Mais uma semana foi marcada por anúncio de um novo calendário do auxílio emergencial. O governo divulgou as datas de pagamentos das 1º, 2º e 3º parcelas do benefício, de acordo com o lote. Mas, parece que nem todo mundo ficou feliz.
A notícia é boa pelo fato de o calendário estar sendo anunciado, há bastante tempo, como uma promessa, e, finalmente, sendo cumprida. Mas, por outro lado, datas em julho, agosto e setembro desanimaram muita gente.
E a maior parte dos beneficiários utilizou das redes sociais para digitar algumas caracteres no Twitter e aliviar a tensão do momento. Com isso, surgem muitos memes.
Para você não perder nada e ainda poder ter a chance de rir um pouquinho durante esse final de semana, ainda de quarentena, a FD Empregos separou algumas frases e situações engraçadas (ou nem tanto).
Como esse remake do desafio início de um sonho/deu tudo certo, na versão auxílio emergencial
Será que vai ter gente recebendo auxílio durante a ceia de natal?
Essa é tipo o “na volta a gente compra”, né?
Ah, pronto… daqui a pouco vão pedir auxílio por conta do morcego sanguessuga
Mais uma da série: auxílio ‘nada’ emergencial
“Voa beija-flor, vai dar seu calor pra quem não te conhece”
Corre aqui, Jorge e Mateus
A esperança de ter o auxílio é grande, mas a dor de cabeça do aplicativo desamina
O bom é que tem uma frase pra isso: pior que tá não fica
(será que fica?)
Tem meme positivo também, né gente
Ainda tem auxílio sendo aprovado 🙂
Parece repetido, mas não é
O calendário do ano tá passando rápido ou é só o auxílio que tem data muito longa?
O anúncio aconteceu na noite de quinta-feira, 25, em edição do extra do Diário Oficial da União, definindo lotes residuais da 1ª e 2ª parcelas e a totalidade da 3ª parcela do auxílio para 40,4 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo.
Calendário do crédito na poupança digital:
27 de junho: beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro.
30 de junho: beneficiários nascidos nos meses de março e abril
1º de julho: beneficiários nascidos nos meses de maio e junho
2 de julho: beneficiários nascidos nos meses de julho e agosto
3 de julho: beneficiários nascidos nos meses de setembro e outubro
4 de julho: beneficiários nascidos nos meses de novembro e dezembro
Vale o destaque para o fato de que os recursos creditados na poupança digital da Caixa estarão disponíveis apenas para: pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio do cartão de débito virtual ou QR Code.
Assim como no pagamentos dos demais lotes, a data de saque e transferência do auxílio emergencial será conforme o mês de nascimento do beneficiário.
Calendário para saque e transferência do auxílio emergencial
Neste dia 28 de junho completa-se 51 anos desde a Rebelião de Stonewall, que representa um marco mundial para a luta dos direitos LGBTQI+. Ao longo desse período, algumas conquistas foram alcançadas por essa comunidade no Brasil e no mundo. Entre elas:
Determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que caracteriza a discriminação por orientação sexual um crime;
Reconhecimento, também pelo STF, da união homoafetiva como uma entidade familiar;
Regulamentação da cirurgia de redesignação sexual, em 1997;
Reconhecimento do Nome Social;
Descaracterização da transexualidade como um distúrbio mental, em 2018;
E outras.
No entanto, quando se olha para o mercado de trabalho, ainda há muito a ser feito. A inclusão dentro das empresas brasileiras, independentemente do segmento, é um grande desafio.
O primeiro deles é entender, justamente, que diversidade e inclusão não são sinônimos. A diversidade está relacionada ao percentual de diferentes pessoas atuando em uma mesma empresa. Ou seja, negros, mulheres, pessoas LGBTQI+, pessoas com deficiências e funcionários de diferentes idades e crenças.
Já a inclusão refere-se às práticas adotadas para promover um tratamento igualitário a toda essa diversidade que existe no ambiente de trabalho. Basicamente, o termo está relacionado às ações promovidas para que todos os funcionários possam ter direito às mesmas oportunidades de desenvolvimento e crescimento na carreira.
FOLHA DIRIGIDA conversou com integrantes da comunidade LGBTQI+ para entender os desafios que essas pessoas enfrentam em seus ambientes de trabalho. Os entrevistadxs compartilharam suas experiências e percepções sobre a cultura adotada nas empresas quando o assunto é diversidade e inclusão. Confira!
Empresas ainda precisam trabalhar a pauta da inclusão nos ambientes de
trabalho (Foto: Divulgação)
Preconceito muitas vezes está atrelado à desinformação
A boa notícia é que em algumas empresas a pauta da inclusão já é trabalhada no papel e na prática. F.F. (entrevistado optou por não se identificar) atua na área de Recursos Humanos e percebeu nos últimos cinco anos um avanço na questão da diversidade das empresas. No entanto, o discurso da inclusão deve vir sempre acompanhado de ações.
Homem cis gay, F.F. passou por três empresas do setor com diferentes posicionamentos em relação ao assunto. Na primeira delas, uma multinacional francesa, havia um programa de diversidade e inclusão, que era executado de maneira eficiente na prática. A empresa oferecia, inclusive, um canal para que o público LGBTQI+ pudesse procurá-los para contar suas histórias e discutir qualquer coisa que estivesse incomodando.
Em uma outra empresa de grande porte, mas desta vez nacional, as políticas não existiam no papel, mas os próprios líderes e diretores demonstravam na prática como tornar o ambiente inclusivo. Já na empresa que trabalha atualmente, F.F. passou por uma experiência bem diferente e desagradável. Os colegas ao conhecê-lo agiram de forma desrespeitosa, fazendo piadas sobre sua orientação sexual.
Para F.F., muitas vezes, o que falta é o respeito. “Não digo nem aceitação, porque ninguém tem que aceitar ninguém, mas você tem que respeitar.”
Outro fator que contribui para que, ainda hoje, pessoas LGBTQI+ passem por constrangimentos no ambiente laboral é a desinformação. Muitas vezes, os assuntos envolvendo esse público são considerados um tabu e acabam não sendo discutidos da maneira que deveriam.
“Costumamos nos aproximar de quem tem as mesmas características sociais e o diferente deixamos distante. Isso acaba sendo ruim, porque quando temos medo do diferente, não nos informamos sobre ele. Então a falta da informação gera um monte de julgamentos e medos.”
Para o futuro, F.F. acredita que a perspectiva da maioria das empresas, mesmo aquelas que não adotam uma cultura inclusiva hoje em dia, deve mudar. Já existem estudos, por exemplo, que mostram que um ambiente mais diverso e mais inclusivo, onde as pessoas consigam ser elas mesmas, a produtividade é muito maior. E este será um grande incentivo para as organizações.
“É necessário que as empresas respeitem as pessoas do jeito que elas são”, F.F.
Empresas brasileiras ainda são fechadas à inclusão
Na maioria dos casos, a inclusão ainda não é trabalhada de forma eficaz nas empresas. Segundo Carla Ferreira, mulher cis lésbica, ainda existe o preconceito velado.
Carla Ferreira (Foto: Arquivo Pessoal)
“Ninguém chega e diz: sou heterossexual. Mas, nós precisamos pensar no preparatório, no momento ideal e como será o dia depois da grande revelação, da “saída do armário” no ambiente corporativo.”
Para Carla, hoje, o ambiente é mais favorável do que há 20 anos, por exemplo. No entanto, as empresas deveriam demonstrar mais que se importam com o tema, para promover ambientes mais inclusivos no trabalho.
A necessidade indicada por Carla se reflete nos dados obtidos em pesquisas sobre a empregabilidade de pessoas LGBTQI+. De acordo com uma pesquisa feita pelo site de recrutamento Elancers, no ano passado, 20% das empresas que atuam no Brasil não contratam lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transexuais em razão da orientação sexual e identidade de gênero.
Desse percentual, 11% só contratariam se a pessoa não ocupasse cargos de decisão ou níveis superiores. O levantamento “Demitindo Preconceitos”, realizado pela Santo Caos aponta que 61% das pessoas LGBTQI+ empregadas escolhem esconder de colegas de trabalho a própria sexualidade.
Atualmente, Carla trabalha como gerente de Marketing em uma empresa de tecnologia. Ela contou que nunca passou ou presenciou alguma situação de preconceito por conta de sua orientação sexual.
“Na empresa onde trabalho não existe diferença entre os funcionários. Sinto-me à vontade entre os pares de todas as áreas e não percebo discriminação. Sinto-me acolhida por todos que convivo”, relatou.
Uma dificuldade foi logo após a adoção de sua filha: “A empresa ficou sem saber como proceder com a licença maternidade, pois nunca havia acontecido, por se tratar de uma multinacional com a maior força de trabalho masculina.”
Algumas empresas ainda não prestam apoio aos funcionários LGBTQI+
Entretanto, a experiência dela não é reflexo do que acontece com muitos integrantes da comunidade LGBTQI+. Ricardo Figueiredo, homem cis gay, por exemplo, precisou encarar uma situação incômoda em seu último trabalho: as ofensas por conta de sua orientação sexual.
Ricardo trabalhava em uma funerária, que presta serviços para o Sindicato dos Rodoviários de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. As agressões verbais não partiam dos colegas de trabalho da funerária ou do sindicato, mas dos clientes. “Já abusaram de mim verbalmente e psicologicamente”, disse.
Apesar de não sofrer tais agressões por parte da empresa, o apoio também não veio da maneira que precisava, quando necessário. “A empresa queria me trocar de local por conta das pessoas que me incomodavam por causa da minha orientação sexual.”
Uma cultura em prol da inclusão de pessoas LGBTQI+ no ambiente de trabalho não existia em nenhuma das empresas pelas quais Ricardo passou. Para ele, seria importante que as organizações oferecessem, por exemplo, um grupo de apoio psicológico e um espaço para reclamações contra situações indevidas, sem represálias.
“Quando cheguei e falei para a minha patroa o que estava acontecendo, eu sofri a represália. Eu que tive que modificar o meu jeito e meu comportamento, e até minha forma de me vestir, para que não sofresse esse tipo de preconceito”, relembrou.
Outro ponto importante, na opinião dele, é que deveria existir nas companhias uma quantidade mínima de LGBTQI+, para que aquela empresa consiga, de fato, entender as necessidades desse grupo. A partir daí, a organização terá condições de entender a questão do preconceito e se esforçar para oferecer um tratamento igualitário a todos.
Ricardo também mencionou que na maioria dos casos não há uma inclusão real das pessoas LGBTQI+ nas empresas. E que ainda existem poucas iniciativas que visam de fato a ajudar e contribuir com a causa.
Tryanda Verenna, homem trans, compartilha uma opinião parecida. Para ele, as startups, normalmente comandadas por jovens, conseguem exercer a inclusão de forma mais efetiva do que nas companhias tradicionais. “Aqui no Brasil, as pessoas estão tão focadas em ganhar dinheiro e fazer um nome que não prestam atenção em algumas coisas.”
O mesmo não costuma acontecer com empresas que vêm de fora do país.
“Em Londres, por exemplo, você pode andar como quiser que as pessoas não estão aí para você. Elas não querem saber quem você é e não têm tempo para te perceber. Talvez, por isso as coisas funcionem tão bem por lá. Os salários são bons, todos são tratados com respeito e as empresas têm políticas internas voltadas para o público LGBTQI+. Aqui no Brasil, quando as empresas vêm de fora, elas já vêm com essa cultura, o que é muito bom.”
Tryanda acumula diversas experiências no mercado de trabalho, a maioria delas no setor do turismo. A vida profissional começou bem cedo, ao lado de sua mãe, que tinha uma loja na 25 de Março, em São Paulo. Mas os conflitos por conta de sua sexualidade o levou a buscar outras oportunidades de trabalho.
Passou por diferentes empresas, como Atento, Sodexo, CVC e MSC. Nessa última, teve a oportunidade de trabalhar em cruzeiros pela Europa e contou que lá a cor da pele e o gênero não importam. “Eles querem que você acorde cedo, vá trabalhar e seja um bom funcionário”, conta.
A última experiência foi na Agaxtur, empresa diversa, mas não inclusiva. Quando começou na agência, em um shopping, Tryanda já estava no início de sua transição e a meta era conseguir o valor suficiente para a cirurgia de retirada dos seios.
Apesar dos demais colaboradores não estarem acostumados a trabalhar com pessoas LGBTQI+, aos poucos Tryanda foi conquistando seu espaço na equipe. Ele até conseguiu implementar algumas iniciativas para integrar mais todos os funcionários, como realizar uma vez por mês um café da tarde. “Até hoje temos uma relação boa.”
Tryanda ajuda outros homens trans através de sua página no Instagram
(Foto: Arquivo Pessoal)
Pessoas trans ainda têm dificuldade em serem chamadas pelo pronome correto
Nessa época, Tryanda já tomava hormônios e tinha barba. O vendedor nunca ouviu comentários sobre seu corpo dos colegas de trabalho, mas sentia um olhar diferente do dono da empresa, muito presente nas lojas.
Tryanda disse que chegou a entrar em contato com o RH da empresa para tentar sugerir uma cultura mais inclusiva, porém não houve interesse por parte da organização. Depois da cirurgia de retirada dos seios, Tryanda informou ao RH que gostaria de ser tratado por “ele” e não por “ela”. Porém, o setor não tinha autonomia para trabalhar a questão sem autorização dos gestores.
Dessa forma, o trabalho de comunicação e integração não foi feito. Antes da pandemia, a loja no shopping em que Tryanda trabalhava fechou e ele foi realocado para a Central, onde fazia atendimento das agências e não do público direto. Nesse momento, passou por mais uma situação desconfortável.
Tryanda não tem pretensão de mudar o nome de batismo, mas acabou se sentindo pressionado pelo RH da empresa a fazê-lo para não precisar corrigir todas as pessoas que atendia quanto ao pronome correto a ser usado para se referir a ele. Então, acabou fazendo a alteração e adotou o nome Theo no ambiente corporativo.
“Foi uma coisa que aconteceu, mas não de uma forma conversada. Aconteceu porque para eles, de repente, era mais cômodo. As pessoas na empresa também ficaram confusas, porque me viam com o crachá de Theo, mas eu falava que meu nome era Tryanda. A empresa não teve interesse em notificar os outros funcionários e explicar que adotaram o nome Theo como um nome fictício para os atendimentos”, explicou.
“Projetos como a Transempregos fortalecem muito para que possamos ingressar em outras empresas e fazer parte de outro universo. A Maitê com a Transempregos não gera só um emprego para pessoas LGBTQI+, gera vida, oportunidade, crescimento, sonhos e realizações. Então, são por essas oportunidades geradas pela Transempregos e pela consultoria que ela [Maitê] presta às empresas sobre como nos tratar adequadamente, que muito homens e mulheres trans estão voltando a viver.”
Tryanda também gerencia uma página no Instagram, que reúne informações importantes para a população Trans. Na @homemtransbr, as pessoas têm acesso a informações sobre saúde, capacitação, documentações, entre outras.
Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado com exclusividade pela TV Globo, mostra que 620 mil pessoas, inclusive mortos, receberam indevidamente o auxílio emergencial de R$600 do governo federal. A reportagem foi feita pelo Fantástico na noite deste domingo, 28 de junho.
De acordo com o relatório, foram pagos R$35,8 bilhões para 50.228.253 milhões de beneficiários. Caso esses pagamentos indevidos não sejam interrompidos, podem gerar prejuízos de mais de R$1 bilhão aos cofres públicos.
O documento, que possui 32 páginas e ainda será divulgado aos demais ministros do órgão, os fiscais do TCU detalharam todas as irregularidades descobertas em abril, primeiro mês de pagamento do benefício.
Em matéria publicada pelo portal G1 nesta segunda-feira, 29, a procuradora da República, Zélia Luiza Pierdona, explica que “nessas irregularidades, tem pessoas que receberam sem ter solicitado, então a irregularidade certamente será resolvida com o chamamento para devolução, e tem aquelas irregularidades que constituem fraudes”.
Dentre os cidadãos que receberão o recurso indevidamente estão 325.572 empresários que não são microempreendedores individuais e 15.850 pessoas com renda acima do limite estabelecido pelo programa.
Segundo o Ministério da Cidadania, 47,7 mil pessoas que receberam o benefício, mas não se enquadravam nos critérios da lei, devolveram o dinheiro. Com isso, voltaram aos cofres públicos R$39,6 milhões. O Ministério também já suspendeu o pagamento de 600 mil benefícios entre a primeira e a segunda parcela, por irregularidades.
Ao longo desta semana o governo federal continuará efetuando os pagamentos referentes aos lotes residuais da 1ª e 2ª parcelas e a totalidade da 3ª parcela do auxílio. Confira o calendário:
30 de junho: beneficiários nascidos nos meses de março e abril
1º de julho: beneficiários nascidos nos meses de maio e junho
2 de julho: beneficiários nascidos nos meses de julho e agosto
3 de julho: beneficiários nascidos nos meses de setembro e outubro
4 de julho: beneficiários nascidos nos meses de novembro e dezembro
Vale ressaltar que os recursos creditados na poupança digital da Caixa estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio do cartão de débito virtual ou QR Code.
620 mil pessoas receberam auxílio emergencial indevidamente
(Foto: Pixabay)
Auxílio emergencial recebido indevidamente já pode ser devolvido
O Ministério da Cidadania disponibilizou uma página para que brasileiros, que tenham recebido indevidamente o auxílio emergencial de R$600 ou R$1.200, devolvam de forma voluntária os valores pagos.
Concedido pela Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020, o benefício é pago em três parcelas para trabalhadores autônomos, profissionais liberais, mães solteiras chefes de família, mães adolescentes, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs).
Entretanto, após o cruzamento de dados, feito pela Controladoria-Geral da União (CGU), foi identificado 318.369 pagamentos do benefício a agentes públicos no mês de maio, somando R$ 223.957.800,00. No âmbito federal, apenas os militares totalizam 17.551 recebimentos indevidos.
Nas esferas estadual, distrital e municipal, o Maranhão ranqueia a lista, com 84.045 pagamentos, seguido por São Paulo e Ceará, 25.086 e 24.650, respectivamente.
Após identificar que o beneficiário não cumpre os requisitos previstos em Lei, o Ministério da Cidadania providencia o bloqueio de pagamento das parcelas ainda não liberadas. Contudo, se o beneficiário não possui mais vínculo com o órgão público no qual atuava, ele pode realizar a contestação desse bloqueio, através do site.
Informar o CPF do beneficiário que irá fazer a devolução;
Selecionar a opção de pagamento da GRU – “Banco do Brasil” ou “qualquer banco”.
Pagamento no Banco do Brasil: marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”;
Pagamento em qualquer banco: informar o endereço do beneficiário, conforme informações que serão pedidas após selecionar “Em qualquer Banco”, marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”.
As guias, tanto do Banco do Brasil quanto de outros bancos, podem ser pagas nos guichês de caixa das agências bancárias, nos terminais autoatendimento e, ainda, nos canais digitais, como internet banking ou aplicativo do banco que o cidadão possua conta aberta.
Começa nesta segunda-feira, 29, o pagamento emergencial do FGTS pela Caixa Econômica Federal. Mais uma medida que faz parte do enfrentamento do estado de calamidade pública em razão da pandemia de Covid-19.
O valor do saque será de até R$1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS. Nessa primeira rodada, serão beneficiados 4,9 milhões de trabalhadores nascidos em janeiro.
A data de pagamento, de acordo com o calendário divulgado pela Caixa, varia conforme o mês de nascimento do trabalhador. Segundo informações da Agência Brasil, nessa primeira etapa os recursos liberados somam mais de R$3,1 bilhões.
Já o total de recursos soma mais de R$37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de brasileiros. O pagamento é realizado por meio de crédito na Conta Poupança Social Digital, aberto automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores.
Anunciado pelo governo em abril, através de Medida Provisória, esse pagamento é uma das medidas para conter os impactos econômicos do Coronavírus. Têm direito ao saque os trabalhadores com contas ativas (emprego atual) ou inativas (empregos anteriores) do FGTS.
Saque emergencial do FGTS poderá ser feito a partir de julho
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Confira o calendário de pagamento do FGTS
O calendário do FGTS emergencial foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador. Mas é importante destacar: o saque também tem uma data estabelecida, que não é o mesmo dia do pagamento.
Os saques poderão ser realizados a partir de 25 de julho. Confira o calendário:
A Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco decidiu suspender os prazos de validade de diversos concursos vigentes para os cargos de professor do Magistério Superior e técnico administrativo em Educação. [tag_teads]
O edital de suspensão das validades foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 29. Conforme documento, os períodos remanescentes voltarão a valer tão logo a vigência do estado de calamidade pública, causado pelo novo Coronavírus (Covid-19), chegue ao fim.
Desta forma, os prazos serão retomados após o dia 31 de dezembro, data prevista para o encerramento do decreto de calamidade. Todos essas suspensões começam a vigorar a partir do dia 28 de maio deste ano.
As chances foram distribuídas entre 19 vagas para nível médio e outras 19 para formação de nível superior em diversas áreas. A organização ficou por conta do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan).
Univasf suspende validade de concursos até o fim do estado de calamidade
(Foto: Divulgação)
Concurso Univasf ofereceu vagas para diversos cargos
Publicado em junho do ano passado, o edital de abertura do concurso Univasf ofereceu 19 vagas para nível médio e outras 19 para formação de nível superior em diversas áreas (ver quadro abaixo). Esse não consta na lista de editais com validades suspensas.
A remuneração inicialpara nível médio é R$2.446,96, e R$4.180,66 para os ingressantes nas funções de nível superior. Todas as etapas do concurso foram realizas nas cidades de Petrolina, no estado do Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia.
O processo seletivo contemplou vagas para pessoas com deficiência e para negros, cujas avaliações foram realizadas exclusivamente em Petrolina.
Em meio à pandemia do novo Coronavírus, os trabalhadores têm sentido na pele e no bolso os efeitos da crise. Mesmo aqueles que não tiveram sua renda comprometida e seguem trabalhando sofrem com o receio de perder o emprego.
Pelo menos, é o que comprovou uma recente pesquisa realizada pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado. Segundo dados da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), mais de 40% dos profissionais qualificados buscam novas oportunidades por receio de perder o emprego.
Ao todo, 41% dos profissionais qualificados e empregados, com 25 anos ou mais e formação superior, estão a procura de novas oportunidades no mercado de trabalho. O motivo não é a busca por melhores salários e posições, mas sim o receio de perder o atual emprego.
Os dados revelam ainda que, em razão da pandemia de Coronavírus, 29% dos colaboradores tiveram suas rendas reduzidas. Do total dos entrevistados, apenas 12% estão exercendo alguma atividade extra para complementar a renda.
Entre os profissionais que tiveram perda de renda no período, o decréscimo se deu da seguinte forma:
Até 10% da renda – 13% dos profissionais
De 11% a 20% – 17% dos profissionais
De 21% a 30% – 40% dos profissionais
De 31% a 40% – 15% dos profissionais
De 41 a 50% – 8% dos profissionais
Mais de 50% – 7% dos profissionais
Mais de 40% dos trabalhadores têm medo de
perder o emprego (Foto: Agência Brasil)
O Índice de Confiança Robert Half também indica mudança na confiança do mercado, em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela crise do novo Coronavírus.
O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2, enquanto que para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2, pouco abaixo do campo otimista.
“É natural que, em meio a um cenário de incertezas, muitos profissionais empregados busquem novas oportunidades por receio de perderem seus postos de trabalho. No entanto, é fundamental uma análise realista do panorama e agir com planejamento”, diz o diretor de recrutamento da Robert Half, Mario Custodio.
Ainda segundo o diretor, é preciso ter clareza sobre os pontos de insatisfação como: perspectiva de carreira, qualidade de vida, relação com o chefe ou pares, remuneração, benefícios, cultura corporativa e distância entre a casa e o trabalho.
“É preciso ter clareza para não tomar uma decisão motivada apenas por desespero”, conclui Custodio.
A 12ª edição do ICRH é resultado de uma sondagem conduzida pela Robert Half entre os dias 12 a 26 de maio de 2020, com base na percepção de 1.161 profissionais, igualmente divididos em categorias:
Recrutadores (profissionais responsáveis por recrutamento nas empresas ou que têm participação no preenchimento das vagas); e
Profissionais qualificados empregados e desempregados (com 25 anos de idade ou mais e formação superior).
Em maio, 9,7 milhões ficaram sem remuneração
Dos 19 milhões de trabalhadores afastados do trabalho em decorrência do Coronavírus, 9,7 milhões estavam sem sua remuneração em maio deste ano. O que equivale a 51,3% das pessoas afastadas dos cargos e a 11,5% da população ocupada.
Os números são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD mensal), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 24 de junho. No mês de maio, cerca de 16,8% dos trabalhadores do Nordeste e 15% do Norte estavam sem remuneração.
O rendimento efetivo dos trabalhadores (R$1.899) ficou 18,1% abaixo do rendimento habitual (R$2.320). No Nordeste, a estimativa é que 5 milhões de trabalhadores estavam afastados de seus postos pela pandemia. A maior proporção entre as cinco regiões.
Diante da Medida Provisória 936, os empregadores podem suspender o contrato de trabalho ou reduzir o salário e a jornada de trabalho dos profissionais formais. A PNAD de maio também constatou que 27,9% da população brasileira ocupada trabalhou menos do que sua jornada habitual.
Enquanto 2,4 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. De acordo com o IBGE, a média semanal de horas efetivamente trabalhadas (27,4h) no país ficou abaixo da média habitual (39,6h).
A faixa etária com a maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi a de 60 anos ou mais de idade: 27,3%. Esse comportamento foi verificado em todas as grandes regiões e, no Nordeste, o afastamento chegou a 33,3% das pessoas de 60 anos ou mais de idade.
A pandemia provocou o fechamento de muitas empresas e comércio devido à adoção da quarentena em maior parte das cidades brasileiras. Entretanto, alguns setores viram seus negócios ganharem força mesmo com as medidas de isolamento social.
Neste caso, pode-se dizer que o comércio de bairro foi mais valorizado pelos fluminenses. Isso porque, segundo pesquisa realizada pelo instituto Fecomércio (Ifec RJ), durante a quarentena, 81,9% dos consumidores entrevistados priorizaram esse tipo de comércio.
“A pandemia praticamente obrigou os consumidores a olharem para os estabelecimentos comerciais do seu bairro, uma vez que o isolamento social fez com que permanecêssemos por mais tempo nas nossas casas. Desta forma, passamos a consumir em estabelecimento em que não consumíamos antes”, destaca João Gomes, diretor do IFec RJ.
A melhor parte da notícia para os pequenos empreendimentos de bairros é que a maioria (82,2%) desses consumidores pretendem continuar priorizando o comércio local mesmo com o final do isolamento social.
Mais de 80% querem continuar consumindo no comércio de bairro
(Foto: Pixabay)
Quando se fala em compras pela internet, o consumidor fluminense também está bem adaptado à nova realidade. Conforme o levantamento, 81,8% das pessoas aprovam a experiência, sendo que 11,3% iniciaram-se no e-commerce somente a partir do distanciamento social.
Entre os produtos mais procurados nas compras pela internet, a partir do isolamento, eletrônicos (28,4%), alimentos e bebidas (27%) e artigos de farmácia e médicos (20,8%) lideram a lista.
Após a crise, pequenos negócios terão que adotar novas medidas
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, participou recentemente de um debate sobre gerenciamento de finanças de negócio, promovido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). O objetivo era definir estratégias para vencer as dificuldades que os pequenos negócios atravessam em meio à crise provocada pelo novo Coronavírus.
Para Melles, os caminhos para os pequenos negócios é a digitalização, investimentos em educação empreendedora e melhoria da gestão:
“Tenho muita preocupação, pois as micro e pequenas empresas são as que mais empregam e as que menos desempregam. São os salões de beleza, os mercadinhos dos bairros, as pequenas lojas que têm encontrado bastante dificuldade no acesso a crédito. No momento em que elas mais precisam, batem com a cara na porta”, afirmou.
Ainda de acordo com o presidente, o Sebrae vem buscando parcerias com as chamadas empresas-âncoras, que são aquelas que recebem recursos do BNDES e disponibilizam aos pequenos negócios. Já foram feitos acordos com empresas como o Magazine Luiza, a fábrica Malwee, o Armazém Martins e as lojas Renner, cujas plataformas de vendas podem ser utilizadas pelas pequenas empresas.
O Sebrae também busca linhas de crédito para as micro e pequenas empresas. Para isso, trabalha, colocando o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) como avalista.
Em maio, mais de R$23,5 bilhões foram pagos em auxílio emergencial a 76,2% da população cuja renda domiciliar, naquele mês, não foi maior que R$645,54. Ou seja, as famílias que pertencem aos estratos de renda mais baixos. O dado é da PNAD Covid19 mensal do IBGE.
A pesquisa revela também que, no mesmo período, dos 68 milhões de domicílios existentes no país 38,7% (26,3 milhões de domicílios) receberam o recurso, que foi criado para dar proteção social no período de enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo Coronavírus.
Para entender com mais detalhes os impactos do programa de transferência de renda, a pesquisa foi dividida em faixas de renda, como explica o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo:
“Foram incluídas questões relativas ao Auxílio Emergencial, que, por ser um programa de transferência de renda de grande envergadura, exigia uma avaliação de forma separada dos demais programas existentes. Para receber o Auxílio Emergencial, a pessoa deve atender a alguns critérios entre os quais que a renda domiciliar per capita não ultrapasse R$ 522,50 ou a renda total do domicílio não ultrapasse a três salários mínimos (R$ 3.135,00).”
Na primeira faixa de renda, são 21 milhões de pessoas que residem em domicílios com renda domiciliar até R$ 56,62. Desses, 16 milhões de pessoas, o equivalente a 72% dessa faixa, residem em domicílios que receberam o benefício. Para esse contingente, que passou de uma renda domiciliar per capita de R$ 10,64 para R$ 238,03, o impacto do benefício foi equivalente de um “ganho” superior a 2.136%.
Já na segunda faixa (até R$ 233,18), o alcance foi de 81,1%, contemplando 17 milhões dos 21 milhões de pessoas que residiam em lares onde pelo menos uma pessoa recebeu o os R$600, provocando um impacto positivo de 141,6%, ao passar de renda per capita de R$ 146,08 para R$ 352,85.
Os estados do Norte e Nordeste do Brasil foram os que apresentaram maior percentual de beneficiados pelo auxílio emergencial, ultrapassando 40%, sendo Amapá e Maranhão com a maior cobertura: superior a 60%.
Nos estados com rendimento domiciliar mais elevados, como São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, 30% dos domicílios ficaram cobertos pelo auxílio.
Estados do Norte e Nordeste foram os mais assistidos pelo auxílio emergencial
(Foto: Adenir Britto/CMSJC)
Pagamento da 3ª parcela será retomado nesta terça, 30
Nesta segunda-feira, 29, não há pagamento de nenhuma das três parcelas para quem não é beneficiário do Bolsa Família. O calendário de depósito do auxílio para o público geral recomeça na terça-feira, 30, para aniversariantes de março e abril, conforme cronograma.
Com o pagamento das três parcelas, previstas em lei, se aproximando do fim, governo e Congresso debatem sobre a prorrogação do benefício e respectivo valor. Na última quinta-feira, 25, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram que haverá um adicional de R$1.200, dividido em mais três parcelas decrescentes.
Na sexta-feira, 26, senadore criticaram a notícia, e defenderam a prorrogação até o final do ano sem alterar a quantia original de R$600. “Qual o sentido de regatear com o desespero dos mais vulneráveis, com essa nova proposta de redução escalonada do auxílio emergencial em três parcelas?”, questionou Jean-Paul Prates (PT-RN).
Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), a não prorrogação no mesmo valor vai prejudicar ainda mais os trabalhadores e a economia.
“Não prorrogar o auxílio emergencial, e, em R$ 600, significa empurrar milhões de brasileiros para as ruas e para a doença. A economia certamente não se beneficiará com mais medo e mais mortes. Nunca é demais lembrar que o auxílio emergencial mantém aquecido o comércio de bens e serviços básicos, e que parte do gasto volta ao Estado na forma de arrecadação”, ressaltou.
A autora do PL 2.928/2020, que estende o prazo e amplia o benefício para outras categorias de trabalhadores, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), também acredita na ampliação como forma de proteger os brasileiros.
“A prioridade é a gente salvar vidas. E não tem como salvar vidas sem um isolamento social. E as pessoas mais carentes e vulneráveis desse país não vão fazer o isolamento social se não houver uma proteção a essa população por parte do Estado brasileiro”, defendeu.
Enquanto alguns trabalhadores começam a receber a primeira parcela do auxílio emergencial, outros já estão com a terceira disponibilizada. Retomando o calendário, após dois dias paralisados, a Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira, 30, o auxílio para 8,8 milhões de pessoas.
O crédito sai hoje tanto para beneficiários do Bolsa Família quanto para os cadastrados via site, app e CadÚnico, além de novos lotes. Confira nesta matéria quem vai ter os R$600, ou os R$1,2 mil para mães solteiras chefes de família, liberados a partir de hoje.
Entre os pagamentos, estão os 5, 2 milhões nascidos em março e abril, aprovados no primeiro lote, que recebem o pagamento da terceira parcela. Já os 1,5 milhão de trabalhadores do segundo lote, que tiveram a 1ª parcela creditada entre os dias 16 e 29 de maio, nascidos em março e abril, recebem a segunda parcela.
Além desses, a Caixa paga a primeira parcela do benefício para os 200 mil novos aprovados, nascidos em março e abril. Os cadastrados do Bolsa Família com NIS final 0, que somam 1,9 milhão de pessoas, também terão a terceira parcela do auxílio emergencial creditada nesta terça.
É importante lembrar que, com exceção do Bolsa Família, o pagamento ocorrerá através da poupança social digital, sendo permitido apenas o pagamento de contas e boletos. Sendo assim, saques e transferências serão permitidas em datas posteriores, conforme calendário já divulgado.
Saques e transferências serão permitidos em datas posteriores
(Foto: CGU/Reprodução)
Governo e Congresso divergem sobre valor das parcelas adicionais do auxílio emergencial
Com o pagamento das três parcelas, previstas em lei, se aproximando do fim, governo e Congresso debatem sobre a prorrogação do benefício e respectivo valor. Na última quinta-feira, 25, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram que haverá um adicional de R$1.200, dividido em mais três parcelas decrescentes.
Na sexta-feira, 26, senadores criticaram a notícia, e defenderam a prorrogação até o final do ano sem alterar a quantia original de R$600. “Qual o sentido de regatear com o desespero dos mais vulneráveis, com essa nova proposta de redução escalonada do auxílio emergencial em três parcelas?”, questionou Jean-Paul Prates (PT-RN).
Para o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), a não prorrogação no mesmo valor vai prejudicar ainda mais os trabalhadores e a economia.
“Não prorrogar o auxílio emergencial, e, em R$ 600, significa empurrar milhões de brasileiros para as ruas e para a doença. A economia certamente não se beneficiará com mais medo e mais mortes. Nunca é demais lembrar que o auxílio emergencial mantém aquecido o comércio de bens e serviços básicos, e que parte do gasto volta ao Estado na forma de arrecadação”, ressaltou.
A autora do PL 2.928/2020, que estende o prazo e amplia o benefício para outras categorias de trabalhadores, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN), também acredita na ampliação como forma de proteger os brasileiros.
“A prioridade é a gente salvar vidas. E não tem como salvar vidas sem um isolamento social. E as pessoas mais carentes e vulneráveis desse país não vão fazer o isolamento social se não houver uma proteção a essa população por parte do Estado brasileiro”, defendeu.
O IBGE divulgou nesta terça-feira, 30, novos dados sobre o desemprego no Brasil, por meio da PNAD Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. De acordo com o levantamento, a taxa de desocupação cresceu 1,2 ponto percentual.
Os números são do trimestre móvel encerrado em maio de 2020, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. A população desocupada atingiu o número de 12,7 milhões de pessoas.
Ainda de acordo com o IBGE, o percentual de pessoas ocupadas na população com idade de trabalhar chegou a 49,5%. Pela primeira vez, desde o início da PNAD Contínua, em 2012, menos da metade dos jovens nesse grupo está ocupada.
Na prática, são 368 mil pessoas a mais procurando trabalho, em relação ao trimestre anterior. De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, os trabalhadores informais são os mais atingidos.
“É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais.”
Os trabalhadores informais somam os profissionais sem carteira assinada (empregados do setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e sem remuneração.
O número de empregados no setor privado sem carteira assinada, informa o IBGE, caiu 20,8%. Já os trabalhadores por conta própria diminuíram em 8,4%, ou seja, 2,1 milhões de pessoas.
Com isso, a taxa de informalidade caiu de 40,6% para 37,6%, sendo a menor desde 2016, quando o indicador passou a ser produzido. Mas essa queda não é exatamente positiva, explica a pesquisadora:
“Numericamente nós temos uma queda da informalidade, mas isso não necessariamente é um bom sinal. Significa que essas pessoas estão perdendo ocupação e não estão se inserindo em outro emprego. Estão ficando fora da força de trabalho.”
Número de carteiras assinadas também diminuiu
(Foto: Reprodução)
Pesquisa aponta 9,2 milhões de pessoas sem carteira assinada
Enquanto a desocupação atingiu 12,7 milhões de pessoas, a população ocupada caiu. São 85,9 milhões – 8,3% a menos em relação ao trimestre anterior. Ou seja, queda de 7,8 milhões de pessoas.
Se comparado ao mesmo trimestre de 2019 (março a abril daquele ano), a queda é de 7,5%. O que representa 7 milhões de pessoas a menos. Ambas as quedas foram recordes da série histórica.
População ocupada – 85,9 milhões Desempregados – 12,7 milhões
Entre os que estão empregados, o número de pessoas com carteira de trabalho assinada no setor privado também diminuiu, ficando em 31,1 milhões de trabalhadores.
Esse é, de acordo com o IBGE, o menor nível da série, sendo 7,5% abaixo (-2,5 milhões de pessoas) do trimestre anterior e 6,4% abaixo (-2,1 milhões de pessoas a menos) do mesmo período de 2019.
Empregados com carteira de trabalho assinada – 31,1 milhões Empregados sem carteira assinada – 9,2 milhões de pessoas Trabalhadores por conta própria – 22,4 milhões
Esse último grupo também teve redução de 8,4% em relação ao trimestre anterior e de 6,7%, frente ao mesmo período em 2019. A taxa de informalidade foi de 37,6% da população ocupada.