Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde inicia teleatendimento gratuito pelo SUS para quem enfrenta problemas com jogos e apostas

    Ministério da Saúde inicia teleatendimento gratuito pelo SUS para quem enfrenta problemas com jogos e apostas

    O SUS passa a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas. Com expectativa inicial de atender 600 pacientes por mês a partir de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o novo serviço integra um conjunto de ações do Governo do Brasil para o enfrentamento a esse problema de saúde pública. O anúncio foi realizado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (3), durante simulação de teleatendimento na unidade do hospital em São Paulo (SP). A porta de acesso ao serviço será por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

    “Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização. Por isso, estamos criando instrumentos para que famílias e amigos possam apoiar quem enfrenta essa situação, permitindo contato direto com o Ministério da Saúde sem a necessidade de ir até uma unidade”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Com investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), o teleatendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio. O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro, com direcionamento do Meu SUS Digital. Todas as informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Esta ação do Ministério da Saúde é mais uma resposta ao fenômeno recente de comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas, principalmente online. A procura espontânea por atendimento presencial ainda é baixa, muitas vezes por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS ofertou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. Desta forma, o teleatendimento foi estruturado justamente para ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada, segura e acessível.

    A iniciativa integra uma estratégia nacional que inclui a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, lançada pelo Ministério da Fazenda, para excluir e bloquear o acesso a todos os sites de apostas autorizados, além do Observatório Saúde Brasil de Apostas, um canal permanente de troca de dados entre Saúde e Fazenda para ações integradas que apoiem os usuários a buscarem os serviços do SUS.

    A estratégia engloba ainda, a publicação de diretrizes para qualificação do atendimento no SUS, que inclui a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que orienta sobre o assistência na rede de saúde, incluindo a oferta de atendimento online, e o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.

    Como acessar o serviço

    O acesso ao teleatendimento é feito pelo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado. Para utilizar o novo serviço, é preciso baixar o aplicativo, que está disponível de forma gratuita nas lojas Android, IOS ou na versão web, fazer login com a conta gov.br e, na página inicial, clicar em “Miniapps”. Em seguida, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

    A pessoa terá acesso a um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil por especialistas com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui desde Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) a Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

    O Meu SUS Digital também conta com conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impacto da prática na saúde mental. Além disso, a Ouvidoria do SUS está treinada e preparada para orientações sobre o tema. Os profissionais atendem pelo telefone 136, por teleatendimento, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde.

    Como funciona o teleatendimento

    As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente – seja em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial.

    A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

    Após o cadastro pelo formulário direcionado pelo Meu SUS Digital, as orientações para a consulta são enviadas pelo WhatsApp. O modelo inclui telemonitoramento e integração com a rede do SUS e, sempre que necessário, os pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial.

    Expansão da rede de atenção psicossocial

    O investimento do Ministério Saúde em saúde mental cresceu 70% de 2022 a 2025, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,9 bilhões. O SUS conta com uma das maiores redes de saúde mental do mundo, com 6.272 pontos de atenção, incluindo 3 mil Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

    De 2023 a 2025, foram habilitadas 653 novas unidades da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), um aumento de 10% na cobertura nacional. O SUS também habilitou 6,2 mil novas equipes multiprofissionais paras as UBS, ampliando presença de profissionais de saúde mental.

    Max de Oliveira
    Ministério da Saúde

  • Em visita à Bionovis, presidente Lula e ministro Padilha destacam fortalecimento da indústria para produção de medicamentos para o SUS

    Em visita à Bionovis, presidente Lula e ministro Padilha destacam fortalecimento da indústria para produção de medicamentos para o SUS

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram, nesta terça-feira (3), em Valinhos (SP), a fábrica da Bionovis, responsável pela produção e comercialização de medicamentos biológicos de alta complexidade no país. A empresa integra 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), realizadas também com laboratórios públicos, que já entregaram mais de 8,4 milhões de medicamentos ao SUS. Para essas PDPso Ministério da Saúde já investiu, desde 2023, mais de R$ 5,6 bilhões a fim de garantir a produção nacional de medicamentos oncológicos e para doenças raras e autoimunes 

    “Criamos o SUS para atender a todos. Esse investimento garante a assistência aos pacientes com medicamentos produzidos aqui, no Brasil. Significa soberania na saúde e na tecnologia. Significa que o nosso país passa a ter a capacidade de fabricar algo que apenas quatro países no mundo produzem. Estamos trabalhando para garantir dignidade e respeito aos 212 milhões de brasileiras e brasileiros, homens e mulheres que têm direito a um tratamento digno, humano e igualitário”, declarou o presidente Lula.  

    O objetivo da pasta é ampliar o cuidado à saúde da população pelo fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Por meio dessas parcerias, estão sendo produzidos para a rede pública vários fármacos para tratamento de artrite reumatoide, esclerose múltipla e doença de CrohnEntre eles, estão betainterferona 1a, etanercepte, infliximabe, golimumabe e adalimumabe, indicados para doenças autoimunes; além de trastuzumabe e rituximabe, utilizados no tratamento de cânceres. 

    Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da Bionovis para a oferta de medicamentos de alto custo no SUS, garantindo acesso qualificado e em tempo oportuno aos pacientes.

    Fotos: Ricardo Stuckert/PR
    Fotos: Ricardo Stuckert/PR

    “Essa fábrica surge e cresce cada vez mais em função do SUS. Com esse trabalho, a população brasileira poderá ter acesso a medicamentos modernos, com a garantia não só de mais qualidade de vida, mas também de mais economia para o SUS, com menos internações, menos riscos de morte e menos cirurgias, fortalecendo ainda a soberania nacional na produção de tecnologias”, disse o ministro.

    A última etapa das PDPs é a transferência completa da tecnologia aos laboratórios públicos. Essa internalização possibilitará a produção 100% nacional desses produtos, reduzindo dependência externa do Brasil e consolidando sua soberania nacional, por meio de uma indústria sólida capaz de atender às demandas da população.  

    Produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) 

    No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou produção pela Bionovis do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para garantir a fabricação 100% nacional do infliximabe, usado no tratamento de doenças autoimunes. O IFA é a matéria-prima utilizada na produção dos medicamentos. Para o SUS, essa medida representa uma experiência exitosa no âmbito da política estruturante das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). 

    Em 2023, o Governo do Brasil retomou a agenda de fortalecimento da base produtiva industrial e tecnológica, ampliando o acesso a medicamentos, vacinas e demais insumos estratégicos para a rede pública. Entre os investimentos, está a aprovação, em 2025, do financiamento de R$ 650 milhões para a Bionovis, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

    O recurso foi destinado à instalação de uma linha de produção industrial pioneira voltada ao desenvolvimento e à fabricação de insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade. Atualmente, a planta da empresa tem capacidade para produzir até 250 kg de proteínas biológicas e mais de 19 milhões de frascos e seringas por ano. 

    Ana Freitas  
    Ministério da Saúde 

  • Brasil apresenta na Alemanha estratégias de inovação para fortalecer o SUS

    Brasil apresenta na Alemanha estratégias de inovação para fortalecer o SUS

    Em busca de avanços para a saúde pública brasileira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta segunda-feira (2/3), do fórum internacional Regulation & Investment – Frankfurt 2026, na Alemanha. Na oportunidade, o chefe da Pasta defendeu parcerias e investimentos em áreas como inovação, produção nacional e fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) para ampliar o acesso a medicamentos, aumentar a eficiência e garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS).  

    “No Brasil do presidente Lula, a saúde não é tratada como despesa fiscal, mas como uma agenda estratégica de desenvolvimento econômico e social. É um setor que mobiliza investimentos intensivos em tecnologia, gera empregos qualificados e estimula cadeias produtivas complexas em todo o território nacional”, afirmou Padilha.   

    A participação do ministro ocorre em um contexto de expansão das políticas brasileiras voltadas à incorporação de novas tecnologias no SUS. “Investir em inovação não é apenas uma escolha tecnológica. É uma estratégia econômica que reduz custos futuros associados a tratamentos tardios e hospitalizações complexas”, reforçou. 

    Padilha também destacou instrumentos como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), conduzidas em articulação com instituições como Fiocruz, INCA e o Grupo Hospitalar Conceição, que permitem a internalização de tecnologias estratégicas e fortalecem a produção nacional de medicamentos e outros insumos.   

    Por fim, o ministro enalteceu o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde, especialmente após a liderança brasileira na criação da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo.   

    “Sustentabilidade em saúde não significa gastar menos — significa investir melhor, com foco no valor social e econômico gerado para a população. Ao tratar a saúde como agenda de desenvolvimento, o Brasil reafirma seu compromisso com sistemas mais resilientes, inovadores e equitativos”, concluiu.  

    Realizado na Goethe-Universität Frankfurt am Main, o encontro integra a agenda internacional do Dinter – Diálogos Intercontinentais e tem como objetivo promover um intercâmbio institucional de alto nível entre Brasil e Europa, contribuindo para a qualificação das políticas públicas e o fortalecimento da cooperação internacional. 

    Inovação internacional para os hospitais inteligentes no SUS

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    O ministro também visitou o Hospital de Alta Tecnologia da Fresenius Helios (FSE), referência mundial em hospital inteligente. O objetivo foi conhecer as instalações, fortalecer o diálogo para possíveis parcerias e avaliar a incorporação dessas tecnologias no Brasil, contribuindo para consolidar a iniciativa pioneira do SUS na implantação de hospitais inteligentes. 

    O Brasil, por meio do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo, estados e municípios, trabalha na estruturação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados no SUS. 

    “Estamos construindo, além disso, uma rede de hospitais e serviços inteligentes em todas as regiões do país, com financiamento do Banco dos BRICS e do governo brasileiro. Entre eles, está previsto um hospital de urgência e emergência que será o primeiro do Brasil 100% inteligente, em parceria com a universidade e o governo do estado de São Paulo. Serão serviços de saúde com uso intensivo de Inteligência Artificial e com integração entre usuários, serviços e equipamentos”, explicou o ministro. 

    O projeto prevê a implantação inicial em 13 estados — Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) — com foco nas UTIs e na criação de um hospital de emergência totalmente inteligente, conectado por internet, com monitoramento digital de equipamentos, integração com ambulâncias e articulação com as redes locais de atenção à saúde. 

    Edjalma Borges   
    Ministério da Saúde   

  • Ministério da Saúde fortalece saneamento na Terra Indígena Yanomami com qualificação de Agentes Indígenas de Saneamento

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), iniciou, nesta segunda (02), a qualificação de 14 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) que atuam na terra indígena Yanomami. Além de conhecer o perfil dos AISAN e como eles têm atuado no serviço em relação ao saneamento básico, o curso tem por objetivo qualificar esses trabalhadores para atuarem de forma técnica, intercultural e integrada na promoção do saneamento ambiental nas comunidades indígenas, no fortalecimento das ações de abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos, controle de vetores e educação ambiental. Essas ações contribuem para consolidar as estratégias baseadas nas práticas sustentáveis e culturalmente adequadas conforme as diretrizes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

    A formação será realizada no Polo Administrativo de Santa Isabel do Rio Negro – AM, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e será ministrado pela equipe da Divisão de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (DISANI) do distrito.

    Ao todo, a qualificação terá carga horária total de 80 horas, sendo 40 horas teórico-práticas e 40 horas de prática supervisionada nas próprias aldeias. Esses trabalhadores atuam em 22 aldeias do Polo Base Missão Marauiá, onde vivem cerca de 3.241 indígenas. O curso reforça a atuação dos AISAN em eixos fundamentais que incluem o monitoramento da qualidade da água, operação e manutenção de sistemas de abastecimento e gerenciamento de resíduos sólidos.

    Segundo o coordenador e instrutor da qualificação, o biólogo Maicon Velasco de Melo, a ação oferece aos trabalhadores indígenas conhecimento técnico para que estes exerçam seu protagonismo na proteção do seu território contra ameaças que possam afetar famílias inteiras.

    “Mais do que uma capacitação técnica, essa iniciativa representa investimento direto na autonomia das comunidades, ao valorizar o protagonismo indígena na promoção da saúde e na proteção do território. Essa atuação cotidiana do AISAN reduz riscos epidemiológicos, fortalece a vigilância em saúde e amplia a corresponsabilização comunitária pelo cuidado com o território”, concluiu.

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    Foto: Divulgação/MS

    O valor estratégico do AISAN

    O Agente Indígena de Saneamento é peça central na prevenção de doenças de veiculação hídrica, no controle de vetores e na promoção de práticas sustentáveis nas aldeias. Ele atua de forma intercultural articulando saberes tradicionais e conhecimentos técnicos, o que garante que as soluções de saneamento sejam culturalmente adequadas e socialmente efetivas. As atividades incluem ações contínuas de monitoramento do cloro residual e da qualidade da água, com coleta e envio de amostras para análise laboratorial, a fim de assegurar a potabilidade e prevenir riscos à saúde.

    O AISAN também orienta a comunidade sobre práticas adequadas de higiene e armazenamento seguro de água. O trabalhador também é acionado para acompanhar obras de manutenção dos sistemas de abastecimento e para mobilizar a comunidade para a realização de mutirões de limpeza na aldeia.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde já entregou 50 ambulâncias do SAMU para atendimento emergencial às vítimas das chuvas na Zona da Mata

    Como parte da resposta emergencial do Governo do Brasil às enchentes que atingiram municípios da Zona da Mata mineira, o Ministério da Saúde entregou neste domingo (1º), em Juiz de Fora (MG), 50 novas ambulâncias do SAMU para ampliar o atendimento do SUS às vítimas atingidas pelas fortes chuvas da última semana. A ação integra o conjunto de medidas do Governo do Brasil para mitigar os impactos da tragédia climática e garantir assistência imediata a toda a população afetada.

    Para ampliar a capacidade de resposta do SUSos veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foram destinados a 33 municípios, entre os quais aqueles mais impactados pelas enchentes: Juiz de Fora, que recebeu nove ambulâncias; Ubá, três; e Matias Barbosa, uma. 

    Em Juiz de Fora (MG), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a prioridade é garantir que nenhuma família fique desassistida. “Estamos antecipando a entrega de 50 ambulâncias que só chegariam daqui a dois ou três meses. Essa é uma ação concreta para fortalecer o SAMU e garantir que a população tenha atendimento rápido e digno neste momento difícil”, declarou. 

    Padilha também ressaltou o papel do SUS diante dos efeitos crescentes das mudanças climáticas. “A crise climática é, acima de tudo, uma crise de saúde pública. Ela destrói unidades, pressiona hospitais e expõe famílias a novos riscos. Por isso, o SUS precisa estar preparado com equipes, equipamentos e estrutura, para proteger a população quando ela mais precisa, afirmou. 

    As novas ambulâncias são equipadas com ventiladores mecânicos, desfibriladores, oxímetros e bombas de infusão, permitindo atendimento mais qualificado e seguro. 

    Resposta imediata para a população mineira 

    A chegada dos veículos do SAMU acontece um dia após a visita do presidente Lula e do ministro Padilha que, nesse sábado (28), estiveram pessoalmente nas regiões afetadas. No local, anunciaram um pacote de ações emergenciais. Entre as iniciativas já em execução, o Ministério da Saúde destinou R$ 16,4 milhões para reforçar a assistência à saúde na região.

    Nove kits emergenciais com medicamentos e insumos estratégicos já estão na região. Cada conjunto reúne 16 itens estratégicos e 32 medicamentos, entre antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis, além de ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas e máscaras. O kit tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por mês, o que representa assistência para 13,5 mil pessoas no período, volume mais que suficiente para a demanda atual. 

    Outra medida emergencial foi a distribuição de 318 mil fraldas, entre pediátricas e geriátricas, destinadas a famílias que perderam seus pertences. 

    Carretas especializadas e unidades móveis da Atenção Primária 

    Uma carreta do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil, já está em Juiz de Fora. Equipada com tomógrafo e ultrassom, a unidade móvel conta equipe multiprofissional para realizar até 50 exames por dia. Além disso, o Ministério da Saúde está instalando outras unidades móveis de Atenção Primária para substituir temporariamente as unidades básicas destruídas.

    Equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) permanecem na região prestando atendimento, inclusive psicológico, às famílias afetadas. 

    Farmácia Popular facilita acesso a medicamentos após enchentes 

    Ministério da Saúde também flexibilizou o acesso ao Farmácia Popular em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. A partir desta segunda-feira (2), as pessoas que perderam documentos ou receitas poderão retirar medicamentos gratuitamente sem a apresentação desses itens. Também será possível repor remédios perdidos nas enchentes sem a necessidade de aguardar o prazo mínimo entre retiradas. 

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde 

  • Governo do Brasil libera R$ 16,4 milhões para reforçar assistência à saúde nos municípios atingidos pelas chuvas na Zona da Mata

    Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobrevoaram a Zona da Mata mineira para acompanhar de perto os impactos das chuvas na região. Durante a agenda, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 16,4 milhões em recursos para reforçar a assistência à saúde em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. São recursos emergenciais e para a habilitação de novos serviços, incluindo a entrega, neste fim de semana, de 50 ambulâncias do SAMU 192, de uma carreta do programa Agora Tem Especialistas e seis unidades móveis para a Atenção Primária. 

    Nove kits emergenciais com medicamentos e insumos estratégicos já estão a região. Cada conjunto reúne 16 itens estratégicos e 32 medicamentos, entre antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis, além de ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas e máscaras. O kit tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por mês, o que representa assistência para 13,5 mil pessoas no período, volume mais que suficiente para a demanda atual. 

    Do total dos recursos são R$ 12,5 milhões emergenciais para suprir as principais necessidades da região outros mais de R$ 3,8 milhões são para habilitações de novos serviços na região.  

    “A Força Nacional do SUS está desde terça-feira aqui (24), eles fizerao diagnóstico de toda a situação, monitoramos de Brasília e o que anunciamos hoje está focado em Ubá, Juiz de Fora e Matias Barbosa. Os outros municípios da região que trouxeram as demandas hoje, a Força Nacional ficará aqui para ajudar no detalhamento para que a gente possa acelerar os recursos, repasses e ações”, explicou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Queria fazer um agradecimento a todos os profissionais do SUS, aos profissionais das secretarias municiais de toda a região e da secretaria estadual de Saúde e à Força Nacional que estão atuando neste momento”, complementou.  

    Pelo programa Agora Tem Especialistas, a carreta equipada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, começa a funcionar na segunda-feira (2), em Juiz de Fora. Além disso, seis unidades móveis (trailer), duas para Juiz de Fora e quatro para Ubá, irão fortalecer a Atenção Primária e as ações da Força Nacional do SUS. 

    Em parceria com a CCM Indústria de Descartáveis e com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), o ministério articulou a doação de 318 mil fraldas, sendo 101 mil unidades adultas e 217 mil unidades infantis para suprir necessidades imediatas de grupos vulneráveis, como crianças e idosos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. 

    A pasta também flexibilizará a partir de segunda-feira as regras de dispensação do Programa Farmácia Popular do Brasil para a população afetada, facilitando o acesso gratuito a medicamentos e insumos. A medida beneficia primeiramente os moradores dos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, reduzindo barreiras administrativas em um momento de necessidade. 

    O Ministério está em tratativas com outras empresas e parceiros institucionais para ampliar o volume de doações, reforçando a rede de apoio às cidades atingidas. 

    “Para o SUS, a crise climática é acima de tudo uma crise de saúde pública, pessoas morrem, unidades de saúde são destruídas, novas doenças surgem em locais que não existiam e profissionais de saúde vivem sob uma pressão permanente por conta das mudanças climáticas que impactam na saúde, foi isso que o Brasil mostrou na COP 30”, afirmou Padilha 

    Atendimento, vacinação e reorganização da rede local 

    Equipes da Força Nacional do SUS e do Departamento de Emergências em Saúde Pública atuam na região desde o início da criseAo todo, 18 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística, realizam diagnóstico situacional para mapear as principais demandas. 

    As ações incluem atendimento psicossocial, reorganização da rede local e vacinação preventiva contra o tétano, doença associada ao contato com água contaminada. A vacinação contra a hepatite A também será reforçada na região. As equipes poderão ser ampliadas conforme a evolução do cenário. 

    Outras iniciativas também estão em curso: monitoramento de casos suspeitos de doenças, apoio ao restabelecimento do abastecimento de água potável, distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento domiciliar da água e orientações de higiene em abrigos. 

    Monitoramento da qualidade da água 

    No campo da vigilância ambiental, o Ministério da Saúde atua por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) e coordena ações para prevenir doenças e agravos causados pelo consumo de água não potável. 

    Em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, estão sendo fornecidas orientações quanto aos cuidados com a água que devem ser adotados neste momento de emergência, com monitoramento intensificado da qualidade da água fornecida nos municípios, incluindo atenção aos abrigos e aos carros-pipa. 

    Amanda Milan e Karyna Angel
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde lança primeiro Manual de Auditoria do SUS e amplia em 137% a fiscalização no país

    Ministério da Saúde lança primeiro Manual de Auditoria do SUS e amplia em 137% a fiscalização no país

    O Ministério da Saúde publicou pela primeira vez o primeiro Manual de Auditoria da história do SUS, e ampliou em 137% o número de auditorias previstas no país, passando de 161 para 382 ações. O documento, viabilizado pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), consolida 25 anos de experiência para fortalecer a governança e controlar os recursos públicos na saúde. O manual já está disponível no site e foi distribuído para todos os auditores federais no Brasil. 

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o fortalecimento da auditoria do SUS é estratégico para assegurar eficiência, transparência e qualidade na aplicação dos investimentos federais. “O controle qualificado é fundamental para garantir que cada recurso destinado à saúde se traduza em atendimento melhor para a população. Este manual fortalece a governança do SUS e amplia a capacidade de fiscalização em todo o país”, afirmou. 

    Nos últimos 12 meses, o DenaSUS impulsionou a implantação de componentes municipais de auditoria em dois municípios por mês, alcançando 305 cidades com estrutura local de fiscalização. Paralelamente, o departamento passa por recomposição histórica da força de trabalho, com a ampliação do quadro de 424 para cerca de 650 servidores até o fim do ano. 

    O novo manual servirá como base para a capacitação desses profissionais, incorporando metodologias atualizadas, análise informatizada e uso de inteligência artificial em programas estratégicos, como o Farmácia Popular. 

    O diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, destacou que a publicação organiza o acúmulo técnico de 20 mil auditorias realizadas pelo departamento e estabelece um padrão nacional compatível com as melhores práticas internacionais e com as orientações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). 

    “Neste ano houve mais de 30 mil procedimentos técnicos, como visitas in loco, análises informatizadas e outras ações estratégicas. O manual consolida esse avanço, padroniza métodos e moderniza a atuação da auditoria em âmbito nacional”, afirmou. 

    O Manual de Auditoria do SUS, além de pautar as equipes técnicas do DenaSUS no Brasil, vai produz impacto direto para os usuários do sistema público de saúde. Ao padronizar procedimentos, agilizar auditorias e fortalecer a prevenção de irregularidades, a medida contribui para a melhor aplicação dos recursos públicos, maior transparência e melhoria contínua dos serviços ofertados à população. 

    Acesse o Manual de Auditoria do SUS

    Tania Mello
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia kits emergenciais com medicamentos e insumos para atender 12 mil pessoas na Zona da Mata mineira

    O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (27) o envio de kits emergenciais para reforçar a resposta do Governo do Brasil às fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira. Ao todo, oito kits serão entregues entre hoje e sábado (28) aos municípios mais afetados: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Cada kit é composto por 16 itens estratégicos e 32 medicamentos e tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por um mês. Isso significa assistência para 12 mil pessoas no período, ou seja, a pasta garante itens de saúde mais que suficientes para a demanda atual.

    Entre os insumos, estão medicamentos como antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis. O material inclui ainda itens estratégicos, como ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras, garantindo suporte adequado às ações de cuidado, prevenção e tratamento.

    Para reforçar a assistência, a pasta também anunciou o envio de carretas de saúde do Agora Tem Especialistas, que devem chegar à região a partir deste final de semana. As unidades móveis do programa do Governo do Brasil vão reforçar o atendimento nas fases de recuperação e reconstrução dos serviços de saúde afetados pelas fortes chuvas.   

    Equipes especializadas em ações emergenciais estão na região 

    Enviadas pelo Ministério da Saúde, as equipes da Força Nacional do SUS e do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP) já estão na região para fortalecer as ações de suporte. Nesta quinta-feira (26), 18 profissionais – entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística – visitaram os municípios de Ubá e Matias Barbosa para realizar um diagnóstico situacional e levantar informações sobre as necessidades locais.  

    No local, realizam ações de acolhimento com atendimento psicossocial e cuidados em saúde mental e atuam na reorganização da rede de assistência local para a oferta, por exemplo, de vacinação preventiva contra o tétano, já que a bactéria causadora dessa doença pode estar presente nas águas das enchentes

    A equipe da Força Nacional do SUS em campo será reforçada de acordo com a evolução do cenário. 

    Orientações sobre cuidados em saúde mental 

    Nesta quarta-feira (25), o Ministério da Saúde realizou uma palestra online com orientações sobre cuidados em saúde mental durante e após desastres em Minas Gerais. Mais de 1,4 mil profissionais de saúde acompanharam a transmissão. 

    Além da capacitação, a pasta atualizou a série de cartilhas “Saúde Mental e Atenção Psicossocial em Desastres”, que reúne recomendações voltadas a pessoas idosas, prevenção do suicídio, manejo do luto, crianças em abrigos provisórios, saúde mental de adolescentes e orientações específicas para trabalhadores e gestores envolvidos na resposta aos eventos extremos. 

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Avanço no tratamento de AME: Ministério da Saúde investe R$ 122 milhões na Fiocruz para produção de medicamento inovador

    Uma única dose e a possibilidade de uma vida longa. Essa é a esperança trazida pela terapia gênica inovadora para o tratamento de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1, que iniciou de forma histórica o primeiro estudo clínico com seres humanos para essa tecnologia no Brasil. A pesquisa foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e presidente da Fiocruz, Mário Moreira, nesta quinta-feira (26), com investimento federal de R$ 122 milhões na plataforma produtiva dos plasmídeos e dos vetores virais, utilizados para a produção desta e outras terapias voltadas às doenças raras. 

    Quando o SUS oferece uma terapia inovadora, estamos mudando o curso da doença e o destino dessas crianças. É a medicina mais avançada do mundo sendo ofertada gratuitamente à população brasileira, reafirmando o SUS como um patrimônio do nosso povo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

    O estudo do GB221 posiciona o país como protagonista na assistência da AME e fortalece a medicina de precisão na América Latina, considerando que os resultados positivos podem ampliar a qualidade e expectativa de vida dos pacientes. A primeira infusão do medicamento foi realizada em janeiro deste ano, após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e está em avaliação da segurança e tolerabilidade (fase 1) e análise da eficácia da tecnologia (fase 2). A medicina de precisão e as terapias gênicas são alta tecnologias da saúde, que se caracterizam pela adoção de tratamentos individualizados.  

    Podem participar do estudo crianças sintomáticas com diagnóstico confirmado, por análise genética, com mutações no gene SMN1 e até três cópias do SMN2 e idade entre duas semanas e 12 meses, com início dos sintomas nos primeiros seis meses de vida. Para os participantes pré-sintomáticos, os critérios são: risco de AME Tipo 1, confirmado por análise genética, com mutações bialélicas no SMN1 e até duas cópias do SMN2, entre 14 dias e 150 dias de vida. 

    A participação de novos pacientes no estudo será realizada de forma gradual, com previsão de inclusão do segundo paciente nos próximos meses. O medicamento é desenvolvido pela empresa norte-americana Gemma Biotherapeutics, Inc. (GEMMABio) e terá a transferência de tecnologia para a Bio-Manguinhos, da Fiocruz, responsável pelo desenvolvimento das terapias gênicas no país. A ação também possibilitará o desenvolvimento de outras terapias para pelo menos cinco doenças raras, como a Atrofia Muscular Esquelética; Atrofia Muscular Espinhal e Bulbar; Leucodistrofia Metacromática; Doença de Krabbe; e Gangliosidose GM1. 

    Com resultados positivos, e autorização da Anvisa, a tecnologia poderá ser ofertada no SUS após a análise de incorporação realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), possibilitando o acesso gratuito ao tratamento inovador em tempo oportuno. 

    A AME é uma doença rara que se manifesta nos primeiros meses de vida e é causada por uma alteração no gene SMN1, responsável por produzir uma proteína essencial para o funcionamento dos neurônios responsáveis pelo comando dos movimentos. A ausência da proteína provoca a perda progressiva da força muscular e pode comprometer a sobrevivência das crianças nos primeiros anos de vida. 

    Mais de R$ 214 milhões investidos em pesquisas para doenças raras   

    O Ministério da Saúde investe no avanço da ciência em saúde, como em pesquisas voltadas para o tratamento de doenças raras. São destinados R$ 214 milhões para estudos de novas tecnologias para diagnósticos, medicamentos, mapeamento de perfil epidemiológico e sequenciamento de genes. Entre eles, estão os Projetos de Alto Impacto em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com investimento de R$ 40,5 milhões para o desenvolvimento de duas terapias inovadoras: síntese do nusinersena, RNA modificado e estratégias terapêuticas inovadoras baseadas em anticorpo anti-VLA-4.  

    Para o fortalecimento da produção nacional e redução da dependência externa do país em tecnologias em saúde, o atual governo assinou oito Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas para medicamentos de doenças raras, que mobilizam R$ 2 bilhões na aquisição desses fármacos para o SUS. Entre eles estão: cladribina e natalizumabe, para esclerose múltipla; ivacaftor, para fibrose cística; e sirolimo, imunossupressor utilizado principalmente para prevenir a rejeição de órgãos em pacientes transplantados renais.  

    “Estamos investindo mais de R$ 2 bilhões em parcerias para produzir esses medicamentos no Brasil. Isso garante soberania, segurança e estabilidade no tratamento, sem depender das oscilações internacionais e assegurando que as famílias tenham acesso contínuo às terapias”, explicou o ministro Padilha.   

    Já por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), serão investidos R$ 2,8 milhões em teste de exoma completo, que visa ao diagnóstico mais preciso de doenças com análise da fração do DNA. O projeto prevê a capacitação de 40 especialistas do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo para a realização do teste.  

    Taís Nascimento 
    Ministério da Saúde 

  • Plano de qualificação que vai preparar profissionais para migração à insulina análoga é debatido pelo Ministério da Saúde

    O Ministério da Saúde iniciou na terça-feira (24/2) uma oficina para debater as ações de educação e formação destinadas aos profissionais de saúde envolvidos na migração da insulina humana para a insulina análoga no Sistema Único de Saúde (SUS). Realizada em Brasília, a iniciativa seguiu até quarta-feira (25/02) e contou com a participação de representantes das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Atenção Primária à Saúde (SAPS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

    As ações de qualificação e formação para os profissionais de saúde na transição das insulinas foram um dos encaminhamentos definidos no Grupo de Trabalho de Insulina do Ministério. O GT elaborou uma estratégia para migração e foi coordenado pela SCTIE, em conjunto com a SAPS, Secretaria Executiva (SE) do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).

    Na abertura do encontro, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, reiterou que a incorporação das insulinas análogas, em especial da glargina, representa um avanço baseado em evidências e em sustentabilidade para o SUS. “Estamos promovendo uma transição responsável, com respaldo técnico e científico, garantindo que estados e municípios tenham segurança para implementar essa nova tecnologia e assegurar o melhor cuidado aos pacientes”, afirmou.

    Já Ana Luiza Caldas, secretária de Atenção Primária à Saúde (SAPS), reforçou o papel da coordenação do cuidado através da atenção primária na consolidação da transição terapêutica. “A atenção primária à saúde é a porta de entrada do SUS e onde está a maior parte das pessoas com condições crônicas, como a diabetes. Precisamos garantir que profissionais e usuários estejam preparados para utilizar a insulina análoga com segurança, fortalecendo o acompanhamento contínuo e o autocuidado”, declarou.

    A formação a ser ofertada aos profissionais de saúde envolvidos na migração é fruto da parceria entre o Ministério da Saúde e o Conasems. Resultado também de uma articulação federativa, pontuou a representante do Conasems, a secretária de Saúde de Ivaiporã (PR), Cristiane Pantaleão. “A construção dessa estratégia foi feita de forma pactuada, ouvindo estados e municípios. Esse alinhamento é fundamental para que a implementação aconteça de maneira organizada e chegue de fato à ponta, beneficiando os usuários do SUS”.

    A parceria prioriza ainda a estruturação de uma rede de multiplicadores. O objetivo é preparar esses profissionais para que, ao retornarem às suas regiões, repliquem o conhecimento técnico e operacional para as equipes locais, garantindo a capilaridade da capacitação. Haverá também curso disponibilizado para ensino à distância, entre outras metodologias.

    Brasil preparado

    A estratégia de migração do tratamento ocorre em resposta à escassez global na produção de insulinas humanas e foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que definiu a inclusão das insulinas análogas no Componente Básico da Assistência Farmacêutica (Cbaf). A implementação, iniciada com insulina glargina em virtude da disponibilidade do medicamento proveniente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), será gradual e planejada, permitindo ajustes logísticos e adesão segura dos usuários antes da ampliação nacional.

    Canetas reutilizáveis

    Durante a oficina, também foi destacada a introdução da caneta aplicadora reutilizável para administração das insulinas humanas NPH e regular. A medida foi adotada em 2025 e é considerada um avanço tecnológico e logístico. Diferentemente das versões descartáveis, o dispositivo é um bem durável por até três anos após o primeiro uso.

    Protocolo atualizado

    A publicação do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) também esteve na pauta. Publicada nesta terça-feira (24), a atualização oficializa a recomendação da insulina análoga de ação prolongada como alternativa terapêutica no SUS.

    Rodrigo Eneas
    Ministério da Saúde