Você já se pegou esquecendo algum nome, uma senha ou o lugar onde deixou seu celular ou suas chaves e se perguntou se isso era normal? Se sim, saiba que não está sozinho(a). Não à toa, esse foi o tema da palestra “Esquecimentos frequentes: o que é e o que não é normal”, proferida pelo médico neurologista Breno Barbosa, na tarde desta segunda-feira (07/04), no edifício-sede do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. O evento marcou a abertura da Semana da Saúde do(a) Servidor(a), promovida pelo TRF5, através do Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) e da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), no dia em que se comemora o Dia Mundial da Saúde.
A abertura e a mediação do encontro ficaram por conta da diretora interina do NAS, Jeniffer Lopes. Segundo a médica, a ideia de trazer o tema para debate surgiu no mês de fevereiro, em meio à campanha Fevereiro Roxo, a partir das queixas frequentes apresentadas por servidoras e servidores, durante os exames periódicos. “A maior parte dos casos é devida à desatenção, considerando as muitas tarefas às quais as pessoas são submetidas. Mas é possível, também, encontrar sinais de que o esquecimento está vinculado a alguma condição que exige uma investigação maior”, explicou Lopes.
A palestra teve como foco principal a Doença de Alzheimer, suas causas e correlações com hábitos e estilo de vida. Segundo Breno Barbosa, o esquecimento é um mal do nosso tempo. De acordo com o médico, o mundo de hoje exige performance, atenção, multitarefas e, com frequência, as pessoas têm se sentido mais esquecidas. Em paralelo, tem-se ouvido falar mais em doenças como o Alzheimer, que é apenas um dos tipos de demência.
Barbosa destacou que, com o passar dos anos, há um declínio natural da memória, mas que, de maneira geral, não compromete a autonomia das pessoas. Segundo ele, só quando esse comprometimento acontece é que o quadro pode ser classificado como patológico. O médico explicou que a doença pode durar cerca de 20 anos, mas que os sintomas só costumam ser notados após 10 anos, pois, no início, é silenciosa.
Então, como reconhecer o Alzheimer? Segundo o palestrante, o diagnóstico é demorado e requer uma série de exames relacionados à atenção, ao raciocínio e à memória. Ele ressaltou que a medicina dispõe, hoje, de diagnósticos cada vez mais avançados, podendo-se descobrir a doença, inclusive, através de um exame de sangue que detecta o acúmulo das proteínas responsáveis pela formação de placas senis e atrofia dos neurônios no cérebro.
O neurologista falou, ainda, sobre as formas de prevenção do Alzheimer. Segundo ele, alguns aspectos relacionados ao estilo de vida, como o nível de educação e o sedentarismo guardam relação com surgimento da doença. Barbosa relacionou alguns hábitos que podem evitar a doença, como o controlar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol; evitar o consumo do álcool e do cigarro; praticar de exercício aeróbicos e de força; além do cuidado com outras doenças, como a depressão.
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