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  • TRFMED marca presença no 17º Seminário UNIDAS, em Brasília Última atualização: 14/04/2026 às 16:12:00

    O programa de autogestão em saúde da Justiça Federal da 5ª Região (TRFMED) está participando do 17º Seminário UNIDAS, realizado nos dias 14 e 15 de abril, em Brasília/DF.

    O evento reúne representantes de autogestões em saúde de todo o Brasil para discutir temas estratégicos voltados ao fortalecimento e à inovação no setor da saúde suplementar.

    Promovido pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS), o seminário é reconhecido como um dos principais encontros do segmento, proporcionando debates sobre governança, sustentabilidade, inovação tecnológica, qualidade assistencial e os desafios atuais da gestão em saúde.

    A presença do TRFMED no evento reforça o compromisso da instituição com a atualização constante, a busca por novas soluções e o aprimoramento de suas práticas de gestão, sempre com foco na excelência dos serviços prestados aos beneficiários.

    Por: Comunicação TRFMED


  • Corregedoria Regional faz entrega do certificado Amigo do CEJUSC Última atualização: 14/04/2026 às 16:32:00

    O corregedor-regional da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), desembargador federal Leonardo Resende, realizou, na tarde desta terça-feira (14/04), a entrega do certificado Amigo do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). A homenagem é concedida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) da 5ª Região para as pessoas que se destacaram na realização da IV Semana Regional de Conciliação e Cidadania, que aconteceu, de 06 a 10/04, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e nas Seções judiciárias vinculadas.

    Receberam a distinção a diretora geral do TRF5, Telma Motta, o assessor especial da vice-Presidência da Empresa Municipal de Informática do Recife (Emprel), João Carlos Costa, e a gerente jurídica regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Renata Salazar.

    Leonardo Resende destacou que a entrega do certificado é um reconhecimento às pessoas e instituições parceiras, sem as quais o trabalho do Tribunal e das Seções Judiciárias no desenvolvimento de políticas de soluções conciliadas de pouco serviria. “Conciliação é algo que depende, sobretudo, daqueles que estão envolvidos na realização dos acordos e transações”, afirmou.

    O certificado Amigo do CEJUSC foi instituído em agosto de 2024, juntamente com a Semana Regional da Conciliação. A distinção foi criada para homenagear todas as pessoas físicas e jurídicas e entidades que tenham prestado relevantes contribuições ao NUPEMEC.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 conclui debates do I Seminário sobre Prova Penal e Erro Judiciário Última atualização: 14/04/2026 às 17:21:00

    Por dois dias, magistrados(as), acadêmicos(as), estudantes, além de outros(as) profissionais da área do Direito, acompanharam os debates do I Semanário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário. O último dia do evento foi nesta terça-feira (14/04), com a realização de dois painéis, que abordaram questões referentes à perícia judicial e ao racismo, e uma conferência de encerramento sobre o Innocence Project Brasil. As exposições aconteceram na Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), sob a coordenação do desembargador federal Fernando Braga. 

    O primeiro painel abordou o tema “A ciência em juízo: entre o poder persuasivo e o erro associado”. A mesa foi presidida pela defensora pública Gina Muniz, com exposições da professora Carmem Vásquez, da Universidade de Girona (UdG), na Espanha, do professor Danilo Knijnik, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e do perito criminal Hélio Buchmuller.  Entre os assuntos abordados por Vásquez estava a perícia judicial e o desafio de saber se a técnica, os instrumentos e os métodos utilizados foram os adequados. Segundo ela, as instituições de validação e informações empíricas são caminhos que podem ser utilizados para a valoração da prova pericial. 

    Entre os pontos apontados por Danilo estava a prova penal. “O risco de não esclarecimento é a marca mais saliente da prova no fenômeno jurídico. Vivemos em uma sociedade de risco, com tecnologias avançadas, com complexos causais extremamente difíceis de serem traduzidos e compreendidos. A verdade é que, hoje, o julgador se encontra frente a frente com o drama de julgar sem o conhecimento completo do fato”.  

    A autonomia do perito foi uma das questões apresentadas por Buchmuller, bem como a importância da validação e da observância de protocolos. “A autonomia dada ao perito não é para ele fazer o que quiser; é para ele não ser obrigado a fazer uma coisa errada, para que ele siga o protocolo estabelecido pela instituição”. 

    Racismo e erro judiciário 

    O segundo painel do dia foi sobre “Cor, suspeita e condenação: o racismo na gênese do erro judiciário”, com mediação da desembargadora federal Cibele Benevides e exposições das defensoras públicas da União Anamaria Prates e Rita de Oliveira e do advogado Tiago Turbay.   

    Rita apresentou um estudo sobre o viés implícito nos tribunais, realizado nos Estados Unidos. A pesquisa estabelece uma relação entre crimes/armas e pessoas negras/brancas e como, implicitamente, pessoas negras são mais associadas ao crime do que pessoas brancas. Ela fez uma ponte entre o estudo apresentado e a realidade brasileira, citando o sistema prisional do Brasil. “O sistema penal não é uma máquina de justiça que ocasionalmente falhe por conta de vieses de discriminação com base em estereótipos. É um mecanismo de precisão cirúrgica do chamado projeto genocida brasileiro”, assegurou.  

    Anamaria ressaltou importância de cada pessoa reconhecer que pode ser racista, destacando, também, que há um sistema que favorece a questão do racismo. “Existe um sistema que opera dentro desse viés racial. Processo é conhecimento, não é acúmulo de informações; ele tem que ser capaz de distinguir a evidência do preconceito”. Ela também destacou que não há que se falar em processo penal sem falar de racismo. “É inconcebível, hoje, nós falarmos em processo penal, em Direito Penal, sem falar de racismo. Ele está dentro do processo penal, desde a abordagem policial até o acórdão”. Encerrando o painel, Turbay expôs sobre raça e prova judicial, defendendo que o racismo deve ser identificado sob dois vieses: cognitivo e estrutural.  

    Conferência de encerramento 

    Conduzida pela vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, a conferência de encerramento tratou sobre o Innocence Project Brasil, associação sem fins lucrativos criada em 2016 para atuar no combate das condenações de pessoas inocentes no país, buscando reverter erros judiciários. A convidada foi a advogada Dora Cavalcanti, uma das diretoras da instituição.  

    Dora apresentou alguns casos em que as condenações de inocentes foram revertidas, questionou o reconhecimento como meio de prova e defendeu que uma mudança cultural e de perspectiva deve envolver muitas áreas. “É muito bom a gente pensar que essa pauta pode ser trabalhada não com a filosofia de apontar responsabilidade dessa ou daquela pessoa, até porque o erro pode ser o somatório de vários erros que foram cometidos ao longo do caminho, que podem ter nascido de uma abordagem feita pela polícia. A mudança tem que chamar todos os agentes do sistema”.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CNJ, Ministério da Saúde e AGU firmam acordo para ampliar soluções consensuais em demandas de saúde

    Com o objetivo de contribuir para a redução do número de judicializações no Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmou, nesta segunda-feira (13), em Brasília, um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU). A meta é atuar de forma estruturante sobre a judicialização da saúde, criando fluxos institucionais que possibilitem a conciliação, a mediação e a resolução consensual.

    Na prática, neste primeiro momento, as ações buscarão conciliações para a oferta de medicamentos que foram judicializados há algum tempo e que agora já estão incorporados ao SUS. Assim, não é mais necessária a continuidade dos processos judiciais, e o fornecimento passa a ser feito pelos serviços regulares do SUS aos usuários. A medida desafoga o Judiciário e favorece a previsibilidade da gestão do SUS.

    O pacto estabelece uma atuação integrada entre as instituições, alinhando o Judiciário, a advocacia pública e a gestão do SUS. Essa união qualifica o tratamento das demandas por meio da troca de informações técnicas e jurídicas, da definição de procedimentos comuns e de maior previsibilidade na atuação estatal.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que “instrumentos como este, que criam previsibilidade e um ambiente para que aquilo que já foi definido possa ser implementado cada vez melhor, permitem também que enfrentemos desafios, garantindo que as decisões não interfiram no planejamento e na organização que salvam outras vidas”.

    Dessa forma, o acordo busca mitigar os impactos negativos da judicialização sobre o SUS, como decisões desconectadas de protocolos, pressão orçamentária e insegurança jurídica. A expectativa é promover soluções mais céleres, sustentáveis e alinhadas à política pública de saúde, preservando o acesso à Justiça, mas deslocando o eixo da resposta estatal para uma lógica menos litigiosa e mais cooperativa.

    “Mais do que o custo da judicialização, o nosso desafio é garantir as evidências, a propriedade científica e a avaliação de custo-efetividade, que vêm se tornando cada vez mais intensas”, complementou o ministro.

    O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos, sendo executado com as estruturas e equipes próprias de cada instituição.

    Plano de Trabalho

    O Plano de Trabalho assegura efetividade e previsibilidade à iniciativa ao garantir que a atuação conjunta entre o CNJ, a AGU e o Ministério da Saúde seja baseada em planejamento, acompanhamento de resultados e na possibilidade de ajustes contínuos. Essa estrutura permite que a cooperação produza impactos concretos no enfrentamento da judicialização da saúde, fortalecendo soluções técnicas, consensuais e alinhadas às políticas públicas do SUS.

    A iniciativa está alinhada à Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde, instituída pelo CNJ.

  • STF: Fenafisco solicita novo ingresso como Amicus Curiae

    STF: Fenafisco solicita novo ingresso como Amicus Curiae

    Entidade entra na defesa dos auditores e fiscais tributários estaduais na ADI nº

    Nesta segunda-feira (13) a Fenafisco ingressou no Supremo Tribunal Federal com pedido de habilitação na qualidade de amicus curiae em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7882.

    Apesar da tese defendida na ADI buscar reconhecer a natureza nacional da administração tributária relativa ao consumo, a partir da promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, a Fenafisco compreende não ter sido oportuna face ao transcurso de vacatio legis pendentes de implementação.

    “A ADI protocolada, apesar de buscar antecipar direito futuro, na nossa percepção tem grande possibilidade de fracasso e potencial risco de desencadear discussões imprevisíveis, não desejadas”, alerta o presidente da Fenafisco, Francelino Valença.

    Mas adverte que em essência foi questionado no STF a legitimidade ativa das entidades ingressantes de peticionarem em nome dos auditores e fiscais tributários estaduais, contrariando jurisprudência consolidada da Corte que veda a legitimação de associações que expressem apenas fração ou segmento de determinada categoria.

    Dessa forma, “posicionamo-nos contra quaisquer iniciativas de outras entidades associativas se arvorarem no direito de ingressar com ADI em nome dos auditores e fiscais estaduais sem dialogar com a Fenafisco, entidade classista de segundo grau de representação da categoria”, arremata Francelino Valença.

  • Iniciado I Seminário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário Última atualização: 13/04/2026 às 19:48:00

    Com auditório lotado, começou, na manhã desta segunda-feira (13/04), o I Seminário Internacional sobre Prova Penal e Erro Judiciário. O evento acontece na Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe) e reúne juristas, pesquisadores(as) e magistrados(as) do Brasil e do exterior. 

    A iniciativa é promovida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o Laboratório de Prevenção de Erros Judiciários da Enfam (LAPEJ), a Cátedra de Cultura Jurídica e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

    A mesa de abertura contou com a presença do presidente do TRF5, desembargador federal Roberto Machado; do líder do LAPEJ, desembargador federal Fernando Braga; dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis e Rogério Schietti; do professor da UFPE Ravi Peixoto; e da professora da Cátedra de Cultura Jurídica Carmen Vásquez. 

    Verdade, prova e erro 

    O primeiro painel, intitulado “Verdade, prova e erro: a qualidade epistêmica da decisão criminal”, foi presidido pela professora Marília Montenegro (UFPE) e reuniu os ministros Rogério Schietti e Sebastião Reis, além dos professores Jordi Ferrer Beltrán, da Universidade de Girona (UdG), e Ravi Peixoto. 

    Durante o debate, Schietti apresentou o caso do jardineiro Carlos Edmilson da Silva, condenado injustamente a 137 anos por roubo e estupro, e posteriormente inocentado por exame de DNA, após cumprir 12 anos de prisão. Sebastião Reis mencionou o caso da morte do menino Evandro Ramos Caetano, em 1992, no qual quatro pessoas foram condenadas com base em confissões obtidas sob tortura por policiais militares. 

    Já Ravi Peixoto e Jordi Ferrer Beltrán abordaram o chamado standard probatório, conjunto de critérios que define o nível de prova necessário para a tomada de decisão judicial. 

    Arquitetura do erro judiciário 

    O segundo painel, “Arquitetura do erro judiciário: provas, praxes e modelos organizacionais”, foi presidido pela professora Manuela Abath (UFPE). 

    O desembargador emérito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e professor da Universidade Autónoma de Lisboa, Geraldo Prado, abriu as exposições ao discutir os desafios do mundo digital e o uso da inteligência artificial no processo judicial. Ele citou decisão recente do STJ, de 7 de abril, que estabelece que relatórios produzidos por inteligência artificial, sem validação humana, não podem ser utilizados como prova. 

    Na sequência, a professora Fernanda Prates, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou pesquisa realizada com magistrados do TJRJ, que aponta o uso de elementos como contato direto e linguagem não verbal na formação do convencimento judicial. Encerrando o painel, o juiz de Direito do TJRJ André Nicolitt recorreu a um conto ancestral iorubá para ilustrar o erro judiciário: no mito, Oxalá é preso injustamente por sete anos por ordem de seu filho, Xangô, após ser confundido com um ladrão de cavalos. 

    A prevenção do erro judiciário 

    O último painel, “A prevenção do erro judiciário: diagnóstico, aprendizado e evolução institucional”, foi presidido pelo desembargador federal Fernando Braga e contou com a participação dos juízes federais Marcelo Honorato e Eduardo Vilar. 

    Braga destacou a perspectiva racionalista da prova, explicando que o conhecimento humano evolui da ignorância ao saber científico, passando pelo senso comum e pelo senso crítico. Segundo ele, essa trajetória pode ser associada aos diferentes níveis de risco de erro na avaliação das provas. Para o magistrado, o erro deve ser compreendido como oportunidade de aprendizado e aperfeiçoamento institucional. 

    Marcelo Honorato apresentou o conceito de Safety Science, voltado à compreensão, prevenção e mitigação de falhas, e fez uma analogia com a evolução da segurança na aviação para tratar da redução de erros no Judiciário. Por fim, Eduardo Vilar abordou o raciocínio probatório no contexto da formação jurídica e alertou para os impactos de lacunas no modelo educacional em Direito. 

    Programação

    O Seminário será encerrado na terça-feira (14). A abertura dos trabalhos será feita com o painel “A ciência em juízo: entre o poder persuasivo e o risco de erro associado”, reunindo a defensora pública de Pernambuco Gina Muniz, Carmen Vázquez (UdG), Danilo Knijnik, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o professor e perito criminal Hélio Buchmuller.  

    Em seguida, terá início o quinto painel, “Cor, suspeita e condenação: o racismo na gênese do erro judiciário”, com a desembargadora federal Cibele Benevides (TRF5); as defensoras públicas da União Anamaria Prates e Rita de Oliveira; e o advogado Tiago Turbay.  

    Encerrando o seminário, às 12h15, a desembargadora federal Joana Carolina (TRF5) e a advogada Dora Cavalcanti apresentarão a conferência “Reabrindo casos, reconstruindo verdades: a experiência do Innocence Project Brasil”.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde anuncia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas 2026

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), anunciou hoje (13) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para 2026. A iniciativa foi anunciada pela secretária Lucinha Tremembé nesta manhã, na aldeia Barão do Rio Branco, localizada no município de Mâncio Lima, no Acre. A campanha busca ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso. O MVPI contará com mais de 2,5 mil trabalhadores mobilizados para ampliar a imunização nos 34 DSEI do país.

    No último MVPI, realizado em 2025, o Ministério da Saúde aplicou mais de 70 mil doses e alcançou 57 mil indígenas. Este ano, de acordo com a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, a expectativa é intensificar a imunização em 73 polos-base, abrangendo 650 aldeias, com estimativa de aplicação de mais de 89 mil doses. 

    “Iniciar o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva. Estamos mobilizando equipes, fortalecendo a atenção primária e reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e com o cuidado integral aos povos indígenas”, destacou a secretária. O município conta três etnias (Puyanawa, Nukini e Nawa), somando cerca de dois mil indígenas.

    O MVPI será realizado de 25 de abril a 25 de maio de 2026. A inciativa é realizada desde 2010 e está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e da 15ª Semana Mundial de Imunização, que iniciam no dia 25 e seguem até 2 de maio de 2026, com o lema: “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”.

    A anúncio contou com a participação de Anderson Lima, prefeito de Mâncio Lima; Joel Puyanawa, cacique do povo Puyanawa e vereador do município, José Auricélio Sereno Kaxinawá, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do DSEI Alto Rio Juruá; Lely Gusmam, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Rusie Paula, secretária Municipal de Saúde.

    MVPI

    Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a campanha reforça a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribui para o fortalecimento da atenção primária, por meio da busca ativa de indígenas ainda não imunizados. A ação é operacionalizada a partir de um planejamento logístico diferenciado, intensificação da busca ativa intraterritorial, monitoramento contínuo de indicadores e atuação integrada das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

    Durante o MVPI, serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação: Hepatite A; Hepatite B; BCG; Penta (DTP/Hib/Hep B); Pneumocócica 10-valente; Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23); VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela); Varicela (monovalente); DTP (tríplice bacteriana); dTpa; HPV quadrivalente (papilomavírus humano); Influenza; e Covid-19.

    Histórico

    O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas foi instituído no Brasil em 2010 para ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas remotas. De lá para cá, é realizado anualmente, em consonância com a Organização Pan-Americana da Saúde, que, em parceria com os países e territórios da Região das Américas, promove a Semana de Vacinação nas Américas e a Semana Mundial de Imunização.

    Essas iniciativas reforçam a vacinação como uma das principais estratégias de saúde pública para a prevenção de doenças e proteção da população. Trata-se de uma ação prioritária para a ampliação das coberturas vacinais, mitigação de riscos epidemiológicos e fortalecimento da proteção coletiva, principalmente em grupos prioritários, que incluem crianças, gestantes e idosos.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Sindifisco-PB solicita ao Secretário da Fazenda suspensão de Portaria

    Sindifisco-PB solicita ao Secretário da Fazenda suspensão de Portaria

    O Sindifisco-PB segue atento e atuante na defesa dos direitos e da segurança funcional dos Auditores Fiscais.

    Diante das inconsistências identificadas na Portaria nº 59/2026, especialmente nos pontos relacionados ao regime de teletrabalho, o sindicato protocolou, nesta sexta-feira (10/4), ofício junto à SEFAZ solicitando a suspensão dos efeitos da norma, que está prevista para entrar em vigor no próximo dia 22/4.

    A medida tem como objetivo garantir que qualquer regulamentação ocorra com clareza, critérios objetivos, segurança jurídica e respeito às condições de trabalho da categoria. Entre os pontos que demandam revisão, estão a ausência de definição prévia de metas, critérios de avaliação e parâmetros de desempenho, o que pode gerar insegurança e desigualdades.

    O Sindifisco-PB também reforçou a necessidade de abertura de diálogo institucional, para que a construção de regras ocorra de forma transparente, equilibrada e com a participação da entidade representativa.

    Seguimos firmes na defesa de um ambiente de trabalho justo, seguro e respeitoso para todos.

  • Ministério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental

    Ministério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental

    O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estreia, nesta segunda-feira (13)videocast “Saúde nas Redes”, programa quinzenal que será exibido no canal oficial do Ministério da Saúde no Youtube. No primeiro episódio, o tema será saúde mental, assunto cada vez mais urgente no debate público e nas redes sociais. Padilha recebe a psicóloga e criadora de conteúdo Karen Scavacini e a cientista social e influenciadora Nataly Neri. 

    “A gente vive um tempo em que as telas estão dominando tudo, mas o lazer, o aprendizado e outras oportunidades que elas proporcionam podem se tornar um problema quando o uso sai do controle. Quando alguém começa a ficar irritado ao ficar sem celular, deixa de realizar outras atividades, passa as madrugadas online, dorme mal, se isola no quarto e perde o interesse em conversar, esses são sinais de alerta. Quanto mais cedo a gente percebe, mais conseguimos ajudar”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

    Com formato quinzenal, o videocast surge com a proposta de ampliar o acesso da população a informações verdadeiras e qualificadas sobre saúde, conectando especialistas e comunicadores com forte presença digital. A cada episódio, o ministro recebe um especialista no tema em discussão ao lado de um influenciador digital, promovendo conversas acessíveis, relevantes e alinhadas aos desafios atuais da saúde pública. 

    programa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o YouTube, sempre às segundas-feiras, no canal oficial do Ministério da Saúde e nas redes sociais da pasta.  
     
    Saúde mental e ambiente digital  
     
    Na estreia, o debate é em torno dos impactos do ambiente digital no bem-estar emocional da população. Durante a conversa, Karen Scavacini destaca a importância de compreender a internet como uma grande praça pública e reforça a necessidade de atenção dos pais e responsáveis ao uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes. Já Nataly Neri compartilha como a exposição da vida nas redes sociais contribuiu para seu adoecimento mental e fala sobre o percurso de descoberta e cuidado com a própria saúde. 

    Os próximos episódios abordarão temas de grande relevância, como desinformação, jogos de apostas (bets) e saúde da mulher, ampliando o debate sobre questões atuais que impactam diretamente o bem-estar da população e o uso consciente das tecnologias no dia a dia. 

    Assista ao primeiro episódio

    Camila Marques  
    Ministério da Saúde

  • Em São Paulo (SP), Lula e Padilha anunciam R$ 50 milhões para fortalecer atendimento no Incor e ampliar serviços de telessaúde

    Em São Paulo (SP), Lula e Padilha anunciam R$ 50 milhões para fortalecer atendimento no Incor e ampliar serviços de telessaúde

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentaram em São Paulo (SP) um conjunto de ações do Agora Tem Especialistas com investimento de R$ 50 milhões. Com a iniciativa, o Governo do Brasil vai ampliar a oferta de atendimento cardiológico e a inovação no SUS. Realizado nesta sexta-feira (10), o anúncio ocorreu durante visita inaugural ao Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor), que fica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Somado aos recursos destinados a inauguração do Centro e o fortalecimento da telessaúde na unidade, são cerca de R$ 100 milhões em recursos federais.

    Durante a cerimônia, o presidente também sancionou o Projeto de Lei nº 126/2025, que institui o Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo contra o Câncer no Brasil. O texto estabelece novas diretrizes nacionais para o cuidado do câncer, incluindo o desenvolvimento de tecnologias, a produção nacional de medicamentos e o fomento à pesquisa, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços ofertados no SUS e fortalecer a soberania nacional diante do mercado externo.

    Lula defendeu o programa Agora Tem Especialistas como maior garantia de acesso a tratamento para a população brasileira por meio da rede pública de saúde. “O Estado tem a obrigação de garantir que todos tenham a oportunidade de receber um tratamento de qualidade, com a máquina mais moderna que eu utilizo como presidente da República. Isso significa apenas uma palavra: respeito à dignidade do ser humano”, destacou.

    O ministro Padilha assinou portaria que destina mais de R$ 41 milhões ao InCor, além dos R$ 45 milhões destinados para construir, equipar e instalar o CESIN. Esse é o maior investimento já feito pelo Ministério da Saúde no instituto. O montante vai viabilizar o aumento e a qualificação dos atendimentos, especialmente em cardiologia, uma das áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas. Com a iniciativa, o Governo do Brasil busca aumentar o acesso a consultas e cirurgias especializadas e diminuir o tempo de espera dos pacientes na região.

    “Com esse investimento, o InCor passa a ter mais estrutura para ampliar sua capacidade de formação de profissionais da saúde cada vez mais qualificados no país. O Brasil e o SUS têm muito orgulho de ter o Instituto do Coração e todo o complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP como grande centro de excelência do conjunto da América Latina”, destacou o ministro Padilha.

    O montante também vai contemplar a área de pneumologia, por meio da Oferta de Cuidados Integrados (OCIs). Além disso, o recurso vai apoiar o InovaInCor, iniciativa voltada à criação de startups e ao desenvolvimento de soluções próprias, o que reduz a dependência externa de tecnologias médicas.

    Novo Núcleo de Telessaúde em São Paulo

    Ainda na capital paulista, o ministro Alexandre Padilha anunciou a implantação do Núcleo de Telessaúde do (HCFMUSP) para apoio ao cuidado de gestantes e puérperas de alto risco e de pessoas com cardiopatias congênitas. Com investimento de mais de R$ 9 milhões e vigência de 36 meses, o projeto foi selecionado em edital do Ministério da Saúde voltado à oferta e ampliação de serviços de Telessaúde no SUS, no âmbito do Programa Agora Tem Especialistas.

    No estado de São Paulo, a estratégia de Telessaúde já conta com outros quatro núcleos habilitados: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC/USP), Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FunFarme) e Faculdade de Odontologia da Universidade de SP (FOUSP). Em 2025, o estado somou 629 teleatendimentos, alcançando 55 estabelecimentos de saúde em 17 municípios. Na infraestrutura, o PAC Telessaúde prevê a entrega de 712 kits de telessaúde para São Paulo, dos quais 308 já foram entregues.

    Mais reforço para o Agora Tem Especialistas

    Durante a agenda, foi formalizado o ingresso do Instituto do Coração (InCor) como um dos mentores do projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). O objetivo é aprimorar a formação dos profissionais e fortalecer a atenção cardiovascular no SUS. A presença desses profissionais no programa favorece diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Com isso, a população passa a ter acesso a um atendimento mais qualificado e humanizado.

    O Incor será uma das instituições responsáveis pela organização educacional no âmbito do PMM-E, e vai planejar, implementar e avaliar os processos educativos de profissionais da área de cardiologia ao longo de 12 meses, com dedicação de 4 horas semanais.

    Rede Agora Tem Especialistas de Serviços Inteligentes

    Na agenda, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (NUTES/UEPB) para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à Rede Agora Tem Especialistas de Serviços Inteligentes do SUS. O projeto prevê novos sistemas, equipamentos médico-assistenciais e dispositivos de conectividade a serem incorporados ao SUS, com autonomia de produção nacional e soberania tecnológica, garantindo a modernização da saúde pública com segurança e redução da dependência externa.

    “O que assinamos aqui com a Universidade Estadual da Paraíba é de extrema importância para a implementação da rede de serviços inteligentes pelo país, auxiliando na instalação de equipamentos, acompanhamento e desenvolvimento das plataformas tecnológicas que serão utilizadas na rede. Levaremos 14 UTIs inteligentes para todas as regiões do Brasil”, reforçou Padilha.

    A iniciativa também implementará programas de formação e qualificação profissional voltados ao desenvolvimento, à gestão e ao uso de tecnologias em saúde, para garantir a sustentabilidade e a incorporação contínua desses produtos. O plano de trabalho terá vigência de 12 meses, e a expectativa é de que os resultados possibilitem uma assistência mais ágil e precisa, com suporte à decisão clínica, acionamento imediato de especialistas e redução do tempo de espera.

    A primeira fase prevê um projeto-piloto que envolverá até cinco serviços especializados, definidos com base nas estratégias do programa Agora Tem Especialistas, realizando, entre as atividades, o monitoramento do paciente, desenvolvimento de equipamentos conectados e sistemas interoperáveis. A modernização da medicina de alta precisão no país, aliada ao uso de tecnologias como inteligência artificial e big data, pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência, além de tornar o diagnóstico e a assistência especializada mais rápidos e precisos.

    Ministério da Saúde