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  • CNJ promove I Encontro Nacional dos NatJus e V Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde 
		Última atualização:  01/10/2026 às 14:51:00

    CNJ promove I Encontro Nacional dos NatJus e V Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde Última atualização: 01/10/2026 às 14:51:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (FONAJUS),  realizará, no dia 04/11, o I Encontro Nacional dos NatJus e, nos dia 05 e 06/11, o V Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde. Os eventos acontecerão no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e são voltados a magistrados(as), servidores(as), membros dos NatJus, representantes dos setores de saúde pública e suplementar, operadores(as) do Sistema de Justiça, profissionais da saúde e demais interessados.

    I Encontro Nacional dos NatJus, que acontece na quinta-feira, das 8h às 18h, contará com painéis e palestras sobre temas como “A medicina baseada em evidências no Judiciário” e “Inteligência Artificial e pesquisa de evidências em saúde”. Confira a programação do encontro.  

    Clique aqui e se inscreva para o I Encontro Nacional dos NatJus.

    Já o V Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde acontece das 8h às 18h, na sexta, e das 9h às 18h, no sábado. Entre os temas que serão abordados estão: “Inteligência artificial, inovação e o futuro da saúde”; “Doenças raras: desafios da inovação e do acesso aos novos tratamentos no brasil”; “Transtorno do espectro autista (TEA): evidências, terapias e desafios frente à judicialização”; e “Conciliação em saúde: caminhos e desafios da desjudicialização”. Durante o congresso, também haverá a entrega do IV Prêmio Justiça e Saúde. Confira a programação.

    Clique aqui e se inscreva para o V Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde.

    O objetivo dos encontros é fomentar a integração e o intercâmbio de experiências entre os NatJus, bem como promover o aprimoramento do conhecimento técnico sobre a saúde pública e suplementar e o debate acerca dos desafios da judicialização da saúde.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • TRF5 homologa resultado final da seleção de estágio de nível superior Última atualização: 01/10/2026 às 15:58:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 editou o Ato nº 491/2026, que homologa o resultado final do processo seletivo destinado à formação de cadastro reserva para o quadro de estagiários de nível superior da Corte. A medida foi assinada pelo presidente do Tribunal, desembargador federal Roberto Machado. 

    A seleção foi realizada com base no Edital nº 69/2026, que contempla diversas áreas do conhecimento, conforme a necessidade administrativa do TRF5. As oportunidades são para os cursos de Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Design, Design Gráfico, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Estatística, Gestão Ambiental, Gestão da Informação, Jornalismo, Letras, Publicidade e Propaganda, Secretariado e Sistemas de Informação. 

    Os(as) candidatos(as) aprovados(as) poderão ser convocados de acordo com a disponibilidade de vagas e a demanda da instituição, respeitando a ordem de classificação e os critérios previstos no edital. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 é contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026  
		Última atualização:  01/10/2026 às 16:36:00

    TRF5 é contemplado com o Selo Linguagem Simples 2026 Última atualização: 01/10/2026 às 16:36:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 foi um dos contemplados com o Selo Linguagem Simples 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Tribunal alcançou a nota 65 no segmento Justiça Federal. A solenidade de entrega da certificação acontecerá no dia 18/11, às 14h, no auditório do CNJ. 

    A ação responsável pela certificação do Tribunal foi o projeto Mandado Cidadão, que é um conjunto de modelos de documento utilizado nos mandados judiciais de citação, para que qualquer pessoa entenda o que a Justiça está comunicando, quais são os seus direitos e deveres e quais caminhos pode seguir a partir dali. O projeto foi desenvolvido pela Justiça Federal no Ceará, o Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Estado do Ceará, o Laboratório de Inovação da Justiça Federal do Ceará (InovaJus), o TRF5 e o Programa de Inovação para o Poder Judiciário HubJus.  

    Na edição deste ano, 75 órgãos do Judiciário receberão a condecoração em reconhecimento aos esforços para o desenvolvimento de práticas inovadoras para a adoção de linguagem clara, objetiva e acessível no Judiciário. As iniciativas foram analisadas em cinco eixos: simplificação da linguagem nos documentos; brevidade nas comunicações; educação, conscientização e capacitação; tecnologia da informação; e articulação interinstitucional e social. 

    Ao todo, 22 tribunais da Justiça Estadual, 19 tribunais do Trabalho, 19 tribunais eleitorais, três da Justiça Militar e cinco da Justiça Federal, além do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), tiveram iniciativas aprovadas. 

    Pacto pela Linguagem Simples 

    O Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples reúne ações, iniciativas e projetos de todos os segmentos da Justiça, em todas as instâncias, com o objetivo de promover o uso de linguagem clara, direta e compreensível na redação de decisões judiciais e em toda comunicação institucional com a sociedade.

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5 com informações da Agência CNJ de Notícias


  • Outubro Rosa: prevenção do câncer de mama e cuidado integral da saúde da mulher  
		Última atualização:  01/10/2026 às 11:16:00

    Outubro Rosa: prevenção do câncer de mama e cuidado integral da saúde da mulher Última atualização: 01/10/2026 às 11:16:00

    Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. Para o período de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil. Esses números reforçam a importância de manter os cuidados em dia e de realizar os exames recomendados para cada fase da vida. 

    A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama. Pelo Ministério da Saúde, ela é recomendada a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres entre 40 e 49 anos também podem realizar o exame pelo SUS, conforme avaliação e orientação do profissional de saúde. Já algumas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), recomendam a mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual. 

    Além dos exames de rotina, é importante conhecer o próprio corpo e procurar atendimento caso surjam alterações nas mamas, como nódulo, mudança na pele ou no mamilo ou saída espontânea de secreção. Essas mudanças devem ser avaliadas, mesmo que a mamografia esteja em dia. 

    Acompanhamento no TRF5 

    No Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, esse acompanhamento também faz parte do Exame Periódico de Saúde (EPS), contribuindo para que cada mulher receba orientações de acordo com a sua idade, seu histórico médico e seus fatores de risco. 

    Mas cuidar da saúde da mulher vai muito além da prevenção do câncer de mama. Também envolve manter em dia o rastreamento do câncer do colo do útero, cuidar dos ossos, acompanhar o climatério e a menopausa, além de dedicar atenção à saúde mental, à alimentação, à atividade física e ao bem-estar de forma geral. 

    E esse cuidado não precisa acontecer apenas em outubro. Manter consultas e exames em dia ao longo de todo o ano é uma forma importante de prevenção e de cuidado com a qualidade de vida. O Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5 está à disposição para orientar e acompanhar cada mulher de acordo com suas necessidades. 

    Requisição de exames 

    O NAS convoca todas as magistradas, servidoras e funcionárias terceirizadas com 40 anos ou mais a realizar a sua mamografia, caso não tenham feito o exame nos últimos 12 meses. Para isso, a equipe médica viabilizará, neste mês de outubro, a requisição do procedimento em até 24h após a realização dos pedidos (feitos em dias úteis), via e-mail: medicos@trf5.jus.br.  

    Caso o exame seja realizado no âmbito do SUS, não é necessário ter a solicitação médica em mãos. Basta ter entre 50 e 74 anos e comparecer ao TRF5 no dia 27 de outubro, portando documento de identidade e comprovante de residência do Recife. 

    Mamógrafo móvel 

    Em mais uma parceria com a Prefeitura do Recife, o NAS disponibilizará o Mamógrafo Móvel, no dia 27 de outubro, para a realização de 80 exames gratuitos, em pessoas que se enquadrem nos critérios de rastreamento do Ministério da Saúde (mulheres e homens transgênero de 50 a 74 anos). O mamógrafo será instalado no estacionamento do edifício-sede do TRF5. 

    Para realizar o exame é necessário um cadastramento prévio, junto ao NAS, através dos telefones  3425.9296 /  (81) 9170.7397 (WhatsApp) – procurar Ivanna ou Áurea.  

    É importante destacar que, para fins de rastreamento, a mamografia pode ser realizada a partir dos 40 anos na rede particular/saúde suplementar, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Na ação realizada pelo SUS, por meio do mamógrafo móvel, será adotada a faixa etária de 50 a 74 anos, em observância aos critérios estabelecidos pelo serviço público responsável pela realização dos exames. 

    Se você conhece alguém que se encaixe nesses critérios, divulgue essa ação! Juntas podemos transformar informação em prevenção, cuidado e solidariedade. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 / Núcleo de Assistência à Saúde (NAS)


  • TRF5 disponibiliza mamógrafo móvel para exames gratuitos de câncer de mama Última atualização: 01/10/2026 às 11:18:00

    Em mais uma parceria com a Prefeitura do Recife, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 disponibilizará o Mamógrafo Móvel, no dia 27 de outubro, para a realização de 80 exames gratuitos de rastreamento de câncer de mama. A iniciativa, fruto da campanha Outubro Rosa, é promovida pelo Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5. A ação se destina a pessoas que se enquadrem nos critérios de rastreamento do Ministério da Saúde (mulheres e homens transgênero de 50 a 74 anos). O mamógrafo será instalado no estacionamento do edifício-sede do TRF5. 

    Os exames serão gratuitos, mas é necessário um cadastramento prévio, junto ao NAS, através dos telefones 3425.9296 / (81) 9170.7397 (WhatsApp) – procurar Ivanna ou Áurea.  

    É importante destacar que, para fins de rastreamento, a mamografia pode ser realizada a partir dos 40 anos na rede particular/saúde suplementar, conforme orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Na ação realizada pelo SUS, por meio do mamógrafo móvel, será adotada a faixa etária de 50 a 74 anos, em observância aos critérios estabelecidos pelo serviço público responsável pela realização dos exames. 

    Requisição de exames 

    Outra opção para quem não vai realizar o exame pelo SUS é solicitar a requisição no NAS. Durante a campanha, o NAS convoca todas as magistradas, servidoras e funcionárias terceirizadas com 40 anos ou mais a realizar a sua mamografia, caso não tenham feito o exame nos últimos 12 meses. Para isso, a equipe médica viabilizará, neste mês de outubro, a requisição do procedimento em até 24h após a realização dos pedidos (feitos em dias úteis), via e-mail: medicos@trf5.jus.br.  

    Se você conhece alguém que se encaixe nesses critérios, divulgue essa ação! Juntas podemos transformar informação em prevenção, cuidado e solidariedade. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Sindifisco-PB realiza Fórum para discutir construção da Lei Orgânica da Administração Tributária Estadual

    Sindifisco-PB realiza Fórum para discutir construção da Lei Orgânica da Administração Tributária Estadual

    Evento reuniu auditores fiscais, representantes da Fenafisco e especialista em Direito Administrativo para discutir propostas que irão orientar a construção da LOATE na Paraíba

    O Sindifisco-PB realizou, nessa quarta-feira (30/9), o primeiro Fórum LOATE Paraíba, iniciativa que reuniu a categoria para iniciar uma discussão estruturada sobre a construção da Lei Orgânica da Administração Tributária Estadual. O encontro contou com o presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), Francelino Valença, auditores fiscais de diferentes regiões da Paraíba e teve como palestrante a advogada e especialista em Administração Tributária, Adriana Schier. Realizado no auditório do sindicato, o fórum contou com participação expressiva dos auditores fiscais, que lotaram o espaço para participar das discussões sobre o futuro da Administração Tributária paraibana.

    A realização do fórum ocorre em um momento importante para a construção da LOATE. A Emenda Constitucional nº 62, promulgada pela Assembleia Legislativa da Paraíba em setembro de 2026, reconheceu a Administração Tributária como instituição permanente e essencial ao funcionamento do Estado e estabeleceu diretrizes relacionadas à sua autonomia técnica, administrativa e orçamentária. A emenda também estabeleceu a data de 31 de dezembro de 2027 como prazo final para apreciação, votação e aprovação da Lei Orgânica da Administração Tributária pela Assembleia Legislativa.

     

    Processo participativa

    Durante o Fórum LOATE Paraíba, Adriana Schier apresentou aspectos considerados fundamentais para a estruturação da Administração Tributária e destacou que a construção da lei precisa partir de um processo coletivo, com a representação das entidades de classe e dos profissionais que atuam diretamente na área.

    Entre os pontos apresentados pela especialista estão o reconhecimento da Administração Tributária como instituição permanente, a definição das funções típicas e exclusivas das carreiras tributárias, o reconhecimento dos integrantes dessas carreiras como autoridades tributárias estaduais e a criação do Conselho Consultivo de Administração Tributária.

    “Sem política pública no país não tem como garantir benefícios para a população. Por isso a importância da Administração Tributária. A sociedade precisa do Fisco forte, autônomo e valorizado”, afirmou Adriana Schier durante o fórum.

    A Lei Orgânica é uma reivindicação histórica da categoria, realizada em diferentes momentos pelo Sindifisco-PB e envolve o trabalho acumulado de diversas gestões, dirigentes e auditores fiscais ao longo dos anos. Agora, com a previsão constitucional da LOATE e prazo definido para sua apreciação pela Assembleia Legislativa, a discussão entra em uma nova etapa.

    “Esta é uma conquista que vem sendo construída há muitos anos, por diferentes gestões do Sindifisco e, principalmente, pelo trabalho dos auditores fiscais que se dedicaram a discutir o futuro da Administração Tributária da Paraíba. O que estamos fazendo agora é transformar essa construção histórica em uma proposta capaz de fortalecer o Fisco e beneficiar toda a sociedade”, destacou a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros.

     

    Autonomia para a Administração Tributária

    A discussão da Lei Orgânica ganha relevância adicional diante das transformações provocadas pela Reforma Tributária, que exigirão novas formas de organização, integração e atuação das administrações tributárias. Em debates nacionais sobre o tema, especialistas têm destacado a necessidade de fortalecer institucionalmente os fiscos diante das mudanças no sistema tributário.

    Na avaliação da diretoria do Sindifisco-PB, a futura Lei Orgânica da Paraíba deverá regulamentar aspectos relacionados à estrutura, governança, competências, autonomias e prerrogativas da Administração Tributária estadual. Um dos principais objetivos é garantir que o trabalho de fiscalização e arrecadação seja realizado com autonomia técnica, segurança jurídica e critérios institucionais, reduzindo a possibilidade de interferências externas na atividade fiscal.

    A legislação também deverá organizar as atribuições das carreiras tributárias, estabelecer garantias e prerrogativas para o exercício das funções e oferecer maior segurança institucional aos profissionais responsáveis pela fiscalização, lançamento, arrecadação e cobrança dos tributos estaduais.

     

  • STF garante escolha de regime previdenciário a servidor vindo de outro ente federativo

    STF garante escolha de regime previdenciário a servidor vindo de outro ente federativo

    O servidor público que assumiu um cargo após a implantação da previdência complementar, mas já ocupava cargo efetivo em outro ente da federação, tem o direito de escolher entre o novo regime ou a permanência na sistemática previdenciária anterior. Isso porque a Constituição condiciona à escolha expressa do servidor a aplicação da nova sistemática a quem já havia ingressado no serviço público antes de sua implantação.

    Com esse entendimento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, deu provimento nesta quarta-feira (30/9) ao recurso de um servidor reconhecendo que a continuidade da trajetória no serviço público preserva o direito de opção, mesmo quando há mudança de esfera federativa. A interpretação da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, que havia negado o pedido de aplicação da sistemática anterior, foi de que o direito de opção dependeria de vínculo prévio com o mesmo ente federativo.

    Os magistrados acompanharam o voto do relator, ministro Edson Fachin, no Recurso Extraordinário 1.050.597, com repercussão geral reconhecida no Tema 1.071. Durante o julgamento, o colegiado também acolheu uma sugestão do ministro Flávio Dino para que o entendimento alcance, de forma recíproca, as mudanças de servidores entre todos os entes federativos.

     

    Garantia constitucional

    Fachin fundamentou seu voto no artigo 40, parágrafo 16, da Constituição. Para o relator, o dispositivo não limita a proteção aos servidores que já trabalhavam para o ente responsável pela criação do regime complementar. Assim, restringir o direito de escolha aos vínculos anteriores com a União significaria acrescentar uma exigência que o constituinte não estabeleceu.

    O ministro também distinguiu a controvérsia da discussão sobre direito adquirido a regime jurídico. Segundo seu entendimento, o que estava em julgamento era o alcance de uma faculdade assegurada pela Constituição: decidir se o servidor será submetido às regras da previdência complementar.

    Outro fundamento foi a proteção da confiança, considerada a trajetória contributiva do trabalhador. Fachin avaliou que a mudança de ente federativo, sem afastamento do serviço público, não justifica submeter automaticamente ao teto do Regime Geral de Previdência Social alguém que vinha contribuindo sobre a totalidade de sua remuneração.

    O relator citou ainda uma orientação do Ministério da Previdência Social e uma decisão administrativa tomada pelo próprio STF em 2017. Na ocasião, a corte reconheceu a possibilidade de manutenção do regime anterior para servidores provenientes de outros entes que assumiram cargos no tribunal sem interrupção do vínculo público.

     

    Alcance entre os entes

    Ao acompanhar Fachin, Dino ressaltou que a interpretação do texto constitucional é compatível com a segurança jurídica e com a proteção da confiança. O ministro também apontou que eventuais repercussões financeiras devem ser equacionadas pelos mecanismos de compensação previdenciária entre os regimes.

    Dino propôs excluir da formulação da tese a referência específica ao serviço público federal. Fachin aceitou a alteração, ampliando o alcance do entendimento para que a mesma proteção seja observada nas mudanças de cargo entre União, estados, municípios e Distrito Federal.

    Tese fixada

    Ao final do julgamento, foi fixada a seguinte tese:

    Os servidores que ingressaram no Serviço Público após a criação do Regime Complementar, mas que anteriormente ocupavam cargos públicos efetivos em outro ente federativo, sem rompimento de vínculo com a administração pública, têm o direito de optar, nos termos do artigo 40, parágrafo 16 da Constituição Federal, pelo novo Regime de Previdência Complementar ou de permanecer no sistema previdenciário anterior.

    RE 1.050.597

     

    Consultor Jurídico

  • Formação de servidores fortalece instituições e amplia capacidade do Estado, afirma presidente do Comsefaz, em Madri

    Formação de servidores fortalece instituições e amplia capacidade do Estado, afirma presidente do Comsefaz, em Madri

    Presidente do Comsefaz e do CGIBS, Flávio César destacou o alcance institucional do Máster e o papel dos profissionais na implementação da reforma tributária

    O presidente do Comsefaz e do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), Flávio César, destacou nesta sexta-feira (18), em Madri, que o investimento na formação dos servidores produz resultados que ultrapassam o desenvolvimento profissional de cada participante. Segundo ele, o conhecimento adquirido fortalece as instituições públicas, amplia a capacidade do Estado e contribui para respostas mais eficientes às necessidades da sociedade.

    A mensagem foi apresentada durante o seminário do Máster em Administração Tributária e Financeira, promovido pelo Comsefaz em parceria com a Universidade Nacional de Educação a Distância (UNED) e o Instituto de Estudos Fiscais (IEF), instituições espanholas de ensino e formação na área de administração pública e fiscal.

    O seminário começou no dia 15 e segue até 25 de setembro. As atividades contam com a participação de Javier Martín Román, professor de Economia da UNED e diretor acadêmico do Máster; Mariano Rojo Pérez, responsável pelas Relações Internacionais do IEF; e Célia M. Silva Carvalho, coordenadora acadêmica do Máster pelo Comsefaz, professora e doutora em Economia pela UFC e pela UNED.

    A atual turma reúne 30 servidores das administrações fazendárias estaduais. Com a conclusão desta edição, a parceria entre o Comsefaz, a UNED e o IEF alcançará a marca de 138 profissionais formados em administração tributária e financeira.

     

    Formação com alcance institucional

    Ao falar aos servidores públicos brasileiros que participam do Máster, Flávio César ressaltou que a qualificação profissional também deve ser compreendida pelos resultados que gera para as administrações públicas e para a população.

    “Quando investimos na formação de um servidor público, não estamos investindo apenas em uma pessoa. Estamos fortalecendo as instituições nas quais esse servidor trabalha e, em última instância, estamos aumentando a capacidade do Estado de responder às necessidades da sociedade”, afirmou.

    Segundo o presidente, o programa forma profissionais que ocupam ou poderão ocupar posições estratégicas nas Secretarias de Fazenda, de Finanças e de Planejamento. Ao retornarem ao país, esses servidores levam conhecimentos que podem ser compartilhados e incorporados ao trabalho das instituições.

    Esse processo ganha especial importância diante da reforma tributária, cujas mudanças alcançarão tributos, instituições, competências, processos, sistemas e a relação entre os diferentes níveis de governo.

    “O que estamos fazendo não é apenas uma reforma tributária, mas promovendo uma transformação da própria Administração Pública brasileira”, afirmou.

     

    Servidores preparados para a reforma tributária

    Flávio César destacou que a transformação do sistema tributário não será realizada somente por presidentes, secretários ou dirigentes. Ela ocorrerá diariamente por meio do trabalho de milhares de servidores responsáveis pelas novas regras e pelos novos procedimentos.

    Por isso, incentivou os participantes a retornarem ao Brasil com referências, propostas e experiências de outras administrações públicas. Também ressaltou que o conhecimento precisa circular entre equipes e instituições para gerar resultados coletivos.

    “O conhecimento público que não circula perde grande parte de seu valor”, concluiu.

     

    Cooperação federativa na implementação

    O presidente do Comsefaz apontou a coordenação como um dos principais desafios do novo modelo. O Brasil reúne União, 26 estados, Distrito Federal e mais de cinco mil municípios, com administrações tributárias que desenvolveram sistemas, procedimentos e culturas administrativas próprias.

    “Por isso, um dos grandes desafios da reforma pode ser resumido em uma palavra: coordenação”, disse.

    Segundo Flávio César, a implementação exigirá compartilhamento de informações, integração de sistemas, procedimentos comuns e decisões construídas com diálogo entre as administrações tributárias.

    Secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César preside o Comsefaz e o CGIBS. Segundo ele, embora as duas instituições tenham funções distintas, a experiência do Comsefaz na construção de consensos entre os estados contribui para a implantação do novo Comitê Gestor.

    A implantação do CGIBS envolve equipes, tecnologias, mecanismos de governança e procedimentos financeiros, contábeis e orçamentários. Esse trabalho depende da atuação conjunta de estados e municípios em torno de um objetivo comum para o país.

     

    Confiança institucional e cooperação internacional

    Para Flávio César, a dimensão da reforma torna insuficiente uma implementação baseada apenas em normas. O processo também depende de confiança institucional, diálogo, transparência e regras claras.

    Segundo ele, a experiência europeia na integração entre administrações pode oferecer referências ao Brasil. A proposta não é reproduzir esse modelo, mas identificar soluções que contribuam para a construção do sistema brasileiro.

    “Teremos de construir nosso próprio modelo, aprendendo com experiências internacionais”, afirmou.

     

    Conhecimento a serviço dos estados e da sociedade

    O contato com experiências internacionais e boas práticas de administração tributária é um dos diferenciais do Máster. A avaliação é do assessor especial da Presidência do Comsefaz, Matheus Menegaz, servidor da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS) e aluno do programa.

    Para Menegaz, o conhecimento adquirido pode contribuir para a modernização das administrações tributárias, o aperfeiçoamento da gestão fiscal e a construção de políticas públicas mais eficientes. O apoio do Comsefaz amplia o alcance da formação, pois o aprendizado pode ser incorporado ao trabalho das administrações fazendárias.

    “Tenho convicção de que o conhecimento adquirido no mestrado não permanecerá restrito à experiência individual de cada aluno. Ele será compartilhado e colocado a serviço das administrações tributárias, dos estados brasileiros e da sociedade, multiplicando seus resultados e contribuindo para o fortalecimento institucional do Brasil”, afirmou.

     

    Comsefaz

  • Saúde mental e prevenção ao suicídio são temas de roda de conversa na Justiça Federal da 5ª Região Última atualização: 30/09/2026 às 20:01:00

    Escuta ativa, presença, ouvir sem julgar, validar o sentimento do outro. Essas são ações fundamentais quando o assunto é saúde mental e prevenção ao suicídio, temas da roda de conversa promovida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, dentro da programação da campanha Setembro Amarelo. O evento virtual foi realizado nesta quarta-feira (30/09) e mostrou como o conhecimento pode superar os tabus e estigmas que rondam o tema, contribuindo para salvar vidas.  

    A desembargadora federal Cibele Benevides, que coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação (CPAMAS) do Tribunal, abriu o debate. A magistrada apresentou dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, apontando que, no mundo, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio, todos os anos. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra, diariamente, 42 mortes por suicídio.  

    Cibele também falou da importância da campanha Setembro Amarelo. “É uma pauta necessária, especialmente para desestigmatizar a questão do sofrimento mental. Há uma preocupação grande do Conselho Nacional de Justiça, respaldada pela Presidência do TRF5, no sentido de que o ambiente de trabalho seja saudável, que promova diálogo, cooperação, e que sinais possam ser detectados para promover saúde mental”, destacou a magistrada, acrescentando que o trabalho no Judiciário está vinculado ao cumprimento de metas e a esforços que são, por vezes, desgastantes.  

    A roda de conversa foi mediada pela médica do Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5, Catarina Guerra, que reforçou a importância do debate. “Esse momento é extremamente precioso, sensível e necessário. Os dados são muito preocupantes, especialmente na população mais jovem”.  

    Palestrante 

    O convidado para falar sobre “Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio” foi o médico psiquiatra da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), Henrique Lacet. Ele também apresentou um panorama dos suicídios no Brasil: os casos correspondem a 1% das 16.751 mortes no país, no ano de 2024, e é a terceira causa de mortes entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. 

    O médico pontuou mitos e verdades sobre o tema, apontou fatores de risco, fatores de proteção e sinais de que uma pessoa está em sofrimento mental. “É muito mais fácil entendermos uma dor física. Em um acidente de carro, por exemplo, conseguimos identificar a dor que a pessoa está sentindo. Mas, na saúde mental não conseguimos compreender o nível de sofrimento”. 

    Mitos e Verdades 

    Lacet elencou algumas frases que são frequentemente ouvidas quando assunto é saúde mental: 

    – Quem realmente quer se matar não avisa. 

    Mito. Em muitos casos, a pessoa em sofrimento mental avisa que vai atentar contra a vida. É importante ouvir os sinais. 

    – Suicídio é sinônimo de fraqueza. 

    Mito. Às vezes, o sofrimento é tão grande, que a pessoa prefere perder a vida do que passar pelo sofrimento mental.  

    – Homens morrem mais por suicídio do que mulheres. 

    Verdade. Em números confirmados de suicídio, os homens chegam a 78%. 

    – Quem tenta uma vez, nunca mais tenta. 

    Mito. Cerca de 10% das pessoas que atentaram contra a própria vida voltam a tentar. 

    Fatores de risco 

    De acordo com o médico, são considerados fatores de risco: depressão e outros transtornos mentais; pessoas que passaram por perdas recentes; pessoas com baixa escolaridade; ter histórico familiar; uso de drogas e álcool. 

    Fatores de proteção  

    Entre os fatores de proteção ao suicídio estão: saúde física e mental; autoestima, hábitos de vida saudáveis; crenças pessoais e espirituais protetoras; apoio familiar; vínculos sociais e comunitários; ambiente de trabalho saudável; e relação de confiança estabelecida com o profissional de saúde. 

    Sinais de alerta 

    A pessoa em sofrimento mental apresenta alguns sinais de alerta, tais como: falar em morrer ou desistir da vida; mensagens de despedida; isolamento repentino; mudanças bruscas de humor; negligência na aparência, entre outros. 

    Palavras adequadas 

    O palestrante citou algumas frases que são recomendadas para alguém que está sofrendo mentalmente, como por exemplo: “Quer conversar comigo?”, “Pode falar, eu não vou te julgar”, “Você não precisa passar por isso sozinho”.  

    Porém, algumas expressões devem ser evitadas, tais como: “Isso é falta de Deus”, “Você tem tudo para ser feliz”, “Pense nos seus filhos”, “Você precisa ser forte”.  

    Realização do evento 

    Também participaram do debate as juízas federais Amanda Torres, diretora do Foro da JFPE, e Madja Moura, membro do CPAMAS. 

    A roda de conversa da campanha Setembro Amarelo foi uma iniciativa promovida pela CPAMAS do TRF5, em parceria com o TRFMED, o Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) e a Justiça Federal em Pernambuco (JFPE). 

    Contatos úteis 

    Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 

    Samu – 192 

    Hospital Ulysses Pernambucano (Recife) – (81) 3182.9912 / 3182.9921 / 3182.9906 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Roberto Machado recebe visita institucional de gerentes nacionais da Caixa Econômica Federal Última atualização: 30/09/2026 às 15:06:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, recebeu, na manhã desta quarta-feira (30/09), a visita institucional dos gerentes nacionais da Caixa Econômica Federal (CEF) que tratam do contencioso e da atuação do banco junto aos Tribunais Superiores. O encontro teve o objetivo de estreitar laços e reforçar a parceria com a Corte.

    Participaram da reunião com o presidente do TRF5 a superintendente do Contencioso, Roseane de Holanda Cavalcanti; o gerente nacional do Contencioso, Paulo Melo de Almeida Barros; o gerente-nacional do Contencioso Relevante; a gerente-regional do Jurídico Recife, Renata Salazar; e o coordenador de recursos da CEF no TRF5, Lucas Ventura.

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5