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  • STF retoma julgamento da ADPF das Favelas nesta quinta-feira

    STF retoma julgamento da ADPF das Favelas nesta quinta-feira

    Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na tarde desta quinta-feira (3) o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. A ação discute as restrições impostas às operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro, com foco na redução da letalidade dessas ações.

    O processo foi protocolado em 2019 pelo PSB, e chegou ao plenário com diversas decisões liminares já tomadas ao longo dos últimos anos. O relator, ministro Edson Fachin, votou em fevereiro pela manutenção das medidas, e agora os demais ministros devem apresentar seus votos.

    Ação é criticada por parlamentares da frente segurança pública e pelo governador Cláudio Castro.

    Ação é criticada por parlamentares da frente segurança pública e pelo governador Cláudio Castro.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A análise definitiva pode levar à homologação do plano apresentado pelo governo estadual ou à imposição de novas obrigações para adequar a política de segurança às normas constitucionais.

    Medidas em vigor

    Entre as determinações feitas pela Corte estão restrições ao uso de helicópteros, autorizados apenas em casos de estrita necessidade, e a exigência de presença de ambulâncias em operações. Também foi proibido o ingresso em residências com base exclusiva em denúncia anônima, e vedado o uso de escolas, hospitais e postos de saúde como base operacional.

    Outras medidas incluem o uso obrigatório de câmeras em fardas e viaturas, acompanhamento psicológico para policiais envolvidos em ações com mortos, preservação de locais de crime e produção de relatórios de cada operação, que devem ser encaminhados ao Ministério Público.

    O ministro Fachin reforçou que as restrições não impedem o trabalho da polícia nem favorecem o crime organizado. Para ele, as determinações visam garantir a legalidade das ações e proteger a população.

    Contexto internacional

    A ação menciona a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) no caso da Favela Nova Brasília. A sentença aponta omissão do Estado do Rio na adoção de medidas para conter a letalidade policial e estabelece obrigações para o cumprimento de direitos humanos. As decisões da Corte IDH são vinculantes para o Brasil.

    O STF também recebeu, em abril de 2024, um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento conclui que a transparência nas operações e a fiscalização pelo Ministério Público são fundamentais para garantir o controle da atividade policial.

    Oposição

    As medidas decorrente da ADPF das Favelas são frequentemente criticadas por integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública, bloco no Congresso Nacional que defende o endurecimento das normas penais. O grupo afirma que as restrições dificultam o combate ao crime organizado em áreas controladas por facções.

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, concorda com esse posicionamento. Além dele, o presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou após sua posse a intenção de votar um projeto de lei que revoga as decisões decorrentes da ADPF das favelas.

  • Leia o discurso de Lula na cerimônia por dois anos de governo

    Leia o discurso de Lula na cerimônia por dois anos de governo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na manhã desta quinta-feira (3) na cerimônia O Brasil Dando a Volta por Cima, que celebrou os dois anos de seu atual mandato. No evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, Lula afirmou que o país está reconstruído após o que chamou de terra arrasada deixada pelo governo anterior. O presidente exaltou dados econômicos, celebrou conquistas sociais, anunciou novas medidas e reagiu à decisão dos Estados Unidos de sobretaxar produtos brasileiros, prometendo defender empresas nacionais com base na nova Lei de Reciprocidade Econômica.

    O presidente Lula na cerimônia que marca os dois anos de seu mandato.

    O presidente Lula na cerimônia que marca os dois anos de seu mandato.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    Lula fez uma fala breve, sem improvisos. Leia a íntegra do discurso do presidente abaixo:

    “Minhas amigas e meus amigos,

    ao longo deste evento, apresentamos um breve balanço daquilo que fomos capazes de realizar em apenas dois anos.

    A começar pela reconstrução de um país deixado em ruínas pelo governo anterior.

    O Brasil é um país que volta a sonhar e ter esperança.

    Um Brasil que dá a volta por cima e deixa de ser o eterno país do futuro, para construir hoje o seu futuro.

    Com mais desenvolvimento e mais inclusão social, mais tecnologia e mais humanismo.

    Um país menos desigual e mais justo.

    Que investe em saúde, educação e demais serviços públicos de qualidade.

    Que não tolera ameaças à democracia.

    Que não abre mão de sua soberania.

    Que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde-amarela.

    Que fala de igual para igual e respeita todos os países, do mais pobre ao mais rico, mas que exige reciprocidade de tratamento.

    Defendemos o multilateralismo e o livre-comércio, e responderemos a qualquer tentativa de impor um protecionismo que não cabe mais no mundo de hoje.

    Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores brasileiros.

    Tendo como referência a Lei de Reciprocidade Econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio.

    Minhas amigas e meus amigos,

    Quando cheguei pela terceira vez à Presidência, a sensação que tive foi a de uma pessoa que volta para casa depois de muito tempo, e em vez da casa só encontra as ruínas.

    Foi a mesma sensação de um trabalhador rural que volta ao campo para plantar, e só encontra a terra arrasada.

    O Brasil era uma casa em ruínas. Uma terra arrasada.

    Em apenas dois anos de muito trabalho, nós arrumamos a casa. Refizemos os alicerces, erguemos de novo as paredes.

    Aramos a terra, semeamos, regamos com carinho, e estamos colhendo os resultados.

    O Brasil está de novo entre as dez maiores economias do mundo.

    Mais de 24 milhões de pessoas ficaram livres da fome. É o equivalente a um estádio de futebol lotado saindo do mapa da fome por dia.

    Um estádio com jogo do Corinthians, é bom dizer.

    O desemprego é o menor dos últimos 12 anos. A pobreza e a extrema pobreza caíram aos menores níveis da história.

    Isentamos do imposto de renda quem ganha até dois salários mínimos.

    Enviamos ao Congresso Nacional projeto de lei isentando do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil reais.

    O Novo PAC é o maior programa de infraestrutura que o país já viu, com mais de 20 mil obras em andamento de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias, a maternidades, escolas, creches e centros esportivos.

    Com a Nova Indústria Brasil, a produção industrial voltou a crescer depois de anos de estagnação, gerando milhares de empregos.

    O investimento em inovação na indústria é o maior dos últimos 30 anos.

    Aprovamos com apoio do Congresso a Reforma Tributária. Uma reforma mais justa, aguardada há mais de 40 anos.

    Isto é investir no futuro.

    E novos anúncios estão chegando. O Minha Casa, Minha Vida passará a beneficiar também a classe média.

    Com a atualização do programa Celular Seguro, o governo vai aumentar a proteção dos cidadãos contra os roubos de aparelhos, e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.

    Vem aí a TV 3.0, o sistema que vai fazer o casamento definitivo da TV aberta com a internet.

    Com isso, a população brasileira terá acesso à televisão de última geração, com imagens e som de altíssima definição.

    Isso significa mais informação e mais qualidade para a população brasileira.

    Ainda há muito a ser feito. Precisamos da união de todos, para derrotar o ódio, a desinformação e a mentira.

    Sabemos dos enormes desafios que temos pela frente. Mas sabemos também da extraordinária força de vontade e da capacidade de trabalho do povo brasileiro.

    Minhas amigas e meus amigos,

    O Brasil está no rumo certo. Gerando renda e oportunidade para quem quer melhorar de vida. Cuidando de todas as pessoas, sobretudo de quem mais precisa.

    Este é o Brasil que estamos construindo. O Brasil dos brasileiros. O Brasil do futuro.

    Muito obrigado.”

  • Congresso tem que ser a “voz dos produtores”, diz Nelsinho Trad

    Congresso tem que ser a “voz dos produtores”, diz Nelsinho Trad

    O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu nesta quarta-feira (2) uma revisão da política brasileira de comércio exterior diante da decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas a produtos importados, incluindo os do Brasil. Em discurso no plenário, ele afirmou que o Congresso Nacional deve atuar como voz dos produtores e se posicionar contra medidas que penalizem o setor produtivo nacional.

    O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) preside a Comissão das Relações Exteriores na Casa

    O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) preside a Comissão das Relações Exteriores na CasaAndressa Anholete/Agência Senado

    Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho anunciou a proposta de uma missão parlamentar aos Estados Unidos para dialogar com autoridades e buscar uma solução negociada. É hora de uma reação planejada e inteligente, afirmou. O senador disse ainda que o Brasil precisa rever seus acordos comerciais com planejamento, previsibilidade e inteligência, tal como fazem os norte-americanos.

    O parlamentar destacou a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei da reciprocidade econômica, que permite ao governo brasileiro adotar medidas contra barreiras comerciais impostas por outros países. Para ele, esse tipo de mecanismo deve caminhar junto com a busca por diálogo e entendimento. Se não está dando certo de um lado, vamos abrir a porta do outro. O produtor brasileiro não pode ser o elo mais frágil dessa cadeia de conflito global, disse.

    Nelsinho também alertou que as novas tarifas não foram uma surpresa, pois já haviam sido anunciadas durante a campanha de Donald Trump. Por isso, segundo ele, o país precisa se preparar com uma política externa responsável e coordenada entre o governo, o setor produtivo e o Congresso.

  • Lei garante tratamento odontológico no SUS a mulheres agredidas

    Lei garante tratamento odontológico no SUS a mulheres agredidas

    Vítimas poderão passar por programa de reconstrução dentária e implante.

    Vítimas poderão passar por programa de reconstrução dentária e implante.Freepik

    O Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá reconstrução dentária para mulheres que sofreram agressões domésticas resultando em perda de dentes ou fraturas faciais, conforme a lei 15.116/2025. O atendimento prioritário ocorrerá em hospitais e clínicas públicas ou conveniadas.

    Publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (3), a lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem origem no projeto de lei 4.440/2024, de autoria da deputada Simone Marquetto (MDB-SP) e aprovado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal. A relatoria na Câmara foi conduzida pela deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA).

    O Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, estabelecido pela lei, abrange procedimentos de reconstrução, implante de próteses e, quando necessário, procedimentos estéticos.

    A comprovação da violência, conforme regulamentação a ser definida, será necessária para que as mulheres acessem o programa. O governo federal especificará os critérios de acesso, os procedimentos odontológicos e estabelecerá parcerias com instituições de ensino e pesquisa, se necessário.

    Leia a íntegra da lei.

  • Tesouro publica Balanço Geral da União de 2024

    Tesouro publica Balanço Geral da União de 2024

    Prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos MInistérios em Brasília.

    Prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos MInistérios em Brasília.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    O Tesouro Nacional divulgou, nesta quinta-feira (3), o Balanço Geral da União (BGU) de 2024, demonstrativo que apresenta a situação orçamentária, financeira e patrimonial da União. Juntamente com o relatório completo, o órgão lançou o BGU em Foco, uma síntese com análises gráficas.

    O Patrimônio Líquido (PL) da União registrou saldo negativo de R$ 5,910 trilhões, R$ 324,32 bilhões a mais que o valor de 2023, que foi de R$ 5,586 trilhões. O PL representa a diferença entre ativos e passivos da Administração Pública Federal.

    Em 2024, a variação patrimonial foi negativa em cerca de R$ 628,1 bilhões. Apesar de menor que a variação negativa de R$ 752,0 bilhões em 2023, o resultado indica que as despesas ainda superam as receitas. Destacam-se gastos com “benefícios previdenciários e assistenciais, despesas financeiras e transferências intergovernamentais.

    O BGU em Foco apresenta como principais ativos da União: o caixa, os créditos tributários e a dívida ativa, os haveres financeiros da União junto a Estados, Distrito Federal e municípios e a participação em empresas e fundos. Os principais passivos incluem a dívida pública federal, em mercado e em carteira do Banco Central, as provisões, em especial para riscos fiscais judiciais, previdenciárias e relativas ao Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas, além de precatórios e requisições de pequeno valor.

    As provisões, obrigações reconhecidas pela União com valores e/ou prazos de pagamento estimados, diminuíram 0,43% (R$ 15,57 bilhões), totalizando R$ 3,594 trilhões em 2024, contra R$ 3,610 trilhões em 2023. O maior valor refere-se às provisões matemáticas previdenciárias da União (46,27% do total, ou R$ 1,663 trilhão), abrangendo principalmente as provisões de benefícios concedidos e a conceder do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

    As provisões do “Sistema de Proteção Social dos Militares e das Forças Armadas somaram R$ 856,03 bilhões (23,81% do total), incluindo obrigações do Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas (SPSMFA), pensões de militares, pensões especiais de militares e anistiados políticos militares.

    As provisões para perdas judiciais e administrativas caíram 13,34%, de R$ 739,43 bilhões em 2023 para R$ 640,80 bilhões em 2024. Desse montante, R$ 479,8 bilhões correspondem a ações judiciais sem trânsito em julgado, R$ 150,8 bilhões a ações transitadas em julgado, com decisão desfavorável à União, e R$ 10,2 bilhões à provisão de precatórios e requisições de pequeno valor (RPV) cancelados.

    O Boletim projeta o resultado previdenciário do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) até 2100. Os cálculos indicam receitas previdenciárias insuficientes para cobrir as despesas nesse período. Mantendo-se as hipóteses e parâmetros, o déficit previdenciário aumentará, com necessidade de financiamento estimada em 2,68% do PIB em 2025, podendo chegar a 11,61% em 2100.

    Precatórios e RPV a pagar totalizaram R$ 130,83 bilhões ao final de 2024, aumento de 54,79% em relação aos R$ 84,52 bilhões de 2023. Os valores de precatórios devem constar na Lei Orçamentária Anual (LOA). Requeridos até 2 de abril, integram a proposta orçamentária do ano seguinte; após essa data, são pagos no segundo exercício subsequente.

    Os créditos da União junto a Estados, DF e municípios atingiram R$ 811,54 bilhões, aumento de R$ 53,66 bilhões (7,08%) em relação a 2023 (R$ 757,88 bilhões). Esses créditos originam-se principalmente de contratos de refinanciamento de dívidas, financiamentos concedidos, assunção de créditos de entidades extintas ou liquidadas e avais e outras garantias honradas.

    Excluindo juros, encargos da dívida e transferências obrigatórias, os gastos previdenciários somaram R$ 1,049 trilhão (49% do total) em 2024, aumento de 7,57% em relação a 2023. Os gastos com saúde subiram de R$ 177,1 bilhões para R$ 216,1 bilhões (21,98%).

    O BGU, formalmente Demonstrações Contábeis Consolidadas da União (DCON), integra a Prestação de Contas do Presidente da República (PCPR), divulgada pela Controladoria-Geral da União.

  • Com desaprovação em alta, Lula faz balanço dos dois anos de governo

    Com desaprovação em alta, Lula faz balanço dos dois anos de governo

    O presidente Lula faz, nesta quinta-feira (3), um balanço de seus dois anos de governo no evento O Brasil dando a volta por cima”, marcado para as 10h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Participam da cerimônia ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil. Acompanhe a transmissão:

    A cerimônia tem como objetivo demonstrar os avanços obtidos em diversas áreas e reforçar, segundo o governo, o compromisso da atual gestão com a transparência e a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Além das realizações já concretizadas, Lula também deve indicar metas e entregas planejadas para os próximos anos.

    Lula falará sobre as principais ações de seu governo nos dois primeiros anos de mandato

    Lula falará sobre as principais ações de seu governo nos dois primeiros anos de mandatoRicardo Stuckert/PR

    O balanço se dá no momento em que Lula enfrenta a maior rejeição popular dos seus três mandatos presidenciais. A taxa de desaprovação do presidente Lula deu um salto de sete pontos nos últimos dois meses, segundo pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (2). De acordo com o levantamento, hoje o presidente da República é aprovado por 41% dos brasileiros e desaprovado por 56%, os piores números de seu mandato até agora. Outros 3% não sabem ou não responderam à pergunta.

    Quaest: Lula é desaprovado por 56%, uma alta de sete pontos

  • Alexandre de Moraes arquiva pedido de prisão preventiva de Bolsonaro

    Alexandre de Moraes arquiva pedido de prisão preventiva de Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação havia sido feita pela vereadora Liana Cristina (PT), do Recife, e por Victor Fialho, aliado da ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade-PE). Ambos acusavam Bolsonaro de incitar novos ataques à democracia ao convocar manifestações em favor da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

    O ministro Alexandre de Moraes seguiu o entendimento da PGR e arquivou o pedido.

    O ministro Alexandre de Moraes seguiu o entendimento da PGR e arquivou o pedido.Fellipe Sampaio/STF

    Moraes acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, que considerou os autores do pedido ilegítimos para fazer esse tipo de requerimento diretamente ao STF. Não conheço dos pedidos formulados por ilegitimidade de parte, escreveu o ministro em seu despacho.

    Segundo Gonet, apenas a Polícia Federal ou o Ministério Público têm legitimidade para propor investigações criminais desse tipo. Ele afirmou ainda que os fatos relatados não contêm elementos informativos mínimos que justifiquem uma investigação ou medida cautelar contra o ex-presidente. O procurador frisou que manifestações pacíficas em defesa da anistia não configuram ilícito penal e estão dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão.

    O despacho de Moraes foi assinado no âmbito de uma notícia-crime que ganhou atenção após o ex-presidente ter participado de atos públicos em março, nos quais defendeu anistia a seus aliados presos. Apesar do arquivamento deste pedido, Bolsonaro ainda responde a outras ações no STF, inclusive como réu por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

  • Hugo Motta escolhe Arthur Lira para relatar isenção do IR até R$ 5 mil

    Hugo Motta escolhe Arthur Lira para relatar isenção do IR até R$ 5 mil

    Aliados: Lira apoiou Hugo para sucedê-lo na presidência da Câmara

    Aliados: Lira apoiou Hugo para sucedê-lo na presidência da CâmaraGabriela Biló /Folhapress

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou nesta quinta-feira (3) a indicação do deputado Arthur Lira (PP-AL), seu antecessor no cargo, como relator do projeto de lei de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. Hugo também determinou a instalação de uma comissão especial para tratar do assunto. O anúncio foi feito pelo X no começo da manhã:

    Com a relatoria da proposta, considerada prioritária pelo governo, o ex-presidente da Câmara volta a ter protagonismo. Lira participou da comitiva do presidente Lula que esteve na Ásia na semana passada. O convite foi visto como uma deferência. O nome dele é cotado para assumir alguma pasta na reforma ministerial que Lula ainda costura.

    Hugo Motta foi o candidato apoiado por Lira para sucedê-lo na presidência da Câmara. Comissões especiais são criadas na Câmara para análise de proposta de emenda à Constituição ou de projetos de lei despachados para mais de quatro comissões. Hugo ainda não informou quando pretende votar a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil.

  • Governo “lamenta” tarifas de Trump e fala em recorrer à OMC

    Governo “lamenta” tarifas de Trump e fala em recorrer à OMC

    O governo brasileiro lamentou nesta quarta-feira (2) as novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em nota divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio e Serviços (leia a íntegra mais abaixo), o governo diz que o Brasil considera acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta às tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros importados.

    Segundo o comunicado, o Brasil seguirá em diálogo aberto com os Estados Unidos para tentar “reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos”. Também diz que o governo “avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”.

    A nota diz ainda que “não reflete a realidade” a percepção de que as tarifas reestabeleceriam um equilíbrio entre os países. O texto aponta que a balança comercial do Brasil com os Estados Unidos e superavitária para a nação norte-americana. “Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’ não reflete a realidade”.

    A nota ainda destaca a aprovação da Lei da Reciprocidade no Congresso Nacional.

    Leia abaixo o texto na íntegra:

    “O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país. A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

    Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

    Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a reciprocidade comercial não reflete a realidade.

    Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

    Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

    Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.”

  • Lula lidera todos os cenários de 2º turno para 2026, aponta Quaest

    Lula lidera todos os cenários de 2º turno para 2026, aponta Quaest

    A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que, mesmo em meio a um cenário de desaprovação crescente, o presidente Lula (PT) segue como favorito para a eleição presidencial de 2026. O levantamento revela que Lula venceria todos os principais nomes da direita em simulações de segundo turno, embora em alguns casos com vantagem reduzida. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, a diferença está no limite da margem de erro, com o petista numericamente à frente.

    Lula aparece como favorito na disputa contra todos candidatos da direita

    Lula aparece como favorito na disputa contra todos candidatos da direitaRicardo Stuckert/PR

    O levantamento foi realizado com 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 27 e 31 de março, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.

    Disputa com Bolsonaro é a mais apertada

    No cenário mais simbólico, que simula uma reedição do segundo turno de 2022, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 40% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está inelegível até 2030. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro. Outros 3% estão indecisos, e 13% pretendem votar em branco, nulo ou se abster. Bolsonaro, no entanto, está inelegível até 2030.

    Simulações

    A pesquisa também simulou embates com outros potenciais candidatos da direita. Em todos os cenários, Lula aparece na frente:

    Michelle Bolsonaro (PL): Lula 44% x 38%

    Tarcísio de Freitas (Republicanos): Lula 43% x 37%

    Ratinho Júnior (PSD): Lula 43% x 35%

    Eduardo Bolsonaro (PL): Lula 45% x 34%

    Pablo Marçal (PRTB): Lula 44% x 35%

    Romeu Zema (Novo): Lula 43% x 31%

    Ronaldo Caiado (União): Lula 44% x 30%

    Embora continue na liderança, o levantamento mostra tendência de queda nas intenções de voto do presidente, enquanto alguns adversários, como Zema e Caiado, vêm ganhando terreno desde a pesquisa anterior, de janeiro.

    Cenário espontâneo e percepção de risco político

    Na pesquisa espontânea em que os eleitores citam livremente em quem votariam apenas três nomes foram lembrados com mais de 1%: Lula (9%), Bolsonaro (7%) e Tarcísio (1%). A maioria dos entrevistados (80%) ainda não tem candidato definido.

    Outro dado relevante foi a percepção sobre qual possibilidade causaria mais medo aos eleitores: 44% disseram temer mais a volta de Bolsonaro, enquanto 41% indicaram receio pela continuidade de Lula.

    Desafio

    Mesmo com sinais de desgaste político e oscilação negativa nas pesquisas, Lula entra na corrida de 2026 com uma vantagem consolidada sobre todos os nomes testados da oposição. O desafio do presidente será conter a queda em sua aprovação e fortalecer sua base diante do avanço gradual de nomes alternativos da direita.

    A pesquisa também evidencia a falta de unidade no campo conservador, com nenhum adversário ultrapassando a casa dos 38% nas simulações de segundo turno o que mantém o atual presidente como o nome mais competitivo do cenário nacional até o momento.

    Desaprovação

    A mesma Quaest divulgou nessa quarta-feira (2) registrou aumento significativo da desaprovação de Lula, de sete pontos percentuais nos últimos dois meses. O levantamento aponta que, atualmente, 41% dos brasileiros aprovam a gestão do presidente, enquanto 56% a desaprovam, representando os piores índices de seu mandato até o momento. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder à questão.

    Este é o primeiro momento em que a taxa de desaprovação de Lula supera a de aprovação, estabelecendo uma diferença de 15 pontos percentuais entre elas. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, a aprovação era de 47% e a desaprovação de 49%. Naquela ocasião, as duas taxas apresentavam um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.