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  • TJPB adota política judiciária para equilibrar distribuição de processos e muda competência de varas

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    Fred Coutinho presidiu a sessão que aprovou o IntegraJus-PB

    Uma das mais amplas transformações estruturais do Judiciário estadual foi aprovada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em sessão realizada nesta quarta-feira (14). Trata-se do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), que institui uma nova política judiciária voltada à reorganização de competências, à integração entre comarcas e à modernização da estrutura do primeiro grau, com foco na celeridade do julgamento dos processos.

    “A gente sabe que toda mudança gera expectativa, mas para mim é uma expectativa muito boa. O que a gente espera é buscar melhorias. Melhoria cada vez mais na prestação jurisdicional”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fred Coutinho, após a votação. Ele agradeceu o empenho de todos – servidores e magistrados – que participaram da elaboração do programa IntegraJus-PB.

    Entre os principais objetivos do programa estão a redução dos prazos de tramitação, aumento da taxa de julgamento e uso mais equilibrado da força de trabalho. A medida visa assegurar uma maior sustentabilidade administrativa, sem fechamento de estruturas físicas. Um exemplo é a integração das comarcas de Alhandra, Caaporã e Conde, no Litoral Sul, onde cada unidade passa a ter competência predominante (criminal; fazenda pública e execuções fiscais; cível e Juizados Especiais), mantendo competências concorrentes em Família e Infância e Juventude.

     

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    Outro destaque é a Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, que passa a contar com nove unidades especializadas. A redistribuição ampla e compensada do acervo permite uma carga de trabalho mais justa e previsível entre varas cíveis, criminais, de família, infância e Juizado.

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    Os estudos que fundamentaram o IntegraJus-PB partiram de um diagnóstico detalhado da realidade do primeiro grau de jurisdição. Foi identificada uma acentuada desigualdade na distribuição da carga de trabalho, especialmente entre comarcas de pequeno porte, que concentram múltiplas competências em varas únicas ou mistas, e grandes centros, que contam com varas especializadas e melhor infraestrutura.

    Também foi constatada a rigidez do modelo territorial de competências, que impede a cooperação entre fóruns próximos e a redistribuição de acervos mesmo diante de desequilíbrios evidentes. Como consequência, magistrados e servidores lidam simultaneamente com matérias de alta complexidade e demandas rotineiras, o que gera sobrecarga, dispersão de esforços e lentidão processual.

    Para enfrentar esse cenário, o IntegraJus-PB foi concebido como uma política de reconfiguração funcional e territorial, organizada em três eixos principais: Integração funcional entre comarcas próximas (comarcas geograficamente próximas passam a atuar de forma coordenada, compartilhando competências), reconfiguração interna de competências (Reorganização racional das competências entre varas da mesma sede nas grandes comarcas) e Estadualização progressiva de competências (Matérias de alta complexidade ou repetitividade são tratadas em núcleos regionais ou estaduais especializados).

    O programa também promove uma reengenharia funcional dentro da mesma sede, eliminando gargalos e ampliando a produtividade. Na Comarca de Cabedelo, por exemplo, as antigas varas mistas foram reorganizadas em unidades com competências temáticas bem definidas, como violência doméstica e criminal, cível e fazenda pública, e família e infância. O modelo será replicado em comarcas como Sousa e Patos, favorecendo o acompanhamento de desempenho e a comparação de resultados.

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    Matérias de alta complexidade ou grande volume passam a ser tratadas em núcleos especializados. Entre as medidas, estão a criação de Varas Estaduais de Sucessões, com redistribuição de mais de 10 mil processos para alcançar equilíbrio técnico; Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri, com jurisdição sobre João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita; e a regionalização da execução penal, alinhada ao Plano Nacional Pena Justa e às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Varas com competência para o cumprimento de sentença cível e fazendário.

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    Também se destaca a especialização para o processamento de crimes envolvendo organização criminosa, concentrados na Vara Militar, em consonância com recomendação da Corregedoria Nacional de Justiça.

    O IntegraJus-PB incorpora ainda soluções alinhadas ao ecossistema da Justiça 4.0, como a criação de Núcleos de Justiça 4.0 de Cumprimento de Sentença Fazendária, unidades totalmente digitais, com cartório unificado e seções especializadas. A medida amplia a celeridade, padroniza rotinas e otimiza o uso de magistrados e servidores.

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    O fortalecimento dos Juizados Especiais também integra o programa, com a transformação do Juizado Especial Misto de Bayeux no 9º Juizado Especial Cível de João Pessoa, resultando em redução média de 11% na distribuição de processos por unidade na Capital.

    O estudo que embasa o IntegraJus-PB foi conduzido por Grupo de Trabalho instituído pelo Ato da Presidência nº 17/2025, composto por magistrados com ampla experiência no primeiro grau, sendo, ao final, submetido à apreciação da comissão de legislação do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e composta pelos desembargadores Aluízio Bezerra e Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

    As propostas estão amparadas na competência constitucional dos tribunais para organizar seus serviços, em jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e em resoluções e recomendações do CNJ, assegurando plena segurança jurídica.

    Com o IntegraJus-PB, o TJPB busca passar de um modelo fragmentado, com comarcas isoladas e varas mistas sobrecarregadas, para uma Justiça em rede, com competências redistribuídas por vocação e volume, unidades especializadas e estruturas otimizadas.

    Por Lenilson Guedes

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  • Ministério da Saúde inicia Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a realidade da população adulta

    Ministério da Saúde inicia Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a realidade da população adulta

    O Brasil dá um passo inédito na produção de informações estratégicas para o fortalecimento das políticas públicas em saúde mental com a realização da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Trata-se do primeiro grande estudo de base populacional voltado especificamente para conhecer a situação da saúde mental de pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional. A fase piloto da pesquisa foi iniciada pelo Ministério da Saúde (MS) nesta segunda-feira (12) e ocorrerá em oito municípios.

    A iniciativa tem como objetivo estimar a prevalência de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, uso de álcool e outras drogas, além de comportamentos relacionados ao suicídio. Os dados permitirão compreender como esses agravos se distribuem conforme sexo, idade, escolaridade, renda e região do país, bem como identificar fatores de risco e de proteção associados às condições de vida, experiências de violência, discriminação e adversidades na infância.

    Além disso, a PNSM-Brasil permitirá uma avaliação do acesso e do uso dos serviços de saúde, como quantas pessoas buscam atendimento, quais tipos de cuidado recebem e quais barreiras enfrentam para acessar o tratamento. Desta forma, será possível contribuir diretamente para o planejamento, aprimoramento, ações de prevenção e promoção da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Serão realizadas entrevistas presenciais em domicílios, com amostra probabilística representativa da população adulta brasileira. Em cada localidade selecionada, apenas uma pessoa será sorteada para participar. Essa fase da pesquisa será guiada por uma ferramenta padronizada internacionalmente e terá duração média de 60 minutos, conduzida por entrevistadores capacitados e apoio de questionário eletrônico aplicado em tablets ou notebooks.

    A fase piloto, iniciada na segunda semana de janeiro de 2026, é fundamental para assegurar a padronização dos procedimentos, a qualidade das entrevistas e o acolhimento adequado dos participantes. Os entrevistadores estão em processo de treinamento que abrange o uso do questionário eletrônico, as orientações de abordagem domiciliar, os cuidados éticos no manejo de temas sensíveis relacionados ao sofrimento psíquico, uso de substâncias e ideações suicidas.

    O trabalho terá início em municípios dos estados do Amazonas, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, incluindo cidades como Manaus, Sobral, Jundiaí, São Paulo (capital), Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Campo Grande e Brasília. A participação na pesquisa é voluntária e ocorre somente após o consentimento livre e esclarecido das pessoas abordadas. Todas as informações coletadas são sigilosas, registradas em sistema seguro e analisadas de forma agregada, sem identificação individual, em conformidade com as normas éticas vigentes e com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

    No Ministério da Saúde, a pesquisa é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Segundo a diretora do DAENT, Letícia de Oliveira Cardoso, a pesquisa é uma oportunidade de contribuição direta dos brasileiros à saúde pública. “Ao participar da PNSM, a população contribui para dar visibilidade à realidade da saúde mental no Brasil, reduzir estigmas e fortalecer o SUS com informações qualificadas para ampliar e qualificar o cuidado”, explicou.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Com apoio do Ministério da Saúde, projeto chega ao milésimo atendimento de telessaúde em territórios indígenas

    Com apoio do Ministério da Saúde, projeto chega ao milésimo atendimento de telessaúde em territórios indígenas

    O Ministério da Saúde chegou a mil atendimentos de Cuidado Especializado Digital (CED) em cinco Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), entre setembro de 2024 a outubro de 2025. O projeto Tecnologias e Estratégias Remotas para o Avanço da Saúde Especializada em Territórios Indígenas reduziu o número de remoção em 85% e garantiu a resolutividade dos agravos de saúde em 93,85%.

    A iniciativa integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e conta com a parceria do hospital Sírio-Libanês para apoiar a resolução de problemas de saúde da população indígena, bem como reduzir o tempo de espera para atenção ambulatorial e ampliar a oferta de cuidado especializado. O projeto é desenvolvido nos DSEI Alto Rio Solimões, Vale do Javari, Alto Rio Purus, Alto Rio Juruá e Interior Sul.

    Ao todo, são ofertadas 14 especialidades médicas entre reumatologia, urologia, ortopedia, cardiologia, endocrinologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, dermatologia, neurologia, psiquiatria, clínica médica, medicina de família e comunidade, geriatria e cuidados paliativos. Além disso, a iniciativa garante atendimentos em quatro categorias multiprofissionais: enfermagem, nutrição, fisioterapia e psicologia.

    Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, “essas estratégias vão de encontro a outras iniciativas para levar conectividade a mais de 700 Unidades de Saúde Indígena (UBSI) no país, garantido que esse tipo de atendimento ocorra. Esses mil atendimentos, realizados diretamente nos territórios indígenas, além de diminuir as remoções desses pacientes para hospitais e estabelecimentos de saúde, geraram resolutividade, mostrando que não se trata de um teste, mas sim um atendimento qualificado que diminuiu a espera pelo atendimento de especialidades médicas”.

    Ações nos DSEI

    O projeto prioriza três linhas de cuidado: câncer de colo de útero, saúde materno-infantil e atenção psicossocial. Em setembro de 2025, foi implementada a Linha de Cuidado Digital Multiprofissional para o Combate ao Câncer do Colo do Útero, com o rastreamento organizado para mulheres elegíveis nos DSEI Alto Rio Solimões e Vale do Javari.

    No mesmo ano, no DSEI Alto Rio Solimões, foram realizadas 631 autocoletas para detecção de DNA HPV-molecular em mulheres atendidas nos Polos Base de Belém do Solimões, Feijoal, Vila Bittencourt, Umariaçu I e Umariaçu II, bem como no DSEI Vale do Javari, na aldeia São Luiz e na Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) de Atalaia do Norte, ampliando significativamente o acesso ao rastreamento e às ações de prevenção do câncer do colo do útero.

    Ao mesmo tempo, foi iniciada a pesquisa molecular para detecção de DNA-HPV por meio de autocoleta com uso do dispositivo Coari – dispositivo para autocoleta de material celular vaginal triagem de HPV (Papilomavlrus humano) – com técnica de biologia molecular nos Polos Base de Belém do Solimões, Feijoal e São Luiz. Também foram realizados treinamentos em videocolposcopia para profissionais médicos e enfermeiros do distrito.  Ainda está prevista, em 2026, a entrega de equipamentos point of care para testes diagnósticos rápidos realizados diretamente no local de atendimento ao paciente.

    No DSEI Vale do Javari, na CASAI de Atalaia do Norte, foi iniciada a autocoleta com o dispositivo Coari. Para casos de cirurgia de câncer de colo de útero foi pactuada a regionalização do tratamento no município de Tabatinga, contemplando os DSEI Alto Rio Solimões e Vale do Javari.

    Proadi-SUS

    O Proadi-SUS é uma aliança entre sete hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde. Criado em 2009, seu propósito é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Segundo edital do Pinav será publicado dia 20 e TJPB define Comissão do PCCR

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    Pres. Fred Coutinho com líderes classistas de categorias do TJ

    Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (13), entre o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, e representantes dos servidores do Poder Judiciário estadual, ficou definido que o próximo edital do Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária (Pinav) será publicado na próxima terça-feira (20). Durante o encontro de trabalho ficou definida, também, a Comissão responsável pela construção do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores e servidoras do Judiciário paraibano.

    A Comissão do PCCR será presidida pelo próprio presidente do TJPB e contará com juízes, servidores e nomes indicados pelas associações e sindicatos dos auxiliares, técnicos, analistas e oficiais de justiça do Poder Judiciário estadual paraibano. “A reunião foi muito produtiva e transparente. Decidimos que no dia 20 publicaremos um novo edital do Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária, oportunizando mais 100 vagas. Com relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, de forma também conjunta avançamos na composição da Comissão que vai tratar a matéria”, afirmou Fred Coutinho.

    O Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária foi criado pela Lei nº 13.729/2025, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, com o objetivo de estimular a aposentadoria voluntária de servidores efetivos, mediante contrapartida financeira indenizatória. Nesta primeira edição, foram disponibilizadas 100 vagas, sendo 90 para servidores em geral e 10 destinadas a servidores portadores de doença grave, conforme previsão legal.

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    Foto com Fred e líderes classistas após o término da reunião

    Já minuta do PCCR, com as propostas dos classistas, foi entregue ao presidente do TJPB no dia 12 de dezembro. Segundo o presidente da Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal (Asstje-PB), José Valdez Lins Rabelo, “as reuniões com o presidente são sempre realizadas de forma bastante tranquila, onde todos têm direito à fala e podem expor questões e propostas diretamente a ele”.

    Estavam presentes na reunião desta terça-feira os juízes auxiliares da Presidência do TJPB, Fábio Araújo e Leonardo Paiva; e o juiz auxiliar da Vice-presidência do Tribunal, Max Nunes, como também o presidente do Sindicato dos Técnicos e Analistas do Judiciário (Sintaj), Walmir Feliciano; o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Paraíba (Sinjep-PB), João Ramalho; o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba (Sindojus), Joselito Bandeira; e o presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba (Aojep), Francy Hélio de Souza Maciel.

    Por Fernando Patriota
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • TRF5 assegura aposentadoria especial a trabalhador de posto de combustíveis Última atualização: 13/01/2026 às 16:25:00

    A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 garantiu o direito a aposentadoria especial a um funcionário de um posto de combustíveis, que exercia a função de frentista de maneira eventual. A decisão confirmou a sentença da 6ª Vara Federal de Sergipe e deu provimento parcial à apelação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no sentido de reconhecer a prescrição das parcelas vencidas cinco anos antes do ajuizamento da ação (prescrição quinquenal).

    Além da prescrição, o INSS alegou que a atividade exercida pelo autor não poderia ser enquadrada como especial, uma vez que constavam registradas, em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), as funções de enxugador e lavador. Segundo o Instituto, ainda que se admitisse o exercício da função de frentista, não há presunção legal de periculosidade, devendo ser comprovada por laudos técnicos que demonstrem exposição habitual e permanente a agentes nocivos.

    Para o relator do processo, desembargador federal Manoel Erhardt, entretanto, a sentença foi precisa ao reconhecer que o funcionário exerceu atividade especial, no período trabalhado, como frentista, devido à exposição a agentes nocivos e ao risco permanente de explosão decorrente do manuseio de combustíveis inflamáveis. Segundo o magistrado, tanto a documentação como contracheques apresentados nos autos comprovam não só o vínculo com a empresa, mas também o recebimento de adicional de periculosidade, reforçando a exposição habitual aos agentes agressivos.

    Em relação especificamente ao risco de explosão, Erhardt explicou que, mesmo que os decretos que tratam do assunto não tragam expressamente o enquadramento do caso para fins de aposentadoria especial, o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) é de que a ausência de previsão expressa não implica a sua exclusão automática do benefício, tendo em vista que o rol desses decretos não é taxativo.

    De acordo com o relator, tais classificações, quanto a atividades e agentes nocivos, são meramente exemplificativas, visto que é a presença do agente danoso no processo produtivo e no meio ambiente de trabalho que determina o benefício. “Dessa forma, a fundamentação apresentada pela sentença está em plena conformidade com a jurisprudência dominante do STJ e com o entendimento consolidado de que o risco de explosão é agente perigoso apto a ensejar o reconhecimento de atividade especial”, concluiu.

    Processo nº 0800003-74.2025.4.05.8501

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • Dois novos servidores tomam posse no TRF5 Última atualização: 13/01/2026 às 17:19:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, empossou dois novos servidores nos cargos de Técnico Judiciário – Área Administrativa. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (13/01), na sede do TRF5.

    Wendell Carlos Guedes de Souza e Aulleon Fernandes Martins Silva ficarão lotados na 5ª e na 6ª Turmas de Julgamento, respectivamente.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Tribunal de Justiça firma parcerias para fortalecer ações estratégicas de sustentabilidade ambiental

    Tribunal de Justiça firma parcerias para fortalecer ações estratégicas de sustentabilidade ambiental

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    O Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, planejou, para 2026, um conjunto de ações estratégicas voltadas à sustentabilidade, à eficiência no uso de recursos e ao fortalecimento da governança socioambiental institucional. Entre as ações, está a suspensão do uso de copos descartáveis em suas unidades administrativas e judiciárias. O fornecimento dos descartáveis está suspenso para uso de magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), terceirizados(as) e colaboradores(as).

    “A iniciativa tem como principal objetivo reduzir a geração de resíduos plásticos, minimizar impactos ambientais e estimular práticas de consumo consciente no ambiente de trabalho. O uso indiscriminado de copos descartáveis contribui para a poluição do solo e dos recursos hídricos, além de demandar grande volume de recursos naturais para sua produção e descarte inadequado”, ressalta a juíza Lua Yamaoka Mariz Maia, coordenadora do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) do TJPB.

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    Juíza Lua Yamaoka

    No âmbito do Plano de Descarbonização, está previsto o plantio de mudas em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), com execução programada para fevereiro de 2026, como parte do Termo de Cooperação Técnica que contempla a doação de 3.000 mudas. 

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    Além disso, o Tribunal aguarda a entrega de dois veículos elétricos destinados à região metropolitana, já adquiridos. Paralelamente, serão intensificadas ações de conscientização para priorização do uso do etanol no abastecimento da frota, bem como orientações sobre deslocamento eficiente, compartilhamento de veículos e definição de rotas mais sustentáveis.

    “No que se refere ao monitoramento do consumo de recursos naturais, o NGSA dará continuidade ao acompanhamento sistemático dos dados de consumo de água, energia elétrica e papel. Em relação ao papel, está em planejamento um estudo técnico para ajustes no fornecimento às comarcas, com a definição de uma média mensal, visando maior controle, racionalização e redução de desperdícios”, explicou a juíza Lua Yamaoka

    Educação ambiental – As ações educativas também integram o plano de ação para 2026, incluindo a produção de materiais digitais, campanhas de conscientização e a aquisição de brindes educativos com temática socioambiental. Outro eixo estratégico refere-se ao fortalecimento de parcerias institucionais. 

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    Viviane dos Santos Sousa

    Viviane dos Santos Sousa, integrante do NGSA, destaca que o Núcleo pretende ampliar a articulação com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão. “Além de parcerias com o Ministério Público, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e as Secretarias de Meio Ambiente. A proposta é atuar de forma integrada, em rede, para promover a sustentabilidade nos territórios onde o TJPB está inserido”.

    Mais projetos – Para a área de resíduos sólidos, estão previstas a contratação de cooperativas para execução da coleta seletiva nos fóruns, a retomada dos pontos de coleta e o fortalecimento das destinações ambientalmente adequadas que já vêm sendo realizadas pelo Tribunal.

    Quanto à capacitação em sustentabilidade, estão programados quatro cursos voltados a magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as): gestão e sustentabilidade no ambiente de trabalho, gestão de resíduos sólidos, educação ambiental e descarbonização.

    Também haverá ações de sensibilização, incluindo visitas a parques e realização de trilhas ecológicas, com o objetivo de promover a educação ambiental e o contato direto com áreas naturais.

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    “Adicionalmente, o NGSA iniciará a articulação e a elaboração do Protocolo de Crise Socioambiental do TJPB, que terá como finalidade a construção de um plano de contingência socioambiental. O protocolo buscará garantir a proteção de direitos fundamentais e a continuidade da prestação jurisdicional em situações de degradação ou desequilíbrio ambiental, especialmente quando agravadas por vulnerabilidades sociais e institucionais”, completa Viviane Sousa.

    A Semana do Meio Ambiente também faz parte de todo esse conjunto de ações, programada para ser realizada em junho de 2026, com atividades concentradas na região metropolitana e estendidas a outras comarcas do Estado.

    Por Nice Almeida

     

  • Justiça manda secretário do Procon-JP apagar posts contra empresa

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    Desembargador Onaldo Queiroga

    Em decisão monocrática, o desembargador Onaldo Queiroga determinou que o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP), Jair de Queiroz Pires Júnior, remova, no prazo de 24 horas, todas as postagens feitas em seus perfis pessoais nas redes sociais que associem a empresa Alesat Combustíveis S/A à prática de adulteração de combustível. A decisão foi proferida nos autos do  Agravo de Instrumento nº 0826543-42.2025.8.15.0000.

    A Alesat alegou que o secretário utilizou seu perfil pessoal no Instagram para divulgar vídeos e postagens sobre fiscalização realizada em 4 de dezembro de 2025, em Cabedelo, associando de forma sensacionalista a marca “ALE” a combustível adulterado, sem a existência de laudo técnico conclusivo. Para a empresa, as publicações teriam causado dano à honra objetiva e à reputação comercial.

    Ao analisar o caso, o desembargador ressaltou a colisão entre o dever de publicidade dos atos administrativos e o princípio constitucional da impessoalidade, previsto no artigo 37, §1º, da Constituição Federal. Para o relator, há indícios de confusão entre a figura pessoal do agente público e a atuação institucional do Procon, uma vez que atos de fiscalização estariam sendo divulgados prioritariamente em perfil privado, com uso de vestimentas oficiais e apoio de equipe de comunicação.

    “O uso de vestimenta oficial, a presença de assessoria de comunicação captando imagens para fins de entretenimento digital e a celebração ostensiva do aumento de seguidores decorrente de tais exibições sugerem, em cognição sumária, que a finalidade institucional de proteger o consumidor está sendo secundarizada em benefício do engajamento digital e da construção de uma marca de política pessoal”, pontuou.

    O desembargador determinou não apenas a remoção imediata de todo conteúdo que identifique a Alesat e a associe a ilícitos, mas também que o secretário se abstenha de realizar novas publicações com esse teor até o julgamento definitivo do recurso, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a 30 dias.

    O relator deixou claro, contudo, que a decisão não impede a divulgação de fiscalizações do Procon-JP, desde que feitas exclusivamente nos canais oficiais da Prefeitura de João Pessoa e do próprio órgão, respeitando o caráter institucional, a impessoalidade e a presunção de inocência dos fiscalizados.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Tribunal de Justiça firma parcerias para fotalecer ações estratégicas de sustentabilidade ambiental

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    O Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, planejou, para 2026, um conjunto de ações estratégicas voltadas à sustentabilidade, à eficiência no uso de recursos e ao fortalecimento da governança socioambiental institucional. Entre as ações, está a suspensão do uso de copos descartáveis em suas unidades administrativas e judiciárias. O fornecimento dos descartáveis está suspenso para uso de magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), terceirizados(as) e colaboradores(as).

    “A iniciativa tem como principal objetivo reduzir a geração de resíduos plásticos, minimizar impactos ambientais e estimular práticas de consumo consciente no ambiente de trabalho. O uso indiscriminado de copos descartáveis contribui para a poluição do solo e dos recursos hídricos, além de demandar grande volume de recursos naturais para sua produção e descarte inadequado”, ressalta a juíza Lua Yamaoka Mariz Maia, coordenadora do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) do TJPB.

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    Juíza Lua Yamaoka

    No âmbito do Plano de Descarbonização, está previsto o plantio de mudas em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), com execução programada para fevereiro de 2026, como parte do Termo de Cooperação Técnica que contempla a doação de 3.000 mudas. 

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    Além disso, o Tribunal aguarda a entrega de dois veículos elétricos destinados à região metropolitana, já adquiridos. Paralelamente, serão intensificadas ações de conscientização para priorização do uso do etanol no abastecimento da frota, bem como orientações sobre deslocamento eficiente, compartilhamento de veículos e definição de rotas mais sustentáveis.

    “No que se refere ao monitoramento do consumo de recursos naturais, o NGSA dará continuidade ao acompanhamento sistemático dos dados de consumo de água, energia elétrica e papel. Em relação ao papel, está em planejamento um estudo técnico para ajustes no fornecimento às comarcas, com a definição de uma média mensal, visando maior controle, racionalização e redução de desperdícios”, explicou a juíza Lua Yamaoka

    Educação ambiental – As ações educativas também integram o plano de ação para 2026, incluindo a produção de materiais digitais, campanhas de conscientização e a aquisição de brindes educativos com temática socioambiental. Outro eixo estratégico refere-se ao fortalecimento de parcerias institucionais. 

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    Viviane dos Santos Sousa

    Viviane dos Santos Sousa, integrante do NGSA, destaca que o Núcleo pretende ampliar a articulação com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão. “Além de parcerias com o Ministério Público, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e as Secretarias de Meio Ambiente. A proposta é atuar de forma integrada, em rede, para promover a sustentabilidade nos territórios onde o TJPB está inserido”.

    Mais projetos – Para a área de resíduos sólidos, estão previstas a contratação de cooperativas para execução da coleta seletiva nos fóruns, a retomada dos pontos de coleta e o fortalecimento das destinações ambientalmente adequadas que já vêm sendo realizadas pelo Tribunal.

    Quanto à capacitação em sustentabilidade, estão programados quatro cursos voltados a magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as): gestão e sustentabilidade no ambiente de trabalho, gestão de resíduos sólidos, educação ambiental e descarbonização.

    Também haverá ações de sensibilização, incluindo visitas a parques e realização de trilhas ecológicas, com o objetivo de promover a educação ambiental e o contato direto com áreas naturais.

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    “Adicionalmente, o NGSA iniciará a articulação e a elaboração do Protocolo de Crise Socioambiental do TJPB, que terá como finalidade a construção de um plano de contingência socioambiental. O protocolo buscará garantir a proteção de direitos fundamentais e a continuidade da prestação jurisdicional em situações de degradação ou desequilíbrio ambiental, especialmente quando agravadas por vulnerabilidades sociais e institucionais”, completa Viviane Sousa.

    A Semana do Meio Ambiente também faz parte de todo esse conjunto de ações, programada para ser realizada em junho de 2026, com atividades concentradas na região metropolitana e estendidas a outras comarcas do Estado.

    Por Nice Almeida

     

  • Magistrados podem se inscrever para o 1º Núcleo de Justiça 4.0 – Saúde Pública Estadual

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    A partir desta terça-feira (13), estão abertas as inscrições, pelos critérios de antiguidade e merecimento, para atuação no 1º Núcleo de Justiça 4.0 – Saúde Pública Estadual, conforme os Editais nº 01 e 02/2026 do Núcleo de Justiça 4.0. Os atos publicados no Diário da Justiça eletrônico foram assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho.

    Os editais informam aos magistrados e às magistradas que o processo seletivo observará os requisitos e procedimentos estabelecidos no artigo 6º da Resolução TJPB nº 32/2021, com a redação conferida pela Resolução TJPB nº 41/2025, sendo facultada a participação dos atuais integrantes, mediante manifestação de interesse.

    Devem os(as) magistrados(as), no prazo de cinco dias contínuos, efetuar suas inscrições, formalizando seus pedidos com a documentação exigida na Resolução nº 32/2021 do Tribunal de Justiça, através do Sistema SEI, e encaminhar o respectivo processo para a Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius