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  • Guia Completo do Processo Administrativo da ANPD

    Guia Completo do Processo Administrativo da ANPD

    A Trilha do Processo Administrativo oferece um conteúdo completo sobre o processo administrativo sancionador da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), com foco na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com nove guias, as publicações abrangem as etapas essenciais do processo, desde a estrutura da ANPD até a aplicação de sanções, proporcionando uma referência importante para profissionais de compliance, advogados de proteção de dados e consultores de LGPD.

    O que você vai encontrar:

    Este material oferece uma visão detalhada do processo sancionador da ANPD, fornecendo informações cruciais para garantir conformidade com a LGPD e evitar sanções administrativas. Ideal para advogados de proteção de dados, consultores de LGPD e profissionais de compliance, que buscam entender as melhores práticas e evitar problemas relacionados à fiscalização da LGPD.

    *Access the english version by clicking here.

  • Afinal, quais são os impactos nas áreas de família, sucessões e direito digital com a reforma do Código Civil Brasileiro?

    Afinal, quais são os impactos nas áreas de família, sucessões e direito digital com a reforma do Código Civil Brasileiro?

    O Código Civil brasileiro, em vigor desde 2002, nunca passou por uma reforma ampla. A sua implementação representou um marco para o Direito brasileiro, substituindo o antigo código de 1916 e trazendo uma visão mais moderna e alinhada às demandas da sociedade do final do século XX. Contudo, passados mais de 20 anos, o ordenamento jurídico precisa acompanhar as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas que estão ocorrendo.

    A proposta de reforma do Código Civil, que deve ser amplamente debatida no Congresso Nacional nos próximos meses, pode trazer um volume significativo de mudanças, com 242 novos artigos propostos e alterações em outros 840. A modernização abrange diversas áreas, incluindo Direito de Família, Sucessões e Direito Digital, refletindo as transformações sociais e tecnológicas dos últimos anos. Trata-se de uma oportunidade única de revisitar institutos jurídicos e adaptá-los às novas realidades, embora também demande cautela para evitar lacunas ou conflitos na sua aplicação.

    No campo do Direito de Família, a proposta sugere inovações como a positivação da união homoafetiva, reconhecida pelo STF em 2011, eliminando as menções a “homem e mulher” para definir casais ou famílias, indo na contramão de políticas recentes em países como os Estados Unidos, onde decisões judiciais e legislativas têm buscado limitar direitos conquistados por casais homoafetivos. Também é proposta a substituição de termos tradicionais como “entidade familiar” por “família” e “poder familiar” por “autoridade parental”. Outro destaque é o reconhecimento da multiparentalidade, permitindo a coexistência de vínculos paternos ou maternos em relação à mesma pessoa.

    A proposta também avança no reconhecimento da socioafetividade, onde laços baseados no afeto têm o mesmo valor jurídico que os vínculos biológicos ou legais. Além disso, prevê o registro imediato da paternidade com base na declaração da mãe, em caso de recusa do pai ao exame de DNA. Isso representa um avanço significativo na proteção dos direitos das crianças.

    Em relação aos alimentos compensatórios, as alterações trazem maior clareza ao estabelecer que, em casos de divórcio, esse tipo de pensão deve considerar a diferença patrimonial entre os cônjuges após o término da relação. O objetivo é assegurar o mínimo existencial e preservar a dignidade da pessoa humana, algo que há muito é defendido pela doutrina e jurisprudência.

    Outra novidade significativa é a possibilidade de divórcio ou dissolução de união estável sem a necessidade de ação judicial, bem como a permissão para alterar o regime de bens do casamento ou da união estável diretamente em cartório, eliminando a burocracia atualmente existente.

    Já no Direito das Sucessões, a regulamentação da herança digital é um dos pontos mais inovadores. A proposta inclui bens digitais — como criptomoedas, arquivos eletrônicos e contas de redes sociais — no espólio, permitindo a transmissão aos herdeiros conforme as disposições testamentárias ou a ordem de sucessão legal. Essa previsão busca preencher uma lacuna importante no atual cenário tecnológico, alinhando-se às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Um aspecto controverso é a exclusão do cônjuge como herdeiro necessário quando houver descendentes ou ascendentes, rompendo com uma tradição do Direito Civil. Essa mudança tem gerado intensos debates, principalmente pela sua repercussão no planejamento patrimonial e familiar.

    Impactos nos Regimes de Bens para Pessoas com 70 Anos ou Mais

    Uma das mudanças mais significativas é a possibilidade de revisão dos regimes de bens para casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoas com 70 anos ou mais. Atualmente, o regime de separação obrigatória de bens é previsto no artigo 1.641, inciso II, do Código Civil. A proposta de reforma insere exceções que permitem maior liberdade para pactuar regimes de bens, considerando o consentimento das partes e a presença de instrumentos jurídicos de proteção patrimonial.

    Direito Digital

    Com mais de 80 artigos dedicados ao Direito Digital, a proposta de reforma busca criar um marco jurídico sólido para o ambiente online, regulando contratos digitais, sucessão de ativos digitais e o uso de criptomoedas. Os contratos digitais passam a ter diretrizes específicas para garantir sua validade, segurança e autenticidade, com previsão de regulamentação sobre assinaturas eletrônicas, armazenamento em blockchain e a utilização de plataformas digitais para a formalização de negócios jurídicos.

    No que tange às criptomoedas, a proposta busca integrá-las de forma mais estruturada ao sistema jurídico, considerando-as como bens digitais que integram o patrimônio de uma pessoa. Isso inclui a definição de regras para a transmissão de criptomoedas em casos de herança, assegurando sua inclusão no espólio e estabelecendo procedimentos para o acesso a carteiras digitais por parte dos herdeiros, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Além disso, a reforma prevê maior clareza sobre a sucessão de senhas e dados armazenados em plataformas digitais, assegurando aos herdeiros o direito de acessar contas e arquivos em situações específicas. Tais disposições representam um avanço significativo, pois preenchem uma lacuna jurídica existente e oferecem maior segurança para titulares e herdeiros de ativos digitais.

    Impactos e Perspectivas

    A reforma do Código Civil pode ser um marco que promete trazer modernização e avanços importantes para o ordenamento jurídico brasileiro. Contudo, também suscita desafios para advogados, empresas e cidadãos, que precisarão adaptar-se às novas disposições.

    No campo prático, essas mudanças demandarão revisões em contratos, planejamentos patrimoniais e procedimentos administrativos. O fortalecimento de conceitos como multiparentalidade, herança digital e autorização de divórcios extrajudiciais reflete um progresso alinhado às demandas da sociedade contemporânea.

    Vejo essa reforma como uma oportunidade de avanço substancial para o ordenamento jurídico brasileiro. No entanto, ela também carrega desafios que exigem um olhar atento e debates profundos. A sociedade brasileira atravessa um momento em que modernizar as leis é essencial, mas isso deve ocorrer sem abrir mão da segurança jurídica ou da preservação de direitos consolidados. O Congresso Nacional terá um papel determinante para equilibrar as demandas sociais e os interesses individuais, garantindo que as inovações não se tornem fontes de novos conflitos.

  • Tokenização de ativos: uma nova fronteira para o mercado financeiro

    Tokenização de ativos: uma nova fronteira para o mercado financeiro

    No mercado financeiro, a tokenização de ativos desponta como uma solução transformadora, redesenhando o acesso a bens e investimentos. Esse conceito, que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário global, tem despertado interesse não apenas por suas possibilidades, mas, também, pelos desafios regulatórios e práticos que traz consigo.

    Com mais de duas décadas de experiência no mercado de capitais, acredito que a tokenização representa um passo importante rumo à democratização e modernização dos investimentos. Minha trajetória, que inclui passagens por órgãos reguladores e estudos aprofundados no direito privado, me permite analisar esse fenômeno de maneira multidisciplinar, integrando os aspectos legais, tecnológicos e econômicos que envolvem o tema.

    A tokenização de ativos é, em essência, o processo de representar digitalmente bens, direitos ou serviços no ambiente virtual por meio de tecnologias descentralizadas, como o blockchain. Esse sistema permite transformar itens tangíveis – como imóveis, obras de arte ou ativos financeiros – em tokens digitais, registrados em redes criptografadas. Esses tokens não apenas aumentam a segurança das transações, mas também abrem portas para novos modelos de negócio. Eles possibilitam, por exemplo, que investidores de diferentes partes do mundo acessem oportunidades que antes eram restritas a um público limitado. Essa capilaridade e fluidez tornam o mercado mais acessível e dinâmico, contribuindo para sua evolução.

    Um dos pontos centrais da tokenização é a questão da emissão e oferta de tokens e quem está autorizado a realizá-la. Atualmente, não há uma regulação específica que trate da emissão dos tokens. Isso significa que o regulador responsável dependerá do tipo de ativo subjacente representado pelo token. Essa ausência de regulação específica relacionada à emissão, embora possa gerar insegurança jurídica, também cria uma oportunidade para o desenvolvimento de soluções inovadoras. O desafio é equilibrar essa inovação com a segurança necessária, algo que exige uma colaboração ativa entre reguladores, empresas e especialistas. No que diz respeito às ofertas públicas dos tokens, caso ela represente uma oferta de investimento ou contrato coletivo, o entendimento do mercado já é assente no sentido de que essa oferta é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    A blockchain, tecnologia que está por trás da maioria dos processos de tokenização, utiliza-se do registro descentralizado das transações, organizando os dados em blocos conectados por algoritmos criptografados. Essa infraestrutura garante a autenticidade e a imutabilidade das informações, eliminando o risco de um único ponto de falha. A segurança proporcionada pela tecnologia é especialmente relevante em mercados como o financeiro e o imobiliário, onde a confiabilidade das transações é essencial. Além de proteger os dados, a blockchain oferece um novo nível de transparência, abrindo caminho para formas mais modernas de negociação e contratação.

    O setor imobiliário é um exemplo claro do potencial da tokenização. A possibilidade de transformar imóveis em tokens e permitir a aquisição de frações desses ativos traz uma nova dinâmica ao mercado. Isso aumenta a liquidez, facilita o acesso a investimentos e cria oportunidades para novos negócios. No entanto, é preciso lidar com desafios regulatórios, como a integração entre sistemas tradicionais – por exemplo, cartórios – e tecnologias descentralizadas, como a blockchain. Apesar dessas barreiras, acredito que a tokenização tem o potencial de modernizar significativamente o mercado imobiliário, tornando-o mais eficiente e acessível.

    Os tokens podem ser classificados, em razão da sua finalidade econômica, como tokens de pagamento, que são usados como meios de troca; os de utilidade, que representam bens ou serviços específicos; e os tokens referenciados a ativos, como valores mobiliários ou direitos creditórios, por exemplo. Compreender essas diferenças é essencial para garantir que a tokenização ocorra de maneira responsável e eficaz. Contudo, o Brasil ainda enfrenta o desafio de adaptar suas regulações tradicionais a esse novo ambiente virtual.

    Vejo o futuro da tokenização no Brasil com otimismo. O país possui um mercado imobiliário robusto e uma crescente adoção de tecnologias digitais, o que cria um ambiente favorável para o desenvolvimento dessa inovação. Para que esse potencial seja plenamente realizado, é essencial investir em educação e conscientização financeira, além de fomentar a colaboração entre diferentes setores. Com as medidas certas, o Brasil pode se posicionar como um líder global em tokenização, impulsionando o desenvolvimento econômico e tecnológico.

  • CNJ aprova regulamento para o uso de inteligência artificial no judiciário

    CNJ aprova regulamento para o uso de inteligência artificial no judiciário

    O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma nova resolução para regulamentar o uso de Inteligência Artificial (IA) no Poder Judiciário. O texto passou por mais de um ano de debates públicos, e visa atualizar a Resolução CNJ n.º 332/2020. Ele reflete a necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos sem comprometer a transparência e a segurança jurídica de forma responsável, supervisionada e segura.

    📌 Vigência

    O texto entrará em vigor em 120 dias. Durante esse período, ainda poderá sofrer edições. Os pontos destacados abaixo se baseiam na versão do documento divulgada pela mídia em 19/02/2025. Devido ao extenso período de revisão, estes pontos podem ser novamente alterados.

    📌 Definições e fundamentos

    Em sua versão atualizada, a resolução estabelece normas para o desenvolvimento, governança, auditoria, monitoramento e uso responsável de soluções com IA no âmbito do Poder Judiciário. A resolução apresenta fundamentos para a realização dessas atividades, incluindo o respeito aos direitos fundamentais e valores democráticos, o estímulo à inovação no setor público e a centralidade da pessoa humana, entre outros. O texto define conceitos como “sistemas de IA” e “ciclo de vida”, alinhando-se parcialmente aos conceitos do Projeto de Lei n. 2.338/2023 (“PL de IA”). Além disso, estabelece os papéis dos desenvolvedores de IA, usuários (internos e externos) e distribuidores de IA.

     📌 Riscos

    A regulamentação define que os tribunais deverão avaliar e categorias as tecnologias de IA em:

    Baixo risco – Por exemplo, sistemas usados para apoio administrativo, análise de padrões processuais ou auxílio à magistratura.

    ⚠️ Alto risco – Por exemplo, tecnologias que impactam diretamente decisões judiciais, como valoração de provas e reconhecimento biométrico.

    🚫 Proibições expressas (exemplos):

    • Uso de IA para prever crimes com base em perfis comportamentais.
    • Reconhecimento biométrico de emoções.
    • Sistemas que impossibilitem a contestação de resultados.

    Vale notar que as obrigações também são categorizadas de acordo com os riscos definidos. Ou seja, quanto maior o risco, mais rigorosas as obrigações.

     📌 Limites para contratação de IA

    A resolução traz regras que precisam ser consideradas ao utilizar soluções de IA de terceiros. Por exemplo:

    ✔️ IA deve ser um apoio à decisão e não um substituto do magistrado.

    ✔️ Tribunais deverão capacitar servidores e magistrados antes do uso da tecnologia.

    ✔️ É proibido o uso de IA generativa externa ou privada para processar, analisar, gerar conteúdo ou auxiliar decisões com base em documentos ou dados sigilosos do Judiciário (como processos em segredo de justiça), exceto se as informações forem previamente anonimizadas ou se houver mecanismos técnicos e procedimentais que garantam a proteção e segurança dos dados e das pessoas envolvidas.

     📌 Possibilidade de desenvolvimento próprio

    Os tribunais poderão desenvolver suas próprias soluções de IA, desde que respeitem padrões de governança, diversidade e representatividade nas equipes.

     📌 A plataforma Sinapses:

    O CNJ elegeu a plataforma Sinapses, em que os tribunais deverão registrar todas as soluções de IA utilizadas. Esse sistema permitirá fiscalização, auditoria e compartilhamento de boas práticas.

    Além disso, foram incluídas outras medidas que dizem respeito à governança, transparência e auditorias:

    ✔️ Criação do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário.
    ✔️ Auditorias e monitoramento contínuos para garantir conformidade.

    ✔️ Princípios de privacy by design (proteção de dados desde a concepção) e privacy by default (proteção por padrão) são obrigatórios.

    ✔️ Soluções classificadas como alto risco passarão por auditorias frequentes.
    ✔️ Qualquer falha deverá ser corrigida com agilidade ou resultará na suspensão da ferramenta.

    ✔️ Servidores e magistrados serão frequentemente treinados para usar as ferramentas.

    🔍 Próximos passos:
    Os tribunais terão 12 meses para se adequar às novas regras. O CNJ acompanhará a implementação e poderá realizar ajustes conforme necessário.

    📰 Siga o b/luz nas redes sociais para manter-se atualizado sobre a implementação de IA associada aos serviços jurídicos.

  • Brasil regulamenta tokens ambientais digitais para impulsionar inovação e sustentabilidade

    Brasil regulamenta tokens ambientais digitais para impulsionar inovação e sustentabilidade

    A digitalização de ativos ambientais tem se tornado uma estratégia essencial para impulsionar a economia sustentável e garantir maior eficiência no mercado de créditos de carbono. Com o avanço da tecnologia blockchain e o crescimento das preocupações ambientais, a tokenização desses ativos surge como uma solução para assegurar rastreabilidade, transparência e segurança nas transações. No entanto, sem um marco regulatório bem definido, o setor enfrenta desafios como a falta de padronização, riscos de fraudes e dificuldades na interoperabilidade com mercados internacionais.

    Diante desse cenário, o Projeto de Lei n.º 3.434/2024, liderado pelo Senador Fernando Dueire (MDB/PE), propõe um marco regulatório inédito para os tokens de ativos ambientais digitais no Brasil. A proposta busca criar um ambiente regulatório seguro e transparente para a tokenização de ativos ambientais, como créditos de carbono e serviços ecossistêmicos, promovendo a rastreabilidade e prevenindo fraudes.

    A regulação surge em um momento em que o mercado financeiro discute intensamente a estrutura de oferta e distribuição de tokens. Segundo a advogada Luciana Simões Rebello Horta, sócia e VP de Novos Negócios  do b/luz, e coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) de Ativos Verdes da ABToken, o projeto estabelece diretrizes claras para a emissão e comercialização desses ativos. “O PL 3.434/2024 representa um grande avanço ao definir critérios de governança e transparência, garantindo que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais e verificáveis”, afirma.

    A tecnologia blockchain desempenha um papel fundamental no projeto, ao assegurar a rastreabilidade e autenticidade dos tokens ambientais. A utilização de registros distribuídos e auditorias independentes promete reduzir riscos, como a dupla contagem de créditos de carbono, garantindo maior confiabilidade ao mercado. “A interoperabilidade com padrões internacionais é essencial para que os tokens brasileiros sejam reconhecidos globalmente e ampliem sua aceitação no mercado internacional”, explica Luciana Horta.

    O marco regulatório também busca atrair investimentos privados para projetos de sustentabilidade. Com regras mais claras sobre a conversão de ativos ambientais em tokens digitais, o setor ganha previsibilidade e segurança jurídica, fatores cruciais para fomentar iniciativas como reflorestamento, conservação de biomas e agricultura regenerativa. “A regulamentação cria um ambiente favorável para investimentos de impacto e fortalece a posição do Brasil no mercado global de economia verde”, destaca a advogada.

    Apesar dos avanços, a implementação do projeto enfrenta desafios, incluindo a necessidade de harmonização com padrões internacionais e a capacitação dos agentes do setor para operar dentro das novas diretrizes. Luciana Horta reforça a importância de um marco regulatório que equilibre inovação e segurança jurídica. “O PL precisa evitar burocracias excessivas, priorizando diretrizes de transparência, interoperabilidade e auditoria independente. A emissão dos tokens brasileiros já deve incorporar garantias de validação do lastro ambiental”, pontua.

    O GT de Ativos Verdes da ABToken tem acompanhado de perto o processo de regulamentação dos tokens ambientais digitais. Sob a coordenação de Luciana Horta e com a participação de Camila Rizzi (Agrotoken), o grupo colabora na formulação de diretrizes que garantam a adoção de tecnologias sustentáveis e assegurem um ambiente regulatório equilibrado. Segundo a advogada, o objetivo é “garantir uma estrutura regulatória que permita o desenvolvimento do setor sem comprometer a integridade ambiental e a segurança do mercado”.

    A relevância desse marco regulatório transcende o setor ambiental, impactando diretamente o mercado financeiro e a transição para uma economia de baixo carbono. Empresas e investidores que aderirem à tokenização de ativos ambientais poderão contar com um ambiente mais confiável e alinhado às melhores práticas internacionais.

    “Com a tramitação do PL 3.434/2024, o Brasil se aproxima de uma nova era na regulamentação de ativos digitais sustentáveis. Se aprovado, o projeto poderá consolidar o país como líder global na tokenização de ativos ambientais, atraindo investimentos e fortalecendo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação tecnológica”, finaliza Luciana. 

    Leia na íntegra clicando aqui.

  • Convocação assembleia geral ordinária:

    Convocação assembleia geral ordinária:

    A diretoria do Sindifisco-PB convoca os filiados para assembleia geral ordinária, que acontece na nesta terça-feira (19/11), às 15h, na sede do Sindicato.

    Conforme norma estatutária, AGO vai discutir e deliberar sobre a seguinte pauta: Plano de Aplicação do Orçamento para o Exercício de 2025

    Participe!

    A Diretoria

  • Sindifisco-PB aprova plano orçamentário para 2025

    Sindifisco-PB aprova plano orçamentário para 2025

    A assembleia geral ordinária do Sindifisco-PB aprovou, nessa quarta-feira (19/11), o plano anual de aplicação do orçamento para o exercício de 2025.

    Foram apresentadas as projeções dos valores referentes às origens das receitas, além das aplicações financeiras e os custos operacionais com despesas administrativas e eventos, entre os quais, mobilizações da categoria fiscal.

  • Convocação: Assembleia Extraordinária

    Convocação: Assembleia Extraordinária

    A diretoria do Sindifisco-PB convoca os filiados para Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá no formato híbrido.

    Data:

    Nesta terça-feira (3/12), às 17h

    Presencial:

    Sede do SindifiscoPB

    On-line:

    Google Meet

    Em continuidade à AGE aberta no último dia 4 de setembro, a direção do Sindicato repassará informes e, conjuntamente, a categoria fiscal dará novas diretrizes à luta.

    A diretoria destaca que é importante garantirmos um grande quórum presencial, o que reafirmará nosso compromisso coletivo.

    Seguimos unidos e fortes por nossos ideais.

    Pela Valorização do Auditor Fiscal!

     

    A Diretoria

    30/11/2024

  • Sindifisco-PB realiza AGE e filiados reafirmam união e engajamento na luta

    Sindifisco-PB realiza AGE e filiados reafirmam união e engajamento na luta

    Na noite desta terça-feira (3), o Sindifisco-PB realizou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), reunindo cerca de 250 filiados, entre participação presencial e remota. O encontro foi marcado pela união e pelo engajamento da categoria, que, junto à diretoria do sindicato, definiu novos encaminhamentos para a pauta de mobilização.

    Os auditores fiscais reafirmaram sua luta pela valorização profissional e pela importância do trabalho desempenhado em prol da sociedade paraibana. Durante a AGE, a categoria reforçou seu compromisso com a defesa da justiça fiscal e com a busca por condições dignas de trabalho, fundamentais para a continuidade de um serviço público eficiente e de qualidade.

    O Sindifisco-PB destaca o poder de mobilização dos auditores fiscais, que demonstraram, mais uma vez, que a união é a principal força para enfrentar desafios e alcançar conquistas. A diretoria do sindicato segue firme na busca pelo diálogo com o governo estadual e na construção de estratégias que garantam o reconhecimento e o respeito pelo trabalho da categoria.

    Juntos somos mais fortes! Pela valorização do auditor fiscal!

  • Fenafisco conclui com êxito mobilização parlamentar

    Fenafisco conclui com êxito mobilização parlamentar

    Atuação solicita a assinatura do requerimento de urgência do PLP 21/2023 e avanços nas PECs 6 e 10

    A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e os seus sindicatos filiados estiveram reunidos em mobilização nos dias 3 e 4, em Brasília. A atividade parlamentar focou no pedido de apensamento da PEC 6 à PEC 555, a assinatura do Requerimento de Urgência 3489/2024, para a votação do PLP 21/2023 – Descongela já e a inclusão da Emenda n° 5 na PEC dos quinquênios que inclui os auditores fiscais nos dispositivos da PEC.

     

    PLP 21/2023: Restituição de direitos congelados

    O PLP 21/2023, de autoria da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), tem como principal objetivo neutralizar os efeitos da Lei Complementar (LC) nº 73 de 2020, que suspendeu os direitos temporais dos servidores públicos por 583 dias durante a pandemia. A proposta visa restituir esses direitos aos servidores afetados, descongelando benefícios que foram temporariamente suspensos. A mobilização promovida pela Fenafisco reforçou o pedido de assinaturas para o Requerimento de Urgência nº 3489/2024, visando acelerar a tramitação e votação do PLP.

     

    PECs em debate

    Outra prioridade foi a PEC 10/2023, conhecida como PEC dos Quinquênios, que propõe o pagamento de uma parcela compensatória mensal por tempo de exercício. A Fenafisco defende a inclusão das administrações tributárias no escopo do texto por meio da Emenda nº 5. Durante a mobilização, o senador Eduardo Gomes (PL/TO), relator da proposta, recebeu representantes do Sindifiscal-TO, que reforçaram a necessidade de a emenda ser apreciada nas discussões preliminares do plenário.

    O pedido de apensamento da PEC 6/2024 PEC 555/2006 também foi destaque nos debates. A proposta busca a remissão gradual da contribuição previdenciária para servidores aposentados dos 65 aos 75 anos. Atualmente, o pedido de apensamento conta com mais de 200 requerimentos de apoio. Para aprovação no Congresso, serão necessários 308 votos favoráveis.

    Sobre a PEC 6 o diretor de Assuntos Parlamentares da Fenafisco, Celso Malhani, trouxe um otimismo para a conquista das pautas: “Nós ouvimos o deputado Cléber Verde (MDB – MA) ao final da tarde de quarta-feira, ele nos disse com bastante otimismo que é uma forte probabilidade do presidente da Câmara determinar o apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006 até o final do ano. E isso nos deixou felizes, é uma impressão positiva. Dá para inferir que o presidente Lira, ainda em seu mandato, vai determinar o apensamento”, conclui.

    A Fenafisco agradece o engajamento dos sindicatos filiados nessa luta. A mobilização de fim de ano consolidou avanços importantes para a categoria.

    Álbum de fotos disponível no link: https://tinyurl.com/6nwjhh74

    Fenafisco