Autor: admin

  • Cursos capacitam servidores e magistrados que vão atuar na Central de Regulação de Vagas

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    Curso de capacitação realizado na Escola Superior da Magistratura

    A formação em serviços penais da equipe técnica da Central de Regulação de Vagas (CRV), composta por servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba e Poder Executivo teve início e será concluída nesta quarta-feira (27), na Escola Superior da Magistratura (Esma). O trabalho é desenvolvido em rede entre os serviços penais: APEC, CIAP, Monitoração Eletrônica e Escritório Social. Amanhã (28), será a vez da formação de 28 magistrados(as) que atuam nas Varas de Garantias e unidades criminais do Estado.

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    Juíza Aparecida Gadelha, coordenadora do GMF

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, fez uma fala de abertura da capacitação para os servidores. “Este curso é fundamental para todos que atuarão na Central de Regulamentação de Vagas, pois oferece a base técnica e conceitual necessária para a realização de um trabalho eficiente, justo e humanizado. Aqui, cada participante compreende, não apenas os fluxos e procedimentos da Central, mas, sobretudo, a responsabilidade social que carrega ao garantir transparência, celeridade e equilíbrio na distribuição das vagas”, comentou a magistrada.

    A Central de Regulação de Vagas é uma metodologia que conecta o Judiciário e o Executivo para monitorar o índice de ocupação das unidades prisionais, oferecendo uma série de ferramentas administrativas e de gestão para que, gradualmente, uma vaga seja ocupada por uma pessoa. No final de 2024, segundo dados do Executivo Federal, a média geral de ocupação no país era de 135,58%.

    Nessa terça-feira (26), representantes dos poderes do Poder Judiciário estadual, do Executivo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinaram um Ato Normativo de instalação da CRV. O evento aconteceu no auditório do Fórum Cível de João Pessoa. A CRV da Paraíba, que passa a funcionar em 30 dias, é vinculada à Presidência do TJPB, enquanto a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/PB) acompanha e contribui com seu funcionamento. A Paraíba é o primeiro estado a implantar a CRV, dentro do Plano Pena Justa, do CNJ, e o segundo no país a adotar essa ação, que já funciona no Maranhão.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB cria Varas especializadas para julgar crimes contra pessoas hipervulneráveis

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    Juíza Virgínia Gaudêncio

    O Tribunal de Justiça da Paraíba alterou, por meio da Resolução 28/2025, a competência da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital e da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande. A partir de 1º de setembro, elas passam a se denominar Varas de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis, com competência privativa para processar e julgar crimes praticados contra crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

    A 4ª Vara Criminal da Capital, que já detinha competência exclusiva para processar e julgar os crimes praticados contra crianças e adolescentes e aqueles previstos na Lei nº 14.344/2022 (Lei Henry Borel), passará a processar e julgar também as ações penais em que figurem pessoas com deficiência e pessoas idosas como vítimas. 

    Entre os crimes que serão processados na Vara especializada estão: abandono de idoso, apropriação ou desvio de bens, maus-tratos, retenção de cartão magnético, entre outros tipos penais previstos no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003). Os crimes de discriminação, apropriação indevida de bens e abandono da pessoa com deficiência também integrarão a esfera de competência desta Vara Criminal.

    “A edição da mencionada Resolução constitui significativo avanço no processamento de feitos que envolvam pessoas em situação de vulnerabilidade, vítimas de delitos, as quais demandam tratamento jurisdicional diferenciado, viabilizando a prestação judicial mais célere e efetiva às respectivas demandas processuais”, informou a juíza Virgínia Gaudêncio.

    Sairão da esfera de competência da 4ª Vara os processos criminais comuns, que serão redistribuídos entre as demais Varas Criminais competentes da Capital.

    Por Nice Almeida

     

  • Seminário debate ações para fortalecimento da Rede de Atenção à Primeira Infância na PB

    Foto da abertura do seminário
    O juiz Hugo Zaher representa o TJPB no evento

    Discutir e fortalecer a relação federativa entre estados e municípios, na promoção de políticas públicas para a Primeira Infância, este é um dos objetivos do II Seminário Estadual da Primeira Infância da Paraíba: Um olhar ampliado sobre a atenção integral através da gestão colaborativa. O evento conta com a participação do Poder Judiciário paraibano, por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju).
     

    Discutir e fortalecer a relação federativa entre estados e municípios, na promoção de políticas públicas para a Primeira Infância, este é um dos objetivos do II Seminário Estadual da Primeira Infância da Paraíba: Um olhar ampliado sobre a atenção integral através da gestão colaborativa. O evento conta com a participação do Poder Judiciário paraibano, por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju). 

    Durante dois dias (26 e 27/08), no auditório do Tribunal de Contas do Estado, atores do sistema de garantias e proteção dos direitos de crianças e adolescentes se reúnem para debater o tema. O Judiciário paraibano não tem medido esforços na execução e participação em ações da Rede de Atenção à Primeira Infância, para a efetivação desse sistema de garantias, reforçando o compromisso da gestão de um olhar com especial atenção às necessidades do público infantojuvenil. 

    O coordenador estadual da Infância e Juventude do TJPB, juiz Hugo Gomes Zaher, comentou ter sido o evento de suma importância para reforçar a posição do tribunal de Justiça da Paraíba em promover e garantir direitos fundamentais das crianças desde a tenra idade. “Reforçando as ações desenvolvidas no âmbito do comitê da primeira infância e também no diálogo intersetorial com os diversos órgãos do sistema de garantia de direitos”, observou o magistrado.

    Para o coordenador executivo do Comitê Estadual Intersetorial de Políticas Públicas da Primeira Infância, Roberto Dutra, o Seminário é um evento crucial para o desenvolvimento de políticas voltadas à primeira infância na Paraíba. “O Tribunal de Justiça da Paraíba desempenha um papel importante, participando do Comitê Estadual e contribuindo com avaliações e sugestões”, disse.

     

     

  • Presidente do TJPB registra agradecimento do CNJ pelo apoio durante inspeção 

    Foto da sessão do Pleno do TJPB
    Fred Coutinho fez a leitura do ofício do ministro Campbell

    Durante a sessão do Pleno desta quarta-feira (27), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, comunicou aos membros da Corte o agradecimento oficial do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, pelo apoio logístico prestado pelo Tribunal às atividades de inspeção realizadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no período de 20 a 22 de agosto.

    Em ofício direcionado à Presidência do TJPB, o ministro enaltece a dedicação dos envolvidos com o planejamento, a execução logística, o suporte técnico e toda a estrutura disponibilizada, destacando também os trabalhos dos setores de Cerimonial, Transporte e Segurança.

    Foto da sessão do Pleno do TJPB
    Frede estendeu os agradecimentos aos magistrados do TJPB

    “O suporte oferecido antes, durante e após a inspeção foi essencial para a fluidez dos trabalhos e a obtenção dos resultados esperados. Essa colaboração reforça o compromisso do Tribunal com a excelência e a eficiência da Justiça perante a sociedade”, ressaltou o ministro Mauro Campbell, em trecho do documento lido pelo presidente Fred Coutinho durante a sessão.

    O desembargador estendeu os agradecimentos aos magistrados (as) e servidores (as) da Casa que contribuíram para o êxito da inspeção.

    “Vivemos dias intensos, de aprendizado e troca de experiências. Reconhecemos que há equívocos a serem corrigidos, mas também temos muitos avanços dos quais nos orgulhamos. A inspeção foi produtiva e demonstrou que o nosso Judiciário está no caminho certo. Deixo aqui minha gratidão a todos e todas que colaboraram”, declarou o presidente do TJPB.

    Na ocasião, o desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa destacou a atuação do presidente da Corte no período da inspeção. “Registro meu agradecimento a Vossa Excelência, que acompanhou todos os trabalhos de perto, garantindo que nada faltasse”, afirmou.

    O desembargador Oswaldo Trigueiro também fez questão de elogiar a condução da Presidência do TJPB.

    “O reconhecimento por parte da equipe do ministro é mais do que legítimo. A atenção aos detalhes, o zelo e o comprometimento de Vossa Excelência foram visíveis. Por onde passei, ouvi elogios”, finalizou.

     

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

     

  • TJPB inicia uso de ferramenta de Inteligência Artificial integrada ao PJe

    Foto de Fred Coutinho e Daniel Melo
    Fred Coutinho e Daniel Melo durante o lançamento da IA

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) anunciou nesta quarta-feira  (27) um salto gigantesco na efetivação da celeridade processual. Juízes e servidores começam a utilizar uma ferramenta inovadora de Inteligência Artificial (IA) integrada ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). O objetivo é agilizar a prestação jurisdicional, oferecendo maior eficiência, celeridade e precisão no atendimento às demandas da sociedade paraibana.

    Denominada  ‘Solução de IA Generativa Integrada ao PJe’, a nova ferramenta é capaz de responder rapidamente consultas relacionadas aos processos judiciais, disponibilizando informações de forma célere e absolutamente confiáveis. Além disso, o sistema auxiliará magistrados e assessores na elaboração de minutas de decisões e sentenças, contribuindo para a otimização do fluxo de trabalho nas unidades judiciais.

    O projeto entra em fase de piloto em dez unidades judiciais, que serão responsáveis por validar a ferramenta e fornecer subsídios para possíveis ajustes e aprimoramentos. A iniciativa representa um marco importante no processo de modernização tecnológica do TJPB, reforçando o compromisso da instituição em utilizar a inovação a serviço da Justiça e da cidadania.

    O desembargador Fred Coutinho, presidente do TJPB, destacou que a Inteligência Artificial é uma realidade, presente em todos os segmentos da sociedade. “Estamos lançando, hoje, uma ferramenta de IA voltada a facilitar o trabalho de magistrados e servidores, com vista a avançar no quesito celeridade processual sem nunca perder a qualidade do trabalho judicial”, declarou o presidente.  

    Print do frame da reunião virtual
    Magistrados e servidores participaram da reunião virtual

    Falando da iniciativa, o Juiz Auxiliar da Vice-Presidência, Max Nunes, destacou: “O Tribunal de Justiça da Paraíba reafirma, com esta iniciativa, o seu compromisso em colocar a tecnologia a serviço das pessoas. A integração da inteligência artificial ao PJe não substitui o trabalho humano, mas o potencializa, garantindo mais celeridade, precisão e transparência na entrega da Justiça. Trata-se de um passo importante para aproximar ainda mais o Judiciário da sociedade, assegurando que a inovação seja um instrumento de cidadania e de fortalecimento da democracia.”

    Para o Diretor de Tecnologia, Daniel Melo, este projeto coloca o TJPB na vanguarda entre os tribunais brasileiros ao adotar a inteligência artificial generativa integrada diretamente ao Sistema de Processo Judicial Eletrônico. “A ferramenta não vem para substituir pessoas, mas para apoiar servidores e magistrados, ampliando a produtividade e fortalecendo a eficiência da prestação jurisdicional”, destacou Daniel Melo.

    O diretor informou, também, que a iniciativa do TJPB, com a adoção da nova ferramenta, ocorre em atenção às normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que diz respeito às ações de área e tecnologia. 

    Lançamento – O lançamento da ferramenta aconteceu na tarde desta quarta (27), na Sala Branca do Tribunal, durante reunião virtual aberta pelo presidente Fred Coutinho, que contou com o diretor Daniel Melo, magistrados e servidores das unidades envolvidas no projeto piloto.

     

    Por Valter Nogueira

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Fiscalizações coordenadas pelo MP flagram irregularidades em comunidades terapêuticas

    Fiscalizações coordenadas pelo MP flagram irregularidades em comunidades terapêuticas

    Cento e sessenta e quatro pessoas foram resgatadas nos últimos dois anos em comunidades terapêuticas paraibanas. Elas estavam sendo mantidas nesses locais contra a vontade, em condições inadequadas e submetidas a violência. 

    O resgate é um dos resultados da ação do Grupo de Trabalho formado pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da promotora de Justiça Fabiana Lobo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems/PB),  Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB),  Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren/PB), Conselho Regional de Psicologia (CRP-13) e Conselho Regional de Farmácia (CRF-PB). 

    Entre os anos de 2023 e 2025, 16 instituições foram fiscalizadas, totalizando um percurso de mais de 1.500 quilômetros e muitos flagrantes de irregularidades. 

    O que são as CTs

    Comunidades terapêuticas são entidades privadas, sem fins lucrativos, que realizam gratuitamente o acolhimento de pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas (SPA), em regime residencial transitório e de caráter voluntário.

    Segundo a publicação “Perfil das Comunidades Terapêuticas Brasileiras”, do IPEA (Nota Técnica 21/17), “o modelo de cuidado proposto ancora-se em três pilares: trabalho, disciplina e espiritualidade, combinando saberes técnico-científicos (médicos, psicológicos e socioassistenciais) com práticas espirituais. Outro elemento essencial ao modelo das CTs é a convivência entre pares, isto é, a convivência entre os diversos residentes, orientada pelas rotinas e práticas terapêuticas determinadas pela instituição.”

    As comunidades terapêuticas enquadram-se no conceito de ponto de atenção da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) mas não são serviços de saúde e, por isso, não podem fazer prescrições médicas, nem internações involuntárias ou compulsórias. As regras de funcionamento são determinadas pela Lei Federal nº 11.343/2006. As CTs devem oferecer projetos terapêuticos ao usuário ou dependente de drogas que visa à abstinência; a adesão e a permanência devem deve ser voluntárias e formalizadas por escrito;  o ambiente deve ser residencial, propício à formação de vínculos; são necessárias avaliação médica prévia e elaboração de plano individual de atendimento e fica proibida a vedação de isolamento físico do usuário ou dependente de drogas. Pessoas com comprometimentos biológicos e psicológicos de natureza grave que mereçam atenção médico-hospitalar contínua ou de emergência não podem ser acolhidas nesses locais.

    De acordo com o Conselho Federal de Medicina, para fazer internações involuntárias e compulsórias, as CTs precisam estar dotadas das mesmas condições dos estabelecimentos hospitalares, ou seja, devem dispor de plantão médico presencial durante todo o horário de funcionamento, e de equipe completa de pessoal.

    Irregularidades encontradas

    As inspeções identificaram irregularidades graves na gestão das unidades. Uma das mais frequentes foi a ausência do registro legal como comunidade terapêutica. Na prática, a maioria dos estabelecimentos se enquadra como equipamentos de saúde, ministrando e disponibilizando medicamentos para os internos. Também havia problemas na emissão do alvará sanitário ou outras documentações, assim como dificuldades em ter acesso ao prontuário individual dos acolhidos e do regimento interno disponível no local.

    Outro ponto crítico foi o conhecimento de internações involuntárias ou compulsórias, sem respaldo legal, contrariando frontalmente as normativas nacionais que regulamentam a atuação dessas instituições. O problema foi constatado em 50% das unidades visitadas pelo grupo de trabalho.

    Duas unidades tinham oito adolescentes internados, o que é proibido pela Resolução nº 249/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Também foram encontradas pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência física, com transtornos psíquicos que não eram decorrentes de álcool e drogas, como uma espécie de “depósito” de vulneráveis, situação de flagrante violação dos direitos humanos.

    Em mais da metade das instituições fiscalizadas havia medicamentos vencidos, fracionados sem identificação (lote e validade), e psicotrópicos sem a devida prescrição/prontuário médico. Além de receituários em branco de medicamentos controlados, assinados e carimbados por profissional médico.  

    A ação do grupo de trabalho também constatou a ausência de profissionais de saúde qualificados (médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros), ficando os próprios internos, em alguns estabelecimentos, responsáveis pela guarda e distribuição dos medicamentos. E casos de maus-tratos, cárcere privado, violência física, psicológica e até sexual foram documentados, nas mesmas comunidades terapêuticas que realizavam internações involuntárias e/ou compulsórias, ou seja, metade das CTs fiscalizadas aplicava essas punições.

    As consequências

    Quatro comunidades terapêuticas foram interditadas pela Agência de Vigilância Sanitária, em razão de funcionarem sem alvará sanitário e/ou por exercerem suas atividades irregularmente. Como desdobramento destas fiscalizações, foram instaurados inquéritos civis públicos e ajuizadas ações civis públicas, para interdição dos estabelecimentos em razão das situações insalubres e nocivas à saúde dos internos.

    As 164 pessoas mantidas nas comunidades terapêuticas contra a vontade foram resgatadas. Os oito menores encontrados foram encaminhados à rede de proteção da criança e adolescente. Medicamentos vencidos e receitas médicas irregulares foram apreendidos. 

    Nos casos de agressão e/ou violência (física, sexual, psicológica, patrimonial), os responsáveis foram levados para serem ouvidos na central de polícia de cada município.

    No âmbito criminal, a 1ª Vara Criminal de Campina Grande condenou sete pessoas de uma CT pela prática de sequestro, cárcere privado e tortura, nos anos de 2023 e 2024, contra cinco internos.

    Para a promotora Fabiana Lobo, apesar de haver também um trabalho sério e dentro da lei sendo feito em alguns CTs visitados, é preciso dar continuidade às fiscalizações, que “revelaram um cenário preocupante na maioria das comunidades e centros terapêuticos inspecionados, o que pede a urgência de uma atuação contínua e rigorosa do Ministério Público e demais órgãos de fiscalização, para garantir a proteção dos direitos e a integridade física e mental das pessoas acolhidas nessas instituições”. 

     

  • Ncap recomenda medidas para regularizar funcionamento de guardas municipais

    Ncap recomenda medidas para regularizar funcionamento de guardas municipais

    O Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap) do Ministério Público da Paraíba expediu recomendações aos Municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Campina Grande, Sousa, Soledade, Conde, Patos, Mamanguape, Mamanguape, Pombal e Pedras de Fogo para a adoção de providências visando a correção de irregularidades no funcionamento das guardas civis municipais.

    As recomendações são assinadas pelos promotores de Justiça Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra (coordenadora), Túlio César Fernandes Neves e Cláudio Antônio Cavalcanti (membros do órgão). Elas foram foram expedidas em procedimentos administrativos instaurados para cada município, nos quais realizou-se a análise da legislação municipal e de informações prestadas pelos Poderes Executivo e Legislativo respectivos, sendo identificadas incompatibilidades com o que prescreve a Lei Federal n° 13.022/2014 e a Constituição Federal.

    Segundo a promotora Cláudia Bezerra, o NCAP instaurou procedimentos administrativos para fiscalização de 89 municípios que teriam guarda municipal em funcionamento. “No entanto, em muitos deles, sobretudo nos menores, a constatação é de que não se tratam de guardas civis municipais regularmente constituídas, mas de meros vigilantes, muitos não concursados e oriundos de cargos transformados, que estão exercendo irregularmente a função, com aparência de guardas civis municipais. Em outros, a guarda civil municipal está regularmente constituída, mas operando com algumas irregularidades pontuais”, acrescentou a promotora.

    No primeiro momento, foi realizada a análise dos municípios cujas guardas utilizam armas de fogo (João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde e Soledade) e os mais populosos do Estado.

    Ainda de acordo com a promotora, o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 608.588-SP, fixou a tese de que as Guardas Municipais podem exercer ações de segurança urbana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário, respeitando as atribuições dos demais órgãos de segurança pública. “Não podem atuar como polícia judiciária e são submetidas ao controle externo do Ministério Público. As leis municipais devem seguir as normas gerais do Congresso Nacional”.

    Medidas

    Entre as medidas gerias e específicas que estão sendo recomendadas para cada municpíio, estão a adoção de providências para destinar vagas das guardas para o sexo feminino; regularização do efetivo, garantindo que todos os guardas municipais em exercício tenham sido aprovados em concurso público específico para o cargo; regulamentação e funcionamento da Corregedoria e da Ouvidoria das guardas municipais.

    No caso da guarda municipal de Sousa, foi recomendado pelo Ncap a suspensão imediata imediata do funcionamento até que todas as irregularidades identificadas sejam sanadas e

    o órgão esteja em total conformidade com a Lei Federal nº 13.022/2014 e a Constituição Federal. O relatório aponta que a GCM de Sousa opera com graves incompatibilidades, incluindo a falta de estrutura, efetivo, equipamentos e mecanismos de controle, o que torna sua atuação irregular e compromete a segurança jurídica. 

    Já em relação à guarda de Conde e de Soledade, foi recomendada a revogação imediata dos respectivos normativos municipais que alteraram a nomenclatura do órgão para “Polícia Municipal”. A GCM deve utilizar o termo “guarda municipal”, em conformidade com a legislação e com a Constituição Federal.

  • Ministério da Saúde mobiliza estados e municípios para reduzir doenças crônicas

    Ministério da Saúde mobiliza estados e municípios para reduzir doenças crônicas

    O Ministério da Saúde concluiu nesta terça-feira (26), uma série de treinamentos com estados e municípios, para ampliar a integração entre os entes federativos no âmbito da vigilância de doenças e agravos não transmissíveis. Desde 2024, foram realizadas quatro Oficinas Regionais sobre Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis, com cerca de 250 participantes ao longo desses encontros. A mais recente contou com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Durante as oficinas, foi destacada a importância do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. O plano prevê 226 ações estratégicas que envolvem União, estados e municípios, além de indicadores e metas como a redução em um terço da mortalidade prematura por DCNT até 2030, a diminuição de 10% no consumo abusivo de álcool e o aumento de 40% do percentual de municípios notificantes no sistema VIVA/Sinan.

    Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, a oficina consolida uma agenda nacional que alia prevenção, promoção da saúde e integração de esforços locais. “As doenças crônicas não transmissíveis, bem como as violências e acidentes, estão entre as principais causas de morte no Brasil. O fortalecimento da vigilância e a cooperação entre estados e municípios são essenciais para que possamos avançar no cumprimento das metas do Plano de DANT”, afirmou.

    Além de apresentar resultados como o lançamento do Caderno de Indicadores do Plano de DANT e estudos sobre a capacidade institucional das secretarias estaduais e municipais, os encontros funcionaram como espaço para compartilhamento de experiências exitosas que poderão ser replicadas em outros territórios.

    Com a oficina voltada para Sul e Sudeste, o Ministério da Saúde conclui o ciclo de encontros regionais iniciado em 2024, reforçando o compromisso de alinhar as estratégias nacionais às metas da Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável.

    Ministério da Saúde

  • ALPB aprova projeto que cria o Centro de Referência ao Diabético na Paraíba

    Notícias

    Publicado em 27 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, na sessão desta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 570/2023, que estabelece diretrizes para a criação do Centro de Referência ao Diabético (CRD) no estado. A matéria foi apresentada pelo deputado Jutay Meneses .

    O parlamentar explica que o PL tem por finalidade proporcionar e oferecer atendimento multidisciplinar como forma de democratizar o acesso ao tratamento tecnológico do diabetes como ferramenta de inclusão social. Além de prestar esclarecimentos e atendimento ambulatorial, enfermaria, nutricional, médico, social e jurídico à população, o CRD deverá ainda fomentar e desenvolver educação em diabetes para a equipe profissional e promover o incentivo ao uso de recursos atualizados de tecnologias de informação e monitoramento de tratamentos.

    O deputado ressalta ainda que o Centro de Referência ao Diabético – CRD realizará, de forma gratuita, exames de prevenção e controle da diabetes, dentre eles o de glicemia, hemoglobina glicada, glicemia, bem como o teste de tolerância à glicose.

    Ainda preocupados com a saúde dos paraibanos, os deputados aprovaram o PL 4.673/2025, de autoria do presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, que cria o “Dia Estadual da Imunização”, a ser celebrado anualmente em 9 de junho. O projeto também estabeleve que sejam reforçadas ações que destacam a importância da vacinação como medida de prevenção e proteção contra doenças infecciosas, a exemplo de campanhas educativas, ações de mobilização em comunidades vulneráveis e a capacitação de profissionais de saúde para aumentar a cobertura vacinal em todo o território paraibano.

    Também foi aprovado o  PL 1.416/2023, de autoria do deputado João Gonçalves, que institui o Dia Estadual do Pré-Natal, a ser celebrado anualmente em 17 de novembro. Caberá ao poder público promover ações de conscientização e promoção de serviços de saúde voltados para gestantes e recém-nascidos, em parceria com entidades que atuam na área da saúde materno-infantil. De acordo com o deputado João Gonçalves, o objetivo da proposta é fortalecer a atenção à saúde da mulher e do bebê desde a gestação até o pós-parto.

    VETOS

    Os deputados mantiveram a aprovação do Projeto de Lei nº 3.319/2021, de autoria do Deputado Tovar Correia Lima, que tem por finalidade estabelecer que o laudo médico pericial que ateste deficiências físicas, mentais e/ou intelectuais de caráter irreversível, não deve apresentar prazo de validade. “A validade do Laudo Médico muitas vezes causa transtornos na vida dessas pessoas, diante da demora e dificuldade na emissão de outro, dificultando a busca dos seus direitos ou benefícios permitidos por lei”, argumentou Tovar.

    A população paraibana pode acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • Estudantes de Direito e Jovem Aprendiz realizam visita ao Palácio da Justiça

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    Visita de alunos do programa Jovem Aprendiz

    Alunos(as) de Direito da Faculdade Três Marias e do Programa Jovem Aprendiz, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), visitaram, nesta terça (26) e quarta-feira (27), respectivamente, o Museu do Poder Judiciário da Paraíba, em João Pessoa, por meio do projeto ‘Conheça o Palácio da Justiça e a sua História’. Na ocasião, os(as) estudantes tiveram contato com a trajetória dos 134 anos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

    A atividade, promovida pela Comissão de Cultura e Memória da Corte, tem como objetivo aproximar a sociedade do Judiciário e ampliar o acesso à história da Justiça paraibana. A mediação da visita ficou a cargo dos servidores Patrício Fontes, Marcos Alcântara e Clarice Santana.

    Durante o percurso, os(as) estudantes conheceram o Memorial, o Salão Nobre, as antigas e atuais salas de sessões do Tribunal Pleno, o Museu, a Cripta Epitácio Pessoa e as galerias históricas, entre elas a dos presidentes do TJPB que ocuparam o Governo da Paraíba e a de juristas paraibanos que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O professor Alan Mathias, do IEL, destacou a relevância da visita para a formação dos(as) estudantes. Segundo ele, conhecer a história do TJPB vai além da compreensão do funcionamento do Judiciário, pois também fortalece a cidadania. “Entender como funciona esse Poder, especialmente a história preservada no Museu, é resgatar a memória da Paraíba e do próprio Judiciário estadual. Esses casos importantes ajudam a despertar nos jovens não apenas o interesse pela carreira jurídica, mas também a consciência cidadã, de que os direitos existem e precisam ser conhecidos e exercidos”, afirmou.

    Para a estudante Maria de Fátima, do Programa Jovem Aprendiz, a visita representou uma oportunidade valiosa de aprendizado. Ela ressaltou que iniciativas como essa ampliam o acesso dos jovens ao conhecimento e à cultura. “É interessante que o Judiciário abra as portas e proporcione essa experiência, permitindo que os mais novos tenham contato com a história”, afirmou.

    Também do Jovem Aprendiz, Geovar Evangelista destacou que a visita ao Tribunal representa uma oportunidade de aproximação com a história da Justiça. “Achei muito interessante a exposição das obras de arte e dos retratos de desembargadores e presidentes que marcaram a história do Tribunal. É gratificante poder prestigiar e fazer parte desse momento”, enfatizou.  

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    Estudantes de Direito da Faculdade Três Marias

    Na terça-feira, durante a visita, estudantes de Direito da Faculdade Três Marias também acompanharam a sessão da Quarta Câmara Cível, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. O magistrado explicou a atuação do colegiado, responsável por julgar questões de natureza civil, como família, contratos, patrimônio público, infância, adolescência e meio ambiente.

    Agendamento – Para agendar visitas em grupo ao Museu do Poder Judiciário, os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (83) 3612-6797 e (83) 99143-7273 (WhatsApp). O agendamento pode ser feito, também, pelo e-mail – museu@tjpb.jus.br. Para saber mais sobre o Museu do TJPB, o cidadão pode seguir o Instagram @museutjpb.

    Por Marcus Vinícius