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  • “Guarda Subsidiada”: Comitiva de PE conhece programa criado a partir da atuação do MPPB

    Integrantes do MPPE e da Prefeitura de Paulista vieram ao Município de JP para trocar experiências e discutir a implantação do programa “Guarda Subsidiada” no município pernambucano

     

    Profissionais da área de assistência social do município de Paulista, em Pernambuco, e Promotoras de Justiça do MPPE compareceram, nessa quinta-feira (7/08), ao Município de João Pessoa para conhecer o Programa “Guarda Subsidiada”, criado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, a partir da interlocução do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da atuação do Promotor de Justiça de defesa da criança e do adolescente da Capital, Alley Escorel. A visita da comitiva teve como objetivo a troca de experiências para a implementação do programa no município pernambucano.

    Conforme explicou o promotor de Justiça Alley Escorel, o programa, que é pioneiro na Paraíba, tem se consolidado como uma importante política pública de proteção social para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que precisam ser afastadas de suas famílias de origem. O programa possibilita que esse público em especial estágio de desenvolvimento permaneça sob o cuidado e convívio com sua família extensa ou ampliada (parentes próximos com os quais já existe convivência e afinidade) mantendo vínculos afetivos e garantindo a manutenção e proximidade de grupos de irmãos, por exemplo, evitando a institucionalização. O promotor ressaltou, ainda, que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito de viver em família.

    A permanência dessas crianças e adolescentes junto à sua família extensa acontece em face do acompanhamento realizado pelos serviços da rede municipal e ao auxílio financeiro de um salário mínimo mensal dado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa aos cuidadores/guardiães para custear despesas com os acolhidos. “Muitas famílias não possuíam as condições necessárias para realizar este acolhimento. Tínhamos um grande entrave financeiro que foi superado com o programa. A implementação dessa política pública era um sonho não só do Ministério Público, mas de toda a rede que atua na proteção da criança e do adolescente. Fiquei muito feliz, pois em pouco tempo de diálogo e articulação com o Prefeito, o município encaminhou o projeto de lei para Câmara Municipal, que o aprovou em regime de urgência, possibilitando que se tornasse lei poucos meses após nossa interlocução com o chefe do poder executivo municipal. Esta iniciativa pioneira no Estado, resultou em um programa de referência que deve ser replicado em outros municípios da Paraíba e do País”, comentou Alley.

    O encontro

    A promotora de Justiça de Paulista-PE, Rafaela Melo de Carvalho, com atribuição na defesa da Cidadania, foi a responsável pela solicitação da visita, que foi articulada pelo promotor de Justiça de João Pessoa, Alley Escorel, com os profissionais do Município de João Pessoa, responsáveis pela gestão do programa. 

    A representante do MPPE reforçou a importância dessa troca de experiências. “João Pessoa é referência nacional na implementação da Guarda Subsidiada. Trata-se de uma política pouco difundida, mas essencial para evitar acolhimentos institucionais e garantir a permanência das crianças com vínculos afetivos. Voltamos fortalecidos e esperançosos de replicar essa experiência em nosso município”, disse.

    A comitiva foi recebida pela secretária Municipal Executiva de Direitos Humanos e Cidadania, Maria Benicleide Silvestre, na sede da secretaria. Ela reforçou o trabalho de acolhimento às crianças e adolescentes realizado a partir do Guarda Subsidiada, que prioriza a convivência familiar. “Sem esse programa, a perspectiva era de já termos até mais duas casas de acolhimento abertas. Graças a implantação da Guarda Subsidiada, conseguimos fechar uma unidade de acolhimento institucional, priorizando o cuidado familiar e afetivo e a garantia da convivência familiar”, destacou.

    O psicólogo Pablo César, superintendente de Proteção Social Especial de Paulista, afirmou que a visita busca inspiração para a construção de uma política semelhante. “Viemos entender a legislação, a execução e o funcionamento da Guarda Subsidiada aqui, com o intuito de levar essa experiência como referência e tentar incluí-la já na nossa próxima Lei Orçamentária”, comentou.

    Participaram do encontro representantes dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) e dos serviços da Proteção Especial de média e alta complexidade dos municípios de João Pessoa e Paulista, além da analista ministerial do MPPB, Clodine Azevedo, que integra a equipe psicossocial de apoio às Promotorias de Justiça de João Pessoa com atribuição na defesa da Criança e do Adolescente. 

    A assistente social do MPPB destacou o papel da instituição ministerial como indutora de políticas públicas. “O Ministério Público de João Pessoa, por meio do promotor Alley Escorel, atuou na criação da Guarda Subsidiada junto ao município, sem necessidade de judicialização, a partir de um trabalho extrajudicial, colocando o Ministério Público como indutor de políticas públicas, que hoje garante que crianças e adolescentes permaneçam com vínculos afetivos, em vez de irem para abrigos”, relembrou Clodine.

    O Programa

    Após diálogo com o MPPB, sobre a importância da guarda subsidiada para garantir o cumprimento da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) no sentido de assegurar o direito à convivência familiar e comunitária, bem como, o fortalecimento dos vínculos familiares e afetivos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o Município de João Pessoa se comprometeu a criar o Programa da Guarda Subsidiada. 

    O projeto de Lei foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores e o programa foi criado em 2021, como política pública de Proteção Social Especial de Média Complexidade, que assegura, mediante decisão judicial, que crianças e adolescentes possam ser acolhidos por familiares ou pessoas próximas com as quais tenham vínculo afetivo, que receberão da Prefeitura um subsídio para custear suas despesas, evitando a institucionalização.

    João Pessoa é a primeira cidade da Paraíba a adotar essa política, que se destaca por sua abordagem mais humana, afetiva e eficaz na proteção dos direitos da criança e do adolescente, sendo referência para os demais municípios do Brasil.

    Com Ascom da Sedhuc

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  • Ministério da Saúde promove mais um Dia D de vacinação contra o sarampo no Tocantins

    Ministério da Saúde promove mais um Dia D de vacinação contra o sarampo no Tocantins

    O Ministério da Saúde disponibilizou mais de 74 mil doses de vacinas contra o sarampo para que todos os 139 municípios do Tocantins realizem o ‘Dia D’ neste sábado (9). A ação faz parte da estratégia de bloqueio de casos importados no Brasil, devido ao avanço da doença na região das Américas, em especial na Bolívia, e ao registro de 17 casos importados em Campos Lindos (TO). Outros três estão em investigação na cidade.

    Desde o início do ano, quase 30 mil doses da vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, foram aplicadas no Tocantins. As doses disponibilizadas para o Dia D deste sábado fazem parte do montante de 130 mil que o Ministério da Saúde enviou ao estado para ações de vacinação. Os estoques para proteção da população estão garantidos em todo o país.

    “O Ministério da Saúde e as equipes de vigilância locais atuam continuamente para proteger a população contra o sarampo. Estamos reforçando essas ações em todas as cidades que fazem fronteira com a Bolívia, no Tocantins, e em municípios do Maranhão próximos à divisa com o estado. A vacinação é a principal forma de impedir a circulação do sarampo no Brasil”, destaca o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.

    A vacina é recomendada para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos. Para se vacinar contra o sarampo, basta ir a uma unidade básica de saúde mais próxima. Com os esforços contínuos do Ministério da Saúde e das secretarias estadual e municipais, é possível que, mesmo com o surgimento de novos casos, a disseminação seja controlada e a circulação do vírus, interrompida.

    A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa para pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A doença é altamente contagiosa, e uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. Por isso, o Ministério disponibiliza a vacina gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS), no Calendário Nacional de Vacinação, e realiza estratégias, como o ‘Dia D’, para que o Brasil continue livre da doença.

    Cenário epidemiológico

    Os 17 casos registrados de sarampo no Tocantins ocorreram no município de Campos Lindos (TO). Desde a suspeita dos primeiros casos, a secretaria de saúde vem intensificando as ações para reforçar a vacinação na região.

    Antes da confirmação dos casos, o município aplicava em média cerca de 30 doses por mês na vacinação de rotina. Após a confirmação e a mobilização conjunta das equipes de saúde federal, estadual e municipal, esse número subiu para 1,6 mil doses.

    Em março deste ano, foram confirmados outros 5 casos importados de sarampo no Brasil: 2 no Rio de Janeiro, 1 no Distrito Federal, 1 em São Paulo e 1 no Rio Grande do Sul. Todos os casos foram controlados por meio do bloqueio vacinal. Desde o início do ano, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 13,6 milhões de vacinas contra o sarampo e, até 4 de agosto, aproximadamente 3 milhões de doses já foram aplicadas.

    Vacinação nas fronteiras

    No dia 26 de julho, o Ministério realizou o Dia D nas cidades do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, localizadas na fronteira com a Bolívia. Cerca de 3 mil pessoas foram vacinadas. O Acre aplicou 1,8 mil doses — quatro vezes mais que na vacinação de rotina, que registra em média 436 doses.

    Além das ações do Dia D, a equipe técnica da Saúde, em parceria com estado e municípios, realizou o bloqueio vacinal e reforço da vigilância em Campos Lindos (TO), por conta dos casos registrados, e em Araguaína (TO), Balsas (MA) e Imperatriz (TO), devido à proximidade com a região onde os casos foram registrados.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Núcleo de Telessaúde de Alagoas para gestantes de alto risco

    Ministério da Saúde lança Núcleo de Telessaúde de Alagoas para gestantes de alto risco

    Nesta quarta-feira (7), em Maceió (AL), a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), Ana Estela Haddad, participou da cerimônia de lançamento do Núcleo de Telessaúde de Alagoas, realizada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com apoio do Centro de Pesquisa em Engenharia e Sistemas (Easy). O projeto conta com investimento integral de R$ 4,6 milhões do Ministério da Saúde e integra o SUS Digital, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, com foco no cuidado de gestações de alto risco.

    “Além de ampliar o acesso a serviços especializados e qualificar a assistência em saúde materna, o projeto também fomentará a produção científica, com pesquisas baseadas nos dados e evidências geradas ao longo da execução. A iniciativa representa um passo decisivo para consolidar Alagoas no circuito nacional da Telessaúde, promovendo inovação, inclusão e cuidado integral à saúde das mulheres”, destacou a secretária Ana Estela Haddad.

    O Núcleo integra um conjunto de ações que consolidam Alagoas no mapa do SUS Digital, a partir de um processo de modernização, integração e digitalização dos serviços públicos de saúde, visando ampliar o acesso, melhorar a qualidade da atenção e promover mais equidade e eficiência no cuidado. O objetivo é apoiar profissionais de saúde na predição de riscos, monitoramento e definição de linhas de cuidado mais assertivas.

    Os serviços de Telessaúde e o uso de tecnologias de Inteligência Artificial beneficiará oito municípios alagoanos: Atalaia, Branquinha, Colônia Leopoldina, Penedo, Porto Calvo, Rio Largo, São Luís do Quitunde e União dos Palmares. O projeto terá duração de 36 meses. A seleção levou em conta critérios como maturidade digital, índices de mortalidade, localização estratégica e presença de hospitais de referência, com destaque para o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) e a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM).

    Estão previstos mais de 3 mil atendimentos em seis modalidades de Telessaúde: Teletriagem, Teleorientação, Teleinterconsulta, Teleconsultoria, Telemonitoramento e Tele-educação, com foco em Ginecologia e Obstetrícia voltadas para gestações de alto risco. O objetivo é reduzir de forma significativa as taxas de mortalidade materna, fetal, neonatal e infantil em Alagoas.

    O professor e médico responsável técnico do projeto, dr. José Antônio Martins, especialista em gestação de alto risco, detalhou os objetivos do primeiro projeto do recém lançado Núcleo de Telessaude de Alagoas: “Nosso intuito é capacitar e atualizar os profissionais envolvidos na assistência às gestantes, melhorar a qualidade do pré-natal, identificar precocemente riscos potenciais, atuar com ações preventivas, reduzir custos assistenciais e, principalmente, salvar vidas”, afirmou.

    Um dos diferenciais da iniciativa é a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial, com destaque para o GestAR — tecnologia desenvolvida especialmente para o Núcleo, que permitirá o rastreio precoce de gestações de risco elevado. “A solução será integrada ao sistema e-SUS e interoperável com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), alinhando-se às diretrizes do Ministério da Saúde e aos compromissos da Agenda 2030 da ONU”, destacou o professor Dr. Marcelo Oliveira, coordenador do Núcleo de Telessaúde.

    Leia o depoimento de Sirleide, gestante de alto risco atendida pelo Núcleo de Telessaúde

    Foto: divulgação/MS
    Foto: divulgação/MS

    A professora Sirleide Bezerra, de 40 anos, nasceu, foi criada e trabalha na comunidade quilombola de Muquém, no município de União dos Palmares, em Alagoas. Ela está em sua terceira gestação e lembra das dificuldades enfrentadas nas gravidezes anteriores, especialmente no acesso a atendimento especializado.

    “A primeira gravidez foi tranquila. Na segunda, quando eu estava com seis meses, precisei me deslocar daqui para Maceió, para a capital, para ser atendida por obstetras especialistas, por conta de um pequeno sangramento. Fica bem complicado a gente viver essa situação, quando precisa de um médico especialista e tem que se deslocar daqui para Maceió”, lembra Sirleide.

    Ela conta que, atualmente, quando precisa de atendimento, é necessário ir até a Secretaria de Saúde para agendar o carro, já que nem todos na comunidade têm condições financeiras de pagar por transporte particular, seja táxi ou ônibus. Isso dificulta o acesso ao médico.

    “Com a chegada desse Núcleo de Telessaúde, vai facilitar muito a nossa vida — principalmente para mim, que estou gestante. Aliás, não só para mim, mas para as outras mães gestantes aqui da comunidade e dos povoados vizinhos do nosso município. Vai ajudar bastante. Agradecemos mesmo a esse Núcleo, que está nos buscando, trazendo mais conhecimento e mais ajuda para a nossa saúde”, comemora Sirleide.

    Terciane Alves Gonçalves
    Ministério da Saúde

  • Dia da Fundação dos Cursos Jurídicos: MP funciona em regime de plantão nesta segunda

    Dia da Fundação dos Cursos Jurídicos: MP funciona em regime de plantão nesta segunda

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) funcionará em regime de plantão, nesta segunda-feira (11/08), em razão do Dia da Fundação dos Cursos Jurídicos, no Brasil. 

    A alteração do expediente está prevista no Ato Conjunto do Tribunal de Justiça (TJPB), do MPPB e da Defensoria Pública do Estado (DPE) de número 05/2024, publicado no Diário Oficial Eletrônico do MPPB no dia 4 de outubro do ano passado. 

    Nesse período, a população pode acionar os canais eletrônicos disponíveis no endereço www.mppb.mp.br/fale-conosco. As demandas recebidas durante os plantões serão, posteriormente, triadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis para fim de apuração. 

    As unidades do Ministério Público da Paraíba retomam o funcionamento normal de atendimento direto ao público, de forma presencial e pelos canais eletrônicos, na terça-feira (12/08).

     

    Confira o calendário

    AGOSTO DE 2025

    1º de agosto (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades

    04 de agosto (segunda-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades

    05 de agosto (terça-feira)**  Feriado Estadual (data magna da Paraíba)  Todas as unidades 

    11 de agosto (segunda-feira) – Fundação dos Cursos Jurídicos – Todas as unidades

     

    *Transferência do ponto facultativo do dia 04 de agosto.  

    **Lei Estadual nº 10.601, de 16 de dezembro de 2015.

     

    OUTUBRO DE 2025

    24 de outubro (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades

    27 de outubro (segunda-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades

    28 de outubro (terça-feira) – Dia do Servidor Público – Todas as unidades

     

    *Transferência do ponto facultativo do dia 27 de outubro.  

     

    NOVEMBRO DE 2025

    14 de novembro (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades

    20 de novembro (quinta-feira)** – Feriado (Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra) – Todas as unidades

    21 de novembro (sexta-feira)  Ponto Facultativo – (compensado) – Todas as unidades

     

    *Transferência do ponto facultativo do dia 21 de novembro.  

    **Lei Federal nº 14.759, de 21 de dezembro de 2023.

     

    DEZEMBRO DE 2025

    08 de dezembro (segunda-feira)* – Dia da Justiça – Todas as unidades

    * Lei Federal nº 6.741, de 17 de dezembro de 1979

  • MPPB adere ao Agosto Lilás, em alusão ao mês de combate à violência contra a mulher

    MPPB adere ao Agosto Lilás, em alusão ao mês de combate à violência contra a mulher

    Durante o mês de agosto, os prédios do Ministério Público da Paraíba e do Ministério Público Federal no estado estão iluminados com a cor lilás, em alusão ao mês de conscientização e combate à violência contra a mulher (Agosto Lilás).

    A pedido do MPPB e do MPF, outros órgãos e entidades do estado se comprometeram a iluminar prédios, como forma de sensibilizar a sociedade no engajamento pela redução da violência contra a mulher.

    Em João Pessoa, o letreiro da cidade, no Busto de Tamandaré, os shoppings Manaíra e Mangabeira e o prédio do Hospital da Unimed aderiram à iniciativa. De acordo com a promotora de Justiça do MPPB, Liana Espínola, “a cor lilás, historicamente associada à luta das mulheres por direitos e igualdade, transforma os espaços públicos em canais de comunicação, despertando o olhar da população para a necessidade de prevenir, identificar e denunciar situações de violência de gênero. A iluminação especial atua como um lembrete permanente de que esse é um tema que diz respeito a todos e que exige posicionamento ativo, seja por parte do poder público, seja da sociedade civil”.

    “Do ponto de vista institucional, a iluminação reforça o compromisso do Estado com a promoção dos direitos das mulheres, a implementação da Lei Maria da Penha e o fortalecimento das redes de proteção. É também uma forma de acolher simbolicamente as vítimas, mostrando que não estão sozinhas e que há canais de apoio e justiça disponíveis. Em suma, iluminar prédios com a cor lilás no mês de agosto é um ato de conscientização e mobilização social, que rompe o silêncio, promove o debate e reafirma o compromisso com uma cultura de respeito, equidade e não violência”, concluiu a promotora.

    O presidente na Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho, diz que a cooperativa está engajada na luta. “Cada mulher carrega em si um universo. São líderes, cientistas, mães, empreendedoras, amigas e guerreiras. Quando uma mulher é silenciada pela violência, toda a sociedade perde força, cor e luz. Dizer não à violência é praticar o respeito, construir apoio e promover igualdade. É inaceitável que, em pleno século XXI, essa realidade ainda persista. Respeitar, proteger e ouvir mulheres é fazer o mundo avançar em terreno fértil”, disse ele.

    Em Campina Grande, espaços públicos municipais também estarão com a cor lilás durante o mês de agosto. De acordo com a promotora de Justiça Adriana Amorim, “o Ministério Público integra a campanha Agosto Lilás, unindo-se aos esforços de enfrentamento à violência contra a mulher. A iluminação de prédios públicos na cor lilás é um gesto simbólico, mas de grande relevância, pois expressa o compromisso institucional com a promoção da igualdade de gênero, o fortalecimento das redes de proteção e a conscientização da sociedade sobre a gravidade desse tipo de violência. Cada luz acesa é um sinal de atenção, de acolhimento e de mobilização social”. 

    Lei do Minuto Seguinte

    O mês de agosto de 2025 marca também os 12 anos da lei federal nº 12.845/2013, considerada um importante instrumento na campanha de combate à violência contra a mulher. Ela garante atendimento emergencial, gratuito e integral a vítimas de violência sexual em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como na rede privada. 

    A procuradora dos Direitos do Cidadão do MPF na Paraíba, Janaina Andrade, cita dados do 19º Anuário da Segurança Pública, para ressaltar a importância da Lei do Minuto Seguinte, que estabelece que a palavra da vítima é suficiente para acionar o protocolo de atendimento, sem necessidade de boletim de ocorrência prévio. “Quatro mulheres são mortas por dia no Brasil, apenas pela sua condição de mulher (feminicídio). Na Paraíba, até 31 de julho deste ano, 21 mulheres foram vítimas de feminicídio. Já no recorte da violência sexual, a Paraíba registrou 1.028 casos de estupro em 2024. E ela enfatiza: É importante destacar que a ideia de mulher como propriedade, típica de sociedades patriarcais, leva à violência, resultando em altas taxas de letalidade contra as mulheres. Para mudar a espiral exponencial de violência contra a mulher, precisamos de um olhar e ações de toda a sociedade“.

    Com Ascom do MPF/PB

  • Ministério da Saúde orienta formalização das propostas do Novo Pac

    Ministério da Saúde orienta formalização das propostas do Novo Pac

    O Ministério da Saúde deu início a uma nova fase do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC – Saúde): a formalização das propostas selecionadas por meio do sistema InvestSUS. Essa etapa é essencial para garantir a continuidade das ações previstas, viabilizando obras e entregas de equipamentos e veículos em todo o país.

    Para apoiar os entes federativos contemplados, estão disponíveis dois materiais de referência _ Manual de Formalização e o Guia Rápido _ que detalham, de forma clara e objetiva, os procedimentos necessários para formalização das propostas vinculadas ao Novo PAC. A formalização é  obrigatória, em todas as modalidades, para os estados e municípios contemplados na seleção pública.

    O prazo final para a formalização das propostas é 22 de agosto de 2025. Propostas que não forem devidamente cadastradas até essa data poderão ser canceladas, conforme previsto na Portaria GM/MS nº 7.613/2025.

    “É muito importante estar atento aos prazos. A formalização é a fase que permite transformar as propostas selecionadas em ações concretas. É nessa etapa que os entes federativos devem apresentar as informações e documentos exigidos, conforme modalidade, para viabilizar a execução das obras ou o recebimento dos equipamentos e veículos”, afirma o diretor de programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde Henrique Chaves.

    Por meio do processo de formalização, as propostas passam a integrar legalmente os instrumentos de repasse adotados pelo programa, como transferências fundo a fundo, termos de compromisso ou termos de doação, permitindo a execução dos recursos destinados às obras ou a entrega dos equipamentos e veículos.

    A depender da natureza da proposta, o instrumento definido para formalização das transferências de recursos, equipamentos e veículos pode variar: o repasse fundo a fundo é utilizado, por exemplo, para obras como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Já  o termo de compromisso, para construções de maior porte, como policlínicas. E o termo de doação para entrega de bens, como ambulâncias, unidades odontológicas móveis, combos de equipamentos e kits de telessaúde.

    O processo de formalização exige o preenchimento de informações e o envio de documentos específicos no sistema InvestSUS, conforme a modalidade selecionada. Entre os documentos exigidos, estão declarações de posse do terreno, fotos georreferenciadas, termos de ciência emitidos por instâncias intergestores (CIR ou CIB), justificativas técnicas e compromissos com o custeio e a manutenção dos serviços. Todos esses requisitos estão detalhados por modalidades nos materiais orientativos disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde apresenta minuta de atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas

    Ministério da Saúde apresenta minuta de atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), apresentou, nesta quarta-feira (06), em Brasília, durante audiência pública, a minuta de revisão e atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). A cerimônia contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena, instituições e organizações parceiras que contribuíram com o processo de elaboração da proposta, incluindo ações como a realização dos cinco Seminários Regionais de Saúde Indígena.

    Na mesa de abertura, o ministro Alexandre Padilha relembrou a época da construção da primeira Política Nacional de Saúde Indígena no Brasil, na metade da década de 1990, mencionando a Lei Arouca, criada pelo médico sanitarista e então deputado Sérgio Arouca. “Foi um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS), porque estava sendo criado algo novo, que não existia no SUS. E, por meio da Lei Sérgio Arouca, foi instituído um subsistema dentro do SUS.”

    O ministro também destacou aspectos atuais que reforçam a necessidade de atualização da PNASPI: “De lá para cá, muita coisa mudou, e essa atualização é necessária. Por exemplo, a população idosa indígena cresceu muito, e isso demanda uma atenção e assistência diferentes. Assim como as mudanças climáticas, que afetam de forma impactante a saúde dos povos indígenas”, afirmou.

    O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS), Weibe Tapeba, destacou a importância do momento para a saúde indígena e fez um resgate do processo de construção da nova PNASPI. Com uma gestão marcada pela participação social, Weibe falou sobre a construção coletiva da política e afirmou: “A Política de Saúde Indígena, na maioria dos nossos territórios, é a única materialização da presença do Estado. Então, precisamos garantir que essa política se fortaleça cada vez mais, que seja eficiente, resolutiva e gere dignidade nos nossos territórios.”

    Entre as novidades da atualização da PNASPI, destaca-se a inserção e valorização das medicinas indígenas e práticas ancestrais como tratamentos reconhecidos para a saúde indígena e para os usuários do SasiSUS. O documento apresentado pela SESAI tem 32 páginas e detalha as principais mudanças na estrutura e nos objetivos da política.

    Todo o ciclo de reformulação da PNASPI compreende cinco etapas. A primeira tratou da deliberação do Ministério da Saúde sobre a necessidade de revisão e atualização da política, com a criação do GT PNASPI, em conformidade com os atos normativos e as recomendações da ADPF 709 e do Relatório CMAP. A partir disso, foram realizados os seminários regionais que discutiram os eixos estratégicos e estruturantes da política. Após a conclusão da segunda fase, será iniciada a terceira, voltada à pactuação com órgãos externos, como MPI, Funai e Apib.

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Home Equity: como funciona na prática e por que pode ser uma alternativa estratégica para destravar capital

    Home Equity: como funciona na prática e por que pode ser uma alternativa estratégica para destravar capital

    Transformar um ativo em alavanca para novos investimentos, ou mesmo para reorganização financeira, é uma estratégia cada vez mais relevante.

    O Home Equity, em uma visão geral, é uma modalidade de obter crédito com garantia vinculada a um bem imóvel. E não poderíamos deixar de destacar sua relevância, já que essa estrutura tem ganhado força no Brasil.

    E não é à toa: oferece juros mais baixos e prazos mais longos em comparação com outras opções de crédito, especialmente quando comparado a operações lastreadas em ativos não performados ou em setores com pouca maturidade na captação de recursos.

    Para quem atua com ativos imobiliários, gestores, ocupantes de imóveis de terceiros com destinação operacional ou executivos em busca de capital para novos negócios, o Home Equity é uma solução valiosa, mas ainda subutilizada. Isso se deve, em parte, à tradição do mercado imobiliário, que historicamente tende a repetir modelos já conhecidos, mesmo que menos vantajosos. Felizmente, esse cenário está mudando, com o setor se mostrando mais aberto à inovação.

    Para tornar essa ferramenta mais clara, destacamos os principais desafios e curiosidades recorrentes que chegam a nós e são alvo de dúvidas, questionamentos e debates em diversos ambientes corporativos e institucionais

    É difícil contratar?

    Nem tanto. Quando se trata de ativos imobiliários, é natural que existam etapas formais e legais. No entanto, o processo tem se tornado mais ágil com o avanço das plataformas digitais, a adoção de soluções inovadoras e o interesse real das instituições envolvidas em toda a cadeia.

    Precisa ser um imóvel residencial?

    Não! Imóveis comerciais também são aceitos, o que amplia significativamente as possibilidades para quem possui ativos operacionais e deseja destravar valor para novos investimentos.

    Ter outras dívidas impede o uso dessa estrutura?

    A resposta é: não. Muitas operações são estruturadas justamente para reorganizar passivos, substituindo dívidas com juros altos por uma linha mais eficiente e acessível.

    Só posso me utilizar dessa ferramenta se tiver mais de um imóvel?

    Não necessariamente. O mais importante é ter um plano estratégico, com cronogramas claros e uma estrutura jurídica adequada. Cada operação exige uma modelagem própria para garantir segurança e eficiência — e isso varia de caso para caso.

    Vantagens:

    • Taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito.
    • Prazos mais longos, permitindo reorganização financeira ou retorno sobre investimentos.
    • Versatilidade de uso: expansão de negócios, quitação de dívidas, investimentos e outras finalidades estratégicas.
    • Alternativa a ser considerada ao estruturar uma operação para essa finalidade.

    Pontos de atenção:

    • É fundamental ter planejamento financeiro sólido e um cronograma realista, já que o imóvel é colocado como garantia e há risco em caso de inadimplência.
    • A operação exige análise prévia e estruturação jurídica cuidadosa para garantir a eficácia dos instrumentos firmados.

    Reflexão final:

    O Home Equity é uma ponte entre patrimônio e estratégia. Em um mercado que valoriza liquidez e inteligência financeira, essa modalidade pode ser a chave para viabilizar projetos com mais segurança e eficiência.

    Já considerou essa alternativa? Está na hora e merece ser considerada como algo muito mais vá ganido do que se socorrer de meios mais complexos só pela tradição e constante divulgação.

  • PAC Saúde: AgSUS vai adquirir 180 mil equipamentos para UBS em mais de 5 mil municípios

    PAC Saúde: AgSUS vai adquirir 180 mil equipamentos para UBS em mais de 5 mil municípios

    A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) vai adquirir 180 mil equipamentos para qualificar a estrutura de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios do Brasil. As compras serão feitas por meio de edital de licitação, publicado no Diário Oficial da União do dia 4 de agosto e disponível no site da AgSUS. A abertura das propostas está marcada para 18 de agosto, às 10h, por meio do portal de Compras do Governo Federal.

    Os recursos para a compra dos equipamentos, estimados em R$ 1,8 bilhão, são da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, por meio do pacote de investimentos do PAC Saúde 2025. Serão adquiridos 10 mil combos com 18 equipamentos estratégicos cada, entre eles ultrassom portátil, desfibrilador, laser terapêutico, retinógrafo e equipamentos para Telessaúde. A expectativa é que os equipamentos comecem a ser entregues em novembro deste ano.

    “A qualificação da assistência na Atenção Primária passa, necessariamente, por garantir condições adequadas de trabalho para as equipes de saúde. Isso inclui, além da formação e capacitação permanente dos profissionais, o investimento em infraestrutura e aquisição de equipamentos. Portanto, essa aquisição é fundamental para ampliar a resolutividade do cuidado, oferecer um atendimento mais seguro e humanizado, e reduzir encaminhamentos desnecessários para níveis mais complexos do sistema”, destaca a diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Luciana Maciel.

    Para aprimorar o processo de contratação, a AgSUS realizou consulta pública com o setor produtivo entre maio e junho de 2025. Nesse período, a AgSUS ouviu representantes da indústria, gestores públicos e especialistas para aprimorar as especificações técnicas dos produtos.

    “Esse diálogo com o mercado garantiu maior alinhamento entre as necessidades das equipes de saúde e as tecnologias disponíveis, promovendo mais eficiência e assertividade no processo de compras”, explica o diretor de Operações da Agência, Williames Pimentel.

    Confira os equipamentos que serão adquiridos:

    • Eletrocardiógrafo digital para Telessaúde
    • Doppler vascular portátil
    • Retinógrafo portátil para Telessaúde
    • Espirômetro digital
    • Dermatoscópio para Telessaúde
    • Eletrocautério (bisturi elétrico)
    • Desfibrilador externo automático (DEA)
    • Laser terapêutico de baixa potência
    • Ultrassom para fisioterapia
    • Equipamentos de estimulação elétrica (TENS e FES)
    • Dinamômetro digital
    • Balança digital portátil
    • Tábua de propriocepção
    • Câmara fria para conservação de vacinas
    • Fotóforo (foco de luz de cabeça)
    • Cadeira de rodas
    • Otoscópio digital
    • Ultrassom portátil de bolso

    Ministério da Saúde
    Com informações da AgSUS

  • Pedras de Fogo: recomendação visa otimizar atuação das polícias com a rede de proteção

    Pedras de Fogo: recomendação visa otimizar atuação das polícias com a rede de proteção

    O Ministério Público da Paraíba recomendou à Policial Civil e Polícia Militar com atuação em Pedras de Fogo uma série de medidas com objetivo de melhorar e otimizar o trabalho, especialmente com relação a fatos envolvendo crianças e adolescentes e pessoas com transtorno mental. 

    A recomendação foi expedida pela promotora de Justiça de Pedras de Fogo, Fabiana Alves Mueller, após reunião com órgãos da rede de proteção crianças e adolescentes de Pedras de Fogo, como o conselho tutelar, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), o Centro de Referência em Assistência Social (Cras), o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), na qual foram relatadas dificuldades enfrentadas.

    Foi recomendado que as polícias civil e militar se abstenham de realizar o acionamento indevido do Conselho Tutelar quando da notícia de prática de atos infracionais por adolescentes, haja vista que, na forma da lei e da Constituição Federal, a manutenção da ordem pública e a repressão à prática de infrações penais, seja qual for seu autor, e mesmo a remoção de adolescentes apreendidos a entidades próprias é tarefa que cabe aos órgãos de segurança pública.

    Ainda conforme a recomendação, excepcionalmente, existindo necessidade de aplicação de medida de proteção, o Conselho Tutelar deverá ser acionado somente quando, depois de realizada busca ativa domiciliar, a autoridade policial esgotar todos os meios de localização dos pais ou responsáveis do adolescente apreendido, bem como de pessoa maior por ele indicada.

    Mais medidas

    Além disso, foi recomendado que as polícias realizem a lavratura da ocorrência policial (BOPM) e do respectivo procedimento investigativo (termo circunstanciado de ocorrência, inquérito policial) sempre que houver comunicação de fato típico e antijurídico cometido por usuários dos serviços de proteção, mesmo que seja pessoa com transtorno mental, uma vez que cabe ao Poder Judiciário avaliar a incapacidade do agente e a punibilidade do fato criminoso praticado.

    Também devem atender às requisições de força policial ou apoio institucional, fundamentadas e justificadas, realizadas por membros da rede de proteção de Pedras de Fogo, com a prioridade e urgência devida, para garantir a segurança e o estar de crianças e adolescentes nos casos de situações de risco.

    Reforço

    A recomendação reforçou ainda que, na lavratura de procedimentos investigativos com crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, a autoridade policial deve se abster de realizar a oitiva de crianças e adolescentes, vítimas e testemunhas de violência, sem a observância dos ditames das Leis 13.431/2017 e 14.344/2022.

    Em caso de oitiva por parte da autoridade policial, que se faça em local adequado, preservando-se a privacidade da vítima, e com o auxílio de profissionais especializados, de modo a colher-se todos os elementos necessários a permitir-se a persecução penal, sem a necessidade de novas oitivas, devendo-se garantir-se, inclusive, o direito ao silêncio.