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  • MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba, promotora de Justiça Cláudia Cabral Cavalcante, participou, nesta terça-feira (07/10), da solenidade de assinatura do decreto de criação da Unidade de Conservação de Proteção Integral – o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, pelo governador João Azevêdo. A iniciativa tem o objetivo de proteger o sítio arqueológico de arte rupestre, possibilitar a realização de pesquisas científicas e promover o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental.

    A promotora Cláudia Cabral celebrou a assinatura do termo de criação do Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá. “É uma satisfação testemunhar esse ato de transformação em uma unidade de conservação porque fui promotora de Ingá por mais de 20 anos e já fizemos pesquisa no local”, comentou.  

    Segundo a coordenadora do CAO, esse ato, além de proteger as formações rochosas, também abre caminho para o desenvolvimento de pesquisas científicas, investimentos em infraestrutura local, preservação ambiental com status oficial, preservação da vegetação nativa, ações de educação patrimonial e o turismo sustentável. Esse patrimônio arqueológico teve como primeiro instrumento de proteção termo de ajustamento de conduta firmado no ano de 2012 pela promotora de Justiça, Cláudia Cabral, à época promotora de Defesa do Meio Ambiente de Ingá. 

    Ações

    Na unidade de conservação também serão realizadas ações para garantir a conservação da biodiversidade e assegurar a mitigação de carbono atmosférico (CO2); proteger áreas e biomas da Caatinga e Mata Atlântica, contribuindo para a preservação e a restauração da diversidade deste ecossistema natural; e conservar trecho do Rio Ingá, preservando os recursos hídricos utilizados pelas comunidades do Agreste Paraibano.  

    Conforme informações do Governo do Estado serão executadas obras orçadas em mais de R$ 29,3 milhões no local, por meio da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). O local contará com espaço de recepção, conscientização e exposição, lojas de souvenir, sala multiuso para atividades educacionais de conscientização, sala dos pesquisadores, alojamentos feminino e masculino, restaurante, laboratório, sala de exposição permanente, dentre outros ambientes.  

    Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou a importância da ação para a preservação ambiental e turismo sustentável. “Essa é uma intervenção grandiosa e definitiva que iremos realizar com recursos próprios para dotar de toda a infraestrutura o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, que passará a receber turistas internacionais e nacionais com todo conforto, além de promover a preservação com controle e fiscalização. Já autorizamos a Suplan a publicar o edital de licitação e estamos muito felizes de garantir essa transformação tão esperada”, frisou.  

    A secretária do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, destacou que a iniciativa representa um marco para a preservação e desenvolvimento sustentável da unidade de conservação. “Além da preservação que a gente garante por Lei, nós teremos a capacidade de atrair mais turistas em um local que tem uma riqueza muito grande e as pessoas precisam conhecer porque faz parte da história da humanidade. O governador vai fazer uma grande obra para que tenhamos as condições de receber os visitantes do Brasil e do mundo porque o que temos na região é singular”, falou.  

    O prefeito de Ingá, Jan de Manoel da Lenha, agradeceu ao governador por assegurar um investimento que irá impulsionar a economia do município. “Como cidadão e prefeito que vem acompanhando há muito tempo essa luta, eu agradeço ao governador por essa iniciativa grandiosa que vai colocar Ingá em um outro patamar. Esse é um monumento intrigante e que tem recebido o reconhecimento do governo”, disse.  

    Estiverem presentes o vice-governador Lucas Ribeiro; o secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga; a secretária do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas; o secretário executivo do Desenvolvimento Sustentável, Radomécio Leite; o diretor técnico da Suplan, Luiz Rabelo; a  diretora executiva do Iphaep, Tânia Queiroga; e a  diretora executiva-financeira da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Elisete Andreoli.

    Com informações e fotos da Secom/PB

  • MP-Procon de CG promove reunião para tratar da venda de bebidas alcoólicas

    MP-Procon de CG promove reunião para tratar da venda de bebidas alcoólicas

    A Diretoria Regional do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba se reuniu, nesta quarta-feira (08/10), com representantes do Município de Campina Grande, de órgãos da Segurança Pública, Ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária Municipal, Procon Municipal, do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Campina Grande e Interior da Paraíba e de estabelecimentos comerciais para tratar da venda de bebida alcoólica e das recentes notícias acerca da contaminação por metanol.

    A audiência foi realizada no auditório da sede do MPPB em CG e presidida pelo diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa.  A reunião foi realizada com base no envio da recomendação pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor. 

    Na reunião, foi apresentada essa recomendação para que a Vigilância Sanitária, Procon Municipal e outros órgãos realizem fiscalização rigorosa, de forma preventiva e repressiva (com apoio da segurança pública, quando necessário), e anteriormente aos eventos agendados em Campina Grande, com avaliação das bebidas que serão comercializadas. Ainda foi recomendado que, em caso de identificação de bebidas sem notas fiscais, seja feito o recolhimento e apreensão de forma necessária e técnica, para posterior averiguação.

    Ainda na reunião, o promotor Osvaldo Lopes explicou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê que é direito básico do consumidor a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos.

    O diretor regional também explanou a Nota Técnica 03/2025 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que recomenda uma série de medidas a serem observadas pelos estabelecimentos comerciais (bares, restaurantes, depósitos de bebidas e congêneres) na aquisição, recebimento, armazenamento de bebidas alcoólicas bem como apresenta os sinais de adulteração que podem ser detectados.

    Essas ações fazem parte do Procedimento Administrativo instaurado pelo MP-Procon de Campina Grande para acompanhar a adoção de medidas preventivas e repressivas por parte da cadeia de produção e, especialmente de comercialização, como bares, restaurantes e supermercados, em razão da crise sanitária atualmente vivenciada no Brasil,

    decorrente da proliferação de bebidas potencialmente contaminadas pela substância química metanol, que causa distúrbios graves na saúde, levando inclusive à morte.

    Outra providência adotada foi o envio de ofício circular aos promotores de Justiça que atuam na área de jurisdição do MP-Procon de Campina Grande em que o órgão se coloca à disposição para fornecer apoio técnico e jurídico no âmbito das fiscalizações a serem realizadas nos órgãos de execução, em caso de eventual necessidade.

  • “Operação Retomada”: MPPB denuncia três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro

    “Operação Retomada”: MPPB denuncia três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia em face do juiz Glauco Coutinho Marques; do filho dele, o médico Diego Otávio Melo Coutinho, e do advogado Adão Soares de Sousa, pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa qualificadas (previstos nos artigos 317, parágrafo 1º, e 333, parágrafo único, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, parágrafo 1º, I e II, da Lei nº 9.613/1998). 

    A denúncia (Processo 0817859-31.2025.8.15.0000) é um desdobramento da “Operação Retomada”, cuja investigação foi conduzida, por delegação, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e na qual foi constatada a existência de uma sofisticada organização criminosa voltada à manipulação do Sistema de Justiça no Estado da Paraíba para obtenção de vantagens financeiras ilícitas.

    De acordo com o Gaeco, o esquema criminoso operava mediante a criação e utilização de diversas associações que, embora formalmente constituídas, funcionavam como veículos para a prática de fraudes em larga escala, por meio de decisões judiciais liminares que determinavam a exclusão de registros negativos em cadastros de proteção ao crédito, possibilitando que inadimplentes voltassem a obter crédito sem a quitação dos débitos; a suspensão irregular de descontos de empréstimos consignados em contracheques, ampliando artificialmente a margem consignável; a reativação ilegítima de créditos expirados em programas de fidelidade; e até mesmo a concessão clandestina de empréstimos a aposentados e pensionistas, posteriormente mascarados como “contribuições associativas”, com homologação judicial em comarcas manipuladas.

    Mercantilização da jurisdição

    A investigação aponta como principal articulador do esquema no Poder Judiciário da Paraíba o denunciado Glauco Coutinho Marques, juiz titular da Vara Única da Comarca de Gurinhém, que foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

    O esquema consistia na concessão sistemática, por parte do magistrado, de decisões favoráveis às associações de advogados ligadas à organização criminosa. “Sua atuação caracterizava-se por celeridade atípica – decisões proferidas minutos após a distribuição dos processos -, muitas vezes em segredo de justiça, sem fundamento legal, e sem a participação do Ministério Público em casos específicos”, diz a denúncia.

    Segundo o Gaeco, ficou comprovado que documentos judiciais, como ofícios e até minutas de decisões, eram elaborados externamente por escritório de advocacia pertencente a um dos advogados investigados na operação, e que a atuação ilícita do magistrado abrangia também ações individuais e empresariais de grande vulto financeiro de interesse dos advogados investigados, instrumentalizando a jurisdição da Comarca de Gurinhém para viabilizar interesses econômicos de terceiros sem qualquer vínculo com a localidade.

    A denúncia diz ainda que o desvio funcional do juiz também se manifestou em outras unidades judiciárias do Estado, onde atuou como substituto, e que o denunciado figura como réu em três ações penais (processos 0803292-34.2021.815.0000, 0000805-95.2019.815.0000 e 0803290-64.2021.815.0000), em trâmite no TJPB, por envolvimento em desvio de verbas públicas e fraudes em licitações, relativas a fatos anteriores ao seu ingresso na magistratura. 

    Para o MPPB, isso corrobora a propensão do denunciado a práticas ilícitas. “Tal histórico revela um padrão de comportamento que desabona sua conduta e reforça a necessidade de apuração rigorosa dos fatos ora denunciados. Importa destacar que as evidências não podem ser examinadas isoladamente, mas de forma integrada, pois, em conjunto, revelam um padrão consistente de conduta do magistrado, direcionado ao favorecimento ilícito de interesses privados. Essa análise holística do acervo probatório evidencia que não se trata de episódios casuais, mas de um método reiterado e sistemático de corrupção e desvio funcional”, argumentam os promotores de Justiça do Gaeco.

    Corrupção ativa

    O advogado Adão Soares de Sousa foi denunciado pelo crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. De acordo com o Gaeco, ele propôs 442 ações judiciais na Vara Única da Comarca de Gurinhém, onde atuava o juiz denunciado. As evidências de corrupção foram robustecidas a partir da quebra do sigilo bancário dos denunciados e da análise de diálogos extraídos do aparelho celular de Glauco Coutinho. 

    O MPPB também destaca que o advogado possui duas condenações criminais transitadas em julgado por crimes de peculato, que somam pena total de 7 anos e 2 meses, mas cujas execuções não foram cumpridas por aparente e deliberada inércia judicial do magistrado denunciado.  

    Já Diego Coutinho, filho do juiz Glauco Coutinho e médico recém-formado à época dos fatos, foi usado como “laranja” para a movimentação de valores e a aquisição de patrimônio (imóvel avaliado em R$ 650 mil), por isso foi denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro. 

    Por essas razões, o MPPB requereu o recebimento da denúncia, com a instauração da ação penal, para que seja proferida sentença condenatória em face dos denunciados. Também pugnou pela reparação dos danos morais coletivos causados pelas infrações no valor de R$ 1 milhão, considerando a gravidade dos crimes praticados, a lesão à credibilidade do Poder Judiciário e à moralidade administrativa. 

    Procedimento autônomo

    O Gaeco também constatou a prática sistemática e generalizada de corrupção, envolvendo outros advogados com atuação recorrente na Comarca de Gurinhém. Os desdobramentos decorrentes do aprofundamento da investigação e a diversidade de atores envolvidos demandaram a instauração de um procedimento autônomo. “Tal medida é imprescindível para garantir a organização, a eficiência e a profundidade da apuração, evitando-se o tumulto processual no procedimento originário e permitindo que cada vertente criminosa seja devidamente esquadrinhada em sua plenitude”, explica o órgão ministerial.

  • PGJ realiza reunião administrativa com coordenadores dos Centros de Apoio

    PGJ realiza reunião administrativa com coordenadores dos Centros de Apoio

    O procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Leonardo Quintans, promoveu uma reunião, na tarde desta terça-feira (7/10), com os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional (CAOs) para tratar de ações e projetos institucionais para as respectivas áreas de atuação. Ao final, ficou deliberado que serão realizados encontros em Sousa, Patos, Campina Grande, Guarabira e João Pessoa para apresentação das propostas de ação da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e dos CAOs e escuta dos promotores de Justiça.

    Participaram da reunião os coordenadores Fernanda Pettersen de Lucena (CAO Criança e Adolescente), Arthur Magnus Dantas de Araújo (CAO Patrimônio Público), Anne Emanuelle Malheiros (CAO Cidadania), Cláudia Cabral (CAO Meio Ambiente), Leonardo Pereira de Assis (CAO Saúde), Sócrates Agra (CAO Consumidor), Uirassu de Melo Medeiros (CAO Criminal), Raniere da Silva Dantas (CAO Educação) e Dulcerita Alves (CAO das Mulheres).

    Também estiveram presentes o 1º subprocurador-geral de Justiça, Luís Nicomedes de Figueiredo Neto; o secretário-geral João Benjamim Delgado Neto; a secretária de Planejamento e Gestão, Ana Maria França; e o diretor de Planejamento e Gestão, Jonatha Vieira de Sousa.

    Na ocasião, cada coordenador apresentou suas ideias e projetos para auxiliar o trabalho dos promotores de Justiça nas variadas áreas de atuação. 

    Para o procurador-geral de Justiça, a reunião foi bastante produtiva. “Discutimos as formas de trabalho e de apoio que os CAOs prestarão aos promotores durante a gestão e as linhas principais de atuação a serem discutidas com os membros nos encontros que ocorrerão em todo o estado”.

    Conforme a secretária de Planejamento e Gestão, Ana Maria França, os encontros terão o objetivo de escutar os anseios, sugestões e integrar o pensamento dos membros do MPPB com o planejamento estratégico para os próximos meses. “Levaremos a conhecer o que já temos em andamento, apresentaremos nossas propostas de ação e ouviremos o que eles têm a dizer sobre todos os temas relacionados aos CAOs”.

    Após a realização dos encontros, a Procuradoria-Geral, a Seplag e os Centros de Apoio vão se debruçar sobre o resultado para montar as estratégias de ação. 

     

  • AGORA É LEI: Paraíba ganha políticas públicas de prevenção, conscientização e enfrentamento ao parto prematuro

    Notícias

    Publicado em 9 de outubro de 2025

    O cuidado com as mulheres paraibanas durante a gestação a respeito do parto prematuro agora é lei no Estado. Conforme publicação do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (9), o Poder Executivo sancionou as Leis 13.970 e 13.971 apresentadas pelos deputados Anderson Monteiro e Galego Souza, respectivamente, e aprovadas por unanimidade pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

    A Lei 13.970 institui a Política Estadual de Prevenção à Prematuridade Neonatal. A iniciativa tem como objetivo reduzir os índices de nascimentos prematuros, aqueles nascidos antes de completar 37 semanas de gestação, e promover melhores condições de saúde materno-infantil em todo o estado, a exemplo do atendimento multidisciplinar e a adoção de práticas de humanização para reduzir os óbitos de bebês.

    A Política criada pelo deputado Anderson estabelece diretrizes voltadas à promoção do acompanhamento pré-natal adequado, à avaliação das condições da gestante e à adoção de medidas que reforcem a importância das vacinas durante a gravidez. Também estão previstas ações para garantir a realização de exames necessários a diagnósticos precoces, a classificação do risco gestacional e o monitoramento ambulatorial do crescimento e desenvolvimento fetal.

    De autoria do deputado Galego Souza, a Lei 13.971 cria o Programa de Conscientização e Enfrentamento do Parto Prematuro, cujo objetivo é o de reduzir a incidência de partos prematuros e promover ações de conscientização sobre os riscos e consequências dessa condição. O programa visa fomentar a capacitação de profissionais de saúde e orientá-los no atendimento e acompanhamento de gestantes com risco de parto prematuro.

    O texto da lei determina ainda o estabelecimento de protocolos de atendimento, a formação continuada de profissionais de saúde e a criação de um sistema de monitoramento e avaliação das ações do programa. O Poder Executivo poderá firmar parcerias com organizações não governamentais e entidades públicas ou privadas para desenvolver iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do parto prematuro.

    As novas leis passam a valer a partir de hoje.

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  • Projeto de pesquisa coordenado por Walter Nunes lança mais um livro Última atualização: 09/10/2025 às 09:16:00

    O projeto de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) “Direito processual criminal em movimento: ótica constitucional do processo criminal”, coordenado pelo desembargador federal Walter Nunes da Silva Júnior, lançou o livro “Juiz das Garantias: teses, diretrizes e regulamentação pelos tribunais”. A obra é coordenada por Nunes e pelo advogado Olavo Hamilton.

    O livro apresenta a abordagem de que um processo penal moderno, justo e verdadeiramente compatível com os princípios do Estado Democrático de Direito demanda uma reestruturação profunda das funções exercidas pelos atores judiciais. Nesse cenário, a efetivação do Juiz das Garantias representa um marco civilizatório na busca por um sistema penal menos autoritário, mais equânime e pautado na proteção dos direitos fundamentais.

    A implementação desse instituto deve ser compreendida como expressão do compromisso constitucional com o devido processo legal, com o contraditório e com a ampla defesa. Trata-se de um mecanismo que reforça a presunção de inocência e impõe limites à atuação do Estado-acusador, evitando abusos como prisões arbitrárias, quebras de sigilo infundadas e uso desproporcional de medidas coercitivas. Ao mesmo tempo, contribui para a racionalização da atividade jurisdicional e para a elevação dos padrões de legitimidade das decisões judiciais no âmbito penal.

    O livro está disponível em formato impresso e e-book na Amazon ou, gratuitamente, no site da editora OWL

    Por: Ascom/JFRN


  • STJ realizará 1º Congresso da Primeira Instância Federal e Estadual em dezembro

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoverá, entre os dias 15 e 17 de dezembro de 2025, em Brasília (DF), o 1º Congresso da Primeira Instância Federal e Estadual. O encontro tem como objetivo fortalecer a integração entre o STJ e os magistrados de primeiro grau, ampliando a cooperação no âmbito do Poder Judiciário.

    Durante o evento, serão discutidos e aprovados Enunciados em cinco eixos temáticos: Institucional, Direito Público, Direito Privado, Direito Penal e Direito Processual Civil.

    A participação é aberta a diferentes segmentos da comunidade jurídica. Podem submeter propostas de Enunciado magistrados, defensores públicos, membros do Ministério Público, advogados públicos e privados, professores universitários e servidores do Judiciário. O prazo para envio vai até 17 de outubro.

    As propostas passarão pela avaliação de uma Banca Científica, formada por magistrados federais e estaduais, que terá a atribuição de analisar, aperfeiçoar e selecionar os textos a serem submetidos à deliberação no Congresso. Cada eixo temático contará com a coordenação de um desembargador federal, um desembargador estadual, um juiz federal e um juiz estadual.

    Clique aqui para acessar o formulário de envio das propostas.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Cartilha para orientar crianças e adolescentes sobre ‘Depoimento Especial’ é lançada no TJPB

    Foto do lançamento da Cartilha no TJPB
    Lançamento da Cartilha no TJPB

    Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência devem ser ouvidos pela Justiça de forma protegida, acolhedora e humanizada. Para tornar esse direito mais acessível e compreensível, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), lançou a cartilha “Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça”, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência.

    O lançamento ocorreu durante a sessão do Órgão Espcial do TJPB desta quarta-feira (8), conduzida pelo vice-presidente da Corte, desembargador João Batista Barbosa. A apresentação foi feita pela juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Coinju.

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Humanização do Judiciário

    Foto da juíza Maria dos Remédios Pordeus
    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    A cartilha representa mais um passo na política de humanização adotada pelo TJPB no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Segundo a magistrada, o objetivo é reduzir os impactos emocionais do processo judicial.

    “O TJPB tem empenhado esforços para acolher, para se comunicar da maneira correta e para ressignificar o atendimento nesses processos. A criança e o adolescente já chegam na sala de audiência com o peso da violência sofrida e não devem ser revitimizados. A cartilha visa tirar esse peso intimidador do ato judicial em si”,ressaltou Remédios.

    A versão impressa da cartilha será produzida em uma próxima etapa, como forma de reduzir o tempo de exposição a telas entre o público infantil.

    Além disso, o Tribunal está trabalhando para garantir que todos os fóruns do estado ofereçam estruturas adequadas para a realização do depoimento especial, conforme previsto na Lei nº 13.431/2017 e nas normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Dados reveladores

    A juíza destacou também os impactos positivos do sistema de depoimento especial, que tem permitido revelar dados antes invisibilizados. Apenas em 2025, foram realizadas 843 audiências com depoimento especial. Destas, 75% ocorreram em Varas Criminais, e não nas Varas da Infância e Juventude. Em mais de 90% desses casos, as vítimas eram meninas.

    Mês da Criança e do Adolescente

    Como parte da programação do Mês da Criança e do Adolescente no Judiciário Paraibano, a Coinju anunciou uma série de atividades voltadas à promoção dos direitos da infância e juventude.

    “Este não é um mero ato de comemoração, mas a reafirmação pública de um compromisso, da materialização de uma política que enxerga em cada criança e adolescente, não o futuro, mas o presente mais urgente”, asseverou a juíza.

    Entre as ações previstas estão: Podcast em parceria com a Escola Superior da Magistratura  (Esma) sobre os impactos do uso excessivo de telas na Primeira Infância, que será disponibilizado na próxima semana; oficina de arte e direitos, com alunos de escola pública, baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e lançamento do Projeto ‘Novos Caminhos’, no fim do mês.

    O Novos Caminhos é voltado à promoção da autonomia de adolescentes em processo de desinstitucionalização e que não foram adotados. A iniciativa é desenvolvida pelo CNJ.

    A iniciativa da Coinju foi elogiada pelos (as) desembargadores (as) e procurador presentes à sessão, que parabenizaram a magistrada pelo empenho e pelas ações voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes na Paraíba.

    Entenda a Lei da Escuta Protegida

    A Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, conhecida como a Lei da Escuta Protegida, estabelece um sistema de garantia de direitos para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, prevenindo a revitimização por meio da escuta especializada e do depoimento especial. A norma busca garantir que a criança ou adolescente em questão não tenha que repetir a história inúmeras vezes, aumentando seu sofrimento.

    Na Escuta Especializada, a criança ou adolescente é ouvido sobre a situação de violência por um profissional qualificado, com linguagem adaptada à sua compreensão, limitando o relato ao estritamente necessário. 

    Já no Depoimento Especial, o relato da criança ou adolescente deve ser gravado em áudio e vídeo, visando a proteção da intimidade e privacidade, e será utilizado apenas em processos judiciais, em segredo de justiça.

     

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Brasil assume vice-presidência da OPAS e consolida papel estratégico em saúde nas Américas

    Brasil assume vice-presidência da OPAS e consolida papel estratégico em saúde nas Américas

    O Brasil passa a exercer um novo papel de liderança regional na área da saúde ao assumir a vice-presidência do Comitê Executivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A decisão foi anunciada em Washington (EUA) durante a 62ª Reunião do Conselho Diretor e a 177ª Sessão do Comitê Executivo, realizadas no início de outubro.

    Impedido de viajar a Washington pelo Governo dos Estados Unidos, na ocasião o ministro Alexandre Padilha teve sua participação virtual aprovada por unanimidade pela Comissão Geral da OPAS. Para o ministro, a decisão da entidade reforça o protagonismo brasileiro na formulação de políticas públicas de saúde e na defesa da cooperação solidária entre os países das Américas.

    Além da nova função, o país também passa a integrar a Comissão Geral do Conselho Diretor e, a partir de 2026, o Subcomitê de Programa, Orçamento e Administração. Essa presença contínua garante ao Brasil papel estratégico nas deliberações da OPAS e amplia sua capacidade de contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde regionais.

    “A forte presença do Brasil na OPAS reafirma o compromisso do país com o multilateralismo e com a construção de respostas regionais solidárias aos desafios em saúde. O SUS é uma referência global, e nosso papel é compartilhar experiências e fortalecer alianças que ampliem o acesso e a equidade nas Américas”, destacou Marise Nogueira, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde (AISA), que representou o ministro Alexandre Padilha nas sessões deliberativas.

    Foto: Organização Pan-Americana da Saúde
    Foto: Organização Pan-Americana da Saúde

    Compromissos e prioridades

    Com a nova posição, o Brasil reforça compromissos com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação da vigilância em saúde pública, o investimento na atenção primária e a preparação para emergências sanitárias. As diretrizes estão alinhadas ao Plano Estratégico da OPAS 2026–2031, aprovado durante a reunião, que estabelece metas regionais para reduzir desigualdades, fortalecer os serviços públicos e promover sistemas de saúde mais sustentáveis e resilientes.

    Saúde e clima nas Américas

    O Brasil também lidera a articulação regional da agenda de saúde e clima, com foco na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes) – COP30, que será realizada em Belém (PA), no mês de novembro. Em parceria com Estados-membros da OPAS, o Ministério da Saúde coordena a construção do Plano de Ação de Saúde de Belém, voltado à adaptação climática do setor saúde e à proteção das populações mais vulneráveis da região amazônica.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde confirma 24 casos de intoxicação por metanol

    Ministério da Saúde confirma 24 casos de intoxicação por metanol

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta quarta-feira (8), o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Até o momento, foram registradas 259 notificações, sendo 24 casos confirmados e 235 em investigação. Outras 145 suspeitas foram descartadas.

    São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados do país com casos confirmados de intoxicação pela substância. Ao todo, foram registrados 20 casos em São Paulo, 3 no Paraná e 1 no Rio Grande do Sul.

    Entre os 235 casos em investigação, a maioria está concentrada em São Paulo, com 181 registros. Em seguida aparecem Pernambuco (24), Paraná (5), Rio de Janeiro (5), Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Espírito Santo (3), Goiás (2), Acre (1), Paraíba (1) e Rondônia (1).

    Em relação aos óbitos, cinco foram confirmados em São Paulo e 11 seguem em investigação, sendo 1 em Mato Grosso do Sul, 3 em Pernambuco, 6 em São Paulo e 1 na Paraíba.

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 17h.

    Ministério da Saúde