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  • Líderes decidem não pautar PL da Anistia na semana que vem

    Líderes decidem não pautar PL da Anistia na semana que vem

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quinta (24) em reunião com líderes que não vai colocar em votação o pedido de urgência do PL da Anistia na próxima semana. Segundo ele, a decisão segue o entendimento da maior parte dos líderes presentes.

    Um dia antes, Hugo chegou a dizer que o tema da anistia não iria atrapalhar o andamento de projetos de importância na Casa.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião de líderes.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião de líderes.Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    Segundo o presidente, a ideia é seguir conversando em busca de uma solução a respeito do tema “principalmente também com os partidos que estão defendendo a pauta, ou seja, os partidos que fazem oposição, o PL, o Partido Novo”. Segundo ele, o assunto foi discutido de forma exaustiva na reunião com os líderes e ficou acordado que ele ainda não vai entrar na pauta do plenário.

    Na quarta-feira (23), o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, anunciou em discurso no plenário da Câmara que, se o assunto não entrasse na pauta da reunião de líderes, o partido estaria “estabelecendo um limite na nossa relação política”. Pela declaração de Hugo, o tema de fato entrou no debate da reunião de líderes, mas a decisão da maioria foi pelo adiamento.

    O pedido de urgência tem a assinatura de 274 deputados, incluindo 74 que costumam apoiar o governo Lula na Câmara. Com sua aprovação, o PL da Anistia passaria a poder ser votado diretamente no plenário da Casa, sem ter que passar por comissões.

    A próxima semana deve ser abreviada na Câmara pelo feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, que cai na quinta-feira.

  • Governo começa pagamento de 13º salário para aposentados do INSS

    Governo começa pagamento de 13º salário para aposentados do INSS

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou nesta quinta-feira (24) o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário para cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. O pagamento, realizado de forma escalonada de acordo com o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS), vai até 8 de maio.

    Com a previsão de injetar R$ 73,3 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro será paga em duas parcelas. A segunda será depositada de 26 de maio a 6 de junho.

    Antecipação do 13º salário para aposentados do INSS será feira de forma escalonada.

    Antecipação do 13º salário para aposentados do INSS será feira de forma escalonada.Adriana Toffetti/Ato Press/Folhapress

    As datas de pagamento são definidas considerando o último dígito do NIS e a renda do beneficiário. Aqueles que recebem até um salário mínimo começam a receber antes dos que recebem valores superiores. A consulta à data de pagamento pode ser realizada pelo aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou pelo site gov.br/meuinss. Para quem não tem acesso a internet, a consulta também pode ser feita pelo telefone 135, informando o CPF e confirmando alguns dados pessoais.

    O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para quem recebe acima de um salário mínimo, o calendário de pagamento é o seguinte:

    • NIS final 1 e 6: primeira parcela em 2 de maio e a segunda em 2 de junho;
    • NIS final 2 e 7: recebem em 5 de maio e 3 de junho;
    • NIS final 3 e 8: recebem em 6 de maio e 4 de junho;
    • NIS final 4 e 9: recebem em 7 de maio e 5 de junho;
    • NIS final 5 e 0: recebem em 8 de maio e 6 de junho.

    O decreto que autoriza a antecipação do décimo terceiro salário do INSS foi assinado no início do mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este é o sexto ano consecutivo em que o pagamento é antecipado. Em 2020 e 2021, a antecipação foi por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho; em 2024, em abril e maio.

    De acordo com dados do INSS de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total de segurados, recebem até um salário mínimo (R$ 1.518), enquanto 11,98 milhões recebem acima desse valor. Desse total, 10,6 mil recebem o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41. A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela, exceto aqueles que começaram a receber o benefício após janeiro, cujo valor será calculado proporcionalmente.

    De acordo com o Ministério da Previdência, os beneficiários de auxílio-doença também recebem uma parcela menor, calculada conforme a duração do benefício. Por lei, os beneficiários de programas assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia, não têm direito ao décimo terceiro salário.

  • Comissão aprova projeto de Tabata que institui o Pix Pensão

    Comissão aprova projeto de Tabata que institui o Pix Pensão

    A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara aprovou, nessa quarta-feira (23), o Projeto de Lei nº 4.978/2023, que propõe a criação de um mecanismo batizado de Pix Pensão um sistema de transferência automática para garantir o pagamento mensal de pensões alimentícias. O texto foi incluído como substitutivo a outras quatro propostas que tratavam do mesmo tema, entre elas o polêmico PL 3.837/2019, que previa a obrigatoriedade de homens comparecerem mensalmente à Justiça para comprovar o pagamento da pensão.

    Veja o texto aprovado

    Tabata, autora do projeto, diz que projeto beneficia quem mais importa, a criança

    Tabata, autora do projeto, diz que projeto beneficia quem mais importa, a criançaDanilo Verpa/Folhapress

    Encabeçado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), com outros 38 coautores, o projeto visa modernizar e simplificar o cumprimento da obrigação alimentar por meio da incorporação de mecanismos automáticos de cobrança. O destaque é a criação do Pix Pensão, sistema de débito automático determinado pelo juiz, que permite o repasse direto do valor da pensão das contas do devedor para a conta do alimentando ou de seu responsável legal.

    “É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança pra quem mais importa, a criança”, afirmou Tabata.

    Sobrecarga do Judiciário

    Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a medida evita a necessidade de acionamento judicial a cada inadimplência, o que, na prática, ocorre mensalmente em muitos casos. A ideia é reduzir a sobrecarga do Judiciário e tornar mais efetivo o repasse dos valores às crianças e adolescentes beneficiários. “Essa inovação, além de beneficiar diretamente os alimentandos, sinaliza à sociedade que não é mais aceitável fugir da responsabilidade parental”, afirmou a deputada.

    Outro ponto importante do projeto é a exigência de divulgação de estatísticas detalhadas sobre o andamento das ações de alimentos no país, para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes. A proposta prevê que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os tribunais incentivem a coleta e o compartilhamento de dados judiciais, inclusive por meio de convênios com o IBGE e o Ipea, sempre de forma anonimizada, exceto quando necessário para o aperfeiçoamento de políticas públicas

    .Rejeição ao projeto principal

    O projeto aprovado foi apresentado como apensado ao PL 3.837/2019, de autoria da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), que previa a obrigatoriedade de homens que pagam pensão se apresentarem mensalmente ao Judiciário com o comprovante de pagamento. Segundo a relatora, essa proposta criaria um ônus desnecessário e ineficaz, já que a legislação atual já prevê a prisão do inadimplente após três dias sem justificativa. “Adicionar mais uma penalidade não resolve o problema, apenas cria mais incômodos e burocracias”, justificou Laura Carneiro.

    Também foram rejeitados o PL 185/2022, que previa suspensão da CNH e do passaporte, o PL 5.067/2023, que tratava da quebra de sigilo bancário, e o PL 404/2024, que abordava medidas de citação e penhora.

    O PL 4.978/2023 segue agora para análise nas demais comissões competentes, em caráter conclusivo. Se aprovado em todas as comissões, poderá seguir direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara, salvo se houver recurso para votação em plenário.

    Veja os principais do projeto do Pix Pensão:

    Principais pontos do PL nº 4978/2023

    1. Transferência automática da pensão alimentícia (“Pix Pensão”)

    O projeto cria um novo artigo (529-A) no Código de Processo Civil que permite a transferência automática mensal do valor da pensão alimentícia diretamente para a conta do exequente (quem recebe), determinada por decisão judicial:

    O juiz ordenará, via sistema eletrônico do Sistema Financeiro Nacional, que a instituição financeira realize mensalmente o débito automático da conta do devedor para a do beneficiário.

    O devedor pode indicar a conta preferencial para o débito.

    Caso não haja saldo suficiente, a instituição financeira deverá bloquear outros ativos financeiros do devedor (como imóveis, veículos, aplicações financeiras) para garantir o pagamento.

    2. Penhora de bens de empresário individual

    Se o devedor for empresário individual, os ativos da empresa também podem ser bloqueados automaticamente, uma vez que não há separação patrimonial entre a pessoa física e a empresa nessa modalidade jurídica.

    O projeto ainda dispensa, nesses casos, a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, o que agiliza o bloqueio de bens.

    3. Modernização dos atos processuais eletrônicos

    O projeto insere um parágrafo único no art. 196 do Código de Processo Civil determinando que atos processuais eletrônicos devem facilitar a coleta e compartilhamento de dados com entidades públicas para fins estatísticos ou sociais, observando a LGPD.

    4. Estatísticas detalhadas e públicas sobre ações judiciais

    O projeto modifica o art. 5º da Lei nº 11.364/2006, que regula o CNJ, para estabelecer que:

    • O CNJ deve divulgar estatísticas trimestrais detalhadas sobre a atuação judiciária, incluindo:
    • Número de ações de cada tipo;
    • Valores médios e medianos;
    • Volume e valores de penhoras;
    • Perfil dos exequentes (quem cobra) e executados (quem paga);
    • Número de sentenças por juiz;
    • Perfil dos alimentandos (crianças e dependentes).

    Também permite o compartilhamento de dados anonimizados com outros órgãos públicos, como IBGE e IPEA, para apoio a políticas públicas.

  • Lula sanciona lei que protege mães em seleção de bolsas acadêmicas

    Lula sanciona lei que protege mães em seleção de bolsas acadêmicas

    Lei foi sancionada no Palácio do Planalto.

    Lei foi sancionada no Palácio do Planalto.Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (24) o projeto de lei que proíbe práticas discriminatórias contra gestantes, puérperas, mães adotivas ou em processo de adoção nos processos de seleção e renovação de bolsas de estudo e pesquisa em instituições de ensino superior e agências de fomento. A norma também veda a formulação de perguntas sobre planejamento familiar durante entrevistas.

    A legislação determina que os critérios relacionados à maternidade não poderão ser utilizados para restringir o acesso ou a permanência de estudantes em programas acadêmicos. Em caso de licença-maternidade ou paternidade, o período de avaliação de produtividade científica será prorrogado por dois anos. Agentes públicos que adotarem condutas discriminatórias estarão sujeitos a sanções administrativas.

    A proposta teve origem na Câmara dos Deputados e foi apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). Nas redes sociais, a parlamentar comemorou a sanção e destacou a importância da medida:

    “Com a nova lei, as mães, gestantes, puérperas e aquelas que estão no processo de adoção não poderão ser vítimas de critérios discriminatórios nos processos seletivos de bolsas de estudo e pesquisa das instituições de ensino superior e agências de fomento. A proibição desses critérios é essencial, é um orgulho para mim ser autora deste projeto e agradeço o presidente Lula pela sanção.”

    Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a nova legislação reforça o compromisso com a igualdade e com o respeito às diferenças:

    “É um passo muito importante para que o Brasil prove ao seu povo e sirva de exemplo a outros países de que se tiver capacidade, coragem, determinação e se teimar a vida inteira, vamos conseguir construir uma sociedade em que a gente aprenda a respeitar os outros, a viver com as diferenças, a aprender que ninguém é inferior nem é superior a ninguém, que ninguém é mais inteligente ou menos inteligente, que todo mundo merece ser tratado com respeito.”

    A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, também esteve presente e afirmou que a iniciativa é parte de um conjunto de ações que fortalecem a proteção às mulheres:

    “Segundo o IBGE, 50% das mulheres são responsáveis pelas famílias. Ter programas como Acredita, Bolsa Família e, principalmente, a Lei da Igualdade salarial, é enfrentar a desigualdade entre homens e mulheres, é o que faz com que nós possamos juntar o que o Executivo faz com a legislação, que é avançada no Brasil, e transformar o país na grande referência de enfrentamento da violência contra as mulheres.”

    A nova lei foi sancionada junto a outros dois projetos voltados à proteção das mulheres: um que permite o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores, e outro que aumenta as penas para crimes cometidos com uso de inteligência artificial.

  • Comissão da Câmara aprova cadastro de condenados por crimes sexuais contra crianças

    Comissão da Câmara aprova cadastro de condenados por crimes sexuais contra crianças

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (23) um projeto de lei que cria um cadastro nacional de indivíduos condenados por crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Esse cadastro compilará informações sobre os criminosos.

    A deputada Caroline de Toni (PL-SC) foi a relatora do projeto na comissão.

    A deputada Caroline de Toni (PL-SC) foi a relatora do projeto na comissão.Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    O projeto estabelece que os indivíduos cadastrados fiquem proibidos de exercer atividades que envolvam contato com crianças e adolescentes. A responsabilidade pela manutenção do cadastro será do Poder Executivo, que o operará em convênio com os estados, por intermédio dos órgãos de segurança pública, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

    O texto foi relatado e recebeu parecer favorável da relatora, deputada Caroline de Toni (PL-SC). Em suas palavras, a iniciativa representa “uma ferramenta que se acresce às demais, visando à proteção contra crimes de excepcional gravidade”.

    O projeto ainda precisa passar pelas Comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Ele tramita em caráter conclusivo, o que significa que não precisa passar pelo plenário para ser enviado ao Senado.

  • Fundos solidários receberam R$ 0,5 bilhão em doação de IR em 2024

    Fundos solidários receberam R$ 0,5 bilhão em doação de IR em 2024

    A obrigação de declarar o Imposto de Renda (IR) oferece a oportunidade de realizar uma ação solidária por meio de doações. Em 2024, as instâncias nacional, estaduais, distrital e municipais dos dois Fundos receberam, conjuntamente, aproximadamente meio bilhão de reais em doações. Esses recursos foram empregados na implementação de programas, ações e projetos de entidades e organizações que prestam atendimento a crianças, adolescentes e pessoas com 60 anos ou mais.

    Parte dos recursos do IR pode ser direcionada aos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa e da Criança e do Adolescente, sem riscos para o contribuinte em relação à malha fina da Receita Federal. É importante ressaltar que essa doação somente é possível para aqueles que optarem pelo modelo completo da declaração.

    Fachada Receita Federal

    Fachada Receita FederalMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Valores doados:

    Fundos Nacional, Estaduais e Municipais da Criança e do Adolescente

    2024 – R$ 353.548.360,62

    2023 – R$ 172.438.823,71

    Fundos Nacional, Estaduais e Municipais da Pessoa Idosa

    2024 – R$ 145.313.056,76

    2023 – R$ 105.494.242,65

    A doação é totalmente isenta de custos e taxas, e as porcentagens permitidas variam: pessoas físicas podem doar até 6%, enquanto pessoas jurídicas podem doar até 1%. Em outras palavras, uma parte do imposto devido é redirecionada diretamente ao Fundo escolhido pelo contribuinte. Vale destacar que essa dedução não está sujeita ao limite das demais deduções, como gastos com saúde, educação e dependentes, nem como despesa operacional.

    “O impacto é real e garante educação, participação social, acolhimento, promoção e defesa dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma a Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Pilar Lacerda.

    Pessoa física vs. pessoa jurídica

    Destinar parte do valor devido é um processo simples, porém, as regras são diferentes para pessoas físicas e jurídicas. Pessoas físicas podem direcionar até 6% do IR dentro do ano-base de referência, sendo 3% para cada Fundo. Neste ano, o prazo para declaração se encerra em 30 de maio. Já as pessoas jurídicas têm até o último dia fiscal do trimestre ou do ano, conforme a forma de tributação na Receita Federal, podendo doar até 1% do imposto sobre a renda apurada com base no lucro real.

    A doação deve ser informada à Receita Federal durante a declaração do IR. Após preencher os dados, o contribuinte deve selecionar “Doações Diretamente na Declaração” e escolher a aba correspondente ao Fundo desejado (da Pessoa Idosa ou da Criança e do Adolescente) e o tipo de Fundo (municipal, estadual ou nacional).

    Ao enviar a declaração, será gerado um DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Se a declaração resultar em impostos a pagar, o valor doado será deduzido do saldo devedor. Caso haja valor a restituir, o valor doado será adicionado à restituição. Para fins de comprovação, a pessoa jurídica deverá registrar os valores destinados em sua escrituração e manter a documentação disponível para o Fisco.

    Como os recursos são investidos?

    Em 2024, os Fundos Nacional, Estaduais, Distrital e Municipais da Pessoa Idosa receberam, juntos, mais de R$ 145,3 milhões em doações – um aumento de 38% em relação a 2023 (R$ 105,4 milhões). Esses recursos são utilizados para fortalecer a Política Nacional da Pessoa Idosa, principalmente na implementação de ações que visam o bem-estar da população idosa. Entre os projetos e programas beneficiados estão o Envelhecer nos Territórios e o Viva Mais Cidadania, que promovem os direitos da pessoa idosa, e a organização da 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada em Brasília (DF).

    A coordenadora-geral do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Ana Lucia da Silva, destaca que as doações permitem atender às crescentes demandas e desafios enfrentados por essa população. “De modo geral, os valores destinados servirão para financiar ações, programas e projetos voltados para a promoção e defesa das pessoas idosas e de seus direitos, com o foco no envelhecimento digno, ativo, saudável e plural das múltiplas velhices no Brasil”, explica. Os Fundos Nacional, Estaduais e Municipais da Criança e do Adolescente receberam, em 2024, R$ 353,5 milhões em investimentos provenientes de doações.

  • PL dá ultimato a Hugo Motta por anistia: “Tudo na política tem limite”

    PL dá ultimato a Hugo Motta por anistia: “Tudo na política tem limite”

    Tempo para Hugo Motta pautar anistia acabou, diz Sóstenes Cavalcante

    Tempo para Hugo Motta pautar anistia acabou, diz Sóstenes CavalcanteKayo Magalhães/Agência Câmara

    O clima entre a bancada do PL e a presidência da Câmara dos Deputados se acirrou às vésperas da reunião do colégio de líderes marcada para esta quinta-feira (24). Em discurso na tribuna do plenário nessa quarta-feira (23), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um dos principais articuladores do projeto de lei da anistia, fez duras críticas ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e exigiu que o requerimento de urgência da proposta entre na pauta da reunião de líderes marcada para esta quinta-feira (24).

    Em seu discurso, o deputado pediu ao segundo vice-presidente da Câmara, Elmar Nascimento (União-BA), que presidia a sessão que transmitisse sua insatisfação a Hugo Motta. “Amanhã [esta quinta-feira], ou ele pauta junto com os líderes a urgência da anistia ou o limite do PL com ele chegou no nosso limite”, avisou.

    Desrespeito

    Segundo o líder do PL, a eventual omissão do tema na reunião será interpretada como um gesto político claro contra o PL. “Se amanhã [quinta-feira] esse requerimento não for incluído na pauta do colégio de líderes, nós, do PL, estamos entendendo que é um gesto do presidente Hugo Motta para com o PL”, afirmou o líder da bancada. Para Sóstenes, tal atitude representa a antipolítica, o desrespeito político e a falta de consideração com o partido que, de acordo com ele, foi um dos primeiros a apoiar a eleição de Motta à presidência da Câmara.

    A declaração do líder oposicionista foi feita horas depois de Hugo Motta declarar que não vai permitir que as discussões em torno da anistia atrapalhem a pauta econômica, sobretudo o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

    “Não vamos permitir que outras pautas, não só a anistia, mas qualquer outro projeto, prejudique o andamento de um projeto importante como esse”, declarou em evento promovido pela CNN Brasil. Questionado sobre qual dos dois projetos considera mais importante, o presidente da Câmara respondeu: “Penso que, para a população brasileira, numa ordem de prioridade, a matéria do imposto de renda tem, sim, um apelo muito maior. Porque nós estamos tratando de possibilitar as pessoas que menos têm de ter uma renda a mais”.

    Limite

    Em tom de cobrança, Sóstenes reiterou que a bancada foi leal ao atual presidente da Casa desde o início. “Nós do PL, essa aguerrida bancada que está aqui entrincheirada, fomos os primeiros aliados na eleição do presidente Motta”, disse o deputado em discurso no plenário. Temos muito orgulho de dizer isso, não temos vergonha.”

    O líder do PL disse ainda ter respeitado os pedidos de Hugo Motta por mais tempo e por cautela na tramitação da matéria, mas sinalizou o fim da paciência da legenda. “Tudo na política tem limite”, repetiu por mais de uma vez em sua fala. “O presidente Hugo Motta pediu que os líderes não assinassem [o pedido de urgência do projeto], eu respeitei. Ele pediu um tempo, nós demos o tempo. O tempo agora acabou”, declarou.

    O deputado protocolou o pedido de urgência do projeto de anistia em 14 de abril, com o apoio de 264 assinaturas. A proposta, no entanto, não foi priorizada pela presidência da Câmara.

    Leia a íntegra do discurso de Sóstenes Cavalcante:

    “Eu quero pedir à Vossa Excelência [deputado Elmar Nascimento] que transmita uma mensagem que quero agora dar ao presidente Hugo Motta. Nós do PL, essa aguerrida bancada que está aqui entrincheirada, fomos os primeiros aliados na eleição do presidente Motta quando, inclusive, Vossa Excelência, que é presidente em exercício, era também um pré-candidato a presidente. Pessoalmente, não preciso lhe dizer da simpatia que tinha à sua candidatura, e fiz isso público à época. Só que, por conveniências da Casa, por lealdade ao nosso presidente anterior, Arthur Lira, nós, do PL, fomos os primeiros aliados do presidente Hugo Motta. E temos muito orgulho de dizer isso, não temos vergonha.

    Agora, o presidente Hugo Motta, até agora, tem agradado o governo, e é papel dele agradar, porque ele também teve apoio do governo. Hoje, esta urgência não estava nem na pauta. Nós estamos permitindo que vote, porque nós não somos intransigentes nem com o governo, nós somos oposição, e muito menos com o presidente Hugo Motta. Mas tudo na política, presidente Elmar, tem limite. E o que eu gostaria que Vossa Excelência transmitisse ao presidente Hugo Motta essa minha mensagem dizendo a ele que nós do PL, no dia de hoje, estamos estabelecendo um limite na nossa relação política.

    Amanhã, é o dia da reunião do Colégio de Líderes. A maioria dos liderados e presididos pelo presidente Hugo Motta assinou a necessidade da urgência do PL da anistia. O PL da anistia é um PL humanitário. E o nosso limite, do PL, está estabelecido nessa minha fala aqui hoje. Se amanhã esse requerimento não for incluído na pauta do colégio de líderes, nós do PL, estamos entendendo que é um gesto do presidente Hugo Motta para com o PL da antipolítica, do desrespeito político e da falta de consideração com quem foram seus primeiros aliados.

    Presidente Elmar, tudo na política tem limite. Tudo. O presidente Hugo Motta pediu que os líderes não assinassem, eu respeitei. Ele pediu um tempo, nós demos o tempo. O tempo agora acabou. Amanhã, ou ele pauta junto com os líderes a urgência da anistia ou o limite do PL com ele chegou no nosso limite. Muito obrigado.”

  • Governo cria prova nacional obrigatória para formação de médicos

    Governo cria prova nacional obrigatória para formação de médicos

    O Ministério da Educação instituiu oficialmente, por meio de portaria publicada nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A nova prova será obrigatória para todos os estudantes concluintes de cursos de Medicina e tem como objetivo avaliar o desempenho acadêmico e a adequação da formação médica às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Primeira edição do Enamed deve reuniua aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados, segundo o Ministério da Educação.

    Primeira edição do Enamed deve reuniua aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados, segundo o Ministério da Educação.Parentingupstream (via Pixabay)

    Com aplicação anual e descentralizada, o Enamed funcionará como uma modalidade específica do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) voltada exclusivamente aos cursos de Medicina. A prova será realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e não terá cobrança de taxa de inscrição para os concluintes.

    Como vai funcionar

    Além de aferir conhecimentos, habilidades e competências essenciais para o exercício profissional, os resultados do Enamed também poderão ser aproveitados por quem deseja concorrer a uma vaga no Exame Nacional de Residência (Enare), voltado a especialidades de acesso direto. Para esse fim, os candidatos deverão seguir os editais específicos do Inep e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), com inscrição separada e pagamento de taxa.

    Segundo o MEC, a primeira edição do Enamed está prevista ainda para 2025, com aplicação em cerca de 200 municípios e expectativa de participação de aproximadamente 42 mil candidatos, incluindo estudantes e médicos já formados. A prova deve conter 100 questões de múltipla escolha abordando áreas como clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, saúde coletiva, medicina da família e saúde mental.

    A pasta também informou que uma segunda etapa do exame está em desenvolvimento, voltada a alunos que ainda não concluíram a graduação. Contudo, não há previsão de data para sua implementação.

    O Inep será responsável por emitir os boletins individuais de resultados, bem como relatórios gerais para subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à formação médica no país.

  • Cleitinho propõe corte no fundo eleitoral para isentar conta de luz

    Cleitinho propõe corte no fundo eleitoral para isentar conta de luz

    Para Cleitinho, dinheiro de campanha eleitoral deveria ser usado em programas sociais do governo

    Para Cleitinho, dinheiro de campanha eleitoral deveria ser usado em programas sociais do governoJefferson Rudy/Agência Senado

    Em discurso no Plenário do Senado nessa quarta-feira (23), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) argumentou a favor da redução dos recursos destinados ao fundo eleitoral e partidário. O parlamentar criticou a alocação de verbas públicas para os partidos, sugerindo que esses recursos sejam redirecionados para políticas sociais, exemplificando com o subsídio para a conta de energia elétrica de famílias de baixa renda.

    Embora integre a oposição, Cleitinho expressou seu apoio à proposta em discussão no governo de isentar cerca de 60 milhões de brasileiros do pagamento da conta de luz, contanto que o ônus financeiro não seja transferido para o restante da população. “Tire R$ 4 bilhões do fundo eleitoral, do fundo partidário. Eu estou aqui pronto para votar, na hora que quiser. Você quer mesmo resolver o problema do povo e ficar do lado do povo? Tire dos políticos e dê para o povo! Faça igual ao Robin Hood: tire dos ricos e dê para os pobres”, declarou.

    No ano passado, candidatos e partidos tiveram à disposição R$ 4,9 bilhões para custear suas campanhas por meio do fundo eleitoral.

    O senador apresentou alternativas para o financiamento da isenção, como o redirecionamento de recursos de empresas estatais, como Itaipu e Eletrobras, e a diminuição dos gastos com publicidade institucional. Para reforçar seu argumento, Cleitinho citou exemplos de contas de energia elétrica com alta carga tributária, demonstrando a necessidade de aliviar os encargos pagos pela população. Segundo ele, em uma conta de R$ 300, somente R$ 90 correspondem ao consumo, enquanto os R$210 restantes são tributos e encargos. (Com informações da Agência Senado).

  • Comissão da Câmara aprova acesso gratuito a cadeira de rodas pelo SUS

    Comissão da Câmara aprova acesso gratuito a cadeira de rodas pelo SUS

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) um projeto que altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência para assegurar explicitamente o direito ao fornecimento gratuito de cadeiras de rodas a pessoas com deficiência física pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta legislativa é de autoria do deputado David Soares (União-SP). O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), relator da matéria, emitiu parecer favorável.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), relator do projeto, também é o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), relator do projeto, também é o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Duarte Jr. argumentou pela necessidade de expressa previsão legal para o direito à cadeira de rodas, apesar dele já ser reconhecido por portarias e outras normas infralegais. O parlamentar destacou a disparidade de renda entre pessoas com e sem deficiência: “O rendimento médio real das pessoas ocupadas com deficiência é de R$ 1.860, inferior ao das pessoas sem deficiência, que recebem em média R$ 2.690”. Segundo ele, a desigualdade “reforça a necessidade de ações afirmativas que garantam meios de locomoção adequados e gratuitos.”

    O relator ainda ressaltou que o projeto não cria novas obrigações, mas sim resguarda o direito já existente de eventuais retrocessos. Afirmou também que a proposta não implica em aumento de despesas, visto que se refere a serviços já prestados pelo SUS.

    O projeto seguirá para análise conclusiva (ou seja, sem precisar passar pelo plenário) nas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Lula.