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  • PF pede destruição de armas de Anderson Torres ao STF

    PF pede destruição de armas de Anderson Torres ao STF

    A Polícia Federal pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a destruição das armas de fogo registradas em nome de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e réu por tentativa de golpe de Estado. O ofício foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a atuação de autoridades nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

    Armas de Anderson Torres podem ser destruídas ou doadas a órgãos de segurança.

    Armas de Anderson Torres podem ser destruídas ou doadas a órgãos de segurança.Gabriela Biló /Folhapress

    Armas apreendidas

    As duas armas em questão uma pistola 9 mm e um revólver calibre .357 foram apreendidas em janeiro de 2023. Em setembro do mesmo ano, a Polícia Federal cassou o porte e registro de posse de armas de Torres, medida motivada pelas investigações do caso e pelas condições impostas após a revogação de sua prisão preventiva.

    Segundo o documento oficial da PF, as armas constam no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) como apreendidas. Com isso, a corporação recomendou que elas sejam encaminhadas para destruição ou doação a órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas, nos termos da Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) e de normativas internas da própria PF.

    Condição judicial

    Torres responde no STF por tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa. Ele integra o chamado “núcleo crucial” da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que também inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-integrantes do governo.

    Em março deste ano, a Primeira Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia contra os oito acusados principais. O processo entrou agora na fase de instrução, com a previsão de coleta de novas provas e oitivas de testemunhas.

    Torres foi o primeiro investigado a ser preso preventivamente em decorrência do inquérito, mas foi solto em maio de 2023 mediante medidas cautelares. Entre elas, foram definidos o uso de tornozeleira eletrônica e a suspensão, mais tarde transformada em cassação, do porte de armas, inclusive o funcional.

    Ele também responde em um processo administrativo disciplinar dentro da Polícia Federal.

    Veja a íntegra do ofício:

  • Bancadas da base representam mais de 50% dos votos da anistia

    Bancadas da base representam mais de 50% dos votos da anistia

    O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, protocolou nesta segunda-feira (14) o requerimento de urgência para pautar o PL da Anistia. Ao todo, 264 deputados assinaram o documento. Desses, 152 congressistas pertencem a partidos com ministérios: União Brasil, Progressistas, Republicanos, MDB e PSD. Com isso, mais da metade das assinaturas vêm da base. (veja a lista com todos os deputados).

    Líder do PL, Sóstenes Cavalcante

    Líder do PL, Sóstenes CavalcanteBruno Spada/Câmara dos Deputados

    Apenas o MDB teve menos da metade da bancada com assinaturas. O partido tem 44 deputados, desses 20 assinaram o requerimento, cerca de 45% da sigla. Os outros partidos, por sua vez, superaram a marca dos 50%. Dos 44 parlamentares do PSD, 23 aderiram ao requerimento, o que representa 52% da bancada.

    No Progressistas, a porcentagem foi de 75%, 36 deputados dos 48 do partido assinaram. Inclusive o líder, Doutor Luizinho (PP-RJ), foi um dos parlamentares que assinaram. Ele foi responsável pela negociação com o Executivo para ocupar o Ministério dos Esportes com André Fufuca, durante a reforma ministerial em agosto de 2023.

    No União Brasil, foram 40 deputados dos 59 da bancada, equivalente a 67,7%. No Republicanos a razão foi de 62% da bancada, 28 deputados dos 45 que compõem a legenda.

    Com a quantidade de assinaturas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a prerrogativa de pautar ou não o requerimento de urgência para ser votado no plenário. A urgência permite que uma matéria seja votada diretamente no plenário sem precisar passar pelas comissões.

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmaram na última semana que a revisão das penas poderia ser uma alternativa ao projeto da anistia. A afirmação da ministra não circulou bem no Supremo. Após isso, Gleisi se retratou e ressaltou que eventuais revisões são competência exclusiva do judiciário.

    Veja a lista dos deputados que assinaram:

    1. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    2. Raimundo Santos – PSD/PA
    3. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    4. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    5. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    6. Adriana Ventura – NOVO/SP
    7. Capitão Alden – PL/BA
    8. Pastor Eurico – PL/PE
    9. Greyce Elias – AVANTE/MG
    10. Coronel Fernanda – PL/MT
    11. Ricardo Salles – NOVO/SP
    12. Osmar Terra – MDB/RS
    13. Roberta Roma – PL/BA
    14. Ismael – PSD/SC
    15. Missionário José Olimpio – PL/SP
    16. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    17. General Girão – PL/RN
    18. Gilson Marques – NOVO/SC
    19. General Pazuello – PL/RJ
    20. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    21. Joaquim Passarinho – PL/PA
    22. Dr. Ismael Alexandrino – PSD/GO
    23. Glaustin da Fokus – PODE/GO
    24. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    25. Sargento Fahur – PSD/PR
    26. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    27. Gustavo Gayer – PL/GO
    28. Simone Marquetto – MDB/SP
    29. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    30. Carlos Jordy – PL/RJ
    31. Zé Trovão – PL/SC
    32. Daniel Agrobom – PL/GO
    33. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    34. Delegado Palumbo – MDB/SP
    35. Bia Kicis – PL/DF
    36. Luiz Lima – PL/RJ
    37. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    38. Jefferson Campos – PL/SP
    39. Gutemberg Reis – MDB/RJ
    40. Mauricio Marcon – PODE/RS
    41. Rosana Valle – PL/SP
    42. Dr. Frederico – PRD/MG
    43. Delegado Caveira – PL/PA
    44. Gilberto Nascimento – PSD/SP
    45. Helio Lopes – PL/RJ
    46. Chris Tonietto – PL/RJ
    47. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    48. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    49. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    50. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    51. Ricardo Barros – PP/PR
    52. Magda Mofatto – PRD/GO
    53. Pedro Lupion – PP/PR
    54. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    55. André Ferreira – PL/PE
    56. Marcelo Moraes – PL/RS
    57. Coronel Meira – PL/PE
    58. Eros Biondini – PL/MG
    59. Sanderson – PL/RS
    60. Filipe Martins – PL/TO
    61. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    62. Sargento Gonçalves – PL/RN
    63. Capitão Augusto – PL/SP
    64. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    65. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    66. Giacobo – PL/PR
    67. Nelson Barbudo – PL/MT
    68. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    69. Soraya Santos – PL/RJ
    70. Silvia Waiãpi – PL/AP
    71. Bibo Nunes – PL/RS
    72. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    73. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    74. Vermelho – PL/PR
    75. Filipe Barros – PL/PR
    76. Stefano Aguiar – PSD/MG
    77. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    78. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    79. Wellington Roberto – PL/PB
    80. Altineu Côrtes – PL/RJ
    81. Nicoletti – UNIÃO/RR
    82. Zucco – PL/RS
    83. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    84. Carla Zambelli – PL/SP
    85. Fernando Rodolfo – PL/PE
    86. Luiz Gastão – PSD/CE
    87. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    88. Ricardo Guidi – PL/SC
    89. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    90. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    91. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Pedro Westphalen – PP/RS
    94. Otoni de Paula – MDB/RJ
    95. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    96. Vinicius Carvalho – REPUBLIC/SP
    97. Luciano Alves – PSD/PR
    98. Lincoln Portela – PL/MG
    99. Pezenti – MDB/SC
    100. Clarissa Tércio – PP/PE
    101. Geovania de Sá – PSDB/SC
    102. Daniela Reinehr – PL/SC
    103. Zé Vitor – PL/MG
    104. André Fernandes – PL/CE
    105. Mario Frias – PL/SP
    106. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    107. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    108. Domingos Sávio – PL/MG
    109. Caroline de Toni – PL/SC
    110. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    111. Paulo Freire Costa – PL/SP
    112. Julio Cesar Ribeiro – REPUBLIC/DF
    113. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    114. Delegado Ramagem – PL/RJ
    115. Emidinho Madeira – PL/MG
    116. Marcio Alvino – PL/SP
    117. Hugo Leal – PSD/RJ
    118. Olival Marques – MDB/PA
    119. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    120. Luis Carlos Gomes – REPUBLIC/RJ
    121. Dr. Jaziel – PL/CE
    122. Miguel Lombardi – PL/SP
    123. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    124. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    125. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    126. Gilvan da Federal – PL/ES
    127. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    128. Allan Garcês – PP/MA
    129. José Medeiros – PL/MT
    130. Junio Amaral – PL/MG
    131. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    132. Sargento Portugal – PODE/RJ
    133. Eli Borges – PL/TO
    134. Adilson Barroso – PL/SP
    135. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    136. Marcos Pollon – PL/MS
    137. Nikolas Ferreira – PL/MG
    138. Alberto Fraga – PL/DF
    139. Julia Zanatta – PL/SC
    140. Dilceu Sperafico – PP/PR
    141. Professor Alcides – PL/GO
    142. Rosângela Reis – PL/MG
    143. Icaro de Valmir – PL/SE
    144. Silvia Cristina – PP/RO
    145. Daniel Freitas – PL/SC
    146. Giovani Cherini – PL/RS
    147. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    148. Delegada Ione – AVANTE/MG
    149. Junior Lourenço – PL/MA
    150. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    151. Delegado Marcelo Freitas – UNIÃO/MG
    152. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    153. David Soares – UNIÃO/SP
    154. Dani Cunha – UNIÃO/RJ
    155. Padovani – UNIÃO/PR
    156. Alceu Moreira – MDB/RS
    157. Marussa Boldrin – MDB/GO
    158. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    159. Danilo Forte – UNIÃO/CE
    160. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    161. Célio Silveira – MDB/GO
    162. José Nelto – UNIÃO/GO
    163. Átila Lira – PP/PI
    164. Jeferson Rodrigues – REPUBLIC/GO
    165. Cobalchini – MDB/SC
    166. Luisa Canziani – PSD/PR
    167. Afonso Hamm – PP/RS
    168. Julio Arcoverde – PP/PI
    169. Tião Medeiros – PP/PR
    170. Da Vitoria – PP/ES
    171. Lucio Mosquini – MDB/RO
    172. Doutor Luizinho – PP/RJ
    173. Julio Lopes – PP/RJ
    174. Pinheirinho – PP/MG
    175. Ana Paula Leão – PP/MG
    176. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    177. Claudio Cajado – PP/BA
    178. Matheus Noronha – PL/CE
    179. Vicentinho Júnior – PP/TO
    180. Cezinha de Madureira – PSD/SP
    181. Vinicius Gurgel – PL/AP
    182. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    183. Mauricio Neves – PP/SP
    184. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    185. Covatti Filho – PP/RS
    186. Thiago de Joaldo – PP/SE
    187. Sonize Barbosa – PL/AP
    188. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    189. Delegado da Cunha – PP/SP
    190. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    191. Tiririca – PL/SP
    192. Moses Rodrigues – UNIÃO/CE
    193. Lula da Fonte – PP/PE
    194. Eduardo da Fonte – PP/PE
    195. Carlos Henrique Gaguim – UNIÃO/TO
    196. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    197. Alex Santana – REPUBLIC/BA
    198. Dr. Victor Linhalis – PODE/ES
    199. Ribamar Silva – PSD/SP
    200. Sergio Souza – MDB/PR
    201. Beto Pereira – PSDB/MS
    202. Diego Andrade – PSD/MG
    203. Lucas Redecker – PSDB/RS
    204. Josivaldo Jp – PSD/MA
    205. Leur Lomanto Júnior – UNIÃO/BA
    206. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    207. Rafael Prudente – MDB/DF
    208. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    209. AJ Albuquerque – PP/CE
    210. Pedro Aihara – PRD/MG
    211. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    212. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    213. João Leão – PP/BA
    214. Duda Ramos – MDB/RR
    215. Hercílio Coelho Diniz – MDB/MG
    216. Gabriel Mota – REPUBLIC/RR
    217. Defensor Stélio Dener – REPUBLIC/RR
    218. Albuquerque – REPUBLIC/RR
    219. Igor Timo – PSD/MG
    220. Pastor Gil – PL/MA
    221. Lebrão – UNIÃO/RO
    222. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    223. Marangoni – UNIÃO/SP
    224. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    225. Juarez Costa – MDB/MT
    226. Jorge Goetten – REPUBLIC/SC
    227. Mersinho Lucena – PP/PB
    228. Bebeto – PP/RJ
    229. Danrlei de Deus Hinterholz – PSD/RS
    230. Detinha – PL/MA
    231. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    232. Paulo Litro – PSD/PR
    233. Geraldo Mendes – UNIÃO/PR
    234. Nely Aquino – PODE/MG
    235. Zezinho Barbary – PP/AC
    236. Luiz Nishimori – PSD/PR
    237. Nitinho – PSD/SE
    238. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    239. Fabio Schiochet – UNIÃO/SC
    240. Renata Abreu – PODE/SP
    241. Pastor Sargento Isidório – AVANTE/BA
    242. Adriano do Baldy – PP/GO
    243. Murillo Gouvea – UNIÃO/RJ
    244. Misael Varella – PSD/MG
    245. Fábio Teruel – MDB/SP
    246. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    247. José Rocha – UNIÃO/BA
    248. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    249. Benes Leocádio – UNIÃO/RN
    250. Bruno Ganem – PODE/SP
    251. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    252. Arnaldo Jardim – CIDADANIA/SP
    253. Antonio Andrade – REPUBLIC/TO
    254. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    255. Paulo Azi – UNIÃO/BA
    256. Josimar Maranhãozinho – PL/MA
    257. Bruno Farias – AVANTE/MG
    258. Zé Adriano – PP/AC
    259. Márcio Marinho – REPUBLIC/BA
    260. Katia Dias – REPUBLIC/MG
    261. João Carlos Bacelar – PL/BA
    262. Gilson Daniel – PODE/ES
    263. Douglas Viegas – UNIÃO/SP
    264. Beto Richa – PSDB/PR
  • Governo envia diretrizes orçamentárias ao Congresso para 2026

    Governo envia diretrizes orçamentárias ao Congresso para 2026

    O governo federal envia ao Congresso Nacional, até esta terça-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. A proposta servirá como base para a elaboração do Orçamento da União de 2026, ano em que o país realizará eleições gerais. A relatoria do texto ficará a cargo do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), conforme definição já anunciada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), instalada na semana passada.

    Manutenção da meta fiscal foi antecipada por Fernando Haddad na semana passada

    Manutenção da meta fiscal foi antecipada por Fernando Haddad na semana passadaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Apesar das especulações sobre uma possível flexibilização das metas fiscais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou na última quinta-feira (10) que o governo manterá o objetivo de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026. A meta já constava da LDO anterior e, segundo Haddad, não há previsão de alterações: Não tem previsão de mudança daquilo que estava projetado na LDO do ano passado, a não ser o fato de que tem um ano a mais agora de projeção, declarou a jornalistas.

    O superávit primário é medido pela diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. Além da meta central, o projeto da LDO prevê uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite, por exemplo, um resultado fiscal neutro (déficit zero) sem que a meta seja considerada descumprida.

    O planejamento fiscal prevê ainda metas crescentes para os anos seguintes: 0,5% do PIB em 2027 e 1% em 2028.

    A manutenção da meta fiscal é vista como um gesto do governo em favor da credibilidade econômica, após críticas anteriores de que as projeções do início do atual mandato que previam superávit já em 2023 eram excessivamente otimistas. Qualquer nova alteração nas metas fiscais pode impactar diretamente indicadores de mercado, como a cotação do dólar e a percepção de risco pelos investidores.

    A Comissão Mista de Orçamento foi oficialmente instalada na última quinta-feira (10), com o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) assumindo a presidência do colegiado. Como relator da Lei Orçamentária Anual (LOA), foi indicado o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), enquanto Zarattini cuidará da LDO.

    A LDO é um instrumento fundamental do planejamento público. Ela define as metas e prioridades do governo federal, além de estabelecer diretrizes para a política fiscal e orientar a elaboração da LOA. Pela Constituição, o projeto deve ser enviado ao Congresso até 15 de abril de cada ano e aprovado até 17 de julho o que condiciona o início do recesso parlamentar. Caso o texto não seja votado até 18 de julho, os parlamentares ficam impedidos de entrar em recesso, o que pode pressionar a tramitação da proposta nas próximas semanas.

  • Governo publica sanção à Lei da Reciprocidade Comercial

    Governo publica sanção à Lei da Reciprocidade Comercial

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, a Lei da Reciprocidade Comercial, que autoriza o governo a implementar medidas comerciais contra nações e blocos econômicos que estabeleçam barreiras unilaterais aos produtos nacionais no comércio internacional. O anúncio foi feito pelo Palácio do Planalto na última sexta-feira (11) e a sanção foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda (14).

    O presidente Lula sancionou lei que dá recursos ao Brasil para retaliar as taxas impostas por Donald Trump

    O presidente Lula sancionou lei que dá recursos ao Brasil para retaliar as taxas impostas por Donald TrumpGabriela Biló/Folhapress

    O texto foi aprovado em ritmo acelerado pelo Congresso Nacional. A lei é uma resposta à intensificação da guerra comercial, impulsionada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra diversos países, com destaque para a China. No caso brasileiro, os EUA impuseram uma tarifa de 10% sobre produtos exportados ao mercado norte-americano, sendo que aço e alumínio ficam sobretaxados em 25%.

    O presidente Lula vem criticando a adoção das tarifas. Na 9ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Honduras, Lula afirmou que utilizará todos os mecanismos de negociação disponíveis, incluindo a possibilidade de processo na Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando reverter as tarifas antes de adotar retaliações comerciais.

    A Lei da Reciprocidade Comercial define critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de países ou blocos econômicos que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”. A norma se aplica a países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”. O Artigo 3º da lei autoriza o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo, ainda, negociações entre as partes antes de qualquer decisão.

  • Ala de Heloísa Helena derrota Marina e assume comando da Rede

    Ala de Heloísa Helena derrota Marina e assume comando da Rede

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sofreu sua terceira derrota consecutiva nas eleições internas da Rede Sustentabilidade, partido que fundou em 2013. No 6º Congresso Nacional da legenda, realizado neste fim de semana em Brasília, a chapa “Rede pela Base”, ligada à ex-senadora Heloísa Helena, saiu vitoriosa com 76% dos votos dos delegados.

    Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva lidera a ala governista da Rede, em contraposição ao grupo de Heloísa Helena, que defende rompimento com o governo

    Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva lidera a ala governista da Rede, em contraposição ao grupo de Heloísa Helena, que defende rompimento com o governoAscom/Rede Sustentabilidade

    Com o resultado, o secretário de Relações Institucionais de Belo Horizonte, Paulo Lamac, e a militante Iaraci Dias assumem os cargos de porta-vozes nacionais do partido, cumprindo a regra de paridade de gênero na direção. A chapa apoiada por Marina, “Rede Vive”, encabeçada por Giovanni Mockus, obteve apenas 24% dos votos. O posto de porta-voz na Rede equivale ao de presidente nas demais legendas.

    Disputa judicial e clima de tensão

    A eleição foi precedida por um ambiente conturbado. A ala de Marina tentou suspender o pleito por via judicial, alegando irregularidades no processo de escolha de delegados em diferentes estados. A liminar, no entanto, foi rejeitada na noite de quinta-feira (10), horas antes da abertura do congresso.

    Casos de conflito interno foram registrados em pelo menos cinco estados Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul , onde aliados de Marina acusaram a outra ala de realizar filiações sem consentimento e promover intervenções nas instâncias estaduais. Na Bahia, duas convenções paralelas chegaram a ser realizadas simultaneamente, e uma delas contou com manifestações contra Marina, que não estava presente.

    Divisão

    A disputa entre Marina Silva e Heloísa Helena evidencia uma divisão histórica na Rede, com divergências que se intensificaram a partir de 2022. Marina defende uma linha sustentabilista progressista, conciliando preservação ambiental com responsabilidade fiscal e inserção no sistema capitalista. Já Heloísa representa a vertente do ecossocialismo, que propõe uma ruptura com o atual modelo econômico como forma de alcançar a justiça ambiental.

    Essas diferenças também se refletem na postura diante do governo federal. Enquanto Marina Silva é ministra do Meio Ambiente, Heloísa mantém uma posição crítica ao PT desde sua expulsão do partido, em 2003, por votar contra a reforma da Previdência. A ex-senadora ajudou a fundar, em seguida, o Psol, partido que deixou em 2015, em meio a disputas internas.

    Durante o congresso desse fim de semana, essas tensões foram vocalizadas por militantes. Integrantes da chapa vencedora entoaram o coro A Rede que eu quero não votou no Aécio, em referência ao apoio de Marina a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014.

    Democracia

    Mesmo derrotada, Marina participou do encerramento do congresso e adotou um tom conciliador. “Democracia é isso: temos que discutir. A Rede é um ecossistema, tem lugar para todo mundo. Por isso, lutamos tanto para criar a Rede”, afirmou.

    Ela também reforçou os princípios fundadores do partido: O partido é Rede Vive, é Pela Base. As bases são os princípios e os valores da Rede. Viva a democracia. A nova composição do Elo Nacional da Rede será proporcional, o que garante espaço para ambas as chapas na direção partidária.

    Além da eleição, o congresso aprovou diversas moções, incluindo uma de solidariedade a Glauber Braga (Psol-RJ). Estiveram presentes no evento figuras como o deputado federal Túlio Gadelha (PE), os deputados estaduais Ana Paula Siqueira e Lucas Lasmar (MG), Fábio Duarte (ES), o prefeito Txai Costa (Nova Era-MG), além de vereadores e lideranças da Rede de todo o país.

  • Mercado ajusta previsão de crescimento do PIB em 2025 para cima: 1,98%

    Mercado ajusta previsão de crescimento do PIB em 2025 para cima: 1,98%

    O mercado financeiro ajustou para cima a previsão de crescimento do PIB em 2025, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14): de 1,97%, na semana passada, para 1,98%. Embora o número ainda seja um indicativo de forte desaceleração da economia neste ano, esta é a primeira vez no ano que o relatório semanal publicado pelo Banco Central (BC) indica uma melhora nas expectativas de analistas do mercado para o desempenho da economia brasileira.

    É a primeira vez em 2025 que o mercado ajusta a previsão do PIB para cima.

    É a primeira vez em 2025 que o mercado ajusta a previsão do PIB para cima.lkzmiranda (via Pixabay)

    O Focus é um relatório semanal, publicado pelo BC, coletando as expectativas de analistas do mercado financeiro para os principais índices da economia. Como ele é atualizado a cada semana, as oscilações são de pequena escala.

    No relatório desta semana, o mercado manteve as previsões que já tinha na semana anterior para inflação, câmbio e taxa de juros: a projeção é que o Brasil feche 2025 com o IPCA (índice do IBGE que mede a inflação oficial) em 5,65%, com o dólar a R$ 5,90 e a Selic em 15 pontos percentuais ao ano. 

  • Candidato já pode solicitar isenção para o Enem; saiba como pedir

    Candidato já pode solicitar isenção para o Enem; saiba como pedir

    Começa nesta segunda-feira (14) o prazo para o estudante solicitar isenção da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os pedidos podem ser feitos até o próximo dia 25. O cronograma completo de inscrições será divulgado posteriormente pelo Ministério da Educação (MEC).

    Enem se consolidou como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil

    Enem se consolidou como principal forma de acesso ao ensino superior no BrasilPaulo Pinto/Agência Brasil

    Os interessados deverão requerer a isenção por meio da Página do Participante, utilizando o login único do gov.br. Aqueles que não se recordarem da senha poderão recuperá-la seguindo as instruções disponíveis na plataforma. Candidatos ausentes nos dois dias de prova do Enem 2024 precisarão justificar sua falta para reivindicar a gratuidade na edição de 2025.

    A isenção da taxa, no valor de R$ 85, será concedida aos candidatos que se enquadrarem nos seguintes critérios:

    • estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública em 2025;
    • estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em instituições privadas, com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
    • indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Governo Federal;
    • e participantes do programa Pé-de-Meia, do MEC.

    Para comprovar a insuficiência de recursos financeiros, o MEC exige a apresentação da seguinte documentação:

    • documento de identificação do estudante e dos membros da família;
    • declaração ou histórico escolar comprovando a conclusão do ensino médio em escola pública, com assinatura e carimbo da instituição (bolsistas integrais devem apresentar declaração da escola comprovando a condição de bolsista durante todo o ensino médio);
    • comprovante de renda do mês corrente ou dos últimos três meses;
    • comprovante de pagamento (holerite, contracheque, recibo de pagamento por serviços prestados, envelope de pagamento, declaração do empregador, etc.);
    • declaração original, assinada pelo próprio interessado, para autônomos e trabalhadores informais, informando nome, atividade, local de trabalho, telefone, tempo de atuação e renda bruta mensal;
    • extrato de rendimentos do INSS ou outras fontes, referente a aposentadoria, auxílio-doença, pensão, pecúlio, auxílio-reclusão e previdência privada (na ausência destes, apresentar extrato bancário com o valor do benefício);
    • recibo de comissões, aluguéis, pró-labores, etc.;
    • recibo de seguro-desemprego e FGTS;
    • rescisão do último contrato de trabalho;
    • comprovante do valor da pensão alimentícia (ou extrato/declaração de quem a concede);
    • comprovantes de benefícios sociais, como o Bolsa Família;
    • declaração original de quem fornece auxílio financeiro ao candidato, especificando nome, endereço, telefone, valor e finalidade; e comprovante de residência.

    Beneficiários do CadÚnico devem apresentar cópia do cartão com NIS válido, contendo nome completo e CPF da mãe do participante. O período de recursos será de 12 a 16 de maio, com resultado final em 22 de maio.

    O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao final da educação básica e se consolidou como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, via Sisu, Prouni e outros programas. As notas do Enem são utilizadas por instituições públicas e privadas, além de servirem como critério para acesso a auxílios governamentais, como o Fies. Os resultados também podem ser utilizados para ingresso em instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

  • Cirurgia de Bolsonaro correu bem; não há previsão para saída da UTI

    Cirurgia de Bolsonaro correu bem; não há previsão para saída da UTI

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia bem-sucedida para a liberação de aderências no intestino e está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. O procedimento, que durou 12 horas, foi realizado no domingo (13). Agora, na segunda-feira (14), o presidente está acordado e consciente, mas não tem previsão para deixar a UTI.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro: próximas 48 horas serão decisivas para a recuperação.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro: próximas 48 horas serão decisivas para a recuperação.Andre Violatti/Ato Press/Folhapress

    As informações foram dadas em entrevista coletiva a jornalistas na manhã desta segunda, com a presença da equipe médica encarregada do caso. Falaram os médicos Leandro Echenique, que acompanha a saúde de Bolsonaro, e Cláudio Birolini, chefe da equipe da cirurgia.

    De acordo com os médicos, Bolsonaro está consciente, conversando e “já fez até alguma piadinha ali”, e recebe antibióticos de forma preventiva. Nas próximas 48 horas, consideradas decisivas para a recuperação, a equipe vai monitorar eventuais reações inflamatórias do organismo do ex-presidente. A previsão é que, nos próximos um ou dois dias, o presidente siga se alimentando somente por via intravenosa. A alimentação oral somente será retomada quando o intestino do ex-presidente voltar a funcionar.

    Entenda a cirurgia

    A operação feita no ex-presidente visou ao tratamento de uma obstrução intestinal, causada por aderências. Segundo o dr. Birolini, a complicação deriva da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, quando ele fazia campanha para presidente da República, e das cirurgias às quais ele teve de se submeter de lá para cá.

    • Birolini detalhou que, quando alguém realiza vários procedimentos operatórios no abdômen, há sempre algum nível de contaminação na região. Com isso, o corpo tem reações inflamatórias, que criam aderências na região.
    • “Quando você abre um abdômen que foi operado quatro, cinco vezes, as alças intestinais [os segmentos do intestino que absorvem nutrientes] ficam todas agrupadas”, explica Birolini. Segundo o dr. Leandro Echenique, Bolsonaro já realizou sete cirurgias no local.
    • Por isso, segundo o dr. Birolini, Bolsonaro apresentava um “abdômen hostil”, com obstrução por conta das aderências e parede abdominal já bastante danificada pelos procedimentos anteriores. A equipe médica suspeitava que houvesse apenas um ponto de obstrução, mas, na cirurgia, constatou que vários outros pontos no órgão tinham alguma aderência que pudesse criar obstrução.
    • Ainda segundo Birolini, a liberação das aderências foi “milimétrica”, e o intestino do ex-presidente foi liberado “do início até o final”.

    A equipe médica também detalhou que o quadro de obstrução parece ter se construído ao longo de alguns meses e que Bolsonaro relatou que já vinha sentindo desconforto abdominal por um tempo antes de passar mal e ter de ser hospitalizado. Questionado se a alimentação do ex-presidente tem alguma ligação com o que aconteceu, o dr. Cláudio Birolini diz que não foi possível encontrar nenhuma ligação: “O fato dele comer pastel com caldo de cana não afeta isso daí”.

    Os médicos dizem que o presidente não deve deixar o hospital em menos de duas semanas, mas que esse prazo será definido de acordo com a evolução clínica dele. Agora, a palavra de ordem é que Bolsonaro siga na UTI, com visitação reduzida, para que o ex-presidente converse pouco.

  • Após 12 horas, cirurgia de Jair Bolsonaro é concluída

    Após 12 horas, cirurgia de Jair Bolsonaro é concluída

    O procedimento cirúrgico ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido no Hospital DF Star, em Brasília, encerrou-se na noite deste domingo (13), após 12 horas de duração. Conforme o boletim médico, o ex-chefe do Executivo encontra-se no momento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) “estável clinicamente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, nutricional e prevenção de infecções”. (veja a íntegra da nota abaixo).

    Ex-presidente Jair Bolsonaro

    Ex-presidente Jair BolsonaroReprodução/Instagram@jairmessiasbolsonaro

    A cirurgia iniciada na manhã deste domingo teve como objetivo a liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O ex-presidente foi transferido de Natal para Brasília na noite de sábado (12) para ser acompanhado por seus médicos e familiares.

    Jair Bolsonaro estava acompanhado do líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), quando sentiu as dores. Eles estavam cumprindo agenda do Partido Liberal no estado pelo projeto Rota 22, que pretende ampliar a presença da sigla na região. O ex-presidente deu entrada no Hospital Rio Grande às 11h15 da sexta-feira.

    As dores são em decorrência da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, pouco antes de se eleger presidente. Desde então, o ex-chefe do Executivo realizou uma série de cirurgias. Desta vez, a complicação foi no intestino delgado, segundo publicação de Jair Bolsonaro.

    A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, deu atualizações em tempo real do processo cirúrgico de Jair Bolsonaro nas redes sociais. Por volta das 20h, ela informou aos seguidores que a cirurgia ainda não havia terminado.

    Às 21h, com a conclusão da operação, Michelle Bolsonaro escreveu: “Estou indo agora para a sala de extubação, onde poderei vê-lo. Meu coração transborda de gratidão a cada um de vocês que tem orado, enviado mensagens e intercedido pelo meu amor”.

    Veja a íntegra da nota à imprensa da noite deste domingo:

    Brasília, 13 de abril de 2025 –

    O ex-Presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido a cirurgia de extensa lise de aderências e reconstrução da parede abdominal. O procedimento de grande porte teve duração de 12 horas, ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue. A obstrução intestinal era resultante de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e que foi desfeita durante o procedimento de liberação das aderências. Encontra-se no momento na Unidade de Terapia Intensiva, estável clinicamente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, nutricional e prevenção de infecções.

    Dr. Cláudio Birolini – Médico chefe da equipe cirúrgica

    Dr. Leandro Echenique – Médico Cardiologista

    Dr. Ricardo Camarinha – Médico Cardiologista

    Dr. Brasil Caiado – Medico Cardiologista;

    Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

  • Em clima de feriado, Senado não realiza sessões no plenário

    Em clima de feriado, Senado não realiza sessões no plenário

    O plenário do Senado, nesta semana, não realizará sessões, em razão do feriado da Semana Santa. A página oficial da Casa informa na agenda da semana que não haverá sessão. Enquanto os 81 senadores podem aproveitar a semana esvaziada, apenas com a previsão de duas comissões, os 513 deputados enfrentam uma pauta com 23 itens, que começa na segunda-feira (14) e termina na quarta (16).

    Fachada Congresso Nacional

    Fachada Congresso Nacional Leonardo Sá/Agência Senado

    As únicas atividades previstas para o Senado nesta semana são a 12ª Sessão Extraordinária da Comissão de Direitos Humanos. A reunião no colegiado presidido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acontece nesta segunda-feira às 10h.

    A comissão realiza uma audiência pública interativa com o tema Contribuições dos Povos Indígenas no Desenvolvimento Social, econômico, linguístico e cultural do Brasil dentro do Ciclo de debates sobre: os Direitos Humanos e o desenvolvimento de Povos e Comunidades Tradicionais. A reunião será transmitida ao vivo e será aberta à participação do público. Foram confirmadas as presenças de lideranças indígenas e professores.

    A Comissão de Segurança Pública, presidida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também confirmou que deve realizar reunião. Na terça-feira (15), o colegiado se reúne para votar oito itens, entre eles, o PL 2.775/2022, que dispõe sobre a presença obrigatória de um profissional de segurança nas escolas. Se aprovado, o texto vai para Comissão de Educação, onde haverá decisão terminativa, isto é, sem precisar ir para o plenário.

    Também estão em pauta o PL 458/2024, que dá prioridade aos profissionais de segurança no recebimento da restituição do imposto de renda, e o PL 922/2024, que estabelece normas gerais sobre abordagens policiais humanizadas a pessoas em situação de crise de saúde mental. A comissão ainda vota três requerimentos para incluir convidados em audiência pública.