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  • TRF5 estabelece expediente remoto no dia 20 de abril Última atualização: 14/04/2026 às 18:23:00

    A Presidência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 publicou o Ato nº 156/2026, que estabelece expediente exclusivamente remoto na próxima segunda-feira (20 de abril). A data antecede o feriado nacional de Tiradentes, celebrado em 21 de abril, que neste ano ocorre em uma terça-feira.

    Assim, o atendimento ao público será feito por meio do Balcão Virtual, no horário das 12h às 17h, e dos canais eletrônicos e telefônicos das unidades, disponíveis no site do TRF5

    O funcionamento dos gabinetes dos desembargadores e das desembargadoras federais ficará a critério de seus respectivos titulares. Sessões de julgamento previamente designadas para o dia 20 ficarão mantidas, assim como o suporte técnico necessário à sua realização.

    A Presidência do TRF5 destacou que a adoção do trabalho remoto está alinhada às práticas já consolidadas no Tribunal, contribuindo para a eficiência administrativa e a economicidade, sem comprometer a prestação jurisdicional.

    Confira abaixo a íntegra do Ato nº 156/2026:

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Na busca por soluções para os desafios dos sistemas de saúde, 12 mil pessoas, conectadas por 40 hubs de inovação em 30 países, participaram do HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, realizado nos dias 10 e 11 deste mês. O objetivo foi desenvolver soluções baseadas em inteligência artificial (IA) para a saúde pública. O evento é promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard e, o Hub Brasília, foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

    No Brasil, a iniciativa contou  com três hubs: Brasília (DF), Natal (RN) e São Paulo (SP). Em Brasília, houve a presença de 85 participantes de 10 estados (Bahia, Pará, Santa Catarina, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Roraima, Ceará e Amazonas), organizados em 16 equipes. Os projetos se concentraram em três eixos: Fragmentação do Cuidado (9 equipes), Letramento em Saúde (4) e Barreiras de Comunicação (3).

    Os participantes foram desafiados a propor soluções para questões prioritárias, como o aumento da demanda por serviços, o envelhecimento populacional, a desigualdade no acesso e o crescimento dos dados em saúde. Os mentores orientaram que as soluções deveriam ser destinadas a gestores do SUS e equipes desde a Atenção Primária à Especializada e as propostas adaptadas a diferentes níveis de maturidade tecnológica entre União, estados e municípios, além das desigualdades culturais e regionais do país.

    Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o SUS vive um processo de transformação digital impulsionado por iniciativas como o hackathon. “O SUS, por atender um país continental e diverso, é uma potência de inovação construída por profissionais da ponta. O desafio do Governo do Brasil é sistematizar essas informações e fortalecer essa capacidade. O hackathon promove uma imersão global em ideias relevantes para esse processo”, afirmou. 

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Ana Estela Haddad, a construção multiprofissional é essencial para gerar inovação. “A competição motiva, mas o principal é o processo. Equipes com diferentes olhares constroem soluções mais aderentes à realidade. Os projetos demonstraram convicção e vivência dos desafios do SUS e podem orientar caminhos concretos”, afirmou.

     Hackathon: maratona de inovação

    O hackathon é uma maratona colaborativa em que participantes se reúnem por um a dois dias para desenvolver soluções inovadoras. Nesta edição, o desafio foi criar softwares capazes de reduzir gargalos em sistemas de saúde, integrando a experiência de profissionais da saúde e da tecnologia. As equipes analisaram problemas, desenvolveram soluções com uso de inteligência artificial, receberam mentorias e apresentaram propostas a uma banca avaliadora, que selecionou a melhor equipe para a próxima fase. 

    A banca foi composta pela diretora executiva de Atenção Integral à Saúde na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, Luciana Maciel de Almeida Lopes, a consultora do Ministério da Saúde, Dra. Maria do Carmo, a pesquisadora em políticas públicas de saúde, Dra. Nadja Bisinotti, a pesquisadora e professora na área de saúde coletiva da Universidade de Brasília, Ana Valéria Machado Mendonça, o professor na área de saúde e sociedade da Universidade de São Paulo, PhD Deivison Mendes Faustino, e o cirurgião dentista especialista em saúde digital, Dr. Marcelo Ramos Pinto.

    A equipe selecionada, avança para o Venture Incubation Program, etapa global de incubação com dois bootcamps voltados ao aprimoramento dos projetos e pitches. Após essa fase, as 20 melhores equipes seguem para mentorias aprofundadas. Na etapa final, o Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de seminários, workshops e mentorias para estruturar seus empreendimentos. O processo se encerra com o Demo Day Global, quando os projetos são apresentados a investidores gerando oportunidade de financiamento e parcerias.

     Representante vencedora do Hub Brasília  no desafio

    A equipe vencedora em Brasília apresentou o projeto intitulado ONCONAV Brasil e seguirá  para a etapa global ao ter desenvolvido uma proposta de IA soberana (open source), integrada ao Meu SUS Digital, para pacientes, gestores e profissionais. A proposta é reduzir mortes evitáveis ao enfrentar a fragmentação do cuidado, com navegação inteligente, monitoramento de prazos e integração de dados. Entre as funcionalidades estão: navegação do paciente oncológico, monitoramento da Lei dos 60 dias, agendamento automatizado e priorizado, organização da linha de cuidado (protocolos OCI), apoio à decisão e redução de desperdícios (controle BPA/APAC).

     A equipe é formada pela estudante de administração, Clarysse Rodrigues Dias, pelo médico sanitarista, Denis Satoshi Komoda, pela tecnóloga em Sistemas biomédicos, Joana Ferreira da Silva, pela sanitarista, Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, pela engenharia eletrônica, Sofia Consolmagno Fontes, e pela estudante de fisioterapia e desenvolvimento de sistemas, Thayna Gonçalves Dutra. Entre os membros da equipe, três atuam no Ministério da Saúde, na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde.

    Foto: Thiago Campelo/MS
    Foto: Thiago Campelo/MS

    Para Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, o projeto tem potencial para representar o Brasil nas próximas etapas. “Essa vitória é um passo importante na proposição de soluções para o sistema de saúde. A fragmentação do cuidado é um desafio e acreditamos no potencial de expansão da proposta. Estamos animadas com os aprendizados ao longo do caminho”, afirmou.

    Jaciara França
    Ministério da Saúde

  • TRFMED marca presença no 17º Seminário UNIDAS, em Brasília Última atualização: 14/04/2026 às 16:12:00

    O programa de autogestão em saúde da Justiça Federal da 5ª Região (TRFMED) está participando do 17º Seminário UNIDAS, realizado nos dias 14 e 15 de abril, em Brasília/DF.

    O evento reúne representantes de autogestões em saúde de todo o Brasil para discutir temas estratégicos voltados ao fortalecimento e à inovação no setor da saúde suplementar.

    Promovido pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), o seminário é reconhecido como um dos principais encontros do segmento, proporcionando debates sobre governança, sustentabilidade, inovação tecnológica, qualidade assistencial e os desafios atuais da gestão em saúde.

    A presença do TRFMED no evento reforça o compromisso da instituição com a atualização constante, a busca por novas soluções e o aprimoramento de suas práticas de gestão, sempre com foco na excelência dos serviços prestados aos beneficiários.

    Por: Comunicação TRFMED


  • Corregedoria Regional faz entrega do certificado Amigo do CEJUSC Última atualização: 14/04/2026 às 16:32:00

    O corregedor-regional da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), desembargador federal Leonardo Resende, realizou, na tarde desta terça-feira (14/04), a entrega do certificado Amigo do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). A homenagem é concedida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) da 5ª Região para as pessoas que se destacaram na realização da IV Semana Regional de Conciliação e Cidadania, que aconteceu, de 06 a 10/04, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e nas Seções judiciárias vinculadas.

    Receberam a distinção a diretora geral do TRF5, Telma Motta, o assessor especial da vice-Presidência da Empresa Municipal de Informática do Recife (Emprel), João Carlos Costa, e a gerente jurídica regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Renata Salazar.

    Leonardo Resende destacou que a entrega do certificado é um reconhecimento às pessoas e instituições parceiras, sem as quais o trabalho do Tribunal e das Seções Judiciárias no desenvolvimento de políticas de soluções conciliadas de pouco serviria. “Conciliação é algo que depende, sobretudo, daqueles que estão envolvidos na realização dos acordos e transações”, afirmou.

    O certificado Amigo do CEJUSC foi instituído em agosto de 2024, juntamente com a Semana Regional da Conciliação. A distinção foi criada para homenagear todas as pessoas físicas e jurídicas e entidades que tenham prestado relevantes contribuições ao NUPEMEC.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 conclui debates do I Seminário sobre Prova Penal e Erro Judiciário Última atualização: 14/04/2026 às 17:21:00

    Por dois dias, magistrados(as), acadêmicos(as), estudantes, além de outros(as) profissionais da área do Direito, acompanharam os debates do I Semanário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário. O último dia do evento foi nesta terça-feira (14/04), com a realização de dois painéis, que abordaram questões referentes à perícia judicial e ao racismo, e uma conferência de encerramento sobre o Innocence Project Brasil. As exposições aconteceram na Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), sob a coordenação do desembargador federal Fernando Braga. 

    O primeiro painel abordou o tema “A ciência em juízo: entre o poder persuasivo e o erro associado”. A mesa foi presidida pela defensora pública Gina Muniz, com exposições da professora Carmem Vásquez, da Universidade de Girona (UdG), na Espanha, do professor Danilo Knijnik, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e do perito criminal Hélio Buchmuller.  Entre os assuntos abordados por Vásquez estava a perícia judicial e o desafio de saber se a técnica, os instrumentos e os métodos utilizados foram os adequados. Segundo ela, as instituições de validação e informações empíricas são caminhos que podem ser utilizados para a valoração da prova pericial. 

    Entre os pontos apontados por Danilo estava a prova penal. “O risco de não esclarecimento é a marca mais saliente da prova no fenômeno jurídico. Vivemos em uma sociedade de risco, com tecnologias avançadas, com complexos causais extremamente difíceis de serem traduzidos e compreendidos. A verdade é que, hoje, o julgador se encontra frente a frente com o drama de julgar sem o conhecimento completo do fato”.  

    A autonomia do perito foi uma das questões apresentadas por Buchmuller, bem como a importância da validação e da observância de protocolos. “A autonomia dada ao perito não é para ele fazer o que quiser; é para ele não ser obrigado a fazer uma coisa errada, para que ele siga o protocolo estabelecido pela instituição”. 

    Racismo e erro judiciário 

    O segundo painel do dia foi sobre “Cor, suspeita e condenação: o racismo na gênese do erro judiciário”, com mediação da desembargadora federal Cibele Benevides e exposições das defensoras públicas da União Anamaria Prates e Rita de Oliveira e do advogado Tiago Turbay.   

    Rita apresentou um estudo sobre o viés implícito nos tribunais, realizado nos Estados Unidos. A pesquisa estabelece uma relação entre crimes/armas e pessoas negras/brancas e como, implicitamente, pessoas negras são mais associadas ao crime do que pessoas brancas. Ela fez uma ponte entre o estudo apresentado e a realidade brasileira, citando o sistema prisional do Brasil. “O sistema penal não é uma máquina de justiça que ocasionalmente falhe por conta de vieses de discriminação com base em estereótipos. É um mecanismo de precisão cirúrgica do chamado projeto genocida brasileiro”, assegurou.  

    Anamaria ressaltou importância de cada pessoa reconhecer que pode ser racista, destacando, também, que há um sistema que favorece a questão do racismo. “Existe um sistema que opera dentro desse viés racial. Processo é conhecimento, não é acúmulo de informações; ele tem que ser capaz de distinguir a evidência do preconceito”. Ela também destacou que não há que se falar em processo penal sem falar de racismo. “É inconcebível, hoje, nós falarmos em processo penal, em Direito Penal, sem falar de racismo. Ele está dentro do processo penal, desde a abordagem policial até o acórdão”. Encerrando o painel, Turbay expôs sobre raça e prova judicial, defendendo que o racismo deve ser identificado sob dois vieses: cognitivo e estrutural.  

    Conferência de encerramento 

    Conduzida pela vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, a conferência de encerramento tratou sobre o Innocence Project Brasil, associação sem fins lucrativos criada em 2016 para atuar no combate das condenações de pessoas inocentes no país, buscando reverter erros judiciários. A convidada foi a advogada Dora Cavalcanti, uma das diretoras da instituição.  

    Dora apresentou alguns casos em que as condenações de inocentes foram revertidas, questionou o reconhecimento como meio de prova e defendeu que uma mudança cultural e de perspectiva deve envolver muitas áreas. “É muito bom a gente pensar que essa pauta pode ser trabalhada não com a filosofia de apontar responsabilidade dessa ou daquela pessoa, até porque o erro pode ser o somatório de vários erros que foram cometidos ao longo do caminho, que podem ter nascido de uma abordagem feita pela polícia. A mudança tem que chamar todos os agentes do sistema”.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CNJ, Ministério da Saúde e AGU firmam acordo para ampliar soluções consensuais em demandas de saúde

    Com o objetivo de contribuir para a redução do número de judicializações no Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmou, nesta segunda-feira (13), em Brasília, um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU). A meta é atuar de forma estruturante sobre a judicialização da saúde, criando fluxos institucionais que possibilitem a conciliação, a mediação e a resolução consensual.

    Na prática, neste primeiro momento, as ações buscarão conciliações para a oferta de medicamentos que foram judicializados há algum tempo e que agora já estão incorporados ao SUS. Assim, não é mais necessária a continuidade dos processos judiciais, e o fornecimento passa a ser feito pelos serviços regulares do SUS aos usuários. A medida desafoga o Judiciário e favorece a previsibilidade da gestão do SUS.

    O pacto estabelece uma atuação integrada entre as instituições, alinhando o Judiciário, a advocacia pública e a gestão do SUS. Essa união qualifica o tratamento das demandas por meio da troca de informações técnicas e jurídicas, da definição de procedimentos comuns e de maior previsibilidade na atuação estatal.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que “instrumentos como este, que criam previsibilidade e um ambiente para que aquilo que já foi definido possa ser implementado cada vez melhor, permitem também que enfrentemos desafios, garantindo que as decisões não interfiram no planejamento e na organização que salvam outras vidas”.

    Dessa forma, o acordo busca mitigar os impactos negativos da judicialização sobre o SUS, como decisões desconectadas de protocolos, pressão orçamentária e insegurança jurídica. A expectativa é promover soluções mais céleres, sustentáveis e alinhadas à política pública de saúde, preservando o acesso à Justiça, mas deslocando o eixo da resposta estatal para uma lógica menos litigiosa e mais cooperativa.

    “Mais do que o custo da judicialização, o nosso desafio é garantir as evidências, a propriedade científica e a avaliação de custo-efetividade, que vêm se tornando cada vez mais intensas”, complementou o ministro.

    O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos, sendo executado com as estruturas e equipes próprias de cada instituição.

    Plano de Trabalho

    O Plano de Trabalho assegura efetividade e previsibilidade à iniciativa ao garantir que a atuação conjunta entre o CNJ, a AGU e o Ministério da Saúde seja baseada em planejamento, acompanhamento de resultados e na possibilidade de ajustes contínuos. Essa estrutura permite que a cooperação produza impactos concretos no enfrentamento da judicialização da saúde, fortalecendo soluções técnicas, consensuais e alinhadas às políticas públicas do SUS.

    A iniciativa está alinhada à Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde, instituída pelo CNJ.

  • STF: Fenafisco solicita novo ingresso como Amicus Curiae

    STF: Fenafisco solicita novo ingresso como Amicus Curiae

    Entidade entra na defesa dos auditores e fiscais tributários estaduais na ADI nº

    Nesta segunda-feira (13) a Fenafisco ingressou no Supremo Tribunal Federal com pedido de habilitação na qualidade de amicus curiae em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7882.

    Apesar da tese defendida na ADI buscar reconhecer a natureza nacional da administração tributária relativa ao consumo, a partir da promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, a Fenafisco compreende não ter sido oportuna face ao transcurso de vacatio legis pendentes de implementação.

    “A ADI protocolada, apesar de buscar antecipar direito futuro, na nossa percepção tem grande possibilidade de fracasso e potencial risco de desencadear discussões imprevisíveis, não desejadas”, alerta o presidente da Fenafisco, Francelino Valença.

    Mas adverte que em essência foi questionado no STF a legitimidade ativa das entidades ingressantes de peticionarem em nome dos auditores e fiscais tributários estaduais, contrariando jurisprudência consolidada da Corte que veda a legitimação de associações que expressem apenas fração ou segmento de determinada categoria.

    Dessa forma, “posicionamo-nos contra quaisquer iniciativas de outras entidades associativas se arvorarem no direito de ingressar com ADI em nome dos auditores e fiscais estaduais sem dialogar com a Fenafisco, entidade classista de segundo grau de representação da categoria”, arremata Francelino Valença.

  • Iniciado I Seminário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário Última atualização: 13/04/2026 às 19:48:00

    Com auditório lotado, começou, na manhã desta segunda-feira (13/04), o I Seminário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário. O evento acontece na Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe) e reúne juristas, pesquisadores(as) e magistrados(as) do Brasil e do exterior. 

    A iniciativa é promovida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o Laboratório de Prevenção de Erros Judiciários da Enfam (LAPEJ), a Cátedra de Cultura Jurídica e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

    A mesa de abertura contou com a presença do presidente do TRF5, desembargador federal Roberto Machado; do líder do LAPEJ, desembargador federal Fernando Braga; dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis e Rogério Schietti; do professor da UFPE Ravi Peixoto; e da professora da Cátedra de Cultura Jurídica Carmen Vásquez. 

    Verdade, prova e erro 

    O primeiro painel, intitulado “Verdade, prova e erro: a qualidade epistêmica da decisão criminal”, foi presidido pela professora Marília Montenegro (UFPE) e reuniu os ministros Rogério Schietti e Sebastião Reis, além dos professores Jordi Ferrer Beltrán, da Universidade de Girona (UdG), e Ravi Peixoto. 

    Durante o debate, Schietti apresentou o caso do jardineiro Carlos Edmilson da Silva, condenado injustamente a 137 anos por roubo e estupro, e posteriormente inocentado por exame de DNA, após cumprir 12 anos de prisão. Sebastião Reis mencionou o caso da morte do menino Evandro Ramos Caetano, em 1992, no qual quatro pessoas foram condenadas com base em confissões obtidas sob tortura por policiais militares. 

    Já Ravi Peixoto e Jordi Ferrer Beltrán abordaram o chamado standard probatório, conjunto de critérios que define o nível de prova necessário para a tomada de decisão judicial. 

    Arquitetura do erro judiciário 

    O segundo painel, “Arquitetura do erro judiciário: provas, praxes e modelos organizacionais”, foi presidido pela professora Manuela Abath (UFPE). 

    O desembargador emérito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e professor da Universidade Autónoma de Lisboa, Geraldo Prado, abriu as exposições ao discutir os desafios do mundo digital e o uso da inteligência artificial no processo judicial. Ele citou decisão recente do STJ, de 7 de abril, que estabelece que relatórios produzidos por inteligência artificial, sem validação humana, não podem ser utilizados como prova. 

    Na sequência, a professora Fernanda Prates, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou pesquisa realizada com magistrados do TJRJ, que aponta o uso de elementos como contato direto e linguagem não verbal na formação do convencimento judicial. Encerrando o painel, o juiz de Direito do TJRJ André Nicolitt recorreu a um conto ancestral iorubá para ilustrar o erro judiciário: no mito, Oxalá é preso injustamente por sete anos por ordem de seu filho, Xangô, após ser confundido com um ladrão de cavalos. 

    A prevenção do erro judiciário 

    O último painel, “A prevenção do erro judiciário: diagnóstico, aprendizado e evolução institucional”, foi presidido pelo desembargador federal Fernando Braga e contou com a participação dos juízes federais Marcelo Honorato e Eduardo Vilar. 

    Braga destacou a perspectiva racionalista da prova, explicando que o conhecimento humano evolui da ignorância ao saber científico, passando pelo senso comum e pelo senso crítico. Segundo ele, essa trajetória pode ser associada aos diferentes níveis de risco de erro na avaliação das provas. Para o magistrado, o erro deve ser compreendido como oportunidade de aprendizado e aperfeiçoamento institucional. 

    Marcelo Honorato apresentou o conceito de Safety Science, voltado à compreensão, prevenção e mitigação de falhas, e fez uma analogia com a evolução da segurança na aviação para tratar da redução de erros no Judiciário. Por fim, Eduardo Vilar abordou o raciocínio probatório no contexto da formação jurídica e alertou para os impactos de lacunas no modelo educacional em Direito. 

    Programação

    O Seminário será encerrado na terça-feira (14). A abertura dos trabalhos será feita com o painel “A ciência em juízo: entre o poder persuasivo e o risco de erro associado”, reunindo a defensora pública de Pernambuco Gina Muniz, Carmen Vázquez (UdG), Danilo Knijnik, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o professor e perito criminal Hélio Buchmuller.  

    Em seguida, terá início o quinto painel, “Cor, suspeita e condenação: o racismo na gênese do erro judiciário”, com a desembargadora federal Cibele Benevides (TRF5); as defensoras públicas da União Anamaria Prates e Rita de Oliveira; e o advogado Tiago Turbay.  

    Encerrando o seminário, às 12h15, a desembargadora federal Joana Carolina (TRF5) e a advogada Dora Cavalcanti apresentarão a conferência “Reabrindo casos, reconstruindo verdades: a experiência do Innocence Project Brasil”.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde anuncia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas 2026

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), anunciou hoje (13) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para 2026. A iniciativa foi anunciada pela secretária Lucinha Tremembé nesta manhã, na aldeia Barão do Rio Branco, localizada no município de Mâncio Lima, no Acre. A campanha busca ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso. O MVPI contará com mais de 2,5 mil trabalhadores mobilizados para ampliar a imunização nos 34 DSEI do país.

    No último MVPI, realizado em 2025, o Ministério da Saúde aplicou mais de 70 mil doses e alcançou 57 mil indígenas. Este ano, de acordo com a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, a expectativa é intensificar a imunização em 73 polos-base, abrangendo 650 aldeias, com estimativa de aplicação de mais de 89 mil doses. 

    “Iniciar o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva. Estamos mobilizando equipes, fortalecendo a atenção primária e reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e com o cuidado integral aos povos indígenas”, destacou a secretária. O município conta três etnias (Puyanawa, Nukini e Nawa), somando cerca de dois mil indígenas.

    O MVPI será realizado de 25 de abril a 25 de maio de 2026. A inciativa é realizada desde 2010 e está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e da 15ª Semana Mundial de Imunização, que iniciam no dia 25 e seguem até 2 de maio de 2026, com o lema: “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”.

    A anúncio contou com a participação de Anderson Lima, prefeito de Mâncio Lima; Joel Puyanawa, cacique do povo Puyanawa e vereador do município, José Auricélio Sereno Kaxinawá, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do DSEI Alto Rio Juruá; Lely Gusmam, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Rusie Paula, secretária Municipal de Saúde.

    MVPI

    Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a campanha reforça a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribui para o fortalecimento da atenção primária, por meio da busca ativa de indígenas ainda não imunizados. A ação é operacionalizada a partir de um planejamento logístico diferenciado, intensificação da busca ativa intraterritorial, monitoramento contínuo de indicadores e atuação integrada das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

    Durante o MVPI, serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação: Hepatite A; Hepatite B; BCG; Penta (DTP/Hib/Hep B); Pneumocócica 10-valente; Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23); VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela); Varicela (monovalente); DTP (tríplice bacteriana); dTpa; HPV quadrivalente (papilomavírus humano); Influenza; e Covid-19.

    Histórico

    O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas foi instituído no Brasil em 2010 para ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas remotas. De lá para cá, é realizado anualmente, em consonância com a Organização Pan-Americana da Saúde, que, em parceria com os países e territórios da Região das Américas, promove a Semana de Vacinação nas Américas e a Semana Mundial de Imunização.

    Essas iniciativas reforçam a vacinação como uma das principais estratégias de saúde pública para a prevenção de doenças e proteção da população. Trata-se de uma ação prioritária para a ampliação das coberturas vacinais, mitigação de riscos epidemiológicos e fortalecimento da proteção coletiva, principalmente em grupos prioritários, que incluem crianças, gestantes e idosos.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Sindifisco-PB solicita ao Secretário da Fazenda suspensão de Portaria

    Sindifisco-PB solicita ao Secretário da Fazenda suspensão de Portaria

    O Sindifisco-PB segue atento e atuante na defesa dos direitos e da segurança funcional dos Auditores Fiscais.

    Diante das inconsistências identificadas na Portaria nº 59/2026, especialmente nos pontos relacionados ao regime de teletrabalho, o sindicato protocolou, nesta sexta-feira (10/4), ofício junto à SEFAZ solicitando a suspensão dos efeitos da norma, que está prevista para entrar em vigor no próximo dia 22/4.

    A medida tem como objetivo garantir que qualquer regulamentação ocorra com clareza, critérios objetivos, segurança jurídica e respeito às condições de trabalho da categoria. Entre os pontos que demandam revisão, estão a ausência de definição prévia de metas, critérios de avaliação e parâmetros de desempenho, o que pode gerar insegurança e desigualdades.

    O Sindifisco-PB também reforçou a necessidade de abertura de diálogo institucional, para que a construção de regras ocorra de forma transparente, equilibrada e com a participação da entidade representativa.

    Seguimos firmes na defesa de um ambiente de trabalho justo, seguro e respeitoso para todos.