Blog

  • Ministério da Saúde investe R$ 27,5 milhões para reforçar a assistência especializada em Dourados (MS)

    Ministério da Saúde investe R$ 27,5 milhões para reforçar a assistência especializada em Dourados (MS)

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (10), o repasse de R$ 27,5 milhões para o custeio de um conjunto de serviços de saúde com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. As portarias de formalização estão previstas para serem publicadas nos próximos dias. A divulgação foi feita pelo diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli.

    Na ocasião, Stabeli ressaltou que o investimento é uma resposta à emergência de chikungunya. “Estamos mobilizando um aporte robusto para fortalecer toda a rede de atenção à saúde em Dourados, com foco na ampliação da média e alta complexidade, na habilitação de leitos e na qualificação dos serviços. Trata-se de uma resposta direta, estruturada e necessária para enfrentar a emergência de chikungunya, especialmente nos territórios indígenas”.

    Nessa quinta-feira (9) começou a circular, em Dourados e região, nas rádios, carros de som, entre outros meios, uma campanha de comunicação voltada à prevenção e sintomas da chikungunya. Além da conscientização sobre o manejo correto do lixo. Com o objetivo de alcançar toda a população, tanto no município quanto nos territórios indígenas, as mensagens estão sendo transmitidas em português e guarani.

    O maior volume de recursos será destinado à ampliação do limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) do estado, com repasse de R$ 19,3 milhões anuais ao Hospital Regional de Dourados (HRD). A medida fortalece a capacidade cirúrgica e amplia o acesso da população a procedimentos especializados. Já o Hospital Universitário de Dourados (HU) contará com custeio anual de R$ 325 mil.

    Entre as ações estruturantes, está ainda a habilitação de 20 leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 adultos e 10 pediátricos, com impacto anual de R$ 3,94 milhões. Esse reforço representa o aumento da capacidade de resposta para casos graves, garantindo assistência intensiva em um momento de alta demanda no sistema de saúde local, devido ao aumento de casos de chikungunya.

    “Só no Hospital Regional, teremos a incorporação permanente de recursos ao teto, além da habilitação de 20 novos leitos de UTI, sendo 10 adultos e 10 pediátricos. Isso mostra que não estamos tratando apenas da emergência, mas deixando um legado estrutural para o sistema de saúde da região”, destacou Rodrigo Stabeli.

    O pacote de investimentos também contempla a qualificação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), com a inclusão de uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas Unidades de Suporte Básico (USB), totalizando R$ 426 mil por ano. A Central de Regulação das Urgências (CRU) de Dourados também foi qualificada, com custeio anual de R$ 270 mil, aprimorando a gestão e o encaminhamento de pacientes.

    Na área de reabilitação, foi habilitado o Centro Especializado em Reabilitação (CER II), com atuação nas modalidades física e visual, com aporte anual de R$ 2,26 milhões. Já o Hospital Missão Evangélica Caiuá teve ampliado o incentivo financeiro voltado à atenção especializada aos povos indígenas, com incremento de R$ 1,01 milhão por ano.

    Força-tarefa intensifica combate ao mosquito

    Paralelamente ao reforço assistencial, o Ministério da Saúde mantém uma força-tarefa em campo para conter a transmissão da chikungunya. Desde quarta-feira (8), 50 novos agentes de combate às endemias atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV) costal.

    Foto: João Vitor Moura/MS
    Foto: João Vitor Moura/MS

    A operação conta ainda com o apoio de 40 militares do Exército Brasileiro e 21 voluntários da Defesa Civil estadual. Todos passaram por capacitação coordenada pelo Ministério da Saúde antes do início das atividades.

    A tecnologia utilizada inclui inseticidas de ação rápida, com efeito “knockdown”, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto. As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti.

    Tecnologia e vigilância ampliam o alcance das ações

    As ações foram estendidas à área urbana, com a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades enviadas ao município, 173 já foram instaladas. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução.

    A Força Nacional do SUS, presente na região desde 17 de março, já realizou mais de 1,9 mil atendimentos, além de 349 visitas domiciliares e da remoção de 123 pacientes para unidades de média e alta complexidade.

    Dados atualizados da vigilância epidemiológica indicam 4.630 notificações de chikungunya na região, sendo 1.572 casos confirmados e seis óbitos.

    Orientação à população

    O Ministério da Saúde reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito e da busca por atendimento em caso de sintomas, como febre alta e dores intensas nas articulações. A recomendação é evitar a automedicação e procurar uma unidade de saúde ao surgirem os primeiros sinais da doença.

    A atuação integrada entre assistência, vigilância e controle vetorial reforça o compromisso do Governo do Brasil em proteger a população de Dourados e conter o avanço da chikungunya com respostas rápidas e estruturadas no âmbito do Sistema Único de Saúde.

    Edjalma Borges
    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde participa de mutirão de conciliação de demandas judiciais em saúde, em Manaus (AM)

    Ministério da Saúde participa de mutirão de conciliação de demandas judiciais em saúde, em Manaus (AM)

    Para fortalecer a gestão em demandas de judicialização, o Ministério da Saúde participou, nesta segunda-feira (6), da abertura da 2ª Semana Nacional da Saúde, em Manaus (AM), quando aconteceram mutirões de conciliação em processos relacionados à área. O evento é organizado pelo Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e comitês estaduais de saúde.

    “Enfrentar o desafio da judicialização exige uma abordagem multifacetada, que une a gestão eficiente de recursos, o diálogo entre o poder judiciário e a saúde, e a valorização da atenção primária”, defendeu o consultor jurídico do Ministério da Saúde, Ciro Miranda.

    Durante a semana, ocorreram mutirões de conciliação diários, unindo as Justiças Estadual e Federal, entes federativos, Ministério Público (MP), Defensoria Pública federais e estaduais, e saúde suplementar. O Ministério da Saúde apoiou a ação com levantamento das ações judiciais que serão tratadas nas audiências de conciliação a fim de contribuir com a resolução célere de demandas de saúde, em especial, para as relacionadas à assistência farmacêutica

    “Nossa expectativa é que o paciente judicial que busca medicamentos pela conciliação, possa ter acesso ao fármaco diretamente pelo SUS, reduzindo filas para a assistência farmacêutica e garantindo o direito à saúde”, afirmou a diretora de Gestão das Demandas em Judicialização na Saúde do Ministério da Saúde, Tarciana Barreto Sá. 

    Os mutirões ocorrem em todos os estados da federação. Além das audiências, são ofertadas palestras; ações de imunização; campanha de doação de sangue; serviços de saúde de prevenção ao câncer de mama; atendimentos com foco na redução de filas para consultas eletivas, especialmente em casos oncológicos; além de justiça itinerante com atendimento em saúde a comunidades tradicionais e populações em situação de vulnerabilidade.

    Tatiany Volker Boldrini
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça articulação com estados e municípios para avançar na transição de insulinas no SUS

    O Ministério da Saúde promoveu nesta quarta-feira (08/04) mais uma rodada de diálogo com os representantes das unidades da federação que participam do projeto-piloto de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina. Realizado em formato híbrido, o encontro teve como foco o alinhamento de estratégias para avançar com a iniciativa.

    O diálogo foi conduzido pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri, que enfatizou como a relação direta com estados e municípios é fundamental para fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de gestão e possibilitar a implementação mais alinhada às realidades locais e, consequentemente, melhor atendimento à população.

    “A transição da insulina NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da participação dos estados e municípios. O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com os gestores locais para planejar e organizar essa mudança de forma segura. Essa atuação conjunta é fundamental para melhorar o atendimento às pessoas com diabetes e ampliar o acesso a tratamentos mais adequados”, destacou Fernanda De Negri.

    A glargina é caracterizada por sua ação prolongada, que pode alcançar até 24 horas, com aplicação única diária, na maioria dos casos. Esse diferencial facilita o controle dos níveis de glicose e traz mais comodidade aos pacientes. Na rede privada, o tratamento pode custar até R$ 250, com duração de dois meses. A ampliação da oferta no SUS segue as melhores práticas internacionais. 

    Nesse primeiro momento, a migração ocorre no Distrito Federal, Paraná, Paraíba e Amapá e prioriza o atendimento de crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos a partir dos 80 anos com diabetes tipo 1 e 2.

    Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde também promoveu treinamentos para os profissionais de saúde da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica. A migração dos pacientes foi iniciada em março e o monitoramento junto às Secretarias Estaduais de Saúde é constante. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais estados do país.

    Além dos representantes das unidades da federação, o debate contou com a presença de integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

    Também participaram da agenda os secretários-adjuntos da SCTIE, Eduardo Jorge, e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Ilano Almeida Barreto e Silva, e do diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da SCITE, Nélio Cezar de Aquino.

    Soberania

    A expansão do uso da insulina glargina no SUS é resultado de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. A iniciativa prevê a transferência desta tecnologia para o Brasil, medida que reforça o compromisso do atual governo com o fortalecimento da soberania nacional na produção de medicamentos, vacinas e demais insumos de saúde.

    A autonomia na produção de insulina é fundamental diante de cenário de escassez global desse insumo.

    Roberta Paola
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil sanciona novo marco para prevenção e controle do câncer no SUS

    Governo do Brasil sanciona novo marco para prevenção e controle do câncer no SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou, nesta sexta-feira (10), um novo marco para a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Alexandre Padilha, em São Paulo, o Projeto de Lei nº 125/2025 visa modernizar o sistema e garantir o acesso a inovações como terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos.

    Na prática, as novas normas ampliam a capacidade nacional de desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a imunizantes contra o câncer, com foco no acesso universal e na equidade no SUS, por meio do fomento à pesquisa, à produção nacional e à colaboração internacional.

    Durante a cerimônia em São Paulo, em visita inaugural ao Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor), no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o presidente destacou o compromisso do governo com a qualidade do atendimento público em saúde.

    “A minha obsessão é provar que o Sistema Único de Saúde pode ser igual ou melhor do que qualquer instituição privada. É isso que estamos fazendo: investindo em tecnologia de ponta para garantir que qualquer pessoa tenha direito ao tratamento mais moderno”, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva.

    A medida integra os esforços do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, para fortalecer a soberania nacional na produção de insumos para a saúde e dialoga com o programa Agora Tem Especialistas, que tem como objetivo ampliar o acesso da população à saúde especializada, como a oncologia, reduzindo o tempo de espera na rede pública. A iniciativa também está alinhada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e às políticas de desenvolvimento produtivo, como os Programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL).

    O ministro Alexandre Padilha ressaltou o alcance dos investimentos realizados. “O Governo do Brasil está fazendo o maior investimento já visto para o tratamento do câncer na história. Estamos oferecendo o que há de melhor para a população em equipamentos de radioterapia e, com o novo marco, vamos desenvolver soluções ainda mais avançadas para o SUS”, declarou.

    Mais acesso ao cuidado oncológico no SUS

    O SUS já oferece tratamentos avançados para o câncer, como o medicamento trastuzumabe entansina, que pode reduzir em até 50% a mortalidade por câncer de mama HER2 positivo.

    A rede também tem ampliado parcerias com hospitais privados para realização de cirurgias, incluindo procedimentos de média e alta complexidade. Para organizar o acesso a medicamentos, foi criado o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), baseado em protocolos clínicos nacionais.

    Pacientes que precisam se deslocar para tratamento contam ainda com auxílio de R$ 300 para transporte, alimentação e hospedagem, extensivo a um acompanhante.

    Na área de diagnóstico, o SUS realizou 4 milhões de mamografias em 2025 e ampliou a faixa etária do exame para mulheres de 40 a 74 anos. Unidades móveis já atenderam 100 municípios, zerando filas em 15 deles. Em relação ao tratamento, em 2024, o sistema registrou quase 7 milhões de quimioterapias até novembro, um aumento de 79,5% em relação a 2022, além de 379 mil cirurgias oncológicas (+5,4%) e 171,6 mil radioterapias (+10%).

    Outra iniciativa no âmbito do programa Agora Tem Especialistas é o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o AC Camargo, que utiliza telemedicina para emitir até mil laudos por dia. A meta é reduzir o tempo de diagnóstico de 25 para cinco dias.

    Há ainda os mutirões destinados exclusivamente às mulheres. Desde 2025 até agora, já foram realizados quatro mutirões, sendo o último em março deste ano, considerado o maior já realizado no SUS e o primeiro voltado apenas às mulheres. Em dois dias, foram realizadas cirurgias, como histerectomias, reconstruções mamárias e retiradas de tumores no útero, além de procedimentos ambulatoriais, como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, exames essenciais para a definição de condutas médicas.

    O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) também investiu na compra de equipamentos, incluindo recursos para biópsias guiadas por imagem e mamógrafos.

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • Correição ordinária na PRR5 começa na próxima quarta-feira (15/04) Última atualização: 10/04/2026 às 13:39:00

    A Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) informa que, no período de 15 a 17/04, será realizada a correição ordinária na Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5).

    Na próxima quarta-feira (15/04), servidores(as) do Ministério Público Federal prestarão auxílio ao público, a fim de receber eventuais reclamações ou elogios referentes à atuação funcional dos procuradores regionais da República em atuação na 5ª Região.

    A Corregedoria dispõe de canal digital para recebimento de representações em geral, no seguinte endereço eletrônico: https://www.mpf.mp.br/o-mpf/orgaos-superiores/corregedoria/peticoes-reclamacoes-e-representacoes-disciplinares.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • Atuação de especialistas de medicinas indígenas é reconhecida pelo Ministério da Saúde

    A atuação de pajés, xamãs, parteiras e raizeiros indígenas agora é reconhecida pelo Ministério da Saúde como especialistas das medicinas indígenas no âmbito da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) e do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. A Portaria GM/MS nº 10.676, de 2 de abril de 2026, assinada pelo ministro Alexandre Padilha, reconheceu oficialmente o papel desses especialistas nas redes de atenção e cuidado à saúde dos povos indígenas. A medida representa um avanço significativo no fortalecimento de políticas públicas voltadas aos povos indígenas, ao reafirmar o valor dos conhecimentos indígenas e sua contribuição histórica para o cuidado integral à saúde e a promoção do bem viver nos territórios.

    A nova normativa estabelece que são considerados especialistas das medicinas indígenas aqueles reconhecidos por suas próprias comunidades como detentores de conhecimentos relacionados à cura, ao cuidado e à promoção da saúde e do bem viver, respeitando as formas próprias de organização social, cultural e de formação desses especialistas das medicinas indígenas. O reconhecimento parte do princípio da autonomia e da autodeterminação dos povos indígenas, sem interferir em seus modos próprios de legitimação.

    Com a publicação da portaria, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com o respeito aos sistemas próprios de cuidado dos povos indígenas, promovendo o diálogo intercultural no âmbito das políticas públicas de saúde. Segundo a secretária de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a iniciativa também contribui para ampliar a compreensão sobre a diversidade dos conhecimentos e tecnologias de cuidado existentes entre os diferentes povos indígenas do país, além de fortalecer a compreensão sobre os diferentes modelos de atenção e cuidado à saúde no contexto da atenção à saúde indígena.

    “Essa medida traz ganhos muito importantes para a Saúde Indígena de forma geral. Temos essa perspectiva de troca intercultural com as equipes que atendem os povos indígenas nos territórios, que já acontece em muitos lugares, e, acima de tudo, coloca a medicina indígena como protagonista e não apenas uma alternativa”, pontuou

    Na prática, o reconhecimento previsto na Portaria se baseia no respeito à autonomia e à autodeterminação dos povos indígenas, bem como aos seus próprios sistemas de organização social, cultural e de cuidado. Isso significa que o Estado reconhece esses conhecimentos sem interferir nas formas próprias com que cada povo forma, legitima e organiza a atuação de seus especialistas das medicinas indígenas. A Diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena da Sesai, Putira Sacuena, projeta que essa normativa ajuda a viabilizar a implementação do Programa Nacional das Medicinas Indígenas (PRONAMI), previsto para lançamento ainda em 2026.

    “É uma grande vitória, um passo gigantesco rumo a implementação do Programa Nacional de Fortalecimento das Medicinas Indígenas, que nasceu ainda em 2023, em um grupo de trabalho entendendo a necessidade de reconhecer esses sistemas de cuidados baseado no bem-viver em todos os 34 DSEI”, enfatizou.

    Medicinas Indígenas

    Medicinas indígenas são sistemas complexos de conhecimentos, práticas e tecnologias de cuidado à saúde desenvolvidos pelos povos indígenas ao longo de mais de 12 mil anos. Esses sistemas se baseiam em uma visão integrada da vida, que articula corpo, território, relações sociais e dimensões espirituais, priorizando abordagens preventivas, coletivas e voltadas ao bem viver. Não se trata apenas de práticas isoladas, mas de um conjunto estruturado de saberes, com teorias próprias, especialistas formados em processos tradicionais e tecnologias específicas, como o uso de plantas medicinais e práticas sociais, que atuam de forma interligada na promoção, proteção e recuperação da saúde.

    Hoje, o Ministério da Saúde passa a considerar as Medicinas Indígenas como sistemas de conhecimento legítimos de cuidado à saúde, construção que está diretamente relacionada ao direito à saúde diferenciada dos povos indígenas, garantido pela Constituição e por marcos legais nacionais e internacionais. Seu reconhecimento implica respeitar a autonomia e autodeterminação dos povos indígenas, os modos próprios de organização e os processos de formação e legitimação de seus especialistas, evitando sua redução a categorias da ciência ocidental. Mais do que tratar doenças, essas medicinas compreendem a saúde como resultado do equilíbrio nas relações entre os seres que habitam os territórios, sendo fundamentais para a manutenção da vida, da cultura, da saúde e bem viver dos territórios indígenas.

    Luiz Claudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Correição ordinária na PPR5 começa na próxima quarta-feira (15/04) Última atualização: 10/04/2026 às 13:39:00

    A Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) informa que, no período de 15 a 17/04, será realizada a correição ordinária na Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5).

    Na próxima quarta-feira (15/04), servidores(as) do Ministério Público Federal prestarão auxílio ao público, a fim de receber eventuais reclamações ou elogios referentes à atuação funcional dos procuradores regionais da República em atuação na 5ª Região.

    A Corregedoria dispõe de canal digital para recebimento de representações em geral, no seguinte endereço eletrônico: https://www.mpf.mp.br/o-mpf/orgaos-superiores/corregedoria/peticoes-reclamacoes-e-representacoes-disciplinares.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • A mobilização segue firme!

    A mobilização segue firme!

    Na última terça-feira (07/04), os Auditores Fiscais da Paraíba participaram de mais uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), reafirmando a força, a união e o compromisso da categoria diante do descumprimento do acordo firmado com o Governo do Estado.

    Durante a assembleia, que aconteceu em formato híbrido, foram aprovados novos encaminhamentos estratégicos, como a intensificação da mobilização, encontros periódicos, seminários temáticos e o movimento #OcupaSefaz, fortalecendo a presença da categoria nas repartições fiscais.

    A AGE segue em aberto, com indicativo de greve e estado permanente de mobilização.

    A luta também avança em pautas fundamentais:

    ?? Equiparação salarial com os fiscos do Nordeste

    ?? Atualização do PCCR

    ?? Valorização da carreira dos Auditores Fiscais

     

    Seguimos firmes, unidos e atentos. Quando a categoria se mobiliza, a luta ganha força!

  • Seção de Odontologia do TRF5 adquire equipamento de sedação consciente com óxido nitroso Última atualização: 09/04/2026 às 17:07:00

    A Seção de Odontologia do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 conta, agora, com um novo equipamento para minimizar a ansiedade ou desconforto de pacientes: a sedação consciente com óxido nitroso. Uma das principais vantagens do uso do aparelho é que o(a) paciente se mantém confortável, relaxado(a) e responsivo aos comandos do profissional que está realizando o atendimento.  

    As cirurgiãs-dentistas Araceles Miranda e Verônica Pontual são as responsáveis pelo manuseio do equipamento, com habilitação específica para a atividade. De acordo com elas, outra vantagem é que a sedação ocorre apenas no momento do tratamento. A pessoa se mantém acordada, e é liberada para as atividades normais pouco depois de encerrado o procedimento.  

    Ainda segundo as profissionais, o uso aparelho é totalmente seguro, podendo ser utilizado em diversos públicos, inclusive em idosos e em pessoas com doenças preexistentes, como hipertensos, diabéticos, entre outras condições, sendo os casos de gripe a única restrição. Além disso, todo o procedimento é monitorado, com avaliação de funções importantes, como pressão arterial e saturação do oxigênio.  

    Outro ponto relevante é que há um acompanhamento antes, durante e depois do procedimento. O(a) paciente faz uma consulta prévia, para um levantamento da condição de saúde; é monitorado(a) durante o tratamento por duas profissionais; e fica um breve período em observação, sendo liberado(a) em seguida. 

    Odontologia no TRF5 

    A Seção de Odontologia integra o Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5 e está localizada no térreo da Ampliação. A unidade oferece assistência odontológica preventiva e clínica para integrantes da Corte, disponibilizando vários serviços, como orientação de higiene bucal, profilaxia dos dentes, radiografias, restaurações, tratamento de canais, cirurgias, tratamento de gengivite, entre outros.

    Todas as informações sobre a unidade estão disponíveis no portal do TRF5.

    A marcação de consultas pode ser feita através do telefone (81) 3425.9278. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde anuncia R$ 1,9 mi para Unidades Odontológicas Móveis em SP e lança Caderneta da Pessoa Idosa

    Durante a cerimônia de abertura do 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP), um dos principais encontros da gestão municipal do SUS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na noite da quarta-feira, 8, em Santos (SP), um investimento superior a R$ 1,9 milhão para a aquisição de oito Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) destinadas a municípios de São Paulo, visando o fortalecimento da atenção primária à saúde. Os recursos compõem o Novo PAC Saúde. Ele também lançou a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, iniciativa alinhada ao tema do evento, “O SUS e o EnvelheSer: estratégia para uma longevidade digna e com equidade”.

    “Não existe SUS sem os municípios. O Governo do Brasil e o Ministério da Saúde apostam fortemente nessa parceria. Já são mais de 100 mil equipes de Atenção Primária e de Saúde da Família em todo o país, o que só é possível graças ao repasse de recursos do Ministério e à contratação realizada pelos municípios”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O congresso reúne secretários municipais de saúde, gestores e representantes do setor e conta, ainda, com a 22ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios e o 15º Prêmio David Capistrano.

    A população brasileira tem cerca de 30 milhões de pessoas idosas, sendo que 70% delas dependem exclusivamente do SUS. A Caderneta foi desenvolvida para orientar esse público e para familiares, cuidadores e profissionais de saúde, abordando práticas de autocuidado, com linguagem acessível e temas como prevenção da violência, seguridade social e saúde mental. O material também reúne informações e apresenta ações do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (PADI), voltado ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade, nessa etapa da vida.

    Como parte do fortalecimento da atenção primária, as UOMs integram os investimentos do Novo PAC Saúde, que já destinou mais de R$ 12,2 milhões para a região de Santos, contemplando 48 combos para Unidades Básicas de Saúde e 16 ambulâncias do SAMU 192 para ampliação e renovação da frota.

    O ministro ressaltou também a importância do acesso à saúde bucal. “Essas unidades serão direcionadas a populações rurais mais distantes, áreas quilombolas e outras comunidades em situação de vulnerabilidade, levando o atendimento odontológico até as pessoas. Uma novidade é que, a partir de abril, ampliamos a oferta de próteses dentárias. O que antes levava mais de um mês agora poderá ser concluído em duas ou três consultas”, explicou.

    No âmbito do Programa Agora Tem Especialistas, o município também recebeu a Carreta da Saúde da Mulher. A iniciativa já realizou mais de 800 atendimentos e 1.700 procedimentos na cidade. Em todo o estado de São Paulo, as carretas ultrapassam 6 mil pessoas atendidas e mais de 12 mil procedimentos realizados.

    Ministério da Saúde