Autor: admin

  • TJPB declara inconstitucional emenda da Câmara de Campina Grande sobre subsídios

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    Processo teve como relator o desembargador Aluizio Bezerra

    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) julgou procedente, nesta quarta-feira (3), a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Emenda nº 003/2023 à Lei Orgânica do Município de Campina Grande.

    Por unanimidade, o colegiado declarou a inconstitucionalidade da norma municipal que vinculava os subsídios do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como a fixação dos vencimentos dos vereadores com base em percentual dos subsídios dos deputados estaduais. Também foi considerada inconstitucional a previsão de pagamento de 13º subsídio aos parlamentares sem a edição de lei específica, aprovada na legislatura anterior.

    A decisão tem eficácia ex tunc (retroativa) e erga omnes (para todos), mas ficou ressalvado que não haverá necessidade de devolução de valores recebidos de boa-fé pelos agentes políticos até esta data.

    A Ação nº 0816937-58.2023.8.15.0000 foi proposta pela Federação PSOL-REDE na Paraíba e pela Rede Sustentabilidade.

    O relator do processo, desembargador Aluizio Bezerra Filho, destacou que a emenda afronta dispositivos da Constituição Estadual e da Constituição Federal, ao estabelecer vinculação remuneratória entre entes distintos, prática já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos anteriores, como na ADI nº 7.264/TO.

    Segundo o voto, ao atrelar os subsídios municipais aos reajustes de autoridades federais e estaduais, a Câmara Municipal de Campina Grande comprometeu a autonomia administrativa e financeira do Município, violando o pacto federativo. O relator também ressaltou que a instituição de vantagens pecuniárias, como o 13º dos vereadores, só pode ocorrer mediante lei específica, aprovada pela legislatura anterior, o que não ocorreu no caso.

    “A norma viola frontalmente os arts. 37, XIII, e 39, § 1º, da Constituição Federal, além de comprometer o princípio federativo e a autonomia municipal, ao estabelecer dependência remuneratória entre entes federativos diversos, o que é vedado pelo ordenamento constitucional”, pontuou o relator.

    Por Lenilson Guedes

  • Homem é condenado pela prática de ameaça contra ex-companheira em julgamento com perspectiva de gênero

    Foto do Fórum de Alagoinha
    Fórum da Comarca de Alagoinha

    Um homem foi condenado pelo crime de ameaça, tipificado no artigo 147 do Código Penal, contra sua ex-esposa. A decisão judicial, fundamentada no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, criado para auxiliar a implementação da Resolução CNJ n. 492/2023, foi proferida no âmbito de um processo que tramita em segredo de justiça, envolvendo violência doméstica e familiar, nos termos da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), pela Juíza de Direito Janete Oliveira Ferreira Rangel – titular da Vara Única da Comarca de Alagoinha.

    De acordo com o processo, o acusado e a vítima estavam em meio a um litígio para a partilha de bens após a dissolução de sua união. Durante o processo, foi determinado liminarmente que a mulher ficasse responsável pela administração de um estabelecimento comercial que pertencia ao ex-casal.

    Nesse contexto de separação e disputa patrimonial, o homem passou a adotar comportamentos que intimidaram e atemorizaram a vítima, caracterizando um quadro de violência psicológica. A mulher sentiu-se ameaçada pelas atitudes do ex-companheiro, que se aproveitava do conhecimento prévio de sua rotina e vulnerabilidades.

    A sentença, que ainda não é definitiva, destacou que as ações do réu, se analisadas isoladamente, poderiam não configurar o crime de ameaça, diante da sutileza do contexto e da forma em que proferidas. Contudo, ao aplicar uma perspectiva de gênero, a Juíza concluiu por verificar a materialidade do delito. A decisão ressaltou a vulnerabilidade da vítima e a desigualdade de poder na relação, reconhecendo que as atitudes do acusado se inseriam em um padrão de dominação e controle psicológico, além da tentativa de controle patrimonial.

    O texto da sentença esclarece ainda que as ameaças relacionadas ao patrimônio comum do ex-casal foram utilizadas como uma estratégia para coagir a vítima, visando a forçá-la a ceder seus direitos ou a abandonar o bem em disputa. Tal conduta foi enquadrada como violência patrimonial e psicológica, conforme previsto nos incisos III e IV do artigo 7º da Lei Maria da Penha.

    Neste sentido, afirmou a Magistrada em sua decisão:

    “Com isso, não há dúvida de que o delito ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do artigo 7° da Lei n. 11.340/2006, caracterizando violência psicológica contra a mulher, ao tempo em que se tratou de conduta que visou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante constrangimento, humilhação, vigilância constante, perseguição contumaz, violação de sua intimidade e limitação do direito de ir e vir.”.

    Por Lila Santos

  • Câmara Criminal determina prisão de acusado de estupro de vulnerável em Gurinhém

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba deu provimento a recurso interposto pelo Ministério Público estadual e decretou a prisão preventiva de Luís Carlos Ferreira, acusado de estupro de vulnerável, importunação sexual e ameaça. A decisão foi proferida no julgamento do Recurso em Sentido Estrito contra ato do Juízo da Vara Única de Gurinhém, que havia indeferido o pedido de custódia preventiva, aplicando apenas medidas cautelares diversas da prisão.

    De acordo com a denúncia, o acusado, que exercia as funções de conselheiro tutelar e motorista escolar, teria se aproveitado do cargo para praticar abusos sexuais reiterados contra adolescentes, inclusive exibindo vídeos pornográficos dentro da van utilizada para o transporte escolar. Os autos relatam ainda que ele proferia ameaças veladas às vítimas, com o intuito de silenciá-las.

    O relator do processo , desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, destacou em seu voto a gravidade dos fatos e a necessidade da segregação cautelar. Ele ressaltou que há indícios de que o réu tentou influenciar a produção de provas, procurando menores para deporem em seu favor, em vez de recorrer aos seus responsáveis legais.

    Para o desembargador, as medidas cautelares anteriormente impostas não foram suficientes para conter a periculosidade do agente, tendo em vista o risco que ele representa não apenas às vítimas já identificadas, mas também a outras crianças com as quais pudesse manter contato.

    “Diante da gravidade e da natureza dos delitos, estão presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, como forma de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal”, afirmou Benevides.

    Com a decisão, a Câmara Criminal determinou a expedição de mandado de prisão preventiva contra o acusado.

    Por Lenilson Guedes

     

  • CRP-13 PB abre concurso com seis vagas e cadastro de reserva

    CRP-13 PB abre concurso com seis vagas e cadastro de reserva

    O Conselho Regional de Psicologia da 13ª Região( CRP-13 PB) divulgou um novo concurso público visando preencher seis vagas e formar cadastro de reserva para profissionais de níveis médio e superior.

    As oportunidades estão distribuídas entre os cargos de Auxiliar Administrativo, Analista Administrativo, Psicólogo Agente de Ética Profissional e Psicólogo Agente de Orientação e Fiscalização. As vagas estão disponíveis nas cidades de Campina Grande, João Pessoa e Patos. 

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    Os candidatos selecionados poderão atuar em jornadas de trabalho de 30 a 35 horas semanais, com remunerações que variam de R$ 2.100 a R$ 4.750, além de benefícios.

    VEJA O EDITAL

    Saiba como se candidatar

    As inscrições estarão abertas no período de 3 de setembro a 20 de outubro, e devem ser realizadas através do site do Instituto Quadrix. As taxas de inscrição oscilam entre R$ 59 e R$ 62, com possibilidade de isenção entre os dias 3 e 5 de setembro.

    O processo de seleção incluirá uma prova objetiva, prevista para 30 de novembro de 2025, e uma prova de títulos para os cargos de nível superior. O exame será composto por questões de conhecimentos básicos, complementares e específicos.

    O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período.

  • Adriano Galdino repudia fala de Romeu Zema e defende mais investimentos para o Nordeste

    Adriano Galdino repudia fala de Romeu Zema e defende mais investimentos para o Nordeste

    Notícias

    Publicado em 3 de setembro de 2025

    Na manhã desta quarta-feira (3), o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, fez um pronunciamento firme em defesa do Nordeste, após a divulgação de um novo vídeo do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que voltou a afirmar que o Sudeste estaria “cansado de subsidiar” a região. Durante a sessão, Adriano classificou a fala como preconceituosa e repleta de distorções históricas e econômicas.

    O parlamentar iniciou sua intervenção pedindo autorização para exibir o vídeo de Zema no plenário e, em seguida, contestou duramente o conteúdo. “É uma fala preconceituosa, como sempre, contra o nosso Nordeste. Nós precisamos repercutir isso de maneira forte e firme, em defesa da Paraíba e da nossa região”, declarou.

    Em sua análise, Adriano Galdino destacou que o discurso do governador mineiro ignora dados concretos sobre os investimentos do governo federal. Ele lembrou, por exemplo, que em 2024 o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou quase R$ 100 bilhões em financiamentos para Sul e Sudeste, contra apenas R$ 13 bilhões para o Nordeste. “E vem esse cidadão dizer que o Nordeste é beneficiado com uma ajuda eterna. Os números mostram exatamente o contrário”, afirmou.

    Outro ponto levantado pelo presidente da ALPB foi a renúncia fiscal que favorece empresas do Sul e Sudeste. Segundo ele, em 2025, o Sudeste recebeu R$ 256 bilhões em isenções, contra apenas R$ 79 bilhões para o Nordeste. “Isso significa quase quatro vezes mais. Todos os indicadores mostram que a República sempre teve olhos voltados para o Sul e Sudeste, enquanto o Nordeste recebe apenas migalhas”, criticou.

    Adriano também rebateu a ideia de que os maiores gastos sociais do país, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), estariam concentrados no Nordeste. “A maior despesa com Bolsa Família e BPC está em São Paulo. Eles repetem essa falácia porque querem reforçar a visão preconceituosa de que somos um peso para o Brasil, quando a realidade é justamente o contrário”, reforçou.

    O presidente da Assembleia ainda comparou grandes obras de infraestrutura, lembrando que a Usina de Itaipu, no Paraná, custou 300 vezes mais do que a transposição do Rio São Francisco, mas nunca foi alvo de críticas semelhantes. “A nação brasileira financia diariamente o desenvolvimento do Sul e do Sudeste, mas sempre coloca o Nordeste de forma pejorativa”, disse.

    Galdino concluiu pedindo união da imprensa e da classe política nordestina para desconstruir o que chamou de discurso racista e preconceituoso. “É preciso acabar com essa falácia de que o Nordeste vive às custas da União. Quem sempre mamou nas tetas do governo foram os estados do Sul e do Sudeste. Minas Gerais, inclusive, é o que mais deve ao Brasil e articula politicamente para não pagar sua dívida”, disparou.

    O parlamentar elogiou ainda o esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em equilibrar investimentos entre as regiões, mas reconheceu que a disparidade ainda persiste. “Com o novo PAC, o Sudeste terá R$ 760 bilhões, enquanto o Nordeste ficará com R$ 700 bilhões. É um avanço, mas ainda desigual”, avaliou.

    Com tom enfático, Adriano Galdino deixou claro que a Assembleia da Paraíba seguirá atuando para defender a imagem e os direitos do povo nordestino. “Não aceitaremos mais falas preconceituosas contra a nossa terra. Precisamos dar a resposta com dados, com firmeza e com consciência do nosso valor para o Brasil”, finalizou.

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  • ALPB aprova projetos para preservar tradições e fortalecer o turismo no interior do Estado

    ALPB aprova projetos para preservar tradições e fortalecer o turismo no interior do Estado

    Notícias

    Publicado em 3 de setembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, nesta quarta-feira (3), uma série de projetos de lei que reconhecem manifestações culturais, festas tradicionais e produtos regionais como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado. As matérias, de autoria de diferentes parlamentares, visam preservar tradições, fortalecer o turismo e valorizar práticas que fazem parte da identidade do povo paraibano.

    Entre as iniciativas aprovadas, está o projeto do deputado Gilbertinho (PL nº 416/2023), que transforma o Natal da cidade de Jericó em Patrimônio Imaterial e de relevante interesse cultural da Paraíba. Segundo o parlamentar, a festa tem grande importância para a preservação da tradição local e para o fortalecimento da economia. “A festa natalina em Jericó é um momento importante para reunir famílias, atrair visitantes, movimentar o comércio e preservar as tradições culturais da cidade, garantindo ainda o fortalecimento do turismo e da renda local”, destacou.

    Outro projeto aprovado foi o de nº 3.143/2024, do deputado Michel Henrique, que institui a Rota Turística da Cachaça, contemplando municípios como Areia, Alagoa Grande, Bananeiras, Guarabira, Campina Grande, Serraria e outros municípios. Para o parlamentar, a proposta une cultura e desenvolvimento econômico. “Nosso projeto visa promover o desenvolvimento da cadeia produtiva da cachaça e incentivar o turismo, aproveitando a tradição histórica da Paraíba como o maior produtor da bebida no Nordeste”, afirmou.

    Já o presidente da Assembleia, Adriano Galdino, teve aprovado o projeto nº 1.595/2024 que reconhece a tradicional Festa de Santo Antônio, realizada no município de Riacho de Santo Antônio, como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Paraíba. O parlamentar ressaltou que a medida é fundamental para valorizar a fé e os costumes locais. “A preservação da Festa de Santo Antônio fortalece a identidade cultural e religiosa da população, além de movimentar a economia da cidade com a chegada de visitantes durante o festejo”, defendeu.

    Também foi aprovado o projeto de Lei 3.412/2024, do deputado Dr. Romualdo, que declara o Queijo de Cabra como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado, reconhecendo sua importância cultural, social e econômica para o semiárido paraibano. “A produção de queijo de cabra é uma tradição que atravessa gerações e fortalece a identidade local, além de representar fonte de renda e de nutrição para milhares de famílias do interior”, justificou o autor da proposta.

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  • ALPB aprova projeto de incentivo ao empreendedorismo para mães de autistas

    ALPB aprova projeto de incentivo ao empreendedorismo para mães de autistas

    Notícias

    Publicado em 3 de setembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, na sessão desta quarta-feira (03),  o Projeto de Lei 3.824/2025, de autoria da deputada Francisca Motta, que institui a Política de Incentivo ao Empreendedorismo de Mães Atípicas.

    O PL apresenta diretrizes para a elaboração e realização de ações que possam contribuir com o empreendedorismo de mulheres que possuem filho com deficiência ou com transtornos do desenvolvimento. Para a deputada Francisca Motta, é fundamental que haja capacitação e formação, através da promoção de cursos e oficinas de gestão de negócios, finanças, marketing e áreas correlatas, voltados para mães atípicas, além de acesso a linhas de crédito específicas e com condições facilitadas para o financiamento de empreendimentos geridos por estas mães.

    A deputada defende que o poder público contribua com apoio técnico, disponibilizando serviços de consultoria e mentoria. “O objetivo é reconhecer e valorizar o papel das mães atípicas, que muitas vezes enfrentam desafios significativos para conciliar a maternidade com suas aspirações profissionais. Ao promover a inclusão e o empreendedorismo, o Estado da Paraíba poderá contribuir para a autonomia dessas mulheres, incentivando o desenvolvimento econômico e a equidade social”, justificou Motta.

    Os deputados também aprovaram o PL 1.615/2024, de autoria do presidente da ALPB, Adriano Galdino, que estabelece que instituições públicas de ensino na Paraíba apresentem por escrito a negativa de matrícula com justificativa. De acordo com o autor da matéria, a medida essencial para lidar com as recorrentes denúncias de recusa de matrícula na rede. “Este é um passo significativo em direção à garantia do direito à educação para todas as crianças e adolescentes, combatendo de maneira efetiva as diversas formas de preconceito e discriminação presentes, direta ou indiretamente, nesse processo fundamental”, justificou o presidente.

    Por unanimidade, foi aprovado o PL 4.211/2025 que cria o Programa Estadual – Cuida Pet – de Apoio à Adoção de Animais Resgatados. O projeto apresentado pelo deputado Felipe Leitão tem a finalidade de promover e facilitar a adoção consciente de cães e gatos. O parlamentar argumenta que o Cuida Pet oferecerá, de forma gratuita, um conjunto de serviços de atenção veterinária básica como atendimento clínico inicial para avaliação da saúde do animal; aplicação das vacinas obrigatórias; além de administração de vermífugos e esterilização cirúrgica (castração).

    “O programa contribui também para a diminuição da população de animais em situação de rua, prevenindo zoonoses e fortalecendo políticas públicas de saúde, que integram saúde humana, animal e ambiental”, justificou o deputado.

    A população paraibana pode acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • CCJ aprova projeto que disciplina concessao de honrarias influenciadores digitais que utilizem a imagem de crianças

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    Publicado em 3 de setembro de 2025

    A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, durante reunião nesta quarta-feira (04), o projeto de Resolução 464/2025, de autoria da deputada Camila Toscano, que dispõe sobre a vedação da concessão de honrarias, homenagens, votos de aplauso ou moções de congratulação a influenciadores digitais e blogueiros que utilizem a imagem de crianças de forma a promover a adultização ou erotização.

    A parlamentar ressaltou que a concessão de homenagens por parte do Poder Legislativo é um ato de reconhecimento que carrega não apenas valor simbólico, mas também legitimidade social. “Ao homenagear publicamente um indivíduo, o Parlamento chancela, de forma implícita, suas condutas e produções, transmitindo à sociedade a mensagem de que tais práticas são dignas de exaltação. É, portanto, incompatível com a função pedagógica e exemplar da Casa Legislativa que se tribute qualquer honraria a quem desrespeite direitos fundamentais de crianças”, disse.

    Os membros da CCJ também aprovaram o projeto de Lei 3331/2024, de autoria do deputado Chió, que institui, no âmbito do Estado da Paraíba, a Política Estadual de Conscientização sobre a Importância do Esporte para o Desenvolvimento Cognitivo e Social de Crianças e Adolescentes com Transtorno de Espectro Autista (TEA). O deputado destacou que a conscientização sobre a importância do esporte para o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes com TEA é essencial para desmitificar preconceitos e promover uma cultura de aceitação e inclusão.

    A reunião foi comandada pelo presidente da CCJ, João Gonçalves; e contou com a presença dos deputados Anderson Monteiro, Camila Toscano e Francisca Mota.

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  • Webinário da Esma aborda movimentação processual criminal e cível no 1º Grau

    As inscrições para o webinário ‘Movimentação Processual Criminal e Cível para 1º Grau’, promovida pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), seguem abertas. O prazo para a Turma Criminal encerra nesta quarta-feira (3), enquanto a Turma Cível terá inscrições até 17 de setembro.

    Podem participar magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual, por meio do formulário disponível em https://forms.gle/3yenrz84joY53QMw6. Os(as) interessados(as) poderão optar por uma das turmas ou se inscrever em ambas.

    O webinário será transmitido pelo canal da Esma-PB no YouTube e pela plataforma Zoom. A temática acontecerá nos dias 5 de setembro (Turma Criminal) e 19 de setembro (Turma Cível). A palestra será conduzida pelo juiz Anderley Ferreira Marques, coordenador da Curadoria da Inteligência Artificial de predição de movimentos processuais e responsável pela Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no TJPB.

    Por Marcus Vinícius

     

  • 1º Tribunal do Júri inicia setembro com julgamentos de 18 crimes dolosos contra a vida

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    Fórum Criminal de João Pessoa

    O 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa deu início à sua pauta de julgamento definida para este mês de setembro. Os trabalhos começaram na segunda-feira (1º) e vão até o dia 30. Para o período, estão agendados 18 processos, sob a presidência do juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior. Os julgamentos têm início às 9h, no quinto andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro da Capital.

    As unidades dos tribunais do Júri têm a competência de apreciar e julgar crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados. Esses crimes incluem, homicídio, feminicídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e infanticídio (quando a mãe, sob influência do estado puerperal, mata o próprio filho durante ou logo após o parto e aborto provocado por terceiro).

    Essa é uma resposta pronta à sociedade de que o Poder Judiciário está vigilante, como integrante do sistema de Justiça, sempre buscando a resolução de processos que se apuram os crimes contra a vida”, destacou Antônio Gonçalves.

    De acordo com a Lei de Organização Judiciária, o 1º Tribunal do Júri realiza pautas ordinárias de julgamento nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro. Já o 2º Tribunal do Júri concentra suas sessões em março, maio, agosto, outubro e dezembro. Nos meses em que os tribunais de Júri não estão realizando julgamentos em plenário, fica a pauta voltada para a realização das audiências de instrução e julgamento dos processos que ainda não foram objeto de pronúncia, para justamente analisar a admissibilidade da acusação.

    Por Fernando Patriota