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  • Em Pernambuco, ministro da Saúde entrega centro de radioterapia, amplia serviço de cardiologia e inaugura hospital infantil

    Em Pernambuco, ministro da Saúde entrega centro de radioterapia, amplia serviço de cardiologia e inaugura hospital infantil

    Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, inauguraram, nesta quinta-feira (2), o novo Centro de Radioterapia do Hospital Dom Thomás, em Petrolina (PE), no Sertão de Pernambuco. A entrega faz parte de um pacote de ações do Programa Agora Tem Especialistas, que tem a oncologia como uma das áreas prioritárias. Os serviços especializados também contemplaram a população de Recife, que recebeu o novo Hospital da Criança, além da ampliação do serviço de hemodinâmica na cidade. Por meio do Novo PAC Saúde, o estado ainda recebeu ambulâncias do SAMU 192 e equipamentos odontológicos.

    “Estamos entregando, em Petrolina, o tratamento completo para o câncer, desde a cirurgia até a quimioterapia e a radioterapia. O equipamento inaugurado para a radioterapia é ultramoderno e tem capacidade de reduzir o tempo das sessões. Isso é levar, cada vez mais, o SUS para onde o povo brasileiro vive”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Centro de Radioterapia do Hospital Dom Thomás recebeu investimento federal de R$ 12,6 milhões para a implantação da nova ala, que tem potencial para atender 600 novos casos por ano. A implantação do serviço atende a uma demanda significativa da população pernambucana, uma vez que a radioterapia corresponde a cerca de 60% dos tratamentos oncológicos realizados na unidade. A iniciativa amplia a capacidade de atendimento oncológico na região, fortalece a rede assistencial e garante maior resolutividade no cuidado às pessoas com câncer.

    Com o novo equipamento, o Ministério da Saúde facilita o acesso dos pacientes que antes, precisavam percorrer distâncias entre 12 e 700 quilômetros a cada sessão, com deslocamentos para municípios como Recife (PE) e Juazeiro (BA). A nova estrutura representa um avanço estratégico na regionalização da assistência oncológica, e promove mais dignidade, conforto e qualidade de vida aos usuários do SUS no sertão pernambucano.

    A unidade de tratamento conta com um acelerador linear, equipamento que integra a estratégia do Agora Tem Especialistas. Nesta gestão, 105 aceleradores lineares já foram entregues e, por meio do programa, o total deve chegar a 155 até o fim do ano. Essa tecnologia, essencial para a radioterapia no SUS, permite tratamentos mais precisos, eficazes e seguros, contribuindo para a redução de efeitos colaterais e para a qualidade da atenção oncológica no país.

    Hospital da Criança de Recife

    Além de Petrolina, o ministro Alexandre Padilha também foi à capital pernambucana para inaugurar o Hospital da Criança de Recife, que conta com investimento de R$ 110,8 milhões. Desse total, R$ 82,4 milhões são recursos do Novo PAC Saúde, que garantiu a obra e compra de equipamentos da unidade.

    Destinado ao acolhimento do público infanto-juvenil (0 a 18 anos), o hospital está apto à realização de procedimentos de média complexidade, por meio da oferta de serviços especializados como neurologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    “Este Hospital da Criança é resultado da parceria entre o governo federal e o município, que torna possível oferecer serviços de qualidade e de referência para a população brasileira. O Ministério da Saúde continuará acompanhando de perto os trabalhos desenvolvidos na unidade. Já foram investidos 130 milhões de reais em estrutura e equipamentos e, a partir de hoje, vamos garantir também o custeio necessário para o seu funcionamento”, afirma Padilha. 

    Novo PAC Saúde

    Ainda em Recife, Padilha entregou duas das 182 ambulâncias do SAMU 192 viabilizadas pelo Novo PAC Saúde para Pernambuco. Com investimento de R$ 585 mil, essas unidades vão reforçar a rede de urgência e emergência do estado.

    Na atenção primária, a capital recebeu 18 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS), que incluem câmara fria, dinamômetro digital, laser terapêutico, retinógrafo, tábua de propriocepção e balança portátil. O investimento federal foi de R$ 818 mil.

    Além disso, a capital recebeu 53 itens odontológicos por meio do Brasil Sorridente, entre eles bombas a vácuo, motor para endodontia e localizador endodôntico. Atenção Especializada em Recife

    A cardiologia também é uma área prioritária do Programa Agora Tem Especialistas, que garante mais acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS. Na agenda de Pernambuco, Padilha entregou a ampliação do serviço de hemodinâmica no Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Prof. Luiz Tavares (PROCAPE), que é referência em alta complexidade cardiovascular.

    O hospital passa a contar com três laboratórios de hemodinâmica. Com 254 leitos do SUS, a unidade elevou a capacidade anual de atendimentos e procedimentos de cerca de 6 mil para aproximadamente 9 mil, um aumento de 50%.

    Ensino que fortalece formação de especialistas no SUS

    Durante a agenda do ministro em Recife, foi formalizada ainda a certificação do Real Hospital Português de Beneficência como hospital de ensino. Com isso, a pasta soma 10 estabelecimentos de saúde certificados só este ano, outros 24 hospitais estão em fase de análise. A ação reforça a prioridade do Governo do Brasil de qualificar os ambientes de aprendizagem, valorizando as unidades de saúde, além de ampliar a integração entre gestão, ensino e serviço.

    Na ocasião, Padilha assinou um ato simbólico com a unidade, que inicia o processo de credenciamento no programa Agora Tem Especialistas para atendimento de pacientes do SUS em troca de créditos financeiros. A previsão é de R$ 41,2 milhões em procedimentos de cardiologia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oncologia.

    Em Pernambuco, o programa já soma contratos com outras unidades de saúde e, no país, ultrapassa R$ 240 milhões em atendimentos viabilizados para o SUS.

    Fortalecimento do SUS em Juazeiro, Bahia

    No Nordeste, o ministro da Saúde também cumpriu agenda em Juazeiro, interior da Bahia. O município conta com R$ 17,5 milhões do Novo PAC Saúde. Nesta quinta-feira (02), a Policlínica Regional foi contemplada com um conjunto de equipamentos para cirurgias oftalmológicas. A unidade atende também municípios como Casa Nova, Curaçá, Sento Sé e Sobradinho.

    Já o Hospital Regional de Juazeiro recebeu equipamentos para cirurgias gerais, além de ser habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia com serviços de radioterapia e hematologia.

    Para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo no SUS local, o Ministério da Saúde entregou 13,6 mil unidades do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon), método contraceptivo de longa duração e alta eficácia. No total, Pernambuco recebeu 35,4 mil implantes.

    Julianna Valença
    Camila Marques

    Carolina Militão
    Fábio M. Barreto
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde abre inscrições até 8 de abril para o programa Mais Médicos

    Ministério da Saúde abre inscrições até 8 de abril para o programa Mais Médicos

    O Ministério da Saúde abriu inscrições para 1.524 vagas em novo edital do Projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB), voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS). O 45º ciclo tem como objetivo dar continuidade às ações de aperfeiçoamento na APS em regiões prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições podem ser feitas até o dia 8/4, por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento. Atualmente, mais de 26 mil médicos atuam em todo o país pelo Programa Mais Médicos.

    O edital reforça a política de equidade no SUS, com a ampliação de cotas estruturadas que contribuem para melhorar a cobertura em comunidades vulneráveis, incluindo territórios indígenas. São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de Consultório na Rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses.

    De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa amplia a cobertura assistencial e fortalece a presença de médicos em regiões com maior escassez de profissionais.

    “Esse programa de formação é fundamental para reduzir a falta de especialistas nas nossas cidades, sobretudo nas regiões que mais precisam. Por isso, sempre destaco que a inserção de especialistas no SUS potencializa a resolutividade da Atenção Primária e fortalece os fluxos assistenciais entre os diferentes níveis de atenção, qualificando o cuidado prestado à população”, destacou Proenço.

    O edital integra estratégias de formação, provimento e educação pelo trabalho no âmbito do SUS, promovendo a articulação entre ensino, serviço e comunidade, com atividades que aliam formação e prática assistencial.

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    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Fortaleza sedia Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes

    Fortaleza sediou, nos dias 26 e 27/03, o primeiro de uma série de fóruns regionais promovidos pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, sobre Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. A iniciativa teve como tema central “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”.

    Com a participação de 222 representantes dos estados do Nordeste, entre profissionais da saúde, educação e assistência social, gestores públicos, movimentos sociais e usuários da Rede de Atenção Psicossocial, o Fórum resultou na elaboração da Carta de Fortaleza, com os encaminhamentos feito durante a reunião, que serão levados para o Fórum Nacional, previsto para junho. Os próximos fóruns regionais já têm data marcada: Goiânia, nos dias 22 e 23 de abril, e Vitória, nos dias 28 e 29 de maio. O Fórum Nacional será realizado em Brasília, nos dias 29 e 30 de junho.

    Participação direta de adolescentes marca o encontro

    Um dos principais destaques foi a participação ativa de adolescentes na construção das discussões. Eles não apenas acompanharam as atividades, mas também ocuparam espaços próprios de fala e decisão.

    No primeiro dia, os jovens participaram dos debates junto com os demais participantes. Também houve um espaço exclusivo para adolescentes, com presença mínima de adultos, para garantir um ambiente seguro de escuta e expressão.

    No segundo dia, uma mesa foi conduzida pelos próprios adolescentes, que apresentaram demandas, experiências e propostas para a política pública de saúde mental. “Precisamos garantir que o ambiente digital também seja seguro para crianças e adolescentes. Eles estão conectados, mas é fundamental saber com quem estão falando e ter proteção nesse espaço. Política pública só se constrói com a participação de quem vive essa realidade”, afirma Jorge Araújo, participante do Fórum e representante do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes de Jaguaretama/CE.

    Foto: Rafaela Stuckert/MS
    Foto: Rafaela Stuckert/MS

    Propostas para fortalecer o cuidado no SUS

    As discussões foram organizadas em cinco eixos temáticos, com foco em desafios atuais que afetam crianças e adolescentes. Entre os temas debatidos estão o uso de álcool e outras drogas, incluindo jogos, apostas e uso de telas, a promoção da equidade considerando raça, gênero e território, o enfrentamento das violências e a articulação entre saúde, educação e assistência social.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Brasil fortalece agenda global de saúde e clima em diálogo diplomático no Itamaraty

    O Brasil reforçou o protagonismo da saúde na agenda climática internacional ao sediar, nesta terça-feira (31), o Segundo Diálogo Diplomático sobre Saúde e Clima, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro reuniu cerca de 150 participantes, entre representantes do governo federal, embaixadores, missões diplomáticas, organismos internacionais e especialistas, com foco na preparação para a COP31 e no avanço da implementação do Plano de Ação em Saúde de Belém

    Durante o diálogo em Brasília, a secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que a integração entre saúde e clima deixou de ser uma agenda paralela para se tornar eixo estruturante das políticas públicas. “Estamos diante de uma agenda que une saúde e clima de forma definitiva. O Plano de Ação de Belém representa um marco ao reunir soluções equitativas, adaptáveis e sensíveis às realidades locais, com foco no fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde”, afirmou. 

    Ela também ressaltou o engajamento do governo brasileiro em iniciativas como o AdaptaSUS, voltado à adaptação do sistema de saúde às mudanças climáticas, e apontou como principal desafio a transformação dos compromissos firmados em ações concretas que alcancem as populações mais vulneráveis. 

    Na mesma linha, a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Marise Ribeiro, destacou os resultados da COP30, incluindo o fortalecimento do Plano de Ação de Belém, a definição de indicadores globais de adaptação e a criação de uma coalizão internacional de financiadores em saúde e clima, com aporte inicial de US$ 300 milhões. “Saímos da COP30 com bases concretas. O desafio, agora, é acelerar a transição das declarações para a implementação, com foco em sistemas de saúde mais resilientes”, disse. 

    Representando o Ministério das Relações Exteriores, a embaixadora Cláudia de Ângelo Barbosa ressaltou que a crise climática já impacta diretamente os sistemas de saúde. “A adaptação do setor saúde à mudança do clima não é apenas um exercício técnico, é uma questão de justiça. O Plano de Ação de Belém reconhece desigualdades e propõe respostas que consideram diferentes realidades nacionais”, afirmou. 

    O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou os “mapas do caminho” elaborados pelo Brasil para orientar a ação climática global, com impactos diretos na saúde, como transição energética, combate ao desmatamento e financiamento climático. “O desafio é transformar esses compromissos em resultados concretos”, disse. 

    Ao longo do encontro, também foram debatidos desafios como a necessidade de ampliar o financiamento climático — estimado em até US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 —, fortalecer a governança internacional e reduzir desigualdades no acesso a tecnologias e serviços de saúde. 

    Com o objetivo de dar continuidade aos avanços da COP30, o Ministério da Saúde e o Ministério das Relações Exteriores apresentaram o espaço de diálogo “Da COP30 à COP31: Saúde, Clima e o Plano de Ação de Belém”. A iniciativa prevê a apresentação dos resultados da agenda de saúde na conferência de Belém, a agenda de implementação do plano ao longo de 2026, a ampliação do engajamento internacional e o diálogo com missões diplomáticas sobre prioridades e estratégias para o fortalecimento da agenda rumo à COP31. 

    Apesar dos desafios, o encontro evidenciou avanços na consolidação da saúde como eixo central das negociações climáticas e no fortalecimento de iniciativas multissetoriais de adaptação. Ao encerrar o evento, Mariângela Simão reforçou a importância da cooperação internacional. “Precisamos sair daqui com encaminhamentos concretos e com a certeza de que saúde e clima caminham juntos na construção de um futuro mais justo e resiliente”, concluiu. 

    COP30 

    A iniciativa dá continuidade às discussões iniciadas após a COP30, realizada em 2025, em Belém (PA), onde a saúde ocupou papel central na agenda climática global. A conferência teve como um dos principais eixos a promoção de serviços de saúde resilientes, contou com a terceira edição do Dia da Saúde e uma programação dedicada no Pavilhão da Saúde, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de eventos paralelos. O acúmulo de ações ao longo das últimas conferências do clima, da COP26 à COP30, consolidou o entendimento de que a crise climática é uma crise de saúde. 

    Nesse contexto, o Brasil lançou, durante a COP30, o Plano de Ação em Saúde de Belém para a Adaptação do Setor Saúde à Mudança do Clima (Belém Health Action Plan – BHAP). A iniciativa funciona como um guarda-chuva integrador de soluções equitativas e adaptáveis às realidades locais, abrangendo vigilância em saúde, inovação tecnológica e fortalecimento de políticas multissetoriais, com foco no aumento da resiliência dos sistemas de saúde e na proteção das populações mais vulneráveis. 

    No Dia da Saúde da COP30, o plano foi endossado por cerca de 80 países e organizações internacionais, apoio que vem se traduzindo em compromissos políticos e financeiros concretos para sua implementação em níveis nacional e global. 

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança campanha para prevenção de amputações causadas pelo diabetes no país

    Para reforçar a importância do cuidado permanente com os riscos do diabetes, o Ministério da Saúde promove a ‘Campanha Lava-Pés: cuidado com os pés diabéticos’, lançada nesta quarta-feira (1º), em Recife (PE), e que segue até 9 de abril em todo o Brasil. Durante a ação, pessoas com diabetes mellitus passam por avaliação e recebem orientações sobre alimentação saudável, uso de medicamentos, práticas de autocuidado, além de aferição da pressão arterial. A iniciativa busca alertar, de forma especial, para a prevenção de complicações como feridas, infecções e amputações.

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou a importância da campanha, como um passo fundamental para fortalecer e ampliar o cuidado com a população. “Essa iniciativa, que nasceu em Pernambuco, reúne profissionais, instituições e serviços de saúde com um objetivo muito claro: prevenir e cuidar do pé diabético. Sabemos que atitudes simples fazem grande diferença, como realizar avaliações periódicas e identificar precocemente possíveis complicações. E, acima de tudo, melhora a qualidade de vida das pessoas”.

    Para o secretário, a campanha vai além do cuidado clínico e traz outras dimensões igualmente importantes para o nosso sistema de saúde. “A ação fortalece a formação de profissionais, envolvendo estudantes e residentes em um processo contínuo de aprendizado e prática no SUS. Além disso, resgata o simbolismo do “lava pés”, que nos lembra da importância da humildade, da escuta e da empatia no atendimento. Precisamos de profissionais capazes de se aproximar das pessoas, compreender suas realidades e acolher suas necessidades”, explicou Proenço.

    De acordo com o relatório Vigitel Brasil 2006-2024, cerca de 12,9% da população brasileira vive com diabetes. O estudo, divulgado há dois anos, apontou um crescimento de 134% no número de pessoas vivendo com a doença no país em relação a 2006. O diabetes é a principal causa de amputações de membros inferiores no Brasil. Essas amputações estão associadas a hospitalizações prolongadas, reabilitação complexa, perda de autonomia e aumento da demanda por cuidados domiciliares e apoio social.

    Promoção da saúde no Morro da Conceição

    Uma das pessoas atendidas na ação foi a professora aposentada Helena Lopes de Almeida, de 80 anos, moradora do Morro da Conceição em Recife, que apontou a relevância de aprender formas de evitar o diabetes, doença recorrente em sua família e vizinhança. “É muito lindo ver toda essa movimentação que se traduz em amor, cuidado e esperança para a nossa gente”.

    A ação reuniu profissionais e estudantes da saúde, representantes de instituições religiosas e educacionais, além de lideranças comunitárias. A programação incluiu rodas de conversa, mutirões de cuidado e o gesto simbólico do lava-pés. Iniciada em 2014, no município de Caruaru (PE), com a participação de instituições de ensino e saúde da região, a ‘Campanha Lava-Pés’ será expandida, nos próximos dias, para diversas cidades brasileiras, contando com o apoio das secretarias municipais e estaduais de saúde.

    Para garantir a continuidade do cuidado às pessoas com diabetes no âmbito das redes de atenção à saúde, é necessária a implantação e qualificação das linhas de cuidado. Nesse sentido é fundamental a organização do atendimento de forma contínua e coordenada, especialmente na Atenção Primária à Saúde.

    A ação contou com a participação de vários profissionais da saúde, entre eles o médico de família Helckson Feitosa, que atua na UBS do Morro da Conceição. Para ele, ações como o ‘Lava-Pés’ fortalecem a prevenção e a promoção na saúde de doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial e diabetes mellitus. “Esse cuidado de avaliar os pés, checar a pressão, a glicose, possibilita detectar precocemente alterações clínicas que podem evitar complicações no futuro”, observou.

    Ações voltadas à população

    O tratamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS) tem recurso estimado em R$ 586 milhões ao ano, com parte desse valor voltado ao atendimento de pacientes com úlceras infectadas. O Ministério da Saúde vem ampliando e fortalecendo as ações de enfrentamento ao diabetes na rede pública. O tratamento integral conta com insulinas humanas (NPH e regular), insulinas análogas de ação rápida e prolongada, medicamentos orais e injetáveis.

    A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou em 2024 a ampliação do uso de insulinas análogas também para pacientes com diabetes tipo 2. Outra importante ação foi a incorporação do dapagliflozina na lista de medicamentos gratuitos do Farmácia Popular. O fármaco é utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com risco cardiovascular.

     Saiba mais sobre a Campanha Lava-Pés: Cuidados com os Pés Diabético

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Samuel Pereira anuncia que SDA 2026 será a última edição do evento; saiba mais | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    Samuel Pereira anuncia que SDA 2026 será a última edição do evento; saiba mais | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    A 12ª edição o Segredos da Audiência (SDA) Ao Vivo 2026, um dos eventos mais tradicionais e inovadores do cenário de marketing digital do país, ganhou um peso ainda maior com o anúncio oficial feito por seu fundador, Samuel Pereira: esta será a última edição do SDA.

    Samuel, que já havia comentado em suas redes sociais sobre mudanças em seu ecossistema de negócios, confirmou que a decisão de encerrar com chave de ouro o ciclo de seu principal evento presencial. Segundo o empresário, seu objetivo agora é concentrar esforços na escala de seus novos negócios, sociedades e investimentos que tem, e deseja que a edição de 2026 em um “Gran Finale” para celebrar mais de uma década de história no marketing digital brasileiro (veja o comunicado ofical no final da publicação)

    O evento acontecerá 24, 25 e 26 de abril, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Confira o teaser de uma das últimas edições:

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    Um time de peso para o encerramento

    Para marcar esta despedida, o SDA 2026 preparou uma seleção de palestrantes que são referências absolutas em negócios e audiência. O palco do Teatro Bradesco receberá nomes como:

    • Pablo Marçal e Thiago Tcar: Com estratégias de branding, vendas e escala;

    • Natalia Beauty: Referência em posicionamento de marca e empreendedorismo feminino;

    • Bruno Avelar: Especialista em networking e conexões de alto valor;

    • Alfredo Soares: sócio G4, destaque em vendas e gestão de negócios.

    Além deles, grandes figuras como João Kepler, Janguiê Diniz, Micha Menezes, Elainne Ourives, Minotauro, Kaká Diniz e Reinaldo Zanon também estão confirmados, garantindo uma entrega de conteúdo que transita entre o tráfego pago, a construção de audiência e a mentalidade empreendedora.

    Ingressos e últimas oportunidades

    Com o anúncio de que esta é a última chance de vivenciar o SDA presencialmente, a movimentação de vendas acelerou. Atualmente, a modalidade de ingresso PLATINUM já consta como esgotada no site oficial.

    Para quem deseja garantir sua participação neste marco histórico, ainda restam as últimas unidades para as categorias VIP e EXPERIENCE. O lote atual oferece um desconto especial, mas a expectativa da organização é de sold out total em breve, dado o caráter de celebração dos 12 anos de estrada.

    >> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O SITE OFICIAL

    O evento é a oportunidade definitiva para quem busca networking de alto nível e as estratégias que Samuel Pereira utilizou para construir um dos maiores ecossistemas digitais do país.

    Sendo assim, se você está preparado para crescer no digital, impulsionar suas vendas, tráfego e alcance na web, o SDA Ao Vivo pode ser uma ótima oportunidade para você.

     

  • Fortaleza sedia Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescente

    Fortaleza sediou, nos dias 26 e 27/03, o primeiro de uma série de fóruns regionais promovidos pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, sobre Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. A iniciativa teve como tema central “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”.

    Com a participação de 222 representantes dos estados do Nordeste, entre profissionais da saúde, educação e assistência social, gestores públicos, movimentos sociais e usuários da Rede de Atenção Psicossocial, o Fórum resultou na elaboração da Carta de Fortaleza, com os encaminhamentos feito durante a reunião, que serão levados para o Fórum Nacional, previsto para junho. Os próximos fóruns regionais já têm data marcada: Goiânia, nos dias 22 e 23 de abril, e Vitória, nos dias 28 e 29 de maio. O Fórum Nacional será realizado em Brasília, nos dias 29 e 30 de junho.

    Participação direta de adolescentes marca o encontro

    Um dos principais destaques foi a participação ativa de adolescentes na construção das discussões. Eles não apenas acompanharam as atividades, mas também ocuparam espaços próprios de fala e decisão.

    No primeiro dia, os jovens participaram dos debates junto com os demais participantes. Também houve um espaço exclusivo para adolescentes, com presença mínima de adultos, para garantir um ambiente seguro de escuta e expressão.

    No segundo dia, uma mesa foi conduzida pelos próprios adolescentes, que apresentaram demandas, experiências e propostas para a política pública de saúde mental. “Precisamos garantir que o ambiente digital também seja seguro para crianças e adolescentes. Eles estão conectados, mas é fundamental saber com quem estão falando e ter proteção nesse espaço. Política pública só se constrói com a participação de quem vive essa realidade”, afirma Jorge Araújo, participante do Fórum e representante do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes de Jaguaretama/CE.

    Foto: Rafaela Stuckert/MS
    Foto: Rafaela Stuckert/MS

    Propostas para fortalecer o cuidado no SUS

    As discussões foram organizadas em cinco eixos temáticos, com foco em desafios atuais que afetam crianças e adolescentes. Entre os temas debatidos estão o uso de álcool e outras drogas, incluindo jogos, apostas e uso de telas, a promoção da equidade considerando raça, gênero e território, o enfrentamento das violências e a articulação entre saúde, educação e assistência social.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde amplia assistência a pessoas com TEA com investimento de R$ 83 milhões

    Ministério da Saúde amplia assistência a pessoas com TEA com investimento de R$ 83 milhões

    O Sistema Único de Saúde (SUS) avança no fortalecimento da assistência às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com investimento de R$ 83,3 milhões, o Ministério da Saúde habilita 59 novos serviços, que incluem Centros Especializados em Reabilitação (CER), Oficinas Ortopédicas e transporte adaptado. As portarias serão assinadas nesta quinta-feira, 2 de abril, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e se somam às ações de reforço ao diagnóstico precoce, que buscam garantir que cada criança seja identificada, acolhida e tenha acesso ao cuidado adequado.

    “Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares. Esse investimento fortalece serviços em todo o país e garante mais qualidade de vida para crianças e suas famílias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A expansão da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) alcança 20 estados brasileiros e prevê a implantação de 19 novos Centros Especializados em Reabilitação (tipos II, III e IV), além da ampliação de três unidades com a inclusão de novas modalidades, como auditiva, intelectual, física e visual. Com isso, o SUS passará a contar com 361 Centros Especializados em Reabilitação (CER) em todo o país, com investimento anual superior a R$ 1 bilhão.

    A medida também garante que 20 novos serviços recebam um incentivo adicional de 20% para o atendimento a pessoas com TEA. Com o reforço, 59 unidades em todo o país passam a contar com esse recurso, que totaliza R$ 37 milhões por ano. A iniciativa fortalece o acesso ao cuidado especializado, reduz o tempo de espera e amplia o apoio às pessoas com autismo e suas famílias no dia a dia.

    O investimento total prevê ainda a implantação de duas Oficinas Ortopédicas e a disponibilização de três veículos adaptados, garantindo mais suporte no transporte de pacientes atendidos na rede pública de saúde.

    Mais atendimentos especializados

    O esforço do Governo do Brasil para ampliar a assistência às pessoas com autismo já apresenta resultados concretos. O SUS registrou um aumento de 84% nos atendimentos a pessoas com TEA, que passaram de 12 milhões em 2022 para mais de 22 milhões em 2025.

    O investimento em consultas, exames e internações também acompanhou esse crescimento: em 2022, foram destinados R$ 119,3 milhões, valor que chegou a R$ 221,8 milhões em 2025.

    TEA: diagnóstico precoce e atenção individualizada

    Na linha de cuidado para o TEA no SUS, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) orienta a assistência individualizada. A condução e a avaliação ficam a cargo de equipes de referência, sempre com respeito à autonomia das pessoas com autismo e de suas famílias. O atendimento é construído a partir da realidade de cada paciente, envolvendo profissionais, usuários, familiares e acompanhantes, com foco no estímulo à autonomia, na ampliação de laços sociais e na promoção da participação social e cultural.

    O cuidado também garante que profissionais da Atenção Primária realizem o rastreio de sinais em todas as crianças de 16 a 30 meses de idade, como parte da rotina de avaliação do desenvolvimento. Nesse contexto, o Ministério da Saúde avançou na incorporação do M-CHAT, instrumento de triagem voltado à identificação precoce de sinais de TEA na infância.

    O questionário do M-CHAT já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico e-SUS APS. De forma inédita, o sistema também passou a contar com uma entrevista de seguimento digital integrada ao prontuário, etapa fundamental para qualificar o rastreio, reduzir resultados falso-positivos e aprimorar o encaminhamento para a rede especializada, responsável por fechar o diagnóstico e tratamento.

     A ferramenta permite que o cuidado comece já nos primeiros sinais, mesmo antes da confirmação diagnóstica, garantindo intervenções mais oportunas e eficazes. Desde o início do M-CHAT, em julho de 2025, cerca de 129 mil crianças foram atendidas.

    Qualificação da rede e formação profissional

    Além da expansão da rede, o Ministério da Saúde tem investido na qualificação dos profissionais e no fortalecimento das práticas assistenciais no SUS. Como parte dessa estratégia, será disponibilizado aos profissionais de saúde o Guia de Intervenção Precoce, que orienta estímulos e terapias para crianças com sinais de TEA. O material é baseado em evidências científicas, com foco na identificação precoce, no cuidado oportuno e na organização da rede de atenção.

    Na formação e qualificação profissional, destaca-se a parceria com o Instituto Santos Dumont (ISD) para implementar o Programa de Treinamento de Habilidades para Cuidadores (CST), da Organização Mundial da Saúde. Há também ações de capacitação que já alcançam milhares de profissionais em todo o país, como:

    • 38 mil matriculados em curso sobre a Caderneta da Criança e desenvolvimento infantil;
    • 16 mil profissionais capacitados em desenvolvimento neuropsicomotor;
    • 70 mil participantes no curso “Cuidados para o Desenvolvimento da Criança (CDC)”, da OMS e do Unicef.

    O conjunto de estratégias reforça o compromisso do Governo do Brasil com a construção participativa de políticas públicas e amplia o diálogo com especialistas, gestores, trabalhadores da saúde e a sociedade civil. As ações integram uma agenda contínua de fortalecimento do SUS e de ampliação do cuidado, com foco na inclusão, na equidade e na garantia de direitos para crianças com TEA e suas famílias.

    Edjalma Borges e Juliana Soares
    Ministério da Saúde

  • Abril pela Segurança do Paciente mobiliza o SUS e reforça cuidado em todo o país

    Garantir que cada pessoa receba cuidado em saúde com qualidade e sem sofrer danos evitáveis orienta a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse princípio estrutura a política de segurança do paciente no Brasil e orienta ações para prevenir falhas, identificar riscos e assegurar atendimento seguro em toda a rede.

    Por isso, o Ministério da Saúde intensifica essa agenda com a mobilização nacional Abril pela Segurança do Paciente. A iniciativa reúne gestores, profissionais, instituições e usuários em torno da promoção do cuidado seguro. Com o tema “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, a campanha amplia o debate e incentiva práticas seguras em todos os níveis da atenção.

    A segurança do paciente organiza a forma como o cuidado é prestado no SUS. “Na prática, significa estruturar os serviços para prevenir falhas, reduzir riscos assistenciais e garantir atendimento com qualidade e proteção ao longo de toda a jornada”, afirma a coordenadora-geral da Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Luisa Frazão. Segundo ela, protocolos assistenciais, comunicação entre equipes, identificação correta dos pacientes e uso seguro de medicamentos evitam eventos adversos e qualificam o atendimento.

    Eventos adversos podem comprometer a saúde dos pacientes. Entre os exemplos estão erros na administração de medicamentos, infecções associadas à assistência e falhas na comunicação entre profissionais. Esses problemas podem causar complicações e prolongar internações. A prevenção de riscos é parte essencial da rotina dos serviços.

    Quando as práticas de segurança são aplicadas, o atendimento se torna mais organizado e confiável. “Para o paciente, isso se traduz em mais segurança, menos complicações, melhor continuidade do cuidado e mais confiança no serviço de saúde”, explica Luisa Frazão. No Brasil, a segurança do paciente se consolida como política pública com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, instituído em 2013. A iniciativa orienta a adoção de protocolos, a gestão de riscos e a promoção da cultura de segurança em serviços públicos e privados.

    Essas diretrizes se traduzem na implantação de Núcleos de Segurança do Paciente, na padronização de processos e no monitoramento de incidentes. As ações fortalecem a organização do cuidado, qualificam o atendimento e melhoram os resultados no SUS. Desde a criação do programa, o país ampliou a adoção de protocolos e consolidou estruturas voltadas à prevenção de eventos adversos.

    A mobilização de abril reforça esse movimento e incentiva atividades educativas e ações de sensibilização em todo o país. “A campanha amplia o debate, envolve diferentes atores e fortalece a cultura de segurança nos serviços de saúde”, destaca a coordenadora.

    A campanha se organiza em quatro eixos: qualidade e segurança como diretriz do SUS; acesso ao cuidado seguro nas diferentes realidades; ambientes de trabalho seguros para profissionais; e melhoria contínua dos serviços.

    A participação da população também fortalece o cuidado. Informar sintomas e histórico, esclarecer dúvidas e seguir orientações ajudam a prevenir falhas e tornam o atendimento mais seguro. Segurança do paciente exige compromisso permanente. A integração entre política pública e mobilização nacional fortalece o SUS e amplia a proteção à vida.

    Saiba mais sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Brasil aplica mais de 2 milhões de doses contra a gripe no início da campanha

    Brasil aplica mais de 2 milhões de doses contra a gripe no início da campanha

    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou com alta procura nos postos de saúde. Com o início da mobilização e a realização do Dia D no último sábado (28), mais de 2,3 milhões de doses foram aplicadas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A vacinação é gratuita pelo SUS e segue até 30 de maio, com prioridade para crianças, gestantes e idosos. No Dia D, esse público concentrou 94% das doses aplicadas, de um total de 1,6 milhão em um único dia.

    O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados, quantitativo necessário para intensificar a imunização nos primeiros meses da campanha. A estratégia busca ampliar a proteção antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos de vacinação organizados em locais de grande circulação de pessoas.

    Em pronunciamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou a população para se vacinar e reforçou a importância da mobilização. “Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família. Vá até um posto de saúde para se vacinar, vacinar quem você ama e cuidar da sua saúde para que possamos viver um futuro mais seguro”, destacou.

    Padilha falou ainda sobre o esforço da atual gestão para reverter as quedas históricas na cobertura vacinal. “Recebemos um país ameaçado pela volta de doenças que haviam sido erradicadas, mas que, por conta do descaso e do negacionismo, voltaram a preocupar. Em três anos, revertemos esse cenário. Com o apoio dos profissionais do SUS e das famílias brasileiras, ampliamos a vacinação em todas as 16 vacinas do calendário infantil”, concluiu.

    Além dos grupos prioritários, a campanha contra a influenza também contempla trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, população privada de liberdade e outros públicos estratégicos. A imunização é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos causados pela influenza.

    Quem pode se vacinar?

    Público prioritário:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
    • Idosos com 60 anos ou mais de idade
    • Gestantes

    Demais grupos:

    • Puérperas
    • Povos indígenas
    • Quilombolas
    • Pessoas em situação de rua
    • Trabalhadores da saúde
    • Professores do ensino básico e superior
    • Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
    • Profissionais das Forças Armadas
    • Pessoas com deficiência permanente
    • Caminhoneiros
    • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso
    • Trabalhadores portuários
    • Trabalhadores dos correios
    • População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
    • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade

    Na Região Norte, a vacinação ocorre em período diferente do restante do país, em razão das condições climáticas e epidemiológicas, como altas temperaturas e umidade, que influenciam a dinâmica de transmissão do vírus.

    Cenário epidemiológico

    Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

    Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

     Acesse a estratégia completa da Campanha Nacional de Vacinação

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde