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  • PF e CGU fazem operação para apurar desvio de emendas parlamentares

    PF e CGU fazem operação para apurar desvio de emendas parlamentares

    A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Korban, com o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinados à realização de eventos de esportes digitais.

    Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados do Acre, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Além disso, foram determinadas medidas de sequestro de bens, como veículos e imóveis, e o bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas. As ações de indisponibilidade patrimonial podem atingir o montante de R$ 25 milhões.

    Operação Korban investiga associação que recebeu recursos para eventos estudantis de esportes digitais.

    Operação Korban investiga associação que recebeu recursos para eventos estudantis de esportes digitais.Reprodução/PF

    A apuração foca em possíveis irregularidades na execução de aproximadamente R$ 15 milhões em recursos federais, repassados a uma associação com sede no Distrito Federal por meio de termos de fomento firmados com o Ministério do Esporte, viabilizados por emendas parlamentares, para a realização de jogos estudantis de esportes digitais entre os anos de 2023 e 2024.

    Entre as determinações judiciais, estão a suspensão de novos repasses federais à associação investigada e a proibição de transferência de valores às empresas subcontratadas no contexto dos termos de fomento analisados.

  • Mercado financeiro revisa previsão de inflação para 5,09% em 2025

    Mercado financeiro revisa previsão de inflação para 5,09% em 2025

    As projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, foram revisadas de 5,1% para 5,09% para o corrente ano. Tal ajuste representa a nona redução consecutiva na estimativa, conforme divulgado no Boletim Focus desta segunda-feira (28). A pesquisa, de periodicidade semanal, é elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas expectativas de diversas instituições financeiras acerca dos principais indicadores econômicos.

    Para o ano de 2026, a projeção inflacionária também sofreu um leve ajuste, passando de 4,45% para 4,44%. As previsões para 2027 e 2028 apontam para taxas de 4% e 3,8%, respectivamente. A estimativa para 2025 permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

    Em junho, a inflação oficial, mesmo sob a pressão exercida pelos preços da energia elétrica, apresentou um arrefecimento, registrando um índice de 0,24%. Este resultado foi influenciado pela primeira queda nos preços dos alimentos após nove meses de elevações. Não obstante a desaceleração observada nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses atingiu 5,35%, ultrapassando o limite superior da meta de 4,5% pelo sexto mês consecutivo.

    Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda , que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

    Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como seu principal instrumento, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar da recente retração da inflação, as incertezas no cenário econômico levaram o colegiado a elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, marcando o sétimo aumento consecutivo da Selic em um ciclo de contração da política monetária.

    Fachada do Banco Central.

    Fachada do Banco Central.Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Em ata, o Copom declarou que pretende manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, monitorando os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. Contudo, não descartou a possibilidade de novos aumentos, caso a inflação apresente elevação. O próximo encontro do colegiado está agendado para esta terça (29) e quarta-feira (30).

    A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não antecipava um novo aumento. Nesse contexto, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o final de 2026, a expectativa é de uma redução da Selic para 12,5% ao ano. As previsões para 2027 e 2028 indicam novas reduções, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. O aumento da taxa básica de juros pelo Copom tem como objetivo conter a demanda aquecida, impactando os preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança.

    No entanto, além da Selic, os bancos consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais elevadas podem dificultar a expansão da economia. A redução da taxa Selic, por sua vez, tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode reduzir o controle sobre a inflação e estimular a atividade econômica.

    As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,23% para este ano, conforme a presente edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de 1,88% para 1,89%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de 2% para ambos os anos. Impulsionada pelo setor agropecuário no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 1,4%, segundo o IBGE.

    Em 2024, o PIB fechou com um aumento de 3,4%, representando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão para a cotação do dólar é de R$ 5,60 para o final deste ano, com uma estimativa de R$ 5,70 para o final de 2026.

  • Veja quem foram os deputados que mais gastaram cota parlamentar no ano

    Veja quem foram os deputados que mais gastaram cota parlamentar no ano

    Com o fim do primeiro semestre das atividades legislativas na Câmara dos Deputados, levantamento do Congresso em Foco, com dados do site oficial da Casa coletados em 25 de julho, revela quem foram os dez parlamentares que mais gastaram com cota parlamentar no período. As informações foram retiradas da página de cada parlamentar no site oficial da Câmara dos Deputados.

    O uso da cota parlamentar é legal e previsto pelo regimento interno da Câmara dos Deputados para gastos com despesas típicas do mandato. O intuito do levantamento não é colocar uma pecha depreciativa nos deputados que mais gastaram, mas monitorar e fiscalizar quais foram os principais gastos desses parlamentares.

    O líder do ranking é Nicoletti (União Brasil-RR), com gasto de R$ 334.832,26. Além dele, há mais um deputado da sigla entre os dez mais gastadores. Completam a lista dois parlamentares do PL, dois do Republicanos, um do PT, um do PP, um do MDB e um do PSDB.

     

    Confira abaixo quem foram:

    Ranking dos deputados que mais gastaram.

    Ranking dos deputados que mais gastaram.Arte/Congresso em Foco

    O que é cota parlamentar

    A cota parlamentar é um benefício dado aos deputados para custear despesas típicas do exercício do mandato parlamentar, como aluguel de escritório de apoio ao mandato no estado, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro, combustível, entre outras.

    O saldo mensal não utilizado não é acumulável para o mês seguinte e os parlamentares têm até 90 dias para solicitar o reembolso. Dessa forma, os valores gastos apontados neste levantamento podem ser alterados, uma vez que os deputados podem declarar os gastos de períodos anteriores a qualquer momento dentro do intervalo de três meses.

    Além disso, o valor da cota parlamentar é diferente para cada estado, pois leva em consideração o valor da passagem de Brasília até a capital do estado onde o parlamentar foi eleito. Assim, a maior cota é destinada aos congressistas de Roraima, no valor de R$ 51.406,33 e a menor, aos do Distrito Federal, no valor de R$ 36.582,46.

    Veja o valor da cota para cada estado:

    Cota por estados.

    Cota por estados. Arte/Congresso em Foco

    Raio X das cotas

    A maior despesa da maioria dos parlamentares foi a rubrica de divulgação da atividade parlamentar. O maior valor registrado entre os dez deputados que mais gastaram foi de R$ 219 mil, com Wilson Santiago (Republicanos-PB). Ao passo que no top 10, Giovani Cherini (PL-RS) teve o menor gasto com a referida rubrica, R$ 107,2 mil.

    Gastos com cota parlamentar.

    Gastos com cota parlamentar.Arte/Congresso em Foco

    De janeiro a junho, o deputado Nicoletti, recordista de gastos no geral, recebeu reembolso da Câmara de R$ 179 mil pelas divulgações. Em fevereiro, o parlamentar pagou R$ 7.500 para a Rede BrNewsTV produzir matérias jornalísticas divulgando a atividade parlamentar (veja a nota fiscal). Em seguida, os maiores gastos do deputado foram com serviço de segurança, R$ 52.200,00, e locação de veículos, R$ 34.400,00.

    Líder em gastos com divulgação, Wilson Santiago chegou a gastar R$ 39 mil em maio para publicizar o mandato. O parlamentar também pagou ao portal local “Polêmica Paraíba” para publicar nota sobre o mandato (veja a nota fiscal), além de contratar serviços de gerenciamento das redes sociais. Dr. Fernando Máximo (União Brasil-RO) gastou R$ 196 mil com a divulgação do mandato parlamentar. O segundo maior gasto do parlamentar foi com fretamento de veículos, R$ 62 mil.

    Helena Lima (MDB-RR) teve gastos de R$ 179 mil com a divulgação do mandato, no período também gastou R$ 39 mil com manutenção de escritório e R$ 38 mil com combustíveis. O vice-líder da oposição, Coronel Chrisóstomo (PL-RO), por sua vez, teve seus maiores gastos com a divulgação da atividade parlamentar, R$ 117 mil, fretamento de veículos, R$ 77 mil, e manutenção do escritório, R$ 71 mil.

    O deputado João Maia (PP-RN) empenhou a maior parte da cota em divulgação, R$ 182 mil, e locação de veículos, R$ 86,6 mil. Recordista de gastos com a cota parlamentar em 2024, o deputado Gabriel Mota (Republicanos-RR) foi o único dos dez a não ter a divulgação como recorde de gastos, R$ 132 mil. A rubrica com maior gasto foi a manutenção do escritório, mais de R$ 170 mil.

    Por fim, Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) teve gastos mais expressivos com divulgação, R$ 109 mil, e com locação de veículos, R$ 74 mil. Giovani Cherini gastou R$ 107 mil com divulgação e R$ 65 mil com manutenção do escritório. Único petista da lista, Flávio Nogueira (PT-PI) também teve divulgação e locação de veículos como maiores gastos, assim como Dagoberto Nogueira, respectivamente R$ 108 mil e R$ 75 mil.

  • Boulos pede a exoneração de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal

    Boulos pede a exoneração de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal

    O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) protocolou, nesta segunda-feira (28), representação ao Diretor-Geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pedindo a exoneração do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O filho de Jair Bolsonaro é escrivão da PF e está em licença do órgão para assumir mandato eletivo.

    O psolista pediu a instauração de processo administrativo disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro em razão de supostos crimes contra a soberania nacional. O deputado bolsonarista licenciou-se do mandato em março deste ano e viajou para os Estados Unidos para articular junto a deputados norte-americanos.

    “É fato público e notório que escrivão de polícia, ora afastado, EDUARDO NANTES BOLSONARO, atualmente Deputado Federal licenciado, encontra-se nos Estados Unidos da América (EUA) realizando articulações com o governo daquele país para a aplicação de sanções, taxações, penalidades economias e atos hostis contra Brasil e contra autoridades nacionais”, argumenta Guilherme Boulos.

    Guilherme Boulos.

    Guilherme Boulos.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado cita ainda a tentativa de impor sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Segundo Boulos, a “finalidade explícita e confessa” do deputado é de interferir obstruir julgamento dos acusados de tentativa de golpe de estado e abolição violenta de estado democrático. Portanto, uma tentativa de proteger Jair Bolsonaro, que é réu na Corte pelas práticas descritas no âmbito dos atos de 8 de janeiro.

    Sanções a autoridades

    Em 18 de julho, o governo dos Estados Unidos revogou os vistos de entrada do ministro Alexandre de Moraes, do STF, bem como de seus familiares e “aliados na corte”. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou ter determinado a medida com efeito imediato.

    Em entrevista, Eduardo Bolsonaro afirmou que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), podem entrar na mira de sanções do governo dos Estados Unidos. Segundo ele, ambos correm o risco de sofrer suspensão de vistos e punições políticas, caso deem continuidade ao que chamou de “respaldo ao regime”.

  • Parlamentares comemoram que o Brasil saiu do Mapa da Fome

    Parlamentares comemoram que o Brasil saiu do Mapa da Fome

    Deputados e senadores da base do governo Lula comemoraram nas redes sociais o anúncio desta segunda-feira (28) de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome. O dado foi publicado em relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que constatou que o índice de subalimentação no país caiu para menos de 2,5% da população, limite para situações críticas de insegurança alimentar.

    A análise considera a média do período de três anos, entre 2022 e 2024. Segundo a metodologia adotada pela FAO, o indicador de prevalência da subnutrição estima a proporção da população cujo consumo calórico está abaixo do mínimo necessário para uma vida saudável. O Brasil havia sido retirado do Mapa da Fome em 2014, mas voltou a figurar na lista no triênio 2018-2020.

    “Hoje, sob o governo Lula 3, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. O número de brasileiros em risco de subnutrição caiu de forma expressiva e quase 1 milhão de famílias superaram a linha da pobreza e deixaram o Bolsa Família. É a força de um Estado que volta a cuidar de seu povo”, escreveu o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias. 

    O senador Renan Calheiros (MDB-AL) destacou programas sociais como o Bolsa Família para atingir a marca de sair do Mapa da Fome. “Tenho orgulho de ter relatado o Bolsa Família e de ter criado, ao lado do Senador Paulo Paim, o aumento do Mínimo acima da inflação. Ações de auxílio aos mais vulneráveis”, disse.

    Arte do governo federal.

    Arte do governo federal.Reprodução/X

    Veja abaixo a manifestação de parlamentares:

  • Em novo fogo amigo, Eduardo Bolsonaro critica Nikolas Ferreira

    Em novo fogo amigo, Eduardo Bolsonaro critica Nikolas Ferreira

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta segunda-feira (28) o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por supostamente interagir com um perfil que ataca Jair Bolsonaro e seus aliados. A acusação foi feita após o blogueiro Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira nos EUA, questionar se Nikolas teria se aproximado da influenciadora conhecida como “Baianinha intergaláctica”. Em resposta, Eduardo escreveu: “Ela é uma pessoa abjeta, que defende a minha prisão e a da minha família. É triste ver a que ponto o Nikolas chegou”.

    A publicação é o segundo fogo amigo no mês entre os deputados. Nikolas, vice-líder da Oposição na Câmara, é cobrado por mais firmeza na defesa de sanções contra autoridades brasileiras. Na semana passada, Eduardo afirmou estar “decepcionado” com a postura do colega, que considera “pouco ativo” nas pautas defendidas pelo núcleo mais radical do campo conservador.

    Nikolas entra na lista de aliados do grupo político de Bolsonaro criticados por Eduardo.

    Nikolas entra na lista de aliados do grupo político de Bolsonaro criticados por Eduardo.Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

    Além de Nikolas, Eduardo tem atacado outros nomes ligados ao ex-presidente. Governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema também foram criticados por não apoiarem as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, medida defendida por Eduardo como forma de pressionar o Judiciário brasileiro nos processos contra aliados de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Veja a publicação de Eduardo Bolsonaro:

    Segundo no dia

    Mais cedo, ainda nesta segunda-feira, Eduardo entrou em atrito com outro aliado importante de seu pai: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que manifestou a importância de colocar a negociação sobre as tarifas acima de disputas domésticas. “O Bolsonaro não é mais importante do que a relação do Brasil e dos Estados Unidos”, declarou.

    Eduardo rebateu defendendo a necessidade de uma anistia ao seu pai para as negociações das tarifas. “Imagino os americanos olhando para este tipo de reação e pensando: o que mais podemos fazer para estas pessoas entenderem que é sobre Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores, como expresso na carta, posta e entrevistas de Trump?”, complementou.

  • Brasil tenta reabrir diálogo com os EUA para evitar tarifaço de Trump

    Brasil tenta reabrir diálogo com os EUA para evitar tarifaço de Trump

    Às vésperas da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros anunciado por Donald Trump, o governo Lula intensifica as articulações diplomáticas para tentar reverter a decisão. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nesse domingo (27) em Nova York, onde participa de uma conferência da ONU sobre a criação do Estado palestino. A missão oficial se estende até terça-feira (29), mas Vieira já sinalizou que está disposto a viajar a Washington, desde que haja alguma abertura por parte do governo americano para discutir as tarifas.

    A medida anunciada por Trump deve entrar em vigor no dia 1º de agosto e representa a mais grave crise comercial entre os dois países em décadas. O presidente americano justificou a sanção como uma resposta ao tratamento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu por tentativa de golpe de Estado. Trump chamou o processo de “caça às bruxas” e tem sido acusado por parlamentares democratas de tentar interferir na Justiça brasileira.

    Mauro Vieira busca diálogo com o governo norte-americano, que, até o momento, não demonstra interesse em negociar tarifas.

    Mauro Vieira busca diálogo com o governo norte-americano, que, até o momento, não demonstra interesse em negociar tarifas.Renan Areias/Agência Enquadrar/Folhapress

    Governo brasileiro encontra resistência

    Apesar de ter informado oficialmente sua presença nos Estados Unidos e reforçado a disposição para negociar, o Brasil até agora enfrenta resistência. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou no fim de semana, em entrevista à Fox News, que não haverá prorrogação no prazo para adoção das tarifas. Antes disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin havia tentado dialogar com o secretário, também sem sucesso.

    Internamente, Mauro Vieira reuniu-se com a embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, e com técnicos dos ministérios da Indústria e do Planejamento. Segundo interlocutores, o chanceler afirmou que o Brasil não aceitará sanções econômicas motivadas por decisões judiciais internas.

    Caso não haja resposta positiva do governo dos EUA, Vieira deve retornar ao Brasil na quarta-feira (30), mantendo, no entanto, os esforços por meio de canais diplomáticos multilaterais e bilaterais.

    Congresso atua em paralelo

    Em outra frente, uma comitiva de oito senadores brasileiros está em Washington desde o fim de semana para pressionar contra o tarifaço. O grupo é liderado por Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e conta com parlamentares de diferentes partidos e espectros ideológicos, como Tereza Cristina (PP-MS), Jacques Wagner (PT-BA), Marcos Pontes (PL-SP), entre outros.

    A agenda dos senadores inclui encontros com congressistas americanos, lideranças empresariais e representantes da sociedade civil. Nos bastidores, há consenso de que Trump tenta usar o Brasil como peça em sua estratégia eleitoral, ao explorar o apoio a Bolsonaro como ativo político.

    Escalada da tensão

    A decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros já gerou forte reação em Brasília e mobilizou o Itamaraty, que agora busca uma saída diplomática para a crise. A expectativa é que a presença de Vieira nos Estados Unidos funcione como um gesto de boa vontade para a retomada do diálogo, embora o cenário siga incerto.

    Com a aproximação do prazo final e sem sinais de flexibilização por parte dos Estados Unidos, o risco de danos à economia brasileira aumenta, especialmente para setores exportadores estratégicos.

  • Prêmio Congresso em Foco divulga parcial extra da votação

    Prêmio Congresso em Foco divulga parcial extra da votação

    Diante da intensa mobilização registrada nos últimos dias, o Prêmio Congresso em Foco 2025 divulga nesta segunda-feira (29) uma parcial extra da votação popular. A nova atualização foi decidida pela Comissão Organizadora a fim de reforçar o compromisso com a transparência e a credibilidade do processo.

    A votação, que termina nesta quarta-feira (30), às 23h59, já acumula quase 1,7 milhão de votos.

    A nova parcial revela mudanças expressivas em todas as categorias e reforça a ideia de que nenhuma posição está garantida até o último momento. O cenário é dinâmico e o voto de cada eleitor pode fazer a diferença.

    Veja o ranking, até o momento, abaixo.

    Como votar

    O voto pode ser registrado de forma simples e segura por dois canais:

    • Pelo site oficial: Acesse premio.congressoemfoco.com.br, digite seu nome, informe um e-mail válido, confirme seu cadastro com o código enviado para o e-mail e escolha seus parlamentares favoritos.
    • Pelo WhatsApp: Basta iniciar uma conversa clicando aqui. O sistema interativo guia o eleitor pelo processo de votação.

    Ambas as plataformas passam por rigorosos filtros de segurança, com verificação automática de e-mails temporários e detecção de tentativas de votação automatizada, garantindo a integridade do processo.

    Oscar da política

    O Prêmio Congresso em Foco é considerado o “Oscar da política” e busca reconhecer os parlamentares que mais se destacam no exercício do mandato, com base na qualidade legislativa, na defesa dos direitos fundamentais e no compromisso com a boa governança.

    A seleção inclui, além da votação popular, avaliações de um júri técnico e de jornalistas especializados que cobrem o Congresso Nacional.

    Patrocinadores do Prêmio Congresso em Foco.

    Patrocinadores do Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

  • Deputado protocola pedido de impeachment de Lula por crise com os EUA

    Deputado protocola pedido de impeachment de Lula por crise com os EUA

    O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) protocolou pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando que declarações públicas do chefe do Executivo contribuíram para o agravamento da crise diplomática com os Estados Unidos. A solicitação foi encaminhada à presidência da Câmara dos Deputados e se baseia na lei 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade passíveis de afastamento do presidente da República.

    Segundo o parlamentar, Lula cometeu ato de hostilidade contra nação estrangeira, em descumprimento ao artigo 5º, inciso I, da legislação. O texto da denúncia afirma que o presidente brasileiro, por meio de sucessivas manifestações públicas, promoveu ataques verbais e adotou uma postura de confronto com os Estados Unidos, considerado um parceiro estratégico do Brasil.

    A denúncia aponta que essas manifestações ultrapassam os limites da livre expressão política e diplomática, caracterizando ações incompatíveis com os princípios da boa-fé nas relações internacionais. Na avaliação do deputado, a conduta presidencial comprometeu a neutralidade do país e expôs a República a riscos diplomáticos e comerciais.

    Dep. Marcos Pollon.

    Dep. Marcos Pollon.Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    O pedido cita como consequência das declarações de Lula a decisão anunciada no último dia 9 de julho pelo presidente norte-americano Donald Trump, que determinou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

    Esta é a 12ª solicitação de impeachment apresentada por Marcos Pollon contra Lula. Segundo o parlamentar, “motivos não faltam mais para a saída do presidente”. Ele afirmou que o país vive uma “situação irreversível” e classificou o atual cenário como o de uma ditadura.

    O pedido será analisado pela presidência da Câmara dos Deputados, que tem prerrogativa exclusiva para decidir sobre o andamento ou arquivamento de denúncias por crime de responsabilidade.

    Leia a íntegra do pedido.

  • China declara que vai amparar o Brasil na guerra tarifária com os EUA

    China declara que vai amparar o Brasil na guerra tarifária com os EUA

    A China anunciou que está disposta a colaborar com o Brasil diante da disputa tarifária com os Estados Unidos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (28) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. A fala ocorre após o governo Lula intensificar contatos para tentar evitar a entrada em vigor do tarifaço americano previsto para 1º de agosto.

    Jiakun criticou a iniciativa da Casa Branca, afirmando que “guerras tarifárias não trêm vencedores, e práticas unilaterais servem ao interesse de ninguém”. Ele afirmou ainda que “a China está pronta para trabalhar com o Brasil e outros países da América Latina e Caribe, bem como os países do Brics para conjuntamente apoiar o sistema multilateral de comércio centrado na OMC [Organização Mundial do Comércio] e na equidade e justiça internacionais”.

    Diplomacia chinesa critica ações unilaterais de Trump e defende sistema comercial baseado em equidade.

    Diplomacia chinesa critica ações unilaterais de Trump e defende sistema comercial baseado em equidade.Ricardo Stuckert/PR

    A abertura de uma ação na OMC contra a política tarifária de Trump é um dos caminhos por onde o governo brasileiro espera pressionar pela revogação.

    Durante a mesma fala, o porta-voz ressaltou a importância da parceria econômica com o Brasil e citou os projetos conjuntos na área de aviação, um dos setores mais atingidos pelas tarifas. “A China atribui importância à sua cooperação orientada por resultados com o Brasil, incluindo cooperação na aviação. (…) Estamos prontos para promover uma cooperação relevante baseada em princípios de mercado, e em impulsionar o respectivo desenvolvimento nacional”, afirmou.

    Esforço concentrado

    A manifestação do governo chinês ocorre enquanto o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está nos Estados Unidos. O chanceler participou de evento da ONU em Nova York, mas já indicou que pode ir a Washington, caso haja sinal de abertura por parte do governo americano. Até agora, porém, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, descartou qualquer mudança nos planos da gestão Trump.

    No Congresso, uma comitiva de senadores brasileiros tenta pressionar parlamentares americanos. O grupo é liderado por Nelsinho Trad (PSD-MS) e reúne nomes de diferentes partidos. Os parlamentares buscam expor ao Legislativo americano como as tarifas ferem a economia dos dois países ao mesmo tempo.