Experiência nascida na Justiça Federal no Ceará (JFCE) recebe destaque nacional durante solenidade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada nessa segunda-feira, 16/3, ao apresentar o projeto FLIF – Fortalecendo Lideranças Femininas, iniciativa voltada ao fortalecimento da presença de mulheres em espaços de poder no Judiciário.
A cerimônia marcou os oito anos da política do CNJ que incentiva a participação feminina no Judiciário, instituída pela Resolução nº 255/2018. O encontro reuniu magistradas e autoridades para debater avanços e desafios na promoção da equidade de gênero, além de lançar o projeto “Juízas do Futuro”, voltado à formação e mentoria de novas lideranças femininas.
Projeto nasceu na JFCE e já impacta lideranças
O FLIF foi apresentado pela desembargadora federal Gisele Sampaio, que idealizou a iniciativa quando atuava na primeira instância da Justiça Federal no Ceará, em 2023. O projeto surgiu da percepção de que a desigualdade de gênero vai além da falta de oportunidades formais.
“A ausência das mulheres nos espaços de poder revelava dificuldades muito maiores do que o convite e a abertura de espaços”, destacou a magistrada.
A iniciativa foi estruturada em quatro eixos: formação, mentoria, inovação e atuação social. Entre as ações, estão jornadas formativas sobre temas como síndrome da impostora, saúde mental e barreiras de gênero; programas de mentoria entre magistradas; o Laboratório de Inteligência Feminina (LIFE), voltado ao intraempreendedorismo; e ações direcionadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.
Segundo a desembargadora, o objetivo é “desenvolver mecanismos para que essas mulheres se encorajem a ocupar espaços de poder e que, ocupando, permaneçam apesar dos desafios”.
Até o momento, o projeto já impactou 78 mulheres em cargos de liderança e está em expansão para outros tribunais.
Ao apresentar o FLIF em um evento nacional, a magistrada também destacou o papel das políticas institucionais na transformação do Judiciário.
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