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  • TJPB vai instalar laboratório de inovação e criatividade que homenageia Lynaldo Cavalcanti

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    Ambiente do Laboratório ‘Lyno’, na sede da Esma, na Capital

    Na manhã desta sexta-feira (10), será inaugurado o ‘Laboratório de Inovação Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (Lyno), um espaço criado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, para experimentação, criatividade e inovação. O Laboratório vai funcionar na Escola Superior da Magistratura (Esma), em João Pessoa.

    Durante o evento, será exibido um minidocumentário produzido pela Gerência de Comunicação (Gecom) do Tribunal de Justiça da Paraíba. O material resgata a trajetória de Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, que nasceu em Campina Grande, em 8 de dezembro de 1932 e foi considerado uma referência no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação no país. Ele morreu em 2011, em Brasília.

    O Laboratório de Inovação ‘Lynaldo Cavalcanti’ foi instituído pelo Ato/TJPB nº 137/2025, com a finalidade de fomentar e gerenciar iniciativas inovadoras, visando à modernização, eficiência e melhoria contínua dos processos administrativos e judiciais.

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    Lynaldo Cavalcanti

    A iniciativa considerou, entre outros pontos, a Resolução nº 395/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política de Inovação no Poder Judiciário. A Presidência do TJPB ainda observou os macrodesafios definidos pelo CNJ e sua incorporação ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário da Paraíba, além da importância de estabelecer diretrizes para o recebimento, triagem, avaliação e desenvolvimento de ideias inovadoras, como ainda a necessidade de fomentar a cultura da inovação no Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Lynaldo Cavalcanti atuou como membro do Conselho Deliberativo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), durante os anos de 1973 e 1974. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi convidado a assumir a secretaria de Obras de Campina Grande, onde ficou até o ano de 1959. Em sua trajetória também é destacada a função de reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Estadual da Paraíba, além de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB).

    Em sua gestão como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 1980 a 1985, criou o primeiro parque tecnológico do país com incubadora de empresas, além de atuar junto aos estados e municípios para a criação de secretarias estaduais e municipais de ciência e tecnologia. Nessa época também incentivou a criação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB publica editais de vacância para varas mistas de Patos e Sousa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, na edição desta quinta-feira (9) do Diário da Justiça eletrônico (DJe), dois editais de vacância referentes a unidades judiciais de entrância final, localizadas nos municípios de Patos e Sousa.

    De acordo com os editais, assinados pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, a 5ª Vara Mista da Comarca de Patos encontra-se vaga, e seu provimento ocorrerá por meio de remoção por merecimento, conforme previsto no Edital nº 93/2025.

    Já a 5ª Vara Mista da Comarca de Sousa será provida pelo critério de remoção por antiguidade, nos termos do Edital nº 94/2025.

    As inscrições estão abertas pelo prazo de cinco dias corridos, a contar da publicação, e deverão ser feitas por meio do Sistema Eletrônico de Informação (SEI).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Servidoras do TJPB apresentam painel sobre ‘Trilha Renovar’ na Semana Nacional de Sustentabilidade

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    O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro

    ‘Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida’. Esse é o tema do painel a ser apresentado pelas servidoras Viviane dos Santos Sousa e Aline Fernandes da Nóbrega, do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, na 1ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário.  O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro, em João Pessoa. 

    A iniciativa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunirá os principais tribunais do Estado em organização conjunta: o TRT da Paraíba (13ª Região), sede do evento; o TJPB; o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e a Justiça Federal.

    “O Trilha Renovar tem como propósito desenvolver uma jornada educativa, prática e transformadora, voltada a grupos em situação de vulnerabilidade, fundamentada nos pilares da sustentabilidade. Durante o painel, serão apresentadas as ações já executadas com adolescentes acompanhados pelos CREAS de Campina Grande”, pontuou Viviane dos Santos.

    O Projeto Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida é uma iniciativa idealizada pelos Laboratórios de Inovação e Núcleos de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça da Paraíba, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região e do Tribunal de Justiça de Pernambuco. O projeto conta, ainda, com a parceria do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nejure), reforçando o compromisso das instituições com a promoção de práticas sustentáveis, inclusivas e transformadoras.

    Programação 

    O evento tem início no dia 16 de outubro, às 15h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT – 13ª região), com uma ação para o plantio de mudas de árvores envolvendo a participação das autoridades. Já a abertura oficial dos trabalhos está prevista para 17h, no auditório principal do Fórum Maximiano Figueiredo do TRT, localizado na Rua Aviador Mário Vieira de Melo, 1440, bairro João Agripino.

    Na sequência, às 19h, será realizada a audiência pública do setor privado, setor público e terceiro setor sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). O segundo dia é destinado à apresentação dos painéis.

    Por Nice Almeida

     

  • Curso de conciliação forma indígenas Potiguara para atuarem nas aldeias

    curso conciliação indígena
    Indígenas mostram certificados do 2º Curso de Conciliação

    A partir desta quinta-feira (9), 42 cursistas, dos quais 36 indígenas Potiguara dos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição, estão aptos para atuar como conciliadores nas aldeias em que vivem, promovendo, assim, o acesso à Justiça de forma respeitosa às tradições e à autonomia das comunidades indígenas. Os(as) conciliadores(as) receberam os certificados de conclusão durante evento realizado no Brizola’s Hall, localizado no distrito de Salema, no município de Rio Tinto.

    curso conciliação indígena
    O evento foi aberto com a apresentação do Toré

    Durante o curso de Conciliadores e Mediadores Extrajudiciais Indígenas, Módulo II, realizado no mês de agosto, os(as) participantes vivenciaram aulas teóricas e práticas, conciliando litígios reais e promovendo acordos consignatórios em processos judiciais. A formação foi coordenada pelo Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania Indígena (Cejusc Indígena) da Comarca de Rio Tinto, em parceria com a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB).

    curso conciliação indígena
    O juiz Judson Farena falou da ampliação do curso

    O juiz Judson Kildere Faheina, coordenador do Cejusc Indígena, destacou a estrutura e os avanços do curso de conciliação voltado aos indígenas Potiguara. Segundo o magistrado, o primeiro módulo foi dedicado à parametrização conceitual da mediação e conciliação, com uma abordagem ampla e introdutória. “No segundo módulo, aprofundamos a teoria trabalhada anteriormente, levando as discussões e práticas diretamente para as aldeias, com foco nas demandas locais”, explicou.

    O magistrado adiantou, ainda, que há planos para a continuidade da formação, agora voltada ao público infantil. “Estamos com a proposta de desenvolver um terceiro módulo, voltado para a introdução da cultura da paz, da conciliação e da mediação envolvendo crianças indígenas, os curumins, fortalecendo desde cedo esses valores dentro das comunidades”, informou.

    curso conciliação indígena
    A juíza Antonieta Maroja reafirmou o compromisso do Judiciário

    Presente à entrega dos certificados, a diretora adjunta da Esma-PB, juíza Antonieta Maroja Nóbrega, reafirmou o compromisso do Poder Judiciário e da Escola com ações voltadas à inclusão, ao fortalecimento da cidadania e ao respeito às tradições dos povos indígenas. “Estarmos aqui entre pessoas fortes, pessoas vitoriosas, que lutam, homens e mulheres de tanto valor que se propuseram a construir um novo tempo através da cultura de paz, aproximam o Judiciário de toda a sociedade”, afirmou.

    Para a conciliadora indígena Denise Potiguara, que está em sua segunda certificação no curso, conhecer de perto as próprias demandas e atuar diretamente com a comunidade torna o processo mais acessível, eficiente e sensível às realidades locais.

    curso conciliação indígena
    Denise Potiguara

    “A iniciativa também contribui para desafogar a comarca de Rio Tinto, uma vez que agora é possível realizar conciliações nas próprias aldeias. Com o apoio das lideranças tradicionais, conseguimos nos reunir e fortalecer a cultura da paz, promovendo o diálogo e a conciliação como ferramentas de resolução de conflitos”, falou Denise.

    Já Iapinari Potiguara, também conciliador, destacou a importância da formação, classificando-a como uma iniciativa de grande valor para o povo Potiguara. “Essa colaboração tem facilitado a resolução de conflitos dentro das próprias comunidades, contribuindo para desafogar o volume de demandas levadas ao fórum”, disse. 

    curso conciliação indígena
    Instrutora Celma Freitas

    A instrutora Celma Freitas destacou que o segundo módulo do curso foi voltado exclusivamente para o aperfeiçoamento, com ênfase na aplicação prática das técnicas de negociação. “Contamos com o apoio de uma escola que nos proporcionou um ambiente adequado e acolhedor. A programação foi construída tanto com pautas do próprio Cejusc Indígena quanto de fora dele, o que nos permitiu vivenciar diferentes contextos e experiências”, explicou.

    Os participantes foram acompanhados pelas instrutoras Celma Freitas e Sirlene Dias de Faria Lopes e pelo magistrado Judson Kildere, com participação do professor convidado Daniel Valério Martins. Houve também a colaboração das servidoras Jailza Hortêncio da Silva, Maria Inês Mendonça e Iole Fernandes César.

    Em outubro de 2024, o Cejusc Indígena entregou os certificados a mais de 45 indígenas que haviam participado, em julho, do primeiro módulo do curso de Conciliação Extrajudicial para Povo Indígena.

    Também presentes as prefeitas dos municípios de Rio Tinto, Magna Celi Fernandes Gerbasi, e de Marcação, Eliselma Oliveira Alves, conhecida como Índia Ninha; do cacique-geral do povo Potiguara da Paraíba, Sandro Gomes Barbosa; da gerente Administrativo e Financeiro da Esma-PB, Gisele Alves Barros, dentre outras autoridades.

    Por Marcus Vinícius

    Fotos Ednaldo Araújo

     

  • Bebida adulterada: CAO Consumidor orienta promotores a recomendarem fiscalizações

    Bebida adulterada: CAO Consumidor orienta promotores a recomendarem fiscalizações

    O Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público da Paraíba encaminhou, nesta terça-feira (07/10), aos promotores de Justiça que atuam na área em todo o Estado minutas de ofício e de recomendação a ser expedida aos municípios paraibanos com medidas a serem adotadas para fiscalização de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, visando coibir a comercialização de bebida adulterada com metanol. De acordo com o coordenador do CAO do Consumidor, procurador Sócrates Agra, o material tem como base a Nota Técnica nº 03/2025 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

    A minuta recomenda que os municípios determinem que os órgãos consumeristas fiscalizem os estabelecimentos comerciais (bares, restaurantes, depósitos de bebidas e congêneres) que realizam a venda de bebidas alcoólicas, devendo ser observado as recomendações de aquisição, recebimento, armazenamento e sinais de adulteração previstas na nota técnica.

    Também é recomendado que, diante de suspeita de adulteração, deve-se interromper imediatamente a venda ou serviço do lote, isolar as unidades, registrar horário e responsáveis, preservar evidências (caixas, garrafas, rótulos) e manter ao menos uma amostra íntegra por lote para eventual perícia.

    Nota técnica

    A nota técnica da Senacon recomenda que os estabelecimentos devem adquirir bebidas exclusivamente de fornecedores formais (CNPJ ativo e regularidade no segmento), mantendo cadastro atualizado, contrato/comprovantes e documentação comprobatória de regularidade. Além disso, toda compra deve ser acompanhada de nota fiscal válida.

    No recebimento da mercadoria, deve-se instituir procedimento operacional padrão de conferência com dupla checagem presencial: abertura de caixas na presença de duas pessoas; registro de rótulos e lotes; anotação de data, quantidade, fornecedor, número e  chave da NF-e.

    A nota aponta ainda como sinais de alerta para suspeita de adulteração: preço muito abaixo do pra;cado, lacre/cápsula tortos, vidro com rebarbas, erros grosseiros de ortografia ou acabamento gráfico, lote divergente da nota, odor irritante ou de solvente e relatos de consumidores com visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência após consumo.

  • CAO Criança e Adolescente lança boletim com atualizações legais e jurisprudenciais

    CAO Criança e Adolescente lança boletim com atualizações legais e jurisprudenciais

    O Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente disponibilizou aos membros do Ministério Público da Paraíba um Boletim Informativo com atualizações em leis e em jurisprudências na área da infância e juventude. 

    De acordo com a coordenadora do CAO, a promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena, a publicação online elaborada a partir de pesquisas e estudos realizados pelo Centro de Apoio terá periodicidade semestral e trará também, em cada edição, um assunto de interesse prático. A primeira edição do boletim também versa sobre o serviço de acolhimento familiar. 

    O boletim disponibilizado este mês aborda, dentre outras matérias, três novos dispositivos legais de proteção ao público infantojuvenil: a Lei 15.100/2025 (que regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis por estudantes nas escolas, estabelecendo diretrizes para o uso pedagógico e limitações necessárias), a Lei 15.108/2025 (que altera a Lei 8.213/91 para equiparar ao filho do segurado a criança ou adolescente sob guarda judicial, garantindo proteção previdenciária desde que não possua condições de próprio sustento e educação) e a Lei 15.211/2025 (que institui o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, estabelecendo a proteção integral em ambientes digitais, combatendo crimes online e regulamentando o uso seguro da internet). 

    A coordenadora do CAO destacou que a iniciativa visa auxiliar os membros do MPPB. “Esperamos que apreciem e que o conteúdo seja útil”, disse.

  • MPPB e Estado discutem renovação de cooperação para garantir continuidade do CAI

    MPPB e Estado discutem renovação de cooperação para garantir continuidade do CAI

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB),  secretarias estaduais, polícias Civil e Científica, Tribunal de Justiça (TJPB) e a direção do Hospital Infantil Arlinda Marques se reuniram, nessa segunda-feira (6/10),  para avançar nas tratativas de um novo Termo de Cooperação Técnica que visa garantir a continuidade, melhoria e expansão do Centro de Atendimento Integrado (CAI) às crianças e aos adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O serviço foi implantado pelo Governo do Estado, em 2021, no Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, após provocação do MPPB. Mais de 150 atendimentos já foram realizados, a maior parte deles em razão de violência sexual praticada contra meninas de até 12 anos de idade. 
     
    A reunião aconteceu na Sala de Sessões da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa. Participaram o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente (CAO Criança e Adolescente), a promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena; a secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Pollyanna Wertton e representantes das secretarias de Estado do Planejamento, Saúde e Segurança Pública. Também participaram representantes da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJPB e da coordenação do CAI. 

    Quintans destacou a importância do Centro de Atendimento Integrado e reiterou o apoio do MPPB para a celebração da cooperação técnica. “A renovação e a continuidade desse serviço é importante para todos, principalmente para as crianças e os adolescentes vítimas ou testemunhas de violências. O direito do público infantojuvenil é uma pauta prioritária para o Ministério Público. Estamos empenhados em dialogar com todos os setores para que cheguemos a um Termo de Cooperação Técnica que proteja e promova os direitos dessas crianças e adolescentes”, disse.

    O CAI

    O CAI foi criado para oferecer um serviço especializado e multiprofissional humanizado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, oportunizando a eles receberem, em um único local, atendimento à saúde, fazer o registro da ocorrência criminal, prestar depoimento especial perante a autoridade policial e realizar perícias. Tudo isso para evitar a revitimização. 

    A promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena explicou que a tratativa de um novo Termo de Cooperação Técnica se deve à proximidade do vencimento do termo já celebrado (1º de dezembro), bem como à necessidade de ajustes e inclusões de novas obrigações, decorrentes das demandas de atendimento. 

    A coordenadora do CAO Criança e Adolescente destacou também que o MPPB reforça seu compromisso com o princípio da proteção integral de crianças e adolescentes e que o objetivo da instituição é garantir a continuidade e o aprimoramento do CAI. “Não podemos permitir um retrocesso social representado pela perda desse serviço que é prestado de forma tão dedicada pelos profissionais que lá atuam. A Paraíba precisa responder à sociedade em relação à garantia da proteção dos direitos das nossas crianças e adolescentes, já que os dados revelam que as crianças de até 6 anos de idade são as principais vítimas de violência” disse. 

    Um dos assuntos discutidos na reunião foi a proposta de expansão, com a descentralização do CAI para atender e facilitar o acesso de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, em outras regiões da Paraíba.

    Deliberações

    De acordo com a promotora de Justiça ficou deliberado que os pactuantes farão, na próxima segunda-feira (13/10), uma nova reunião intersetorial para análise conjunta do novo Termo de Cooperação Técnica, promovendo os ajustes necessários. Ficou ajustado também o prazo de 10 dias para que eles apresentem o novo termo ao MPPB. “A reunião teve como objetivo fortalecer o serviço do CAI por meio de um diálogo construtivo entre todos os órgãos envolvidos. Foi bastante produtiva. A expectativa é de que o termo seja assinado ainda em outubro”, disse. 

  • MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba, promotora de Justiça Cláudia Cabral Cavalcante, participou, nesta terça-feira (07/10), da solenidade de assinatura do decreto de criação da Unidade de Conservação de Proteção Integral – o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, pelo governador João Azevêdo. A iniciativa tem o objetivo de proteger o sítio arqueológico de arte rupestre, possibilitar a realização de pesquisas científicas e promover o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental.

    A promotora Cláudia Cabral celebrou a assinatura do termo de criação do Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá. “É uma satisfação testemunhar esse ato de transformação em uma unidade de conservação porque fui promotora de Ingá por mais de 20 anos e já fizemos pesquisa no local”, comentou.  

    Segundo a coordenadora do CAO, esse ato, além de proteger as formações rochosas, também abre caminho para o desenvolvimento de pesquisas científicas, investimentos em infraestrutura local, preservação ambiental com status oficial, preservação da vegetação nativa, ações de educação patrimonial e o turismo sustentável. Esse patrimônio arqueológico teve como primeiro instrumento de proteção termo de ajustamento de conduta firmado no ano de 2012 pela promotora de Justiça, Cláudia Cabral, à época promotora de Defesa do Meio Ambiente de Ingá. 

    Ações

    Na unidade de conservação também serão realizadas ações para garantir a conservação da biodiversidade e assegurar a mitigação de carbono atmosférico (CO2); proteger áreas e biomas da Caatinga e Mata Atlântica, contribuindo para a preservação e a restauração da diversidade deste ecossistema natural; e conservar trecho do Rio Ingá, preservando os recursos hídricos utilizados pelas comunidades do Agreste Paraibano.  

    Conforme informações do Governo do Estado serão executadas obras orçadas em mais de R$ 29,3 milhões no local, por meio da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). O local contará com espaço de recepção, conscientização e exposição, lojas de souvenir, sala multiuso para atividades educacionais de conscientização, sala dos pesquisadores, alojamentos feminino e masculino, restaurante, laboratório, sala de exposição permanente, dentre outros ambientes.  

    Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou a importância da ação para a preservação ambiental e turismo sustentável. “Essa é uma intervenção grandiosa e definitiva que iremos realizar com recursos próprios para dotar de toda a infraestrutura o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, que passará a receber turistas internacionais e nacionais com todo conforto, além de promover a preservação com controle e fiscalização. Já autorizamos a Suplan a publicar o edital de licitação e estamos muito felizes de garantir essa transformação tão esperada”, frisou.  

    A secretária do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, destacou que a iniciativa representa um marco para a preservação e desenvolvimento sustentável da unidade de conservação. “Além da preservação que a gente garante por Lei, nós teremos a capacidade de atrair mais turistas em um local que tem uma riqueza muito grande e as pessoas precisam conhecer porque faz parte da história da humanidade. O governador vai fazer uma grande obra para que tenhamos as condições de receber os visitantes do Brasil e do mundo porque o que temos na região é singular”, falou.  

    O prefeito de Ingá, Jan de Manoel da Lenha, agradeceu ao governador por assegurar um investimento que irá impulsionar a economia do município. “Como cidadão e prefeito que vem acompanhando há muito tempo essa luta, eu agradeço ao governador por essa iniciativa grandiosa que vai colocar Ingá em um outro patamar. Esse é um monumento intrigante e que tem recebido o reconhecimento do governo”, disse.  

    Estiverem presentes o vice-governador Lucas Ribeiro; o secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga; a secretária do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas; o secretário executivo do Desenvolvimento Sustentável, Radomécio Leite; o diretor técnico da Suplan, Luiz Rabelo; a  diretora executiva do Iphaep, Tânia Queiroga; e a  diretora executiva-financeira da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Elisete Andreoli.

    Com informações e fotos da Secom/PB

  • MP-Procon de CG promove reunião para tratar da venda de bebidas alcoólicas

    MP-Procon de CG promove reunião para tratar da venda de bebidas alcoólicas

    A Diretoria Regional do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba se reuniu, nesta quarta-feira (08/10), com representantes do Município de Campina Grande, de órgãos da Segurança Pública, Ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária Municipal, Procon Municipal, do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Campina Grande e Interior da Paraíba e de estabelecimentos comerciais para tratar da venda de bebida alcoólica e das recentes notícias acerca da contaminação por metanol.

    A audiência foi realizada no auditório da sede do MPPB em CG e presidida pelo diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa.  A reunião foi realizada com base no envio da recomendação pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor. 

    Na reunião, foi apresentada essa recomendação para que a Vigilância Sanitária, Procon Municipal e outros órgãos realizem fiscalização rigorosa, de forma preventiva e repressiva (com apoio da segurança pública, quando necessário), e anteriormente aos eventos agendados em Campina Grande, com avaliação das bebidas que serão comercializadas. Ainda foi recomendado que, em caso de identificação de bebidas sem notas fiscais, seja feito o recolhimento e apreensão de forma necessária e técnica, para posterior averiguação.

    Ainda na reunião, o promotor Osvaldo Lopes explicou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê que é direito básico do consumidor a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.

    O diretor regional também explanou a Nota Técnica 03/2025 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que recomenda uma série de medidas a serem observadas pelos estabelecimentos comerciais (bares, restaurantes, depósitos de bebidas e congêneres) na aquisição, recebimento, armazenamento de bebidas alcoólicas bem como apresenta os sinais de adulteração que podem ser detectados.

    Essas ações fazem parte do Procedimento Administrativo instaurado pelo MP-Procon de Campina Grande para acompanhar a adoção de medidas preventivas e repressivas por parte da cadeia de produção e, especialmente de comercialização, como bares, restaurantes e supermercados, em razão da crise sanitária atualmente vivenciada no Brasil,

    decorrente da proliferação de bebidas potencialmente contaminadas pela substância química metanol, que causa distúrbios graves na saúde, levando inclusive à morte.

    Outra providência adotada foi o envio de ofício circular aos promotores de Justiça que atuam na área de jurisdição do MP-Procon de Campina Grande em que o órgão se coloca à disposição para fornecer apoio técnico e jurídico no âmbito das fiscalizações a serem realizadas nos órgãos de execução, em caso de eventual necessidade.

  • “Operação Retomada”: MPPB denuncia três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro

    “Operação Retomada”: MPPB denuncia três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia em face do juiz Glauco Coutinho Marques; do filho dele, o médico Diego Otávio Melo Coutinho, e do advogado Adão Soares de Sousa, pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa qualificadas (previstos nos artigos 317, parágrafo 1º, e 333, parágrafo único, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, parágrafo 1º, I e II, da Lei nº 9.613/1998). 

    A denúncia (Processo 0817859-31.2025.8.15.0000) é um desdobramento da “Operação Retomada”, cuja investigação foi conduzida, por delegação, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e na qual foi constatada a existência de uma sofisticada organização criminosa voltada à manipulação do Sistema de Justiça no Estado da Paraíba para obtenção de vantagens financeiras ilícitas.

    De acordo com o Gaeco, o esquema criminoso operava mediante a criação e utilização de diversas associações que, embora formalmente constituídas, funcionavam como veículos para a prática de fraudes em larga escala, por meio de decisões judiciais liminares que determinavam a exclusão de registros negativos em cadastros de proteção ao crédito, possibilitando que inadimplentes voltassem a obter crédito sem a quitação dos débitos; a suspensão irregular de descontos de empréstimos consignados em contracheques, ampliando artificialmente a margem consignável; a reativação ilegítima de créditos expirados em programas de fidelidade; e até mesmo a concessão clandestina de empréstimos a aposentados e pensionistas, posteriormente mascarados como “contribuições associativas”, com homologação judicial em comarcas manipuladas.

    Mercantilização da jurisdição

    A investigação aponta como principal articulador do esquema no Poder Judiciário da Paraíba o denunciado Glauco Coutinho Marques, juiz titular da Vara Única da Comarca de Gurinhém, que foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

    O esquema consistia na concessão sistemática, por parte do magistrado, de decisões favoráveis às associações de advogados ligadas à organização criminosa. “Sua atuação caracterizava-se por celeridade atípica – decisões proferidas minutos após a distribuição dos processos -, muitas vezes em segredo de justiça, sem fundamento legal, e sem a participação do Ministério Público em casos específicos”, diz a denúncia.

    Segundo o Gaeco, ficou comprovado que documentos judiciais, como ofícios e até minutas de decisões, eram elaborados externamente por escritório de advocacia pertencente a um dos advogados investigados na operação, e que a atuação ilícita do magistrado abrangia também ações individuais e empresariais de grande vulto financeiro de interesse dos advogados investigados, instrumentalizando a jurisdição da Comarca de Gurinhém para viabilizar interesses econômicos de terceiros sem qualquer vínculo com a localidade.

    A denúncia diz ainda que o desvio funcional do juiz também se manifestou em outras unidades judiciárias do Estado, onde atuou como substituto, e que o denunciado figura como réu em três ações penais (processos 0803292-34.2021.815.0000, 0000805-95.2019.815.0000 e 0803290-64.2021.815.0000), em trâmite no TJPB, por envolvimento em desvio de verbas públicas e fraudes em licitações, relativas a fatos anteriores ao seu ingresso na magistratura. 

    Para o MPPB, isso corrobora a propensão do denunciado a práticas ilícitas. “Tal histórico revela um padrão de comportamento que desabona sua conduta e reforça a necessidade de apuração rigorosa dos fatos ora denunciados. Importa destacar que as evidências não podem ser examinadas isoladamente, mas de forma integrada, pois, em conjunto, revelam um padrão consistente de conduta do magistrado, direcionado ao favorecimento ilícito de interesses privados. Essa análise holística do acervo probatório evidencia que não se trata de episódios casuais, mas de um método reiterado e sistemático de corrupção e desvio funcional”, argumentam os promotores de Justiça do Gaeco.

    Corrupção ativa

    O advogado Adão Soares de Sousa foi denunciado pelo crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. De acordo com o Gaeco, ele propôs 442 ações judiciais na Vara Única da Comarca de Gurinhém, onde atuava o juiz denunciado. As evidências de corrupção foram robustecidas a partir da quebra do sigilo bancário dos denunciados e da análise de diálogos extraídos do aparelho celular de Glauco Coutinho. 

    O MPPB também destaca que o advogado possui duas condenações criminais transitadas em julgado por crimes de peculato, que somam pena total de 7 anos e 2 meses, mas cujas execuções não foram cumpridas por aparente e deliberada inércia judicial do magistrado denunciado.  

    Já Diego Coutinho, filho do juiz Glauco Coutinho e médico recém-formado à época dos fatos, foi usado como “laranja” para a movimentação de valores e a aquisição de patrimônio (imóvel avaliado em R$ 650 mil), por isso foi denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro. 

    Por essas razões, o MPPB requereu o recebimento da denúncia, com a instauração da ação penal, para que seja proferida sentença condenatória em face dos denunciados. Também pugnou pela reparação dos danos morais coletivos causados pelas infrações no valor de R$ 1 milhão, considerando a gravidade dos crimes praticados, a lesão à credibilidade do Poder Judiciário e à moralidade administrativa. 

    Procedimento autônomo

    O Gaeco também constatou a prática sistemática e generalizada de corrupção, envolvendo outros advogados com atuação recorrente na Comarca de Gurinhém. Os desdobramentos decorrentes do aprofundamento da investigação e a diversidade de atores envolvidos demandaram a instauração de um procedimento autônomo. “Tal medida é imprescindível para garantir a organização, a eficiência e a profundidade da apuração, evitando-se o tumulto processual no procedimento originário e permitindo que cada vertente criminosa seja devidamente esquadrinhada em sua plenitude”, explica o órgão ministerial.