Autor: admin

  • Arrecadação da PB impulsiona eventos, infraestrutura e serviços

    Arrecadação da PB impulsiona eventos, infraestrutura e serviços

    Dados confirma crescimento da arrecadação em quase 20%

    Neste 24 de junho, celebramos a força da cultura nordestina no Maior São João do Mundo, em Campina Grande, uma festa que movimenta a economia, gera oportunidades e fortalece a identidade do povo paraibano.

    Mas por trás dos grandes investimentos que impulsionam eventos, infraestrutura e serviços públicos, existe um trabalho permanente de fiscalização e arrecadação que contribui para o desenvolvimento do nosso Estado.

    Os números do primeiro quadrimestre de 2026 demonstram esse avanço: a arrecadação própria da Paraíba alcançou R$ 4,087 bilhões, frente aos R$ 3,413 bilhões registrados no mesmo período de 2025, representando um crescimento de 19,71%.

    Em Campina Grande, sede do Maior São João do Mundo, a movimentação financeira gerada pelos festejos se aproxima de R$ 1 bilhão, segundo estimativas oficiais. Os recursos circulam por diversos segmentos da economia, com destaque para hotelaria, gastronomia, comércio e serviços, fortalecendo a geração de emprego, renda e desenvolvimento em toda a Paraíba.

    Esse resultado é fruto do trabalho comprometido dos Auditores Fiscais da Paraíba, que atuam diariamente para garantir uma arrecadação eficiente, justa e capaz de transformar recursos em benefícios para toda a sociedade.

     

  • Governo do Brasil investe R$ 182,2 milhões em assistência especializada, com reforço à oncologia no SUS

    Governo do Brasil investe R$ 182,2 milhões em assistência especializada, com reforço à oncologia no SUS

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregaram, nesta terça-feira (23), um acelerador linear de alta tecnologia ao Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. De forma simultânea, Sinop (MT), Fortaleza (CE) e Teresina (PI) também receberam novos equipamentos para tornar o tratamento de radioterapia mais rápido e acessível.  

    Além da entrega do acelerador linear, o governo federal anunciou novas ações voltadas à ampliação da assistência especializada no SUS. Entre elas, a aquisição de 20 aparelhos de ressonância magnética para distribuição em todas as regiões do país, a certificação do Hospital Santa Marcelina como Hospital de Ensino Nível 1 e a assinatura do termo de execução de crédito financeiro para a Casa de Saúde Santa Marcelina. Juntas, as iniciativas somam R$ 182,2 milhões em investimentos por meio dos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde.

    “O que está acontecendo no Brasil é um sonho que muitos de nós acalentamos há muito tempo. A gente sempre sonhou em fazer com que o povo trabalhador, mais humilde, que mora na periferia, mais distância, tivesse acesso ao que todo mundo tem que ter direito. O que nós queremos é que todos tenham um tratamento igual, justo e de boa qualidade”, ressaltou o presidente Lula.

    O Hospital Santa Marcelina é uma instituição filantrópica, referência em alta complexidade na Zona Leste de São Paulo. Na assistência oncológica, a unidade já contava com três aceleradores lineares e, com a entrega da nova tecnologia, reforça sua capacidade como polo de referência na oncologia. Com investimento de R$ 7,3 milhões, o novo equipamento tem capacidade de realizar até 1.000 tratamentos radioterápicos por ano.

    “Estamos dando mais um passo do Agora Tem Especialistas ao entregar o que existe de mais moderno na medicina mundial para tratar radioterapia. O que estamos fazendo é montar a maior rede pública do mundo de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A unidade hospitalar se destaca pela integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), ao prestar assistência a pacientes com câncer e contribuir para a redução do tempo de espera. Além de atender a população da capital e de municípios ao redor, a instituição passa a receber pessoas que buscam tratamento em outras subregionais e segue como referência para pacientes de outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Durante a agenda, foi anunciada a certificação do Santa Marcelina como Hospital de Ensino Nível 1.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Expansão do tratamento de câncer no Mato Grosso

    Também nesta terça-feira (23), o Hospital Santo Antônio, em Sinop (MT), recebeu, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, um novo acelerador linear, viabilizado com R$ 17,5 milhões do Novo PAC Saúde. A instalação do equipamento faz parte da estratégia nacional de descentralização da radioterapia, voltada à redução de vazios assistenciais, à diminuição do deslocamento de pacientes para grandes centros e à ampliação do acesso oportuno ao tratamento.

    Sinop é o principal município da Macrorregião Norte de Mato Grosso, com população estimada em mais de 500 mil habitantes. Além de atender à demanda interna, o novo equipamento posiciona o Hospital Santo Antônio como referência para municípios do estado e de regiões vizinhas que não dispõem desse tipo de serviço. Com isso, pacientes que antes percorriam entre 500 e 1.800 km para receber atendimento em locais como Cuiabá e Barretos passam a ter acesso mais próximo e mais conforto na assistência.

    Mais atendimentos oncológicos no Nordeste

    Em Fortaleza (CE), o acelerador linear, no valor de R$ 7 milhões, foi destinado ao Instituto do Câncer do Ceará – Hospital Haroldo Juaçaba. A entrega foi realizada pelo secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Salles.

    O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) é referência estadual consolidada para diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos do câncer, atendendo pacientes da Macrorregião Fortaleza, Sobral, Cariri, Sertão Central, Litoral Leste/Jaguaribe e Baturité. O aparelho será essencial para suprir a demanda, que cresceu 23,6% em apenas um ano.

    O Hospital São Marcos, em Teresina (PI), também foi contemplado. O investimento de R$ 15,5 milhões foi destinado para a modernização da assistência radioterápica, também com inclusão de um acelerador linear moderno.

    Cenário nacional

    O cuidado aos pacientes com câncer é uma prioridade do Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, incluindo os procedimentos radioterápicos. Desde 2023, foram celebrados 155 aceleradores lineares, com previsão de entrega de 70 equipamentos até 2026. Desse total, 44 já foram inaugurados.

    Novos aparelhos de ressonância magnética

    Ainda nesta terça-feira (23), Lula e Padilha assinaram o contrato que vai garantir a compra de 20 aparelhos de ressonância magnética para a realização de exames de imagens que possibilitam que profissionais de saúde reconheçam fraturas difíceis, problemas nos órgãos ou sangramentos internos em poucos minutos. Os novos equipamentos contarão com investimento total de R$ 111,7 milhões, e serão distribuídos para todas as regiões do Brasil.

    As entregas contemplam 15 estados distribuídos por todas as regiões do país. No Norte, estão Amazonas e Rondônia. No Nordeste, os investimentos chegam à Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. No Centro-Oeste, há ações em Goiás. No Sudeste, os estados atendidos são Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Já na Região Sul, as entregas abrangem Paraná e Rio Grande do Sul.

    Rede privada e filantrópica de portas abertas para pacientes do SUS

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Durante a agenda, também foi assinada a adesão da Casa de Saúde Santa Marcelina à modalidade de crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que hospitais privados e filantrópicos ofertem atendimento especializado para pacientes do SUS e, em contrapartida, utilizem os atendimentos realizados para abatimento de dívidas tributárias com a União ou compensação de tributos federais futuros. O contrato inicial é de R$ 15,9 milhões e reforça a estratégia do Ministério da Saúde de mobilizar toda a capacidade instalada do país para garantir assistência aos brasileiros.

    Acesse a campanha do Agora Tem Especialistas

     Juliana Soares
    Ministério da Saúde

  • Pneumo 20 no SUS: o que você precisa saber sobre a nova vacina

    Pneumo 20 no SUS: o que você precisa saber sobre a nova vacina

    O Brasil deu mais um passo no fortalecimento da vacinação infantil: a Pneumo 20, vacina pneumocócica que amplia a proteção contra doenças como pneumonia, meningite e otite, passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação e já está disponível gratuitamente no SUS para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Na rede privada, o imunizante pode custar mais de R$ 500.

    Agora, pais e responsáveis podem garantir a proteção das crianças de forma gratuita pelo SUS, na unidade básica de saúde mais próxima.

    O que é a Pneumo 20 e qual a diferença em relação às outras vacinas pneumocócicas?

    A vacina Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de doenças graves como pneumonia, meningite e otite.  O número no nome indica a quantidade de sorotipos cobertos pela vacina. A Pneumo 20 amplia a proteção em relação às versões atualmente fornecidas e inclui sorotipos que estão entre os mais associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil: 3, 6A e 19A.

    Por que vacinar?

    A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. Além de proteger as crianças, contribui para reduzir internações e complicações associadas a essas doenças.

    Quem pode receber a Pneumo 20 no SUS?

    A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. Também está disponível para grupos específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

    Como fica o calendário de vacinação durante a transição?

    Com a incorporação da Pneumo 20, O Ministério da Saúde iniciou uma transição gradual para substituir as vacinas ofertadas atualmente. Durante esse período, o esquema básico vai funcionar da seguinte forma:

    • 2 meses:  uma dose da Pneumo 20
    • 4 meses: uma dose da Pneumo 10
    • 12 meses: reforço com Pneumo 20 (intervalo mínimo de 60 dias após a 2ª dose)

    Com o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a ser feito exclusivamente com a Pneumo 20. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 permanecem em uso em estratégias específicas.

    Meu filho já tomou a Pneumo 10 completa. Precisa tomar a Pneumo 20?

    Não. Crianças que já receberam as duas doses e o reforço com a Pneumo 10 têm o esquema considerado completo. Não há indicação de dose adicional com a Pneumo 20.

    Iniciamos o esquema com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada. Podemos continuar no SUS com a Pneumo 20?

    Sim. A criança que recebeu a Pneumo 13 ou Pneumo 15 na primeira dose pode continuar e completar o esquema com a Pneumo 20 no SUS, respeitando os intervalos recomendados no Calendário Nacional de Vacinação.

    Preciso de pedido médico para vacinar meu filho?

    Não há necessidade para crianças menores de 5 anos, seguindo o Calendário Nacional. A vacinação é feita diretamente na unidade básica de saúde, sem necessidade de prescrição. A indicação médica só é exigida para pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

    A vacina é gratuita? Onde posso tomar?

    Sim. A Pneumo 20 está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde de todo o país.

    A vacina pode causar reações?

    Assim como outras vacinas, a Pneumo 20 pode causar reações leves e temporárias, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação. Febre, sonolência, irritabilidade ou cansaço também podem ocorrer. Reações graves são raras.

    Como acompanho o histórico de vacinação do meu filho?

    Pelo aplicativo Meu SUS Digital, onde está disponível a Caderneta Digital de Saúde da Criança com o histórico completo de vacinação em tempo real.

    Deborah Novais
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana

    Ministério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana

    O Governo do Brasil vai encerrar a espera de milhares de brasileiros e brasileiras que aguardam por cirurgias de média e alta complexidade no SUS ao mobilizar hospitais privados, filantrópicos e públicos de todas as regiões do país para realizar procedimentos estratégicos. Para isso, o Ministério da Saúde está levando equipes, insumos e equipamentos para reativar salas cirúrgicas paradas em unidades de saúde estaduais e municipais, além de contar com a inédita adesão de instituições privadas e filantrópicas por meio de créditos financeiros.

    A ação integra o programa Agora Tem Especialistas e é destinada a pessoas que estão na fila de regulação do SUS, como forma de desafogar a demanda reprimida e reduzir o tempo de espera por exames e cirurgias. Ao todo, a mobilização ocorrerá em 20 estados e contará com a participação de 46 estabelecimentos de saúde. Serão ofertados cerca de 16 mil procedimentos especializados, sendo 2,3 mil por meio da modalidade de créditos financeiros e mais de 13 mil pela modalidade 2, que reativa estruturas públicas com capacidade ociosa para ampliar rapidamente a oferta de atendimento especializado no SUS.

    É a primeira vez que a mobilização nacional conta com as duas ações estratégicas do Agora Tem Especialistas simultaneamente, o que amplia a rede de acesso da população e reduz o tempo de espera por procedimentos de média e alta complexidade.

    “Estamos cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a população brasileira e levando o SUS para todos os cantos do país. Com essa ação nacional, mobilizamos toda a capacidade instalada do país, com hospitais públicos, filantrópicos e privados trabalhando juntos para ampliar o atendimento especializado. Onde faltava profissionais e equipamentos, nós estamos levando. Na rede privada, onde antes havia falta de diálogo, agora há atuação conjunta. Tudo isso para garantir que o cuidado chegue mais rápido para o povo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Em hospitais privados e filantrópicos, o Governo do Brasil abre as portas para pacientes do SUS sem custo ao usuário, que contará com atendimento especializado, acompanhamento pré-operatório e pós-operatório nas próprias instituições, que recebem créditos para abater tributos vencidos ou futuros junto à União. Estão previstos procedimentos especializados em áreas como oftalmologia, ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e cirurgia geral para pacientes da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo.

    Já nos hospitais públicos, o Ministério da Saúde identificou salas cirúrgicas paradas por falta de equipes médicas, insumos e/ou equipamentos e realizou a contratação do que faltava para que a população fosse atendida e a capacidade instalada voltasse a funcionar plenamente. Estão previstas cirurgias ginecológicas, oftalmológicas, vasculares e do aparelho digestivo, além de Oferta de Cuidado Integrado (OCIs) em cardiologia, oncologia e oftalmologia para pacientes do Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

    Ações da modalidade 2 já ocorreram, anteriormente, em Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e Maués (AM), e em Santarém (PA), onde ações-piloto realizaram mais de 9 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados, ampliando o acesso à atenção especializada e reduzindo filas em regiões historicamente desassistidas.

    Agora Tem Especialistas e as múltiplas frentes de atuação

    O programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Além dos mutirões sazonais e da reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, o programa atua na ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.

    Em outra frente, 87 carretas de atendimento especializado em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia levam atendimento itinerante a pacientes em todo o país, ampliando o acesso à saúde especializada e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos. As unidades móveis já atenderam mais de 193 mil pessoas em todas as regiões do país, com 498,4 mil procedimentos realizados, com impacto direto na vida de pacientes de mais de 3 mil municípios brasileiros. Até o final de 2026, serão 150 unidades rodando todo o país com consultas, exames e cirurgias especializadas.

    As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em 2025, o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em relação a 2022. O número de consultas com especialistas chegou a 1,6 bilhão (30% mais que 2022) e foram mais de 1,3 bilhão de exames realizados (22% mais que 2022), além de 14 milhões de internações realizadas pelo SUS.

    Acesse a campanha do Agora Tem Especialistas

    Ministério da Saúde

  • Corumbá (MS) e região terão nova maternidade entregue pelo Ministério da Saúde

    Corumbá (MS) e região terão nova maternidade entregue pelo Ministério da Saúde

    O atendimento às gestantes de Corumbá (MS) e região será ampliado por meio dos investimentos de R$ 153 milhões do Novo PAC Saúde, na construção de uma nova maternidade com 150 leitos. Nesta terça-feira (23), o Ministério da Saúde assinou a Ordem de Serviço para o início das obras da unidade, que fortalecerá a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e beneficiará cerca de 143 mil habitantes.

    A maternidade oferecerá atendimento de média e alta complexidade, prestando assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido. A estrutura contará com internação hospitalar, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência ginecológica e obstétrica, com funcionamento 24 horas por dia. Planejada para oferecer suporte especializado, inclusive aos partos de maior risco, a unidade contribuirá para a redução da mortalidade materna e infantil por meio de uma assistência qualificada que abrange desde a gestação até o pós-parto.

    Os serviços estarão alinhados ao Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa voltada à ampliação do acesso a atendimentos e procedimentos de média e alta complexidade. A maternidade também será integrada ao Programa SUS Digital, que promove a transformação digital do SUS, contribuindo para a geração de informações estratégicas que aprimoram a qualidade do atendimento à população.

    A assistência às gestantes da região também será fortalecida com a implantação de um Centro de Parto Normal (CPN), já previsto no pacote de investimentos do Novo PAC Saúde. Além disso, Corumbá receberá uma Unidade Básica de Saúde (UBS), seis combos de equipamentos para UBS, uma sala de cirurgia geral, uma Unidade Odontológica Móvel (UOM), três veículos para o SAMU 192, um micro-ônibus, dois conjuntos de equipamentos para a Hemorrede e oito kits de equipamentos para teleconsulta. 

    Mais investimentos no Mato Grosso do Sul 

    A nova maternidade integra o conjunto de 36 unidades selecionadas pelo Novo PAC Saúde para fortalecer a rede de atenção materno-infantil em todo o país. A escolha dos projetos considerou critérios como índices de mortalidade materna, existência de vazios assistenciais, vulnerabilidade socioeconômica, alcance populacional e distribuição regional dos investimentos. A iniciativa busca ampliar o acesso a serviços especializados e qualificar o atendimento a gestantes, puérperas e recém-nascidos nas regiões com maior necessidade de assistência. 

    No Mato Grosso do Sul, foram selecionados 522 novos empreendimentos no Novo PAC Saúde, totalizando mais de R$ 681 bilhões investidos em áreas estruturantes do SUS. Entre as ações previstas estão: a aquisição de ambulâncias, vans, micro-ônibus e Unidades Odontológicas Móveis; a renovação da frota do SAMU 192; a estruturação de salas de cirurgia, Unidades Básicas de Saúde, Unidades Básicas de Saúde Indígena, Centros de Atenção Psicossocial, Centros Especializados em Reabilitação, Centro de Parto Normal, Hemorrede Pública Nacional e Laboratórios Centrais; a aquisição de equipamentos para ressonância magnética, tomografia e radioterapia; equipamentos para teleconsulta; além da construção de policlínicas, maternidades e hospitais. 

    Novo PAC Saúde pelo Brasil 

    O Ministério da Saúde está investindo R$ 34,8 bilhões por meio do Novo PAC Saúde em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão do SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura da história do SUS, com recursos destinados à implantação de 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU, 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além de diversos outros tipos de obras e equipamentos. 

    Jaciara França
    Ministério da Saúde

  • Funpresp-Jud anuncia digitalização total da contratação do Seguro de Renda a partir de julho Última atualização: 22/06/2026 às 14:35:00

    A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud) informou que encerrará, no próximo dia 30/06, o fluxo manual para contratação do Seguro de Renda, atualmente realizado por meio de formulário. A partir dessa data, todas as novas adesões deverão ser feitas exclusivamente pelo Portal do Participante da entidade.  

    De acordo com a Funpresp-Jud, a contratação do Seguro de Renda continuará disponível normalmente durante o período de transição. Até o fim de junho, os(as) participantes ainda poderão utilizar o modelo atual. Após essa data, no entanto, o formulário manual será definitivamente descontinuado, consolidando o ambiente digital como canal exclusivo para novas contratações.  

    A medida integra o processo de modernização e digitalização dos serviços oferecidos aos(às) participantes, com o objetivo de ampliar a autonomia dos usuários e aumentar a eficiência dos procedimentos. 

    Servidoras e servidores que tiverem dúvidas podem entrar em contato com o Eliabe Ferreira, da Diretoria de Pessoal do TRF5, através do ramal 9784. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 encerra oficina de Direito Processual Civil e Direito Processual Penal Última atualização: 22/06/2026 às 16:24:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 concluiu, no último dia 19/06, a Oficina de Direito Processual Civil e Direito Processual Penal, voltada às Secretarias dos órgãos julgadores. Realizada nos dias 08, 10, 12, 15 e 19/06, a capacitação teve carga horária total de 12 horas-aula. O treinamento foi motivado pelas recentes mudanças estruturais e normativas pelas quais o TRF5 vem passando, incluindo a ampliação de sua composição e a constante atualização do ordenamento processual, com destaque para o Código de Processo Civil de 2015 e normas posteriores.

    A iniciativa reuniu servidores e servidoras em uma programação que combinou aulas presenciais, exposição de conteúdos, debates em grupo e troca de experiências, com destaque para a apresentação de boas práticas adotadas no cotidiano das unidades judiciais. O formato colaborativo contribuiu para a construção do Manual de Processamento de Feitos, que sistematiza procedimentos e padroniza fluxos de trabalho. A expectativa é de que o manual seja publicado em breve, passando a fazer parte do acervo bibliográfico do TRF5 e servindo como material teórico e prático para as secretarias os órgãos julgadores do TRF5.

    A oficina foi ministrada pela servidora Cláudia Virgínia Medeiros Lopes e pelo servidor José Darlan Costa Pereira, que avaliou positivamente o resultado do curso. “Foi uma oportunidade ímpar de interação entre os servidores das diversas secretarias dos órgãos julgadores, com trocas de experiências e boas práticas em prol da consolidação de um manual orientativo de procedimentos inédito, considerando a importância da gestão, do registro e do compartilhamento do conhecimento nessas secretarias”.

    Conteúdo

    Durante a oficina, foram abordados temas relevantes à rotina das secretarias, como identificação e processamento de ações e de recursos no TRF5, comunicações, contagem de prazos, elaboração de certidões e fluxo processual no sistema eletrônico, sempre à luz das inovações normativas. A proposta também se alinha à Política Nacional de Formação de Servidores do Poder Judiciário, que visa ao aprimoramento permanente da prestação jurisdicional.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde inicia aplicação da vacina Pneumo 20 em todo o país

    Ministério da Saúde inicia aplicação da vacina Pneumo 20 em todo o país

    Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional será lançada neste sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Novidade na rede pública, a vacina passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação — esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a atual gestão. Na rede privada, pode custar mais de R$ 500.

    O diferencial da vacina é a ampliação da proteção contra sorotipos que mais causam doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, oferecendo cobertura mais abrangente que as formulações anteriores. Também protege contra otite média, que pode causar perda auditiva e evoluir para infecções mais graves. Desde maio, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a previsão é de distribuição de mais de 6,1 milhões de doses.

    Ao acompanhar o início da estratégia nacional de vacinação, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da ampliação da proteção oferecida pelo imunizante: “Estou muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação em realidade. Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra meningite. ”

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, com taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

    Além de reduzir casos e mortes, a vacinação em larga escala vai ajudar a reduzir os custos do SUS com internações, UTIs, reabilitação e tratamento de sequelas. Padilha também ressaltou os avanços recentes da vacinação no país e o papel dos profissionais do SUS na recuperação das coberturas vacinais: “O Brasil voltou a ser campeão mundial da vacinação no país e isso se deve, também, ao esforço dos agentes comunitários de saúde, dos profissionais de saúde, dos enfermeiros e enfermeiras, auxiliares de enfermagem, vacinadores e vacinadoras. Em 2019 perdemos o título de País livre do Sarampo e recuperamos esse título agora em 2024. E todos os profissionais de saúde do SUS nos ajudaram a chegar em 2025 com a maior cobertura vacinal dos últimos 9 anos no Brasil”.

    Quem pode receber a nova vacina?

    A vacina Pneumo 20 é destinada às crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado. Até agora, as vacinas ofertadas são a Pneumo 10, Pneumo 13 e a polissacarídica 23.

    Com a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde inicia uma transição gradual para substituição dos imunizantes, ampliando a proteção contra mais sorotipos da bactéria pneumococo com potencial de prevenção de casos graves.

    Além das crianças, a vacina também será destinada a povos indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

    Durante a transição, o esquema vacinal infantil será de uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses, uma dose da vacina Pneumo 10 aos 4 meses de idade e um reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas 13 e 23 seguem em uso em estratégias específicas até o fim dos estoques.

     Após o esgotamento dos estoques da vacina Pneumo 10, o esquema passará a ser exclusivamente com a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital.

    Ministério da Saúde

  • Lula e Padilha anunciam R$ 476 milhões para ampliar atendimento especializado e reforçar a rede SUS em Minas Gerais

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta sexta-feira (19), em Minas Gerais, R$ 91 milhões para o Hospital Luxemburgo, do Instituto Mário Penna, que se tornou uma unidade 100% SUS. Pelo programa Agora Tem Especialistas, o hospital recebeu um acelerador linear para radioterapia e um equipamento de cirurgia robótica. Em Divinópolis, foi inaugurado o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), que contará com R$ 341 milhões anuais do Governo Federal. No município, também foram realizadas entregas do Novo PAC Saúde, e assinatura de atos que inclui oferta de novos leitos.

    “Resolvemos criar o Agora Tem Especialistas para que as pessoas mais humildes deste país, independente do berço em que nasceram, da renda, da cor, do time, todos devem ser tratados em igualdade de condições. E tratar da saúde é um direito do estado brasileiro”, destacou o presidente Lula. 

    O Hospital Luxemburgo, do Instituto Mário Penna, é referência em oncologia em Minas Gerais e atende pacientes de mais de 500 municípios. A unidade concentra cerca de 30% da demanda de quimioterapia e 23% das cirurgias oncológicas realizadas na capital.

    “O equipamento mais moderno que temos para radioterapia está aqui e é pelo SUS, que proporciona isso de forma gratuita ao povo brasileiro. Estamos fazendo essa entrega em um hospital que conta com uma rede valiosa para o tratamento do câncer, formada por profissionais de saúde qualificados. Além de investir na oncologia, o que já é muito importante, por meio do Agora Tem Especialistas, estamos abrindo portas também para tratar cardiologia e realizar cirurgias aqui”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Durante a agenda, foram apresentados os marcos da transformação do hospital em uma unidade 100% SUS, iniciativa que contará com aporte anual de R$ 70,5 milhões do Ministério da Saúde para o custeio dos serviços. 

    O novo acelerador linear de alta tecnologia qualificará a oferta de radioterapia na região. Com investimento federal de R$ 9,3 milhões, o equipamento permite tratamentos mais rápidos e precisos, reduzindo o número de sessões e os impactos para os pacientes. O Instituto Mário Penna já contava com outros três aceleradores lineares, e agora com o novo aparelho poderá disponibilizar ainda mais atendimentos. 

    Alta tecnologia para pacientes do SUS 

    Em Belo Horizonte, também foi assinada a autorização para a aquisição de um equipamento de cirurgia robótica prostática, com investimento federal de R$ 11,4 milhões. A iniciativa permitirá que o Instituto Mário Penna, por meio do Hospital Raja, realize, pela primeira vez, cirurgias robóticas oncológicas pelo SUS na capital mineira, com previsão de cerca de 200 procedimentos por ano.

    Homenagem aos sanitaristas

    Lula e Padilha homenagearam sanitaristas em BH, com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas para profissionais que estão dentro da determinação estabelecida por lei. A regulamentação da profissão de sanitarista é um avanço estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde no Brasil. Além de contribuir para conferir maior segurança institucional, valorização profissional e densidade técnica a uma categoria fundamental para o planejamento, a gestão e a implementação de respostas aos desafios sanitários do país. 

    Novo hospital universitário em Divinópolis 

    Em Divinópolis (MG), o presidente da República, o ministro da Saúde e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, inauguraram o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), unidade 100% SUS de média e alta complexidade voltada às especialidades clínicas, cirúrgicas e materno-infantis. Integrante da Rede HU Brasil, o hospital atenderá os 54 municípios da Macrorregião Oeste de Saúde de Minas Gerais, beneficiando cerca de 1,3 milhão de pessoas.

    A estrutura conta com 198 leitos e capacidade para realizar 8.760 internações e 74 mil consultas ambulatoriais por ano. A unidade dispõe de leitos clínicos, cirúrgicos, pediátricos, obstétricos e de terapia intensiva, além de estrutura completa para diagnóstico por imagem, com ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, ultrassonografia e hemodinâmica. O funcionamento ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos 12 meses.

    Ao final da implantação, o hospital contará com cerca de 1.300 profissionais, integrando assistência, ensino, pesquisa e inovação. Para garantir o funcionamento da unidade, o Governo do Brasil destinará R$ 341 milhões por ano, sendo R$ 111 milhões do Ministério da Saúde para custeio dos serviços e R$ 230 milhões do Ministério da Educação para o pagamento dos profissionais de saúde.

    Mais atendimentos de média e alta complexidade 

    Também nesta sexta-feira (19), o presidente e o ministro da Saúde assinaram dois atos voltados ao fortalecimento da assistência de saúde de média e alta complexidade em Minas Gerais. O primeiro autoriza a contratação de financiamento de R$ 41,9 milhões, por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), para a modernização e aquisição de equipamentos para o Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis. O segundo formaliza a habilitação de 10 leitos de UTI Adulto Tipo II para a Santa Casa de Arcos, com a destinação de R$ 1,9 milhão anuais para o custeio da unidade, reforçando a capacidade de atendimento na região. 

    Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde 

    Ainda em Divinópolis (MG), foram entregues 13 veículos por meio do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. A iniciativa garante o transporte de pacientes que precisam percorrer mais de 50 quilômetros para realizar consultas, exames e tratamentos especializados, como radioterapia, oncologia e hemodiálise. 

    Do total de entregas, foram duas vans para os municípios de Minduri e São Bento Abade, seis micro-ônibus para Baependi, Cristina, Extrema, Itamonte, Pedralva e Pirapetinga, além de cinco ambulâncias destinadas a Brazópolis, Cana Verde, Canápolis, Dom Bosco e Serranos.

    Em Minas Gerais, já foram selecionados 314 veículos do programa Caminhos da Saúde, com investimentos superiores a R$ 127 milhões, ampliando o acesso da população aos serviços especializados em todas as regiões do estado.

    Avanços na atenção especializada

    Lançado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas mobilizou as redes pública, filantrópica e complementar para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do SUS. Em 2025, contribuiu para o recorde histórico de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, volume 42% superior ao registrado em 2022, além da realização de 1,6 bilhão de consultas especializadas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).

    A estratégia também ampliou a oferta de profissionais, com mais de 1,3 mil novos médicos especialistas atuando em regiões com carência desses serviços, e realizou 470 mil procedimentos por meio das Carretas da Saúde, que já zeraram filas de exames de imagem, oncológicos e oftalmológicos em mais de 40 regiões de saúde. Nos cinco mutirões promovidos pelo programa, foram realizados mais de 383 mil procedimentos, incluindo o maior mutirão da história voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos em um único fim de semana.

    Para acelerar a redução do tempo de espera, o programa passou a utilizar a capacidade instalada de hospitais privados e filantrópicos para atender pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas tributárias com a União. Além disso, o Ministério da Saúde investiu na aquisição de 3,3 mil veículos para garantir o transporte dos pacientes.

    Outra medida foi a criação da Tabela Agora Tem Especialistas, com valores que chegam a triplicar a remuneração de determinados procedimentos em relação à antiga Tabela SUS, resultando em um repasse federal adicional de R$ 1 bilhão para Santas Casas e hospitais filantrópicos.

    Camila Marques
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil cria política integrada para formação médica

    Governo do Brasil cria política integrada para formação médica

    O Governo do Brasil editou, nesta sexta-feira, 19 de junho, Medida Provisória que cria uma política integrada para a formação em medicina no país. O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) passa a valer como avaliação obrigatória da graduação, exame de acesso à residência médica e, ainda, requisito para o exercício profissional. A medida foi assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis (MG).

    A normativa parte do entendimento de que todos esses processos possuem objetivo comum: a verificação da capacidade do participante de exercer a medicina com segurança, responsabilidade ética e domínio técnico. Assim, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) buscam garantir que a graduação, a residência e a habilitação desses profissionais operem com referenciais comuns e alinhamento às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), para atender ao direito fundamental da população brasileira à saúde.

    Com a proposta, as pastas esperam melhorar a qualidade da formação médica e ampliar a comparabilidade dos resultados avaliativos para o aprimoramento dos processos regulatórios. O texto foi construído a partir do diálogo com diferentes atores da formação médica, incluindo órgãos governamentais, instituições de ensino e entidades representativas da área da saúde.

    O Enamed será realizado semestralmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com aplicação descentralizada em todos os municípios que tenham oferta de cursos de graduação em medicina. A edição de 2026 já tem inscrições abertas, que seguem até 29 de junho. As provas serão aplicadas em 13 de setembro e seus resultados serão válidos, nessa edição, apenas para avaliação dos cursos de graduação e para acompanhamento da formação dos estudantes.

    Criação – Concebido como modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina, o Enamed teve sua primeira edição em 2025, quando unificou matrizes de referência e instrumentos de avaliação para análise de competências de estudantes, a fim de monitorar o ensino ofertado por instituições públicas e privadas. Dessa forma, o exame tornou-se parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

    Além disso, a prova converteu-se na parte teórica do Exame Nacional de Residência (Enare) e seus resultados foram utilizados para programas de residência médica de acesso direto. As inscrições para o Enare 2026/2027 também estão abertas, e o processo seletivo das especialidades de acesso direto continuará utilizando os resultados do Enamed.

    Mudanças – Com a MP, a novidade é que a avaliação acontecerá, obrigatoriamente, em dois momentos: ao final do 4º ano, etapa predominantemente diagnóstica e formativa; e na conclusão do último ano do curso — a aprovação nesta segunda etapa passa a ser requisito para que o graduado realize sua inscrição no Conselho Regional de Medicina, necessária para o exercício legal da profissão.

    A MP entra em vigor imediatamente, mas a exigência de proficiência na prova para o exercício profissional vai valer apenas para quem ingressar na graduação a partir da data da sua publicação. Além disso, o graduado que não obtiver avaliação satisfatória na segunda etapa do Enamed poderá refazê-la em edições seguintes.

    A etapa voltada a estudantes que ainda estão cursando medicina busca identificar dificuldades de aprendizagem antes do internato, oferecer retroalimentação pedagógica às instituições e acompanhar o desenvolvimento das competências ao longo da formação. Os resultados não valerão, porém, para fins regulatórios.

    Avaliação dos cursos – Um dos princípios centrais da nova norma é responsabilizar não apenas os estudantes pela qualidade da sua formação, mas, principalmente, as instituições de educação superior. Para isso, a nota individual do estudante servirá para gerar uma nota geral do curso, o chamado Conceito Enade, indicador que varia de 1 a 5. Resultados insatisfatórios (conceitos 1 e 2) podem resultar em medidas cautelares de regulação e supervisão, previstas na legislação educacional, que vão desde a redução de vagas até a desativação dos cursos.

    O exame deverá, ainda, ser usado como parâmetro para atos regulatórios dos sistemas estaduais e distrital de educação na supervisão de cursos que pertencem a esses sistemas, reforçando a coordenação federativa e promovendo a integração dos diferentes instrumentos nacionais de avaliação da formação médica.

    Revalida – A Medida Provisória também propõe um alinhamento entre o Enamed e o Revalida, destinado a avaliar as competências e os conhecimentos de graduados no exterior para validação de diplomas e exercício da medicina no Brasil. A etapa do exame destinada aos concluintes substituirá a etapa teórica do Revalida, assegurando maior isonomia de tratamento entre formados no Brasil e no exterior, ao exigir que ambos se submetam ao mesmo exame. A prova prática do Revalida continuará sendo realizada pelo Inep. Ficam dispensados da realização do Enamed os médicos com diploma revalidado em data anterior à de entrada em vigor da normativa.

    Residência – A nota obtida na segunda etapa do Enamed poderá ser utilizada em todos os processos seletivos para programas de residência médica de acesso direto. O exame segue como etapa teórica do Enare, que prosseguirá selecionando, para além de candidatos a programas de acesso direto, também aqueles que concorrem a residências que exijam pré-requisito, ano adicional e área de atuação e para a residência em área profissional da saúde (multiprofissional e uniprofissional), por meio de provas específicas.

    Visando ampliar a capacidade regulatória do Estado sobre a formação também de especialistas, o texto cria ainda o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares). Os objetivos, os componentes, a governança e a forma de execução do sistema serão regulamentados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

    Governança – Para operar a governança da nova política de maneira democrática, a MP prevê a criação de uma comissão consultiva de acompanhamento do Enamed, com representantes do MEC, do MS, do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil.

    Além da comissão consultiva do Enamed, o Ministério da Saúde participa da política definindo contrapartidas relacionadas ao uso da rede do SUS como campo de prática dos cursos de medicina e da articulação entre formação médica e necessidades do sistema de saúde. A proposta reforça a integração ensino-serviço em benefício da qualidade da formação e da atenção à saúde.

    No que diz respeito à residência médica, a CNRM manterá sua atuação regulatória específica. O CFM, por sua vez, continuará exercendo suas atribuições legais de fiscalização e normatização do exercício profissional.

    Histórico – Ainda em 2013, o programa Mais Médicos deu início a uma transformação histórica na formação médica brasileira ao estabelecer bases legais para alinhar a graduação às necessidades do SUS e da população. Como resultado, pela primeira vez, o número de vagas de medicina ofertadas no interior do país superou o das capitais, seguindo uma estratégia reconhecida internacionalmente para reduzir desigualdades regionais e ampliar a fixação de profissionais em áreas de maior vulnerabilidade.

    Essa trajetória, no entanto, foi interrompida nos governos que se seguiram. A partir de 2018, o enfraquecimento da regulação e da avaliação da qualidade dos cursos gerou um cenário de expansão desordenada. Entre 2016 e 2022, foram autorizadas cerca de 23 mil novas vagas de medicina, concentradas principalmente em grandes centros urbanos.

    A lei proposta pelo governo federal responde à necessidade de preservação da qualidade da formação médica diante dessa expansão, sobretudo no setor privado, inclusive em decorrência de decisões judiciais dissociadas dos critérios regulatórios do MEC.

    Dados do Enamed 2025 evidenciaram que parcela relevante dos concluintes não apresentou o nível esperado de proficiência, ao mesmo tempo em que persistiu proporção significativa de cursos com desempenho inferior ao recomendado nos instrumentos oficiais de avaliação.

    Os resultados do exame demonstraram que 67% dos 39.258 concluintes apresentaram desempenho proficiente. Isso significa que os cerca de 13 mil concluintes identificados pelo Enamed como abaixo do nível mínimo de proficiência já ingressam ou ingressarão em breve no exercício da profissão, expondo diretamente a população a riscos assistenciais concretos.

    Além de fragilidades no desempenho individual dos estudantes, 32,6% das escolas médicas apresentaram conceito Enade 1 ou 2, ou seja, abaixo do recomendado. Também há assimetrias regionais e institucionais relevantes: universidades públicas federais e estaduais concentram mais de 84% de seus cursos nas faixas de excelência, ao passo que os piores resultados se concentram em instituições municipais e privadas com fins lucrativos, segmento responsável pela maior parte da expansão recente de vagas no país.

    Diante disso, o MEC adotou, em março de 2026, medidas cautelares, incluindo a suspensão de ingresso de novos estudantes e a redução de vagas em cursos com desempenho insuficiente, com vigência até a divulgação dos resultados do próximo Enamed, prevista para dezembro de 2026. Essas ações, contudo, são restritas ao Sistema Federal de Ensino. Com a nova política, porém, as regras passam a valer para todos os cursos de medicina do país.

    Leia mais: Enamed: divulgadas avaliação dos cursos de medicina e medidas de supervisão

    Dessa forma, a medida do Governo do Brasil atende com urgência à necessidade de fortalecer os instrumentos legais de supervisão da formação desses profissionais, em consonância com outras medidas de aprimoramento do ambiente regulatório e da retomada de investimentos na área.

    A expansão da residência médica é um desses exemplos de ampliação orçamentária. O país saiu de apenas 150 vagas com financiamento federal em 2021 e nenhuma em 2022 para mais de 2,4 mil vagas financiadas atualmente. Paralelamente, programas como o Agora Tem Especialistas já garantem a atuação de mais de 1,5 mil especialistas em regiões que historicamente enfrentavam dificuldade de acesso a esses profissionais.

    Conteúdo – O Enamed avalia conteúdos, habilidades e competências definidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, que já orientam a organização curricular de todos os cursos de graduação do país. A matriz de referência adotada desde sua primeira edição tem um modelo avaliativo contemporâneo, centrado na mobilização integrada de conhecimentos, no raciocínio clínico, na tomada de decisão baseada em evidências, na atuação ética e humanizada e na compreensão do funcionamento das redes de atenção à saúde.

    Os itens do exame são construídos a partir de situações-problema e casos clínicos que reproduzem cenários reais de prática profissional encontrados nos diferentes níveis de atenção à saúde, em especial no contexto do SUS. Isso porque as DCNs determinam que a formação médica brasileira esteja orientada pelas necessidades de saúde da população e pelos princípios organizadores do sistema público. Assim, entre os cenários propostos pela prova estão as redes de Atenção Primária à Saúde, materno-infantil, de atenção psicossocial, de doenças crônicas e de reabilitação.

    A avaliação também considera competências relacionadas ao cuidado integral da pessoa, da família e da comunidade, à vigilância em saúde e ao enfrentamento dos principais problemas epidemiológicos do país, a partir das especialidades: clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, medicina de família e comunidade, saúde mental e saúde coletiva.

    Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva, do Inep e do Ministério da Saúde