a possibilidade de anistia.

  • Participação popular no planejamento orçamentário é aprovada no Senado

    Participação popular no planejamento orçamentário é aprovada no Senado

    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.

    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Waldemir Barreto/Agência Senado

    O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o projeto de lei complementar (PLP) 201/2019, que assegura a participação popular na formulação do planejamento orçamentário dos entes federativos. A proposta incentiva o envolvimento direto da sociedade na elaboração dos planos plurianuais, Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e orçamentos anuais.

    De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) há quase um ano. A relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), apresentou um substitutivo ao texto original, que foi aprovado no plenário.

    “As experiências de participação popular foram grande avanço político na democratização do Estado brasileiro. Além da dimensão evidente de ser bem-sucedida em concretizar a diretriz de governar com participação da sociedade civil, a participação estabeleceu vínculos com amplos seguimentos sociais. Ademais, tais políticas de participação popular forneceram possibilidades de que o poder Executivo pudesse impor uma pauta popular junto ao poder legislativo. Com os instrumentos de participação popular, obtiveram-se formas que acabaram por propiciar que as comunidades pudessem realmente escolher suas prioridades. Portanto, permitindo uma distribuição efetiva das despesas governamentais.”

    A proposta altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para estabelecer a obrigatoriedade de mecanismos de consulta e realização de audiências públicas durante o processo de planejamento orçamentário, promovendo maior transparência e controle social.

    A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

    Leia a íntegra do parecer da relatora.

  • Senado aprova uso de fundos constitucionais para economia criativa

    Senado aprova uso de fundos constitucionais para economia criativa

    Senadora Professora Dorinha Seabra.

    Senadora Professora Dorinha Seabra.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    O Senado aprovou o projeto de lei da Câmara (PLC) 134/2017, que autoriza a destinação de recursos dos fundos constitucionais à economia criativa. A proposta amplia as possibilidades de financiamento com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).

    Proveniente da Câmara dos Deputados, o texto recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

    A proposta contempla atividades desenvolvidas a partir de conhecimento, criatividade ou capital intelectual, com potencial de geração de emprego e renda. Entre os setores abrangidos estão propaganda, arquitetura, turismo, artesanato, design, moda, audiovisual, música, artes performativas, editorial, mídias digitais, jogos eletrônicos, rádio e televisão.

    Para acessar os recursos, os empreendimentos deverão comprovar capacidade técnica e financeira para a aplicação dos valores, além de apresentar um cronograma detalhado com as ações previstas. Poderão ser beneficiados microempreendedores individuais, associações, cooperativas, sociedades empresariais, fundações de direito privado e empresas individuais de responsabilidade limitada.

    Pessoas físicas também poderão ser contempladas, desde que atuem em atividades ligadas à economia criativa ou exerçam profissões intelectuais nas áreas científica, literária ou artística. Assim como as pessoas jurídicas, será exigida a comprovação de capacidade técnica e financeira, além da apresentação de cronograma.

    A senadora Professora Dorinha Seabra esclarece que o projeto não impõe a contratação de novas operações de crédito, uma vez que os fundos continuarão obedecendo às diretrizes legais vigentes. A proposta, segundo ela, apenas amplia o leque de atividades aptas a receber financiamento, sem gerar novos gastos.

    A economia criativa é também um mecanismo de promoção do desenvolvimento regional. O tratamento preferencial dessas atividades na formulação dos programas de financiamento do FNO, do FNE e do FCO pode contribuir, portanto, para o desenvolvimento das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, afirma a senadora em seu relatório.

    Como não houve alterações no texto aprovado pelos deputados, o projeto segue agora para sanção presidencial.

  • Câmara vota reciprocidade econômica nesta semana, anuncia Hugo Motta

    Câmara vota reciprocidade econômica nesta semana, anuncia Hugo Motta

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um breve pronunciamento em plenário, nesta terça-feira (1). Ele manifestou o desejo de votar ainda nesta semana o projeto de lei que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de retaliação comercial contra países que impuserem barreiras a produtos nacionais, a exemplo dos Estados Unidos. O chamado tarifaço de Donald Trump deve ser anunciado nesta quarta-feira (2). O texto passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e poderia seguir para a Câmara sem passar pelo plenário. Os senadores, no entanto, tentam levar o assunto ao plenário ainda hoje para acelerar a votação.

    Hugo afirmou que vai consultar o Colégio de Líderes para acelerar a tramitação da proposta, aprovada pela manhã no Senado. Ele destacou o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para relatar o texto. “Estamos conversando com o Colégio de Líderes para que, se possível, excepcionalmente, a gente possa trazer a matéria ao plenário ainda esta semana”, declarou. O deputado reafirmou seu compromisso em dar tempo para os parlamentares analisarem os projetos, a fim de evitar atropelos. 

    Hugo Motta vai consultar líderes antes de anunciar data de votação do projeto

    Hugo Motta vai consultar líderes antes de anunciar data de votação do projetoKayo Magalhães/Agência Câmara

    Segundo ele, a Câmara vai agir com altivez, “sem heroísmos”, equilíbrio e pragmatismo em relação ao projeto. Ele defendeu que esquerda e direita se unam para defender o povo, acima de suas diferenças. Veja a declaração de Hugo Motta:

    “Este episódio entre Estados Unidos e Brasil deve nos ensinar, definitvamente, que nas hora mais importantes não existe Brasil de esquerda ou Brasil de direita. Existe apenas o povo brasileiro e nós, representantes do povo, temos de ter a capacidade de defender o povo acima das nossas diferenças. É isso que o povo espera de nós. Que pensemos diferente, sim; mas não quando nosso povo está ameaçado. Quando o povo pode correr qualquer tipo de perigo, temos de nos unir porque, antes de tudo, acima de tudo, está o povo, e tudo fica menor quando a referência é o povo. Ninguém é dono, ninguém pode falar pelo povo. Não é hora de seguirmos ninguém, mas agir com desprendimento político sem qualquer tipo de mesquinhez. Agir com altivez, mas sem falsos heroísmos. É hora de equilíbrio, pragmatismo. E buscarmos acertar e não nos desviarmos para o erro fácil. O povo espera de nós responsabilidade e lealdade, iremos cumprir nosso dever.”

    A proposta, que tem apoio tanto do governo federal quanto da bancada do agronegócio, permite a aplicação de sobretaxas, suspensão de acordos e até o bloqueio de direitos de propriedade intelectual em resposta a tarifas adicionais, exigências ambientais mais rígidas ou violações a tratados internacionais.

    O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos pela manhã por 16 votos favoráveis e nenhum contrário. Após a aprovação, pelo regimento interno, abre-se prazo de cinco sessões para apresentação de recurso caso um grupo de senadores queira levá-lo ao plenário. Para não ter de esperar esse tempo, os senadores se articulam para votar ainda hoje em plenário. Assim, o texto poderá ser enviado imediatamente para a Câmara.

    A medida surge como resposta a tensões recentes com a União Europeia que dificulta a ratificação do acordo com o Mercosul e, principalmente, aos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre sobretaxas a importações. Embora respeite regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), a iniciativa busca garantir reciprocidade e proteção aos exportadores brasileiros.

    Entenda o que prevê o projeto de lei da reciprocidade econômica

  • Senadores aprovam reciprocidade econômica e enviam projeto à Câmara

    Senadores aprovam reciprocidade econômica e enviam projeto à Câmara

    De forma unânime entre os senadores presentes, o Plenário do Senado aprovou o projeto que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de retaliação comercial contra países que impuserem barreiras a produtos nacionais, a exemplo dos Estados Unidos. A proposta foi aprovada pela manhã na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e poderia seguir para a Câmara, dispensando a análise dos demais senadores.

    Veja a íntegra do projeto aprovado

    Para acelerar a tramitação, os senadores decidiram levar o assunto ao Plenário, em regime de urgência. Do contrário, seria necessário esperar o prazo de cinco sessões, exigido regimentalmente nesses casos, o que retardaria o envio do projeto à Câmara. A proposta recebeu o apoio de 70 senadores e nenhum voto contrário. O texto permite a aplicação de sobretaxas, a suspensão de acordos e até o bloqueio de direitos de propriedade intelectual em resposta a tarifas adicionais, exigências ambientais mais rígidas ou violações de tratados internacionais.

    Projeto foi aprovado com 70 votos favoráveis e nenhum contrário

    Projeto foi aprovado com 70 votos favoráveis e nenhum contrário Andressa Anholete/Agência Senado

    O assunto provocou uma inusitada unidade entre governo e oposição. Uma das principais lideranças da bancada do agro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) relatou a proposta. “É um projeto de interesse do Brasil para que saia ainda hoje [do Senado] e vá à Câmara dos Deputados amanhã para que o Brasil tenha defesa, instrumento se tiver algum tipo de retaliação aos seus produtos, não só produtos do agronegócio, para sentar na mesa de negociação e não retaliar, mas dialogar, tendo instrumentos fortes para fazer se for preciso a retaliação”, declarou a senadora em plenário.

    Assista à sessão:

    Depois da aprovação de um projeto em caráter terminativo, como este, abre-se o prazo de cinco sessões para apresentação de recurso para que o texto seja levado ao plenário. Foi para encurtar esse período que os senadores decidiram levar o assunto ao plenário.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que vai votar a proposta ainda nesta semana e já destacou o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) como relator. 

    “Este episódio entre Estados Unidos e Brasil deve nos ensinar, definitvamente, que nas hora mais importantes não existe Brasil de esquerda ou Brasil de direita. Existe apenas o povo brasileiro e nós, representantes do povo, temos de ter a capacidade de defender o povo acima das nossas diferenças. É isso que o povo espera de nós. Que pensemos diferente, sim; mas não quando nosso povo está ameaçado”, discursou Hugo Motta.

    A medida surge como resposta a tensões recentes com a União Europeia que dificulta a ratificação do acordo com o Mercosul e, principalmente, aos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre sobretaxas a importações. Embora respeite regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), a iniciativa busca garantir reciprocidade e proteção aos exportadores brasileiros.

    Entenda o que prevê o projeto da reciprocidade econômica

  • Paraguai convoca embaixador por suspeita de espionagem da Abin

    Paraguai convoca embaixador por suspeita de espionagem da Abin

    O Paraguai convocou seu embaixador no Brasil e o embaixador brasileiro em Assunção nesta terça-feira (1º) para prestar esclarecimentos sobre um possível ataque hacker da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a autoridades paraguaias. A decisão foi anunciada pelo chanceler Rubén Ramírez Lezcano, que também suspendeu as negociações sobre o Anexo C de Itaipu até que o Brasil esclareça o caso.

    Na diplomacia, convocar um embaixador expressa o descontentamento de um país com outro, servindo como uma repreensão pública.

    Segundo denúncia, Abin espionou paraguaios para obter informações para negociações das tarifas de Itaipu

    Segundo denúncia, Abin espionou paraguaios para obter informações para negociações das tarifas de ItaipuJoel Silva/Folhapress

    A suspeita de espionagem foi revelada pelo UOL. De acordo com reportagem do portal, a Abin espionou autoridades paraguaias para obter informações que favorecessem o Brasil nas negociações das tarifas de Itaipu. A matéria aponta que o planejamento da operação começou no governo Jair Bolsonaro, mas a execução ocorreu na atual gestão.

    O governo Lula negou envolvimento no episódio, afirmando que a operação foi autorizada pela gestão anterior e desativada em março de 2023. A nota oficial não nega a existência da operação, mas isenta o atual governo de responsabilidade.

    O ministro das Relações Exteriores do Paraguai havia declarado, na segunda-feira (30), que o país não havia detectado indícios de invasão aos seus sistemas. A posição mudou após o governo brasileiro confirmar a existência da ação hacker.

    Em maio, Brasil e Paraguai fecharam um acordo sobre as tarifas de Itaipu para os próximos três anos. O reajuste foi menor que o desejado pelo Paraguai, mas incluiu um mecanismo para manter o custo atual para o consumidor brasileiro.