Autor: admin

  • Congresso Paraibano discutirá os desafios da família nos tribunais brasileiros em novembro

    Foto da reuniã dos organizadores do congresso
    Magistrados reunidos na Esma na formatação do evento

    Com o tema ‘A Família na Atualidade dos Tribunais Brasileiros’, a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), a Associação de Direito de Família e das Sucessões (Adfas) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vão promover o Congresso Paraibano nos dias 17 e 18 de novembro. O evento acontecerá no auditório da Esma, em João Pessoa. Na manhã desta segunda-feira (25), as diretorias da Esma-PB e da Adfas reuniram-se para definir toda a programação do congresso, que promete reunir especialistas e autoridades jurídicas para discutir questões fundamentais e atuais do Direito de Família.

    O congresso é aberto a magistrados(as), servidores(as), advogados(as), estudantes e ao público em geral. As inscrições são gratuitas e estarão disponíveis nos próximos dias. Para participar, os(as) interessados(as) deverão doar 2 kg de alimentos não perecíveis no ato da abertura do evento.

    O presidente da Adfas Paraíba, desembargador Onaldo Queiroga, ressaltou a relevância do encontro. “A cada dois anos, a Adfas promove grandes congressos voltados à discussão de temas atuais e relevantes nas áreas do Direito de Família, Direito Biomédico e Direito das Sucessões. Esses eventos reúnem estudantes, advogados, membros da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Judiciário.”

    Ele destacou ainda que o congresso contará com certificação pela Escola Superior da Advocacia (ESA) e pela própria Adfas. “Nosso propósito é disseminar conhecimento jurídico atualizado, promovendo reflexões fundamentais para profissionais e estudiosos do Direito em todo o país.”

    Para o diretor da Esma-PB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, a escolha do tema reforça o papel da escola na formação continuada da magistratura. Então é importante demais que esse Congresso se realize aqui numa escola da magistratura, que é exatamente para que os magistrados permaneçam atualizados sobre esse tema, que é um tema bastante, que gera bastante polêmica e bastante atual.”

    A vice-presidente da Adfas Paraíba, desembargadora Anna Carla Lopes, também enfatizou a importância do evento. Fomentar essas discussões é sempre necessário, principalmente quando se trata do Direito de Família, que é o ramo mais próximo do cotidiano de todos os brasileiros, bem como é uma alegria muito grande sediar novamente esse congresso, agora na Esma, e desta vez já na condição de desembargadora, depois de tantos anos como vice-presidente da Adfas atuando como advogada.”

    Durante os dois dias de evento, serão debatidos temas como: Violência Doméstica; Casamento e União Estável: início e fim; Responsabilidade pela dívida do cônjuge; Protocolo para julgamento com perspectiva de gênero nas ações de família; Guarda de Filhos; Reprodução assistida; Animais de estimação e sua proteção após e a separação do casal; e Família, dignidade e amor, dentre outros temas.

    Também participaram da reunião a diretora adjunta da Esma-PB, juíza Antonieta Nóbrega, e o advogado Donato Henrique.

    Por Marcus Vinícius

     

  • TJPB e Governo da Paraíba assinam ato inédito voltado ao enfrentamento a superlotação carcerária 

    Logo do evento

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e o Governo do Estado assinam ato inédito na gestão do sistema prisional. Trata-se da instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV), mecanismo que visa garantir a ocupação racional e sustentável das unidades prisionais, promovendo o cumprimento digno e eficaz da pena. O evento acontece nesta terça-feira (26), às 9h30, no Fórum Cível da Capital. 

    A Paraíba será o primeiro estado a implantar a CRV dentro do Plano Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o segundo do país a adotar a ferramenta, já em funcionamento no Maranhão.

    O Ato Normativo que instala a CRV será assinado no auditório do Fórum Cível de João Pessoa, pelos representantes dos Poderes Judiciário e Executivo da Paraíba, com a presença de integrantes do CNJ.

    A instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV) é uma medida que vem sendo amplamente estudada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e pelo Governo do Estado, com o objetivo de otimizar os fluxos de entrada e saída do sistema prisional, promovendo uma maior integração com alternativas à prisão (medidas cautelares, monitoramento eletrônico, penas alternativas, entre outras), enfrentando, assim, o problema crônico da superpopulação carcerária.

    Por que criar uma Central?

    Conforme o Plano Pena Justa do CNJ, a criação de novas vagas para o sistema prisional brasileiro, além de ter altos custos financeiros e sociais, não é uma alternativa eficaz, por ter o foco no sintoma, e não na causa da superpopulação.

    Além disso, uma observação histórica mostra que as novas vagas criadas são rapidamente preenchidas, sem solucionar o problema.

    Em contrapartida, a Central de Vagas traz uma mudança de paradigma, ao oferecer uma gestão racional e transparente das vagas existentes, redirecionando o foco para alternativas penais mais eficazes e humanizadas e promovendo o controle da superlotação de forma sistêmica.

    Um novo entendimento para o conceito de vaga

    Dentro do contexto do Plano Pena Justa, a “vaga” no sistema prisional não representa apenas um espaço físico, mas jurídico e administrativo. É o espaço destinado ao cumprimento de uma pena privativa de liberdade (ou prisão provisória), desde que dentro dos parâmetros legais e constitucionais. 

    A vaga deve, portanto, ser regulada, monitorada e distribuída com racionalidade, dignidade e justiça, de forma semelhante ao que já existe no SUS, com os leitos hospitalares.

    A CRV e o Plano Pena Justa

    As CRVs integram o Eixo 1 do Plano Pena Justa, voltado ao ‘Controle da Entrada e das Vagas do Sistema Prisional’. O documento dispõe que, em três décadas, houve um aumento do número de pessoas privadas de liberdade em descompasso com o crescimento da população em geral, o que revela a dimensão do problema da superlotação carcerária.

    A necessidade urgente de enfrentamento à lotação das unidades prisionais foi abordada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 347/DF, que reconhece o estado de coisas institucional no sistema prisional e registra que “celas superlotadas ocasionam insalubridade, doenças, motins, rebeliões, mortes, e degradação da pessoa humana”. 

    Diante disso, o Plano Pena Justa aponta a urgência de qualificar e recalcular as vagas do sistema prisional, obedecendo a ocupação máxima taxativa e adequando-as aos regimes de cumprimento de pena.

     

    Por Gabriela Parente

     

  • ALPB realiza audiência pública em alusão ao Agosto Lilás e aos 19 anos da Lei Maria da Penha

    Notícias

    Publicado em 25 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta segunda-feira (25), audiência pública em alusão à campanha Agosto Lilás e ao aniversário de 19 anos da Lei Maria da Penha. A presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da ALPB, deputada Camila Toscano, comandou a solenidade, que reuniu diversas autoridades.

    Criada com o objetivo de combater a violência contra a mulher no Brasil, a campanha Agosto Lilás utiliza o mês da sanção da Lei Maria da Penha (11.340/2006) para a realização de eventos e ações de conscientização por meio dos agentes públicos e dos meios de comunicação disponíveis. A Lei Maria da Penha foi sancionada em 07 de agosto de 2006.

    A deputada Camila Toscano lembrou que a defesa dos direitos da mulher precisa ser feita a todo o momento e ressaltou que é dever da Assembleia Legislativa desenvolver ações, debates e legislação que, além de garantir proteção às mulheres, ampliem o debate e, consequentemente, a conscientização do enfrentamento à violência contra a mulher.

    “Durante o Agosto Lilás, a gente faz um reforço desse tema. Esse evento torna-se ainda mais especial, porque estamos debatendo sobre a importância da denúncia, de romper o ciclo de violência. Nossa Assembleia tem encampado essa campanha e hoje a gente está reforçando”, ressaltou a parlamentar.

    A deputada Dra. Paula enfatizou a necessidade da união e conscientização para enfrentar a violência contra as mulheres. “Não podemos nos calar. Nós temos que nos unir cada vez mais em torno desse tema. Sabemos que a Assembleia leva essa programação, essa divulgação, essa conscientização nos seus canais e o Poder Legislativo está aqui para isso, para lutar por dias melhores para toda a população, mas, em especial, para essas mulheres. É nosso papel fazermos essa discussão”, disse a parlamentar.

    A prefeita de Guarabira, Léa Toscano, avaliou positivamente a audiência e destacou a importância de ações que combatam a violência. “A gente não pode cansar dessa luta, porque os números são tão repetitivos, mas nós temos que enfrentar até o fim”, disse a gestora.

    A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, parabenizou a ALPB pela iniciativa de debater um tema extremamente relevante, aliando-se a campanha nacional de combate à violência contra a mulher. “É muito importante que a Assembleia reúna servidoras e servidores, as deputadas e façam na Casa uma discussão, um diálogo sobre o enfrentamento às violências. A Assembleia tem sido fundamental, tem feito o debates, tem contribuído com a construção de leis, que protegem as mulheres”, disse.

    Homenagem

    Após a audiência, a Assembleia Legislativa da Paraíba realizou sessão solene para entregar a Medalha de Mérito Penal à policial penal Cinthya Almeida de Araújo, diretora da Penitenciária de Recuperação Feminina “Maria Júlia Maranhão”. A homenagem, foi proposta pela deputada Camila Toscano.

    A parlamentar ressaltou que homenageada vem se destacando muito na gestão do Projeto de Ressocialização Castelo de Bonecas, focado na produção de bonecas de pano e confecções de peças artesanais, valorizando a cultura local e promovendo a capacitação das internas, dando-lhes oportunidade de adquirirem uma nova profissão, bem como exercerem sua cidadania após a saída.

    “O trabalho realizado por ela é diferenciado e notável. Tive a oportunidade de presenciar o tratamento dispensado às reeducandas, e compreendo as complexidades envolvidas. Sabemos que muitas mulheres ali são vítimas de violência, e, infelizmente, acabam se envolvendo em atividades criminosas como consequência dessa violência. A diretora Cynthia desenvolve um trabalho singular para promover a reintegração social dessas mulheres”, disse Camila.

    Cinthya Almeida de Araújo disse que ser homenageada pelo Poder Legislativo paraibano é motivo de muita alegria e satisfação. “Sinto-me muito honrada, não apenas pelo reconhecimento ao meu trabalho e ao trabalho que desenvolvo na penitenciária, mas também pelo reconhecimento a toda uma equipe. Ninguém alcança resultados sozinho, e contamos com um grupo forte e dedicado. Nossa categoria, como um todo, tem prestado um serviço relevante à sociedade, em todas as unidades prisionais da Paraíba, em atividades como guarda, contenção e ressocialização”, destacou.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

    WhatsApp Image 2025-08-25 at 6.48.44 PM (1) WhatsApp Image 2025-08-25 at 6.48.44 PM

    ≪ Voltar para a Agência de Notícias

  • ALPB concede medalha de mérito à policial penal Cinthya Almeida

    Notícias

    Publicado em 25 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão solene, na tarde desta segunda-feira (25), para entregar a Medalha de Mérito Penal à policial penal Cinthya Almeida de Araújo, diretora da Penitenciária de Recuperação Feminina “Maria Júlia Maranhão”. A homenagem foi proposta pela deputada Camila Toscano.

    A parlamentar ressaltou que homenageada vem se destacando muito na gestão do Projeto de Ressocialização Castelo de Bonecas, focado na produção de bonecas de pano e confecções de peças artesanais, valorizando a cultura local e promovendo a capacitação das internas, dando-lhes oportunidade de adquirirem uma nova profissão, bem como exercerem sua cidadania após a saída.

    “O trabalho realizado por ela é diferenciado e notável. Tive a oportunidade de presenciar o tratamento dispensado às reeducandas, e compreendo as complexidades envolvidas. Sabemos que muitas mulheres ali são vítimas de violência, e, infelizmente, acabam se envolvendo em atividades criminosas como consequência dessa violência. A diretora Cynthia desenvolve um trabalho singular para promover a reintegração social dessas mulheres”, disse Camila.

    Cinthya Almeida de Araújo disse que ser homenageada pelo Poder Legislativo paraibano é motivo de muita alegria e satisfação. “Sinto-me muito honrada, não apenas pelo reconhecimento ao meu trabalho e ao trabalho que desenvolvo na penitenciária, mas também pelo reconhecimento a toda uma equipe. Ninguém alcança resultados sozinho, e contamos com um grupo forte e dedicado. Nossa categoria, como um todo, tem prestado um serviço relevante à sociedade, em todas as unidades prisionais da Paraíba, em atividades como guarda, contenção e ressocialização”, destacou.

    Mérito Jornalístico

    Cinthya Almeida é a segunda policial penal homenageada pela ALPB em 2025. No mês de abril, o policial penal, jornalista e escritor Joselio Carneiro de Araújo recebeu a Medalha de Mérito Jornalístico Lena Guimarães, proposta pelo deputado Hervázio Bezerra.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

    b57d61cd-01bc-4015-9d6d-9b96e14731ca ee46d6cf-ba4a-4d95-a389-85b1300a1b51

    ≪ Voltar para a Agência de Notícias

  • Juíza Aparecida Gadelha destaca importância da Central de Regulação de Vagas no sistema prisional

    -
    Juiza Aparecida Gadelha concede entrevista na CBN

    Nesta terça-feira (26), às 9h30, no Fórum Cível da Capital, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e o Governo do Estado assinam ato inédito de instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV).

    A juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Aparecida Gadelha, ressaltou que a Central de Regulação de Vagas representa um avanço no enfrentamento da superlotação carcerária. Ela participou nesta segunda-feira (25) de uma entrevista na rádio CBN/João Pessoa para falar sobre o assunto.

    A magistrada destacou que a Central de Regulação de Vagas busca garantir que cada vaga prisional seja ocupada por apenas um preso, a exemplo do que ocorre na saúde e na educação. Segundo ela, ao atingir esse equilíbrio, será possível assegurar o funcionamento pleno dos serviços de ressocialização, como educação, saúde e trabalho. 

    Ela ressaltou ainda que o sistema permitirá aos juízes acompanhar em tempo real a lotação das unidades prisionais, o que contribuirá para decisões mais adequadas sobre prisões e liberações, reduzindo a superlotação e promovendo maior eficiência na execução penal.

    “Na Central de Regulação de Vagas, todos os juízes que vão tratar sobre a entrada de presos no sistema prisional e todos aqueles que tratam sobre saída vão poder avaliar como está nosso sistema, quais são as unidades que têm maiores índices de superlotação. E a partir dessa visão vão poder avaliar melhor o caso concreto do que está sob sua jurisdição para examinar se realmente é necessário aquela prisão”, afirmou.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Curso introdutório sobre Justiça Restaurativa está sendo oferecido pelo Nejure e Esma 

    logo_justica_restaurativa

    Um curso sobre ‘Noções Introdutórias em Justiça Restaurativa’ foi disponibilizado na plataforma acadêmica virtual da Escola Superior da  Magistratura (Esma) do Tribunal de Justiça da Paraíba. A capacitação está sendo oferecida pelo Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), órgão de macrogestão da política restaurativa para o Estado, numa parceria com a Escola.

    A formação foi iniciada na última sexta-feira (22) e o prazo para a conclusão é 22 de outubro. A iniciativa tem como objetivo disseminar a cultura de paz e apresentar os princípios e fundamentos básicos da Justiça Restaurativa, fortalecendo esse importante caminho de transformação, consolidando práticas mais dialógicas e restaurativas.

    Foto da juíza Ivna Mozart
    Juíza Ivna Mozart Bezerra Soares

    De acordo com a juíza coordenadora adjunta do Nejure, Ivna Mozart, trata-se de um curso autoinstrucional, decorrente de convênio entre TJPB e o TJ do Maranhão, que disponibilizou a capacitação. A modalidade não possui aulas síncronas, apenas tutoria de orientação para sanar possíveis dúvidas dos participantes.

    “Mais um curso importante para a disseminação da cultura restaurativa, que ainda é muito desconhecida, por isso, trabalhamos no pilar da formação e da sensibilização. Estamos na primeira turma, mas pretendemos oferecer este curso com regularidade”, adiantou a magistrada.

    A Justiça Restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato, são tratados de modo estruturado a fim de resultar em um desfecho restaurativo.

    O Nejure tem como coordenador-geral o desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba e presidente da Corte Eleitoral, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. 

    Por Gabriela Parente

     

  • TJPB participará de webinário do CNJ sobre proteção de crianças e adolescentes ameaçados de morte 

     

    Logo do Seminário

    Crianças e adolescentes ameaçados de morte, este tema será abordado no ‘Webinário Infâncias Protegidas: PPCAAM e o Judiciário’, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O evento virtual acontece nesta terça-feira (26), das 9h às 12h. O Poder Judiciário paraibano tem atuado, em ações integradas, na proteção do público infantojuvenil, com a participação no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM).

    O webinário tem a finalidade de fortalecer a atuação de profissionais do sistema de justiça e da rede de proteção na defesa de crianças e adolescentes sob ameaça. A iniciativa integra as ações do Fórum Nacional da Infância e da Juventude (Foninj), sob a coordenação do gabinete da conselheira do CNJ, Renata Gil, por meio do Programa Justiça Plural. 

    Para o coordenador estadual da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, juiz Hugo Gomes Zaher, o webinário reforça a urgência do fortalecimento da rede de proteção e a garantia da efetividade do PPCAAM em todo o país. 

    “O TJPB tem atuado de forma comprometida com a defesa da vida e da dignidade de crianças e adolescentes, alinhando suas ações às diretrizes nacionais. Nosso compromisso é permanente: assegurar que nenhuma criança ou adolescente permaneça exposta a ameaças sem a resposta firme, articulada e humanizada do Judiciário”, asseverou Hugo Zaher.

    Na ocasião, será lançado o Sumário Executivo do Manual da Resolução CNJ n. 498/2023, documento que apresenta diretrizes práticas e jurídicas para a proteção de crianças e adolescentes, especialmente em situações de transferência intermunicipal ou interestadual para os serviços de acolhimento.

    As inscrições seguem abertas e podem ser feitas por meio de formulário on-line. O acesso ao evento será realizado pela plataforma Microsoft Teams e o link será enviado diretamente às pessoas inscritas. 

    Por Lila Santos com Agência CNJ de Notícias

  • Municípios deverão regularizar recebimento de medicamentos da Farmácia Básica

    Municípios deverão regularizar recebimento de medicamentos da Farmácia Básica

    Medida foi estabelecida em TAC com o objetivo de prevenir atos de corrupção

    O Ministério Público da Paraíba firmou termos de ajustamento de conduta com os Municípios de Uiraúna, São Francisco, Lastro e Santa Cruz para a criação de um fluxo para o momento de recebimento de medicamentos por servidor público municipal. Os TACs foram assinados pela 4ª promotora de Justiça de Sousa, Flávia Cesarino de Sousa Benigno, e pelos prefeitos dos quatro municípios.

    Segundo a promotora de Justiça, o objetivo é garantir a obediência a normas como a presença do número do lote e a data de validade do medicamento na Nota Fiscal e estarem de acordo com o apresentado na embalagem do medicamento; e também que o servidor responsável pelo recebimento dos medicamentos compare as quantidades recebidas frente aos pedidos efetuados e notas fiscais recebidas.

    Ainda de acordo com a promotora, foi identificado, em procedimentos extrajudiciais, em relação a municípios da Promotoria de Sousa, o recebimento de medicamentos, na Farmácia Básica sem a obediência às normas, necessitando de orientação para fins de evitar a prática de ilícitos pelos agentes públicos municipais e por aqueles que contratam com o Poder Público.

    Medidas ajustadas

    Ficou ajustado ainda que a Farmácia Básica deverá manter registro documental (eletrônico, de preferência), assinado pelo servidor responsável pelo recebimento dos medicamentos com as notas fiscais para fins de controle da carga recebida. As cargas que não cumpram com os requerimentos do recebimento devem ser devolvidas no ato do recebimento ou devem ser postas em quarentena enquanto aguardam sua disposição pela garantia de qualidade.

    Também foi definido no TAC que os municípios deverão, em até seis meses, incluir, em todos os editais licitatórios e contratos que envolvam o fornecimento de medicamentos, a obrigatoriedade do fornecedor incluir, nas notas fiscais, o prazo de validade e lote de cada medicamento. Caso o Município não inclua tal previsão no edital de licitação ou contrato, estes últimos serão considerados nulos, podendo o Ministério Público executar o TAC para declaração judicial da nulidade. 

    Norma

    Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 304/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no recebimento de medicamentos devem ser verificados e registrados: as condições de transporte e armazenagem aplicáveis, incluindo requerimentos especiais de temperatura, umidade ou exposição à luz; o número do lote, data de validade, e quantidades recebidas frente aos pedidos efetuados e notas fiscais recebidas; e a integridade da carga. 

  • TJPB abre prazo para heteroidentificação de candidatos ao Enam 2025.2

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Comissão Permanente de Heteroidentificação, publicou o Edital nº 01/2025 que regulamenta os procedimentos de validação das autodeclarações de candidatos negros (pretos ou pardos) inscritos no 4º Exame Nacional da Magistratura (Enam 2025.2), organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). O edital foi assinado pelo juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes, presidente da Comissão Permanente de Heteroidentificação do TJPB.

    De acordo com o documento, os candidatos domiciliados na Paraíba que se autodeclararem negros deverão passar pelo processo de heteroidentificação entre os dias 25 e 29 de agosto de 2025, mediante preenchimento de formulário eletrônico disponível no link https://forms.gle/w2t7eDNRvv34QufR8. O prazo para envio é até as 23h59 do dia 29 de agosto.

    Para participar, os interessados deverão anexar ao formulário: três fotografias recentes (frontal, perfil direito e esquerdo), coloridas, com fundo branco e boa iluminação; comprovante de residência no estado da Paraíba; dados de contato (telefone e e-mail); formulário de autodeclaração preenchido e assinado. Somente serão aceitos arquivos nos formatos PDF, JPEG ou JPG, com tamanho máximo de 5MB.

    A Comissão de Heteroidentificação utilizará critérios étnico-raciais, baseados exclusivamente nas características fenotípicas dos candidatos, como tom de pele, cabelo, nariz, boca e formato do rosto. A análise será feita inicialmente a partir das fotos enviadas e, se necessário, poderá haver convocação para uma segunda etapa de averiguação telepresencial.

    O edital destaca que não serão considerados documentos de outros concursos, registros anteriores de heteroidentificação, nem vínculos de parentesco. As deliberações da Comissão terão validade apenas para o Enam ou concurso específico a que se destinam.

    O resultado preliminar será divulgado no Diário da Justiça Eletrônico da Paraíba. Em caso de indeferimento, caberá recurso à Comissão Recursal de Heteroidentificação nos dias 24 e 25 de setembro de 2025, também em formato eletrônico.

    O prazo de validade do procedimento de heteroidentificação para o Enam é de 4 anos, contados a partir da data de emissão do certificado de habilitação pelo Tribunal de Justiça, conforme a Resolução CNJ nº 541/2023. A validade pode ser aproveitada reciprocamente entre o Enam e o Enac, desde que não haja mudança no domicílio de submissão à comissão de heteroidentificação do tribunal.

    Por Lenilson Guedes

     

  • TJPB divulga edital de heteroidentificação para o 2º Exame Nacional dos Cartórios

    A Comissão Permanente de Heteroidentificação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou o Edital nº 01/2025, que regulamenta os procedimentos para validação das autodeclarações de candidatos negros (pretos e pardos) inscritos no 2º Exame Nacional dos Cartórios (Enac 2025.2), promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

    De acordo com o documento, os interessados deverão manifestar interesse entre os dias 25 e 29 de agosto de 2025, por meio de formulário eletrônico disponível no link https://forms.gle/QMjmNKW7o6fHJ6ir6, até as 23h59 do último dia (horário de Brasília).

    Para a inscrição, é necessário enviar três fotografias recentes (frontal, perfil direito e perfil esquerdo), comprovante de domicílio na Paraíba, dados de contato e o formulário de autodeclaração devidamente preenchido e assinado. Os arquivos devem estar em formato PDF, JPEG ou JPG, com tamanho máximo de 5MB.

    O critério de avaliação será exclusivamente fenotípico, considerando características como tom de pele, cabelo, nariz, boca e traços faciais. A análise será feita inicialmente a partir das fotos enviadas e, caso haja dúvida, o candidato poderá ser convocado para averiguação telepresencial.

    O edital destaca que só serão aceitas autodeclarações de candidatos com domicílio na Paraíba e que não serão considerados documentos ou registros anteriores de outros concursos.

    O resultado preliminar será divulgado no Diário da Justiça Eletrônico da Paraíba (DJe), e os candidatos não reconhecidos poderão recorrer nos dias 24 e 25 de setembro de 2025. O resultado final também será publicado no DJe, e o comprovante de validação será enviado por e-mail ao candidato.

    O edital é assinado pelo juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes, presidente da Comissão Permanente de Heteroidentificação do TJPB.

    Por Lenilson Guedes