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  • Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    “Para mim, é uma alegria estar de volta à CIT. Aqui é um espaço de diálogo com estados e municípios onde, por meio de debates e pactuações, expandimos e aprimoramos o SUS. Tudo isso para levar saúde integral e de qualidade para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a sua participação na 3ª reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), nesta quinta-feira (27), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. 

    Além de ressaltar a importância do diálogo com estados e municípios para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), Padilha reforçou que as pactuações feitas no colegiado auxiliam no acesso integral à assistência à saúde. Representantes dos conselhos nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também fizeram parte dos debates. 

    Estiveram presentes também na reunião da CIT os seguintes secretários: Executivo, Adriano Massuda; de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales; de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Felipe Proenço; além das secretárias de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda de Negri. Também participou Rivaldo Cunha, representando a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)

    Debates 

    Na reunião, gestores e representantes dos estados e municípios abordaram os seguintes temas: 

    Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) 

    • Atualização sobre dengue e outras arboviroses;
    • Ações estratégicas de vacinação nas escolas e atualização da caderneta;
    • Apresentação da estratégia de vacinação contra a influenza;
    • Ampliação da estratégia de vacinação contra o HPV

    Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes) 

    Secretaria Executiva (SE)

    • Balanço das atividades da CIT nos anos de 2023 e 2024. 

    Assista a 3ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite na íntegra: 

     

    Camilla Nunes
    Ministério da Saúde

  • Equipe da Coinju participa de oficina para aprimorar metodologia e trabalhos do setor

    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma
    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma

    A equipe da Coordenadoria de Infância e Juventude (Coinju) do Tribunal de Justiça da Paraíba participou, nessa quinta-feira (27), de uma oficina executada pela Gerência de Planejamento do TJ voltada ao aprimoramento metodológico das atividades internas no setor. O evento ocorreu na Escola Superior da Magistratura (Esma). 

    Para o coordenador da Coinju, juiz Hugo Gomes Zaher, foi uma oficina proveitosa para o planejamento futuro de políticas judiciais na área da Infância e Juventude do Tribunal.

    “Um trabalho importante para auxiliar no mapeamento dos principais gargalos administrativos do setor e, por sua vez, permitir a elaboração de um plano de ação voltado ao desenvolvimento da missão da Coordenadoria da Infância”, explicou.

    Já a magistrada Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, colaboradora da Coinju e titular da 2ª Vara da Comarca Santa Rita, disse que foi um encontro rico e preparado para proporcionar um crescimento coletivo.

    “Demos um passo muito importante em direção à criação de um ambiente de interatividade e conhecimentos. A parceria com a Gerência de Planejamento (Gepla) na reordenação dos nossos processos de trabalho vai nos permitir identificar como podemos atuar de forma mais eficiente e eficaz, maximizando a atuação dos nossos recursos humanos e reavaliando as ferramentas que usamos”, analisou a juíza. 

    A oficina foi conduzida pela equipe da Gerência de Planejamento (Gepla), com base na metodologia do Design thinking, que consiste num conjunto de técnicas e métodos para resolver problemas de forma inovadora.

    De acordo com Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, que atua na   Coordenação de Inovação (setor subordinado à Gerência de Planejamento), a imersão proposta foi criada para promover uma experiência colaborativa, estimulando a conexão entre os participantes.

    “Através de metodologias inovadoras e dinâmicas de co-criação, os participantes puderam não apenas identificar suas atribuições e mapear as dificuldades diárias, mas também redesenhar os processos de trabalho mais relevantes. Este tipo de oficina  potencializa a visão coletiva sobre possíveis melhorias e inovações nos processos cotidianos”, salientou.

    Também participaram da atividade os integrantes da Gepla: Ana Caroline Leal Vasconcelos (gerente), Roberta Costa de Carvalho (supervisora), Aline Fernandes da Nóbrega (do Centro de Inteligência e Inovação) e Fábio Lima Costa.

    Além dos magistrados, estiveram presentes as servidoras da Coinju Ana Cláudia Sales Lourenço, Cristiane Immisch Lacet Porto e Lenise Romero de Andrade.

    Por Gabriela Parente

     

  • Para reforçar importância da vacinação, Ministério da Saúde busca apoio de todas as religiões

    Para reforçar importância da vacinação, Ministério da Saúde busca apoio de todas as religiões

    Pela defesa da vida, em um movimento de união entre todos os brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad). Nesta quinta-feira (27), durante o encontro, o ministro reforçou o compromisso do Governo Federal de buscar apoio em todas as frentes da sociedade e de todas as religiões no incentivo à vacinação e proteção à vida por meio dos imunizantes. 

    Ao reiterar a importância da ciência, o ministro Padilha lembrou do período em que a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, dizimava a vida das crianças brasileiras. “Vacina é vida. O Zé Gotinha é fruto da sabedoria, do conhecimento, da ciência e de estudos testados ao longo de tantos anos”, disse o ministro. 

    A agenda de Padilha em São Paulo acontece na semana em que o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 35 milhões de doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste – incluindo o estado de São Paulo. A previsão para o início da campanha de reforço da vacinação é 7 de abril, para todo o público prioritário. Para a vacinação de 2025, a pasta adquiriu 73,6 milhões de doses. Dessas, aproximadamente 20 milhões devem ser aplicadas no estado de São Paulo.

    “Uma coisa eu gostaria de pedir: continuem nos ajudando a salvar vidas e a apoiar o trabalho dos agentes comunitários de saúde, que trabalham com a população, de porta em porta”, completou o ministro da Saúde, que esteve na convenção ao lado do advogado-geral da União, ministro Jorge Messias. 

    A parceria e ampla adesão às campanhas de vacinação busca evitar cenários como o vivido a partir de 2016, de graves quedas nas coberturas vacinais e risco de reintrodução de doenças no Brasil, como a própria poliomielite. O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que o país reverteu essa tendência de queda

    Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população brasileira. Em 2024, o país saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas no mundo – em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar no ranking da Unicef/OMS. Além disso, ano passado, foi possível recuperar o certificado de eliminação do sarampo como problema de saúde pública no Brasil, concedido pela OPAS/OMS – o país perdeu o título em 2019. 

    Zé Gotinha entrou em campo pela vacinação

    Em São Paulo, na noite de quinta-feira (27/03), a Neo Química Arena recebeu um jogo clássico: Corinthians e Palmeiras se enfrentaram para o duelo final do Campeonato Paulista de futebol masculino. Antes da partida, Zé Gotinha entrou em campo e chamou a torcida paulista para manter a caderneta de vacinação em dia. O chamado vale para adultos e crianças. 

    O ministro Alexandre Padilha participou da mobilização com a torcida no estádio. “A ideia de trazer o Zé Gotinha para as torcidas uniformizadas e nos espaços esportivos é mostrar para todo mundo que, se hoje estamos aqui, protegidos e com a possibilidade de torcermos e vibrarmos com o nosso time – sem qualquer tipo de distanciamento – é porque as vacinas nos protegeram”, destacou o ministro da Saúde. 

    Ministério da Saúde

  • MPPB encerra curso de capacitação sobre energias eólica e solar

    MPPB encerra curso de capacitação sobre energias eólica e solar

    Foi encerrado, nesta sexta-feira (28/03), o curso de capacitação online em energias eólica e solar, promovido pelo Ministério Público da Paraíba, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e o Grupo de Pesquisa e de Extensão Dom Quixote da UFPB, UFRPE e IFS). O evento discutiu, durante dois dias, os impactos socioambientais dos empreendimentos energéticos na Paraíba e no Nordeste, em especial em territórios de povos indígenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais e camponesas.

    O curso foi idealizado pelo Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça do Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente) e está sendo organizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPPB.

    Nesta sexta, foi realizado o Módulo III do curso, que abordou a justiça energética para comunidades e ações sociais e ambientais. A promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos foi a mediadora das três mesas do módulo. A primeira discutiu a cartografia social e usinas de energia eólica e solar e teve a participação da professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Adryane Gorayeb; da professora Moema Hofstaetter, Integrante do Movimento dos Atingidos pelas Renováveis (MAR); do procurador da República em Goiás,  Wilson Rocha Fernandes Assis; e do coordenador estadual das Comunidades Negras Quilombolas da Paraíba (Cecneq), Josiel Ventura.

    A segunda mesa tratou do potencial energético eólico e solar, direitos de povos indígenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais e camponesas e a Consulta Prévia, Livre e Informada. Os palestrantes foram o professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB),  Walmeran Trindade Júnior; do procurador da República José Godoy Bezerra de Souza; e do professor do Centro de Ciências Aplicadas e Educação da UFPB, Fábio Mura.

    A última mesa do curso abordou as ações e recomendações do MPF/DPU/MPE/DPE e Judiciário que tratam sobre os empreendimentos de energia eólica e solar, a exemplo da Recomendação 17/2023. Ministraram palestras o procurador da República José Godoy; e  o professor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Fernando Maia.

  • MPPB elabora orientação técnica sobre baixa cobertura vacinal contra o sarampo

    MPPB elabora orientação técnica sobre baixa cobertura vacinal contra o sarampo

    Sessenta e três municípios paraibanos não apresentam taxa de cobertura adequada para a primeira dose da vacina contra o sarampo e em 143, a vacinação da segunda dose do imunizante está aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). O problema levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a elaborar uma orientação técnica aos promotores de Justiça que atuam na defesa da saúde para que cobrem dos municípios medidas capazes de proteger crianças, adolescentes e adultos da doença.

    De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB), referentes a janeiro e dezembro de 2024, em toda a Paraíba, a cobertura vacinal da primeira dose da Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 89,45% e da segunda dose, 67%, quando recomendado pelo MS é de que 95% do público-alvo (bebês de seis meses a crianças menores de cinco anos de idade) seja imunizado. 

    Isso porque, conforme explicou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça da Saúde (CAO Saúde), a promotora de Justiça Fabiana Lobo, nos locais onde as coberturas vacinais não são homogêneas e estão abaixo de 95%, a doença tende a se comportar de forma endêmica, a cada dois a três anos. “O Brasil já tinha erradicado o sarampo, doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado morbillivirus, sendo uma das principais causas de sequelas e mortes entre crianças menores de cinco anos de idade. Mas, infelizmente, em 2019, perdemos a certificação de ‘País livre do sarampo’, devido à baixa cobertura vacinal que vem sendo registrada ano a ano”, lamentou. 

    A orientação foi elaborada pelo CAO Saúde a título de apoio funcional aos promotores de Justiça que têm atribuição na área, sendo disponibilizadas a eles minutas de ofício, recomendação e de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deverão ser enviados aos prefeitos e secretários de saúde dos municípios.

    Medidas recomendadas

    Dentre os municípios com cobertura vacinal inadequada da primeira dose (D1) da vacina contra o sarampo estão João Pessoa (66,33%), Campina Grande (76,92%), Bayeux (78,56%), Sousa (80,5%), Santa Rita (81,22%), Guarabira (87,02%), Cabedelo (87,8%) e Patos (89,58%).

    Algumas das medidas recomendadas pelo MPPB aos gestores são a realização de campanhas locais e a busca ativa da população-alvo não vacinada contra o sarampo, com estratégicas como a disponibilização do imunizante em todas as unidades de saúde, em horários estendidos ou alternativos e a oferta domiciliar da vacina aos usuários com esquemas incompletos que tenham dificuldade de locomoção.

    Os gestores também estão sendo orientados em relação ao registro das doses aplicadas no site da campanha e no sistema de informação da Rede Nacional de Dados da Saúde, para que sejam detectadas e corrigidas eventuais inconsistências.

    A SES-PB enfatiza que a vacinação é uma das formas mais seguras, econômicas e eficazes de prevenir o sarampo, evitar mortes e melhorar a qualidade de vida da população. 

    Para ver as taxas de cobertura vacinal contra o sarampo nos municípios, clique AQUI.

    Imagem ilustrativa retirada de Imagem de prostooleh no Freepik

  • Justiça atende MPPB e garante a aluna frequentar escola com roupa de sua religião

    Justiça atende MPPB e garante a aluna frequentar escola com roupa de sua religião

    Medida visa ponderar a fruição dos direitos fundamentais à educação e à liberdade religiosa

     

    O Juízo da Vara Única de Juazeirinho deferiu, na manhã desta sexta-feira (28/03), a tutela de urgência requerida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), e determinou ao Município de Juazeirinho que uma escola da rede municipal de ensino autorize, imediatamente, uma aluna do ensino fundamental a frequentar as aulas utilizando saia, em respeito à sua liberdade religiosa, sendo proibida qualquer forma de sanção disciplinar ou impedimento de acesso, sob pena de multa diária de R$ 1 mil a ser revertida ao Fundo Especial de Proteção de Bens, Valores e Interesses Difusos da Paraíba (FDD-PB).

    A decisão interlocutória foi proferida pela juíza, Ivna Mozart Bezerra Soares, nos autos da Ação Civil Pública 0800328-76.2025.8.15.0631, proposta pelo promotor de Justiça de Juazeirinho, Yuri Givago de Araújo Rodrigues, em face do Município de Juazeirinho. A magistrada determinou ainda a intimação urgente do ente municipal para o cumprimento da medida.

    A ação civil pública é um desdobramento da Notícia de Fato 027.2025.000312, instaurada na Promotoria de Justiça, a partir de declarações da avó da criança, segundo a qual, a neta foi impedida de frequentar a escola trajando saia. Conforme explicou o promotor de Justiça, a aluna é evangélica e sua igreja não permite que mulheres usem calças compridas, que é a farda adotada pela unidade de ensino. 

    A direção da escola foi oficiada pelo MPPB para que apresentasse, no prazo de 48 horas, esclarecimentos sobre a política de vestimenta adotada e a justificativa para o impedimento ao uso de saia por alunas evangélicas. Em resposta, a direção escolar informou que a instituição tem autonomia para estabelecer regras internas de funcionamento e que a exigência do uniforme não constitui restrição direta ao exercício da fé, mas que busca garantir a padronização e organização do corpo discente. 

    Discriminação religiosa

    Segundo o promotor de Justiça, apesar das tentativas de diálogo da família e da Promotoria de Justiça, a escola manteve a proibição, resultando na ausência da aluna nas aulas por pelo menos quatro dias, prejudicando diretamente seu direito à educação e configurando evidente discriminação religiosa. “Analisando a roupa que a criança pretende utilizar para ir à escola, depreende-se que não possui nenhum detalhe ou forma que subverta a ordem escolar. Muito pelo contrário. Causa estranheza o ambiente da escola pública, reconhecidamente plural, ser intransigente com relação à roupa que a menina Ângela pretende utilizar. Deveria o regimento interno da escola prever as exceções a serem adotadas em casos semelhantes”, argumentou. 

    Para garantir o direito à educação previsto no artigo 205 da Constituição Federal e no artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), bem como o direito à liberdade religiosa garantido no artigo 5º, inciso VI da Carta Magna e no artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), o promotor de Justiça ajuizou a ação, requerendo, liminarmente, a concessão da tutela de urgência, a qual foi deferida pelo Juízo de 1º grau. 

    Para a magistrada, “a negativa de acesso da aluna à escola representa óbice concreto à fruição de direito fundamental (à educação), além de configurar intolerância religiosa por parte da instituição pública de ensino, o que exige pronta atuação do Judiciário para evitar a perpetuação da violação”.

    A decisão está fundamentada também na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que assegura a liberdade religiosa como um direito fundamental inviolável, inclusive com repercussão geral em casos análogos, como o RE 979742, RE 1212272, RE 859376 e ARE 1099099. 

    Mérito

    O promotor de Justiça explicou que o mérito da ação ainda será julgado. Segundo ele, o MPPB requereu a condenação do Município de Juazeirinho para que garanta o direito da aluna ao uso da vestimenta condizente com sua crença religiosa, vedando qualquer ato de discriminação ou impedimento à sua permanência na unidade escolar, sob pena de multa diária de R$ 1 mil a ser revertida ao FDD.

    Pediu ainda que sejam abonadas todas as faltas da criança no período em que esteve afastada pela conduta discriminatória da direção da escola e que o Município seja intimado, na qualidade de responsável pela escola, para que adote medidas que garantam a não repetição da conduta em outras unidades de ensino.

  • Desembargador Onaldo Queiroga lançará livro ‘A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito’

    Desembargador Onaldo, autor de livro sobre Luiz Gonzaga
    Desembargador Onaldo, autor de livro sobre Luiz Gonzaga

    O desembargador e pesquisador Onaldo Queiroga vai lançar, no segundo semestre deste ano, o livro ‘A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito’. A obra inédita no Brasil propõe uma análise da interligação entre as canções do Rei do Baião e os princípios da doutrina jurídica. A capa e as ilustrações do livro foram elaboradas pelo designer e arquiteto Antônio Cláudio Ximenes Massa.

    Segundo o magistrado, a obra traça um paralelo entre a música de Luiz Gonzaga e diferentes áreas do Direito. Exemplos dessa interseção incluem a canção ‘Morte do Vaqueiro’, que remete ao Direito Criminal; ‘Testamento de Caboclo’, associada ao Direito de Sucessão; ‘Casamento Improvisado’ e ‘Casamento Atrapaiado’, vinculadas ao Direito de Família; e ‘Xote Ecológico’, que dialoga com o Direito Ambiental.

    A pesquisa que resultou no livro demandou anos de estudo. “Comecei a analisar as canções e percebi que diversos trechos se encaixavam perfeitamente nos conceitos jurídicos”, comentou Queiroga.

    Ilustrações do livro foram elaboradas por  Antônio Cláudio Ximenes
    Ilustrações do livro foram elaboradas por Antônio Cláudio Ximenes

    O magistrado também pretende lançar até o final do ano outras obras que estão prontas desde 2020: ‘Meditações’ e ‘Crônicas de Viajante’. A pandemia da COVID-19 adiou o lançamento dos títulos, mas, agora, ele acredita ser o momento oportuno para compartilhá-los com o público. ‘Meditações’ apresenta reflexões sobre o mundo atual e a busca pela verdadeira felicidade no fortalecimento espiritual. Já ‘Crônicas de Viajante’ traz um olhar sensível sobre os lugares visitados pelo autor, abordando tanto a beleza quanto a tristeza e o desencanto encontrados pelo caminho.

    Outro projeto literário de Queiroga é a biografia de seu pai, o desembargador aposentado Antônio Elias de Queiroga. Intitulada ‘1936 – Antônio Elias de Queiroga – A Lei, as Obras e o Homem’, a obra está na fase final de edição pela editora Prazer de Ler, em Recife, e deve ser lançada em agosto de 2025, coincidindo com os 89 anos do biografado. O livro destaca sua trajetória no Tribunal de Justiça da Paraíba, seu período como governador e sua atuação como escritor jurídico.

    A experiência de Queiroga com a literatura teve início em 1992, quando, ainda juiz na cidade de Sousa, vivenciou um momento marcante. Durante uma visita ao Sousa Ideal Clube, encontrou um homem simples tocando pistom nos escombros de um antigo colégio. A cena inspirou seu primeiro texto, ‘Lições de Vida’, marcando o início de sua jornada como escritor. “Aquele homem, apesar da adversidade, possuía um dom divino: suavizar a dor e a fome com a música”, relembra o autor.

    Com uma carreira dedicada ao Direito e à literatura, Onaldo Queiroga segue unindo suas paixões e trazendo novas perspectivas tanto para o universo jurídico quanto para a cultura brasileira.

    Por Kubitschek Pinheiro

     

  • TJPB regulamenta destinação de bens apreendidos em investigações criminais

    O Tribunal de Justiça da Paraíba regulamentou a administração, custódia e destinação de bens apreendidos em investigações criminais e procedimentos correlatos sob competência das Varas Regionais do Juízo das Garantias, no âmbito do Poder Judiciário estadual. Com o texto da Resolução nº 33/2024 já publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe), o produto da alienação será depositado em conta judicial vinculada ao processo e sua destinação final será determinada pelo juízo competente após o trânsito em julgado da ação penal. Já os valores monetários apreendidos deverão ser depositados em conta judicial vinculada ao processo, com a identificação completa do caso e das partes interessadas, nos termos do Código de Normas Judiciais da Corregedoria-Geral de Justiça.

    Conforme a Resolução, os bens apreendidos ficarão depositados judicialmente na Comarca onde ocorreu o fato, sob a responsabilidade da Direção do Fórum, ressalvada a possibilidade de transferência, liberação ou outra destinação por determinação expressa da Vara Regional do Juízo das Garantias.

    O cadastramento do bem será realizado pela Vara Regional do Juízo das Garantias competente após o recebimento da confirmação emitida pela Diretoria do Fórum da comarca onde ocorreu o fato. Os bens de natureza sensível, como armas de fogo e valores em espécie, terão destinação prioritária. A Vara Regional do Juízo das Garantias poderá, em casos excepcionais, determinar a remessa do bem à sede da Vara quando imprescindível ao andamento do processo ou à realização de atos judiciais.

    Também compete ao Juízo de Garantias presidir as audiências de custódia, ressalvada a competência dos juízes plantonistas e ser informado sobre a instauração de investigações criminais, inclusive aquelas conduzidas pelo Ministério Público. Na Paraíba, o Juízo das Garantias passou a funcionar no dia 21 de novembro de 2024. A estrutura, em nosso Estado, é composta por cinco varas regionais, sendo duas com sede em João Pessoa, duas em Campina Grande e uma em Patos.

    Segundo o juiz da 3ª Vara Regional do Juízo das Garantias de Campina Grande, Fabrício Meira Macedo, o Juízo de Garantias foi instituído no Tribunal de Justiça da Paraíba pela Lei Complementar nº 202/2024, “para assegurar a imparcialidade e a proteção dos direitos fundamentais durante a fase de investigação e processamento penal no Brasil. Trata-se de um modelo que separa as funções de um juiz que conduz a fase investigativa daquela do magistrado responsável pelo julgamento do caso. Esse mecanismo faz parte do ‘Pacote Anticrime’ e visa aprimorar a Justiça Penal no país, ao adotar práticas já consolidadas em outros sistemas jurídicos internacionais”.

    Para a publicação da Resolução, o Tribunal de Justiça da Paraíba considerou a Lei Complementar nº 96/2010, que disciplina a Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (Loje), com as alterações promovidas pela Lei Complementar nº 202/2024 com a instituição das Varas Regionais do Juízo de Garantias, prevista na Lei nº 13.964/2019 e no Código de Processo Penal, para o controle da legalidade da investigação criminal ,além da necessidade de regulamentar a administração, custódia e destinação de bens apreendidos em inquéritos policiais e outros procedimentos transferidos para as Varas Regionais do Juízo de Garantias.

    Por Fernando Patriota


     

     

  • Esma promove curso sobre instrumentos jurídicos para desapropriação de imóveis

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    Participantes da formação realizada pela Esma

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) está promovendo o curso ‘Instrumentos Jurídicos para Desapropriação de Imóveis, Regularização Fundiária, Análise Dominial, Registro de Imóveis e Combate à Grilagem’, com o objetivo de promover um entendimento aprofundado dos instrumentos legais e jurídicos disponíveis e fomentar a troca de experiências e boas práticas entre os participantes. A formação é ministrada pelos(as) professores(as) Girolamo Treccani, Joabson da SIlva Porto, Cláudia Maria Dadico e Eloísa Dias Gonçalves. 

    O curso é voltado aos magistrados e servidores do Judiciário estadual, membros da Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade, extensionistas do Observatório Terra e Moradia, professores de universidades públicas, promotores de Justiça integrantes da Comissão do Patrimônio Público e servidores do Incra. As aulas, que tiveram início nesta quinta-feira (27) e seguem até a tarde desta sexta-feira (28), estão sendo realizadas na sede da Esma-PB, em João Pessoa.

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    Curso é voltado a magistrados e servidores

    Para o tutor Girolamo Treccani, o tema proposto pela Escola é um grande desafio, justamente por ser uma questão tecnicamente complexa, com muitas normas e resoluções. “No entanto, é um desafio que, ao meu ver, possui soluções claras. E essa, para mim, é a grande lição de vida que espero que este curso possa transmitir a todos os participantes. Perceber que, embora o problema seja complicado, existem normas que regulamentam e fundamentam tudo o que precisamos fazer”, disse.

    O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Campina Grande, Falkandre De Sousa Queiroz, destacou que, atualmente, a questão da moradia nas cidades, especialmente nos grandes centros, é um problema recorrente. “Por isso, essa abordagem é extremamente relevante e importante, pois permite que nós, juízes e profissionais que lidam com esse tema, nos atualizemos melhor e busquemos os mecanismos adequados para resolver esse tipo de desafio”, ressaltou.

    A institucionista do Observatório da Moradia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ellen dos Santos, também participante do curso, ressaltou a sensibilidade da Esma-PB ao trazer essa pauta para ser discutida em um espaço jurídico.  “Quanto ao tema, acredito que ele foi fundamental para nos permitir reexaminar nossa percepção sobre a cidade e as questões de moradia. O contato com as falas que ouvimos, com as personalidades que encontramos, e com os professores, é uma chance ímpar”, enfatizou. 

    Por Marcus Vinícius

     

  • Mais celeridade: TJPB comunica à OAB sobre implementação do sistema de alvará via PIX

    A Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba comunicou oficialmente à Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB) a respeito da migração dos serviços bancários judiciais do Banco do Brasil para o Banco de Brasília (BRB). A OAB-PB também foi informada sobre as vantagens operacionais dessa transição, como a implementação do sistema de alvará via PIX, que trará mais celeridade às operações.

    No Ofício nº 245/2025, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, apresentou à Ordem detalhes sobre o contrato nº 010/2025, por meio do qual houve a transferência para o BRB dos serviços de captação e administração dos depósitos judiciais, bem como dos recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor.

    A mudança, que decorreu de regular procedimento licitatório, traz a inovação de alvará via PIX e, desta forma, vai assegurar significativa celeridade na efetivação dos pagamentos de valores liberados judicialmente.

    No entanto, o período de transição exige algumas alterações de procedimentos, tendo em vista que de 29 de março a 13 de abril, a expedição e o envio de alvarás às instituições financeiras serão temporariamente interrompidos para viabilizar a migração das contas entre as instituições financeiras. A previsão é que a prestação de serviço integral pelo BRB seja iniciada a partir do dia 14 de abril.

    “Solicito a necessária compreensão da advocacia quanto ao período de transição, assegurando que a Presidência do TJPB está inteiramente empenhada em minimizar os transtornos que eventualmente possam surgir neste processo, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos ou providências necessárias”, reforçou o presidente do TJPB no ofício.

    O cronograma de migração e as rotinas operacionais que devem ser obedecidas no período também foram compartilhados com a OAB, a fim de que haja compreensão e adaptação de todos os profissionais às novas rotinas.

    Mais informações sobre a medida constam no Ato da Presidência nº 63/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico dessa quarta-feira(26), determinando que os depósitos judiciais vinculados ao Poder Judiciário do Estado da Paraíba sejam recolhidos pelo Banco de Brasília S.A. BRB.

    Por Gabriela Parente