Autor: admin

  • Implementação de duplo fator de autenticação no PJe para usuários externos, a partir de 03 de novembro

    Arte do PJe

    Com o objetivo de fortalecer cada vez mais a segurança dos serviços digitais do Poder Judiciário, o sistema do Processo Judicial eletrônico (PJe) terá uma nova forma de acesso para os(as) usuários(as) externos(as) –  advogados(as), partes e demais interessados. A partir de 3 de novembro, o acesso à plataforma será através da autenticação em múltiplos fatores (MFA), em conformidade com a Portaria nº 140/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A iniciativa tem o objetivo de aumentar a segurança das informações no sistema evitando o golpe do falso(a) advogado(a), onde estelionatários acessam a tramitação de processos e enganam as pessoas solicitando pagamentos para que o recebimento de valores seja feito de forma mais rápida.

    Usuários(as) com conta Gov.br de nível Ouro e verificação em duas etapas ativada poderão utilizar essa opção de autenticação diretamente pelo aplicativo Gov.br, disponível gratuitamente na Google Play e App Store.

    Além do Gov.Br, o PJe passa a contar com outras opções de autenticação por meio de aplicativos autenticadores, também disponíveis nas lojas digitais. Será possível utilizar códigos temporários (tokens) gerados por ferramentas como Google Authenticator, Microsoft Authenticator ou FreeOTP. Esses aplicativos geram um código de seis dígitos que muda periodicamente e deve ser inserido no momento do login, garantindo proteção adicional contra acessos indevidos.

    Também permanecem disponíveis as opções de acesso com login e senha ou com certificado digital.

    O novo modelo de autenticação visa garantir maior disponibilidade e segurança no processo. Confira abaixo o passo a passo.

    1 – Para ingressar nas plataformas eletrônicas do Poder Judiciário, o primeiro passo é o usuário se autenticar no sistema que deseja acessar com seu login e senha ou com o certificado digital.
    2 – No primeiro acesso, será exibido um QR Code para configuração de um aplicativo autenticador (Google Authenticator, FreeOTP ou similar).
    3 – Em seguida, será preciso digitar o código temporário de seis dígitos gerado no aplicativo autenticador instalado no celular. Esse código único expira em pouco tempo e precisa ser gerado novamente a cada novo acesso.

    Acesse o manual no link a seguir: file:///C:/Users/36504840482/Downloads/Autentica%C3%A7%C3%A3o%20de%202%20Fatores%20-%202FA%20-%20TJPB%20Autenticator.pdf

     

  • Acordo histórico no Cejusc de Guarabira encerra litígios que tramitava há 12 anos

    Foto do Fórum de Guarabira
    Fórum da Comarca de Guarabira

    O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Guarabira promoveu um feito histórico, na resolução de disputas complexas, envolvendo dois processos, um deles tramitava há mais de doze anos na 3ª Vara Mista. Em audiência realizada no Centro, no dia 24 de outubro de 2025, as partes envolvidas nos dois processos judiciais de longa data chegaram a um acordo consensual. 

    Um processo tramitava desde 2013 e o outro iniciado em 2020, segundo informou o conciliador Josiel Rocha, do Cejusc de Guarabira, que atuou na audiência, sob a supervisão da Dra Higia. 

    O sucesso da conciliação foi resultado direto da extraordinária participação das partes envolvidas, que demonstraram maturidade e disposição para o diálogo, deixando de lado anos de embate judicial em busca de uma solução mútua, segundo declarou Jesiel Rocha.. 

    A atuação dos advogados foi, segundo Jesiel, também fundamental para o desfecho positivo. “Atuando como verdadeiros facilitadores e conselheiros jurídicos, os patronos das partes auxiliaram tecnicamente a construção de um acordo justo e equilibrado, que fugiu do padrão do cotidiano e foi crucial para a aceitação do alto valor acordado”, acrescentou Jesiel.

    O valor negociado é, também, outro tema que torna o desfecho particularmente relevante. Diferente dos casos cotidianos, o acordo homologado envolve um montante substancial, comprovando a capacidade do Cejusc de mediar e conciliar até mesmo as causas com alto impacto financeiro.

    A conciliação exitosa, alcançada após anos de disputa na Justiça, representa uma vitória significativa para as partes, que puderam encerrar seus conflitos de forma célere e pacífica, e para o próprio sistema judiciário, que vê a redução do acervo processual. O resultado em Guarabira reforça a importância dos métodos consensuais na promoção da paz social e na efetividade da Justiça, ressaltou o mediador judicial Jesiel Rocha. 

    O resultado vai além da pacificação social: ele representa uma contribuição direta e robusta para o cumprimento da Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esta Meta nacional visa ‘julgar processos mais antigos’ e busca dar uma resposta definitiva à sociedade em ações que tramitam há um tempo considerável no Poder Judiciário. 

    AdvogadosAtuaram na audiência de conciliação os advogados Fábio Meireles Fernandes da Costa, patrono do executado, e Antônio Teotônio de Assunção, representante dos exequentes. Ambos foram unânimes ao declarar que “alcançaram um acordo pautado na prudência e no bom senso”. 

    “A condução equilibrada do conciliador Jesiel Rocha e a supervisão da Juíza Dra. Higia foram decisivas para o êxito da composição, reafirmando o papel essencial do Cejusc como instrumento de pacificação social. A conciliação, mais do que encerrar litígios, promove justiça com humanidade, restabelecendo o diálogo e fortalecendo a cultura da paz”, declarou o advogado Fábio Meireles.

    Por sua vez, o advogado Antônio Teotônio destacou que a mediação tem como principal objetivo promover o diálogo entre as partes, buscando soluções consensuais para os conflitos familiares de forma pacífica e colaborativa. Por meio desse procedimento, é possível preservar os vínculos afetivos, reduzir o desgaste emocional e alcançar acordos mais justos e duradouros.

    “Entre as principais vantagens da mediação estão a celeridade na resolução dos casos, o menor custo em comparação ao processo judicial tradicional e a valorização da autonomia das partes, que participam ativamente da construção das decisões que afetam suas vidas.

    A mediação representa, portanto, um caminho mais humano e eficiente para lidar com os conflitos familiares, priorizando o entendimento e o respeito mútuo”, arrematou.

    Cejusc – Os trabalhos organizados pelo Cejusc de Guarabira são coordenados pela juíza Kátia Daniela de Araújo. O Centro é um dos mais existentes no Estado e faz parte do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), cuja coordenação-geral é do desembargador Horácio Ferreira de Melo Júnior.

     

    Gecom com informação do Cejusc de Guarabira

     

  • Por que 2025 marca uma virada na relação entre empresas e titulares de dados

    Por que 2025 marca uma virada na relação entre empresas e titulares de dados

     Introdução 

    Em 2025, o relacionamento entre empresas e titulares de dados chegou a um novo patamar.
    O aumento exponencial das solicitações de acesso e exclusão — mais de 142 mil registros apenas no último ano, segundo o Reclame AQUI — mostra que o tema deixou de ser jurídico para se tornar comportamental e reputacional.

    O que está em jogo não é apenas a conformidade com a lei, mas a confiança digital.
    Titulares de dados passaram a se comportar como consumidores conscientes, exigindo transparência, agilidade e linguagem clara.

    Essa mudança estrutural é o ponto de partida do Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz e pelo Reclame AQUI, que identifica as transformações de comportamento e maturidade empresarial diante dessa nova era da Governança de Dados. 

     

    A transformação do titular: de passivo a protagonista 

    Durante os primeiros anos da regulação de dados, as empresas acreditavam que a maioria dos titulares desconhecia seus direitos.  Esse cenário mudou radicalmente.

    Hoje, os consumidores entendem o valor de seus dados e exigem controle sobre como são usados.
    Eles comparam respostas, compartilham experiências nas redes e avaliam empresas pela qualidade do atendimento às suas solicitações.

    Esse amadurecimento faz com que o titular se torne um novo stakeholder estratégico — tão relevante quanto investidores, clientes ou reguladores.
    Atender mal um pedido de acesso ou de exclusão, em 2025, equivale a comprometer a confiança da marca.

    As empresas no centro da pressão reputacional 

    O aumento das solicitações não é o único desafio.
    A velocidade de resposta e a clareza da comunicação se tornaram variáveis críticas de reputação.

    Segundo o levantamento do Guia, a maioria das empresas ainda responde de forma manual e sem padronização. Isso gera inconsistência, atrasos e percepções negativas entre consumidores.
    Em contrapartida, companhias que estruturaram fluxos internos de resposta e adotaram tecnologias de Governança de Dados registram melhoras significativas na satisfação do titular e redução de riscos reputacionais.

    O recado de 2025 é claro: governar dados é governar confiança.

     

    A nova régua de maturidade corporativa 

    Os direitos dos titulares deixaram de ser tratados como tema do jurídico — e passaram a compor os indicadores de maturidade empresarial.
    Responder com eficiência se tornou métrica de desempenho organizacional.

    Empresas de alta maturidade já estão usando dashboards de Governança de Dados para acompanhar tempos médios de resposta, reincidência de pedidos e padrões de linguagem.
    Essas informações ajudam a construir uma cultura de transparência, que se reflete no relacionamento com clientes, reguladores e o próprio mercado.

     

    Do cumprimento à experiência: a virada cultural de 2025 

    O movimento de 2025 simboliza uma virada cultural: o foco sai da obrigação e passa para a experiência do titular.
    Isso significa enxergar cada solicitação não como um risco, mas como uma oportunidade de diálogo e fortalecimento da confiança.

    A maturidade em Governança de Dados, portanto, não se mede mais apenas por políticas e controles — mas por como a empresa trata o titular na prática.
    É essa transição que o Guia de Direitos dos Titulares 2025 analisa em profundidade, consolidando o tema como um dos principais vetores de reputação no ambiente digital brasileiro.

     

    Conclusão 

    A virada de 2025 é, acima de tudo, uma mudança de mentalidade.
    O que antes era um processo jurídico tornou-se um pilar estratégico de confiança e competitividade.
    Empresas que se adaptam rapidamente e colocam o titular no centro de sua Governança de Dados constroem valor de marca sustentável.

    Para entender o cenário completo e posicionar sua organização nesse novo ciclo, baixe o Guia de Direitos dos Titulares 2025. 

    Em Resumo 

    O ano de 2025 marca a consolidação de um novo modelo de relacionamento entre empresas e titulares de dados.
    Com mais de 142 mil solicitações registradas, a Governança de Dados tornou-se um pilar reputacional e estratégico, e não apenas jurídico.
    Empresas que estruturam fluxos internos e adotam transparência constroem confiança, fortalecem sua marca e se destacam em um mercado cada vez mais exigente.

    Perguntas Frequentes (FAQ) 

    O que mudou nos direitos dos titulares em 2025?
    O volume de solicitações aumentou e a expectativa dos consumidores amadureceu. Agora, rapidez, clareza e empatia são tão importantes quanto a conformidade legal. 

    Por que a Governança de Dados é estratégica para as empresas?
    Porque afeta diretamente a confiança, a reputação e até o valuation da companhia. Governança eficiente é percebida como sinônimo de transparência e responsabilidade corporativa. 

    Como o Guia de Direitos dos Titulares 2025 pode ajudar minha empresa?
    O guia oferece um diagnóstico detalhado sobre o grau de maturidade das empresas brasileiras, além de orientar próximos passos para aprimorar processos e reduzir riscos reputacionais. 

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    Como medir a maturidade da sua empresa na resposta a titulares de dados 

    O papel da inteligência artificial no tratamento e resposta aos titulares de dados

  • Como estruturar um processo eficiente para responder solicitações de titulares de dados

    Como estruturar um processo eficiente para responder solicitações de titulares de dados

     Introdução 

    Com o aumento das solicitações de titulares — mais de 142 mil registros apenas no último ano, segundo o Reclame AQUI — muitas empresas enfrentam um desafio que vai além da conformidade legal: como responder de forma estruturada, ágil e consistente.

    O problema não é apenas jurídico. É operacional e reputacional.
    Um processo mal definido gera atrasos, respostas inconsistentes e perda de confiança.
    Por outro lado, fluxos bem planejados transformam o atendimento ao titular em um ativo estratégico de credibilidade.

    Neste artigo, o b/luz e o Reclame AQUI compartilham as principais diretrizes para estruturar processos internos eficientes, baseadas nas evidências do Guia de Direitos dos Titulares 2025.

     

    O ponto de partida: mapear jornadas e responsabilidades 

    Antes de definir fluxos e sistemas, as empresas precisam mapear a jornada do titular dentro da organização:

    • Quais canais recebem as solicitações (SAC, e-mail, formulários, Reclame AQUI)?
    • Quais áreas são responsáveis por cada etapa da resposta?
    • Quais dados precisam ser validados antes de liberar uma resposta?

    O mapeamento inicial permite identificar gargalos e definir responsabilidades claras, evitando repasses internos que atrasam o atendimento.
    Empresas maduras tratam o atendimento ao titular como uma jornada multidisciplinar, conectando jurídico, TI, atendimento e reputação.

     Estruturando o fluxo ideal de resposta 

     1. Recebimento e triagem
    Centralize as solicitações em um único canal. Isso permite controle, rastreabilidade e gestão de prazos. 

     2. Validação de identidade
    Implemente procedimentos seguros e proporcionais para verificar a autenticidade do titular sem gerar fricção desnecessária. 

    3. Análise e decisão
    Defina critérios objetivos para cada tipo de solicitação (acesso, exclusão, correção, oposição). Isso reduz subjetividade e acelera o tempo médio de resposta. 

    4. Resposta formal
    A comunicação deve ser clara, empática e não técnica. Evite jargões jurídicos. Use linguagem acessível que reforce transparência e confiança. 

    5. Monitoramento e auditoria
    Registre prazos, volumes e reincidências. Esses dados são fundamentais para avaliar a maturidade e identificar oportunidades de automação. 

    Automação e tecnologia: IA como aliada, não substituta 

    Em 2025, inteligência artificial e automação passaram a desempenhar um papel crescente na Governança de Dados.  Ferramentas especializadas já conseguem classificar tipos de solicitação, sugerir respostas baseadas em modelos aprovados e monitorar prazos automaticamente.

    Mas o segredo está no equilíbrio: automação para eficiência, pessoas para empatia.
    O uso responsável de IA deve preservar a personalização das respostas, especialmente em casos sensíveis.
    Empresas que equilibram esses fatores conseguem reduzir custos operacionais sem perder o elemento humano da confiança.

    Indicadores e monitoramento de desempenho 

    Mensurar é essencial. Empresas que tratam o atendimento aos titulares como um processo estratégico acompanhando indicadores-chave de desempenho:

    • Tempo médio de resposta (TMR);
    • Taxa de solicitações reincidentes;
    • Percentual de respostas dentro do prazo legal;
    • Nível de satisfação dos titulares.

    Essas métricas transformam o atendimento em ferramenta de diagnóstico organizacional e ajudam lideranças a tomar decisões baseadas em dados.

    Governança de Dados como cultura corporativa 

    Estruturar processos eficientes é apenas o começo. A verdadeira mudança acontece quando a Governança de Dados se torna parte da cultura corporativa.  Isso exige capacitação contínua, engajamento da liderança e integração entre jurídico, tecnologia e comunicação.

    Empresas que encaram o tema de forma transversal alcançam maior agilidade, consistência e credibilidade institucional — elementos que o Guia de Direitos dos Titulares 2025 identifica como fatores de destaque entre as organizações mais maduras.

     Conclusão 

    Responder titulares com eficiência é um diferencial competitivo.
    Empresas que estruturam fluxos internos, automatizam etapas e comunicam com empatia transformam um risco em vantagem estratégica. 

    Baixe o Guia de Direitos dos Titulares 2025 e descubra o que diferencia organizações que tratam a Governança de Dados como uma alavanca de reputação e valor de marca. 

    Em Resumo 

    Atender titulares de dados com eficiência exige processos bem desenhados, tecnologia equilibrada e comunicação transparente.  Mapear responsabilidades, padronizar fluxos e monitorar indicadores transforma o atendimento em um ativo de reputação e confiança corporativa.
    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 consolida essas práticas como referência para empresas que buscam maturidade real em Governança de Dados.

    Perguntas Frequentes (FAQ) 

    Qual é o primeiro passo para estruturar um processo de resposta a titulares?
    Mapear fluxos e responsabilidades internas, identificando quem responde, como e em quanto tempo. 

    Como automatizar o atendimento sem perder empatia?
    Usando IA apenas em etapas mecânicas (triagem, controle de prazos), mantendo revisão humana nas respostas e linguagem clara no contato final. 

    Quais indicadores ajudam a medir eficiência?
    Tempo médio de resposta, reincidência de solicitações e taxa de conformidade com prazos legais. 

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  • Quando o jurídico influencia reputação: o papel da Governança de Dados na experiência do titular

    Quando o jurídico influencia reputação: o papel da Governança de Dados na experiência do titular

    Introdução 

    Durante anos, o departamento jurídico foi visto como um setor de mitigação de riscos.
    Em 2025, essa lógica mudou. O jurídico passou a ser um vetor de reputação e confiança, especialmente no contexto da Governança de Dados.

    A forma como a empresa responde às solicitações de titulares de dados — com clareza, empatia e consistência — tornou-se um reflexo direto de sua cultura e de seu compromisso com a transparência.
    É aqui que o jurídico deixa de ser apenas técnico e passa a ser estratégico, moldando a experiência do titular e a percepção pública da marca.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz e pelo Reclame AQUI, mostra que a maturidade jurídica em Governança de Dados é hoje um indicador de reputação corporativa.

    Da defesa para a construção de valor 

    O papel tradicional do jurídico era reativo: responder notificações, ajustar contratos, mitigar danos.
    Mas na nova economia de dados, a reputação é construída nas interações cotidianas, especialmente com os titulares.

    Empresas que mantêm o jurídico apenas como “guardião da conformidade” perdem oportunidades de criar valor por meio da confiança.
    Já aquelas que envolvem o jurídico desde o desenho dos fluxos de resposta e na governança das informações convertem compliance em vantagem competitiva.

    O jurídico passa a atuar como ponte entre regulação e relacionamento — equilibrando segurança, transparência e empatia.

    Experiência do titular: o novo termômetro da reputação 

    O atendimento ao titular se tornou um momento de verdade para as empresas.
    Cada solicitação é uma oportunidade de reforçar — ou comprometer — a percepção de confiança.

    De acordo com o Guia de Direitos dos Titulares 2025, empresas que respondem com clareza e dentro do prazo têm maiores índices de satisfação e menor reincidência de pedidos.
    Em contrapartida, organizações que demoram, usam linguagem técnica ou terceirizam o atendimento fragilizam sua imagem pública, mesmo que estejam formalmente em conformidade com a lei.

    A mensagem é direta: reputação não depende apenas de estar em compliance, mas de como o compliance é comunicado.

    O papel estratégico do jurídico na Governança de Dados 

     1. Traduzir regulação em linguagem de confiança
    O jurídico deve garantir que políticas e respostas sejam compreensíveis para o público. Clareza e didatismo são pilares da reputação. 

     2. Integrar-se a tecnologia e atendimento
    A liderança jurídica precisa estar envolvida em decisões sobre automação, fluxos e governança de sistemas. Isso assegura consistência e transparência. 

    3. Orientar a liderança executiva
    O jurídico estratégico participa da alta gestão, apresentando riscos reputacionais e indicadores de maturidade de dados. 

     4. Prevenir incidentes de imagem
    Respostas lentas ou inconsistentes podem se tornar crises públicas. O jurídico deve antecipar esses riscos e treinar equipes para comunicação assertiva. 

    O jurídico moderno não apenas interpreta a lei — ele molda a confiança.

    Casos e aprendizados: quando reputação e governança se encontram 

    Nos últimos anos, o Reclame AQUI registrou um aumento de solicitações relacionadas à resposta a titulares.
    As empresas que se destacaram positivamente foram aquelas que trataram o tema como uma extensão da experiência do cliente.

    Essas organizações: 

    • mantêm o jurídico envolvido desde o início do processo; 
    • padronizam linguagem e prazos de resposta; 
    • criam relatórios periódicos de desempenho; 
    • comunicam resultados de forma transparente. 

    Esse comportamento mostra que a governança jurídica eficaz não é invisível — é percebida pelo público. 

     Conclusão 

    O jurídico é, hoje, um dos pilares da reputação corporativa.
    Ao liderar práticas de Governança de Dados centradas no titular, ele traduz conformidade em confiança e regulação em valor de marca.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 consolida essa virada cultural: o jurídico deixa de ser apenas o “último filtro de risco” e se torna o primeiro agente de reputação.

     Em Resumo 

    O atendimento ao titular se transformou em um ponto central da reputação corporativa.
    O jurídico, ao liderar a Governança de Dados com clareza e integração, passa a influenciar diretamente a confiança, a marca e o valor da empresa.
    Em 2025, o diferencial competitivo não está apenas em cumprir a lei — está em como a lei é comunicada e vivida pelo titular.

    Perguntas Frequentes (FAQ)

    Como o jurídico pode impactar a reputação corporativa?
    Ao liderar políticas de transparência e garantir comunicações acessíveis, o jurídico transforma a Governança de Dados em pilar de confiança pública. 

    Qual é o papel da Governança de Dados na experiência do titular?
    Ela garante que o tratamento de dados e as respostas aos titulares sejam claras, ágeis e humanizadas — fatores centrais na construção de confiança. 

    Como integrar jurídico, tecnologia e reputação?
    Criando fluxos colaborativos, padronizando comunicações e adotando métricas de desempenho que sejam acompanhadas pela liderança executiva. 

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  • Como medir a maturidade da sua empresa na resposta a titulares de dados

    Como medir a maturidade da sua empresa na resposta a titulares de dados

    Introdução 

    Como saber se sua empresa realmente está pronta para atender titulares de dados de forma eficiente, transparente e alinhada às melhores práticas?
    A resposta passa por uma palavra-chave: maturidade.

    Em 2025, medir o grau de maturidade em Governança de Dados tornou-se essencial para qualquer organização que queira sair da conformidade formal e alcançar confiança de mercado.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz em parceria com o Reclame AQUI, propõe uma nova régua de maturidade — uma estrutura que conecta processo, tecnologia, cultura e reputação.

     

    Por que medir maturidade é estratégico 

    Empresas que não mensuram a maturidade operam no escuro.
    Sem indicadores claros, não é possível identificar gargalos, priorizar investimentos ou avaliar a evolução da Governança de Dados.

    Além disso, a maturidade é hoje um indicador de reputação corporativa.
    O mercado reconhece organizações que respondem com consistência e transparência — e penaliza as que não possuem clareza de processo.

    Avaliar a maturidade, portanto, é uma ferramenta de gestão e posicionamento, que permite transformar a Governança de Dados em diferencial competitivo.

     

    As quatro dimensões da maturidade em Governança de Dados 

    Com base nas evidências coletadas pelo Guia 2025, a maturidade de uma empresa pode ser avaliada a partir de quatro dimensões complementares:

    1. Processos internos e fluxos de resposta
    Como as solicitações são recebidas, triadas e respondidas? Há padronização e controle de prazos? 

    2. Tecnologia e automação
    A empresa utiliza ferramentas para gerenciar solicitações, monitorar indicadores e garantir rastreabilidade? Há integração entre sistemas e áreas? 

     3. Cultura organizacional
    As equipes entendem a importância do tema? O jurídico, TI e atendimento atuam de forma integrada? A alta liderança acompanha indicadores de privacidade? 

     4. Comunicação e reputação
    As respostas são claras, empáticas e compreensíveis? O relacionamento com o titular reforça a imagem de transparência e cuidado? 

    A combinação dessas quatro dimensões define o nível real de maturidade — técnico e reputacional — da organização. 

     

    O modelo de avaliação proposto pelo Guia 2025 

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 propõe uma metodologia prática para classificar empresas em três estágios de maturidade: 

    • Nível 1 – Reativo: Responde apenas por obrigação legal; processos fragmentados e pouca visibilidade dos dados. 
    • Nível 2 – Estruturado: Fluxos definidos e uso básico de tecnologia, mas ainda com pouca integração entre áreas. 
    • Nível 3 – Estratégico: Governança de Dados consolidada como pilar reputacional; monitoramento contínuo e uso inteligente de dados e IA. 

    Empresas de nível estratégico não apenas cumprem a lei — elas transformam governança em diferencial competitivo.

     

    Indicadores essenciais para medir sua maturidade 

    Além das dimensões qualitativas, o monitoramento deve incluir indicadores mensuráveis, como: 

    • Tempo médio de resposta (TMR); 
    • Volume de solicitações por mês; 
    • Percentual de respostas dentro do prazo legal; 
    • Índice de reincidência de pedidos; 
    • Grau de satisfação dos titulares (NPS ou similar); 
    • Quantidade de fluxos automatizados. 

    Esses dados fornecem uma visão clara sobre a eficiência, a consistência e a percepção de transparência da organização.

     

    Como utilizar os resultados para evoluir 

    Medir é apenas o primeiro passo.
    O desafio está em usar os resultados para orientar decisões estratégicas. 

    As empresas mais maduras: 

    • definem metas de evolução trimestral; 
    • envolvem a alta gestão nas discussões sobre privacidade; 
    • comunicam resultados de forma transparente para o público interno e externo. 

    Assim, a Governança de Dados deixa de ser um requisito técnico e se torna um ativo institucional, fortalecendo a reputação e a competitividade.  

    Conclusão 

    A maturidade na resposta a titulares é um espelho da maturidade corporativa.
    Ela mostra como a empresa enxerga o cidadão, o dado e a confiança. 

    Baixe o Guia de Direitos dos Titulares 2025 e descubra em qual estágio sua empresa está — e quais passos seguir para transformar conformidade em confiança. 

    Em Resumo 

    Avaliar a maturidade em Governança de Dados é fundamental para alinhar eficiência, transparência e reputação.
    As empresas mais evoluídas tratam o atendimento ao titular como um indicador estratégico de confiança, integrando jurídico, tecnologia e cultura organizacional.
    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 apresenta uma metodologia prática para diagnosticar e aprimorar essa jornada.

    Perguntas Frequentes (FAQ) 

    Por que medir a maturidade em Governança de Dados é importante?
    Porque permite identificar pontos críticos, priorizar melhorias e fortalecer a confiança com titulares e stakeholders. 

    Quais são os principais indicadores de maturidade?
    Tempo de resposta, reincidência de solicitações, integração de áreas e satisfação dos titulares são métricas essenciais. 

    Como o Guia de Direitos dos Titulares 2025 ajuda nessa avaliação?
    O guia oferece um modelo prático que combina dados quantitativos e qualitativos para classificar o nível de maturidade da empresa. 

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    Introdução 

    A chegada da inteligência artificial generativa consolidou um novo paradigma para a Governança de Dados.
    De um lado, as ferramentas de IA oferecem velocidade, precisão e escalabilidade.
    De outro, trazem novos riscos de transparência, viés e confiança.

    Em 2025, o desafio das empresas não é mais escolher entre usar ou não IA — mas como aplicá-la de forma ética e responsável no atendimento aos titulares de dados.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz e pelo Reclame AQUI, revela que a adoção equilibrada de tecnologia é um dos fatores determinantes de maturidade em Governança de Dados.

     

     IA e Governança de Dados: eficiência com responsabilidade 

    A IA tem potencial para automatizar etapas repetitivas do atendimento a titulares:
    triagem de solicitações, classificação por tipo (acesso, exclusão, correção) e verificação de prazos.

    Com isso, o jurídico e o time de governança ganham tempo para se concentrar no que exige análise humana e decisão estratégica.

    Mas eficiência não pode ser sinônimo de despersonalização.
    Empresas maduras utilizam IA como ferramenta de apoio, nunca como substituta da interação humana.
    O segredo é alinhar automação e empatia — um dos pilares do novo ciclo de confiança digital.

     Como a IA está sendo aplicada na resposta a titulares 

     1. Automação de triagem
    Modelos de IA classificam automaticamente as solicitações recebidas, priorizando por tipo e urgência. 

    2. Geração assistida de respostas
    Sistemas de linguagem natural sugerem respostas baseadas em modelos pré-aprovados, ajustados conforme o contexto da solicitação. 

    3. Monitoramento de prazos e métricas
    Algoritmos rastreiam tempos médios de resposta, sinalizando atrasos e gerando alertas de não conformidade. 

    4. Análise de sentimento e feedback
    Ferramentas de IA analisam o tom das interações e o nível de satisfação dos titulares, identificando padrões e pontos de melhoria. 

     5. Suporte à auditoria e relatórios
    Automação de logs, rastreabilidade e consolidação de indicadores para auditorias internas e externas. 

    Essas aplicações estão transformando o atendimento em um processo mais ágil, padronizado e auditável — sem abrir mão da humanização. 

     

    Os riscos e dilemas éticos da automação 

    Toda inovação carrega dilemas.
    No caso da IA, o principal risco é automatizar sem transparência — gerando respostas impessoais, imprecisas ou enviesadas. 

    A falta de supervisão humana pode levar à violação da confiança do titular, comprometendo justamente o valor que a Governança de Dados pretende proteger. 

    O caminho mais seguro é adotar princípios de IA responsável, que garantam: 

    • supervisão humana contínua; 
    • explicabilidade das decisões algorítmicas; 
    • auditoria dos modelos; 
    • comunicação clara sobre o uso de IA nos processos corporativos. 

    Empresas que comunicam de forma proativa como usam IA fortalecem sua imagem de transparência e responsabilidade digital.

     

    IA e maturidade em Governança de Dados 

    O uso estratégico de IA é hoje um marcador de maturidade corporativa.
    Segundo o Guia de Direitos dos Titulares 2025, organizações que utilizam tecnologia para automatizar fluxos, monitorar prazos e gerar indicadores demonstram elevado nível de governança e previsibilidade operacional.

    Por outro lado, empresas que ainda dependem de processos manuais enfrentam riscos de inconsistência e lentidão — fatores que afetam diretamente a reputação.

    O desafio para 2025 e além é evoluir do uso experimental para o uso estruturado e governado da IA — com políticas claras, responsáveis e auditáveis.

     

    Conclusão 

    A inteligência artificial está redefinindo a maneira como empresas se relacionam com titulares de dados.
    Quando aplicada de forma ética e supervisionada, ela amplia a eficiência, fortalece a confiança e eleva o padrão de maturidade corporativa.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 mostra que o futuro da Governança de Dados será híbrido: tecnologia para escalar, pessoas para inspirar confiança.

    Em Resumo 

    A IA se tornou peça central na Governança de Dados, oferecendo eficiência e controle.
    Mas seu uso deve ser acompanhado de princípios éticos, transparência e revisão humana constante.
    Empresas que combinam automação responsável e empatia transformam o atendimento a titulares em um diferencial competitivo e reputacional.

    Perguntas Frequentes (FAQ) 

    Como a IA pode ajudar no atendimento a titulares de dados?
    Automatizando triagem, respostas e controle de prazos, além de gerar relatórios e insights sobre eficiência e satisfação. 

     Quais os riscos do uso da IA nesse contexto?
    Risco de respostas impessoais, viés algorítmico e falta de transparência se não houver supervisão humana e governança ética. 

    O que é IA responsável na Governança de Dados?
    É o uso ético, transparente e auditável de algoritmos, com revisão humana e explicabilidade das decisões automatizadas.  

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  • Cruz do Espírito Santo atende MP e cria Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

    Cruz do Espírito Santo atende MP e cria Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

    Após ser instado pelo Ministério Público da Paraíba, o Município de Cruz do Espírito Santo elaborou e publicou no Diário Oficial o Plano Municipal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. A criação do plano é objeto de um procedimento administrativo instaurado, em 2024, pela 6ª promotora de Justiça de Santa Rita, Miriam Pereira Vasconcelos. 

    O Plano Municipal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas foi elaborado com o objetivo de orientar ações integradas de adaptação, mitigação e educação ambiental, promovendo a sustentabilidade e o fortalecimento da resiliência climática no município.

    “O enfrentamento da crise climática exige uma mudança de paradigma, com estratégias de planejamento e gestão urbanas, além de mitigação e adaptação em confluência com preservação dos recursos naturais, de acordo com as especificidades de cada localidade e suas diferenças geológicas e hidrológicas”, explicou a promotora Miriam Vasconcelos.

    Ainda conforme a promotora, a Lei n° 14.904/2024 estabeleceu diretrizes para a elaboração de Planos de Adaptação às Mudanças do Clima, com o objetivo de implementar medidas para reduzir a vulnerabilidade e a exposição a riscos dos sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura diante dos efeitos adversos atuais e esperados da mudança do clima.

    A promotora falou sobre a importância do plano municipal. “Cruz do Espírito Santo deu um passo à frente na defesa do Meio Ambiente. Para combater a crise climática é preciso planejamento, ação, execução e vontade política, o que foi demonstrado com o atendimento à requisição ministerial para criação do plano de combate às mudanças do clima, que, uma vez cumprido, reduzirá os impactos decorrentes da atual situação ambiental e garantirá um futuro mais sustentável para as atuais e futuras gerações.”.

    Plano

    O plano de Cruz do Espírito Santo foi elaborado com base em diagnósticos ambientais, socioeconômicos e territoriais provenientes de fontes como o Plano Municipal de Saneamento Básico (SIMS/UFCG), IBGE, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e Sudema, e identifica as principais vulnerabilidades locais, incluindo alagamentos urbanos, erosão do solo, estiagens prolongadas, baixa cobertura vegetal e deficiências em saneamento e drenagem.

    A partir do diagnóstico, foram definidas no plano medidas de adaptação, voltadas à prevenção de riscos e à melhoria da infraestrutura ambiental, e medidas de mitigação, focadas na redução de emissões de gases de efeito estufa e na promoção do uso sustentável dos recursos naturais. A implementação do plano será coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em articulação com demais secretarias e órgãos parceiros.

     

  • Direitos dos Titulares 2025: como as empresas estão se adaptando ao novo patamar de exigência

    Direitos dos Titulares 2025: como as empresas estão se adaptando ao novo patamar de exigência

    Introdução 

    O ano de 2025 marca um ponto de virada na relação entre empresas e titulares de dados.
    Segundo dados recentes do Reclame AQUI, mais de 142 mil solicitações de titulares foram registradas apenas no último ano — um aumento de 39% em relação ao período anterior.

    O que antes era visto como uma obrigação legal, agora é um indicador direto de reputação e maturidade organizacional.
    Esse movimento é o centro do Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz em parceria com o Reclame AQUI, que traz um diagnóstico inédito sobre como as empresas estão respondendo ao novo patamar de exigência dos titulares.

    Um novo ciclo de maturidade em Governança de Dados

    A Governança de Dados deixou de ser uma política de compliance isolada para se tornar uma prática transversal, que conecta jurídico, tecnologia, atendimento e reputação corporativa.

    Empresas que respondem rapidamente, com clareza e consistência, ganham vantagem competitiva.
    As que demoram, comprometem a confiança e o valor de marca.

    O Guia 2025 revela que muitas organizações ainda enfrentam dificuldades em estruturar fluxos internos de resposta, mapear titulares e mensurar resultados. Isso demonstra que o desafio não é mais entender a norma — é operacionalizá-la com eficiência e transparência.

    O que mudou no comportamento dos titulares

    Os titulares de dados amadureceram.
    Eles sabem o que podem solicitar, entendem o valor de suas informações e esperam respostas rápidas e personalizadas.

    Além disso, passaram a associar experiência digital e confiança: se uma empresa responde bem a um pedido de acesso, ela é percebida como mais confiável em toda a jornada.

    Esse novo comportamento pressiona as empresas a criarem modelos de resposta centrados no titular — com processos claros, linguagem acessível e canais integrados.

    Impactos diretos para empresas e lideranças

    As lideranças empresariais precisam entender que responder titulares é uma decisão estratégica, não apenas jurídica. O tempo de resposta e a qualidade da interação refletem diretamente na percepção de transparência e na confiança do público.

    O b/luz tem observado, na assessoria a grandes companhias, que a Governança de Dados passou a impactar indicadores de marca, valuation e até retenção de clientes.
    A fronteira entre reputação e regulação nunca foi tão fina.

    O que o Guia de Direitos dos Titulares 2025 revela

    O estudo b/luz + Reclame AQUI mostra:

    • Crescimento expressivo nas solicitações de titulares;
    • Avanço das empresas na estruturação de fluxos de atendimento;
    • Dificuldades na mensuração de maturidade;
    • Adoção gradual de automação e IA;
    • Conexão direta entre governança e reputação digital.

    O Guia foi desenvolvido como uma ferramenta prática e estratégica — que ajuda empresas a avaliar sua maturidade, identificar gargalos e planejar ações.

    Baixe gratuitamente o Guia de Direitos dos Titulares 2025 para entender onde sua organização está e quais passos seguir.

    Próximos passos para as empresas

    1. Mapeie fluxos internos
    Entenda quem responde e em quanto tempo. 

     2. Crie indicadores claros
    Tempo médio de resposta, volume de solicitações, reincidência. 

     3. Automatize o que for possível
    IA pode agilizar sem comprometer transparência. 

    4. Integre áreas
    Jurídico, atendimento e tecnologia devem operar juntos. 

     5. Comunique-se com clareza
    Titulares valorizam respostas compreensíveis. 

    A jornada de Governança de Dados é contínua — e 2025 será lembrado como o ano em que a experiência do titular se tornou o novo termômetro de confiança corporativa.

    Conclusão 

    A Governança de Dados deixou de ser apenas sobre conformidade.
    Hoje, é sobre relacionamento, confiança e valor.  Empresas que tratam o titular como parceiro — e não como obrigação — constroem vantagem competitiva sustentável.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 é o ponto de partida para essa transformação.

    Em Resumo 

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz em parceria com o Reclame AQUI, revela um novo patamar de maturidade corporativa na gestão da privacidade.
    As solicitações de titulares cresceram 39% em um ano, exigindo respostas mais ágeis, transparentes e integradas.
    Empresas que estruturam fluxos internos e integram jurídico, tecnologia e reputação constroem confiança duradoura e vantagem competitiva.
    A Governança de Dados é agora um indicador estratégico de confiança — e não apenas de conformidade legal.

     

  • MPPB ministra palestra em encontro sobre Sistema Nacional de Análise Balística

    MPPB ministra palestra em encontro sobre Sistema Nacional de Análise Balística

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, promotor de Justiça Uirassu Medeiros, participou, na última sexta-feira (24/10), do encontro técnico para debater os avanços do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab) e do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB). O evento foi promovido pela Superintendência Regional da Polícia Federal na Paraíba (SR-PB). 

    O coordenador do CAO Criminal ministrou palestra sobre a importância da prova pericial balística para a aplicação da lei penal, destacando o papel da prova técnica na sustentação da acusação e na formação da convicção do julgador no âmbito do Tribunal do Júri.

    De acordo com promotor Uirassu Medeiros, o propósito do evento foi a troca de experiências de atores que atuam na persecução penal, especificamente relacionado à prova técnica produzida, tanto pela própria Polícia Federal, quanto pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba, e que guarda relação com análise de elementos balísticos identificados em locais de crimes, a partir da verificação de armas de fogo e de munições.

    “Enfim, de que modo esses elementos balísticos contribuem na formação do convencimento  de integrantes do Poder Judiciário, ou seja, de juízes togados, quanto também de juízes leigos no Tribunal do Júri, em que medida esse tipo de elemento probatório colabora na obtenção de resultados práticos da atuação do Ministério Público como titular da ação penal. Então, basicamente, o evento teve esse propósito de apresentar os avanços já alcançados pelos órgãos responsáveis pela realização dessa atividade pericial e como isso tem repercutindo no trabalho de outras instituições, a exemplo do Ministério Público como titular da ação penal”.

    Conforme informações da PF, o encontro teve como objetivo expor as características operacionais do Sinab e do BNPB, apresentar os resultados obtidos desde a implantação no país e no estado da Paraíba, além de aprimorar a integração operacional e pericial para padronizar os procedimentos de encaminhamento de vestígios e padrões para cadastro no banco.

    Além da importância da prova pericial balística para a aplicação da lei penal, foram debatidos no evento temas como as características e resultados do Sinab e do Banco Nacional de Perfis Balísticos, as aplicações práticas e correlações realizadas no âmbito da Paraíba, além da análise de casos de integração dos sistemas em investigações de homicídios.

    O Sinab foi instituído pelo Decreto nº 10.711/2021 e integra todas as unidades da Federação e a Polícia Federal, permitindo a comparação automática de projéteis e estojos coletados em cenas de crime ou apreendidos de armas, para identificar se foram disparados pela mesma arma de fogo. Já o BNPB é o banco de dados onde esses perfis são armazenados e comparados, possibilitando correlacionar crimes, elucidar a autoria e auxiliar no planejamento de políticas públicas de segurança.

    Com Ascom/APCF