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  • ALPB concede medalhas à promotora de Justiça Danielle Lucena

    Notícias

    Publicado em 27 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, sessão solene, na tarde desta quarta-feira (27), para entregar a medalha de Mérito Jurídico Tarcísio de Miranda Burity e a medalha Dom Helder Câmara à promotora de Justiça Danielle Lucena da Costa Rocha. A solenidade, realizada na sede do Poder Legislativo, foi proposta pelos deputados  João Gonçalves e Dra Paula contou com a presença de autoridades, familiares e amigos da homenageada.

    A deputada Dra. Paula destacou a relevância da homenagem e o trabalho da promotora em defesa de causas importantes para a sociedade paraibana. “É com grande satisfação que entrego esta medalha à doutora Daniela, promotora de Justiça. Ela representa um motivo de orgulho para mim”, afirmou Dra. Paula.

    A deputada ressaltou que a promotora enfrentou desafios na Assembleia Legislativa para a aprovação de uma lei referente aos fogos de artifício. “A questão é relevante, pois estes artefatos causam danos significativos a crianças com necessidades especiais, especialmente autistas, a animais e a idosos em hospitais e casas de repouso”, disse.

    O deputado João Gonçalves ressaltou a alegria em dar notoriedade à trajetória da promotora. “Hoje, esta Casa homenageia uma promotora competente”, declarou o deputado, expressando a satisfação em reconhecer a história de vida e a carreira profissional de Danielle Lucena.

    Emocionada, a promotora Danielle Lucena da Costa Rocha agradeceu o reconhecimento. “É com grande alegria que recebo este reconhecimento ao meu trabalho, por meio de duas medalhas outorgadas por representantes do Poder Legislativo, que representam a expressão da vontade popular”, disse Danielle Lucena.

    As medalhas concedidas são um reconhecimento à dedicação, competência e ao impacto positivo do trabalho de Danielle Lucena da Costa Rocha em prol da justiça e do bem-estar social na Paraíba.

    Sobre a homenageada 

    A promotora Danielle Lucena possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (2001). Atualmente é promotora de justiça do Ministério Público do Estado da Paraíba. Especialista em Direito Processual Civil (2015). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público.

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  • Governança e Blockchain no Agronegócio: Como Transformar Compliance em Lucro

    Governança e Blockchain no Agronegócio: Como Transformar Compliance em Lucro

    De obrigação regulatória a vantagem estratégica

    No agronegócio global, governança corporativa deixou de ser apenas um requisito para atender reguladores ou auditores. Ela se tornou uma moeda de troca no mercado internacional — valorizando ativos, abrindo mercados premium e influenciando diretamente margens e EBITDA.

    Com cadeias produtivas cada vez mais complexas, pressão crescente por práticas ESG e consumidores mais atentos à origem dos alimentos, compliance sólido se tornou um diferencial. Mas, para muitas empresas, ele ainda é visto como custo, e não investimento estratégico. A pergunta central que um C-Level deveria fazer é: “Como transformar compliance em retorno financeiro e vantagem competitiva?”

    A resposta está na adoção estratégica do blockchain, tecnologia que une transparência, rastreabilidade e eficiência em uma única estrutura.

    O cenário de mercado (2023–2025)

    Dados recentes mostram que o blockchain no agronegócio já não é um experimento, mas uma tendência de crescimento acelerado:

    1. O mercado global de blockchain na agricultura movimentou USD 352 milhões em 2024 e deve alcançar USD 5,6 bilhões até 2032, crescendo a um CAGR de 41,4% (Credence Research).
    2. Na América do Sul, blockchain já é utilizado em rastreabilidade, certificações, tokenização e smart contracts para auditorias em tempo real (Frontiers in Sustainable Food Systems, 2024).
    3. 83% dos executivos acreditam que ativos digitais disruptivos, como blockchain, mudarão profundamente seus setores, mas menos de 30% já estão implementando (PwC Brasil, 2024).

    O problema atual do compliance no agro

    Manter compliance no agronegócio é caro e demorado. A cadeia de produção e distribuição envolve múltiplos elos, fornecedores, transportadores, processadores, distribuidores e exportadores, cada um com pontos vulneráveis a falhas e fraudes.

    Principais gargalos:

    1. Custos elevados de auditoria.
    2. Processos manuais e suscetíveis a erros.
    3. Dificuldade em comprovar práticas ESG de forma rastreável.
    4. Perda de competitividade frente a players mais ágeis e transparentes.

    Como o blockchain resolve?

    Blockchain é um livro-razão digital imutável e auditável, que permite registrar todas as transações e eventos da cadeia produtiva em tempo real.

    Aplicações-chave no agro:

    Rastreabilidade ponta a ponta

    • Registro detalhado desde a origem até o consumidor final.
    • Acesso instantâneo a informações de lote, data, local e certificações.

    Compliance automatizado

    • Smart contracts executam regras de conformidade de forma automática.
    • Auditorias simplificadas, com redução de até 35% nos custos.

    Eficiência operacional

    • Redução de perdas logísticas em até 20%.
    • Eliminação de intermediários para validação de dados.

    Acesso a mercados premium

    • Certificações digitais que aumentam valor de exportação.
    • Valorização de até 15% no preço de commodities rastreadas (case soja – arXiv).
    Aspecto Antes (Processos Convencionais) Depois (Com Blockchain)
    Auditorias Longas, custosas, dependentes de papel e planilhas Rápidas, digitais, com dados validados automaticamente
    Rastreabilidade Parcial, fragmentada e suscetível a erros Total, ponta a ponta, com dados imutáveis
    ESG e Governança Difícil comprovação e integração Certificação digital instantânea
    Custos de Compliance Elevados e recorrentes Reduzidos em até 35%
    Margens de Exportação Limitadas a mercados tradicionais Ampliadas por acesso a mercados premium
    Risco de Fraude Alto Reduzido drasticamente

    Cases de referência

    1. Wines of Argentina – Uso de blockchain para certificar origem e autenticidade, elevando valor de exportação e confiança de importadores.
    2. Cooperativa de café na Colômbia – Rastreabilidade blockchain que resultou em aumento de 12% no preço pago por saca.
    3. Exportadora brasileira de carne bovina – Integração de blockchain e IoT reduziu perdas logísticas em 18% e acelerou liberações alfandegárias.

    Payback e ROI

    Estudos mostram que a adoção de blockchain no agro pode ter payback em até duas safras — e em alguns casos, já no primeiro ciclo produtivo.

    Exemplo prático:

    1. Custo de implementação: R$ 1,2 milhão.
    2. Economia anual com auditorias e perdas logísticas: R$ 800 mil.
    3. Ganho adicional em margens por certificações: R$ 500 mil.
    4. Payback: 1,2 anos.

    Riscos de não adoção

    1. Perda de mercado para concorrentes com certificação digital e rastreabilidade total.
    2. Bloqueios comerciais em países com exigências de origem e ESG (ex.: União Europeia).
    3. Perda de valor de marca em um mercado que valoriza transparência.

    Roadmap para implementação

    1. Mapear vulnerabilidades na cadeia.
    2. Escolher tipo de blockchain (pública ou permissionada).
    3. Definir métricas de ROI antes de iniciar.
    4. Executar projeto-piloto em um segmento.
    5. Escalar gradualmente com base nos resultados.

    Conclusão

    Blockchain no agronegócio é uma decisão de alocação de capital inteligente, que entrega governança robusta, conformidade regulatória e retorno financeiro. Quem agir agora transforma compliance em lucro e vantagem competitiva.

    O seu compliance está custando ou retornando valor?

     

  • Assessores do TJPB são capacitados em juízo de admissibilidade de recursos excepcionais

    Print dos participantes do curso

    Magistrados e assessores da Diretoria Jurídica e da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba estão mais capacitados, com a conclusão do curso ‘Juízo de Admissibilidade de Recursos Excepcionais’, promovido pela Vice-presidência do Poder Judiciário estadual e pela Escola Superior da Magistratura (Esma). A atividade aprimorou os conhecimentos da equipe encarregada de realizar a admissibilidade no âmbito do TJPB, para que essa fase do processo possa ser realizada observando a razoável duração do processo.

    O vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa, e os juízes auxiliares da Vice-presidência,  Max Nunes de França e Silmary Alves de Queiroga Vita, e o diretor jurídico do Tribunal, Thiago Bruno Nogueira Alves, participaram do Curso.

    Os assessores e magistrados ainda se aperfeiçoaram na garantia de observância da integridade das decisões, com análise dos temas proferidos em recursos repetitivos ou da repercussão geral, pelos tribunais superiores. 

    Para o vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa, o curso foi muito importante, “por ser um espaço de discussão e compartilhamento de práticas e experiências entre o professor e a turma, sempre visando aprimorar a prestação jurisdicional e os mecanismos processuais do devido processo legal, agradecendo, na última aula pela disponibilidade do professor e pela excelência das aulas”.

    O mestre em Direito pela Universidade de Brasília e assessor-chefe do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas do Superior Tribunal de Justiça (STF), Marcelo Ornellas Marchiori, foi o facilitador do curso. O professor também é membro do Grupo Operacional do Centro Inteligência da Justiça Federal e do Centro de Inteligência do Poder Judiciário. Autor do livro “A Atuação do Poder Judiciário na Formação de Precedentes Definitivos” e palestrante em eventos sobre precedentes e admissibilidade de recursos excepcionais.

    Por Fernando Patriota

     

  • Cursos capacitam servidores e magistrados que vão atuar na Central de Regulação de Vagas

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    Curso de capacitação realizado na Escola Superior da Magistratura

    A formação em serviços penais da equipe técnica da Central de Regulação de Vagas (CRV), composta por servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba e Poder Executivo teve início e será concluída nesta quarta-feira (27), na Escola Superior da Magistratura (Esma). O trabalho é desenvolvido em rede entre os serviços penais: APEC, CIAP, Monitoração Eletrônica e Escritório Social. Amanhã (28), será a vez da formação de 28 magistrados(as) que atuam nas Varas de Garantias e unidades criminais do Estado.

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    Juíza Aparecida Gadelha, coordenadora do GMF

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, fez uma fala de abertura da capacitação para os servidores. “Este curso é fundamental para todos que atuarão na Central de Regulamentação de Vagas, pois oferece a base técnica e conceitual necessária para a realização de um trabalho eficiente, justo e humanizado. Aqui, cada participante compreende, não apenas os fluxos e procedimentos da Central, mas, sobretudo, a responsabilidade social que carrega ao garantir transparência, celeridade e equilíbrio na distribuição das vagas”, comentou a magistrada.

    A Central de Regulação de Vagas é uma metodologia que conecta o Judiciário e o Executivo para monitorar o índice de ocupação das unidades prisionais, oferecendo uma série de ferramentas administrativas e de gestão para que, gradualmente, uma vaga seja ocupada por uma pessoa. No final de 2024, segundo dados do Executivo Federal, a média geral de ocupação no país era de 135,58%.

    Nessa terça-feira (26), representantes dos poderes do Poder Judiciário estadual, do Executivo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinaram um Ato Normativo de instalação da CRV. O evento aconteceu no auditório do Fórum Cível de João Pessoa. A CRV da Paraíba, que passa a funcionar em 30 dias, é vinculada à Presidência do TJPB, enquanto a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/PB) acompanha e contribui com seu funcionamento. A Paraíba é o primeiro estado a implantar a CRV, dentro do Plano Pena Justa, do CNJ, e o segundo no país a adotar essa ação, que já funciona no Maranhão.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB cria Varas especializadas para julgar crimes contra pessoas hipervulneráveis

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    Juíza Virgínia Gaudêncio

    O Tribunal de Justiça da Paraíba alterou, por meio da Resolução 28/2025, a competência da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital e da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande. A partir de 1º de setembro, elas passam a se denominar Varas de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis, com competência privativa para processar e julgar crimes praticados contra crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

    A 4ª Vara Criminal da Capital, que já detinha competência exclusiva para processar e julgar os crimes praticados contra crianças e adolescentes e aqueles previstos na Lei nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), passará a processar e julgar também as ações penais em que figurem pessoas com deficiência e pessoas idosas como vítimas. 

    Entre os crimes que serão processados na Vara especializada estão: abandono de idoso, apropriação ou desvio de bens, maus-tratos, retenção de cartão magnético, entre outros tipos penais previstos no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003). Os crimes de discriminação, apropriação indevida de bens e abandono da pessoa com deficiência também integrarão a esfera de competência desta Vara Criminal.

    “A edição da mencionada Resolução constitui significativo avanço no processamento de feitos que envolvam pessoas em situação de vulnerabilidade, vítimas de delitos, as quais demandam tratamento jurisdicional diferenciado, viabilizando a prestação judicial mais célere e efetiva às respectivas demandas processuais”, informou a juíza Virgínia Gaudêncio.

    Sairão da esfera de competência da 4ª Vara os processos criminais comuns, que serão redistribuídos entre as demais Varas Criminais competentes da Capital.

    Por Nice Almeida

     

  • Seminário debate ações para fortalecimento da Rede de Atenção à Primeira Infância na PB

    Foto da abertura do seminário
    O juiz Hugo Zaher representa o TJPB no evento

    Discutir e fortalecer a relação federativa entre estados e municípios, na promoção de políticas públicas para a Primeira Infância, este é um dos objetivos do II Seminário Estadual da Primeira Infância da Paraíba: Um olhar ampliado sobre a atenção integral através da gestão colaborativa. O evento conta com a participação do Poder Judiciário paraibano, por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju).
     

    Discutir e fortalecer a relação federativa entre estados e municípios, na promoção de políticas públicas para a Primeira Infância, este é um dos objetivos do II Seminário Estadual da Primeira Infância da Paraíba: Um olhar ampliado sobre a atenção integral através da gestão colaborativa. O evento conta com a participação do Poder Judiciário paraibano, por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju). 

    Durante dois dias (26 e 27/08), no auditório do Tribunal de Contas do Estado, atores do sistema de garantias e proteção dos direitos de crianças e adolescentes se reúnem para debater o tema. O Judiciário paraibano não tem medido esforços na execução e participação em ações da Rede de Atenção à Primeira Infância, para a efetivação desse sistema de garantias, reforçando o compromisso da gestão de um olhar com especial atenção às necessidades do público infantojuvenil. 

    O coordenador estadual da Infância e Juventude do TJPB, juiz Hugo Gomes Zaher, comentou ter sido o evento de suma importância para reforçar a posição do tribunal de Justiça da Paraíba em promover e garantir direitos fundamentais das crianças desde a tenra idade. “Reforçando as ações desenvolvidas no âmbito do comitê da primeira infância e também no diálogo intersetorial com os diversos órgãos do sistema de garantia de direitos”, observou o magistrado.

    Para o coordenador executivo do Comitê Estadual Intersetorial de Políticas Públicas da Primeira Infância, Roberto Dutra, o Seminário é um evento crucial para o desenvolvimento de políticas voltadas à primeira infância na Paraíba. “O Tribunal de Justiça da Paraíba desempenha um papel importante, participando do Comitê Estadual e contribuindo com avaliações e sugestões”, disse.

     

     

  • Presidente do TJPB registra agradecimento do CNJ pelo apoio durante inspeção 

    Foto da sessão do Pleno do TJPB
    Fred Coutinho fez a leitura do ofício do ministro Campbell

    Durante a sessão do Pleno desta quarta-feira (27), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, comunicou aos membros da Corte o agradecimento oficial do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, pelo apoio logístico prestado pelo Tribunal às atividades de inspeção realizadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no período de 20 a 22 de agosto.

    Em ofício direcionado à Presidência do TJPB, o ministro enaltece a dedicação dos envolvidos com o planejamento, a execução logística, o suporte técnico e toda a estrutura disponibilizada, destacando também os trabalhos dos setores de Cerimonial, Transporte e Segurança.

    Foto da sessão do Pleno do TJPB
    Frede estendeu os agradecimentos aos magistrados do TJPB

    “O suporte oferecido antes, durante e após a inspeção foi essencial para a fluidez dos trabalhos e a obtenção dos resultados esperados. Essa colaboração reforça o compromisso do Tribunal com a excelência e a eficiência da Justiça perante a sociedade”, ressaltou o ministro Mauro Campbell, em trecho do documento lido pelo presidente Fred Coutinho durante a sessão.

    O desembargador estendeu os agradecimentos aos magistrados (as) e servidores (as) da Casa que contribuíram para o êxito da inspeção.

    “Vivemos dias intensos, de aprendizado e troca de experiências. Reconhecemos que há equívocos a serem corrigidos, mas também temos muitos avanços dos quais nos orgulhamos. A inspeção foi produtiva e demonstrou que o nosso Judiciário está no caminho certo. Deixo aqui minha gratidão a todos e todas que colaboraram”, declarou o presidente do TJPB.

    Na ocasião, o desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa destacou a atuação do presidente da Corte no período da inspeção. “Registro meu agradecimento a Vossa Excelência, que acompanhou todos os trabalhos de perto, garantindo que nada faltasse”, afirmou.

    O desembargador Oswaldo Trigueiro também fez questão de elogiar a condução da Presidência do TJPB.

    “O reconhecimento por parte da equipe do ministro é mais do que legítimo. A atenção aos detalhes, o zelo e o comprometimento de Vossa Excelência foram visíveis. Por onde passei, ouvi elogios”, finalizou.

     

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

     

  • TJPB inicia uso de ferramenta de Inteligência Artificial integrada ao PJe

    Foto de Fred Coutinho e Daniel Melo
    Fred Coutinho e Daniel Melo durante o lançamento da IA

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) anunciou nesta quarta-feira  (27) um salto gigantesco na efetivação da celeridade processual. Juízes e servidores começam a utilizar uma ferramenta inovadora de Inteligência Artificial (IA) integrada ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). O objetivo é agilizar a prestação jurisdicional, oferecendo maior eficiência, celeridade e precisão no atendimento às demandas da sociedade paraibana.

    Denominada  ‘Solução de IA Generativa Integrada ao PJe’, a nova ferramenta é capaz de responder rapidamente consultas relacionadas aos processos judiciais, disponibilizando informações de forma célere e absolutamente confiáveis. Além disso, o sistema auxiliará magistrados e assessores na elaboração de minutas de decisões e sentenças, contribuindo para a otimização do fluxo de trabalho nas unidades judiciais.

    O projeto entra em fase de piloto em dez unidades judiciais, que serão responsáveis por validar a ferramenta e fornecer subsídios para possíveis ajustes e aprimoramentos. A iniciativa representa um marco importante no processo de modernização tecnológica do TJPB, reforçando o compromisso da instituição em utilizar a inovação a serviço da Justiça e da cidadania.

    O desembargador Fred Coutinho, presidente do TJPB, destacou que a Inteligência Artificial é uma realidade, presente em todos os segmentos da sociedade. “Estamos lançando, hoje, uma ferramenta de IA voltada a facilitar o trabalho de magistrados e servidores, com vista a avançar no quesito celeridade processual sem nunca perder a qualidade do trabalho judicial”, declarou o presidente.  

    Print do frame da reunião virtual
    Magistrados e servidores participaram da reunião virtual

    Falando da iniciativa, o Juiz Auxiliar da Vice-Presidência, Max Nunes, destacou: “O Tribunal de Justiça da Paraíba reafirma, com esta iniciativa, o seu compromisso em colocar a tecnologia a serviço das pessoas. A integração da inteligência artificial ao PJe não substitui o trabalho humano, mas o potencializa, garantindo mais celeridade, precisão e transparência na entrega da Justiça. Trata-se de um passo importante para aproximar ainda mais o Judiciário da sociedade, assegurando que a inovação seja um instrumento de cidadania e de fortalecimento da democracia.”

    Para o Diretor de Tecnologia, Daniel Melo, este projeto coloca o TJPB na vanguarda entre os tribunais brasileiros ao adotar a inteligência artificial generativa integrada diretamente ao Sistema de Processo Judicial Eletrônico. “A ferramenta não vem para substituir pessoas, mas para apoiar servidores e magistrados, ampliando a produtividade e fortalecendo a eficiência da prestação jurisdicional”, destacou Daniel Melo.

    O diretor informou, também, que a iniciativa do TJPB, com a adoção da nova ferramenta, ocorre em atenção às normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que diz respeito às ações de área e tecnologia. 

    Lançamento – O lançamento da ferramenta aconteceu na tarde desta quarta (27), na Sala Branca do Tribunal, durante reunião virtual aberta pelo presidente Fred Coutinho, que contou com o diretor Daniel Melo, magistrados e servidores das unidades envolvidas no projeto piloto.

     

    Por Valter Nogueira

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Fiscalizações coordenadas pelo MP flagram irregularidades em comunidades terapêuticas

    Fiscalizações coordenadas pelo MP flagram irregularidades em comunidades terapêuticas

    Cento e sessenta e quatro pessoas foram resgatadas nos últimos dois anos em comunidades terapêuticas paraibanas. Elas estavam sendo mantidas nesses locais contra a vontade, em condições inadequadas e submetidas a violência. 

    O resgate é um dos resultados da ação do Grupo de Trabalho formado pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da promotora de Justiça Fabiana Lobo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems/PB),  Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB),  Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren/PB), Conselho Regional de Psicologia (CRP-13) e Conselho Regional de Farmácia (CRF-PB). 

    Entre os anos de 2023 e 2025, 16 instituições foram fiscalizadas, totalizando um percurso de mais de 1.500 quilômetros e muitos flagrantes de irregularidades. 

    O que são as CTs

    Comunidades terapêuticas são entidades privadas, sem fins lucrativos, que realizam gratuitamente o acolhimento de pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas (SPA), em regime residencial transitório e de caráter voluntário.

    Segundo a publicação “Perfil das Comunidades Terapêuticas Brasileiras”, do IPEA (Nota Técnica 21/17), “o modelo de cuidado proposto ancora-se em três pilares: trabalho, disciplina e espiritualidade, combinando saberes técnico-científicos (médicos, psicológicos e socioassistenciais) com práticas espirituais. Outro elemento essencial ao modelo das CTs é a convivência entre pares, isto é, a convivência entre os diversos residentes, orientada pelas rotinas e práticas terapêuticas determinadas pela instituição.”

    As comunidades terapêuticas enquadram-se no conceito de ponto de atenção da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) mas não são serviços de saúde e, por isso, não podem fazer prescrições médicas, nem internações involuntárias ou compulsórias. As regras de funcionamento são determinadas pela Lei Federal nº 11.343/2006. As CTs devem oferecer projetos terapêuticos ao usuário ou dependente de drogas que visa à abstinência; a adesão e a permanência devem deve ser voluntárias e formalizadas por escrito;  o ambiente deve ser residencial, propício à formação de vínculos; são necessárias avaliação médica prévia e elaboração de plano individual de atendimento e fica proibida a vedação de isolamento físico do usuário ou dependente de drogas. Pessoas com comprometimentos biológicos e psicológicos de natureza grave que mereçam atenção médico-hospitalar contínua ou de emergência não podem ser acolhidas nesses locais.

    De acordo com o Conselho Federal de Medicina, para fazer internações involuntárias e compulsórias, as CTs precisam estar dotadas das mesmas condições dos estabelecimentos hospitalares, ou seja, devem dispor de plantão médico presencial durante todo o horário de funcionamento, e de equipe completa de pessoal.

    Irregularidades encontradas

    As inspeções identificaram irregularidades graves na gestão das unidades. Uma das mais frequentes foi a ausência do registro legal como comunidade terapêutica. Na prática, a maioria dos estabelecimentos se enquadra como equipamentos de saúde, ministrando e disponibilizando medicamentos para os internos. Também havia problemas na emissão do alvará sanitário ou outras documentações, assim como dificuldades em ter acesso ao prontuário individual dos acolhidos e do regimento interno disponível no local.

    Outro ponto crítico foi o conhecimento de internações involuntárias ou compulsórias, sem respaldo legal, contrariando frontalmente as normativas nacionais que regulamentam a atuação dessas instituições. O problema foi constatado em 50% das unidades visitadas pelo grupo de trabalho.

    Duas unidades tinham oito adolescentes internados, o que é proibido pela Resolução nº 249/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Também foram encontradas pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência física, com transtornos psíquicos que não eram decorrentes de álcool e drogas, como uma espécie de “depósito” de vulneráveis, situação de flagrante violação dos direitos humanos.

    Em mais da metade das instituições fiscalizadas havia medicamentos vencidos, fracionados sem identificação (lote e validade), e psicotrópicos sem a devida prescrição/prontuário médico. Além de receituários em branco de medicamentos controlados, assinados e carimbados por profissional médico.  

    A ação do grupo de trabalho também constatou a ausência de profissionais de saúde qualificados (médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros), ficando os próprios internos, em alguns estabelecimentos, responsáveis pela guarda e distribuição dos medicamentos. E casos de maus-tratos, cárcere privado, violência física, psicológica e até sexual foram documentados, nas mesmas comunidades terapêuticas que realizavam internações involuntárias e/ou compulsórias, ou seja, metade das CTs fiscalizadas aplicava essas punições.

    As consequências

    Quatro comunidades terapêuticas foram interditadas pela Agência de Vigilância Sanitária, em razão de funcionarem sem alvará sanitário e/ou por exercerem suas atividades irregularmente. Como desdobramento destas fiscalizações, foram instaurados inquéritos civis públicos e ajuizadas ações civis públicas, para interdição dos estabelecimentos em razão das situações insalubres e nocivas à saúde dos internos.

    As 164 pessoas mantidas nas comunidades terapêuticas contra a vontade foram resgatadas. Os oito menores encontrados foram encaminhados à rede de proteção da criança e adolescente. Medicamentos vencidos e receitas médicas irregulares foram apreendidos. 

    Nos casos de agressão e/ou violência (física, sexual, psicológica, patrimonial), os responsáveis foram levados para serem ouvidos na central de polícia de cada município.

    No âmbito criminal, a 1ª Vara Criminal de Campina Grande condenou sete pessoas de uma CT pela prática de sequestro, cárcere privado e tortura, nos anos de 2023 e 2024, contra cinco internos.

    Para a promotora Fabiana Lobo, apesar de haver também um trabalho sério e dentro da lei sendo feito em alguns CTs visitados, é preciso dar continuidade às fiscalizações, que “revelaram um cenário preocupante na maioria das comunidades e centros terapêuticos inspecionados, o que pede a urgência de uma atuação contínua e rigorosa do Ministério Público e demais órgãos de fiscalização, para garantir a proteção dos direitos e a integridade física e mental das pessoas acolhidas nessas instituições”. 

     

  • Ncap recomenda medidas para regularizar funcionamento de guardas municipais

    Ncap recomenda medidas para regularizar funcionamento de guardas municipais

    O Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap) do Ministério Público da Paraíba expediu recomendações aos Municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Campina Grande, Sousa, Soledade, Conde, Patos, Mamanguape, Mamanguape, Pombal e Pedras de Fogo para a adoção de providências visando a correção de irregularidades no funcionamento das guardas civis municipais.

    As recomendações são assinadas pelos promotores de Justiça Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra (coordenadora), Túlio César Fernandes Neves e Cláudio Antônio Cavalcanti (membros do órgão). Elas foram foram expedidas em procedimentos administrativos instaurados para cada município, nos quais realizou-se a análise da legislação municipal e de informações prestadas pelos Poderes Executivo e Legislativo respectivos, sendo identificadas incompatibilidades com o que prescreve a Lei Federal n° 13.022/2014 e a Constituição Federal.

    Segundo a promotora Cláudia Bezerra, o NCAP instaurou procedimentos administrativos para fiscalização de 89 municípios que teriam guarda municipal em funcionamento. “No entanto, em muitos deles, sobretudo nos menores, a constatação é de que não se tratam de guardas civis municipais regularmente constituídas, mas de meros vigilantes, muitos não concursados e oriundos de cargos transformados, que estão exercendo irregularmente a função, com aparência de guardas civis municipais. Em outros, a guarda civil municipal está regularmente constituída, mas operando com algumas irregularidades pontuais”, acrescentou a promotora.

    No primeiro momento, foi realizada a análise dos municípios cujas guardas utilizam armas de fogo (João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde e Soledade) e os mais populosos do Estado.

    Ainda de acordo com a promotora, o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 608.588-SP, fixou a tese de que as Guardas Municipais podem exercer ações de segurança urbana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário, respeitando as atribuições dos demais órgãos de segurança pública. “Não podem atuar como polícia judiciária e são submetidas ao controle externo do Ministério Público. As leis municipais devem seguir as normas gerais do Congresso Nacional”.

    Medidas

    Entre as medidas gerias e específicas que estão sendo recomendadas para cada municpíio, estão a adoção de providências para destinar vagas das guardas para o sexo feminino; regularização do efetivo, garantindo que todos os guardas municipais em exercício tenham sido aprovados em concurso público específico para o cargo; regulamentação e funcionamento da Corregedoria e da Ouvidoria das guardas municipais.

    No caso da guarda municipal de Sousa, foi recomendado pelo Ncap a suspensão imediata imediata do funcionamento até que todas as irregularidades identificadas sejam sanadas e

    o órgão esteja em total conformidade com a Lei Federal nº 13.022/2014 e a Constituição Federal. O relatório aponta que a GCM de Sousa opera com graves incompatibilidades, incluindo a falta de estrutura, efetivo, equipamentos e mecanismos de controle, o que torna sua atuação irregular e compromete a segurança jurídica. 

    Já em relação à guarda de Conde e de Soledade, foi recomendada a revogação imediata dos respectivos normativos municipais que alteraram a nomenclatura do órgão para “Polícia Municipal”. A GCM deve utilizar o termo “guarda municipal”, em conformidade com a legislação e com a Constituição Federal.