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  • Câmara vota fim da regra que exige acordo para trabalho em feriados

    Câmara vota fim da regra que exige acordo para trabalho em feriados

    A Câmara dos Deputados pode votar nesta segunda-feira (16) um projeto que derruba a portaria do governo Lula que restringe o funcionamento de comércios em feriados. A norma estabeleceu para 1º de julho o prazo para que empresas como supermercados, farmácias e concessionárias possam abrir nesses dias só com convenção coletiva.

    Portaria do governo Lula se aplica ao trabalho em supermercados.

    Portaria do governo Lula se aplica ao trabalho em supermercados.Rivaldo Gomes/Folhapress

    A regra dá mais poder aos sindicatos e anula parte de uma portaria de 2021 editada por Jair Bolsonaro, que dispensava a negociação entre patrões e empregados. Parlamentares ligados ao setor empresarial tentam evitar o novo modelo e pressionam o governo por uma contraproposta.

    Impacto político e disputa jurídica

    A portaria reacendeu o embate entre governo e setor privado sobre a regulação do trabalho em feriados. O ministro Luiz Marinho sinalizou que pode adiar a entrada em vigor, mas negociações com o Congresso seguem em curso. A oposição acusa o governo de criar obstáculos ao comércio, enquanto centrais sindicais defendem a regra.

    O que muda com a portaria

    • 12 atividades do comércio passam a precisar de convenção coletiva;
    • hotéis, construção civil, call centers e educação seguem liberados;
    • empresas que descumprirem podem ser multadas;
    • trabalhadores ganham poder de negociação por benefícios em feriados.
  • Haddad entra em férias com impasse do IOF a pleno vapor

    Haddad entra em férias com impasse do IOF a pleno vapor

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entrou em férias nesta segunda-feira (16). Fica fora por sete dias, até o início da semana que vem.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    As férias coincidem com uma semana importante na rusga entre governo e Congresso em torno da alta no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), determinada pelo ministro da Fazenda. É possível que a Câmara vote já na segunda-feira o regime de urgência para um projeto que derruba a medida do governo Lula.

    Nesse período, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assume o comando da pasta. Haddad tinha férias marcadas para julho, mas antecipou a semana de pausa.

  • Mercado baixa previsão para inflação pela terceira semana seguida

    Mercado baixa previsão para inflação pela terceira semana seguida

    O mercado financeiro abaixou, pela terceira semana consecutiva, a previsão de inflação para 2025. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a expectativa, hoje, é que os preços tenham uma alta de 5,25% ao longo do ano. Na semana passada, a estimativa era de 5,44%.

    Previsão para a inflação diminuiu, mas segue acima do teto da meta de 4,5%.

    Previsão para a inflação diminuiu, mas segue acima do teto da meta de 4,5%.Aloisio Mauricio/Fotoarena/Folhapress

    O Focus é um relatório divulgado periodicamente que acompanha as previsões de analistas do mercado financeiro para a economia brasileira. Como o boletim é realizado semanalmente, as variações costumam ser de magnitude baixa – nesse contexto, a queda na projeção da inflação é bastante expressiva, com uma mudança maior do que se costuma observar.

    É a terceira semana seguida em que o Focus registra variação negativa na previsão para o IPCA, índice oficial de inflação. Há quatro semanas, previa-se uma taxa de 5,5%.

    O boletim também registrou alta na projeção para o crescimento do PIB em 2025, agora estimado em 2,2%. O mercado também projeta que o ano deve fechar com o dólar em R$ 5,77 e a Selic, taxa básica de juros, a 14,75% anuais.

  • Pix Automático começa a funcionar nesta segunda-feira

    Pix Automático começa a funcionar nesta segunda-feira

    O Pix Automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, entra em operação nesta segunda-feira (16). A ferramenta permite o agendamento de cobranças recorrentes, como contas de luz, mensalidades e assinaturas, com uma única autorização prévia do usuário.

    Pix Automático pode funcionar 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana.

    Pix Automático pode funcionar 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana.Bruno Peres/Agência Brasil

    A medida deve beneficiar milhões de brasileiros que não usam cartão de crédito e simplificar o processo para empresas de todos os portes. A autorização, gratuita para quem paga, pode ser feita no app do banco, por QR Code ou Pix Copia e Cola.

    Diferença em relação ao débito automático

    Diferentemente do débito automático tradicional, o Pix Automático pode funcionar 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana, e não exige convênio prévio entre empresa e banco. Basta que a empresa tenha contrato com ao menos uma instituição financeira e que opere há mais de seis meses, critério imposto para evitar fraudes.

    Como ativar e o que pode ser pago

    O consumidor recebe o pedido de autorização no app do banco, onde pode definir valores, periodicidade e limite por transação. A qualquer momento, o cliente pode cancelar ou alterar as regras. Entre os serviços que podem ser pagos com a nova função estão:

    • Contas de água, luz e telefone
    • Mensalidades escolares e de academias
    • Assinaturas de serviços digitais
    • Seguros e taxas de condomínio

    A nova modalidade também representa um alívio para pequenos negócios, que antes dependiam do Pix agendado, mais propenso a erros por exigir digitação manual.

    Segurança e custo para empresas

    Para garantir a segurança, o Banco Central exige das instituições financeiras a verificação do histórico e da situação cadastral das empresas antes de habilitá-las. Já as tarifas cobradas pelos bancos às empresas que ofertam o Pix Automático devem ser menores do que as praticadas no débito automático tradicional, segundo a autoridade monetária.

  • Economia brasileira avançou 0,2% em abril, diz prévia do Banco Central

    Economia brasileira avançou 0,2% em abril, diz prévia do Banco Central

    A economia brasileira avanções 0,2% em abril de 2025, segundo o IBC-Br do mês. O índice, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), é considerado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

    Prévia do PIB foi puxada pelo setor de serviços em abril.

    Prévia do PIB foi puxada pelo setor de serviços em abril.Pablo De Luca/Fotoarena/Folhapress

    O resultado desacelerou em comparação com março, quando a prévia do PIB tinha avançado 0,8%.

    No mês, a alta veio do setor de serviços, que compensou a retração na indústria e na agropecuária. O índice também indica um crescimento de 4% na atividade econômica nos últimos 12 meses.

    Com as altas sucessivas em 2025, o IBC-Br também retomou, nesse mês, o patamar de atividade econômica mais alto da série histórica. Isso significa que ele se recuperou das quedas registradas no segundo semestre de 2024, quando a economia esfriou.

  • Grupo de políticos brasileiros tenta sair de Israel pela Jordânia

    Grupo de políticos brasileiros tenta sair de Israel pela Jordânia

    Ao todo, 12 políticos brasileiros começaram nesta segunda-feira (16) uma operação de retirada de Israel via Jordânia, segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), coordenador do Grupo Parlamentar Brasil-Israel. A iniciativa tenta retirar as autoridades da zona de maior risco, após o agravamento do conflito entre Israel e Irã, que resultou no fechamento do espaço aéreo israelense e no cancelamento de voos comerciais.

    “Israel considera o Brasil hostil à política externa do país e tem dado preferência à retirada de pessoas de outras nações. Como não temos embaixador em Israel, as negociações ficarm bem mais difíceis”, declarou o senador.

    Senador Carlos Viana, coordenador do Grupo Parlamentar Brasil-Israel.

    Senador Carlos Viana, coordenador do Grupo Parlamentar Brasil-Israel.Marcos Oliveira/Agência Senado

    Carlos Viana não tem informação sobre quem são os 12 políticos que estão a caminho da Jordânia. Inicialmente, 13 pessoas fariam parte da comitiva, mas uma delas desistiu por medo de bombardeio. O acordo para esse deslocamento foi firmado na tarde de domingo (15), em tratativas entre o grupo parlamentar brasileiro e representantes do governo israelense.

    Entre os políticos brasileiros em Israel, estão o governador de Rondônia, Marcos, e os prefeitos de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e de João Pessoa, Cícero Lucena. Damião divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando o bunker onde o grupo tem se abrigado.

    A expectativa é que, já a partir da Jordânia, os brasileiros consigam embarcar em voos comerciais de volta ao Brasil, se houver disponibilidade. A Força Aérea Brasileira (FAB) também informou que está de prontidão para auxiliar, mas ainda não foi acionada e aguarda uma definição oficial.

    Viana informou que, ao longo desta segunda, haverá uma avaliação mais clara de quantas pessoas realmente desejarão deixar o território israelense por esse primeiro meio de transporte. “A preocupação agora é com turistas. Não sabemos como tirá-los de lá. Estamos aguardando uma saída. Esperamos que o Itamaraty faça mais esforços porque, até o momento, as negovciações entre os dois países estão paradas”, ressaltou o senador.

    Segundo ele, o governo de Israel estuda a maneira mais segura para retirar as autoridades brasileiras. Há dois caminhos avaliados: pela fronteira com a Jordânia ou com a Arábia Saudita.

    A convte de Israel

    Os políticos viajavam a Israel a convite do governo local para participar da Expo Muni Israel 2025, uma feira internacional de tecnologia voltada para a gestão pública. O evento foi interrompido devido ao conflito. Pelas redes sociais e em entrevistas a veículos da imprensa brasileira, alguns prefeitos fizeram apelos públicos para que o governo brasileiro viabilize o retorno seguro de todos.

    Parte desses prefeitos está abrigada em Kfar Saba, cidade a cerca de 24 km de Tel Aviv, onde precisaram buscar refúgio durante os alertas de ataques com mísseis. Já os integrantes do Consórcio Brasil Central, incluindo o governador de Rondônia, permanecem concentrados na capital israelense.

    Desde a última sexta-feira (13), a Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado intensificou as articulações com o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo é viabilizar o envio de uma aeronave da FAB para repatriar os brasileiros.

  • Pauta do Senado tem projeto de aumento do número de deputados

    Pauta do Senado tem projeto de aumento do número de deputados

    O Senado incluiu na pauta desta semana o projeto de lei complementar 177/2023, que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A proposta assegura novas vagas a nove estados e deve ser aplicada nas eleições de 2026. A nova norma também proíbe o encolhimento de bancadas estaduais com base em perda populacional.

    A iniciativa foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e enviada ao Senado, onde depende da aprovação de um requerimento de urgência para ser votada. O texto atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou a revisão da distribuição das cadeiras com base no Censo de 2022.

    Texto busca atender a decisão do STF de adequação da distribuição de cadeiras ao Censo de 2022.

    Texto busca atender a decisão do STF de adequação da distribuição de cadeiras ao Censo de 2022.Jonas Pereira/Agência Senado

    Conforme estimativa da Direção-Geral da Câmara, o acréscimo de parlamentares pode gerar impacto anual de R$ 64,6 milhões no orçamento. De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a iniciativa não chega a representar aumento de despesa, tendo em vista que trata de valores incluídos previamente no orçamento do Legislativo.

    Se mantido o texto da Câmara, ganham vagas os seguintes estados: Pará e Santa Catarina (quatro cada), Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte (duas), além de Paraná, Ceará, Goiás e Minas Gerais (uma cada).

    A pauta da semana no Senado também inclui itens sobre temas diversos, como a criação da política nacional de enfrentamento ao papilomavírus humano (HPV) e a definição na Constituição da educação como vetor de progresso nacional.

    Confira outros itens que constam da pauta do plenário nesta semana:

    • projeto de lei 4870/2024

    Cria política nacional para incentivo à visitação em unidades de conservação ambiental.

    • projeto de lei 2352/2023

    Atualiza regras sobre radiodifusão, incluindo exigências técnicas e acessibilidade.

    • projeto de lei 194/2022

    Permite a transferência de servidor público para acompanhar cônjuge deslocado a serviço da administração.

    • projeto de decreto legislativo 553/2021

    Aprova tratado entre Brasil e Ucrânia sobre cooperação jurídica em matérias civis.

    • projeto de lei 1246/2021

    Reserva percentual mínimo de participação de mulheres em conselhos de administração de empresas.

    • projeto de decreto legislativo 323/2023

    Ratifica protocolo da Organização Internacional do Trabalho sobre combate ao trabalho forçado.

    • projeto de decreto legislativo 292/2024

    Aprova convenção para facilitar a mobilidade de profissionais no espaço ibero-americano.

    • PEC 137/2019

    Inclui a educação como vetor de progresso do País. Em discussão no primeiro turno.

    • projeto de lei 5688/2023: 

    Institui a política nacional de enfrentamento ao papilomavírus humano (HPV).

    Leia mais: veja a íntegra da pauta da semana no Senado.

  • Comissão aprova regulamentação da criação e comercialização de aves

    Comissão aprova regulamentação da criação e comercialização de aves

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei com o objetivo de simplificar a criação doméstica de aves, sejam elas nativas ou exóticas, e permitir a sua comercialização.

    Comissão de Agricultura.

    Comissão de Agricultura.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A proposta legislativa também estabelece normas para a comercialização, autoriza a realização de exposições e torneios de canto em território nacional, e define as responsabilidades dos órgãos de fiscalização, que serão determinadas de acordo com o tipo de criação.

    Por exemplo, a fiscalização da criação de aves da fauna nativa ou exótica ficará a cargo dos órgãos ambientais estaduais. Outros pontos relevantes do projeto incluem:

    • a publicação, em até 180 dias, da lista de espécies de aves consideradas domésticas no Brasil;
    • a permissão para que criadores comercializem as aves produzidas em ambiente doméstico, em conformidade com a legislação estadual ou municipal aplicável;
    • a exigência de certificado de origem para a comercialização de aves de espécies nativas, emitido conforme o regulamento; e a possibilidade de o criador exercer a atividade comercial como pessoa física, jurídica ou microempreendedor individual (MEI), devendo registrar-se como produtor rural, mesmo que atue em áreas urbanas.

    O relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), apresentou um texto substitutivo ao Projeto de Lei 1346/21, do deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR). Fraga incorporou à proposta a necessidade de regulamentação do certificado de origem das aves nativas. “Também ampliamos, de 120 para 180 dias, o prazo para a divulgação da lista com as espécies de aves consideradas domésticas. A ampliação se mostra razoável para qualificar o debate técnico no âmbito do Poder Executivo”, disse.

    O projeto seguirá para análise conclusiva nas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para ser transformado em lei, o projeto deverá ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Pauta da Câmara inclui derrubada do aumento do IOF e proteção ao idoso

    Pauta da Câmara inclui derrubada do aumento do IOF e proteção ao idoso

    A Câmara dos Deputados incluiu na pauta da semana o requerimento de urgência do projeto de decreto legislativo 314/2025. A proposta suspende os efeitos do decreto presidencial que altera regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto foi apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS), no mesmo dia da publicação da norma pelo governo. A expectativa é de votação na segunda-feira (16), mas o item ainda não está na pauta do dia.

    O decreto faz parte do pacote fiscal elaborado pelo Ministério da Fazenda para atender às metas do arcabouço fiscal e prevê arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não há ambiente favorável para aprovação de aumento de impostos com finalidade arrecadatória. Apesar da expectativa de votação na segunda-feira, não há data definida para a discussão do mérito do texto.

    Clima na Câmara é favorável à derrubada do decreto de aumento do IOF.

    Clima na Câmara é favorável à derrubada do decreto de aumento do IOF.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Também está na pauta o projeto de lei 4626/2020, que aumenta as penas para abandono de pessoa com deficiência ou incapaz. O texto retorna do Senado com emendas que elevam a pena máxima para 14 anos de reclusão em caso de morte da vítima. A proposta aguarda deliberação final do Plenário.

    O projeto de decreto legislativo 405/2023, que suspende as restrições definidas pelo Ministério do Trabalho sobre contratos de serviço aos domingos e feriados, também poderá ser votado.

    A pauta inclui ainda o projeto de lei 2215/2023, que cria os centros comunitários da paz, voltados à mediação de conflitos e à promoção de ações sociais em áreas vulneráveis. A proposta prevê parcerias com governos locais e organizações da sociedade civil para oferecer serviços públicos e incentivar a cultura de paz. O texto está pronto para votação em Plenário e faz parte do conjunto de propostas com foco em segurança e prevenção da violência.

    Entram também na lista propostas voltadas à proteção de mulheres, combate às desigualdades e ratificação de acordos internacionais.

    Confira os itens da pauta da semana na Câmara dos Deputados:

    projeto de decreto legislativo 314/2025

    Suspende decreto que altera regras do IOF sobre crédito, previdência e fundos.

    projeto de lei 4626/2020

    Aumenta penas para abandono de pessoas com deficiência ou incapazes.

    projeto de decreto legislativo 405/2023

    Revoga portaria do Ministério do Trabalho sobre trabalho em feriados.

    projeto de lei 6020/2023

    Define aproximação de agressor como descumprimento de medida protetiva.

    projeto de lei 4035/2023

    Cria o “Agosto contra as Desigualdades” no calendário oficial.

    projeto de lei 2215/2023

    Institui centros comunitários da paz em áreas vulneráveis.

    projeto de decreto legislativo 863/2017

    Ratifica convenção sobre direitos da pessoa idosa.

    projeto de decreto legislativo 162/2023

    Aprova novo acordo de extradição entre Brasil e Argentina.

    projeto de lei 2692/2025

    Atualiza a tabela do Imposto de Renda para pessoa física.

    projeto de resolução 27/2025

    Renomeia a Sala de Reuniões dos Líderes como Sala Miguel Arraes.

    Leia ainda: a íntegra da pauta do plenário da Câmara.

  • Congresso marca sessão conjunta para discutir vetos presidenciais

    Congresso marca sessão conjunta para discutir vetos presidenciais

    O Congresso Nacional se reunirá na terça-feira (17) para discutir vetos presidenciais. Será a primeira sessão conjunta com esse foco em mais de um ano. Na pauta, 60 vetos aguardam deliberação. A expectativa é que também ocorra a leitura do pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes no INSS.

    Entre os vetos que concentram maior atenção está o veto 47/2024, que impediu a proibição de bloqueios de emendas impositivas. O trecho vetado vedava o contingenciamento de recursos de emendas individuais e de bancadas, mesmo em situações de ajuste fiscal. O veto 48/2024 teve efeito semelhante, ao blindar essas emendas contra cortes.

    Pauta inclui vetos sobre execução de emendas parlamentares impositivas.

    Pauta inclui vetos sobre execução de emendas parlamentares impositivas.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Outro ponto de destaque é o projeto de resolução 03/2025, que altera regras para a destinação de emendas de comissões e bancadas. A proposta exige comprovação técnica de entidades privadas para receber recursos e determina que toda modificação seja acompanhada da identificação do parlamentar responsável, buscando atender as exigências do Supremo Tribunal Federal (STF).

    CPMI do INSS

    Também deve ser lido o requerimento de criação da CPMI do INSS. O pedido tem apoio de mais de um terço das duas Casas e trata de denúncias sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários. De acordo com investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, o esquema desviou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A comissão é defendida pela oposição e conta com respaldo de parte da base governista.

    No governo, a proposta divide opiniões. Há quem veja na CPMI uma oportunidade para expor falhas de gestões anteriores, mas também há receios de desgaste político e de interferência nas apurações. A leitura do requerimento é necessária para que a comissão seja formalmente instaurada.

    Vetos acumulados

    Entre os demais vetos, chama atenção 02/2025, que barrou a concessão de pensão vitalícia de R$ 7 mil e indenização de R$ 50 mil para vítimas do Zika vírus. O governo alegou que a medida criaria despesa obrigatória contínua sem indicar fonte de custeio.

    Além dele, outros vetos atingem áreas como agricultura, segurança, habitação e meio ambiente. O acúmulo atual é o maior desde 2018, e a sessão desta semana pode destravar uma pauta represada e sinalizar reequilíbrio entre Executivo e Legislativo.

    Veja mais: confira a íntegra da pauta do Congresso Nacional.