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  • Senado pode votar nesta terça projeto que ameniza Lei da Ficha Limpa

    Senado pode votar nesta terça projeto que ameniza Lei da Ficha Limpa

    O Plenário do Senado Federal poderá votar, na terça-feira, 18 de abril de 2024, a redução dos prazos de inelegibilidade de políticos condenados por crimes que impliquem a proibição de disputar eleições. Essa alteração está prevista no projeto de lei complementar (PLP) 192/2023, incluído na pauta da sessão deliberativa. Além deste, a sessão contempla projetos relacionados à alfabetização e à saúde.

    Sessão de votações no plenário do Senado

    Sessão de votações no plenário do SenadoAndressa Anholete/Agência Senado

    O PLP 192/2023, de autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), propõe modificar a regra para contagem de prazos da Lei da Ficha Limpa:

    • Hoje, um político declarado inelegível permanece assim por um período de oito anos, acrescido do tempo restante do seu mandato.
    • Pelo projeto no Senado, o prazo passa a ser único, de oito anos. Ele será contado a partir da decisão judicial que decretar a perda do mandato, da eleição na qual ocorreu o ato que levou à condenação, da condenação por órgão colegiado ou da renúncia do mandato.

    Aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto segue para a sanção do presidente Lula se for aprovado pelo Plenário sem alterações. Caso aprovadas, as novas regras poderão ser aplicadas imediatamente após a sanção e poderão afetar condenações já em curso. O relator, senador Weverton (PDT-MA), argumenta que o projeto elimina distorções e garante “isonomia”.

  • Comissão desloca votação do Orçamento de 2025 para sexta-feira

    Comissão desloca votação do Orçamento de 2025 para sexta-feira

    A Comissão Mista de Orçamento (CMO) atualizou seu cronograma e agora planeja votar na sexta-feira (21) o Orçamento federal de 2025. Antes, o plano era colocar o projeto para a análise da comissão na quarta (19). O motivo, segundo a presidência da comissão, é o alto número de pedidos enviados pelo governo sugerindo alterações no projeto de lei orçamentária. 

    Orçamento de 2025 precisa passar pela CMO antes de ir à votação em plenário. Na foto, o deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) preside sessão da comissão.

    Orçamento de 2025 precisa passar pela CMO antes de ir à votação em plenário. Na foto, o deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) preside sessão da comissão.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A comissão trabalha com a seguinte agenda:

    • quarta-feira (19): reunião de líderes.
    • quinta-feira (20): leitura do relatório pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).
    • sexta-feira (21): votação do relatório na CMO.

    O Orçamento de 2025 devia ter sido votado até o final do ano passado, mas a tramitação atrasou por causa de impasse entre o governo, o Congresso e o Judiciário envolvendo a implementação de critérios de transparência nas emendas parlamentares. Após a votação na comissão, o projeto ainda precisa ir ao plenário do Congresso e receber o aval dos deputados e senadores.

    Se o plano se confirmar, o presidente da CMO, deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), cumpre o compromisso de votar o Orçamento nesta semana.

  • Comissão do Senado ouve Anac sobre suspensão da Voepass

    Comissão do Senado ouve Anac sobre suspensão da Voepass

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Secretaria Nacional de Aviação Civil serão ouvidas em audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta terça-feira (18), sobre a suspensão das atividades da Voepass.

    A audiência, solicitada pelo senador Sergio Moro (União-PR) em resposta ao recente anúncio da suspensão, também tratará das mudanças de tarifa de cargas em trânsito para Joinville (SC), conforme requerimento do senador Esperidião Amin (PP-SC).

    Destroços de avião da Voepass que caiu em Vinhedo no ano passado

    Destroços de avião da Voepass que caiu em Vinhedo no ano passadoBruno Santos/ Folhapress

    Moro busca esclarecimentos sobre a decisão da Anac, especialmente considerando o acidente com um avião da Voepass em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, que resultou em 62 mortes. Amin, por sua vez, questionará a agência e o Ministério de Portos e Aeroportos sobre novas regras em Viracopos e Guarulhos que, segundo ele, elevaram os custos de armazenagem de cargas para Joinville, prejudicando o comércio da região.

    Confirmaram presença:

    Daniel Ramos Longo – diretor do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias, da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos

    • Roberto José Silveira Honorato – diretor-presidente substituto da Anac
    • Bruno Diniz Del Bel – superintendente de Padrões Operacionais da Anac
    • Renan Essucy Gomes Brandão – superintendente de Regulação Econômica de Aeroportos da Anac

    A Comissão Externa da Câmara que apura o acidente da Voepass decidiu ouvir a Anac novamente para obter esclarecimentos adicionais sobre a suspensão das operações da companhia, anunciada semana passada. A audiência, ainda em data a ser confirmada, segue as investigações do acidente em Vinhedo e busca entender as razões por trás da suspensão, se ela se deve a falhas na fiscalização ou ao descumprimento de exigências posteriores ao acidente. A Anac já havia prestado depoimento em novembro.

    O relator, deputado Padovani (União-PR), pretende ainda convocar o Cenipa para atualizações e questiona a adequação da legislação e fiscalização do setor aeronáutico diante da crescente ocorrência de acidentes. Padovani também é autor de um projeto de lei (PL 5033/24) que visa melhorar o atendimento às vítimas de acidentes aéreos.

  • Isenção do imposto de renda vai custar R$ 27 bilhões, diz Haddad

    Isenção do imposto de renda vai custar R$ 27 bilhões, diz Haddad

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (17) que o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil mensais acarretará em um custo de R$ 27 bilhões anuais aos cofres públicos. Essa estimativa fica R$ 5 bilhões abaixo do cálculo de R$ 32 bilhões apresentado no final do ano anterior.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atualizou os cálculos para o impacto fiscal da isenção do imposto de renda para que ganha até R$ 5 mil

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atualizou os cálculos para o impacto fiscal da isenção do imposto de renda para que ganha até R$ 5 milMateus Bonomi/AGIF/Folhapress

    Isso acontece porque o projeto de Orçamento de 2025, que hoje tramita no Congresso, vai aumentar o valor do salário mínimo e o governo deve já ajustar a faixa de isenção, para que os brasileiros que ganhem até dois salários não tenham que pagar o imposto. Isso diminui a diferença: o “salto” necessário para atingir os R$ 5 mil fica um pouco menor. Os cálculos iniciais consideravam o salário mínimo de 2024, embora a regra só valha para 2026.

    “Foi um recálculo, porque este ano haverá uma pequena correção depois do Orçamento. Este ano vai ter uma correção por conta do aumento do salário mínimo”, explicou Haddad.

    Haddad se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de segunda-feira para discutir os detalhes finais da reforma do imposto de renda. O presidente assina a medida em cerimônia no Planalto, nesta terça-feira (18).

    Atualmente, a faixa de isenção do IRPF é de até R$ 2.824, equivalente a pouco menos de dois salários mínimos. A tabela do Imposto de Renda permanece congelada devido à não aprovação do Orçamento deste ano. Com a ampliação da faixa de isenção para R$ 5 mil, 32% dos trabalhadores serão isentos do tributo.

  • Às vésperas de julgamento, Zambelli relata depressão: “Orem por mim”

    Às vésperas de julgamento, Zambelli relata depressão: “Orem por mim”

    A poucos dias do início de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) relatou que sofre de depressão profunda desde 2022. Zambelli será julgada, no plenário virtual do Supremo, entre os dias 21 e 28 de março por ter perseguido, com arma em punho, o jornalista Luan Araújo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

    Carla Zambelli ficou isolada no bolsonarismo após perseguição a jornalista na véspera da eleição de 2022

    Carla Zambelli ficou isolada no bolsonarismo após perseguição a jornalista na véspera da eleição de 2022Pedro Ladeira/Folhapress

    Em publicação no X, a deputada afirmou que sofreu uma crise na semana passada e pediu orações por sua vida. “Algumas pessoas mais próximas já estão cientes e que inclusive votei diversas vezes à distância para poder cumprir com minhas obrigações, mas também tentar me tratar.”

    Zambelli afirmou que apresentou um projeto de lei para facilitar o acesso de pessoas carentes a tratamento psiquiátrico e psicológico, e concluiu: “Oro a Deus que possa me ajudar a superar os obstáculos que venho enfrentando”.

    A deputada já havia sido internada por quatro dias em Brasília em fevereiro para exames complementares após um cateterismo, participando de sessões virtuais da Câmara durante esse período.

    O julgamento virtual no STF vai se debruçar sobre as acusações de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Em outubro de 2022, Carla Zambelli perseguiu Luan Araújo após uma discussão em São Paulo.

    A deputada, armada com uma pistola calibre 9 mm, rendeu o jornalista em uma lanchonete, ordenando que ele se deitasse. O ex-presidente Jair Bolsonaro cortou relações com a deputada alegando que o episódio prejudicou sua reeleição no dia seguinte. A pena máxima para os crimes é de seis anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto, além da perda do mandato e multa. A denúncia foi aceita pelo STF em agosto de 2023.

  • Projeto que libera FGTS para quem tiver filhos está na pauta da Câmara

    Projeto que libera FGTS para quem tiver filhos está na pauta da Câmara

    A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (18) o Projeto de Lei 6.980/2017, de autoria do ex-deputado Julião Amim, que permite o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por ocasião do nascimento ou adoção de filho. O texto prevê que qualquer um dos genitores poderá retirar até duas vezes o próprio salário bruto da conta com maior saldo.

    O projeto também inclui novas situações de vulnerabilidade em que mulheres poderão acessar o FGTS, como dificuldades no sustento familiar, responsabilidade por pessoas com deficiência, gestação e rompimento de dependência financeira em casos de violência doméstica. O Conselho Curador do fundo deverá regulamentar os critérios para priorizar trabalhadores de baixa renda e garantir a sustentabilidade financeira do FGTS.

    O relator da proposta, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), destacou que a medida busca garantir apoio financeiro em momentos críticos da vida familiar. A matéria já passou pelas comissões e chega ao Plenário em regime de urgência. Caso receba aval dos deputados, seguirá para análise do Senado antes de virar lei.

    O deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) é o relator da proposta na Câmara.

    O deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) é o relator da proposta na Câmara.Mario Agra/Câmara dos Deputados

  • Lula sanciona lei que acelera recursos para enchentes

    Lula sanciona lei que acelera recursos para enchentes

    O presidente Lula sancionou uma lei que acelera o acesso a recursos federais para obras de drenagem e manejo de águas pluviais em municípios atingidos por enxurradas e inundações. A nova lei, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18), modifica a Lei de Saneamento Básico, flexibilizando as exigências para liberação de verbas em situações de emergência ou calamidade pública.

    Porto Alegre ficou debaixo d'água em 2024 por causa de fortes chuvas

    Porto Alegre ficou debaixo d’água em 2024 por causa de fortes chuvasInstagram/Secretaria de Cultura/RS

    Anteriormente, a obtenção de recursos dependia do cumprimento de metas de eficiência técnica e financeira, adesão a normas da Agência Nacional das Águas (ANA) e controle de perdas de água. Agora, em casos emergenciais, essas exigências são flexibilizada para garantir uma resposta mais rápida e eficiente.

    A iniciativa, originada no Senado e de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), pretende facilitar investimentos em infraestrutura para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos.

    Veja a íntegra da lei:

    “LEI Nº 15.112 DE 17 DE MARÇO DE 2025

    Altera a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 (Lei de Saneamento Básico), para prever a possibilidade de emprego de recursos públicos em serviços de drenagem e manejo de águas urbanas em condições emergenciais.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1º Esta Lei prevê a possibilidade de emprego de recursos públicos em serviços de drenagem e manejo de águas urbanas em condições emergenciais.

    Art. 2º O art. 50 da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 (Lei de Saneamento Básico), passa a vigorar acrescido do seguinte 13:

    Art. 50. ……………………………………………………………………………………………..

    …………………………………………………………………………………………………………..

    13. As condicionantes para alocação de recursos de que tratam os incisos I a IX do caput deste artigo não se aplicam ao componente de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas quando destinados a Municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Poder Executivo federal ou suscetíveis a eventos de enxurradas e inundações, conforme cadastro publicado pelo Poder Executivo, nos termos do regulamento. (NR)

    Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 17 de março de 2025; 204º da Independência e 137º da República.

    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

    Antônio Waldez Góes da Silva”

  • Câmara pode votar “Lei do Mar” em plenário nesta terça

    Câmara pode votar “Lei do Mar” em plenário nesta terça

    O Projeto de Lei 6969/2013, conhecido como “Lei do Mar”, está na pauta de votações do plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (18). A proposta, de autoria do ex-deputado Sarney Filho, que também ja foi ministro do Meio Ambiente, institui a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro, estabelecendo diretrizes para proteção da biodiversidade e regulamentação das atividades econômicas na zona costeira e no mar territorial.

    O texto prevê a criação de um planejamento espacial marinho para conciliar exploração econômica e conservação ambiental. Além disso, estabelece princípios como o poluidor-pagador e incentivos para práticas sustentáveis. O projeto também define regras para pesca, exploração de petróleo e proteção de ecossistemas marinhos ameaçados.

    Relator da matéria, o deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) reforçou que a proposta busca garantir o desenvolvimento sustentável dos mares e alinhar o Brasil a compromissos internacionais de preservação ambiental. O projeto passou por diversas alterações ao longo dos anos para superar entraves políticos e técnicos, sendo atualizado para viabilizar sua aprovação.

    A “Lei do Mar” é defendida por ambientalistas e setores da economia sustentável, mas enfrenta resistência de representantes da pesca industrial e setores ligados à exploração de recursos marítimos. Se aprovada na Câmara, a proposta seguirá para análise do Senado.

    O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) é o relator da

    O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) é o relator da “Lei do Mar”Bruno Spada/Câmara dos Deputados

  • Psol recorre ao STF contra novas regras para emendas

    Psol recorre ao STF contra novas regras para emendas

    O Psol apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no sábado (15), uma manifestação contra as recentes mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional sobre a destinação de emendas parlamentares, em especial a resolução aprovada na quinta-feira (13), criada para atender as demandas constitucionais de controle e transparência. 

    O partido alega que as novas regras desrespeitam decisões anteriores da Corte e mantêm brechas que comprometem a transparência dos repasses.

    Legenda alega que a resolução aprovada pelo Congresso representa uma

    Legenda alega que a resolução aprovada pelo Congresso representa uma “nova etapa do Orçamento Secreto”.Ton Molina /Fotoarena/Folhapress

    Contestação ao Congresso

    A manifestação questiona o Projeto de Resolução do Congresso Nacional nº 1/2025, aprovado na última quinta-feira (13). A nova norma foi construída com o intuito de atender ao plano de trabalho firmado entre Congresso, governo e STF para ajustar o mecanismo de execução de emendas conforme os requisitos previstos na Constituição e na regulamentação estabelecida em 2024.

    A resolução padroniza o sistema virtual de apresentação e indicação de emendas parlamentares ao Orçamento para facilitar o monitoramento da sociedade civil, em especial para a fiscalização das Emendas Pix. Também torna mais rigorosos os requisitos de indicação e execução de emendas de comissão, ficando cada colegiado limitado a seis emendas de apropriação e duas de remanejamento. A execução de recursos para entidades privadas também fica limitada, devendo passar por análise da Comissão Mista de Orçamento.

    Por outro lado, ela preserva uma brecha ao anonimato: a norma aprovada abre brechas para que repasses solicitados pelos líderes dos partidos sejam feitos sem a identificação nominal dos autores. Essa lacuna levou as bancadas do Novo e do Psol a orientarem contrariamente à resolução durante a votação no Congresso.

    Segundo o documento, a medida representa um “drible ao STF”. “Trata-se, conforme já denunciado nos autos desta ADI, de ‘uma nova fase do orçamento secreto’, por meio de um mecanismo que recebeu a alcunha de ‘emendas dos líderes’, cujo objetivo é o de sempre: ‘esconder quem é quem nas planilhas de bilhões de reais’”, apontou o partido.

    Impacto financeiro

    A manifestação também critica o Projeto de Lei Complementar nº 22/2025, que libera restos a pagar de emendas bloqueadas desde 2019. Segundo levantamento da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira, o impacto pode chegar a R$ 4,3 bilhões. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, no entanto, que o valor total pode ser próximo de R$ 16 bilhões.

    O Psol questiona a falta de previsão de compensação para essas despesas. No documento, o partido cita dispositivos da Constituição e da Lei de Responsabilidade Fiscal que exigem estimativas de impacto financeiro antes da aprovação de novos gastos.

    Pedido ao STF

    Diante do que classifica como descumprimento de decisões anteriores do Supremo, o Psol solicitou que o STF determine ao Congresso a suspensão da tramitação de propostas que possam contrariar os comandos da Corte. O partido requer ainda uma decisão que proíba o Legislativo de aprovar medidas semelhantes no futuro.

    Veja a íntegra da manifestação:

  • Governo anuncia edital de 2,2 mil novas vagas para o Mais Médicos

    Governo anuncia edital de 2,2 mil novas vagas para o Mais Médicos

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (17), o lançamento do edital para a contratação de 2.279 médicos por meio do Programa Mais Médicos. A iniciativa visa ampliar a cobertura da atenção primária e suprir vagas em municípios que já participam do programa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a medida permitirá a presença de 28 mil profissionais distribuídos pelo país, beneficiando diretamente 60 milhões de brasileiros.

    “A presença desse médico e médica aumenta muito a capacidade de resolver os problemas de saúde na própria atenção primária em saúde. É preconizada a possibilidade de a atenção primária resolver cerca de 80% de todos os problemas de saúde de uma comunidade, de uma população”, afirmou Padilha.

    Seleção prevê cadastro reserva e prioriza regiões com escassez de médicos.

    Seleção prevê cadastro reserva e prioriza regiões com escassez de médicos.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Processo seletivo

    O edital estabelece duas fases no processo de seleção. Inicialmente, os gestores de 4.771 municípios deverão manifestar interesse, sendo que 1.296 cidades terão contratação imediata. As demais poderão solicitar ampliação do quadro de profissionais. O Ministério da Saúde prevê que os médicos selecionados iniciem suas atividades a partir de maio.

    Uma novidade neste edital é a criação de um cadastro reserva para o programa. “O cadastro de reserva é um instrumento para agilizar a chegada caso haja uma sinalização do município de que é necessário o profissional. A gente garante uma reposição num curto espaço de tempo”, explicou o Secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço.

    O novo edital também prevê reserva de vagas para médicos negros, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência, dando continuidade à política de inclusão adotada no último ano.

    Redução de filas

    Segundo Padilha, os profissionais admitidos passarão por formação voltada à redução das filas para atendimento especializado. “Eles, a partir desse momento, integram mais fortemente essa rede que busca reduzir o tempo de espera para atendimento de especialidades no nosso país”, disse o ministro.

    O Ministério da Saúde também anunciou a criação de uma sala de situação para monitorar os dados e formular ações de redução de filas no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa irá reunir todas as secretarias da pasta e deverá apresentar propostas dentro de 30 dias.