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  • Proteção de dados e uso ético de IA são temas centrais  para o Judiciário, diz Anna Carla Lopes

    Evento na Esma
    Desa. Anna Carla Lopes coordenará debate no 3º Cidesma

    A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) marcou um avanço civilizatório ao reconhecer a proteção de dados pessoais como expressão do direito à intimidade e à autodeterminação informativa. “Contudo, sua efetivação enfrenta obstáculos concretos, sobretudo em um país de contrastes sociais profundos. Pessoas em situação de vulnerabilidade — como cidadãos de baixa renda, idosos, mulheres e populações tradicionais — ainda carecem de conhecimento e instrumentos para compreender e controlar o uso de suas informações. Essa assimetria digital amplia desigualdades e cria novas formas de exclusão”, observou a desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas .

    A desembargadora vai coordenar um debate com o tema “Desafios Contemporâneos do Direito Civil: proteção de dados , inteligência artificial e novas vulnerabilidades contratuais” no 3º Cidesma (Congresso Internacional de Direito da Esma), que acontecerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa. O tema terá como debatedores o professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Cláudio Simão de Lucena Neto; o juiz do Tribunal de Justiça do Piauí, Thiago Aleluia Ferreira  de Oliveira; e o juiz federal Bruno leonardo Câmara Carrá, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

    “A transformação digital redefiniu profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos e exercemos a cidadania. Contudo, ao mesmo tempo em que a tecnologia potencializa a eficiência dos serviços públicos e amplia o acesso à informação, ela também traz novos riscos à privacidade, à segurança e à igualdade social. Nesse contexto, a proteção de dados e o uso ético da inteligência artificial se apresentam como temas centrais para o Poder Judiciário e para todos os agentes públicos que atuam na defesa de direitos”, avaliou  Anna Carla  Lopes.

    Para a desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba, a utilização crescente de sistemas de inteligência artificial, inclusive na administração pública e no próprio sistema de justiça, impõe uma reflexão ética urgente. “Modelos algorítmicos que operam sobre bases de dados enviesadas podem reproduzir estereótipos e desigualdades históricas, comprometendo a imparcialidade das decisões e a equidade no acesso a direitos. Por isso, torna-se imperativo que magistrados e servidores compreendam o funcionamento dessas tecnologias, atuando com senso crítico e com base em princípios de transparência, responsabilidade e proporcionalidade”.

    Anna Carla Lopes entende que o enfrentamento desses desafios exige mais do que regulamentação técnica: requer formação continuada, cultura institucional de proteção de dados e compromisso ético com a dignidade humana. “O Judiciário, ao interpretar e aplicar o direito, tem papel decisivo na construção de um ambiente digital seguro e inclusivo — um espaço em que a inovação sirva à justiça, e não o contrário”, disse.

    A magistrada concluiu dizendo que na sociedade da informação, proteger dados é também proteger pessoas. E assegurar o uso ético da inteligência artificial é garantir que o progresso tecnológico não se converta em instrumento de discriminação, mas em ponte de equidade e cidadania.

    Por Walquiria Maria

  • CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

    CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

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    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma nova pesquisa a nível de Brasil. A iniciativa tem como objetivo reunir a percepção de cidadãos e usuários operadores do direito que tenham acessado os serviços jurisdicionais nos últimos cinco anos. Dentre eles, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público.

    A consulta, aberta no dia 14 de outubro próximo passado,  estará aberta até o dia 14 de novembro de 2025. As pessoas interessadas em participar podem fazê-lo por meio link: https://formularios.cnj.jus.br/pesquisa-sobre-percepcao-e-avaliacao-do-poder-judiciario-brasileiro/

    De acordo com o CNJ, mesmo com os avanços tecnológicos e institucionais do Poder Judiciário nos últimos anos, alguns desafios ainda permanecem. E a solução desses problemas seria, justamente, a escuta social, proporcionando maior transparência e aprimoramento na prática da justiça no território nacional.

    Para participar do levantamento, os formulários estão disponíveis de forma on-line, no site próprio da CNJ. Por se tratarem de respostas rápidas e anônimas, o preenchimento leva poucos minutos, facilitando o envio de cada tópico.

    Em suma, a nova pesquisa do CNJ é tida como uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente da avaliação do sistema de Justiça. Ao dar voz a quem utiliza ou precisou do Judiciário nos últimos cinco anos, o órgão está seguro que as melhorias ficarão mais alinhadas com as necessidades reais.

    Por Gabriel Lacerda (estagiário) 

     

  • MEDTROP 2025: Brasil fortalece políticas públicas e vigilância em saúde

    MEDTROP 2025: Brasil fortalece políticas públicas e vigilância em saúde

    O 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2025) acontece entre os dias 2 e 5 de novembro, em João Pessoa (PB), marcando o retorno do congresso à cidade após 47 anos. Com o tema central “Mudanças climáticas e impactos nas doenças tropicais”, o evento reforça a importância da integração entre ciência, saúde e meio ambiente.

    O congresso reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir medicina tropical, vigilância epidemiológica e estratégias de saúde pública diante de epidemias e pandemias. Técnicos do Ministério da Saúde têm participação massiva na programação. Durante a abertura do evento, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou a relevância do encontro. “O MEDTROP representa uma oportunidade única para reforçar a integração entre pesquisa, vigilância e políticas públicas, permitindo que o Brasil avance na prevenção e no enfrentamento das doenças tropicais e infecciosas”, destacou.

    Programação e destaques científicos

    Entre os eventos especiais estão o II Seminário do Programa Brasil Saudável, os 10 anos do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas, o XII Workshop Nacional da Rede TB, o Chagasleish 2025 e o Simpósio ITPS, voltado ao fortalecimento da capacidade de preparação e resposta frente a epidemias e pandemias.

    O congresso conta com mais de 15 auditórios, 60 mesas-redondas, 80 miniconferências, cerca de 20 conferências e aproximadamente 2 mil apresentações de e-pôsteres, oferecendo ampla experiência científica e oportunidades de troca de conhecimento. Entre os temas debatidos estão a construção do Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, o Plano Clima de Adaptação da Saúde, os impactos das mudanças globais na saúde, a vigilância de síndromes gripais e respiratórias, além de discussões sobre arboviroses, epizootias e estratégias integradas de contingência para influenza aviária.

    O evento destaca a importância da medicina tropical, que estuda doenças comuns em regiões de clima quente e úmido, e reforça o papel do país na vigilância epidemiológica, na pesquisa e no desenvolvimento de estratégias de prevenção e controle de doenças infecciosas. O evento segue até 5 de novembro, com debates que visam fortalecer o conhecimento científico e a capacidade de resposta do Brasil frente aos desafios da saúde global.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • ALPB homenageia promotora Rosane Maria Araújo com Medalha Epitácio Pessoa

    Notícias

    Publicado em 3 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) concedeu, nesta segunda-feira (3), a Medalha Epitácio Pessoa à promotora Rosane Maria Araújo e Oliveira durante solenidade no plenário da Casa, reunindo autoridades, amigos e familiares da homenageada.  A honraria foi proposta pelo deputado Bosco Carneiro, que destacou a contrinuição do trabalho da promotora para o Ministério Público Estadual (MPPB) e a toda a sociedade paraibana.

    Segundo o deputado, Rosane Maria Araújo é uma figura proeminente na defesa dos direitos da mulher e no combate à violência doméstica. “Seu exemplo de conduta e dedicação é inspirador para as mulheres paraibanas. Destaco a sua atuação incisiva na defesa dos direitos das mulheres, especialmente no combate à violência doméstica, e sua participação em diversas comissões nacionais permanentes. Em reconhecimento a seu notável trabalho na Paraíba, propusemos esta homenagem, com o apoio unânime dos deputados”, declarou.

    A deputada Silvia Benjamin também expressou sua satisfação em participar da sessão em homenagem a promotora, que tem papel de destaque em defesa ddos direitos das mulheres na Paraíba. “É com grande orgulho que participo deste momento singular para todos nós, e especialmente para as mulheres desta Casa, em particular, para homenagear a Doutora Rosana Araújo”, disse.

    Em seu discurso, a homenageada compartilhou sua gratidão e emoção. “A honra de receber tal reconhecimento é imensurável, pois me vejo como um trabalhador incansável, que se dedica diariamente à sua missão. Executo minhas tarefas com a mesma dedicação, e confesso que este reconhecimento me surpreende e excede minhas expectativas. Creio que, quando a providência divina age, ela toca corações e mentes. E aqui estou, vindo de Itabaiana, de um distrito humilde, representando esse povo”, afirmou.

    Muitos dos convidados também destacaram a importância da luta da promotora pelos direitos das mulheres, servindo de inspiração para todos os presentes e para a sociedade paraibana.

    Mais sobre a homenageada 

    Rosane Araújo é conhecida por seu trabalho na Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e por promover a discussão sobre a importância da educação e da prevenção para acabar com a cultura da violência de gênero. Ela também integra o Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial (GEDIR) do MPPB.

    A promotora frequentemente participa de eventos, rodas de conversa e programas de rádio para discutir a Lei Maria da Penha e a atuação do Ministério Público na proteção das mulheres. Ele viveu durante anos em Guarita, distrito do município de Itabaiana, em uma família de oito filhos.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

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  • Saúde lança projeto para aperfeiçoar a coordenação do cuidado a partir da atenção primária do SUS

    Saúde lança projeto para aperfeiçoar a coordenação do cuidado a partir da atenção primária do SUS

    Nessa quarta-feira (29), o Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), lançou um projeto que busca aperfeiçoar a coordenação do cuidado a partir da atenção primária. A iniciativa inclui uma oferta educacional de 360 horas, dividida em módulos de 20h a 30h, para profissionais de todos os níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) com o intuito de ampliar a integralidade e a resolutividade na Rede. 

    “É nesse esforço de construção de um SUS mais resiliente que a atenção primária tem um papel fundamental”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em vídeo exibido na cerimônia de lançamento, em Brasília (DF). Entre os objetivos do projeto estão a redução do tempo de espera e o fortalecimento do cuidado compartilhado entre todas as frentes que compõem o SUS, o que também inclui a atenção especializada e a vigilância em saúde. 

    Para a secretária de Atenção Primária à Saúde (APS) da pasta, Ana Luiza Caldas, o projeto potencializa a premissa de que a APS seja a ordenadora do cuidado e consiga solucionar a maior parte das demandas de saúde da população. “Quando falamos de ofertar ações e serviços de qualidade e de modo resolutivo na atenção primária, é preciso também ofertar mecanismos e ferramentas para que essas equipes de saúde dêem conta dessas demandas nos territórios”, ressaltou durante o evento. 

    O presidente do Conasems, Hisham Mohamad Hamida, considerou a iniciativa um marco histórico na APS do País, surgido a partir da escuta dos territórios, que têm como necessidade a reorganização do processo de trabalho no SUS. “O sucesso desse aperfeiçoamento vai depender primeiramente de vocês, secretários e secretárias municipais de saúde. É a adesão do seu município, a partir de 15 de novembro, que vai oportunizar para todos os trabalhadores fazerem essa formação e transformarem a vida das pessoas”, convidou. 

    O Projeto de Aperfeiçoamento da Prática de Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde (APS) também tem apoio do Hospital AC Camargo Câncer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A instituição disponibilizou profissionais especializados para integrarem o time de condutores e ativadores do curso. 

    Assista ao vídeo do lançamento

    Formação

    A oferta educacional de aperfeiçoamento é voltada a todas e todos os trabalhadores da atenção primária, da atenção especializada e da vigilância em saúde do SUS, sejam de nível médio ou superior. Com carga horária de 360 horas (aproximadamente 22 meses), o curso abrange 15 módulos com temas como princípios fundamentais da APS, instrumentos para a gestão clínica e a coordenação do cuidado, atenção à pessoa com câncer, equidade nos territórios, manejo de condições crônicas (transmissíveis ou não), cuidados paliativos, saúde mental e abordagem às pessoas neurodivergentes. 

    Todos os municípios brasileiros poderão aderir ao projeto por meio do sistema e-Gestor APS entre os dias 15 e 30 de novembro. Após essa etapa, os profissionais de saúde cujos municípios tiverem manifestado interesse poderão se inscrever no curso pela plataforma de educação a distância do Conasems. As inscrições ficarão abertas de 10 a 29 de dezembro, e o curso terá início em março de 2026. 

    O projeto tem o potencial de qualificar 4,6 milhões de trabalhadores do SUS gratuitamente. 

    Boas práticas

    O projeto também vai contar com uma premiação para identificar e dar visibilidade a experiências exitosas em saúde pública no Brasil, destacando práticas relevantes, inovadoras e eficazes na organização do cuidado a partir da APS. As iniciativas premiadas vão compor um conteúdo educacional e auxiliar na construção conjunta de estratégias de compartilhamento, coordenação e ordenação da rede da Rede de Atenção à Saúde (RAS). 

    As inscrições serão abertas aos participantes do curso de aperfeiçoamento, focando em práticas de coordenação do cuidado implementadas ou aprimoradas durante a formação. O lançamento do edital será divulgado nos canais de comunicação do Ministério da Saúde e do Conasems. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Com 30% dos municípios em alerta, Ministério da Saúde lança campanha nacional de combate às arboviroses

    Com 30% dos municípios em alerta, Ministério da Saúde lança campanha nacional de combate às arboviroses

    Mesmo com a redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar em todo o país. Nesta segunda-feira (3), a pasta lançou a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, voltada à prevenção das arboviroses, e apresentou o cenário epidemiológico atual. Além disso, foram anunciados mais R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial no país.

    “Mesmo com essa melhora, não podemos baixar a guarda. A dengue continua sendo a principal endemia do país, e o impacto das mudanças climáticas amplia o risco de transmissão em regiões onde antes o mosquito não existia”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Brasil registra atualmente 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma redução de 75% em comparação com o mesmo período de 2024. A maior concentração de casos é observada em São Paulo, que concentra 55% dos casos, seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).

    Em relação aos óbitos, que neste ano somam 1,6 mil, também houve redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024. São Paulo concentra a maior parte das mortes (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).

    De acordo com o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em 3.223 municípios entre agosto e outubro deste ano, 30% dos municípios estão em situação de alerta para dengue, chikungunya e Zika. Os estados que preveem maior incidência estão nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, especialmente em Mato Grosso do Sul, Ceará e Tocantins.

    Ainda de acordo com o ministro, o trabalho de prevenção precisa começar agora, antes do período de maior transmissão. Por isso, o Ministério da Saúde está mobilizando gestores e a população para o Dia D da Dengue, que será realizado neste sábado (8), e divulgando o novo mapeamento entomológico, que identifica áreas de alerta e risco em mais de 3 mil municípios.

    Com os R$ 183,5 milhões previstos, o Ministério da Saúde ampliará o uso de tecnologias de controle vetorial para redução da capacidade de transmissão, como o método Wolbachia, atualmente presente em 12 municípios, com expansão planejada para mais 70 cidades, incluindo 13 delas ainda em 2025.

    Niterói (RJ) foi a primeira cidade brasileira a ter 100% do território coberto pelo método Wolbachia, apresentando resultados concretos: redução de 89% nos casos de dengue e 60% da chikungunya. Além disso, serão ampliadas medidas como o uso das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL), a técnica do inseto estéril e a borrifação residual intradomiciliar, com aplicação de inseticida de longa duração dentro das residências.

    Campanha nacional e ações de prevenção

    Com o lema “Contra o mosquito, todos do mesmo lado”, a campanha mobiliza a população e os profissionais de saúde para eliminar criadouros e reforçar a responsabilidade coletiva. O Dia D de prevenção, marcado para 8 de novembro, contará com ações de conscientização em todo o país.

    Neste ano, o Ministério da Saúde avançou no controle das arboviroses com o apoio da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com capacidade para apoiar a instalação de até 150 centros de hidratação em cidades com alta incidência de casos. Foram distribuídos 2,3 milhões de sais de reidratação oral, 1,3 milhão de testes laboratoriais para diagnóstico e 1,2 mil nebulizadores portáteis para bloqueio da transmissão, além do fornecimento contínuo de larvicidas e adulticidas. Além disso, 77,9 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas foram instaladas em 26 municípios.

    Também foi inaugurada, em Curitiba (PR), a maior biofábrica de Wolbachia do mundo, com capacidade de produção de 100 milhões de ovos por semana. A tecnologia consiste na produção de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do Aedes aegypti, impedindo sua transmissão.

    Vacinação

    Em outubro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a China para fortalecer a parceria com a empresa WuXi Biologics, que permitirá a produção em larga escala da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, com capacidade para 40 milhões ou mais de doses a partir de 2026. A expectativa é que a Anvisa conceda o registro da vacina, 100% brasileira, até o fim do ano, consolidando o maior programa público de imunização contra a dengue do país.

    Iniciada em 2024, a vacinação contra a dengue prioriza crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em 2.752 municípios com maior risco para a doença. O Brasil foi o primeiro país a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Até outubro de 2025, mais de 10,3 milhões de doses foram enviadas aos estados, e outras 9 milhões estão previstas para 2026.

    Prevenção

    O controle das arboviroses é uma ação que envolve governo e sociedade civil, que juntos mantém medidas preventivas para evitar epidemias. Além das atividades dos agentes de saúde, que visitam os domicílios para orientar e conscientizar a população, é fundamental que os cidadãos adotem medidas como:

    • Uso de telas em janelas e repelentes em áreas de transmissão reconhecida;
    • Remoção de recipientes que possam se tornar criadouros;
    • Vedação de reservatórios e caixas d’água;
    • Limpeza de calhas, lajes e ralos;
    • Adesão e apoio às ações de prevenção e controle realizadas pels profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Acesse a Apresentação sobre Arboviroses

    Ministério da Saúde

  • Dez dicas para eliminar focos do mosquito da dengue

    Dez dicas para eliminar focos do mosquito da dengue

    Anualmente, a chegada das chuvas aumenta o risco de proliferação de mosquitos. Por isso, a melhor forma de prevenir a dengue é impedir sua multiplicação, dentro e fora de casa. Saiba como:

    1. Elimine água parada: vasos, pratos de plantas, garrafas e pneus podem se tornar criadouros;
    2. Mantenha calhas e ralos limpos para evitar o acúmulo de água em casa;
    3. Proteja caixas d’água: tampe bem tonéis, barris e reservatórios;
    4. Caso tenha piscina, mantenha a água tratada e coberta quando não usada;
    5. Descarte o lixo corretamente, já que o acúmulo é fonte de água parada;
    6. Use repelente e roupas que protejam, especialmente em áreas de risco;
    7. Instale telas nas janelas em regiões de reconhecida transmissão;
    8. Reporte possíveis focos de mosquito para a vigilância sanitária;
    9. Receba os Agentes de Combate às Endemias em casa quando houver visita, eles são responsáveis por identificar e eliminar focos do mosquito;
    10. Assegure a vacinação de crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos.

    Campanha de prevenção e ações de combate à dengue

    Nesta segunda-feira (3/11), o Ministério lançou a campanha “Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya” e apresentou o cenário epidemiológico no país, com projeções para o próximo ciclo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial no país.

    O Ministério da Saúde também intensifica ações de controle do mosquito transmissor e de vigilância epidemiológica nacionalmente.  Para garantir a transparência, os dados de casos de arboviroses ficam disponíveis para todos no Painel de Monitoramento. Atualmente, o Brasil registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma redução de 75% dos casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano passado.

    No cotidiano, dentre as ações da pasta, está a fiscalização de imóveis e terrenos, por meio da visitação dos Agentes de Combate às Endemias. Os profissionais realizam ações preventivas junto à população, além de levantar dados. Quando há aumento de casos de dengue em uma região, o popularmente conhecido “carro do fumacê” passa nos bairros espalhando inseticida para matar o Aedes aegypti.

    Outra ação importante para reduzir os casos de dengue e outras arboviroses é o método Wolbachia. Nele, a bactéria Wolbachia, presente em 60% dos insetos, é colocada no mosquito. Assim, os vírus não conseguem se desenvolver dentro dele, reduzindo a capacidade de transmissão.

    Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra a dengue. O imunizante é ofertado no Calendário de Vacinação para o público de 10 a 14 anos de idade, em municípios com altos índices de transmissão.  

    Como identificar a dengue e agir corretamente

    Os sintomas da dengue surgem geralmente entre 4 e 10 dias após a picada do mosquito infectado e podem variar de leves a graves. Os sinais mais comuns incluem:

    • Febre alta de início abrupto;
    • Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
    • Dores musculares e nas articulações;
    • Diarreia;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dor nas costas;
    • Manchas vermelhas na pele (exantema);
    • Conjuntivite (olhos vermelhos).

    Em casos mais graves de dengue, os sinais de alerta incluem: Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquido, sangramento de mucosa no nariz e/ou gengiva, dificuldade respiratória e queda de pressão arterial.

    Tratamento

    O tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos, adequada e repouso. A automedicação não é indicada. A pessoa com sintomas precisa procurar imediatamente o serviço de urgência, principalmente em caso de sangramentos. Também é importante retornar para reavaliação clínica conforme orientação médica.

    Juliana Soares
    Ministério da Saúde

  • TRU realiza última sessão de 2025 na JFPB Última atualização: 03/11/2025 às 16:19:00

    A 49ª Sessão Ordinária de Julgamento da Turma Regional de Uniformização de Jurisprudência (TRU) dos Juizados Especiais Federais da 5ª Região (JEFs) aconteceu, na manhã desta segunda-feira (03/11), na sede da Justiça Federal na Paraíba (JFPB). A Sessão, que foi a última da TRU em 2025, aconteceu na modalidade híbrida, através da plataforma Zoom.

    Durante a Sessão, foram realizadas sustentações orais e o julgamento de 13 processos, versando sobre diversos temas, entre eles: óbice à concessão de benefício ante a ausência injustificada em perícia; especialidade de atividade por exposição a Fertilizantes NPK; e condição para cômputo de mês integral de tempo de contribuição para trabalhador avulso portuário.

    A Sessão foi dirigida pelo presidente da TRU e coordenador dos JEFs, desembargador federal Leonardo Carvalho, e contou com a participação do vice-presidente do colegiado, desembargador federal Leonardo Coutinho, e demais membros da Turma, os juízes federais Sérgio Murilo Wanderley Queiroga (substituindo o juiz federal Rudival Gama), José Baptista de Almeida Filho Neto, Júlio Rodrigues Coelho Neto , Cláudio Kitner , Gustavo Melo Barbosa, Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, Tiago José Brasileiro Franco, Almiro José da Rocha Lemos, José Carlos Dantas Teixeira de Souza  e Rosmar Antonni Rodrigues. O secretário da TRU, Cleber Uchôa, auxiliou os trabalhos.

    O presidente da TRU reforçou a importância de realizar as sessões de forma itinerante, que, segundo ele, visam a aproximar o Colegiado das diferentes realidades das Seções Judiciárias. “Cada estado tem o objetivo de compartilhar as experiências e realidades vivenciadas. Essa descentralização permite que os juízes conheçam de perto as demandas locais e as especificidades de cada jurisdição. Hoje, na Paraíba, realizamos a primeira sessão com a nova composição permanente da Turma, o que marca um avanço institucional importante”, afirmou.

    Ao final do encontro, Carvalho também destacou alguns avanços importantes na área, como a recente criação da Turma Auxiliar aos JEFs; a votação do Regimento Interno da TRU pelo Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, na próxima quarta-feira (05/11), e a realização do Fórum Regional dos Juizados Especiais Federais da 5ª Região, em 2026.

    Composto por juízes federais da 5ª Região, a TRU é um órgão colegiado responsável por uniformizar a interpretação da lei federal e evitar decisões divergentes entre as turmas recursais dentro da própria Região.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom JFPB)


  • Magistrados e servidores do Poder Judiciário estadual participam da V Caminhada Negra

    Foto dos participantes da Caminhada Negra
    Participantes da V Caminhada Negra realizada em João Pessoa

    Realizada pela primeira vez na cidade de João Pessoa, a V Caminhada Negra, aconteceu na manhã do último sábado, dia 1º de novembro de 2025. O evento marcou o início da celebração do Dia da Consciência Negra, objetivando celebrar a história, a cultura e o protagonismo da população negra no Brasil. 

    O evento é uma ação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial.

    A caminhada foi guiada pela Apuama Turismo – empresa especializada em afro turismo na Paraíba, com foco em valorizar as raízes afrobrasileiras e indígenas no Estado. Os participantes realizaram um percurso pelo centro histórico da Capital,  partindo do Centro Cultural São Francisco, passando pela praça Barão do Rio Branco, Igreja da Misericórdia, Ponto de Cém Réis, e encerrando o trajeto na Praça dos Três Poderes. 

    Participação – O Poder Judiciário estadual se fez presente com a participação do desembargador João Benedito, presidente do Comitê, e dos juízes (as) Max Nunes de França, Antonieta Maroja, Adriana Lins, Maria Aparecida, Manoel Gonçalves, Antônio Silveira Neto e Leila Cristiani. A caminhada contou, ainda, com a participação do juiz Correia Bartolomeu, do Poder Judiciário de Angola.

    Por Valter Nogueira
     

  • Conciliadores indígenas Potiguara participam da Semana da Conciliação em Rio Tinto

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    Conciliadores Indígenas da Comarca de Rio Tinto

    O início da Semana Nacional da Conciliação, nesta segunda-feira (3), na Comarca de Rio Tinto, foi marcado por uma iniciativa inédita: a participação de conciliadores extrajudiciais indígenas Potiguara. O evento alcançou 75% de acordos positivos nas audiências realizadas, totalizando R$ 23.828,24 em valores conciliados.

    As atividades ocorreram no município de Baía da Traição, sede que compreende 13 aldeias: Akajutibiró, Alto do Tambá, Benfica, Bento, Cumuru, Forte, Lagoa do Mato, Laranjeira, Santa Rita, Silva, São Francisco, São Miguel e Tracoeira, que se tornaram referência na integração entre o Poder Judiciário e as comunidades indígenas locais. As audiências foram realizadas de forma presencial e remota, por meio do aplicativo Zoom, na Aldeia Forte, escolhida por sua localização estratégica e proximidade com as demais aldeias.

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    Audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena

    Os conciliadores indígenas, recentemente capacitados no Curso de Aperfeiçoamento Teórico-Prático em Conciliação Extrajudicial, concluído em 7 de agosto de 2025, atuaram sob a coordenação do juiz titular e coordenador do CEJUSC Indígena, Judson Kíldere Nascimento Faheina. Também participaram como co-conciliadores os servidores Maria Inês de Mendonça Silva Neta e Reinaldo Bustorff Feodrippe Quintão.

    A estrutura montada foi inovadora e equipada com recursos tecnológicos capazes de atender tanto às partes presentes quanto àquelas que participaram remotamente. Ao todo, foram realizadas 11 audiências no primeiro dia, com índice de 75% de acordos celebrados.

    Esta é a primeira vez na história da Comarca de Rio Tinto que audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena por conciliadores extrajudiciais Potiguara, marco que simboliza um avanço significativo na aproximação do Judiciário com as comunidades tradicionais.

    A iniciativa representa um importante passo na promoção de uma Justiça mais acessível, inclusiva e respeitosa às especificidades culturais, fortalecendo o diálogo e a resolução pacífica de conflitos dentro das próprias comunidades indígenas da região.

    Gecom-TJPB