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  • Ministério da Saúde inclui indicadores sobre a população quilombola no Painel da Saúde da População Negra

    Ministério da Saúde inclui indicadores sobre a população quilombola no Painel da Saúde da População Negra

    O Ministério da Saúde atualizou o Painel da Saúde da População Negra, que agora conta com dados ampliados sobre a população quilombola. A ferramenta, disponível na Sala de Apoio à Gestão Estratégica (Sage), reúne informações inéditas sobre indicadores de saúde, saneamento, abastecimento de água e educação, permitindo análises mais qualificadas para o enfrentamento das desigualdades que afetam comunidades negras e quilombolas.

    A iniciativa integra o esforço do Ministério da Saúde em fortalecer o SUS Digital, ampliando o uso de dados e indicadores estratégicos para apoiar gestores na tomada de decisão. A atualização do painel fortalece o programa Agora Tem Especialistas, que investe mais de R$ 1 bilhão no SUS Digital, com foco em Telessaúde, integração de dados pela RNDS e monitoramento estratégico.

    “O fortalecimento das políticas de saúde da população negra é um compromisso do Ministério da Saúde. A inclusão de dados da população quilombola no painel garante maior visibilidade, transparência e resposta às demandas históricas dessas comunidades”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Painel da Saúde da População Negra permite acompanhar indicadores como mortalidade materna, sífilis congênita e em gestantes, doença falciforme, mortalidade por tuberculose e mortalidade prematura por doenças crônicas. Agora, com indicadores específicos de acesso aos serviços de saúde para pessoas quilombolas, gestores terão subsídios mais robustos para direcionar investimentos e planejar ações voltadas à redução das iniquidades.

    Painel Saúde da População Negra

    Ações do Ministério da Saúde fortalecem Programa Federal de Ações Afirmativas

    Em alusão ao Novembro Negro, o Ministério da Saúde atualizou o Plano de Ação do Ministério da Saúde para o Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA). As ações visam promover a equidade e a justiça social no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa, coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial, nasceu com o propósito de garantir condições equânimes de acesso, permanência e desenvolvimento profissional, reconhecendo a diversidade do povo brasileiro, enfrentando desigualdades históricas.

    Dentre as iniciativas, está a Jornada de Equidade Étnico-Racial, um projeto-piloto que busca garantir um espaço de formação, conscientização e ações para alcançar a equidade racial entre profissionais de saúde. O objetivo é institucionalizar a estratégia

    antirracista, contribuir para a eliminação da desigualdade étnico-racial e promover a equidade e articulação das estruturas na área da saúde, além de propor um modelo de ações afirmativas.

    O plano do Ministério da Saúde também inclui ações para fortalecer a equidade étnico-racial na força de trabalho do SUS com promoção da saúde integral da mulher negra, incluindo direitos sexuais e reprodutivos; qualificação de dados (por raça/cor, etnia) nos sistemas de vigilância e saúde, para melhor monitoramento das desigualdades; capacitação de profissionais de saúde para atendimento equitativo e sensível às diversidades étnico-raciais, dentre outras iniciativas.

    Ministério da Saúde

  • Comitê de Participação Feminina e Gevid estarão em Sousa em apoio ao Justiça pela Paz em Casa 

    Para fortalecer as ações da Semana “Justiça pela Paz em Casa”, o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina e a Gerência de Qualidade de Vida (Gevid) do Tribunal de Justiça da Paraíba se farão presentes na abertura oficial do evento, que ocorrerá na próxima segunda-feira (24), na Comarca de Sousa.

    A Semana é uma realização da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal e tem como objetivo acelerar o julgamento de processos relacionados à Lei Maria da Penha, reforçando ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica.

    A presidente do Comitê, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, destacou que as políticas de valorização das mulheres no âmbito do Tribunal devem alcançar não apenas magistradas e servidoras, mas também todas aquelas que buscam o Judiciário em situação de vulnerabilidade.

    “Estarei presente para apoiar a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do TJPB, porque a violência doméstica é algo gritante em nossa época e requer toda a nossa atenção e um olhar mais profundo para a proteção das mulheres, tanto no enfrentamento quanto na prevenção”, afirmou a desembargadora, que também é ouvidora de Justiça do TJPB.

    A desembargadora Fátima Maranhão elogiou o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria, que atualmente é conduzida pela juíza Graziela Queiroga. 

    “Competência, solidariedade e sensibilidade impulsionam o trabalho de Graziela nesta missão.Mulheres vítimas de violência precisam ser acolhidas e orientadas; precisam saber que existe uma rede de serviços que envolve apoio psicológico, assistência social, atuação da magistratura, da advocacia e de diversos setores. Além disso, é fundamental que conheçam a força da união feminina — de uma mulher ajudar a outra”, enfatizou.

    A gerente de Qualidade de Vida do TJPB, Valéria Beltrão, informou que a equipe do setor também estará presente na abertura do evento em Sousa, oferecendo serviços de saúde.

    Na segunda-feira (24), a partir das 7h, serão disponibilizados atendimentos de enfermagem (aferição de pressão arterial, teste de glicemia e orientações de saúde), fisioterapia (acupuntura, auriculoterapia, liberação miofascial, aplicação de tapes e orientações ergonômicas) e assistência social (informações sobre processos da junta médica).

    Às 11h, está prevista a palestra Caminhos para o Bem-Estar Emocional, com foco em saúde mental, realizada em parceria com a Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp).

    Por Gabriela Parente

  • ALPB realiza Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares

    Notícias

    Publicado em 19 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) promoveu, nesta quarta-feira (19), o Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares. O evento, que integra o cronograma do Pacto pela Primeira Infância, foi presidido pelo chefe do Poder Legislativo estadual, deputado Adriano Galdino, e reuniu conselheiros tutelares de todas as regiões do Estado com o objetivo de debater políticas públicas voltadas à proteção integral das crianças e ao fortalecimento da rede de garantia de direitos. O Encontro contou ainda com a presença do deputado Taciano Diniz e com a palestra do vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André Carlo Torres, que preside o Pacto pela Primeira Infância.

    O presidente da ALPB, Adriano Galdino, avaliou como um momento de diálogo e fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à juventude e acrescentou que a presença de autoridades, a exemplo do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, André Carlo, traz energia e compromisso aos profissionais que atuam diariamente na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

    Adriano Galdino enfatizou ainda a importância de divulgar as legislações aprovadas pela Casa, especialmente as que tratam da proteção infanto-juvenil. Segundo ele, a coletânea de leis lançada durante o evento reúne da coletânea sobre normas de autoria de diversos deputados, incluindo iniciativas próprias, e reforça o compromisso do Legislativo com políticas públicas eficientes e integradas. “Temos leis muito importantes que foram aprovadas de minha autoria. E hoje a Casa está lançando uma coletânea para que possamos agrupar todas as leis referentes aos direitos da criança e do adolescente. Essa é mais uma contribuição do Poder Legislativo nessa política pública de diálogo que vai mostrar a Paraíba ao Brasil”, destacou o presidente.

    O vice-presidente do TCE-PB, André Carlo, que preside o Pacto pela Primeira Infância, destacou a importância da parceria entre as instituições para o fortalecimento das políticas voltadas à primeira infância. Ele considera uma honra participar das discussões na Casa, “que é uma grande parceira da empreitada do TCE”. André Carlo ressaltou ainda que, embora muitos esforços sejam feitos na área, “os conselheiros tutelares representam os braços e as pernas de qualquer órgão e entidade que tenha interesse e propensão de atuar na melhoria dos serviços em atenção às crianças da primeira infância”, reforçando o papel essencial desses profissionais na garantia de direitos.

    A ouvidora geral da Assembleia Legislativa da Paraíba, Arlenilde Aguiar, afirmou que a Casa Epitácio Pessoa tem atuado com o intuito de debater temas relevantes com a sociedade, sob a orientação do presidente Adriano Galdino. “Na instalação das sessões ordinárias nos municípios é a Ouvidoria que tem esse papel de comunicação com a sociedade, fazendo contato com os vários conselhos, não só os tutelares, como também conselhos de direitos com outras entidades. Porém, os conselhos tutelares a gente está tendo um trabalho mais consistente, porque a Assembleia tem assento no pacto e a gente intensificou esse contato para que a gente possa discutir a relação do pacto com os conceitos de tutelares”, frisou.

    A representante da ALPB no Pacto pela Primeira Infância, Rosana Gadelha, destacou que a programação integra diretamente as ações do Pacto, reafirmando o compromisso da Assembleia com a proteção das crianças de 0 a 6 anos. “Eu tenho a alegria de representar esse trabalho por determinação da Mesa Diretora da Casa, a quem inclusive registro meu agradecimento pela confiança”, afirmou. Na ocasião, Rosana ressaltou, ainda, que o fortalecimento das garantias da primeira infância passa, necessariamente, pelo diálogo com os conselheiros tutelares, que são, segundo ela, “a porta de entrada das famílias no combate à violência e aos maus-tratos”.

    O representante do Fórum Nacional dos Conselheiros Tutelares, Lenón Jânio, parabenizou o presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino, pela realização do evento. Segundo ele, o Encontro é fundamental para, além de discutir a Primeira Infância, valorizar o trabalho dos Conselheiros Tutelares. “O Conselho Tutelar é porta de entrada para o atendimento à criança e ao adolescente e este encontro proposto pelo Legislativo paraibano tende a contribuir com o fortalecimento da categoria”, argumentou o conselheiro.

    Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares

    O Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares faz parte da Semana de Valorização do Conselheiro Tutelar, que acontece em alusão ao Dia do Conselheiro Tutelar, celebrado em 18 de novembro. A iniciativa conta com o apoio do Fórum Nacional de Conselhos Tutelares, da Associação de Conselheiros e Ex-Conselheiros da Paraíba (ACONTEP) e do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT).

    Durante o evento, houve também o lançamento da coletânea sobre a Primeira Infância, publicação que reúne experiências, diretrizes e ações desenvolvidas no âmbito do Pacto pela Primeira Infância, reforçando o compromisso do Parlamento paraibano com a formação e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância.

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  • ALPB tem dois projetos entre os finalistas do Prêmio Assembleia Cidadã 2025

    ALPB tem dois projetos entre os finalistas do Prêmio Assembleia Cidadã 2025

    Notícias

    Publicado em 19 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) está concorrendo em duas categorias na final da 6ª edição do Prêmio Assembleia Cidadã, que reconhece iniciativas inovadoras em parlamentos estaduais de todo o Brasil. O Programa Ecolegis concorre na categoria Gestão, enquanto o documentário “Sociedade Singular” disputa na categoria Reportagem Legislativa.

    O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, comemorou a conquista e destacou o trabalho coletivo. “Parabenizo a todos os servidores e parlamentares envolvidos nestes projetos e torço para que a Paraíba vença mais uma vez. Esse reconhecimento é fruto do trabalho de todos que fazem esta Casa, que diariamente se dedicam a servir a população com excelência e inovação”, afirmou.

    O Ecolegis é um programa de sustentabilidade que tem como principal diferencial o protagonismo dos servidores. Desenvolvido para alinhar a gestão da Casa aos princípios de governança e modernização, o projeto conta com a participação ativa de funcionários como o servidor Gilson Henrique dos Santos, 80 anos, que há seis décadas integra o quadro funcional da ALPB e se tornou símbolo da dedicação à instituição.

    Já o documentário “Sociedade Singular”, produzido pela TV Assembleia, mostra de forma sensível as iniciativas do Legislativo paraibano em prol da inclusão de pessoas neurodivergentes. Com depoimentos reais de autistas e suas famílias, a produção destaca ações como a Caravana da Inclusão e a Sala de Estabilização Sensorial.

    A 6ª edição do Prêmio Assembleia Cidadã recebeu quase 70 inscrições nas quatro categorias: Atendimento ao Cidadão, Gestão, Projetos Especiais e Reportagem Legislativa. A premiação tem como objetivo reconhecer e divulgar iniciativas que aproximam o Poder Legislativo do cidadão e valorizam práticas que humanizam as ações parlamentares.

    A fase final do prêmio contará com três finalistas em cada categoria, sendo que os vencedores serão conhecidos em cerimônia de premiação a ser marcada pela organização do evento.

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    FINALISTA-DA-6-EDICAO

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  • Reunião aberta da UMF/JF5 debate julgamento com perspectiva racial e identificação de pessoas pardas Última atualização: 19/11/2025 às 14:43:00

    Os temas em debate no Mês da Consciência Negra podem ser os mais diversos, como bancas de heteroidentificação, Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial, letramento racial, mas todos eles convergem para um único ponto: as feridas formadas por quase 400 anos de escravidão e as cicatrizes que ainda marcam as pessoas negras no Brasil. Ontem (18/11), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 reuniu integrantes da magistratura e da academia para um debate aberto sobre o tema, dentro da programação do ciclo de eventos “Letramento para equidade racial”.

    O encontro foi uma iniciativa da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões, deliberações e recomendações do Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região (UMF/JF5). Compuseram a mesa de abertura do evento a vice-presidente do TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, e as desembargadoras federais Germana Moraes, coordenadora da UMF/JF5, e Cibele Benevides.

    Em sua fala, Joana Carolina reafirmou o compromisso do Tribunal com o tema. “O TRF5, além de julgar os processos, também tem esse propósito de conscientização, sendo, inclusive, uma política estimulada e recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça, vista com bons olhos por todos nós que defendemos essa causa”.

    Já Cibele Benevides reforçou a importância do debate sobre o tema. “É muito importante o aprofundamento do debate sobre o que levou os espaços de poder brasileiros a serem predominantemente masculinos e brancos. A escravização de pessoas negras, uma chaga que foi nossa realidade por mais de 300 anos, ainda tem seus reflexos em todos os ambientes que frequentamos. Que nós possamos ampliar o nosso olhar para trazer um pouco mais de justiça”.

    Julgamento com perspectiva racial

    O primeiro painel abordou o tema “Julgamento com Perspectiva Racial na Corte Interamericana de Direitos Humanos”, com participação da professora Flavianne Nóbrega, do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); do Doutor Honoris Causa da UFPE, babalorixá Ivo de Xambá; e da pesquisadora Malu Stanchi (UFPE). A condução dos debates foi de Joana Carolina.

    Pai Ivo, como é comumente chamado, fez um resgate histórico das Constituições brasileiras – que, mesmo sem previsão expressa, continham normas que suprimiam direitos das pessoas negras –, e refletiu sobre o período de colonização do Brasil. “Eu costumo dizer que não acredito em colonização, mas em invasão. Quando o Brasil foi invadido pelos portugueses, o fuzil e a espada foram tão letais quanto a cruz, porque o fuzil e a espada mataram o indígena e a cruz acabou com a cultura dos povos”.

    A religião afro também foi um dos pontos abordados pelo babalorixá. “Os negros não trouxeram nenhuma religião para o Brasil. Eles trouxeram espiritualidade sociocultural. Porque 90% da cultura desse país é do candomblé: o samba, a capoeira, o maracatu, o maculelê, a ciranda”. E finalizou com um provérbio africano: “enquanto os leões não contarem a sua história, prevalecerá a história do caçador”.

    Em seguida, Flaviane relembrou o caso que envolveu o Povo Xukuru, cujo julgamento ocorreu no TRF5, com acompanhamento da UMF/JF5. “A criação da UMF é uma iniciativa de vanguarda do TRF5. A primeira decisão que responsabilizou o Brasil pela grave violação do direito dos povos indígenas envolveu o Povo Xukuru, do estado de Pernambuco. Toda essa mobilização fez com que fosse criada essa unidade de monitoramento, que permite que todos os direitos humanos possam ser incorporados, não só indígenas, mas, também, os relacionados ao enfrentamento racial, a parâmetros envolvendo a preocupação não discriminatória que deve ser implementada no dia a dia”.

    Por fim, Malu Stanchi trouxe um caso prático de duas mulheres negras que sofreram preconceito enquanto participaram de um processo seletivo, julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Para ela, o racismo pode se apresentar de várias formas. “O racismo é um fenômeno dinâmico. Hoje ele pode se dar de uma forma; amanhã, de outra. Para além de uma questão de representatividade, há uma questão de agenda, para saber quais demandas precisam ser discutidas no âmbito institucional dos países que aderiram à Convenção de Direitos Humanos e à Convenção Interamericana contra o Racismo”.

    Justiça e identificação de pessoas pardas

    O segundo painel foi sobre “Justiça e identificação de pessoas pardas”. Participaram a desembargadora Germana Moraes, o desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Eudes França; a juíza de Direito Luciana Maranhão, que é membro da Comissão Permanente de Heteroidentificação do Exame Nacional da Magistratura em Pernambuco, coordenadora da Comissão para a Equidade Étnico-Racial e de Gênero (CEERG) do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) e vice-presidente da Comissão de Políticas Judiciárias de Equidade Racial e suas Interseccionalidades (CPJERI) do TJPE; e a advogada Manoela Alves, fundadora do Instituto Enegrecer e diretora da Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE).

    O painel foi conduzido pela desembargadora federal Gisele Sampaio, gestora do Pacto pela Equidade Racial no TRF5. “No âmbito do Poder Judiciário, a identificação das pessoas pardas para fins de aplicação das políticas voltadas para pretos e pardos é um dos temas dos mais desafiadores. Em um país como o nosso, a identificação das pessoas pretas e brancas não é tanto objeto de polêmica, mas, quando passamos para pessoas pardas, passamos a ter vários questionamentos judiciais que abarrotam tanto a Justiça Federal quanto a Estadual”. Para ela, refletir sobre isso é uma ação necessária. “Essa reflexão coletiva sobre o tema é importante porque vamos pensando juntos e avançando nas soluções”.

    Para Manoela Alves, o debate que envolve a cor da pele e a autodeclaração é desafiador. “Pensar que a branquitude tem diversos tons e negritude também nos leva a refletir que esse cenário é realmente desafiador e precisa ser enfrentado. Quando falamos de pessoas pretas, não há maiores problemas no processo de autoidentificação. Mas, quando falamos das pessoas pardas, especialmente se elas tiverem um tom de pele mais clara, teremos situações com leituras diferentes”.

    O colorismo também foi um ponto abordado por Manoela. “Existe um debate hoje muito importante, que é questão do colorismo, que é entender que temos tons diferentes de pele negra, por exemplo. Dentro desse colorismo, as pessoas que tiverem o tom de pele mais escuro irão gozar de menos acesso, terão menos oportunidades. Por isso, é importante demarcar quem é preto e quem é pardo”. Ela também acredita que o Pacto Nacional para Equidade Racial do CNJ é uma ferramenta importante. “O Pacto é extremamente completo e tem sido bem-sucedido nessa perspectiva de orientar o Poder Judiciário a atuar nesse processo de identificação”.

    Germana Moraes continuou o debate, trazendo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os percentuais da população branca, negra, indígena e amarela no Brasil. A magistrada também destacou que são muitos os processos que chegam à Corte referentes ao acesso a cargos, empregos ou vagas em universidades que encontram dificuldades de identificação das pessoas pardas.

    Germana pontuou que é preciso ter cuidado com o racismo estrutural. “Nós temos, tanto na autodeclaração quando nas comissões de heteroidentificação, as armadilhas do racismo estrutural, que é aquele que está no inconsciente. Temos que estar alertas com relação a isso”.

    Já Eudes França enfatizou a importância da autodeclaração de cada pessoa. “Acredito que a validação da autodeclaração é uma questão de legalidade, e não de discricionariedade, como foi no passado”.

    Encerrando a programação, Luciana Maranhão defendeu que o tema do painel percorre o racismo e a discriminação que a população negra sofreu durante mais de 300 anos de escravismo. “Precisamos muito desse diálogo, desse aprofundamento, em todo esse percurso que estamos vivendo. Isso é fruto de tantos homens e mulheres que vêm lutando para fechar de vez essa ferida histórica, que é o racismo que a gente vive nesse país”.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Primeiro webinário do projeto Justiça Além do Gênero acontece no dia 27/11 Última atualização: 19/11/2025 às 14:51:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, por meio da Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH), irá promover o primeiro webinário do projeto Justiça Além do Gênero, sobre a temática “Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial / Povos Tradicionais e o Sistema Judiciário – Quilombolas”. O encontro acontecerá no dia 27/11 (quinta-feira), das 14h às 16h, através da plataforma Zoom.

    Os diálogos serão conduzidos pela presidente do Comitê Regional para Acompanhamento do Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, desembargadora federal Gisele Sampaio, e contará com as participações da juíza federal Heloisa Silva Melo, da Justiça Federal no Ceará; da consultora e especialista em diversidade, direitos humanos e impacto social, Suzana Coelho; e da analista judiciária Sabrina Lira.

    A ação, que encerra a programação do Mês da Consciência Negra no TRF5 e integra a programação do Ciclo de Eventos “Letramento para Equidade Racial”, é voltada à promoção da equidade racial e à valorização da diversidade no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região.

    Não será necessário realizar inscrição prévia. A sala virtual poderá ser acessada diretamente pelo link abaixo:

    https://us02web.zoom.us/j/82733089734?pwd=xWO3vKaOBgeW8DELnlAwiypqMndvtH.1                     

    ID da reunião: 827 3308 9734
    Senha: 880498

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • PJe Mobile 2 já está disponível para magistrados(as) da JF5 Última atualização: 19/11/2025 às 17:43:00

    A versão atualizada do Processo Judicial Eletrônico para uso em dispositivos móveis (PJe Mobile 2) já está disponível para instalação e uso dos(as) magistrados(as) da Justiça Federal 5ª Região (JF5). O aplicativo, desenvolvido pela Justiça Federal da Paraíba (JFPB) em cooperação técnica com o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, visa a modernizar e otimizar a atividade judicante, proporcionando maior agilidade, segurança e flexibilidade.

    A solução facilita o acesso ao processo judicial pelo celular e moderniza o dia a dia de magistrados(as), trazendo benefícios como ingresso simplificado, com visualização dos processos, documentos e minutas em qualquer lugar e a qualquer momento, diretamente do dispositivo móvel; gestão mais eficiente, com o gerenciamento do acervo processual por meio de interface intuitiva e adaptada para telas sensíveis ao toque; e assinatura ágil e segura, utilizando tecnologias modernas de autenticação, como biometria e reconhecimento facial (Face ID).

    A plataforma está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que a definiu como o aplicativo móvel oficial para todos os tribunais do país.

    O PJe Mobile 2 também avança na padronização da experiência de uso na 5ª Região, com visual modernizado, etapas simplificadas e compatibilidade com tablets para trabalho multitela.

    O aplicativo evoluiu em usabilidade, permitindo consulta rápida aos processos, edição de minutas, assinatura de documentos e integração com ferramentas de inteligência artificial para análise automatizada de peças processuais. A arquitetura independente garante estabilidade e continuidade do trabalho, mesmo em cenários de oscilação do sistema principal.

    Instalação e suporte

    As versões do aplicativo para iOS (uso em iPhone, iPad) ou para Android poderão ser instaladas no dispositivo móvel a partir da página de endereço eletrônico: https://www.jfpb.jus.br/pje-mobile/

    Manual de instalação

    Para auxiliar na instalação e configuração da nova ferramenta, o manual completo do PJe Mobile 2 está disponível no seguinte link: https://www.jfpb.jus.br/pje-mobile/ManualPJeMobile_2.pdf

    Suporte e orientações

    Em caso de dúvidas, dificuldades técnicas ou necessidade de orientações adicionais sobre a instalação e uso do aplicativo, os(as) magistrados(as) podem recorrer aos serviços de atendimento de suporte oferecidos pelas Unidades de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal ou das Seções Judiciárias a que estão vinculados.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom JFPB)


  • Justiça condena Faculdade por danos morais coletivos

    A 2ª Vara Cível da Capital julgou procedente a Ação Civil Pública nº  0868947-66.2018.8.15.2001 movida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a ASPEC – Sociedade Paraibana de Educação e Cultura Ltda., mantenedora da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), em razão do cancelamento unilateral da turma do 5º período do curso de Engenharia Ambiental e pela manutenção de cláusulas consideradas abusivas nos contratos de prestação de serviços educacionais.

    O processo teve origem após alunos denunciarem que, em 2 de agosto de 2018, foram surpreendidos com o encerramento da turma, sob a justificativa de insuficiência de estudantes matriculados (menos de 15). Sem comunicação prévia e sem alternativas adequadas, a instituição ofereceu apenas a migração para o curso de Engenharia Civil. A situação motivou a abertura da Notícia de Fato nº 002.2018.015007 pelo MPPB.

    Em sua defesa, a ASPEC alegou autonomia universitária e previsão contratual para o cancelamento de turmas com menos de 40 alunos. Contestou ainda a legitimidade do Ministério Público e a clareza dos pedidos apresentados, preliminares rejeitadas pelo juízo.

    Ao analisar o caso, o juiz Gustavo Procópio destacou que a conduta da instituição gerou não apenas prejuízos individuais, mas também um dano moral coletivo. Segundo a sentença, o cancelamento de um curso em andamento, sem aviso e sem alternativas razoáveis, viola valores essenciais da coletividade estudantil, como segurança jurídica, boa-fé e confiança na prestação dos serviços educacionais.

    “No presente caso, a atitude da faculdade de descontinuar um curso em andamento, sem a devida comunicação e sem oferecer alternativas justas, causou angústia, frustração e indignação não apenas aos alunos diretamente afetados, mas a toda a comunidade acadêmica e aos potenciais consumidores de seus serviços. A quebra da confiança na instituição de ensino, a incerteza quanto à continuidade dos estudos e a percepção de que a faculdade age de forma arbitrária e descompromissada com a formação de seus alunos são elementos que configuram o dano moral coletivo”, destaca a sentença.

    Na decisão, o juiz determinou que a instituição retire dos contratos todos os dispositivos que autorizem o cancelamento unilateral de turmas por insuficiência de alunos ou permitam mudanças de turno sem o consentimento expresso dos estudantes.

    A ASPEC também foi condenada  a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 600.080,00, montante a ser revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor. Deverá também restituir os valores pagos pelos alunos prejudicados, referentes a mensalidades e taxas do curso interrompido. A quantia será apurada posteriormente, em fase de liquidação de sentença, caso a caso.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Peça encenada por reeducandos da Penitenciária Silvio Porto é transmitida ao vivo em canal do CNJ

    A peça teatral  “Pena Justa: o Encontro da ADPF 347”, encenada por reeducandos da Penitenciária Desembargador Silvio Porto, em João Pessoa (PB), foi apresentada e transmitida ao vivo pelo canal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no YouTube, na tarde desta terça-feira (18). A iniciativa integrou a programação da 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere – evento virtual do CNJ que se encerra nesta quarta-feira (19).

    Diretamente da unidade prisional, o grupo Movemente levou a todo o país um espetáculo que aborda o papel conjunto do Judiciário, Executivo, Ministério Público, Defensoria, agentes penitenciários e sociedade civil no processo de ressocialização.

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, enfatizou a importância da participação ativa das pessoas privadas de liberdade na implementação efetiva do Plano Pena Justa e na transformação do sistema prisional.

    “Há um conjunto de ações e providências em curso e precisamos do compromisso de todos os poderes constituídos, órgãos, instituições, sociedade civil e, também, das pessoas privadas de liberdade para tirarmos o sistema carcerário do estado inconstitucional de coisas em que ele se encontra”, afirmou a magistrada.

    Ao elenco, Aparecida reforçou: “Cada vez que vejo a peça, vocês me encantam mais. Cada palavra tem um peso gigantesco pela verdade que contém. Tenho certeza que vamos conseguir mudar tudo”.

    A juíza da Vara de Execução Penal (VEP) da Capital, Andrea Arcoverde, explicou que o trabalho busca promover valores como responsabilidade, união e solidariedade, oferecendo, ainda, o benefício da remição da pena.

    “Este é um momento muito importante para a VEP: a transmissão da peça para todo o país, levando as diretrizes do Pena Justa. Trata-se de um projeto muito importante para a ressocialização dessas pessoas”, ressaltou.

    Já a  idealizadora do projeto Movemente, professora Germana Dália, falou da gratificação ao ver o crescimento do projeto, a partir do protagonismo de pessoas que antes eram invisibilizadas.

    “Antes, só tinha participação do público LGBT, mas o trabalho foi crescendo e os homens foram aderindo. Vê-las e vê-los brilhando desta forma, se interessando, perguntando quando haverá outra peça, tudo isso é motivo de orgulho. São minhas meninas e meus meninos e estão de parabéns”, destacou.

    A importância da ressocialização por meio da arte foi atestada pela reeducanda Melissa Kelly Santana Guedes. A transsexual que cumpre pena na penitenciária Silvio Porto expressou sua alegria por fazer parte do elenco e, ao final, agradeceu, emocionada.

    “Fazemos tudo com muito amor e carinho. A gente agradece pelas presenças, por cada um que acredita no nosso potencial e na nossa mudança. Isso é muito gratificante”, declarou.

    O texto e o roteiro da peça foram assinados pela assistente técnica do Programa Fazendo Justiça do CNJ, área penal, Thabada Louise Almeida, e pela professora Germana Dália, que também participa do espetáculo. A iniciativa busca fomentar a produção e o acesso à cultura dentro do sistema prisional.

    Por Gabriela Parente
     

  • Miguel de Britto Lyra toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça

    Foto de Miguel de Brito Lyra tomnado posse no TJPB
    Momento da posse do desembargador Miguel de Brito Lyra no TJPB

    Em uma sessão marcada por homenagens e fortes manifestações de reconhecimento, o Tribunal de Justiça da Paraíba empossou, nesta quarta-feira (19), o magistrado Miguel de Britto Lyra como novo desembargador da Corte, promovido pelo critério de antiguidade. A ascensão decorre da aposentadoria do desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

    A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, que abriu seu discurso afirmando que a chegada do novo membro não é obra do acaso. “Ao vestir a toga de desembargador, não é apenas um magistrado que ascende; é a própria Justiça paraibana que se engrandece”, declarou.

    Com mais de 30 anos de magistratura, Miguel de Britto Lyra foi conduzido ao plenário pelos desembargadores José Ricardo Porto e Onaldo Queiroga. Após a assinatura do termo de posse, recebeu o Diploma e a Medalha de Ordem do Mérito Judiciário, na categoria Alta Distinção.

    Em seu discurso, em nome do Poder Judiciário, o desembargador Fred Coutinho destacou as qualidades pessoais e profissionais do empossado. “Miguel de Britto Lyra traz consigo a leveza de quem sabe escutar e a firmeza de quem sabe decidir. Carrega o peso simbólico de uma missão e a dignidade de uma vocação. E vocação não se improvisa: revela-se, lapida-se, floresce ao longo de uma existência inteira”, afirmou. O presidente também ressaltou os valores familiares do novo desembargador. “Sua posse é o coroamento de uma vida edificada com humildade, disciplina, sensibilidade humana e amor pelo Direito. É a expressão viva dos valores recebidos de seus pais, Neuce Lisboa de Britto Lyra e Miguel de Britto Lyra”.

    A promotora de Justiça Ana Maria de França Cavalcanti foi responsável pela saudação em nome do Ministério Público. Em um discurso carregado de emoção, ela destacou o estilo humano e exemplar do magistrado. “O senhor não ensinava com advertência. Ensinava com o exemplo. A cada sentença, a cada audiência, mostrava o que era ser juiz: íntegro, justo e humano”.

    Representando a Ordem dos Advogados do Brasil, a saudação foi realizada pela advogada Giovanna Paula Batista de Brito Lyra Moura, filha do empossado. “Pai, estamos em júbilo pelo dia de hoje. Deus nos permitiu viver um momento tão esperado, tão merecido. Tudo tem o seu tempo determinado”, disse ela, citando o livro de Eclesiastes.

    O desembargador Miguel de Britto Lyra iniciou seu discurso destacando a importância da gratidão em sua trajetória. “Nas palavras de Cícero, a gratidão é a mãe de todas as virtudes”, afirmou, agradecendo a todos que o acompanharam desde 1989, quando iniciou na magistratura.

    Ele ressaltou que deixa a magistratura de 1º grau após 36 anos de atuação, sendo 29 deles na 3ª Vara Cível, e assegurou que seus ideais permanecem os mesmos. “Essa mudança não altera meus ideais. Meu compromisso com o direito e a justiça se renovam neste instante”.

    O novo desembargador também fez questão de destacar sua relação com os operadores do direito. “Aprendi ao longo da carreira o diálogo franco e aberto com os advogados e os defensores públicos. Valorizo e admiro o relevante trabalho que esses operadores do direito realizam”, destacou”.

    Por Lenilson Guedes