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  • Justiça atende pedido do MPPB e suspende Lei de CG que cria cargo de consultor jurídico

    Justiça atende pedido do MPPB e suspende Lei de CG que cria cargo de consultor jurídico

    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) atendeu, por unanimidade, o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e suspendeu os efeitos da Lei Complementar 206/2024 do Município de Campina Grande, que alterou a nomenclatura do cargo de “Assistente Jurídico” para “Consultor Jurídico”, promovendo mudanças em atribuições, prerrogativas e gratificações. 

    A decisão foi proferida na sessão virtual realizada nessa terça-feira (7/10), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 0828732-27.2024.8.15.0000, proposta pelo MPPB, em razão da violação do artigo 30, inciso VIII da Constituição Estadual (que dispõe sobre a obrigatoriedade de concurso público para investidura nos cargos públicos) e do descumprimento da Súmula Vinculante 43 do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual pacificou o entendimento quanto à inconstitucionalidade da investidura de servidor em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente fora investido, sem a prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento.

    O MPPB sustentou que a transformação dos cargos prevista na Lei Municipal descumpriu a súmula vinculante, uma vez que alterou o título e atribuições do cargo de origem. A instituição também entende que a norma não cumpriu o princípio da unicidade orgânica da advocacia pública, previsto nos artigos 131 e 132 da Constituição Federal. 

    O relator do processo foi o desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, que deferiu a medida cautelar requerida pelo MPPB para suspender a vigência da norma até o julgamento final da ação. Para o magistrado, a lei municipal impugnada apresenta indícios de inconstitucionalidade por violar princípios como o concurso público, a unicidade da advocacia pública, a legalidade estrita e por invadir a competência da Procuradoria-Geral do Município, ao atribuir funções típicas da advocacia pública a servidores que não ingressaram na carreira mediante concurso específico. “A alteração de nomenclatura do cargo de Assistente Jurídico para Consultor Jurídico, acompanhada de profundas modificações em suas atribuições e prerrogativas, configura, na prática, um provimento derivado, vedado pela Constituição e pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, destacou.

    Em seu voto, o relator apontou irregularidades na criação de gratificações sem critérios definidos em lei, o que, em sua análise, compromete a legalidade e a impessoalidade na administração pública. Também afirmou que a manutenção da lei poderia gerar danos de difícil reparação ao erário municipal, insegurança jurídica e desorganização administrativa. “A cada mês que a lei permanece em vigor, novas despesas são geradas, consolidando um prejuízo progressivo e irreversível aos cofres públicos municipais”, assinalou.

    Com Ascom do TJPB

  • MPPB participa de Reunião do Grupo Nacional de Direitos Humanos

    MPPB participa de Reunião do Grupo Nacional de Direitos Humanos

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) participa da 4ª Reunião Ordinária do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH), em Maceió. O encontro, vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), foi aberto na noite desta quarta-feira (08/10) e reúne cerca de 200 promotores e procuradores de Justiça de todo o Brasil. Até esta sexta-feira (10/10), eles vão formular novas estratégias e políticas afirmativas para garantir a efetividade dos direitos fundamentais. 

    A Paraíba está representada, presencialmente, pelas promotoras Fernanda Pettersen de Lucena e Anne Emanuelle Malheiros e pelo promotor Raniere da Silva Dantas. Eles são coordenadores de Centros de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça nas áreas da Criança e Adolescente; Cidadania, Direitos Fundamentais, Cível e Família; e Educação, respectivamente. Além deles, outros promotores do MPPB participam das discussões, de forma remota.

    A abertura do evento teve palestra do conselheiro nacional do Ministério Público, Fernando da Silva Comin, com o tema “O Ministério Público e a efetivação dos direitos fundamentais: a transformação social na perspectiva prática”. O conselheiro ressaltou que o GNDH representa um espaço essencial para reflexão e ação estratégica. “O Ministério Público deve agir de forma cada vez mais eficiente, com planejamento baseado em dados confiáveis e atuação coordenada. Quando o MP atua de maneira unificada e estratégica, consegue mostrar resultados reais à sociedade e fortalecer o controle social. Esse é o Ministério Público do século XXI”, afirmou Comin.

    Na ocasião, o presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e procurador-geral de Justiça do MPDFT, Georges Seigneur, destacou a importância do GNDH dentro da estrutura do Ministério Público brasileiro. “O GNDH é um dos grupos mais importantes do CNPG, exatamente por tratar da temática dos direitos humanos, que é uma área intrinsecamente ligada ao Ministério Público do Brasil. Não há como pensar em direitos humanos sem pensar no Ministério Público, não há como pensar no Ministério Público sem pensar em direitos humanos. É fundamental nos reunirmos para discutir soluções e buscar alternativas para aprimorar a aplicação desses direitos na sociedade brasileira”, afirmou.

    A presidente do GNDH e procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque, reforçou que a defesa dos direitos humanos é também uma defesa da democracia e do Estado de Direito. “O GNDH nasceu da necessidade de unirmos forças em torno de um propósito maior — o de garantir que os direitos fundamentais não sejam apenas uma previsão normativa, mas uma realidade concreta, vivida por todas e todos. Em um país de tantas desigualdades, reafirmar os direitos humanos é reafirmar a democracia. Vivemos tempos desafiadores, marcados pela desinformação e pela intolerância, e, diante disso, defender direitos humanos hoje é também defender a verdade, o diálogo e a empatia”, afirmou.

    Já o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Lean Araújo, anfitrião do encontro, destacou a relevância da troca de experiências e da integração entre as instituições. “É com muita alegria que o Ministério Público de Alagoas, ao lado do MP do Amazonas, propicia aos integrantes do Ministério Público brasileiro um espaço de discussão do GNDH. O objetivo é ouvir as mais diversas manifestações no sentido de implementar ações que contribuam para a construção de políticas públicas voltadas à saúde, à educação, ao bem-estar social e, acima de tudo, à proteção da dignidade humana”, avaliou.

    Os trabalhos da reunião, em um hotel na orla  da capital alagoana,  estão sendo conduzidos pelas comissões permanentes do GNDH, que abrangem áreas sensíveis como direitos humanos, saúde, infância e juventude, defesa da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, combate à violência doméstica, educação, habitação, meio ambiente e patrimônio cultural.

    Ao final do encontro, as comissões apresentarão os resultados dos debates e encaminhamentos, consolidando propostas que fortalecerão a atuação do Ministério Público brasileiro em defesa dos direitos fundamentais. Também serão expostas boas práticas das unidades ministeriais, permitindo a troca de experiências e a disseminação de iniciativas bem-sucedidas.

    A promotora Fernanda Pettersen destacou os debates em sua área de atuação: “Participamos de debates com Coordenadores de outros CAOs da Criança e do Adolescente do Brasil e outras autoridades na matéria, inclusive, vinculadas ao CNMP, sobre temas de relevância que palpitam no cenário nacional. Na manhã desta quinta-feira (09/10), falamos sobre os desafios no Serviço de Acolhimento Familiar e na defesa de crianças e adolescentes no ambiente digital, enquanto o período da tarde foi reservado à alusão ao processo estrutural na defesa desse público e à aprovação de enunciados em matéria de infância e adolescência”.

    Para Anne Emanuelle Malheiros, “a participação do MPPB nesta reunião é essencial para alinharmos nossas ações com as diretrizes dos demais MPs e definirmos, de forma colaborativa, as prioridades que realmente impactam efetiva e positivamente a sociedade. O GNDH é um espaço de construção coletiva, onde conseguimos padronizar atuações, trocar experiências exitosas e reforçar o papel do Ministério Público como agente indutor de políticas públicas e garantidor do respeito aos direitos fundamentais”, afirmou a promotora.

    O coordenador do CAO Educação, Raniere Dantas avaliou positivamente a reunião. “A reunião tem se mostrado produtiva ao valorizar o papel do Ministério Público no fortalecimento da educação em todo o país. O encontro proporciona a troca de conhecimentos e boas práticas, além da elaboração de diretrizes que irão orientar e aprimorar a atuação de procuradores e promotores na defesa de uma educação pública de qualidade”, disse.

    Com Ascom CNPG e MPAL

  • TJPB vai instalar laboratório de inovação e criatividade que homenageia Lynaldo Cavalcanti

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    Ambiente do Laboratório ‘Lyno’, na sede da Esma, na Capital

    Na manhã desta sexta-feira (10), será inaugurado o ‘Laboratório de Inovação Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (Lyno), um espaço criado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, para experimentação, criatividade e inovação. O Laboratório vai funcionar na Escola Superior da Magistratura (Esma), em João Pessoa.

    Durante o evento, será exibido um minidocumentário produzido pela Gerência de Comunicação (Gecom) do Tribunal de Justiça da Paraíba. O material resgata a trajetória de Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, que nasceu em Campina Grande, em 8 de dezembro de 1932 e foi considerado uma referência no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação no país. Ele morreu em 2011, em Brasília.

    O Laboratório de Inovação ‘Lynaldo Cavalcanti’ foi instituído pelo Ato/TJPB nº 137/2025, com a finalidade de fomentar e gerenciar iniciativas inovadoras, visando à modernização, eficiência e melhoria contínua dos processos administrativos e judiciais.

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    Lynaldo Cavalcanti

    A iniciativa considerou, entre outros pontos, a Resolução nº 395/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política de Inovação no Poder Judiciário. A Presidência do TJPB ainda observou os macrodesafios definidos pelo CNJ e sua incorporação ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário da Paraíba, além da importância de estabelecer diretrizes para o recebimento, triagem, avaliação e desenvolvimento de ideias inovadoras, como ainda a necessidade de fomentar a cultura da inovação no Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Lynaldo Cavalcanti atuou como membro do Conselho Deliberativo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), durante os anos de 1973 e 1974. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi convidado a assumir a secretaria de Obras de Campina Grande, onde ficou até o ano de 1959. Em sua trajetória também é destacada a função de reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Estadual da Paraíba, além de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB).

    Em sua gestão como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 1980 a 1985, criou o primeiro parque tecnológico do país com incubadora de empresas, além de atuar junto aos estados e municípios para a criação de secretarias estaduais e municipais de ciência e tecnologia. Nessa época também incentivou a criação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB publica editais de vacância para varas mistas de Patos e Sousa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, na edição desta quinta-feira (9) do Diário da Justiça eletrônico (DJe), dois editais de vacância referentes a unidades judiciais de entrância final, localizadas nos municípios de Patos e Sousa.

    De acordo com os editais, assinados pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, a 5ª Vara Mista da Comarca de Patos encontra-se vaga, e seu provimento ocorrerá por meio de remoção por merecimento, conforme previsto no Edital nº 93/2025.

    Já a 5ª Vara Mista da Comarca de Sousa será provida pelo critério de remoção por antiguidade, nos termos do Edital nº 94/2025.

    As inscrições estão abertas pelo prazo de cinco dias corridos, a contar da publicação, e deverão ser feitas por meio do Sistema Eletrônico de Informação (SEI).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Servidoras do TJPB apresentam painel sobre ‘Trilha Renovar’ na Semana Nacional de Sustentabilidade

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    O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro

    ‘Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida’. Esse é o tema do painel a ser apresentado pelas servidoras Viviane dos Santos Sousa e Aline Fernandes da Nóbrega, do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, na 1ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário.  O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro, em João Pessoa. 

    A iniciativa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunirá os principais tribunais do Estado em organização conjunta: o TRT da Paraíba (13ª Região), sede do evento; o TJPB; o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e a Justiça Federal.

    “O Trilha Renovar tem como propósito desenvolver uma jornada educativa, prática e transformadora, voltada a grupos em situação de vulnerabilidade, fundamentada nos pilares da sustentabilidade. Durante o painel, serão apresentadas as ações já executadas com adolescentes acompanhados pelos CREAS de Campina Grande”, pontuou Viviane dos Santos.

    O Projeto Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida é uma iniciativa idealizada pelos Laboratórios de Inovação e Núcleos de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça da Paraíba, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região e do Tribunal de Justiça de Pernambuco. O projeto conta, ainda, com a parceria do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nejure), reforçando o compromisso das instituições com a promoção de práticas sustentáveis, inclusivas e transformadoras.

    Programação 

    O evento tem início no dia 16 de outubro, às 15h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT – 13ª região), com uma ação para o plantio de mudas de árvores envolvendo a participação das autoridades. Já a abertura oficial dos trabalhos está prevista para 17h, no auditório principal do Fórum Maximiano Figueiredo do TRT, localizado na Rua Aviador Mário Vieira de Melo, 1440, bairro João Agripino.

    Na sequência, às 19h, será realizada a audiência pública do setor privado, setor público e terceiro setor sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). O segundo dia é destinado à apresentação dos painéis.

    Por Nice Almeida

     

  • Curso de conciliação forma indígenas Potiguara para atuarem nas aldeias

    curso conciliação indígena
    Indígenas mostram certificados do 2º Curso de Conciliação

    A partir desta quinta-feira (9), 42 cursistas, dos quais 36 indígenas Potiguara dos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição, estão aptos para atuar como conciliadores nas aldeias em que vivem, promovendo, assim, o acesso à Justiça de forma respeitosa às tradições e à autonomia das comunidades indígenas. Os(as) conciliadores(as) receberam os certificados de conclusão durante evento realizado no Brizola’s Hall, localizado no distrito de Salema, no município de Rio Tinto.

    curso conciliação indígena
    O evento foi aberto com a apresentação do Toré

    Durante o curso de Conciliadores e Mediadores Extrajudiciais Indígenas, Módulo II, realizado no mês de agosto, os(as) participantes vivenciaram aulas teóricas e práticas, conciliando litígios reais e promovendo acordos consignatórios em processos judiciais. A formação foi coordenada pelo Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania Indígena (Cejusc Indígena) da Comarca de Rio Tinto, em parceria com a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB).

    curso conciliação indígena
    O juiz Judson Farena falou da ampliação do curso

    O juiz Judson Kildere Faheina, coordenador do Cejusc Indígena, destacou a estrutura e os avanços do curso de conciliação voltado aos indígenas Potiguara. Segundo o magistrado, o primeiro módulo foi dedicado à parametrização conceitual da mediação e conciliação, com uma abordagem ampla e introdutória. “No segundo módulo, aprofundamos a teoria trabalhada anteriormente, levando as discussões e práticas diretamente para as aldeias, com foco nas demandas locais”, explicou.

    O magistrado adiantou, ainda, que há planos para a continuidade da formação, agora voltada ao público infantil. “Estamos com a proposta de desenvolver um terceiro módulo, voltado para a introdução da cultura da paz, da conciliação e da mediação envolvendo crianças indígenas, os curumins, fortalecendo desde cedo esses valores dentro das comunidades”, informou.

    curso conciliação indígena
    A juíza Antonieta Maroja reafirmou o compromisso do Judiciário

    Presente à entrega dos certificados, a diretora adjunta da Esma-PB, juíza Antonieta Maroja Nóbrega, reafirmou o compromisso do Poder Judiciário e da Escola com ações voltadas à inclusão, ao fortalecimento da cidadania e ao respeito às tradições dos povos indígenas. “Estarmos aqui entre pessoas fortes, pessoas vitoriosas, que lutam, homens e mulheres de tanto valor que se propuseram a construir um novo tempo através da cultura de paz, aproximam o Judiciário de toda a sociedade”, afirmou.

    Para a conciliadora indígena Denise Potiguara, que está em sua segunda certificação no curso, conhecer de perto as próprias demandas e atuar diretamente com a comunidade torna o processo mais acessível, eficiente e sensível às realidades locais.

    curso conciliação indígena
    Denise Potiguara

    “A iniciativa também contribui para desafogar a comarca de Rio Tinto, uma vez que agora é possível realizar conciliações nas próprias aldeias. Com o apoio das lideranças tradicionais, conseguimos nos reunir e fortalecer a cultura da paz, promovendo o diálogo e a conciliação como ferramentas de resolução de conflitos”, falou Denise.

    Já Iapinari Potiguara, também conciliador, destacou a importância da formação, classificando-a como uma iniciativa de grande valor para o povo Potiguara. “Essa colaboração tem facilitado a resolução de conflitos dentro das próprias comunidades, contribuindo para desafogar o volume de demandas levadas ao fórum”, disse. 

    curso conciliação indígena
    Instrutora Celma Freitas

    A instrutora Celma Freitas destacou que o segundo módulo do curso foi voltado exclusivamente para o aperfeiçoamento, com ênfase na aplicação prática das técnicas de negociação. “Contamos com o apoio de uma escola que nos proporcionou um ambiente adequado e acolhedor. A programação foi construída tanto com pautas do próprio Cejusc Indígena quanto de fora dele, o que nos permitiu vivenciar diferentes contextos e experiências”, explicou.

    Os participantes foram acompanhados pelas instrutoras Celma Freitas e Sirlene Dias de Faria Lopes e pelo magistrado Judson Kildere, com participação do professor convidado Daniel Valério Martins. Houve também a colaboração das servidoras Jailza Hortêncio da Silva, Maria Inês Mendonça e Iole Fernandes César.

    Em outubro de 2024, o Cejusc Indígena entregou os certificados a mais de 45 indígenas que haviam participado, em julho, do primeiro módulo do curso de Conciliação Extrajudicial para Povo Indígena.

    Também presentes as prefeitas dos municípios de Rio Tinto, Magna Celi Fernandes Gerbasi, e de Marcação, Eliselma Oliveira Alves, conhecida como Índia Ninha; do cacique-geral do povo Potiguara da Paraíba, Sandro Gomes Barbosa; da gerente Administrativo e Financeiro da Esma-PB, Gisele Alves Barros, dentre outras autoridades.

    Por Marcus Vinícius

    Fotos Ednaldo Araújo

     

  • Bebida adulterada: CAO Consumidor orienta promotores a recomendarem fiscalizações

    Bebida adulterada: CAO Consumidor orienta promotores a recomendarem fiscalizações

    O Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público da Paraíba encaminhou, nesta terça-feira (07/10), aos promotores de Justiça que atuam na área em todo o Estado minutas de ofício e de recomendação a ser expedida aos municípios paraibanos com medidas a serem adotadas para fiscalização de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, visando coibir a comercialização de bebida adulterada com metanol. De acordo com o coordenador do CAO do Consumidor, procurador Sócrates Agra, o material tem como base a Nota Técnica nº 03/2025 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

    A minuta recomenda que os municípios determinem que os órgãos consumeristas fiscalizem os estabelecimentos comerciais (bares, restaurantes, depósitos de bebidas e congêneres) que realizam a venda de bebidas alcoólicas, devendo ser observado as recomendações de aquisição, recebimento, armazenamento e sinais de adulteração previstas na nota técnica.

    Também é recomendado que, diante de suspeita de adulteração, deve-se interromper imediatamente a venda ou serviço do lote, isolar as unidades, registrar horário e responsáveis, preservar evidências (caixas, garrafas, rótulos) e manter ao menos uma amostra íntegra por lote para eventual perícia.

    Nota técnica

    A nota técnica da Senacon recomenda que os estabelecimentos devem adquirir bebidas exclusivamente de fornecedores formais (CNPJ ativo e regularidade no segmento), mantendo cadastro atualizado, contrato/comprovantes e documentação comprobatória de regularidade. Além disso, toda compra deve ser acompanhada de nota fiscal válida.

    No recebimento da mercadoria, deve-se instituir procedimento operacional padrão de conferência com dupla checagem presencial: abertura de caixas na presença de duas pessoas; registro de rótulos e lotes; anotação de data, quantidade, fornecedor, número e  chave da NF-e.

    A nota aponta ainda como sinais de alerta para suspeita de adulteração: preço muito abaixo do pra;cado, lacre/cápsula tortos, vidro com rebarbas, erros grosseiros de ortografia ou acabamento gráfico, lote divergente da nota, odor irritante ou de solvente e relatos de consumidores com visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência após consumo.

  • CAO Criança e Adolescente lança boletim com atualizações legais e jurisprudenciais

    CAO Criança e Adolescente lança boletim com atualizações legais e jurisprudenciais

    O Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente disponibilizou aos membros do Ministério Público da Paraíba um Boletim Informativo com atualizações em leis e em jurisprudências na área da infância e juventude. 

    De acordo com a coordenadora do CAO, a promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena, a publicação online elaborada a partir de pesquisas e estudos realizados pelo Centro de Apoio terá periodicidade semestral e trará também, em cada edição, um assunto de interesse prático. A primeira edição do boletim também versa sobre o serviço de acolhimento familiar. 

    O boletim disponibilizado este mês aborda, dentre outras matérias, três novos dispositivos legais de proteção ao público infantojuvenil: a Lei 15.100/2025 (que regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis por estudantes nas escolas, estabelecendo diretrizes para o uso pedagógico e limitações necessárias), a Lei 15.108/2025 (que altera a Lei 8.213/91 para equiparar ao filho do segurado a criança ou adolescente sob guarda judicial, garantindo proteção previdenciária desde que não possua condições de próprio sustento e educação) e a Lei 15.211/2025 (que institui o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, estabelecendo a proteção integral em ambientes digitais, combatendo crimes online e regulamentando o uso seguro da internet). 

    A coordenadora do CAO destacou que a iniciativa visa auxiliar os membros do MPPB. “Esperamos que apreciem e que o conteúdo seja útil”, disse.

  • MPPB e Estado discutem renovação de cooperação para garantir continuidade do CAI

    MPPB e Estado discutem renovação de cooperação para garantir continuidade do CAI

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB),  secretarias estaduais, polícias Civil e Científica, Tribunal de Justiça (TJPB) e a direção do Hospital Infantil Arlinda Marques se reuniram, nessa segunda-feira (6/10),  para avançar nas tratativas de um novo Termo de Cooperação Técnica que visa garantir a continuidade, melhoria e expansão do Centro de Atendimento Integrado (CAI) às crianças e aos adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O serviço foi implantado pelo Governo do Estado, em 2021, no Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, após provocação do MPPB. Mais de 150 atendimentos já foram realizados, a maior parte deles em razão de violência sexual praticada contra meninas de até 12 anos de idade. 
     
    A reunião aconteceu na Sala de Sessões da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa. Participaram o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente (CAO Criança e Adolescente), a promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena; a secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Pollyanna Wertton e representantes das secretarias de Estado do Planejamento, Saúde e Segurança Pública. Também participaram representantes da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJPB e da coordenação do CAI. 

    Quintans destacou a importância do Centro de Atendimento Integrado e reiterou o apoio do MPPB para a celebração da cooperação técnica. “A renovação e a continuidade desse serviço é importante para todos, principalmente para as crianças e os adolescentes vítimas ou testemunhas de violências. O direito do público infantojuvenil é uma pauta prioritária para o Ministério Público. Estamos empenhados em dialogar com todos os setores para que cheguemos a um Termo de Cooperação Técnica que proteja e promova os direitos dessas crianças e adolescentes”, disse.

    O CAI

    O CAI foi criado para oferecer um serviço especializado e multiprofissional humanizado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, oportunizando a eles receberem, em um único local, atendimento à saúde, fazer o registro da ocorrência criminal, prestar depoimento especial perante a autoridade policial e realizar perícias. Tudo isso para evitar a revitimização. 

    A promotora de Justiça Fernanda Pettersen de Lucena explicou que a tratativa de um novo Termo de Cooperação Técnica se deve à proximidade do vencimento do termo já celebrado (1º de dezembro), bem como à necessidade de ajustes e inclusões de novas obrigações, decorrentes das demandas de atendimento. 

    A coordenadora do CAO Criança e Adolescente destacou também que o MPPB reforça seu compromisso com o princípio da proteção integral de crianças e adolescentes e que o objetivo da instituição é garantir a continuidade e o aprimoramento do CAI. “Não podemos permitir um retrocesso social representado pela perda desse serviço que é prestado de forma tão dedicada pelos profissionais que lá atuam. A Paraíba precisa responder à sociedade em relação à garantia da proteção dos direitos das nossas crianças e adolescentes, já que os dados revelam que as crianças de até 6 anos de idade são as principais vítimas de violência” disse. 

    Um dos assuntos discutidos na reunião foi a proposta de expansão, com a descentralização do CAI para atender e facilitar o acesso de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, em outras regiões da Paraíba.

    Deliberações

    De acordo com a promotora de Justiça ficou deliberado que os pactuantes farão, na próxima segunda-feira (13/10), uma nova reunião intersetorial para análise conjunta do novo Termo de Cooperação Técnica, promovendo os ajustes necessários. Ficou ajustado também o prazo de 10 dias para que eles apresentem o novo termo ao MPPB. “A reunião teve como objetivo fortalecer o serviço do CAI por meio de um diálogo construtivo entre todos os órgãos envolvidos. Foi bastante produtiva. A expectativa é de que o termo seja assinado ainda em outubro”, disse. 

  • MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    MP participa de assinatura de decreto que cria o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá

    A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba, promotora de Justiça Cláudia Cabral Cavalcante, participou, nesta terça-feira (07/10), da solenidade de assinatura do decreto de criação da Unidade de Conservação de Proteção Integral – o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, pelo governador João Azevêdo. A iniciativa tem o objetivo de proteger o sítio arqueológico de arte rupestre, possibilitar a realização de pesquisas científicas e promover o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental.

    A promotora Cláudia Cabral celebrou a assinatura do termo de criação do Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá. “É uma satisfação testemunhar esse ato de transformação em uma unidade de conservação porque fui promotora de Ingá por mais de 20 anos e já fizemos pesquisa no local”, comentou.  

    Segundo a coordenadora do CAO, esse ato, além de proteger as formações rochosas, também abre caminho para o desenvolvimento de pesquisas científicas, investimentos em infraestrutura local, preservação ambiental com status oficial, preservação da vegetação nativa, ações de educação patrimonial e o turismo sustentável. Esse patrimônio arqueológico teve como primeiro instrumento de proteção termo de ajustamento de conduta firmado no ano de 2012 pela promotora de Justiça, Cláudia Cabral, à época promotora de Defesa do Meio Ambiente de Ingá. 

    Ações

    Na unidade de conservação também serão realizadas ações para garantir a conservação da biodiversidade e assegurar a mitigação de carbono atmosférico (CO2); proteger áreas e biomas da Caatinga e Mata Atlântica, contribuindo para a preservação e a restauração da diversidade deste ecossistema natural; e conservar trecho do Rio Ingá, preservando os recursos hídricos utilizados pelas comunidades do Agreste Paraibano.  

    Conforme informações do Governo do Estado serão executadas obras orçadas em mais de R$ 29,3 milhões no local, por meio da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan). O local contará com espaço de recepção, conscientização e exposição, lojas de souvenir, sala multiuso para atividades educacionais de conscientização, sala dos pesquisadores, alojamentos feminino e masculino, restaurante, laboratório, sala de exposição permanente, dentre outros ambientes.  

    Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou a importância da ação para a preservação ambiental e turismo sustentável. “Essa é uma intervenção grandiosa e definitiva que iremos realizar com recursos próprios para dotar de toda a infraestrutura o Monumento Natural Itacoatiaras do Ingá, que passará a receber turistas internacionais e nacionais com todo conforto, além de promover a preservação com controle e fiscalização. Já autorizamos a Suplan a publicar o edital de licitação e estamos muito felizes de garantir essa transformação tão esperada”, frisou.  

    A secretária do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, destacou que a iniciativa representa um marco para a preservação e desenvolvimento sustentável da unidade de conservação. “Além da preservação que a gente garante por Lei, nós teremos a capacidade de atrair mais turistas em um local que tem uma riqueza muito grande e as pessoas precisam conhecer porque faz parte da história da humanidade. O governador vai fazer uma grande obra para que tenhamos as condições de receber os visitantes do Brasil e do mundo porque o que temos na região é singular”, falou.  

    O prefeito de Ingá, Jan de Manoel da Lenha, agradeceu ao governador por assegurar um investimento que irá impulsionar a economia do município. “Como cidadão e prefeito que vem acompanhando há muito tempo essa luta, eu agradeço ao governador por essa iniciativa grandiosa que vai colocar Ingá em um outro patamar. Esse é um monumento intrigante e que tem recebido o reconhecimento do governo”, disse.  

    Estiverem presentes o vice-governador Lucas Ribeiro; o secretário da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga; a secretária do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Rosália Lucas; o secretário executivo do Desenvolvimento Sustentável, Radomécio Leite; o diretor técnico da Suplan, Luiz Rabelo; a  diretora executiva do Iphaep, Tânia Queiroga; e a  diretora executiva-financeira da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Elisete Andreoli.

    Com informações e fotos da Secom/PB