Autor: admin

  • Presidente do CNJ visita penitenciária na Paraíba e assiste peça encenada por reeducandos

    Foto do ministro Edson Fachin no presídio Silvio Porto
    Encenação da peça “Pena Justa: o Encontro da ADPF 347”

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, visitou na tarde desta segunda-feira (20) a Penitenciária Desembargador Silvio Porto, em João Pessoa (PB). A agenda integrou o lançamento do Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade no sistema prisional (entre outras ações dentro do Plano Pena Justa) e incluiu a avaliação das condições estruturais da unidade. Também foi implementada a nova metodologia de inspeções judiciais (Resolução CNJ nº 593/2024).

    Durante a visita, o ministro, representantes do CNJ e do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) assistiram à peça teatral “Pena Justa: o Encontro da ADPF 347”, encenada por pessoas privadas de liberdade. O espetáculo abordou o papel conjunto do Judiciário, Executivo, Ministério Público, Defensoria, agentes penitenciários e sociedade civil no processo de ressocialização.

    Foto do ministro Fachin no presídio Silvio Porto
    Ministro Edson Fachin em visita ao presídio Silvio Porto

    Fachin destacou a surpresa positiva ao ver uma representação artística centrada em uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), e ressaltou a relevância do debate sobre direitos constitucionais, como igualdade e dignidade humana.

    “Parece um nome estranho, mas a ADPF está prevista na Constituição. É impressionante ver essa encenação justamente no lançamento de ações que visam monitorar vagas, garantir habitabilidade e promover empregabilidade no sistema prisional. As pessoas foram privadas de liberdade, mas não de dignidade”, afirmou o ministro.

    Foto do presidente Fred Coutinho no presídio Silvio Porto
    Fred Coutinho destacou as ações já realizadas na Paraíba

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, ressaltou os avanços da Paraíba na implementação do Plano Pena Justa.

    “É motivo de orgulho mostrar ao ministro as ações já realizadas e os projetos em andamento. Há falhas, claro, mas também muita vontade de acertar. A apresentação da peça por pessoas que se encontram recolhidas, cada uma com sua história, é um exemplo de cidadania”, declarou. 

    O texto e o roteiro da peça foram assinados pela assistente técnica do Programa Fazendo Justiça do CNJ, área penal, Thabada Louise Almeida, e pela professora Germana Dália, que também participou da encenação ao lado dos 18 integrantes do projeto MoveMente. A iniciativa busca fomentar a produção e o acesso à cultura dentro do sistema prisional.

    Uma das atuações foi feita por Paloma dos Santos, mulher trans em privação de liberdade, que compartilhou a transformação proporcionada pela arte: “Nunca tinha tido contato com teatro. Com esse projeto, percebi que posso fazer mais do que imaginava”, disse.

    Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade

    Lançado nesta segunda-feira (20), o Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade doSistema Prisional é uma ação que está mobilizando todos os tribunais de justiça e órgãos estaduais de execução penal para levantar as condições estruturais e sanitárias das unidades prisionais do país por meio das inspeções judiciais.  

    A iniciativa integra o Pena Justa – Reforma, que inclui um pacote de ações para adequação permanente das condições das unidades prisionais, incluindo planos estaduais de manutenção e ajustes e emissão de alvarás de funcionamento. 

    De acordo com a juíza auxiliar da Presidência do TJPB e coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Aparecida Gadelha, o lançamento do Mutirão e das demais ações dentro do Plano Pena Justa – Projeto Emprega Lab e a Central de Regulação de Vagas (CRV) – tem o potencial de transformar a realidade das unidades prisionais, abordando questões essenciais como a superlotação e as condições de vida dos reeducandos.

    “A partir do Mutirão de Habitabilidade Penal, faremos um levantamento de todas as unidades penais do estado da Paraíba com relação à estrutura, ventilação, iluminação, condições de higiene, água, alimentação. Será feito um grande diagnóstico com apoio de órgãos técnicos, o que viabilizará a construção do nosso plano de habitabilidade”, explicou a magistrada.

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Metanol: 47 casos de intoxicação são confirmados no país até esta segunda-feira (20)

    Metanol: 47 casos de intoxicação são confirmados no país até esta segunda-feira (20)

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta segunda-feira (20), o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Até o momento, 104 notificações foram registradas, sendo 47 casos confirmados e 57 em investigação. Outras 578 notificações foram descartadas.

    O estado de São Paulo continua com o maior número de notificações, com 38 casos confirmados e 19 em investigação. O estado já descartou outras 408 notificações.

    Além de São Paulo, há casos confirmados em outros estados: Pernambuco (3), Paraná (5) e Rio Grande do Sul (1).

    Em relação aos casos em investigação, São Paulo analisa 19, Pernambuco (26), Rio de Janeiro (2), Piauí (3), Mato Grosso do Sul (1), Goiás (1), Paraná (2), Bahia (1), Minas Gerais (1) e Tocantins (1).

    O número de óbitos confirmados chega a 9, sendo 6 em São Paulo, 2 em Pernambuco e 1 no Paraná. Outros 7 seguem em investigação: 1 em SP, 3 em PE, 1 no MS, um em MG e 1 no PR. Outras 27 notificações de óbitos foram descartadas.

    Atualização 

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada às segundas, quartas e sextas-feiras, após as 17h.

    Ministério da Saúde

  • ALPB concede Medalha Darcy Ribeiro ao policial penal Mazukyevicz Ramon

    ALPB concede Medalha Darcy Ribeiro ao policial penal Mazukyevicz Ramon

    Notícias

    Publicado em 20 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão solene, na tarde desta segunda-feira (20), para concessão da “Medalha de Mérito Professor Darcy Ribeiro” ao policial penal Mazukyevicz Ramon Santos do Nascimento Silva, pelos relevantes serviços prestados ao estado. A sessão foi conjunta com a Câmara Municipal de João Pessoa e proposta pelo deputado Eduardo Carneiro e pelo vereador da Capital, Fábio Carneiro.

    Policial penal de carreira do Estado, aprovado em primeiro lugar geral no concurso público, Dr. Mazukyevicz Ramon é Doutor em Direito e Desenvolvimento, Mestre em Ciências Jurídicas e Especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos.

    “Conceder a homenagem a Mazukyevicz é reconhecer uma trajetória de dedicação exemplar ao serviço público, à educação e ao fortalecimento da cidadania no âmbito da segurança e da execução penal. A metodologia que ele implementa, focada na ressocialização e no suporte psicológico dos apenados, é crucial para a transformação da realidade prisional. É uma justa homenagem a quem tem feito a diferença na vida de tantos”, frisou o deputado Eduardo Carneiro.

    Já o vereador Fábio Carneiro ressaltou o trabalho desenvolvido pelo homenageado para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação dentro do sistema prisional. “A concessão da Medalha de Mérito Professor Darcy Ribeiro a Mazukyevicz Ramon é um reconhecimento essencial do trabalho dele, especialmente no fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação dentro do sistema prisional, um caminho vital para a transformação social”, resumiu.

    Mazukyevicz Ramon expressou gratidão e destacou o significado da honraria, especialmente por ocorrer no mês do professor. “É uma homenagem muito

    significativa, que bastante me orgulha e envaidece, mas eu não recebo essa homenagem sozinho, mas junto com os demais colegas policiais penais, que vêm se dedicando no dia a dia de trabalho, fazendo um sistema penitenciário e uma segurança pública melhor na Paraíba”, afirmou.

    Mais sobre o homenageado –

    Ao longo de sua carreira, Mazukyevicz Ramon Santos exerceu funções de grande relevância, como Coordenador Estadual de Educação em Prisões, membro do Comitê de Assessoramento do Inep/MEC para exames aplicados a pessoas privadas de liberdade e Diretor da Escola de Gestão Penitenciária da Paraíba – EGEPEN-PB, cargo que exerceu em dois períodos distintos, promovendo avanços inéditos na qualificação profissional e na estruturação pedagógica da instituição.

    No cenário nacional, representou a Paraíba junto à Rede Nacional de Escolas e Academias Penais, sendo escolhido para discursar em nome de todas as instituições do país no lançamento da Política Nacional de Educação em Serviços Penais, em Brasília. Além da gestão pública, é professor de graduação, pós-graduação e educação corporativa, membro de conselhos editoriais e autor de livros, capítulos e artigos científicos.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

    7326ad77-9ae6-4680-bbc1-0670b7be9182 5725b75e-899f-4041-b8cb-5729e40fbf20

    ≪ Voltar para a Agência de Notícias

  • Sociedade tem até dia 22 para opinar sobre ações prioritárias do Poder Judiciário Última atualização: 20/10/2025 às 14:57:00

    Pessoas interessadas em participar da consulta pública sobre as ações que devem ser prioritárias no Judiciário têm até a quarta-feira (22/10) para registrar suas contribuições. Todas as cidadãs e todos os cidadãos poderão opinar a respeito do grau de importância dos enunciados propostos na chamada Estratégia Nacional do Poder Judiciário para 2027-2035. É por meio dela que é possível direcionar a atuação de todos os órgãos da Justiça, de modo a tornar sua prestação de serviços mais eficiente.

    Acesse o formulário.

    Para o ciclo 2027/2032, a Estratégia Nacional inclui 13 macrodesafios, que são temas sobre os quais as pessoas devem se manifestar, a partir da seleção de uma das seis opções: muito importante, importante, razoavelmente importante, pouco importante, sem importância e não sei opinar. Há ainda campos para indicação de outras prioridades não listadas.

    “A consulta pública é essencial para ouvirmos os participantes e compreendermos se o que foi pensado e traçado atende aos anseios da sociedade e podermos avaliar possíveis inserções de temas prioritários”, ressalta o coordenador do Departamento de Gestão Estratégica e juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Mauricio Cavallazzi Póvoas.

    Por: Agência CNJ de Notícias


  • Valongo e a memória da escravização: aula magna reforça papel da Justiça Federal na reparação histórica Última atualização: 20/10/2025 às 15:22:00

    A história do Brasil não pode ser contada sem encarar as marcas da escravização. É com esse olhar que o Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) promove, em 19 de novembro, a aula magna Memória da Escravização: O papel da Justiça Federal para a reparação histórica, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro (RJ). As inscrições estão abertas até 14 de novembro, por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do CJF.

    O encontro reunirá autoridades, magistradas(os) e juristas para refletir sobre como a Justiça Federal pode enfrentar as desigualdades e o racismo estrutural. O Brasil foi o destino de quase 40% de africanas(os) escravizadas(os) trazidas(os) à força para as Américas, e essa herança da escravização ainda está presente nas estruturas sociais, econômicas e culturais do País.

    Realizado em parceria com o CCJF, o evento insere-se em um movimento mais amplo do Poder Judiciário e soma-se à iniciativas como o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial e o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, ambos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reforçam a busca pela igualdade, pela escuta qualificada e pelo enfrentamento dos preconceitos institucionais.

    De acordo com o vice-presidente do CJF, diretor do CEJ e corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Luis Felipe Salomão, esse momento é mais do que um espaço acadêmico: é um chamado à consciência coletiva. “Reconhecer a dor e a resistência do passado é condição imprescindível para transformar o presente e abrir caminhos para um futuro em que a memória seja fonte de justiça e a reparação histórica seja compromisso de todos”, afirma.

    Valongo: Justiça pela memória do Cais

    O lançamento do livro e a abertura da exposição Valongo: Justiça pela Memória do Cais, encerram a programação do evento. O material produzido oferece uma leitura artística e sensível da decisão paradigmática da Justiça Federal que assegurou a preservação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, reafirmando o direito à memória como parte indissociável da dignidade humana.

    Idealizada e produzida pela Assessoria de Comunicação Social (ASCOM/CJF), a iniciativa evidencia o compromisso da Justiça Federal em proteger o patrimônio cultural e manter viva a memória daquele que foi o maior porto de chegada de africanas(os) escravizadas(dos) nas Américas, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como Patrimônio Mundial da Humanidade.

    A assessora-chefe da ASCOM/CJF, Ana Cristina Rosa, destacou que o objetivo principal do projeto é alcançar diversos públicos e dar visibilidade ao período que marcou, para sempre, a história do Brasil. “A proposta é criar uma verdadeira conexão entre memória, arte e cidadania, garantindo que decisões históricas reverberem na sociedade. O livro e a exposição unem a história e a justiça, transformando memória em resistência”, explicou.

    A exposição ficará aberta ao público no período de 20 de novembro a 19 de dezembro, na galeria Cela do CCJF, convidando a sociedade a revisitar um capítulo doloroso, mas essencial, da nossa história.

    Valorização histórica

    Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, o Cais do Valongo foi, entre os séculos XVIII e XIX, o maior porto escravagista do mundo. Estima-se que entre 500 mil e 1 milhão de africanas(os) escravizadas(os) tenham desembarcado ali antes de serem vendidas(os) e levadas(os) a diferentes regiões do Brasil.

    Em decisão emblemática, a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que a União e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) apresentassem plano de gestão, cronograma de obras e relatórios sobre a preservação do sítio arqueológico. Redescoberto em 2011, durante as obras do Porto Maravilha, o Valongo foi reconhecido em 2017 como Patrimônio Mundial pela Unesco e, em 2025, teve seu status reforçado pela Lei n. 15.203/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o declarou patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro essencial à identidade nacional.

    Símbolo de dor, resistência e memória, o Cais do Valongo é um marco de consciência coletiva. Sua preservação reafirma o compromisso da Justiça Federal com a história, com a equidade racial e com a construção de uma sociedade mais justa.

    Sobre o evento

    A aula magna será realizada no dia 19 de novembro, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, com previsão de abertura para as 14h30, seguida da palestra “O impacto do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial na efetividade da Justiça”, ministrada pela juíza federal Adriana Cruz (TRF2) e pelo advogado Hédio Silva Jr.

    À tarde, a partir das 16h30, será ministrada a conferência “Escravização: o papel da Justiça Federal na preservação da memória e garantia de reparação histórica”, com a professora do Departamento de Direito – PUC/Rio, Thula Pires, e a doutora em História, Ynaê Lopes dos Santos. O encerramento acontece às 18 h, com o lançamento do livro e da exposição Valongo: Justiça pela Memória do Cais.

    A coordenação-geral do encontro está a cargo do ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do CJF, diretor do CEJ e corregedor-geral da Justiça Federal. Já a coordenação executiva é conduzida pela juíza federal Vânila Cardoso André de Moraes, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG).

    Acesse mais informações na página do congresso no Portal do CJF. 

    Por: Ascom/CJF


  • Administração financeira e precatórios é tema de curso para servidores(as) do TRF5 Última atualização: 20/10/2025 às 16:32:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 irá realizar, de 05 a 07/11, o curso “Administração financeira, orçamentária e contábil dos precatórios e requisições de pequeno valor no âmbito da Justiça Federal”.  O treinamento tem como público-alvo servidoras e servidores das áreas de precatórios e de orçamento do Tribunal. A ação é promovida pela Diretoria de Desenvolvimento Humano (DDH) e integra o Plano Anual de Capacitação de Servidores do TRF5.

    A capacitação acontecerá na modalidade presencial, das 9h às 13h, na Sala 2 da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), no 1º andar da Expansão do TRF5. 

    As aulas serão ministradas pelo servidor do Conselho de Justiça Federal (CJF), Marcelo Barros Marques.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Município de Santa Rita deve revisar Código de Posturas e Plano Diretor, diz MPPB

    Município de Santa Rita deve revisar Código de Posturas e Plano Diretor, diz MPPB

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou ao prefeito e ao secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia da Informação do Município de Santa Rita a adoção, no prazo máximo de 45 dias, das providências necessárias à conclusão da revisão do Código de Posturas (Lei Municipal 1.334/2008) e à atualização do Plano Diretor (Lei Municipal 1.264/2006), em observância às normas urbanísticas e ambientais em vigor.

    A recomendação foi expedida pela 6ª promotora de Justiça de Santa Rita, Miriam Pereira Vasconcelos, que atua na defesa do meio ambiente, da ordem urbanística e do patrimônio cultural e histórico, após a constatação de que o Município possui um Plano Diretor há mais de uma década sem revisão e que o documento – que é, segundo a Constituição Federal, “instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana” – não reflete mais as condições socioeconômicas, urbanísticas e ambientais do território municipal. 

    A recomendação está fundamentada no Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001) e visa garantir a modernização dos instrumentos de planejamento e ordenamento urbano, a compatibilização com a legislação federal vigente e a promoção do desenvolvimento sustentável (que compatibiliza questões ambientais, econômicas e sociais), da acessibilidade e da melhoria da qualidade de vida da população local. 

    Plano Diretor

    Conforme explicou a promotora de Justiça, o artigo 182 da Constituição diz que o plano diretor é um instrumento obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, que deve ser elaborado pelo Executivo Municipal em quatro etapas (estudos preliminares, diagnóstico, plano de diretrizes e instrumentação do plano) e aprovado pela Câmara Municipal. O documento também deve obedecer aos preceitos estabelecidos pela Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6.766/79) e pelo Código Florestal (Lei 12.651/2012).

    Miriam destacou ainda que o Estatuto da Cidade determina que o Plano Diretor Municipal deve ser revisado a cada 10 anos para não perder a efetividade e desconformidade com as normas de planejamento urbano sustentável. 

    Segundo ela, o Município de Santa Rita instituiu, em novembro de 2023, uma comissão para captar, analisar e tratar os dados do Censo Demográfico do IBGE e revisar os instrumentos de planejamento municipal, dentre eles o Plano Diretor e o Código de Posturas. “Na audiência pública ocorrida em julho de 2024, no auditório da Câmara Municipal, foi solicitada a intervenção desta Promotoria para instar o Município a atualizar seu Plano Diretor e Código de Posturas. Cabe ao Ministério Público acompanhar e fiscalizar a formulação e execução de políticas públicas, em observância aos princípios da eficiêncai, transparência, legalidade e participação popular”, acrescentou. 

    O prefeito e o secretário municipal têm 10 dias para informar a Promotoria sobre o acatamento da recomendação. A omissão ensejará a adoção de medidas administrativas e ações judiciais cabíveis contra àqueles que se mantiverem inertes. Cópia do documento foi enviada ao procurador jurídico do Município e também à Câmara de Vereadores para que esta tome ciência. 

  • Ministro Edson Fachin lança na Paraíba novas ações do Plano Pena Justa

    Visita Fachin
    Ministro Edson Fachin durante solenidade no TJPB

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, realizou na manhã desta segunda-feira (20) na Paraíba o lançamento de três novas iniciativas vinculadas ao Plano Pena Justa: a Central de Regulação de Vagas (CRV), o 1º Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade do Sistema Prisional e o Emprega Lab. A solenidade foi realizada no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e contou com a presença do presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Fred Coutinho, do governador em exercício Lucas Ribeiro, além de diversas autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo.

    O primeiro ato da cerimônia foi a apresentação da estratégia nacional de implantação da Central de Regulação de Vagas — uma política de gestão prisional baseada no princípio da ocupação taxativa, que limita a população carcerária ao número real de vagas disponíveis, evitando a superlotação. A metodologia busca tornar o sistema prisional mais racional e humanizado, equilibrando o uso das vagas com a capacidade das unidades.

    A juíza Maria Aparecida Gadelha, coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo da Paraíba (GMF-PB), destacou o protagonismo do Estado na implementação da CRV. “A Central de Regulação de Vagas da Paraíba não é apenas uma estrutura administrativa, é o símbolo de uma nova era na gestão prisional do Estado”, afirmou. Segundo ela, o projeto reafirma o compromisso do Judiciário com a dignidade da pessoa humana e a eficiência jurisdicional.

    Na sequência, foi lançado o 1º Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade do Sistema Prisional, com o objetivo de identificar e corrigir deficiências estruturais nas unidades de detenção. Um vídeo exibido durante o evento trouxe depoimentos de pessoas diretamente impactadas pela realidade prisional, inclusive paraibanos, que relataram suas vivências e expectativas de mudança.

    Visita Fachin
    Presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho

    No terceiro ato da solenidade, ocorreu o lançamento do Emprega Lab/PB, iniciativa que faz parte da estratégia “Pena Justa – Emprega”, na qual o Judiciário e o Executivo unem esforços ao empresariado e à sociedade civil para concretizar a inserção sociolaboral de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.  Houve na ocasião a assinatura do acordo de cooperação técnica entre o CNJ, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Sebrae, objetivando oferecer capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, promovendo a reintegração social por meio do trabalho e da autonomia financeira.

    Em seu discurso de encerramento da solenidade, o ministro Edson Fachin ressaltou que o Pena Justa representa uma oportunidade única para que intenções e ações caminhem lado a lado, “de modo a consertar o funcionamento de nossas prisões em definitivo”. Ele destacou três pilares centrais da política: o controle racional da ocupação carcerária, a humanização dos espaços prisionais e a reintegração social pelo trabalho e pela educação.

    Visita Fachin
    Juíza Aparecida Gadelha, coordenadora do GMF/PB

    “O cárcere deve operar dentro da lei e ser permanentemente avaliado por sua eficiência e humanidade”, afirmou o ministro. Segundo ele, o emprego é o elo simbólico de pertencimento e reconstrução da cidadania. Fachin ainda reforçou que o Pena Justa é uma política de Estado e não um projeto pontual, construída a partir da união entre os poderes públicos e a sociedade civil. “O Pena Justa não é um projeto simples e nem poderia ser. Tem amplitude e tem complexidade, que reflete o tamanho do desafio que todas e todos temos pela frente”, pontuou.

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, ressaltou o orgulho do Judiciário paraibano em sediar a solenidade e em ser referência nacional na execução das diretrizes do Pena Justa. “Hoje celebramos três dimensões essenciais da Justiça penal contemporânea: racionalidade, dignidade e reintegração. O Pena Justa é mais que um plano de ação — é uma mudança de paradigma”, destacou.

    Fred Coutinho reafirmou o compromisso do Tribunal de Justiça da Paraíba, que completa 134 anos em 2025, com a promoção da paz, da justiça e de instituições eficazes, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. “Justiça e humanidade não são ideias opostas, mas complementares. A dignidade é o primeiro passo para qualquer forma duradoura de segurança pública”, concluiu.

    Por Lenilson Guedes

    Foto: Ednaldo Araújo

     

  • Semana de Interação: Conselho Superior realiza sessão itinerante em Cajazeiras

    Semana de Interação: Conselho Superior realiza sessão itinerante em Cajazeiras

    A 1ª Semana de Interação Institucional foi aberta, na manhã desta segunda-feira (20/10), com a realização da 15ª sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público da Paraíba (CSMP), de forma itinerante, no auditório da Promotoria de Justiça de Cajazeiras, no Sertão do estado.

    A sessão foi presidida pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, e teve a participação do corregedor-geral do MPPB, Antônio Sarmento, e dos conselheiros Sócrates Agra, Alexandre César Teixeira,  Luís Nicomedes de Figueiredo e José Farias (substituindo o conselheiro Glauberto Bezerra), e do secretário-geral, João Benjamim Delgado Neto. 

    Também estiveram presentes a presidente da Associação Paraibana do MP, Adriana França, e os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional, Cláudia Cabral, Dulcerita Alves, Anne Emanuelle Malheiros e Leonardo Pereira de Assis; os procuradores de Justiça Aristóteles Santana e Antônio Hortêncio; e diversos promotores de Justiça e servidores da instituição.

    Pauta da sessão
O Conselho Superior promoveu, pelo critério de merecimento, a promotora de Justiça Gardênia Cirne de Almeida foi promovida, pelo critério de merecimento, ao cargo de 7º promotor de Justiça de Santa Rita Santa, que tem atribuições nos feitos da execução penal, incluindo a fiscalização dos estabelecimentos, a instauração de procedimento extrajudicial cível e a propositura da respectiva ação judicial, acompanhando-a até seu final julgamento; nos feitos criminais que tramitam, por distribuição, na 5ª Vara Mista da Comarca de Santa Rita; e extrajudicialmente, em matérias da saúde e do consumidor. A lista foi composta ainda pelas promotoras Sandra Regiane Lauria Paulo Neto e Lívia Vilanova Cabral.

    Também houve a indicação dos promotores de Justiça Francisco Bergson Formiga e Renata Carvalho da Luz, como  membros, respectivamente, titular e suplente, para representarem o órgão no Conselho Gestor do Fundo de Direitos Difusos da Paraíba (FDD-PB).

    Comunicações

    O procurador-geral, Leonardo Quintans, externou a alegria de trazer a sessão para Cajazeiras. “Fizemos questão de iniciar a gestão não só trazendo a administração e os Centros de Apoio como também o Conselho Superior. Trabalharemos para que o Ministério Público esteja sempre integrado. realizando sessões itinerantes pelo estado com o objetivo de aproximar os órgãos da Administração Superior dos colegas promotores, bem como de fazer a interlocução entre o 1º e 2º graus, entendendo os anseios de cada localidade, de forma que o serviço do MP chegue ao cidadão de forma mais efetiva, resolutiva e eficaz”. 

    Os conselheiros registraram a satisfação de participar de uma sessão itinerante e parabenizaram oi PGJ pela iniciativa. Eles reforçaram ainda o simbolismo de interiorizar as ações do MP, promovendo a integração e a unidade institucional.

  • Inscrições para curso sobre Inteligência Artificial Generativa seguem até 27/10 Última atualização: 20/10/2025 às 12:47:00

    Estão abertas, até o dia 27 de outubro (segunda-feira), as inscrições para o curso “Inteligência Artificial Generativa e Estruturação de Prompts – Módulo I”. A capacitação é destinada a magistrados(as) e servidores(as) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 (Turma 1) e da Seção Judiciária de Pernambuco (Turma 2). As aulas acontecerão entre os dias 28 e 30 de outubro, nas novas instalações da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe).

    O curso será ministrado pelo juiz auxiliar da Corregedoria do TRF1, gestor dos Sistemas Judiciais e coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Náiber Pontes de Almeida. O treinamento tem como objetivo desenvolver competências para o uso ético, responsável e eficiente de ferramentas de IA generativa no contexto jurídico, com foco na criação e aplicação de assistentes virtuais baseados em prompts, em conformidade com as normas de proteção de dados e a integridade processual.

    Durante a capacitação, serão abordados temas como: Conceitos Básicos de IA Generativa; Introdução ao ChatGPT no Contexto Jurídico; Estruturação de Prompts Básica; Práticas Éticas e Seguras no Uso de IA; Criação de Assistentes Virtuais Personalizados.  

    As inscrições devem ser realizadas pelo sistema EducaEnfam, através dos seguintes links: 

    Turma 1 (TRF5): https://educa.enfam.jus.br/inscricao-ia-generativa-estruturacao-de-prompts-modulo-i-turma-1-trf5 

    Turma 2 (JFPE): https://educa.enfam.jus.br/inscricao-ia-generativa-estruturacao-de-prompts-modulo-i-turma-2-jfpe 

    A ação educativa integra o Programa de Formação Continuada da Esmafe e é promovida em parceria com o Núcleo Seccional da Escola em Pernambuco. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5