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  • MPPB participa de encontro nacional sobre combate ao crime organizado

    MPPB participa de encontro nacional sobre combate ao crime organizado

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor de Justiça Daniel Dal Pont Adriano, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB), participou do 3º Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). 
    O evento, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério Público e Polícia Civil do Paraná para fomentar ações, boas práticas e articulação interinstitucional entre os principais atores do combate ao crime organizado no Brasil reuniu, em Curitiba, representantes do MP, poder judiciário, especialistas e profissionais da segurança pública de todo o país.
    Entre os dias 26 e 28 de agosto, eles debateram temas como a cadeia de custódia e vestígios digitais; uso da inteligência artificial na persecução penal; recuperação de ativos e gestão patrimonial; criptoativos e criminalidade econômica; operações interagências e redes colaborativas; e parcerias com instituições bancárias e plataformas digitais na investigação criminal.
    Uma das ferramentas apresentadas na capital paranaense foi o materializador de evidências digitais e informáticas desenvolvido pelo MP de Goiás (MPGO). Ele permite a coleta de imagens, vídeos, áudios, textos e conteúdos de redes sociais, aplicativos de mensagens, sites e e-mails como evidências digitais, para uso em investigações e processos judiciais.
    O promotor do MPPB Daniel Dal Pont destacou a importância das estratégias de atuação integrada para atingir um objetivo comum:  “o evento propiciou uma profunda integração entre os agentes combativos ao crime organizado, salientando a mentalidade colaborativa e cooperativa entre as instituições envolvidas. Também foram explanados e discutidos diversos aspectos práticos atinentes às atividades rotineiras dos Gaecos, como a garantia da integridade da cadeia de custódia e ferramentas pioneiras de investigação”.

    Com informações do MPRJ

  • MPPB emite orientação conjunta sobre atuação dos promotores em conflitos de posse

    MPPB emite orientação conjunta sobre atuação dos promotores em conflitos de posse

    O Ministério Público da Paraíba, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, da Corregedoria-Geral e dos Centros de Apoio Operacional da Cidadania e Direitos Fundamentais, do Meio Ambiente e do Patrimônio Público do emitiram a Orientação Técnica Conjunta nº 01/2025 aos promotores de Justiça acerca da adoção de medidas pertinentes a conflitos possessórios coletivos.

    A orientação é assinada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto; pelo corregedor-geral Francisco Antônio de Sarmento Vieira, pelos promotores corregedores Carlos Romero Lauria Paulo Neto e Ana Caroline Almeida Moreira; e pelos coordenadores dos CAOs, os promotores de Justiça Liana Espínola Pereira de Carvalho (Cidadania e Direitos Fundamentais), Danielle Lucena da Costa Rocha (Meio Ambiente) e Carlos Davi Lopes Correia Lima (Patrimônio Público). 

    Conforme o documento, os litígios coletivos previstos no Código de Processo Civil (CPC) são aqueles que têm tratamento de demandas individuais, porém com uma dimensão coletiva, na medida que se relacionam ao atendimento a direitos sociais, como o direito à moradia. E é justamente por conta da relevância e dos reflexos sociais da decisão desse litígio que se impõe a participação do MP.

    Ainda de acordo com a orientação, compete ao Ministério Público intervir nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana e nas demais causas em que há interesse público ou social evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte. Também há previsão específica de necessidade de intervenção do MP no que tange às ações possessórias “em que figure no polo passivo grande número de pessoas”.

    O documento apresenta medidas de atuação extrajudicial a serem tomadas pelos promotores de Justiça de Defesa da Cidadania e Direitos Fundamentais, do Patrimônio Público ou do Meio Ambiente e medidas a serem tomadas em atuação judicial pelos promotores que atuam nas Varas onde corre a ação sobre o conflito possessório.

    Ainda é destacado no documento que a falta de regulação e controle das ocupações irregulares em áreas urbanas pode gerar prejuízos ao patrimônio público, ampliar desigualdades sociais e agravar as condições de vida da população.

    A orientação enfatiza que a capacidade de resolver conflitos fundiários de maneira justa e sustentável assegura tanto a preservação dos ecossistemas quanto o respeito aos direitos humanos, traduz a gestão eficaz de uma unidade de conservação.

    Confira AQUI a orientação na íntegra.

  • Diretoria se reúne com a base e categoria mantém a unidade

    Diretoria se reúne com a base e categoria mantém a unidade

    A diretoria do Sindifisco-PB realizou, nesta semana (27 e 28/8), uma agenda de mobilização, reunindo-se com auditoras e auditores fiscais nas repartições localizadas no Shopping Tambiá e Centro Administrativo e, também, na ESAT.

    Os encontros foram uma oportunidade para a diretoria informar os colegas sobre a reunião com a Procuradoria-Geral do Estado. Durante esses encontros, a presidente do Sindicato, Helena Medeiros, também enfatizou a importância de a categoria continuar mobilizada até a próxima reunião com os representantes do Governo.

    Quanto às reuniões desta semana, a diretoria ficou bastante satisfeita com o nível de engajamento dos auditores e auditoras fiscais, que mostraram entender a relevância de manter a união em defesa dos interesses da categoria fiscal.

    O cronograma inicialmente divulgado sofreu alterações, para compatibilização de agenda. Na próxima semana serão realizadas reuniões em Campina Grande (dia 2/9) e na sede do sindicato (dia 3/9). Os colegas devem ficar atento às convocações, para garantir presença expressiva nos encontros agendados.

  • Câmara de Bayeux deve realizar concurso público em até 180 dias

    A Primeira Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou provimento ao recurso interposto pela Câmara Municipal de Bayeux e manteve a decisão da 4ª Vara Mista da Comarca que determinou a realização de concurso público para preenchimento de cargos efetivos no prazo de 180 dias. O relator do processo nº 0804432-64.2025.8.15.0000 foi o desembargador Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho.

    A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) após apurar que o Legislativo municipal mantinha forte desproporção entre cargos efetivos e comissionados. Segundo os autos, a Casa possui apenas 17 servidores concursados frente a mais de 80 ocupantes de cargos de livre nomeação e exoneração.

    O juízo de primeiro grau deferiu parcialmente o pedido do MP, determinando a realização de concurso e fixando multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil, em caso de descumprimento.

    No recurso, a Câmara Municipal argumentou que os cargos efetivos já estariam ocupados, que a redução de comissionados inviabilizaria os trabalhos legislativos e que não haveria orçamento suficiente para realizar o certame. Também alegou repetição de uma ação anterior já extinta.

    O relator do caso, desembargador Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, destacou que a Câmara vem se omitindo em corrigir as irregularidades, mesmo após recomendações do Ministério Público e tentativas de acordo extrajudicial.

    Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu, em repercussão geral, que cargos comissionados só podem ser criados em caráter excepcional, para funções de chefia, direção ou assessoramento, e em número proporcional ao de servidores efetivos. “A omissão prolongada da Câmara Municipal de Bayeux em realizar concurso público para adequação de seu quadro funcional, mantendo estrutura administrativa manifestamente desproporcional, configura estado de inconstitucionalidade permanente que legitima a intervenção corretiva do Poder Judiciário, nos exatos termos da jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores”, destacou o relator.

    De decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • TJPB abre inscrições para promoção ao cargo de Desembargador e juiz da 8ª Vara Cível de Campina

    Palácio da Justiça
    Palácio da Justiça

    Em decorrência da aposentadoria do desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, ocorrida no dia 21 deste mês, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, nesta sexta-feira (29), o Edital de Promoção nº 83/2025, que abre vaga para o cargo de Desembargador do Poder Judiciário estadual, com acesso pelo critério de antiguidade. O ato foi assinado pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, e publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe).

    Com a publicação do edital, estão abertas as inscrições para os magistrados interessados em concorrer ao cargo de Desembargador do TJPB. Os(as) interessados(as) têm um prazo de cinco dias para efetuar suas inscrições, que devem ser realizadas por meio do processo SEI nº 016097-67.2025.8.15.

    Além disso, o DJe também traz o Edital de Vacância nº 84/2025, referente à 8ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande, de entrância final. A promoção para o cargo será feita pelo critério de merecimento. Os juízes(as) interessados(as) devem realizar suas inscrições no prazo de cinco dias contínuos, conforme o artigo 66 da Lei 9.784/99. A formalização dos pedidos deve ser feita por meio do Sistema SEI, com envio do processo à Gerência de Primeiro Grau, acompanhado da documentação exigida pela Resolução nº 15/2023 deste Tribunal.

    Por Marcus Vinícius

    Foto: Ednaldo Araújo

  • Ministro da Saúde inaugura serviços especializados no Pará como legado da COP 30

    Ministro da Saúde inaugura serviços especializados no Pará como legado da COP 30

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta quinta-feira (28), em Breves (PA), o primeiro Centro Especializado em Reabilitação (CER III) da Ilha do Marajó e, em Belém, entregou 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) a municípios paraenses, totalizando mais de R$ 23 milhões em investimentos. As ações fazem parte do legado da COP 30, que será realizada este ano em Belém, e ampliam o acesso da população a serviços especializados e a estruturas de atendimento em áreas remotas.

    Ainda na capital, Padilha lançou o cofinanciamento da Atenção Primária, vinculado ao Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, com recursos para incentivar boas práticas, reduzir desigualdades, fortalecer o vínculo entre profissionais e comunidades e melhorar a qualidade do atendimento nas UBS.

    “Pela primeira vez, a Ilha do Marajó conta com um equipamento completo de reabilitação, aliado à oficina ortopédica e integrado a um plano que já dobrou o número de Unidades Básicas de Saúde Fluviais, e ampliou equipes de saúde da família”, afirmou Padilha.

    Com investimento de quase R$ 7 milhões, o CER III de Breves reforça a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) no Marajó. A unidade oferece reabilitação auditiva, física e visual, além de Oficina Ortopédica para produção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, beneficiando sete municípios: Anajás, Bagre, Breves, Curralinho, Gurupá, Melgaço e Portel. A expectativa é realizar cerca de 3,7 mil procedimentos mensais, atendendo 500 pessoas por mês.

    Adquiridas com recursos do Novo PAC Saúde, as 43 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), entregues pelo ministro da Saúde, estão equipadas para ampliar o acesso ao atendimento odontológico, especialmente em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas, onde a oferta de serviços de saúde bucal é limitada.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O investimento de mais de R$ 16 milhões reforça a rede de atenção primária no Pará, estado que apresenta índices de saúde bucal abaixo da média nacional, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil 2023.

    “Mais de 10% de todos os veículos enviados ao país vêm para o Pará, garantindo saúde bucal até nas áreas rurais e ribeirinhas. Após 10 anos sem investimentos, o governo federal voltou a comprar odontomóveis: já entregamos 400 e vamos entregar mais 400 até o fim do ano. A novidade é que os odontomóveis chegam equipados com impressoras 3D, que produzem próteses em apenas 15 minutos, dando dignidade e rapidez ao atendimento”, destacou o ministro.

    No último dia 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Padilha entregaram 400 UOMs em Sorocaba (SP). Com investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, os veículos vão beneficiar 1,4 milhão de pessoas em 400 municípios de todos os estados. A ação marca a retomada, após 10 anos, de uma política estratégica do Brasil Sorridente, que garante acesso à saúde bucal em regiões de difícil acesso.

    Legado para a COP 30

    As ações se somam a uma série de investimentos que o governo federal vem implementando no Pará em preparação para a COP 30. Para o ministro Alexandre Padilha, a conferência representa uma oportunidade de transformar a cidade com benefícios permanentes para a população local. O compromisso do governo é deixar um legado real, fortalecendo a rede pública de saúde para além do evento, com infraestrutura e serviços duradouros que prepararão Belém não apenas para receber a COP 30, mas para o futuro.

    O investimento federal em saúde no arquipélago tem crescido: de R$ 73,3 milhões em 2022 para R$ 134,3 milhões em 2024. Em 2025, até agosto, já foram destinados R$ 105,5 milhões, com expectativa de novos aportes até o fim do ano. Entre as ações, destaque para a ampliação das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), que passaram de 5 em 2022 para 10 em 2024, com custeio ampliado de R$ 5,2 milhões para R$ 12,7 milhões. O Novo PAC Saúde também destinou R$ 37,1 milhões à região entre 2024 e 2025, incluindo equipamentos, duas UOMs e a construção de 14 UBS.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • MP firma entendimento pela não aplicação de acordos em crimes de maus-tratos a animais

    MP firma entendimento pela não aplicação de acordos em crimes de maus-tratos a animais

    Atuação do MP se alinha à legislação estadual de vanguarda, que reconhece animais como seres sencientes e exige repressão firme à crueldade

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio de uma atuação conjunta do Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal (CAOCrim) e do Centro de Apoio Operacional em Matéria de Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente), emitiu uma nova Orientação Técnica Conjunta que consolida o entendimento pela inaplicabilidade do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) nos crimes de maus-tratos a animais. A medida representa um avanço na defesa dos direitos dos animais e no aprimoramento da atividade ministerial, garantindo uma resposta mais rigorosa e efetiva da Justiça contra a crueldade.

    O documento técnico-jurídico tem como objetivo orientar a atuação dos promotores de Justiça em todo o Estado, destacando que a violência é uma característica fundamental (elementar) do tipo penal previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98)1. O ANPP, por sua vez, é um instituto jurídico previsto no artigo 28-A do Código de Processo Penal, que não pode ser proposto em infrações penais cometidas com “violência ou grave ameaça”.

    A discussão central, esclarecida pela orientação, era se essa vedação se aplicaria apenas à violência contra pessoas. A nova interpretação do MPPB se baseia na alteração legislativa promovida pela Lei nº 13.964/2019 (o “Pacote Anticrime”), que suprimiu a restrição “à pessoa” que constava em normativas anteriores.

    O coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, ressalta que a interpretação da lei deve acompanhar a evolução social e jurídica. “A promoção da justiça e o combate à crueldade animal exigem a compreensão de que a violência é elementar do tipo no crime de maus-tratos. Diante de um modus operandi frequentemente violento e cruel, o acordo não se mostra suficiente e necessário à prevenção e reparação do crime, impondo-se a devida responsabilização penal com maior rigor”, afirma o coordenador.

    A orientação ganha ainda mais força no contexto da Paraíba, que possui uma das legislações mais protetivas do mundo na área: o Código de Direito e Bem-Estar Animal do Estado (Lei Estadual nº 11.140/2018). A lei paraibana reconhece expressamente os animais como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor e sofrimento, e determina que é dever do Estado e de toda a sociedade combatê-los.

    A promotora de Justiça Danielle Lucena da Costa Rocha, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, destaca que a atuação do Ministério Público deve estar em sintonia com a vanguarda legislativa do Estado. “Nosso Código de Bem-Estar Animal é firme, ao determinar que todos os órgãos do Estado devem livrar os animais de ações violentas e cruéis. Dessa forma, com base em nossas leis e no fato de que o Código de Processo Penal não restringe o conceito de violência apenas à pessoa humana, o ANPP não se apresenta como instrumento adequado para a reprovação e prevenção de tais crimes”.

    Com a nova diretriz, o Ministério Público da Paraíba não apenas reforça seu compromisso com a defesa do meio ambiente e dos seres vulneráveis, mas também demonstra estar atento às transformações sociais e legislativas. A medida alinha a instituição a entendimentos já consolidados em outros órgãos ministeriais, como os do Paraná e do Distrito Federal, e até mesmo a decisões judiciais, transmitindo à sociedade a mensagem de que a crueldade contra animais será combatida com a seriedade que o regime democrático e a legislação vigente exigem.

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  • Equipe do Acesso Seguro realiza inspeções técnicas em Comarcas no interior do Estado

    Foto do trabalho da equipe do Acesso Seguro
    Equipe do Acesso Seguro está visitando comarca do interior

    Dentro das atividades do Acesso Seguro, uma equipe da coordenação do projeto está em visita, durante esta semana, às Comarcas de Gurinhém, Alagoinha, Pocinhos e Esperança. As ações fazem parte de um cronograma de inspeções técnicas realizadas nas sedes dos Fóruns, como garantia de aperfeiçoamento do mecanismo.

    Com a utilização do “Visit”, software de controle de entrada e permanência de pessoas nas dependências dos prédios do Poder Judiciário estadual, o projeto Acesso Seguro permite segurança não apenas para os que atuam nas unidades judiciárias, mas também para o cidadão que utiliza os serviços junto às comarcas.

    Envolvendo o aprimoramento das pessoas que operam o equipamento, são realizados treinamentos específicos voltados à segurança de servidores(as), magistrados(as) e usuários(as) dos fóruns e prédios administrativos do Poder Judiciário estadual. Um conjunto de ações que fortalece a proteção de todos e também do patrimônio do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Como explicou o coordenador do Acesso Seguro, Jardel Rufino Sá, a utilização do software Visit, aliada à adoção dos procedimentos de segurança estabelecidos no âmbito do projeto Acesso Seguro, viabiliza a uniformização das rotinas de controle de acesso nas unidades judiciárias. 

    “De maneira a contribuir  para a mitigação de riscos e à preservação da integridade física de magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as) e demais usuários da Justiça. Ademais, a iniciativa fortalece a proteção do patrimônio público”, realçou Jardel Rufino. 

    Junto com ele, também participam das inspeções o tenente-coronel da PM Josélio César de Oliveira, além de Jean Carlo Lira Siqueira Vasconcelos Júnior, servidor da Gerência de Segurança Institucional do TJPB, que esteve na equipe de execução do Projeto Acesso Seguro.

    Além de orientações sobre a atualização do sistema, os participantes dos treinamentos também têm a oportunidade de esclarecerem dúvidas. Foi o caso da gerente do Fórum da Comarca de Pocinhos, Íris de Ana Gomes Apolinário, que destacou ter sido a inspeção muito proveitosa. 

    “Foi de grande valor para o nosso trabalho. ​É sempre muito bom contar com o apoio e o conhecimento dos coordenadores do projeto, e esperamos que possamos continuar com essa parceria tão produtiva”, enfatizou.

    Na opinião da gerente do Fórum de Alagoinha, Daniele de Barros Pereira, as inspeções da equipe técnica do “Acesso Seguro” são de grande importância para todo o Judiciário, considerando a necessidade de reciclagem e a troca de experiências. 

    “Essa troca de experiências atesta que a colaboração entre as comarcas e a Comissão Permanente de Segurança é fundamental para a eficiência do sistema”, salientou Daniele Pereira.

    Ela comunicou que a juíza diretora do Fórum, Janete Ferreira, na ocasião, solicitou que fosse realizada uma reunião com os servidores que operam o sistema Visit, os militares e vigilantes que fazem a segurança do local, para práticas preventivas   a serem desenvolvidas na Comarca de Alagoinha.

    O projeto Acesso Seguro, com suas inspeções nas comarcas, demonstra um compromisso fundamental com a segurança e a eficiência do trabalho judiciário. A iniciativa de avaliar e aprimorar os procedimentos de acesso contribui diretamente para a proteção de todos que frequentam o ambiente forense, desde magistrados e servidores até advogados e cidadãos, como evidenciou a gerente do Fórum da Comarca de Esperança, Mayara Câmara Alves. 

    Para a gerente, três fatores são evidenciados no êxito do trabalho de inspeções da equipe do Acesso seguro para a Comarca, como: o fortalecimento da segurança; a promoção da excelência operacional e a criação de uma cultura de prevenção. “As inspeções do projeto Acesso Seguro são um pilar essencial para a modernização e a segurança do sistema judiciário, e sua continuidade é vital para a manutenção de um ambiente de trabalho protegido e eficiente”, apontou Mayara Alves. 

    Ação estratégica – O projeto Acesso Seguro constitui uma das ações da Comissão Permanente de Segurança, presidida pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, contando com o apoio e colaboração da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, sob a condução do desembargador Fred Coutinho.

     

    Por Lila Santos

     

  • Magistrados (as) do TJPB são capacitados para atuar com ferramentas da Central de Regulação de Vagas

    Foto das pessoas que participaram do curso
    A juíza Aparecida Gadelha fez a abertura doo evento

    Magistrados e magistradas do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que atuam nas Varas de Garantias e que trabalham com audiência de custódia de João Pessoa e Campina Grande, estão sendo capacitados para trabalhar com as ferramentas da Central de Regulação de Vagas (CRV). O curso acontece na Escola Superior da Magistratura (Esma), ministrado por facilitadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ligados ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

    A CRV tem um prazo de até 90 dias para entrar em funcionamento, no sexto andar do Fórum Criminal de João Pessoa, localizado na Avenida João Machado, Centro.

    A Central de Regulação de Vagas tem como principal objetivo conectar os poderes Judiciário e Executivo para monitorar o índice de ocupação das unidades prisionais, oferecendo uma série de opções administrativas e de gestão para que, gradualmente, uma vaga seja ocupada por uma pessoa. No final de 2024, segundo dados do Executivo Federal, a média geral de ocupação no país era de 135,58%.

    Foto da juíza Aparecida Gadelha
    Juíza Aparecida Gadelha (direita)

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Poder Judiciário estadual, juíza Aparecida Gadelha, foi a responsável por dar início à capacitação dos juízes e juízas do TJPB.

    “Ontem (27), foi concluída a formação em serviços penais da equipe técnica da Central de Regulação de Vagas, composta por servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba e Poder Executivo. Hoje, estamos recebendo uma equipe de magistrados e magistradas, com foco em trazer uma compreensão sobre a Central, fazendo com que tenhamos o mesmo conhecimento acerca de todas as ferramentas da CRV”, comentou Aparecida Gadelha.

    “Gosto de definir a Central como um grande sistema, por meio do qual podemos equilibrar a quantidade de vagas e a lotação das unidades prisionais, através do conhecimento sobre a ocupação em tempo real dessas unidades prisionais. Com a Central, juízes e juízas podem tomar decisões melhores acerca da necessidade ou não de decretação ou manutenção de prisão de pessoas”, definiu Aparecida Gadelha.  

    A magistrada lembrou que a CRV da Paraíba, é vinculada à Presidência do TJPB, enquanto a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/PB) acompanha e contribui com seu funcionamento. A Paraíba é o primeiro estado a implantar a CRV, dentro do Plano Pena Justa, do CNJ, e o segundo no país a adotar essa ação, que já funciona no Maranhão.

    A juíza titular da 2ª Vara Regional do Juízo das Garantias Comarca de João Pessoa, Conceição de Lourdes Marsicano de Brito, é uma das magistradas que participa do curso. “Considero muito importante essas iniciativas que efetivamente demonstram uma disposição do Judiciário em melhorar o sistema prisional. Acredito que essa Central será vista como por todos os juízes. Também precisa que a audiência de custódia seja só para soltar bandido. Falo disso dentro do contexto dessa situação, dessa proposta de Central de Regulação de Vagas, disse a juíza. “A Central veio para somar e dar mais subsídios, mais elementos, para aplicar, sim, mas também procura humanizar, quando couber”, destacou.

    Foto do instrutor do Curso
    Lucas Pereira, facilitador do CNJ

    Segundo um dos facilitadores da capacitação, Lucas Pereira de Miranda, a ideia do curso é criar um ambiente de diálogo sobre a metodologia da regulação de vagas, tendo o Tribunal da Paraíba como um dos estados pioneiros na execução dessa política. “Preparamos a equipe técnica, como também os serviços penais diversos da prisão, para a execução dessa metodologia de regulação de vagas prisionais. Ainda de maneira articulada, damos suporte para implementação e execução de serviços penais integrados a essa estratégia de trabalho, para garantir a qualificação dos recursos de responsabilização penal aqui no estado da Paraíba”, explicou.

    A também facilitadora do Conselho Nacional de Justiça, Jamile Carvalho, disse que o curso tem como meta a integração dos serviços “É fundamental na estratégia da Central de Regulação de Vagas, você ter serviços fortalecidos, uma relação de parceria entre Judiciário e Executivo e que todo mundo conheça as pontas desse processo. Então ontem a gente teve um momento muito bacana, muito bonito, em que todos os serviços penais se encontraram pela primeira vez. É justamente isso que procuramos fazer”, destacou. 

    Por Fernando Patriota

     

  • Círculo de Construção de Paz promove diálogo no 2º Cartório das Garantias de Campina Grande

    Foto da equipe do curso
    A juíza Ivna Mozart com os participantes do curso

    Promover ambientes seguros, acolhedores e voltados para o diálogo, a construção coletiva de soluções e o fortalecimento de vínculos. Essa é a proposta dos Círculos de Construção de Paz, iniciativa do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do Tribunal de Justiça da Paraíba. Nesta semana, a ação foi realizada no 2º Cartório Regional das Garantias de Campina Grande.

    A atividade foi mediada pela coordenadora adjunta do Nejure, juíza Ivna Mozart Bezerra Soares, que coordena, também, o Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) de Campina Grande.

    Para a magistrada, a vivência proporciona um impacto positivo, tanto para os participantes, que têm a oportunidade de estabelecer vínculos que transcendem as ocupações profissionais; quanto para as instituições, na medida em que colabora com o bem-estar de seus integrantes.

    O chefe do 2º Cartório, José Roberto Alves da Silva, partilha da mesma avaliação. O servidor ressaltou a importância do encontro para o fortalecimento da comunicação entre os membros da equipe e relatou os efeitos positivos da prática.

    “Foi uma experiência muito interessante, onde pudemos nos expressar de forma mais livre e compartilhar experiências de vida. O objetivo geral foi mostrar que a pessoa que somos no ambiente do trabalho é resultado dessa história pessoal e entendermos isso nos ajuda na convivência”, explicou José Roberto.

    A iniciativa está alinhada às diretrizes da Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política Nacional de Justiça Restaurativa no âmbito do Poder Judiciário.

    Com foco na reparação de danos e na responsabilização ativa dos envolvidos, a Justiça Restaurativa se consolida como um conjunto estruturado de princípios, métodos e práticas que buscam a conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais que estão na origem dos conflitos e da violência.

     

    Por Gabriela Parente