A Aiesec, plataforma internacional focada em desenvolvimento pessoal e profissional de jovens estudantes, tem oportunidades para quem quer viver uma experiência profissional no exterior. É o Programa Talento Global, voltado para pessoas de 18 a 30 anos.
Funciona assim: o interessado participa de um processo seletivo com suporte da Aiesec e, se selecionado, poderá ter uma experiência internacional em empresas com duração de três a 12 meses.
Durante esse tempo, o jovem tem a oportunidade de viver o ambiente profissional e corporativo em outro país. O intercambista recebe uma bolsa-auxílio para cobrir os custos básicos, mas também é necessário, antes de iniciar a experiência, pagar uma taxa administrativa.
As áreas de atuação do Talento Global são: Professor(a) de Idiomas/Línguas, Tecnologia da Informação e áreas de Administração, como Finanças, Gestão, RH e Marketing. Para o processo, são necessários alguns requisitos como:
Por causa da pandemia de Covid-19, a Aiesec por enquanto não está com nenhuma vaga de intercâmbio iniciando antes de dezembro de 2020. Os interessados podem entrar em contato com a organização e pedir ajuda para saber mais sobre o contexto atual e as oportunidades para viajar em 2021.
“Aconselhamos que você esteja ciente de todas as informações recentes publicadas pela OMS ou pela secretaria de saúde do seu estado antes de fazer seus planos de viagem com a Aiesec.”
Organização oferece oportunidades de intercâmbio profissional
(Foto: Reprodução)
Inscrições são pelo site da Aiesec
Os interessados no Talento Global Aiesec podem fazer inscrição no site da organização, na página específica voltada para o programa. Será necessário criar um login e oferecer dados pessoais como nome, contato e idade.
Após o cadastro, o processo tem mais cinco etapas, pelo menos. A unidade mais próxima da Aiesec do candidato vai realizar um contato inicial, para tirar dúvidas e indicar as vagas disponíveis.
Também será necessário preparar um currículo em Inglês para enviar para as vagas às quais estiver se candidatando no site, mas a organização promete ajudar com essa etapa.
Após se aplicar nas vagas que se encaixam no perfil, o candidato poderá ser chamado para algumas ao longo do processo. Nesses casos, ele será submetido a uma entrevista.
Se selecionado na entrevista, o jovem poderá realizar o intercâmbio após realizar o pagamento da taxa administrativa para a Aiesec. A instituição promete oferecer suporte na preparação e auxílio durante todo o período do intercâmbio.
No último mês, o movimento #blacklivesmatter ganhou destaque internacionalmente por conta do assassinato do ex-segurança negro George Floyd, nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, o movimento fomentou discussões sobre o racismo em diversos aspectos sociais e culturais. E no mercado de trabalho não foi diferente.
Os jovens negros ainda integram a maior parcela da sociedade que não tem acesso a empregos formais. De acordo com um levantamento divulgado pelo IBGE no fim de 2019, o índice de evasão escolar também é maior para esse público.
Os dados eram referentes ao ano de 2018. A taxa de jovens pretos ou pardos cursando o ensino superior ou com graduação completa, por exemplo, era de 18,3%, enquanto entre jovens brancos, o percentual era o dobro, de 36,1%.
De acordo com Cléber Santos Vieira, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABNP), o Brasil sofre, historicamente, um problema educacional muito sério.
Segundo ele, esse gargalo que exclui um contingente significativo de jovens negros do acesso à educação ainda é reflexo do período pós-abolição da escravatura. E isso traz consequências para o mercado de trabalho.
“O acesso e permanência nas escolas e universidades é um fator importante para essa ocupação no emprego formal. Nós temos um gargalo no ensino médio em que um contingente importante de estudantes, com idade de 13 e 14 anos, estão na escola, mas depois precisam sair para ajudar suas famílias na renda domiciliar. Isso é uma exclusão”, analisou.
Jovens negros ainda enfrentam diversas dificuldades para inserção
no mercado de trabalho (Foto: Divulgação)
Políticas Públicas visam a diminuição das desigualdades raciais
Desde 2001, o Brasil é signatário dos protocolos internacionais de combate a todas as formas de discriminação racial, xenofobia e correlatos. Tais acordos preveem ações para promoção de equidade social e racial.
Por conta disso, aqui no Brasil foram estabelecidas algumas políticas públicas em prol das ações listadas no acordo internacional. Entre elas, as políticas afirmativas que abrangem os acessos às universidades, ao serviço público e a programas de pós-graduação.
“Se nós temos um contingente de cotistas significativo, então somos levados a pensar na formação acadêmica a longo prazo e numa formação qualificada em várias áreas do conhecimento, para que, quando o estudante conclua sua graduação ou sua pós graduação, ele tenha mais condições de ocupar espaços no mercado formal”, ressaltou Vieira.
Ainda de acordo com o pesquisador, as políticas públicas podem contribuir muito para combater essa desigualdade, não apenas abrindo os espaços, mas assegurando uma permanência de qualidade desses jovens na educação. Além disso, o poder público tem um papel fundamental na fiscalização das políticas de combate às desigualdades raciais.
No entanto, segundo Vieira, a sociedade ainda precisa assimilar que o racismo no Brasil é um problema de todos. “Resolver o problema das negras e dos negros significa resolver um problema de mais de 54% da população brasileira. Significa resolver a questão das desigualdades raciais que, evidentemente, desdobram-se nas desigualdades sociais.”
Empresas privadas precisam assumir um compromisso com a justiça social
Valdirene Silva de Assis, procuradora do trabalho, coordenadora da Coordigualdade (MPTSP) e coordenadora do Fórum de Combate ao Racismo e do Projeto Nacional de Inclusão de Jovens Negras e Negros (MPT), atua diretamente em iniciativas que visam a solucionar essa desigualdade no mercado de trabalho.
Para ela, as ações afirmativas são instrumentos poderosos para a promoção de justiça social. Além disso, a iniciativa privada, que responde por um número significativo de postos de trabalho no país, também precisa ter um compromisso com a justiça social e com ações de prevenção e combate a toda forma de discriminação.
“As empresas precisam revisar seus processos seletivos e suas políticas internas de Gestão de Pessoas, a fim de efetivar políticas de equidade racial”, destacou.
Valdirene ressaltou que é importante compreender a responsabilidade do Estado em desenvolver políticas para o enfrentamento desse processo e para a promoção da equidade e de condições de uma vida digna e justa a todas as pessoas. “Precisamos enxergar, também, que a sociedade como um todo deve se comprometer com o princípio da não discriminação e o princípio da equidade racial porque afeta a todos nós.”
MPT desenvolve projeto em conjunto com a iniciativa privada em prol da equidade racial
Nesse sentido, o Ministério Público do Trabalho está realizando um projeto nacional de inclusão de jovens negros e negras universitários no mercado de trabalho. A iniciativa é coordenada por Valdirene.
O projeto selecionou três segmentos econômicos, considerando sua relevância, e busca promover e incentivar a inclusão desses jovens nesses setores. São eles:
Publicidade
Segundo a procuradora do trabalho, o segmento foi escolhido por conta de seu potencial para formar opinião e porque quando visto de fora mostra “a cara” que o país tem. Portanto, deve espelhar sua democracia e diversidade. Para isso, precisa ter em seus quadros pessoas negras atuando.
Advocacia
De acordo com uma pesquisa do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), menos de 1% dos profissionais que trabalham nas grandes bancas de advocacia do país são negros. Por isso, a escolha desse setor. Além disso, este é o segmento que opera o Direito, área que, inclusive, aconselha empresas sobre seus processos seletivos e sobre a sua Gestão de Pessoas.
Empresarial
Para a escolha desse setor, outros dados foram analisados. Segundo uma pesquisa do Instituto Ethos, nas 500 maiores empresas que atuam no país, apenas 0,5% têm mulheres negras no quadro de executivos.
“Nós escolhemos os três segmentos (advocacia, publicidade e empresarial) buscando elevar em 30% o número de jovens negros e negras universitários contratados por empresas desses setores. Seja através do estágio, dos processos seletivos de trainee ou de cargos efetivos de emprego, no sentido mais amplo”, explicou Valdirene.
A iniciativa também prevê progressões de carreira e acesso a postos de gestão. As atividades do projeto foram iniciadas em julho do ano passado e contam com uma abrangência nacional, a fim de envolver procuradores do trabalho em todo o país.
O próprio Ministério Público seleciona as empresas que vão participar do projeto. A escolha leva em consideração a importância que essas instituições têm para o seu segmento e seu poder de inclusão e de propagação dessas políticas de igualdade étnico-racial.
A partir daí, o MPT promove grupos de discussões, que agora realizam encontros de maneira virtual, onde as empresas apresentam o que estão realizando e trocam experiências umas com as outras sobre o que pode ser feito de forma mais efetiva pela inclusão.
O Ministério Público, por sua vez, acompanha esse trabalho, registrando as evoluções das efetivas contratações, das estratégias que estão sendo adotadas e, também, auxilia essas empresas nos pontos em que elas precisarem para estruturação dessas políticas.
“Nós garantimos esses espaços de discussão onde vamos acompanhando, apresentando projetos e apresentando o nosso pacto pela inclusão. Esse é um programa que já traz as estratégias que nós recomendamos como importantes medidas a serem adotadas pelas empresas para que elas, de fato, possam ter uma política interna de equidade étnico-racial.”
Valdirene explicou que nesse primeiro momento a atuação do Ministério Público é promocional. Ou seja, o MPT ainda não adota uma postura punitiva. A ideia é promover a equidade racial, trazer as empresas para dialogarem com o Ministério Público e acompanhar a construção dessas políticas.
“Nós não estamos punindo as empresas ou atuando com vistas a uma punição pelo fato de ser uma atuação nova e de entendermos o que eles precisam, de fato, pra se reordenarem nessa nova lógica.”
“É muito importante entender o papel do racismo estrutural e de seus
impactos para que possamos entender porque os jovens negros
têm mais dificuldade de acesso ao mercado formal.”
(Foto: Arquivo Pessoal)
Iniciativa já apresenta resultados positivos em um dos segmentos escolhidos
No segmento de Publicidade, por exemplo, já podem ser identificados avanços. Em São Paulo, onde estão localizadas algumas das maiores agências de publicidade do país, foi feita uma adesão em massa pelo pacto de inclusão de jovens negros. “Isso aconteceu em setembro do ano passado no maior evento da área, o Clube da Criação. Recebi os CEOs dessas agências, que fizeram a adesão formal ao pacto e se comprometeram a fazer a adoção dessas políticas internas”, contou.
De acordo com Valdirene, o que o MPT observou depois disso, considerando os registros apresentados pelas próprias empresas e as campanhas realizadas desde então, foi que o mercado publicitário está investindo mais na contratação de profissionais negros e na instauração de políticas de equidade étinico-racial num sentido maior, por meio da realização de eventos internos e capacitações.
“Entendemos que essa estratégia do MPT é efetiva e exitosa”, analisou Valdirene.
MPT realizará feira virtual de inclusão de jovens negros no mercado de trabalho
Outro grupo muito importante dentro dessa iniciativa é o das empresas de assessoria de RH (empresas de seleção e recrutamento). A procuradora do trabalho destacou que essas instituições também fizeram um pacto pela inclusão de forma coletiva. Entre elas, Cia de Talentos, CIEE, Empregafro, e outras.
“Essas são empresas muito importantes na estrutura do projeto porque são elas que realizam os processos seletivos de muitas outras. Então, vê-las envolvidas com o projeto de inclusão de jovens negros é uma tranquilidade de que o projeto está caminhando para o êxito máximo”, ressaltou Valdirene.
O próximo passo será a realização de uma feira de inclusão de jovens negros e negras, que será realizada em um formato digital. A “Afro Presença Digital”, como foi batizado o evento, será feita em colaboração com as empresas de RH e de outros segmentos e universidades. A feira tem previsão para acontecer no início de agosto.
No evento, os jovens terão acesso a oficinas de capacitação e palestras. “Teremos a presença de universidades, CEOS, representantes de movimentos sociais, entidades públicas e privadas — inclusive organismos internacionais —, que estarão conosco em painéis, debatendo a questão da inclusão racial no mercado de trabalho.”
A Feira também terá um viés social, com a disponibilização de acesso à internet aos jovens negros universitários. O intuito é liberar o acesso para que eles possam não só participar desse evento online, mas também para favorecer sua permanência em seus cursos, uma vez que a exclusão digital é um problema relevante para este público.
Os organizadores da feira estudam meios de liberar o acesso a internet por um determinado período, após a realização do evento.
As startups e grandes empresas mantenedoras do Cubo Itaú estão com oportunidades de emprego abertas, sobretudo no setor de tecnologia. A oferta é superior a 500 vagas para o maior hub de empreendedorismo da América Latina.
O quantitativo indica como alguns setores estão conseguindo atravessar a crise decorrente da pandemia do novo Coronavírus. De modo a oferecer oportunidades, abrir vagas e ampliar o quadro de funcionários efetivos e temporários.
Entre eles, destaca-se o setor de tecnologia. Para continuar as operações durante o isolamento social, migrar para o ambiente digital foi mais do que necessário para companhias de todo o país.
“É de extrema relevância mostrar que existe um mercado aquecido, que demanda e precisa contratar, mesmo em meio a tantas incertezas na economia”, diz Renata Zanuto, co-head do Cubo Itaú.
Somente a Dasa, parceira do hub na vertical Cubo Health, tem mais de 100 postos de trabalho disponíveis. Entre os profissionais procurados estão desenvolvedores, arquitetos de soluções, agilistas, QA Tester, engenheiro de dados, especialistas UX/UI e cientista de dados.
Cubo Itaú divulga mais de 500 vagas de emprego abertas
(Foto: Divulgação)
Já a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, oferta mais de 10 oportunidades em áreas como Produtos e Clientes, Tecnologia e Operações. Essa é outra empresa que faz parte do portfólio do hub. Se inscreva pelo link.
A Now, que atua no setor supermercadista – um dos que mais apresentaram crescimento na pandemia – apresenta 43 vagas abertas. Tais oportunidades vão desde executivo comercial de contas à compra e entrega de produtos de supermercado. A base salarial varia de acordo com cada cargo.
Enquanto na BossaBox, marketplace que conecta projetos a freelancers, são quatro chances disponíveis para cargos como growth marketing e fata analyst. Para mais informações sobre vagas das startups do Cubo Itaú acesse o site.
No mês de maio, durante o período de distanciamento social causado pela pandemia do Coronavírus, o Cubo Itaú realizou a segunda edição do Cubo For Devs. O objetivo foi aproximar a comunidade de desenvolvedores ao universo do ecossistema de inovação.
De acordo com a hub, quase 200 vagas de trabalho foram preenchidas em uma feira de contratações totalmente online. De modo a obedecer as orientações de isolamento social para redução da curva de contágio do vírus.
O Cubo Itaú foi inaugurado em setembro de 2015 pelo Itaú Unibanco em parceria com a Redpoint eventures. Ele é o maior hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina e uma organização sem fins lucrativos que acelera a conexão e a criação de negócios entre grandes empresas e startups.
O hub está localizado na região da Vila Olímpia, em São Paulo. Em toda a sua rede, física e digital, tem mais de 300 startups, contemplando empreendedores de todo o país. O espaço ainda oferece workshops, palestras e encontros relevantes para o crescimento do ecossistema de inovação.
Esta semana a Nube, empresa de seleção e recrutamento de estudantes, está oferecendo 1.865 vagas de estágio em todo o país. As chances são para estagiários dos ensinos médio, técnico, tecnólogo e superior.
Há vagas para estudantes do período matutino ou noturno. As oportunidades contemplam diferentes cursos, como Administração, Arquitetura, Comunicação, Design, Direito, Engenharia, Marketing, Nutrição, Tecnologia da Informação, entre outros.
Além das vagas para os estudantes do ensino médio e técnico. As bolsas-auxílio variam de R$ 520,00 a R$ 2.000, dependendo da vaga. Os interessados podem se cadastrar gratuitamente pelo site da Nube.
Outra opção é fazer contato via telefone (11) 3514-9300 e informar o código OE referente à vaga desejada. Todos os os serviços oferecidos pela Nube são gratuitos.
Empreendedores do Brasil e da América Latina podem concorrer a uma formação on-line, que os ajudará a alavancar seus negócios. A iniciativa, promovida pelo e-commerce Mercado Livre, pretende colaborar com a estratégia comercial dos negócios participantes.
Outras três organizações do sistema empreendedor também apoiam a 2º edição do “Empreender com Impacto”. São elas: Giral, Éditodos e Semente de Negócios.
A ideia é também fortalecer empreendedores latino-americanos que geram impactos positivos para o meio ambiente, a sociedade e as comunidades em que atuam.
O programa será realizado entre os meses de julho e setembro. Os interessados terão até o dia 17 deste mês para se candidatar, no site do Empreender com Impacto.
Aulas serão ministradas toda terça, entre os meses de julho e setembro
(Foto: Pixabay)
Programa pode render premiação aos participantes
Durante a formação on-line, serão realizadas mentorias e haverá a disponibilização de conteúdos práticos, elaborados a partir da experiência do Mercado Livre. A capacitação terá como foco as estratégias de acesso ao mercado e comercialização.
Para auxiliar com as aulas e mentorias, o programa contará com um time de especialistas em sustentabilidade, comercialização, economia, desenvolvimento local, planejamento, finanças e estratégia.
Todos os participantes passarão por um processo de seleção nacional. Os melhores colocados irão concorrer ao prêmio Empreender com Impacto, junto com outros finalistas da América Latina.
Dessa premiação, serão escolhidos três empreendedores que receberão um capital semente para alavancar ainda mais os impactos positivos gerados por seus negócios. A premiação é de:
1º lugar: USD 20 mil;
2º lugar: USD 10 mil;
3º lugar: USD 5 mil.
Confira a grade de aulas programadas durante a formação
Após a inscrição, os candidatos devem aguardar a confirmação de sua inscrição e demais orientações no e-mail. Os selecionados deverão participar de oito aulas e cinco webnars, focados em acesso a mercados e comercialização.
Os encontros serão realizados sempre às terças-feiras, das 19h às 21h. A programação foi agendada da seguinte forma:
Aula 1 (21/07): identidade empreendedora, canvas B, teoria da mudança, certificações e avaliação de mercado;
Aula 2 (28/07): inteligência de mercado, matriz SWOT, CRM, análise de dados e Business Intelligence;
Aula 3 (04/08): gestão de dados, perfis de consumidores, análise de concorrência e identificação de oportunidades;
Aula 4 (11/08): gestão por OKRs, mix de Marketing (4Ps) e plano de comunicação;
Aula 5 (18/08): storytelling, histórias de impacto, estratégias de engajamento e marketing digital;
Aula 6 (25/08): canvas B, cadeia de valor, finanças e operação Logística;
Aula 7 (01/09): ferramenta de gestão, inclusão produtiva e proposta de valor;
Aula 8 (08/09): comportamento, inovação, flexibilidade e protagonismo;
O Itaú Unibanco está com oportunidades de emprego abertas para o DiversiTech, programa voltado para pessoas com deficiência (PcD). A oferta é para quem estuda ou trabalha com Engenharia de Software, Dados, Segurança da Informação, Projetos e Processos em TI e Arquitetura em todos os níveis de conhecimento (júnior, pleno e sênior).
Os profissionais atuarão em times ágeis e multidisciplinares com temas de Tecnologia: Engenharia de Software, Dados, Segurança da Informação, Projetos e Processos em TI e Arquitetura.
Eles também serão responsáveis por estudar tendências de mercado de tecnologia para contribuir com insights para evolução do negócio. As oportunidades estão disponíveis para todo país. As inscrições ficam abertas até 1º de agosto, pelo site Vagas.com.
O valor da remuneração será a combinar, porém, de forma compatível com o mercado financeiro. Os selecionados terão direito aos seguintes benefícios:
Além disso, os profissionais terão horário flexível, convênio com o Gympass, Smartfit e Bio Ritmo, convênio com a Univers (Drogasil e Droga Raia), visitas, reservas e hospedagem no Itaú Unibanco Clube (Guarapiranga, Itanhaém e São Sebastião).
Itaú Unibanco abre oportunidades de emprego para pessoas com
deficiência (Foto: Divulgação)
Além do Mundo IU (vantagens e descontos em lojas e serviços de diversos parceiros no Brasil e na América Latina), bicicletário, ambientes de descompressão: sala de jogos, música, leitura, etc. Galeria de serviços dentro dos polos: restaurante, refeitório, café, esmalteria, espaço de massagem, lavanderia, ateliê de costura, livraria e papelaria, farmácia e academia.
O Itaú não informou o número total de vagas abertas nem o quantitativo por região.
De acordo com o Itaú Unibanco, a meta do programa DiversiTech é valorizar os profissionais. “Pessoas são o nosso maior ativo, pois cuidam do nosso bem mais precioso: o cliente. Por isso, vivemos verdadeiramente a nossa cultura organizacional, valorizamos e respeitamos a diversidade e o protagonismo dos nossos colaboradores em todas as nossas relações”, diz a empresa.
O Itaú espera por um profissional autêntico, inclusive na forma de se vestir, para exercer todo o seu potencial, focar no seu desenvolvimento e nas soluções para os nossos clientes. Na Tecnologia, os times são multidisciplinares, com diversas especialidades, e trabalham com práticas ágeis e lean, focadas no aprendizado contínuo e colaboração.
Quem fez o Enem 2019 e quer disputar uma vaga no ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada deve ficar atento. O período de inscrições para o Sisu do 2º semestre deste ano (Sisu 2020.2), que teve início na terça-feira, 7, termina nesta sexta-feira, 10.
A inscrição ocorre pela página do Sisu, na qual o candidato já pode consultar a oferta das vagas por curso, instituição e município. Importante lembrar que só pode concorrer quem não zerou a redação do Enem 2019.
Para realizar a inscrição será exigida a senha do cadastro no portal de serviços do Governo Federal. Quem ainda não se cadastrou ou esqueceu a senha e precisa recuperá-la, deve providenciar esses dados com antecedência no acesso.gov.br.
Os candidatos só terão quatro dias, de terça a sexta, para escolher as vagas e se inscrever no Sisu. Por isso, o MEC recomenda que os interessados se preparem conferindo a senha e outros dados antes, para não ter problemas no ato da inscrição.
Resultados a partir do dia 14
Os resultados do Sisu 2020.2 serão divulgados no dia 14 de julho e as matrículas vão de 16 a 21 do mesmo mês. Durante esse período, os candidatos também podem manifestar interesse para lista de espera dos cursos.
Neste segundo semestre, o sistema disponibiliza 51.924 vagas em 1.542 cursos, oferecidos em 57 instituições públicas de educação superior. Os dados são do Ministério da Educação.
A alteração já estará valendo no processo seletivo do segundo semestre deste ano do programa. Além de ter permitido a ampliação das possibilidades para quem pretende ocupar uma vaga no ensino superior público, o MEC ainda comunicou algumas mudanças para as instituições que ofertam vagas pelo Sisu, sendo elas:
A disponibilização de meio digital para que o estudante possa encaminhar a documentação digitalizada exigida para a matrícula;
a publicação, em suas páginas eletrônicas na internet, da lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência, assim como a sistemática adotada para convocação dos candidatos.
Inscrições do Sisu 2020.2 vão até sexta, 10
(Foto: Reprodução)
Enem 2020: data do exame pode ficar para maio
Enquanto isso, quem quer prestar o próximo Exame Nacional do Ensino Médio ainda aguarda uma definição sobre a data. Inicialmente, as provas seriam aplicadas em novembro, mas foram adiadas por causa da pandemia de Covid-19.
Para 49,7% dos estudantes, o Enem 2020 impresso deve ser aplicado nos dias 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem digital nos 16 e 23 de maio. As outras opções de data eram entre dezembro deste ano e janeiro de 2020.
A pesquisa com os estudantes não é determinante para a escolha da data oficial, como explicou o presidente do Inep, Alexandre Lopes. O exame poderá, inclusive, ocorrer em data diferente daquelas que foram colocadas na enquete.
Mas a opinião dos alunos será levada em conta para a definição. O Enem 2020 tem pouco mais de 5,7 milhões de inscritos. A expectativa é que a data seja anunciada em cerca de duas semanas.
O MEC e o Inep irão agora consultar o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que estão tratando do cronograma das aulas no ensino médio, e as associações que representam as instituições de ensino superior, para saber quando pretendem começar o primeiro semestre ano que vem.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos na última segunda-feira, 6, a Medida Provisória 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
Dentre as medidas adotadas pelo Programa estão o pagamento do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm); a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho.
O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda é válido enquanto durar o estado e calamidade pública reconhecida pelo Decreto nº 6, de 20 de março de 2020, em decorrência da pandemia do Coronavírus. Os principais objetivos são preservar o emprego e a renda; garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais; e reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e da emergência de saúde pública.
O pagamento do benefício será feito no prazo de 30 dias, desde que o empregador informe, no prazo de dez dias, qual foi o acordo firmado entre ele e o empregado.
O benefício, pago pelo governo, terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego que o empregado teria direito.Ou seja, para o trabalhador que tiver jornada e salário reduzidos em 50%, o benefício será de 50% do valor do seguro desemprego a qual teria direito, caso fosse dispensado. O valor pode chegar até a R$1.813,03 por mês.
A versão original, a MP 936 previa a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias, enquanto a redução salarial não poderia ser superior a 90 dias. No entanto, a Câmara dos Deputados aprovou e o Senado manteve a alteração que permite a prorrogação desses prazos, por um decreto presencial, enquanto durar o estado de calamidade.
Com a sanção do presidente Jair Bolsonaro, a MP 936 prevê ainda que a suspensão salarial poderá ser aplicada por meio de acordo individual com empregados que têm curso superior e recebem até três salários mínimos, o equivalente a R$3.135, ou ais de dois tetos do Instituto Nacional do Seguro Social (salários acima de R$12.202,12).
Já os trabalhadores que recebem remuneração entre R$3.135 e R$12.202,12, só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivo.
Presidente Jair Bolsonaro sanciona MP 936
(Foto: Divulgação)
Confira os principais vetos feitos por Jair Bolsonaro
O presidente vetou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos. A lei atual prevê que o benefício da prorrogação seja concedido até o fim de 2020. Sem os vetos, a desoneração seria prorrogada até o fim de 2021.
Além disso, teve o veto do pagamento do auxílio emergencial de R$600 para empregados sem direito ao seguro-desemprego dispensados sem justa causa.
Em matéria publicada pelo Portal de Notícias G1, a Secretaria-Geral da Presidência diz que, se fosse sancionado, isso criaria despesa obrigatória para o poder público violando regra, prevista na Constituição.
De acordo com a Secretaria-Geral, foi vetado artigo que dispensava empresas de exigência de cumprimento de nível mínimo de produção para aproveitamento de benefícios fiscais concedidos por prazo certo e em função de determinadas condições.
Com algumas cidades brasileiras iniciando de forma gradual o retorno às atividades econômicas, como Rio de Janeiro e São Paulo já em fases avançadas, aumenta o número de empresas que querem retomar o trabalho presencial.
Crescem também a preocupação dos trabalhadores, que terão que enfrentar aglomerações, como metrô e ônibus, para se locomoverem ao trabalho. Visando a segurança de todos, alguns protocolos sanitários devem ser seguidos pelas empresas a fim de evitar novos contágios de Covid-19.
Desta forma, o chamado “novo normal” no ambiente de trabalho prevê medidas que vão desde estações de trabalho com distanciamento social, escalonamento e rodízio de colaboradores a testagem obrigatória para casos suspeitos.
“Algumas companhias estão estudando a volta gradual de suas atividades. Para que esse retorno seja seguro, estamos sugerindo aos representantes dessas empresas que sigam um protocolo sanitário”, explica Naiane Ribeiro Lomes, médica infectologista.
A infectologista, consultora contratada para prestar apoio à It’sSeg, corretora independente de seguros, conta que a rotina dos colaboradores não será mais a mesma enquanto a pandemia fizer parte do nosso dia a dia.
“Os gestores terão de fazer uma revisão aprofundada dos processos, e isto inclui a forma como os funcionários se relacionam e se comportam internamente. Atitudes que até pouco tempo eram consideradas inofensivas, como um abraço ou compartilhamento de materiais, não fazem parte dessa nova realidade”, diz.
No novo normal esqueça os abraços e compartilhamento de materiais
(Foto: Pixabay)
Conheça quatro principais medidas de segurança
A infectologista Naiane Ribeiro enumerou algumas medidas fundamentais para que o retorno seja feito de maneira segura e responsável.
1. Testagem dos funcionários
Fazer o teste epidemiológico para todos os colaboradores não é a prática recomendada pela especialista.
“Não sugerimos às empresas que façam a testagem com todos os funcionários. Recomendamos que ela teste apenas os suspeitos sintomáticos ou aqueles que tiveram contato com pessoas de casos confirmados. Fazer testagem em massa é ineficaz porque só gera altas despesas às empresas e seus resultados não são definitivos”, explica.
2. Organização do espaço
As empresas terão de fazer diversas adaptações no ambiente corporativo para que o retorno da equipe seja feito com total segurança:
“As cadeiras deverão respeitar um espaço mínimo de distanciamento de um metro e meio. As estações de trabalho deverão ser higienizadas com mais frequência e separadas por protetores de segurança, caso seja necessário, principalmente nos casos em que o distanciamento seguro não consiga ser aplicado. Os colaboradores ficarão responsáveis pela higienização constante dos materiais de uso pessoal e profissional”.
Naiane ainda chama atenção para a realização das reuniões presenciais, que deverão ser proibidas para evitar aglomerações: “O ideal é manter as reuniões virtuais”.
Além disso, ela recomenda que “o colaborador leve sua refeição e a faça no próprio ambiente de trabalho. Essa prática evita circulação e contato com outras pessoas em restaurantes, por exemplo, aumentando a exposição e risco de contágio”.
3. Quem pode voltar
Não é recomendada a volta ao trabalho de toda a equipe. O ideal é que esse retorno seja programado e feito de forma estruturada para que a empresa não seja prejudicada futuramente.
Para a médica infectologista, o ideal é que só retornem, por enquanto, ao trabalho presencial funcionários que não têm filhos em idade escolar, não pertencentes ao grupo de risco ou que estejam seguros para uma nova rotina de trabalho.
“Estamos sugerindo às companhias que dividam suas equipes em grupos e que voltem à corporação em sistema de rodízio. Se voltam todos de um departamento e há um caso confirmado, todo mundo terá de ser afastado e essa área fica totalmente paralisada”, relata Naiane.
4. Cuidados para ida e retorno ao trabalho
Pensou em abandonar o uso frequente das máscaras e do álcool em gel? Esqueça! Este não é o momento. Estes são itens obrigatórios dessa nova realidade.
Segundo Naiane, há ainda outros protocolos e medidas de segurança que deverão ser adotados no deslocamento do funcionário ao trabalho.
“Se o colaborador utiliza o transporte público, a atenção deve ser redobrada. É recomendável distanciamento de um metro de outras pessoas, higienização regular das mãos e utilização da máscara, que deve ser trocada a cada três horas”, finaliza a especialista da It’sSeg.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 29 de maio a 2 de junho, os empreendedores negros foram mais impactados pela pandemia do novo Coronavírus. Mais de 7,3 mil donos de pequenos negócios foram ouvidos.
Também foram mais afetadas as pessoas com escolaridade mais baixa. Mas a maioria delas também pertence ao grupo de pretos e pardos.
Esses donos de negócios, com ensino médio ou menor escolaridade, demonstraram encontrar maior dificuldade em manter a operação de modo virtual e implementar ferramentas digitais de venda. Que foram essenciais durante o período de distanciamento social.
Eles estão situados, em maior proporção, nos municípios que sofreram mais restrições de circulação, seja com lockdown ou fechamento parcial. Os empresários negros ainda possuem negócios mais novos em relação aos brancos.
Essa foi a 4ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia de Coronavírus nos pequenos negócios”. Foram entrevistados 7.403 empresários, sendo que, entre os empreendedores negros, a maior proporção (70%) é de Microempreendedores Individuais (MEI).
Negros formam grupo jovem, majoritariamente feminino e com menor escolaridade
O grupo de empresários negros ouvido pelo Sebrae e pela FGV é, em sua maioria, mais jovem, formado por mulheres e com escolaridade de ensino médio ou inferior, nível menor em relação aos entrevistados brancos.
Os negros também possuem negócios mais novos, com média de seis anos. Neste contexto, os empreendimentos mantidos por negros sofreram mais impacto na pandemia.
A maioria (45%) não conseguiu funcionar, principalmente por atender somente de forma presencial. Ao contrário dos 40% dos empreendedores brancos que conseguiram continuar com os negócios com o auxílio de ferramentas digitais.
Confira mais alguns dados obtidos na pesquisa:
70% dos negócios conduzidos por negros estão localizados em municípios que tiveram fechamento parcial ou total dos estabelecimentos, enquanto 60% dos negócios liderados por brancos atuam em locais com restrições;
39% dos empreendedores brancos possuem negócios onde houve maior reabertura, ao contrário dos negros, que são apenas 29%;
46% dos negócios liderados por negros tiveram que interromper temporariamente o funcionamento, enquanto 41% dos negócios mantidos por brancos tiveram interrupção temporária.
Grupo de empreendedores majoritariamente negro, feminino e com baixa
escolaridade foi o mais impactado na pandemia, diz pesquisa (Foto: Reprodução)
Redução de faturamento também foi diferente entre os grupos
De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a redução do faturamento foi semelhante para brancos e negros, com 87% na queda mensal. Mas os empresários negros já possuíam um faturamento médio 39% inferior ao do dos brancos. Ele ainda destaca a dificuldade de acesso ao crédito.
“A dificuldade de acesso a crédito é um grande obstáculo enfrentado pelos pequenos negócios no momento, atingindo com mais força os empreendedores negros que, além de mais endividados (69%), tiveram mais recusa dos bancos.”
Enquanto 55% dos empreendedores brancos tiveram acesso ao crédito negado, entre os negros esse número é de 61%. Isso mesmo com o valor solicitado por negros, de R$28 mil, sendo 26% menor em relação ao solicitado por brancos.
Também é maior a proporção de negros com empréstimos (69%). Entre os que têm dívidas, dois em cada três estão em atraso (relação maior que a dos brancos).
Ambos os grupos pediram empréstimo em bancos em proporção semelhante, mas os negros tiveram maior recusa. O valor solicitado por empreendedores negros (R$28 mil) é 26% mais baixo do que o solicitado pelos brancos (R$37 mil).