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  • Novo Fórum de Gurinhém é aberto após reforma, e atendimento ao público volta a ser presencial

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    Gurinhém: retorno ao trabalho presencial em novo ambiente

    O novo Fórum ‘Desembargador Rivando Bezerra Cavalcanti’, da Comarca de Gurinhém, instalado no Centro de Formação Professora Juvina de Carvalho, já está pronto para receber magistrados(as) servidores(as) e a população que necessite buscar os serviços da Justiça no município. Após uma reforma realizada no novo prédio, os trabalhos que estavam sendo desenvolvidos de maneira remota (teletrabalho) voltaram a ser de forma presencial nesta segunda-feira (28).

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, havia determinado a suspensão dos atendimentos presenciais no Fórum de Gurinhém desde fevereiro deste ano em razão das condições estruturais do edifício.

    A juíza substituta de Gurinhém, Aylzia Fabiana Borges Carrilho, evidenciou a reforma realizada na edificação que agora funciona como novo Fórum da comarca. “As instalações estão perfeitas. É um fórum compacto, mas com todas as necessidades atendidas. Inclusive, temos um espaço até para lactantes, na medida da sua necessidade. A reforma do Fórum se deu graças a uma colaboração das prefeituras de Gurinhém e de Caldas Brandão com o Poder Judiciário. Houve um empenho significativo dessas autoridades para que o jurisdicionado tivesse uma sensação de pertencimento, de inclusão”, ressaltou.

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    Juíza Aylzia Borges Carrilho

    Para a magistrada Aylzia Borges, trabalhar em local salubre e seguro dá motivação a todos. “Essa sensação de pertencimento é muito importante para que haja motivação profissional. Com essa valorização os ânimos se renovam e essa renovação reflete na produtividade. Nosso jurisdicionado, enfim, pode dizer que tem um fórum adequado à Comarca de Gurinhém”, falou.

    Durante o teletrabalho – Todos os esforços foram somados para atender a população da melhor forma possível enquanto o trabalho do Fórum funcionou de forma remota. Vários canais digitais foram disponibilizados para o contato do cidadão(ã) e o protocolo de processos. Já as audiências continuaram presenciais, ocorrendo no Centro de Formação Professora Juvina de Carvalho, onde agora é o novo Fórum.

    Quem precisou de atendimento também pode acessar o Balcão Virtual, mandar e-mail ou mensagem, através de aplicativo de mensagens, para a Vara judicial.

    Por Nice Almeida

     

  • Terminam HOJE inscrições para webinar sobre assédio moral e sexual

    Terminam HOJE inscrições para webinar sobre assédio moral e sexual

    Evento acontece às 14h desta terça-feira e terá como palestrantes a procuradora do MPT Andressa Coutinho e o PGJ Antônio Hortêncio 

    As inscrições para o webinar “Assédio moral e sexual: reconhecer para prevenir e combater” terminam às 17h desta segunda-feira (28/04). A capacitação acontece nesta terça-feira (29/04), a partir das 14h. O último levantamento do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) apontava 142 inscritos, entre membros, servidores, assessores e estagiários. O evento também é aberto a prestadores de serviços da instituição. O webinar é promovido pela Procuradoria-Geral de Justiça, com o apoio da Ouvidoria, e faz parte de uma campanha interna da PGJ para prevenir e combater o assédio no âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Inscreva-se AQUI!

    Faz parte da campanha –  que acontece durante o “Abril Verde”, um movimento que busca fomentar a transformação dos ambientes laborais – o lançamento de uma cartilha com base em orientações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o tema. A  iniciativa do procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, pretende conscientizar os integrantes do MPPB sobre as formas de assédio moral e sexual e sobre a adoção das medidas cabíveis contra possíveis assediadores. As peças da campanha estão sendo desenvolvidas pela Assessoria de Imprensa da instituição.

    Palestrantes e mediadora
    O webinar terá duração de três horas e contará para fins de progressão funcional. Os palestrantes serão a procuradora do Trabalho, Andressa Alves Lucena Ribeiro Coutinho (MPT/PB) – que falará sobre conceitos e situações de assédio, como agir diante do problema e como combatê-lo –  e o procurador-geral do MPPB, Antônio Hortêncio, que vai abordar o tema no âmbito do MPPB. A mediação será feita pela ouvidora da Mulher, Dulcerita Alves, promotora de Justiça do MPPB. O evento conta com o apoio das associações dos membros (APMP) e dos servidores (ASMP). 

     

    Matéria relacionada: PGJ realiza webinar sobre prevenção e combate ao assédio sexual e moral

  • TJPB realiza visita técnica ao GMF-PE para fortalecer implantação da Plataforma Socioeducativa

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    Juiz Hugo Gomes Zaher em visita ao TJPE

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) segue avançando na implantação da Plataforma Socioeducativa (PSE) com iniciativas estratégicas para qualificar o processo de execução das medidas socioeducativas no estado. Como parte desse esforço, o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da área socioeducativa do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do TJPB, e o servidor André Monteiro Xavier, técnico judiciário da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, realizaram visita técnica ao GMF de Pernambuco.

    A missão teve como objetivo coletar experiências práticas relativas à implantação da Plataforma Socioeducativa no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que já consolidou avanços importantes nesse campo. Durante a visita, foram discutidos os principais desafios enfrentados, as estratégias de integração de sistemas, o saneamento de dados, a unificação dos processos de execução e a estruturação de fluxos de trabalho entre unidades judiciais e equipes técnicas.

    A iniciativa visa fortalecer a implantação da Plataforma no âmbito do TJPB, atualmente em curso, e garantir que a transição para o novo modelo ocorra de maneira segura, eficiente e em conformidade com as diretrizes nacionais. A troca de experiências também proporcionou subsídios para aprimorar o processo de capacitação dos magistrados, servidores e equipes técnicas paraibanas que atuarão diretamente no sistema.

    De acordo com o juiz Hugo Gomes Zaher, a visita técnica representa um importante passo no processo de modernização da execução socioeducativa na Paraíba. “A experiência de Pernambuco nos trouxe exemplos práticos de como superar obstáculos e estruturar um modelo eficiente de execução. Esse intercâmbio entre Tribunais é fundamental para fortalecer a proteção dos direitos dos adolescentes e aprimorar a gestão judicial das medidas socioeducativas”, destacou.

    O servidor André Monteiro pontuou que a visita técnica a um tribunal que já passou pelo processo de implantação da Plataforma Socioeducativa é uma grande contribuição. “Assim, podemos conhecer toda a dinâmica e as providências necessárias”.

    Além da visita, o Comitê da Plataforma Socioeducativa, instituído pelo Ato da Presidência nº 72/2025, planeja a formação de grupos de trabalho para saneamento e migração de dados, a publicação de normativas internas específicas para a Plataforma Socioeducativa e a realização de treinamentos destinados a magistrados e servidores, consolidando uma nova fase no atendimento socioeducativo no estado.
     

  • Quarta Câmara mantém obrigação do município de Marcação de regularizar transporte escolar

    Em decisão unânime, a Quarta Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve decisão de 1º grau que obriga o município de Marcação a adequar a frota de transporte escolar às normas de segurança e qualidade. O voto do relator, juiz substituto em segundo grau Carlos Antônio Sarmento, destacou a falha grave na prestação do serviço público e a recalcitrância da gestão municipal em cumprir determinações judiciais anteriores.

    Segundo o magistrado, a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, é garantida por meio dos direitos sociais – entre eles, o direito à educação, reconhecido no artigo 6º da Constituição Federal. Para garantir o acesso efetivo à educação, a Carta Magna impõe ao Estado o dever de fornecer transporte escolar adequado, conforme previsto no artigo 208, inciso VII.

    Relatório do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) revelou que, já em 2019, 80% da frota escolar de Marcação apresentava graves irregularidades, como problemas em retrovisores, ausência de curso especializado dos condutores, cintos de segurança em mau estado e falta de extintores de incêndio. Apesar de decisão judicial anterior, concedida há mais de três anos, determinando a correção das falhas, nova vistoria realizada em março de 2023 constatou não só a persistência dos problemas, mas também seu agravamento, incluindo veículos sem tacógrafo e em péssimo estado de conservação.

    Para o relator, ficou demonstrada a negligência do município, expondo crianças e adolescentes a sérios riscos, em afronta direta ao direito à educação e à proteção da integridade física desses estudantes. O juiz Carlos Sarmento ressaltou ainda a importância da intervenção do Poder Judiciário, especialmente em casos onde a inação administrativa compromete direitos fundamentais e coloca em perigo cidadãos em condição de vulnerabilidade.

    “A legitimidade da intervenção jurisdicional em casos como o ora em exame, que impõem a implantação de política pública, deriva não apenas do desrespeito a direito social, assentado constitucional e infraconstitucionalmente, do qual cabe ao Ministério Público zelar pela proteção, mas também porque a inação administrativa coloca em risco a incolumidade física de cidadãos hipossuficientes, sendo a atuação do Estado-juiz, portanto, imprescindível, para, a um só tempo, assegurar a necessária efetividade a direito social fundamental (transporte escolar, que materializa o acesso à educação), como para afastar ameaça de lesões à integridade de crianças e adolescentes”, afirmou.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Provas do 1º Enac têm a participação de 259 candidatos em João Pessoa

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    Uma comitiva do TJPB esteve no local das provas

    Um domingo (27/04) diferente para 259 pessoas que participaram do 1º Exame Nacional dos Cartórios (Enac). As provas do certame, que transcorreu sem intercorrências, foram realizadas na Escola Professor Raul Córdula, em João Pessoa. Na Paraíba foram 335 pessoas que se inscreveram no concurso.

    Os candidatos (as) concorrem à certificação que funcionará como pré-requisito para a inscrição em concursos públicos de provimento e remoção referentes à titularidade dos serviços notariais e de registro declarados vagos, realizados pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal e dos Territórios.  O 1º Enac, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba. 

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    Equipe do Tribunal de Justiça acompanha as provas do 1º Enac

    Uma comitiva do TJPB esteve no local das provas acompanhando os trabalhos. Participaram os desembargadores Fred Coutinho (presidente do TJPB), Agamenilde Dias Arruda (integrante da Corregedoria Nacional de Justiça), Leandro dos Santos (Corregedor-Geral de Justiça), Francisco Seráphico da Nóbrega Filho (Primeira Câmara Especializada Cível), além dos magistrados Max Nunes de França (auxiliar da Vice-presidência), Renata Câmara (juíza corregedora) e Manoel Abrantes (presidente da Comissão de Heteroidentificação).

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    Presidente do TJPB falando sobre o dia de provas

    O desembargador-presidente reforçou o apoio logístico que o Tribunal de Justiça está dando ao Exame, seguindo orientações do ministro corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell. “Acompanhamos o início do Exame, representando o Poder Judiciário. Junto com a desembargadora Agamenilde Arruda e demais profissionais, estamos imbuídos para o pleno êxito e o sucesso desse processo seletivo, que é um exemplo de cidadania”, realçou o desembargador Fred Coutinho.

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    Desembargadora Agamenilde Dias

    A desembargadora Agamenilde Dias Arruda, que na ocasião representou o CNJ, enfatizou o envolvimento do TJPB e o fato do ineditismo do concurso, primeiro da categoria realizado no país. Segundo enfatizou, a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela aplicação das provas, foi escolhida por critérios técnicos e de competência, salientando, ainda, que o Exame tem caráter eliminatório. 

    “Hoje, o acesso às serventias extrajudiciais, aos serviços notariais e registrais, se dá através de concurso, e esse Exame é a admissibilidade para os candidatos que concorrem. Tem a validade de seis anos”, pontuou a desembargadora Agamenilde Arruda.

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    Desembargador Leandro dos Santos, Corregedor-geral de Justiça

    O desembargador-corregedor geral de Justiça, Leandro dos Santos, disse ser a ocasião um momento marcante da gestão, envolvendo os Cartórios Extrajudiciais. “O Poder Judiciário definiu que os cartórios deveriam ser preenchidos por concurso público. Mérito, porque sabíamos que eram nomeações, as quais eram repassadas como se fosse uma herança, criando uma cadeia hereditária. O Exame veio, exatamente, materializar o mérito. Por isso, toda esta estrutura para mostrar a lisura do procedimento”, comentou.

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    Juiz Manoel Abrantes

    Por sua vez, o juiz Manoel Abrantes lembrou que o 1º Enac tem a finalidade de unificar os procedimentos de uma prova de conhecimentos gerais para todos àqueles que querem se habilitar para prestar concursos das Serventias Extrajudiciais. “Uma vez divulgado o resultado, os aprovados estarão habilitados para fazerem as provas específicas dos concursos que foram realizados em cada estado, essa habilitação será dada pelo certificado de aprovação do 1º Enac”, evidenciou.  

    Advogados – Antes mesmo da abertura dos portões, prevista para às 12h30, os advogados João Gabriel de Macedo e Letycia Diniz já estavam à espera para prestarem o 1º Enac.

    “Hoje estou fazendo o 1º Enac, a expectativa é bem alta. A gente fica um pouco ansiosa, porque a FGV é uma banca renomada, além de ser o primeiro concurso. Eu passando, darei continuidade aos estudos para fazer o concurso dos cartórios. Temos esperança de saírem alguns ainda este ano”, disse Letycia Diniz.

    João Gabriel Mendonça disse estar confiante, pois mesmo um pouco nervoso, por ser o primeiro concurso deste tipo, comentou que um bom estudo, dá conta. “O estudo sempre prevalece acima do nervosismo e, em sendo aprovado, vou correr atrás de todos os concursos disponíveis”, revelou. 

    Por Lila Santos

     

  • Nota de pesar pelo falecimento de Vera Maria Câmara Coelho, secretária-executiva da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará

    O Ministério da Saúde lamenta o falecimento de Vera Maria Câmara Coelho, secretária-executiva da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE). Reconhecida pelo compromisso com a criação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), atuou por mais de três décadas na Secretaria da Saúde do Estado do Ceará.

    Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará e mestre em Saúde Pública pela mesma instituição, atuou como secretária-executiva da CIB-CE por 16 anos. Nesse tempo, coordenou reuniões e elaborou atas fundamentais para o aprimoramento das políticas públicas.

    Em reconhecimento ao seu trabalho, foi agraciada com homenagens como a Medalha Dower Cavalcante, entregue pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará a pessoas e instituições que dedicam suas vidas à promoção da saúde da forma mais equânime e integral possível. Também recebeu a Medalha Paulo Marcelo Martins Rodrigues, maior comenda da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE).

    O Ministério da Saúde manifesta profundo pesar aos familiares e amigos.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde entrega 25 novas ambulâncias do SAMU 192 para a Bahia e anuncia investimento de R$ 160 milhões na Bahiafarma

    Para a renovação da frota do SAMU 192 na Bahia, o Ministério da Saúde entregou mais 25 novas ambulâncias neste sábado (26/04), em Salvador. Com mais essa leva, desde 2023, já são 256 novas unidades para ampliar e qualificar o serviço no estado. Durante agenda na capital baiana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou também investimento de R$ 159 milhões para a modernização da Bahiafarma.

    “Estamos realizando o maior investimento da história da Bahiafarma para transformar o estado em um polo de produção de medicamentos e testes diagnósticos no Nordeste”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. Esse recurso será destinado a três obras estruturais do laboratório público baiano e para aquisição de equipamentos. As melhorias incluem a reforma da subestação e do sistema de distribuição elétrica, além da reestruturação do Prédio Anexo I, que será destinado à produção de diagnósticos in vitro. Os equipamentos adquiridos serão utilizados na implantação da planta produtiva, fortalecendo a capacidade de produzir medicamentos e diagnósticos no estado.

    A iniciativa é parte das ações do Governo Federal para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com geração de emprego e aumento da capacidade produtiva e tecnológica de saúde no país. A Bahiafarma desempenha papel fundamental na oferta de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e no desenvolvimento industrial do Nordeste. Os recursos são do Novo PAC Saúde.

    Renovação e expansão do SAMU 192 na Bahia

    As 25 novas ambulâncias vão beneficiar seis municípios da Bahia – Salvador será contemplado com 19 ambulâncias; Simões Filho, com duas; e os municípios de Candeias, Conde, Esplanada e Pojuca receberão uma unidade cada. A ação integra o Novo PAC Seleções e conta com um investimento de R$ 7,2 milhões, ampliando a capacidade de resposta do serviço, que já atendia mais de 91% da população baiana — cerca de 13,7 milhões de pessoas.

    Com mais essa leva, desde 2023, o Ministério da Saúde já entregou 256 novas ambulâncias para o estado da Bahia. São unidades que vão reforçar o atendimento e reduzir o tempo de resposta em casos de urgência e emergência no estado. A frota atual do estado conta com 449 unidades exclusivas para o SAMU 192. “Com a entrega, queremos garantir que o serviço chegue a 100% do território baiano, com mais agilidade e estrutura”, reforçou Alexandre Padilha.

    A meta do Ministério da Saúde é universalizar o SAMU 192 em todo o país até 2026, garantindo assistência a toda população brasileira. Ao todo, desde 2023, o Governo Federal garantiu 2.222 novas ambulâncias do SAMU 192 — volume seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando 366 unidades foram entregues à população. Com essa expansão, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao atendimento de urgência. Atualmente, o SAMU 192 conta com mais de 4,3 mil veículos em circulação e chega a 188,6 milhões de brasileiros em 4.143 municípios.

    Novo PAC garante a construção da primeira Policlínica de Camaçari

    Estão em andamento as obras da primeira Policlínica Regional de Saúde de Camaçari, que dará cobertura a cerca de 644 mil pessoas da região. A unidade é a primeira a ser construída na cidade e utiliza recursos do Novo PAC Saúde. O projeto conta com investimento de mais de R$ 24,4 milhões, sendo R$ 17 milhões do Ministério da Saúde e R$ 7,4 milhões do governo estadual.

    Alexandre Padilha destacou que o presidente Lula quer garantir mais policlínicas funcionando sete dias por semana no país. “Vamos começar essa ação aqui pela Bahia. É um pedido do presidente: garantir o tempo adequado para os atendimentos especializados. Quando a pessoa precisar fazer um exame, uma mamografia, fechar um diagnóstico de câncer ou identificar problemas neurológicos ou auditivos, terá a policlínica funcionando todos os dias”, afirmou o ministro.

    A policlínica contará com 25 consultórios especializados — incluindo otorrinolaringologia e oftalmologia — e quatro salas de ultrassonografia. A unidade oferecerá exames oftalmológicos, ambulatório de estomias, tratamento de feridas complexas, serviços ortopédicos, fisioterapia e dois consultórios voltados à saúde infantil, com sala de estimulação precoce.

    Também haverá um núcleo de atendimento a vítimas de violência contra a mulher, centro de cirurgia ambulatorial com duas salas para pequenas cirurgias, serviço de endoscopia com área de recuperação exclusiva, além de raio-x, ressonância magnética e tomografia.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    Centro Especializado em Reabilitação das Obras Sociais Irmã Dulce

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também visitou o Centro Especializado em Reabilitação das Obras Sociais Irmã Dulce, que tem o Ministério da Saúde como um dos principais parceiros institucionais e é referência no atendimento a pessoas com deficiência nas áreas auditiva, física, intelectual e visual.

    Habilitada pelo Ministério da Saúde desde 2013, a unidade atende mensalmente cerca de 700 pessoas, de todas as faixas etárias. São 14 consultórios e capacidade para realizar até 7 mil procedimentos por mês.

    “Visitar o centro de pesquisa aqui nas Obras Sociais Irmã Dulce reforça a importância de acelerar a pesquisa clínica no país. Queremos contar com essa instituição como parceira na construção do novo marco regulatório, garantindo mais acesso a tratamentos modernos e fortalecendo o SUS”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

    O centro oferece cuidado integral e individualizado, com uma equipe multiprofissional composta por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e educadores físicos.

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    Foto: Walterson Rosa/MS 

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Mês de Vacinação dos Povos Indígenas para proteção de 72 mil indígenas em todo o país

    Ministério da Saúde lança Mês de Vacinação dos Povos Indígenas para proteção de 72 mil indígenas em todo o país

    O Ministério da Saúde dá início ao Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para intensificar as coberturas vacinais em territórios de todo o Brasil. As ações vão até o dia 24 de maio, com previsão de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados. O lançamento foi realizado no DSEI Bahia, no município de Banzaê, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o evento, foram anunciados R$ 8,8 milhões para reforçar assistência aos indígenas no estado.  

    O MVPI faz parte da Semana de Vacinação das Américas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e tem como meta intensificar a vacinação em áreas indígenas. Como um gesto simbólico de incentivo à vacinação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha vacinou membros da comunidade indígena contra a influenza. As ações do MVPI vão até o dia 24 de maio em todo o Brasil. 

    “O dia de hoje marca o lançamento do Mês de Vacinação nas Américas e, em abril, iniciamos a imunização de toda a população incluída no público prioritário. Anunciamos também que, no próximo dia 10 de maio, um sábado, o Ministério da Saúde voltará a realizar o Dia D Nacional de Vacinação em todo o país. Infelizmente, o governo anterior acabou com o Dia D da vacina por ser contrário à vacinação. Nós somos a favor da vida”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Na ocasião, o ministro também ressaltou a redução dos casos e óbitos por malária e anunciou a retomada integral do orçamento da saúde indígena, com foco na qualificação e equipagem das unidades de atendimento. 

    O MVPI acontece em todos os 34 DSEIs situados nas cinco regiões do país. São mais de 2,5 mil trabalhadores e trabalhadoras da saúde envolvidos nessa ação. A vacinação deste público exige grande esforço, pois residem em áreas de difícil acesso terrestre, acesso fluvial limitado em períodos de estiagem e áreas com acesso estritamente aéreo. Para o MVPI 2025, a previsão é de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados, com a aplicação de cerca de 96 mil doses de imunizantes, que integram o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, 962 aldeias serão contempladas. 

    Confira as vacinas disponibilizadas  

    • Hepatite A e B;  
    • Penta (DTP/Hib/Hep B);  
    • Pneumocócica 10 valente;  
    • VIP (Vacina Inativada Poliomielite);  
    • VRH (Vacina Rotavírus Humano);  
    • Meningocócica C (conjugada);  
    • Febre amarela;  
    • Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba);  
    • Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela);  
    • DTP (tríplice bacteriana);  
    • BCG;  
    • HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano);  
    • Influenza; e  
    • Covid-19;   
    • Varicela (monovalente)   
    • Meningocócica ACWY (MenACWY – Conjugada); e  
    • Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)  

    Fortalecimento da assistência aos povos indígenas na Bahia 

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinaram, nesta sexta-feira (25), um protocolo de intenções e parecer técnico para a construção de 38 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), entrega de cerca de 70 sistemas de abastecimento de água e 10 ambulâncias do SAMU 192, aquisição de insumos hospitalares, equipamentos e medicamentos. Com um investimento de R$ 8,8 milhões, medida busca atender às principais demandas do Distrito Sanitário Especial Indígena Bahia (DSEI) e deve beneficiar cerca de 34,7 mil indígenas aldeados no estado. 

    Na Bahia, a rede de atenção primária conta com 24 Unidades Básicas de Saúde (UBSI), 9 Polos bases, 38 Equipes Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) nas 148 aldeias, que prestam assistência a 34 etnias, distribuídas em 32 municípios. 

    “É uma grande satisfação estarmos aqui hoje, em parceria com o estado da Bahia, para anunciar a construção de novas UBSIs, a implantação de equipes de atendimento especializado e o envio de medicamentos e equipamentos — reforçando nosso compromisso com o cuidado à saúde dos povos indígenas da região. Enquanto o estado será responsável pelas obras, o governo federal investirá na contratação de mais profissionais de saúde, agentes indígenas e equipes multiprofissionais para atuarem nessas unidades”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao destacar os benefícios dos acordos firmados. 

    Promoção de saúde e equidade aos povos indígenas da Bahia 

    Nos dias 25 e 26 de abril, o DSEI Bahia e a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia vão ofertar ações de promoção à saúde a comunidade Cajazeira que reside no município de Banzaê. A população terá acesso a atendimento odontológico, exames de Raio-X e Ultrassonografia, exames laboratoriais, testagem rápida de ISTs, mamografia, preventivo e orientações nutricionais. 

    Camilla Nunes 
    Ministério da Saúde 

  • MPPB ajuíza ação para garantir Centro de Atendimento à Mulher, em Bayeux

    MPPB ajuíza ação para garantir Centro de Atendimento à Mulher, em Bayeux

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública em face do Município de Bayeux, para obrigá-lo a instalar o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, nos termos da Norma Técnica de Uniformização elaborada, em 2006, pela Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República. O objetivo é garantir suporte em local adequado, estruturado, seguro, com apoio especializado, continuado, qualificado, humanizado e não revitimizador às mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade, para que haja a plena implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e à erradicação desse tipo de violência. 

    A Ação 0801863-68.2025.8.15.0751 foi proposta pela promotora de Justiça, Juliana Couto Ramos Sarda, e tramita na 4ª Vara Mista de Bayeux. Ela é um desdobramento do Procedimento Administrativo 013.2023.000995, instaurado para acompanhar o cumprimento da Lei Municipal 1712/2023, que estabeleceu a implementação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher no município da Região Metropolitana de João Pessoa.

    De acordo com a promotora de Justiça, a atual gestão municipal fechou a sede onde se desenvolviam as atividades do Centro de Referência criado em agosto de 2023, transferindo-as, provisoriamente, para um das salas da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, deixando de operar o serviço protetivo, em acordo com as normas técnicas de regência, descuidando do seu dever de dar efetividade à aplicação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). 

    “Foi detectado que inúmeras falhas já permeavam o funcionamento do Centro de Referência e vinham causando prejuízo ao acolhimento, atendimento e direcionamento às demandas trazidas pelas mulheres. Durante o funcionamento do serviço, percebeu-se que as usuárias não vinham sendo amparadas pela Secretaria de Ação Social, tendo obtido, recorrentemente, recusa do Município na entrega de cestas básicas ou auxílios alugueres, entre outros benefícios eventuais, mesmo havendo verba orçamentária prevista para isso. A interrupção do ciclo de violência requer não só o atendimento multidisciplinar, mas o amparo social. A autonomia financeira momentânea e emergencial da mulher é imprescindível para resguardar a subsistência dela e de sua prole, a partir da decisão de afastamento do agressor”, argumentou, destacando que a Lei Federal 14.674/2023 dispõe sobre necessidade de o Município prover auxílio aluguel, além de alimentos a mulheres que enfrentam violências e vivenciam situação de vulnerabilidade social e econômica, por período não superior a seis meses.

    A Promotoria também constatou que toda a equipe técnica, antes mobilizada e qualificada, que compunha o Centro de Referência foi exonerada, à exceção de uma única servidora e que, atualmente, os profissionais que atuam no serviço não se submeteram a processo formativo, nos moldes preconizados pela Norma Técnica de Uniformização elaborada em 2006 pela Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República.

    A ação

    A ação proposta pelo MPPB está fundamentada na Convenção Interamericana para Prevenir, Punir, Erradicar e Prevenir a Violência contra a Mulher, concluída em Belém do Pará em junho de 1994, da qual o Brasil é signatário, e na Constituição Federal de 1988, com destaque para o artigo 226, parágrafo 8º (que diz que o Estado deverá assegurar a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações). Também visa garantir o cumprimento da Lei Maria da Penha, da Lei Orgânica da Assistência Social e da própria Lei Municipal de Bayeux número 1712/2023. 

    Segundo a promotora de Justiça, o atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social é um direito fundamental e não se constitui como ato facultativo ao poder público. “De que maneira é possível tornar efetiva a Lei Maria da Penha, se as mulheres vítimas de violência doméstica não dispõem de políticas públicas básicas para o acompanhamento e o tratamento das causas que motivaram o agir do agressor? Onde a mulher espancada e torturada pelo companheiro/marido vai encontrar abrigo para se refugiar e manter-se autônoma, após o registro policial, se o Estado não dispõe de meios para apoiá-la com alimentos, habitação e qualificação profissional?”, questionou.

    Pedidos

    Na ação, o MPPB requer a concessão de tutela de urgência para que o Judiciário determine ao Município de Bayeux a implementação, no prazo de 30 dias, do Centro Especializado de Atendimento à Mulher, observando as normas técnicas de 2006, formuladas pela Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República (com sede própria, estrutura física adequada e equipe multiprofissional qualificada). 

    Pede ainda que, nesse mesmo prazo, o Município regularize a oferta de benefícios (como cestas básicas e auxílio aluguel) às mulheres em situação de vulnerabilidade atendidas no Centro de Referência e que disponibilize a elas programa de qualificação profissional, promovendo a efetiva oferta de cursos profissionalizantes e fomentando a inserção delas no mercado de trabalho.

    Requereu ainda que, no prazo de 60 dias, o Município articule com a rede de atendimento local, a partir do diálogo entre secretarias, a prioridade do atendimento às mulheres vítimas de violências e a instituição, no Centro de Referência, de um sistema de captação de dados estatísticos que possibilite mapear os atendimentos (resguardando-se o sigilo e a privacidade) para orientar os gestores municipais e estaduais quanto às políticas públicas que devem ser desenvolvidas para o enfrentamento da violência contra a mulher. 

    No mérito, o MPPB pede que a ação seja julgada procedente, que os pedidos feitos liminarmente sejam confirmados, e que o Município seja condenado a pagar indenização de R$ 600 mil, a título de danos morais coletivos, pela precariedade dos serviços atualmente prestados às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

    Foto ilustrativa

  • Parceria entre TJPB e UFPB leva caso ‘Romeu e Julieta paraibano’ a Júri Popular simulado

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    Sala histórica do Tribunal Pleno foi palco de Júri Popular simulado

    Uma tragédia amorosa que abalou a sociedade paraibana há mais de 100 anos foi tema de um Júri Popular simulado, com estudantes do primeiro período das disciplinas de História do Direito, Antropologia Jurídica e Direito Processual Penal, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na manhã desta sexta-feira (25), o Júri foi realizado na sala histórica do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba. O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, abriu a ‘sessão’, ao lado do presidente da Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário estadual, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

    Na oportunidade, os estudantes da UFPB apreciaram e ‘julgaram’ o caso ‘Romeu e Julieta’ paraibano, que envolveu o homicídio de Sady Castor, estudante do Lyceu Paraibano, morto aos 23 anos, e o suicídio de Ágaba de Medeiros, normalista de 16 anos, que estudava na então Escola Normal, onde hoje funciona o Tribunal de Justiça da Paraíba.

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    Fred Coutinho saudou os participantes do Júri simulado

    “É uma alegria muito grande abrir as portas do Tribunal para estudantes. Hoje, estudantes, amanhã profissionais do Direito. É na simulação de um Júri onde começa a ser forjado um bom profissional da área, seja na magistratura seja como promotor de Justiça ou como advogado. Essa manhã serviu, para mim, como um túnel do tempo. Ontem, quem estava fazendo isso era eu, como estudante”, comentou Fred Coutinho.

    Para o desembargador Marcos Cavalcanti, “essa parceria com a Universidade Federal da Paraíba está consolidada há anos e a tendência é que se fortaleça ainda mais, sempre voltada à valorização do conhecimento e à formação de profissionais comprometidos com a ética e com a excelência, em suas respectivas áreas”.

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    Cavalcanti: momento histórico
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    Giorggia Petrucce

    Ao agradecer à Presidência do TJPB, por meio da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal, a professora da UFPB Giorggia Petrucce disse que todos os setores do Judiciário paraibano atenderam prontamente à solicitação da Universidade, para a realização do Júri Simulado. “Além de ser um fato inédito, cabe registrar a abertura do Tribunal de Justiça da Paraíba para momentos como este, de profundo aprendizado, que enriquecem a vida acadêmica dos estudantes. Avaliamos um caso emblemático, é um júri histórico”, destacou a professora doutora.

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    Lenilda Cristina

    Já a professora Lenilda Cristina destacou que “a finalidade do Júri Popular simulado, além de introduzir os alunos na prática jurídica, é fazer com que eles vivenciem a experiência jurídica no Tribunal de Justiça, possibilitando, ainda, que a Universidade mantenha uma integração com o Judiciário e com os atores do sistema de Justiça Penal, para que durante a vivência acadêmica os estudantes já possam, efetivamente, ter acesso aos meios que, futuramente, irão atuar no âmbito profissional”.

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    Estudante Rebeca Valões

    Estudantes – A aluna de Direito da UFPB e monitora da História e Antropologia Jurídica, Rebeca Valões, disse que, antes da realização do Júri Simulado, todos os alunos e alunas envolvidos no caso tiveram que estudar o processo, tendo, então, muita dedicação envolvida. “Agradecemos ao Tribunal de Justiça por ter cedido essa sala histórica, apoiado nossa ideia e ajudado, até o último momento, na realização do Júri”.

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    Estudante João Guimarães

    Para o estudante e também monitor de Direito João Guimarães, é importante que a Universidade coloque a prática jurídica logo no início do período, para que consiga atrair não só o interesse dos estudantes, como toda a comunidade acadêmica. “Usamos a mesma metodologia de um Júri real, mas precisamos atualizar pouco para nossa época, já que o caso é bem antigo”, informou.

    Vários alunos e alunas participaram no Júri Popular, cada um(a) em seu papel. Beatriz Ribeiro foi a juíza, Pedro Lourenço (juiz), Ana Júlia Wanderley (promotora), Emilly Irvyna (promotora), Laura Jankes (promotora), Mikaelle Silva (assistente de acusação), Renan Faustino (assistente de acusação), Emily Gabriele (advogada de defesa), Kauã Daniel (advogado de defesa), Daniella Ramalho (advogada de defesa), Arthur Pipolo (advogado) e Rafael Henrique (advogado).

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    Alunos na Sala histórica do Tribunal Pleno, no Palácio da Justiça

    O Caso O Júri Popular Simulado desta sexta-feira levou ao banco do réu Antônio Carlos de Menezes, conhecido como ‘Soldado 33’, denunciado pelo homicídio de Sady Castor. O crime aconteceu em 1923 e a vítima fatal era aluno do Liceu Paraibano, que à época funcionava onde hoje é o prédio da antiga Faculdade de Direito. A razão do assassinato e o suicídio de sua noiva, Ágaba Medeiros, foi devido à ‘linha de decência’, estabelecida pelo monsenhor João Milanês. Essa linha dividia a praça (hoje Praça João Pessoa), para que os rapazes não se encontrassem com as moças.

    As escolas não eram mistas à época. Sady não se conformou com essa medida e foi esperar Ágaba na calçada da Escola Normal. O Guarda 33, que cuidava de impedir que alguém ultrapassasse essa ‘linha de decência’, pediu para que ele se retirasse. Ele não aceitou a ordem e o guarda atirou em Sady à queima-roupa. Depois disso, a noiva inconformada acabou se suicidando, ingerindo veneno. O crime teve implicações políticas, sociais, morais e religiosas, determinantes para a época.

    Por Fernando Patriota