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  • Coinju promove série de atividades para fortalecer rede de proteção à criança e ao adolescente

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    Coinju promove série de atividades

    O uso de telas na primeira infância, o poder da arte como ferramenta para educação em direitos e a formação de magistrados(as) e servidores(as) para atuarem no depoimento especial. Todos esses temas estão em evidência na programação do mês da criança preparada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). 

    Entre as ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ está a produção de um podcast onde será debatido o tema ‘Os efeitos do uso de telas na primeira infância: riscos, limites e oportunidades’. A conversa buscará orientar pais, cuidadores e profissionais sobre como a tecnologia impacta o desenvolvimento cerebral, social e emocional das crianças de 0 a 6 anos. O podcast vai ao ar dia 17 de outubro, às 9h.

    No dia 23, a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) realiza o ‘Curso de formação em depoimento especial’, voltado para magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário.

    Já no dia 24, será a vez de uma imersão no mundo das artes e dos direitos. A ação ‘Manhã de arte e direito na Esma’, combina a apreciação artística com a expressão criativa, incentivando as crianças a refletirem e se manifestarem sobre seus próprios direitos. A atividade será promovida a partir das 8h30 e terá um tour guiado, oficina de desenho em Mangá e uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelas crianças participantes.

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    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    Programação ilimitada – A juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, destacou que a programação para o mês da criança não é uma ação pontual e que o Coinju estende a discussão em torno da garantia de direitos às crianças e aos adolescentes por todos os dias do ano. 

    “Nosso propósito é dar continuidade a esse movimento, tornando-o parte do cotidiano do Judiciário e da rede de proteção. Queremos que essas iniciativas ultrapassem o mês da criança e se consolidem como práticas duradouras, alinhadas ao planejamento da Coordenadoria e ao fortalecimento da política de garantia de direitos”, destacou a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Mês da Criança – As ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ foram iniciadas com o lançamento da a cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência, na quarta-feira (08). 

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Por Nice Almeida

     

  • Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol

    Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol

    O Ministério da Saúde enviou, nesta quinta-feira (9), uma nota técnica aos estados e municípios com orientações atualizadas sobre o atendimento e a notificação de casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O documento atualiza os critérios para confirmação dos casos e detalha o fluxo de análise laboratorial, os procedimentos para solicitação de insumos e a notificação imediata ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

    A principal orientação está na definição de casos de intoxicação por metanol. Agora, a confirmação de caso com indicação de tratamento é baseada no histórico de ingestão de bebida alcoólica, no quadro clínico e em achados laboratoriais compatíveis. Para casos suspeitos, passa a ser considerado o período de persistência ou piora dos sintomas entre 6 e 72 horas após a ingestão.

    O documento também traz definições de casos confirmados, descartados e em investigação. Além disso, orienta sobre o fluxo de análise laboratorial dos exames, os procedimentos para solicitação de insumos e as regras para notificação imediata aos CIEVS estaduais, que devem informar o CIEVS Nacional por meio do Disque-Notifica (0800-644-6645) e do e-Notifica (notifica@saude.gov.br). Mesmo com a notificação imediata, o registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação continua sendo obrigatório.

    Fluxo laboratorial

    A definição do laboratório responsável pelas análises deve ser feita por cada estado, com prioridade para os laboratórios da rede Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) ou os da Polícia Científica. Nos casos em que o estado não tiver capacidade para realizar as análises, as amostras devem ser enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do estado, que vai encaminhar o material para o CIATox-Campinas. Até o momento, 21 estados possuem fluxo definido para o encaminhamento e análise das amostras.

    O Brasil conta com 32 CIATox, centros de referência em toxicologia para orientação, diagnóstico e manejo de intoxicações, além de apoio à toxicovigilância e à ingestão de risco químico. Os estados que não têm CIATox, podem usar gratuitamente o serviço Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001.

    Para reforçar a rede laboratorial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ampliação da capacidade de análise de casos suspeitos. Com o apoio do laboratório da Unicamp, em São Paulo, passam a ser realizados até 190 testes por dia, reforçando a capacidade de resposta e o tratamento dos pacientes.

    Antídotos

    O Brasil recebeu, nesta quinta-feira (9), um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol. A compra é inédita, e a distribuição já foi iniciada, com 1,5 mil unidades enviadas aos estados. São Paulo foi o primeiro a receber 288 unidades do medicamento, em razão do elevado número de casos.

    Os demais estados com ocorrências suspeitas também receberão o antídoto: Pernambuco (68 unidades), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Mato Grosso do Sul (20), Piauí (24), Espírito Santo (28), Goiás (52), Acre (16), Paraíba (28) e Rondônia (16). Em seguida, a distribuição será ampliada para todo o país, garantindo o abastecimento em todas as regiões. Permanecerão no estoque estratégico do Ministério da Saúde 1.000 ampolas.

    O ministério também enviou mais de 1,4 mil unidades de etanol farmacêutico — outro antídoto usado para reduzir a gravidade da intoxicação por metanol — a 11 estados: Acre (30), Alagoas (60), Bahia (90), Ceará (120), Distrito Federal (90), Goiás (75), Mato Grosso do Sul (60), Paraná (360), Pernambuco (480), Rio Grande do Sul (60) e Rio de Janeiro (60).

    Sinais e sintomas

    Os sintomas por esse tipo de intoxicação podem demorar de 6 a 72 horas para aparecer. Fique atento se você ou alguém próximo apresentar:

    • Sintomas iniciais: Sensação de embriaguez que não passa, acompanhada de náuseas, vômitos, dor abdominal forte ou desconforto gástrico.
    • Sintomas neurológicos: Dor de cabeça, tontura e confusão mental.

    Ao apresentar qualquer um desses sintomas, especialmente alterações visuais, após a ingestão de bebida alcoólica procure imediatamente o serviço de emergência mais próximo.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Assembleia ouve demandas de professores da UEPB em audiência pública

    Notícias

    Publicado em 10 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta sexta-feira (10), audiência pública com o objetivo de ouvir as demandas de professores da Universidade Estadual da Paraíba UEPB. A discussão proposta pela deputada Cida Ramos, solicitada pela dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB), reuniu funcionários e estudantes da instituição com o objetivo de articular junto ao Governo do Estado medidas que possam contribuir com o fim da paralisação das atividades.

    A paralisação dos docentes da UEPB teve início no dia 18 de setembro. Entre as reivindicações, os professores solicitam o repasse retroativo das progressões funcionais, melhoria nas condições de trabalho, assim como, a realização de concurso público. Representando o Poder Legislativo, a deputada Cida ouviu as demandas apresentadas pelos docentes e destacou a relevância da UEPB para o ensino superior do Estado. Para a parlamentar, é fundamental que a ALPB esteja envolvida nas negociações para que as aulas sejam retomadas na instituição.

    “Nós estamos hoje aqui para discutir essa situação, encontrar alternativas para uma mediação com o governo do Estado ante a greve que se realiza, na qual perdem os estudantes, servidores, professores e, sobretudo, a sociedade paraibana. Então, nós estamos aqui para reafirmar nosso compromisso como professora, como educadora, como presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para mediar alguma solução”, declarou a parlamentar.

    Presidente da Comissão de Educação da Assembleia, Cida propôs ainda a inclusão da Comissão de Orçamento da Casa de Epitácio Pessoa, assim como, dos deputados da bancada federal da Paraíba, no debate relacionado à situação financeira da UEPB. “Acho importante a reunião com os deputados federais e senadores para que possamos ter ação conjunta, um olhar de todos para a UEPB”, afirmou deputada Cida Ramos.

    A presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (ADUEPB), professora Elisabeth Vale, destacou que a principal reivindicação da categoria é a recomposição do orçamento da UEPB. Durante a audiência, Elisabeth reivindicou também a realização de concurso público para novos docentes, a convocação dos aprovados em cadastro de reserva e o pagamento retroativo das progressões funcionais, que, segundo ela, somam um passivo superior a R$ 75 milhões apenas entre 2018 e 2023.

    Para a professora, a Assembleia tem um papel estratégico como mediadora no diálogo entre a Universidade e o Poder Executivo. “Esperamos que a Assembleia, com o apoio da deputada Cida Ramos e do presidente Adriano Galdino, possa intermediar uma conversa direta com o governo do Estado para que possamos avançar nas negociações”, destacou. Segundo a professora, o objetivo da categoria é construir, junto ao governo, um acordo de curto, médio e longo prazo que garanta a recomposição orçamentária e o fim da greve.

    Representando o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), professor Josevaldo Cunha destacou a gravidade da crise financeira enfrentada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e reforçou a importância da mobilização docente. Ele avaliou que o diálogo proposto pelo Legislativo deve intermediar as discussões com o Executivo para que sejam mantidas as negociações com os docentes em greve.

    “Nós esperamos que esse Parlamento acolha e venha ao encontro da greve no sentido do Governo do Estado montar uma mesa de negociação para que se discutam as questões de curto, médio e longo prazo, para além do pagamento retroativo, como pautas relacionadas à carreira, alçamento, autonomia e outras questões importantes. A gente espera que essa audiência pública de hoje favoreça o pleito junto ao Governo do Estado”, afirmou Josevaldo Cunha.

    Os paraibanos podem acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • Bebidas adulteradas: MP-Procon emite recomendação a estabelecimentos e hospitais

    Bebidas adulteradas: MP-Procon emite recomendação a estabelecimentos e hospitais

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon) — integrando a Diretoria-Geral, a Diretoria Regional e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor (CAO-Consumidor) —, expediu recomendação conjunta voltada à cadeia de fornecimento de bebidas alcoólicas e às unidades privadas de saúde, com o objetivo de prevenir casos de intoxicação por metanol e proteger a saúde dos consumidores paraibanos.

    O documento é assinado pelo diretor-geral do MP-Procon, promotor de Justiça Francisco Bergson Gomes Formiga Barros; pelo vice-diretor-geral, promotor Adrio Nobre Leite; pelo diretor regional, promotor Osvaldo Lopes Barbosa; e pelo coordenador do CAOP-Consumidor, procurador de Justiça Sócrates da Costa Agra.

    Estabelecimentos devem comprovar origem das bebidas

    De acordo com a recomendação do MPPB, bares, restaurantes, supermercados, distribuidores e promotores de eventos somente devem comercializar bebidas destiladas com rótulo, registro e Nota Fiscal eletrônica (NF-e) válidos, abstendo-se de adquirir produtos de origem duvidosa ou sem comprovação fiscal.

    O promotor Francisco Bergson Formiga destacou que a medida reforça o compromisso institucional com a defesa da vida e com as metas da Agenda 2030 da ONU, especialmente a ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e a ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis): “Não podemos permitir que bebidas adulteradas com metanol sejam colocadas à venda. Os estabelecimentos têm obrigação legal de verificar a procedência, exigir nota fiscal válida e adquirir produtos apenas de fornecedores regularmente registrados. A fiscalização da origem e da documentação é tão importante quanto a análise da qualidade do produto, pois combate o comércio clandestino e garante segurança ao consumidor. Essa atuação preventiva está em harmonia com os objetivos de desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que protege a saúde pública e promove práticas de consumo seguras e responsáveis”, afirmou o diretor-geral do MP-Procon.

    O diretor regional, promotor Osvaldo Lopes Barbosa, acrescentou que a atuação será conjunta com as vigilâncias sanitárias e os Procons, no modelo da Rede Consumo Seguro e Saúde (RCSS/ANVISA): “Nossas equipes realizarão inspeções em bares, depósitos e distribuidoras, atuando conjuntamente com as vigilâncias sanitárias e os Procons, como determina a Rede Consumo Seguro e Saúde, para identificar, recolher e retirar do mercado bebidas suspeitas de adulteração.”

    Hospitais e unidades de saúde devem notificar casos suspeitos

    A recomendação também estabelece que hospitais, clínicas e unidades de saúde privadas cumpram rigorosamente o dever de notificar semanalmente os casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol, conforme dispõe a Portaria GM/MS nº 6.734/2025.

    De acordo com os promotores do MP-Procon, essa comunicação, que é uma obrigação técnica e legal, tem papel essencial para orientar a atuação articulada entre os órgãos públicos, porque permite mapear a ocorrência dos casos e subsidiar a atuação coordenada das Vigilâncias Sanitárias, do Ministério Público e dos demais órgãos de controle. Cada registro é uma fonte de informação que orienta a adoção de medidas de prevenção e resposta.

    Classificação técnica: falsificação, adulteração ou clandestinidade

    A recomendação do MPPB reforça, ainda, a necessidade de precisão técnica na comunicação pública dos casos, distinguindo se a ocorrência envolve falsificação, adulteração de produto regular ou fabricação e comercialização clandestina.

    O procurador de Justiça Sócrates da Costa Agra, coordenador do CAOP-Consumidor, explicou que essa diferenciação aperfeiçoa o fluxo de informações entre os órgãos públicos e assegura maior clareza à sociedade: “A clareza sobre a natureza da irregularidade evita pânico social e assegura que o consumidor receba informação correta e verificada. Essa abordagem técnica fortalece a cooperação institucional e contribui para respostas mais eficientes e coordenadas.”

    Atuação integrada é diferencial da Paraíba

    O MPPB também oficiou a Agevisa/PB, as Vigilâncias Sanitárias de João Pessoa e Campina Grande, a Secretaria de Estado da Saúde, a Secretaria da Fazenda, a Polícia Civil, a Secretaria da Agricultura e Pesca, o Procon/PB e os Procons Municipais, reforçando o compromisso de uma atuação articulada e contínua. “A situação exige respostas técnicas e coordenadas. A recomendação do MPPB foi construída com base em dados, critérios sanitários e instrumentos jurídicos precisos, buscando não apenas reagir ao problema, mas estabelecer um padrão de atuação mais estratégico e integrado. Essa abordagem reforça a cooperação entre as instituições e traduz o compromisso do Ministério Público com a defesa da saúde coletiva e da segurança do consumidor”, concluiu o diretor-geral do MP-Procon.

     

  • MPPB instaura procedimento para averiguar segurança em equipamentos públicos de JP

    MPPB instaura procedimento para averiguar segurança em equipamentos públicos de JP

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou procedimentos para acompanhar as condições de segurança de espaços públicos municipais e estaduais localizados em João Pessoa. Os procedimentos foram instaurados pela 46ª promotora de Justiça da Capital, Fabiana Lobo, que atua na defesa da cidadania e direitos fundamentais. São alvos de acompanhamento os equipamentos públicos: Espaço Cultural, Vila Olímpica e cinco ginásios: Odilon Ribeiro Coutinho, Hermes Taurino da Silva, Ivan D’Angelo Cantizany, Padre Hildon Bandeira e Ronaldo Cunha Lima (“Ronaldão”).

    A promotora de Justiça já oficiou o Corpo de Bombeiros para que fizesse inspeções nesses locais. Segundo ela, o órgão já apresentou relatório de vistoria realizada no último dia 2 no Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Lá foram constatadas irregularidades em algumas caixas de hidrante (que não estavam com mangueiras funcionais por estarem sem as conexões), a necessidade de manutenção na bomba de combustão e de treinamento dos brigadistas, vez que os certificados estavam vencidos.  

    Fabiana Lobo explicou que o Corpo de Bombeiros lavrou laudo técnico de vistoria e deu prazo de 30 dias para que o Espaço Cultural providenciasse as adequações. A promotora de Justiça determinou que o órgão faça nova inspeção para averiguar se as irregularidades foram corrigidas. O novo relatório deverá ser enviado à promotoria de Justiça, que aguarda também o relatório das vistorias solicitadas nos demais equipamentos públicos estaduais e municipais de João Pessoa. 

  • AGORA É LEI: Paraíba terá funcionamento dos bancos de leite 24 horas por dia

    Notícias

    Publicado em 10 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou e o governador João Azevêdo sancionou a Lei 13.982/2025, que torna obrigatória a manutenção ininterrupta de Bancos de Leite Humano (BLH) e Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) em todas as maternidades gerenciadas pelo Estado. De autoria presidente da Casa, deputado Adriano Galdino, a proposta determina que essas unidades funcionem 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo que mães e recém-nascidos tenham acesso ao leite materno a qualquer momento. O texto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (10).

    A Lei estabelece que os BLHs serão responsáveis pela coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano, enquanto os PCLHs, vinculados a um banco de leite, atuarão exclusivamente na coleta. A Lei também prevê que as maternidades assegurem recursos físicos, materiais e humanos necessários para o funcionamento adequado, seguindo regulamentações nacionais como a RDC nº 171/2006 da Anvisa.

    “Infelizmente, nem todas as mães conseguem amamentar logo após o parto. Nosso objetivo é que nenhum bebê deixe de receber leite materno por falta de funcionamento de um banco de leite”, ressaltou Adriano Galdino.

    A iniciativa também busca reduzir a morbidade e a mortalidade infantil, fortalecendo a rede de apoio ao aleitamento materno e ampliando a conscientização de mães e familiares. A Lei estabelece penalidades, incluindo multas, para o descumprimento das regras, e autoriza a atuação de órgãos competentes e do Ministério Público na fiscalização.

    Para Galdino, a medida representa um investimento direto na saúde pública. “O funcionamento ininterrupto garante que as demandas sejam atendidas sem atrasos, independentemente da hora. Estamos falando de salvar vidas de crianças que precisam desse alimento com urgência”, destacou.

    Para o parlamentar, a promulgação reflete o compromisso do Legislativo estadual com a proteção materno-infantil. “A amamentação é um ato de amor e também de saúde pública. Ao garantir estrutura e funcionamento contínuo, damos um passo importante para que esse direito seja assegurado a todos os bebês da rede estadual”, disse.

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  • PGJ participa da 5ª Reunião Extraordinária do CNPG no Espírito Santo

    PGJ participa da 5ª Reunião Extraordinária do CNPG no Espírito Santo

    O procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, participou da 5ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), realizada nesta quinta-feira (09/10). O encontro ocorreu em Vitória, no Espírito Santo, paralelamente ao IV Congresso Estadual de Membros do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), reunindo autoridades do Ministério Público de todo o país. 

    Leonardo Quintans falou sobre a importância do encontro. “Foi reunião muito importante para o colegiado dos procuradores-gerais, que se debruçou sobre diversos temas de interesse do Ministério Público Brasileiro, como a reforma administrativa e outras matérias, alinhando estratégias de atuação, tanto de atuação no dia a dia das Procuradorias-Gerais como em relação aos temas nacionais que estão sendo discutidos no MP em todo país”.

    A reunião foi conduzida pelo presidente do CNPG e procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur. O evento teve como objetivo discutir pautas institucionais e o fortalecimento da atuação do Ministério Público.

    Entre os itens da pauta, os participantes acompanharam a apresentação de proposta do Grupo Nacional de Controle Externo da Atividade Policial (GNCEAP) para a capacitação das forças policiais e demais instituições, com foco na redução da letalidade e da violência policial. Os detalhes sobre a iniciativa foram apresentados pelo presidente do grupo, procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira. 

    Também formalizaram a aprovação da Nota Técnica da Comissão Permanente da Infância e da Juventude (COPEIJ), que se posiciona sobre o Projeto de Lei nº 1.473/2025. A proposta legislativa prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relacionadas às medidas de internação de adolescentes em conflito com a lei.

    O presidente do Grupo de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (GNDOET), procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, trouxe informações sobre a atuação do CNPG na temática, destacando a importância do trabalho para garantir que as leis fiscais sejam devidamente cumpridas e que a arrecadação de tributos ocorra de forma transparente e eficiente. 

    Homenagem

    Durante a reunião, Georges Seigneur foi homenageado com a entrega da Comenda Medalha do Mérito do Ministério Público, em reconhecimento à sua atuação e contribuição para o fortalecimento do Ministério Público brasileiro.

    A honraria foi conferida quando Georges Seigneur ainda não era presidente do CNPG, a partir da Resolução n.º 04, de 16 de abril de 2024, do Colégio de Procuradores de Justiça (COPJ), durante a gestão da então procuradora-geral de Justiça do MPES, Luciana Ferreira Gomes de Andrade. Ao justificar a concessão da comenda, ela ressaltou o papel fundamental desempenhado pelo procurador-geral de Justiça do MPDFT na defesa dos interesses institucionais do MP em âmbito nacional.

    A Medalha do Mérito do Ministério Público é destinada a reconhecer personalidades e instituições cujos méritos e serviços tenham contribuído de forma relevante para o fortalecimento da instituição ou para o benefício da sociedade.

    Com Ascom/MPES

  • NGC promoverá curso avançado de IA Generativa; inscrições começam na 2ª feira

    NGC promoverá curso avançado de IA Generativa; inscrições começam na 2ª feira

    Formação é destinada a membros do MPPB que tenham nível intermediário de formação em IA

    Começa, na próxima segunda-feira (13/10), o prazo de inscrição para o Curso Avançado de Inteligência Artificial Generativa, que será realizado nos dias 3, 10 e 18 de novembro, no turno da manhã, em formato on-line. O curso é uma iniciativa do Núcleo de Gestão do Conhecimento do Ministério Público da Paraíba (NGC/MPPB), em parceria com o time de Inteligência Artificial da Diretoria de PLD do Banco Itaú. 

    Vinte vagas estão sendo disponibilizadas. Podem participar membros do MPPB com nível intermediário de conhecimento em IA, requisito imprescindível para o adequado aproveitamento da formação. As inscrições vão até o dia 17 de outubro e devem ser feitas por meio de preenchimento de formulário eletrônico (clique AQUI). 

    De acordo com a secretária de Planejamento e Gestão do MPPB, a promotora de Justiça Ana Maria França, caso o número de inscritos supere o número de vagas disponibilizadas, o NGC, com o apoio da Seplag, fará um sorteio para definir os participantes. 

    Segundo o NGC, a iniciativa tem como objetivo o aprofundamento teórico e prático em Inteligência Artificial Generativa, com foco especial na concepção e utilização de agentes inteligentes em contextos institucionais, superando a mera elaboração de peças textuais. 

    A participação na formação não ensejará certificação pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf/MPPB). Para garantir que as vagas sejam destinadas a membros e membras efetivamente aptos a acompanhar o conteúdo avançado, os inscritos receberão previamente um questionário de aferição de habilidades, estruturado em seis seções temáticas (fundamentos conceituais; engenharia de prompt; aplicações práticas e integração; avaliação crítica e curadoria de saídas; ética, segurança e conformidade e capacidade analítica e reflexiva).

  • TJPB destaca entendimento sobre Tabela Price e juros compostos em execução de sentença

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    Juiz convocado Manuel Maria Antunes, relator do processo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba firmou entendimento relevante no âmbito do Direito Bancário e Processual Civil ao julgar a Apelação Cível nº 0812670-98.2016.8.15.2001, proveniente da 10ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa. A Terceira Câmara Cível, por unanimidade, manteve a sentença que homologou os cálculos da Contadoria Judicial com base na Tabela Price (Sistema Francês de Amortização), reconhecendo-a como metodologia legítima e compatível com a incidência de juros compostos.

    O relator do processo, juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, destacou que o uso da Tabela Price não viola a coisa julgada nem contraria o regime de capitalização de juros previsto contratualmente, ao contrário do que sustentava a parte apelante. O entendimento, que contou com o respaldo técnico da Contadoria Judicial e apoio em literatura especializada, reforça a segurança metodológica na liquidação de sentenças envolvendo contratos financeiros.

    “A Tabela Price, em sua própria estrutura matemática, incorpora a capitalização de juros, configurando um método legítimo para a quantificação de valores em regime composto”, afirmou o relator no voto.

    O processo teve origem em ação declaratória proposta por uma consumidora contra instituição financeira, visando à restituição dos juros remuneratórios incidentes sobre tarifas bancárias declaradas abusivas. Após o trânsito em julgado, o cumprimento de sentença gerou divergência quanto aos valores devidos.

    A executada apresentou impugnação e o Juízo de primeiro grau determinou a remessa dos autos à Contadoria Judicial do TJ/PB, que elaborou cálculo técnico com base na taxa contratual de 1,67% ao mês, aplicando a Tabela Price para apurar o montante devido. O órgão concluiu pela plena quitação da obrigação após o depósito judicial efetuado.

    Inconformada, a exequente interpôs apelação alegando, entre outros pontos, intempestividade da impugnação e violação à coisa julgada, sob o argumento de que a Tabela Price não refletiria os “juros compostos” fixados no título executivo.

    Ao rejeitar as alegações recursais, o relator ressaltou que a Contadoria Judicial atua como órgão técnico imparcial, cujos cálculos gozam de presunção relativa de veracidade. A simples discordância da parte, sem demonstração objetiva de erro material, não é suficiente para afastar o trabalho técnico do setor especializado.

    Em relação à metodologia, o voto destaca que a Tabela Price não se contrapõe aos juros compostos, mas é, na verdade, a forma de operacionalizá-los. A fórmula matemática que define as prestações constantes (R = P × [i(1+i)^n]/[(1+i)^n – 1]) evidencia que a taxa de juros incide de forma exponencial, incorporando os juros anteriores ao saldo devedor remanescente.

    O relator citou, inclusive, o engenheiro e parecerista jurídico-financeiro Prof. Gilberto Melo, autor de artigo técnico que demonstra a equivalência entre a Tabela Price e o regime de capitalização composta.

    “A Tabela Price contempla juros compostos, ou seja, juros sobre juros, configurando o anatocismo. A melhor forma de testar essa assertiva é trazer todas as parcelas a valor presente pela fórmula de juros compostos — chegando-se, assim, ao valor do capital cedido.” (Artigo disponível em: . Acessado: 06/10/2025).

    A decisão também remeteu a precedentes do próprio Tribunal, a exemplo do Agravo de Instrumento nº 0824204-47.2024.8.15.0000, da Quarta Câmara Cível, relatado pelo Desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, no qual se assentou que “a mera discordância com a utilização da Tabela Price, que emprega juros compostos, não demonstra ofensa ao título executivo ou à coisa julgada”.

    O voto ressalta, ainda, que a coisa julgada incide sobre o dispositivo da sentença e sobre os fundamentos essenciais ao julgamento, não abrangendo alegações ou planilhas anteriores que não tenham sido expressamente homologadas. Assim, a atuação da Contadoria Judicial, ao aplicar a Tabela Price para quantificar juros em regime de capitalização, atendeu fielmente ao comando sentencial e ao contrato subjacente, sem rediscutir o mérito da condenação.

    “Os cálculos oficiais visaram à fiel execução do título judicial e não à sua modificação. A simples discordância da parte não caracteriza violação à coisa julgada”, afirmou o relator.

    O colegiado também reafirmou que o depósito espontâneo parcial não inicia, por si só, o prazo para impugnação ao cumprimento de sentença, que se conta a partir da intimação formal para pagamento voluntário, conforme interpretação dos artigos 523 e 525 do Código de Processo Civil.

    Gecom-TJPB

     

     

  • Poder Judiciário paraibano participa de Conferência Estadual sobre Direitos Humanos

    Foto do desembargador Eduardo Lisboa
    Desembargador Eduardo Lisboa representou o TJPB no evento

    ‘Por um Sistema Nacional de Direitos Humanos: consolidar a democracia, resistir aos retrocessos e avançar na garantia de direitos para todas as pessoas’, este foi o tema da 5ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba, que ocorreu nesta quinta-feira (09). O desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa compôs a mesa de abertura, representando o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho. 

    O evento, que aconteceu no auditório do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reuniu representantes de diversos setores, como o Sistema de Justiça, movimentos sociais, pastorais, estudantes e a sociedade civil. A iniciativa foi do Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba e teve por objetivo a discussão e fortalecimento da Política Nacional dos Direitos Humanos. 

    O desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa ressaltou a importância da igualdade e a proteção dos direitos humanos. Ele enfatizou a ideia de que, apesar das pequenas diferenças que existem entre as pessoas, todas são, fundamentalmente, iguais. Segundo pontuou, isso é essencial, pois, em uma sociedade democrática e justa, não deve haver discriminação com base em fatores como raça, gênero, classe social ou qualquer outra característica.

    Foto da mesa com as autoridades
    O evento aconteceu na UFPB

    “A participação do Poder Judiciário, nesse contexto, é realmente significativa, pois o Tribunal tem a função de assegurar que os direitos de todos sejam respeitados e, ao mesmo tempo, aprender com as experiências de outras instituições e eventos que discutem essas questões. Somos todos iguais, oriundos de uma mesma ética, da mesma raça humana, com algumas pequenas diferenças como existe em qualquer sociedade”, salientou o desembargador Carlos Eduardo Leite.

    Já o presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba, José Alexandre Guedes, enfatizou a relevância do Poder Judiciário na defesa dos direitos humanos. “Como integrante do sistema de Justiça, o Judiciário tem papel fundamental como garantidor da Constituição e das leis, essencial para a democracia, além de assegurar os direitos dos cidadãos, a execução de políticas públicas e a preservação dos direitos humanos”, evidenciou.

    Por Lila Santos 

    Fotos: Ednaldo Araújo e Carlos Augusto / UFPB