A empresa TIM realiza neste mês de junho uma ação que visa conscientizar e combater a LGBTfobia no Brasil. O objetivo da empresa é promover debates educativos, além de histórias de amor e aceitação.
O #OrgulhoConecta foi criado pela operadora para valorizar a diversidade. A companhia informa que quer apoiar esta causa e ajudar a construir uma sociedade com valores inclusivos.
Mas, o que é o #OrgulhoConecta?
Para celebrar o mês do Orgulho LGBTQI+, a TIM criou uma série de ações para comemorar o próximo domingo, 28 de junho.
Nesta data, é comemorado o Dia do Orgulho LGBTI+. Esta ação, segundo a TIM, contará com a participação de influenciadores digitais para o #OrgulhoConecta, além de realizar um evento online.
A pegada digital será feita com o intuito de debater os desafios da comunidade LGBTQI+ no mercado de trabalho. Partindo desse princípio, a TIM garante que tem incentivado o diálogo nas suas redes sociais e canais internos para que mais pessoas conheçam a iniciativa.
“Promover ações educativas e de combate à discriminação faz parte da evolução de uma cultura sempre mais inclusiva. As iniciativas para celebrar o Dia do Orgulho LGBTI+ reforçam a importância do respeito às pessoas e da não tolerância a qualquer tipo de discriminação. É importante refletir e dar suporte a iniciativas concretas para superar as dificuldades que essa comunidade enfrenta também no mercado de trabalho”, diz Maria Antonietta Russo, VP de Recursos Humanos da TIM Brasil.
35% dos profissionais LGBTQI+ já sofreram alguma discriminação no emprego
(Reprodução)
Evento TIM LGBTQI+ ocorrerá nesta sexta, 26
A TIM informa que o evento virtual para o Orgulho LGBTQI+ ocorrerá nesta sexta-feira, 26, às 15h. A transmissão será através do canal da operadora no YouTube.
De acordo com a operadora, a mediação do evento será do influenciador digital AD Júnior. O debate trará à tona os desafios e principais conquistas de pessoas LGBTI+ no mercado de trabalho.
Além disso, a TIM visa falar sobre como as pessoas podem colaborar para o processo de inclusão de todos no mercado de trabalho.
Segundo dados da TIM, após pesquisas com LinkedIn e Opinion Box, 35% dos profissionais LGBTQI+ já sofreram alguma discriminação no emprego e boa parte não se sente confortável em expor a orientação sexual.
A empresa já confirmou que participarão do evento:
Reinaldo Bulgarelli, Secretário Executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTQI+;
Maite Schneider, co-fundadora da TransEmpregos;
Lucas de Abreu Maia, jornalista e cientista político; e
Consuelo Cruz, editora de conteúdo do canal GNT e uma das líderes do grupo de afinidade étnico-racial do Grupo Globo.
Você sabe o que significa a sigla LGBTQI+?
L: Lésbicas – mulheres que se identificam com seu gênero e tem preferência sexual por mulheres; G: Gays – homens que se identificam com seu gênero e tem preferência sexual por homens; B: Bissexuais – pessoas que têm preferência por dois ou mais gêneros; T: Trans (engloba travestis, transexuais e transgêneros) – pessoas que não se identificam com os gêneros que lhes foram atribuídos na hora do nascimento, baseados em seus órgãos sexuais; Q: Queer – pessoas que transitam entre os gêneros sem se identificar com rótulos; I: Intersexuais – pessoas não definidas distintamente como homens ou mulheres (hermafroditas); e +: outras letras, como A de assexual.
Apesar da crise, que vem desestabilizando o mercado de trabalho, algumas empresas permanecem com inscrições abertas para a candidatura de novos profissionais. Um exemplo disso são as startups Medei, Pipefy e Magnetis, que oferecem vagas de emprego e estágio em diferentes cidades.
A Magnetis, gestora de investimentos digitais no Brasil, está com inscrições abertas para estágio em Consultoria de Investimentos.
O programa de estágio Magnetis é rotativo e o estudante selecionado passará por dois times complementares: SDR e Controller. Além disso, a empresa também anuncia oportunidades para Analistas e Desenvolvedores na área de engenharia, com possibilidade de trabalho remoto.
As oportunidades são para a cidade de São Paulo e exigem conhecimentos em determinadas áreas de conhecimento como versionamento de código, utilizando Git/Github/GitLab, habilidade para atuar no processo de definição de arquitetura de soluções de software e conhecimentos em Inglês para escrita de comentários, revisões de PRs e leitura.
Os funcionários da Magnetis recebem, além do salário, benefícios como plano de saúde e odontológico, vale refeição e vale alimentação, vale transporte, verba educacional para participação em cursos e eventos, gympass, além de flexibilidade para trabalho remoto e ajuda de custo para montar o seu ambiente de trabalho (para aqueles que não residam em São Paulo).
Os interessados em estagiar na Magnetis podem se candidatar através da página de recrutamento da empresa. Não há um prazo definido para candidatura, portanto, as vagas podem ser encerradas sem aviso prévio.
Empresas abrem vagas em diferentes cargos
(Foto: Pixabay)
Confira as vagas abertas na Medei e na Pipefy
Medei
A Medei, plataforma de gestão, que tem como objetivo desburocratizar os processos homologatórios realizados pelas empresas, além de oferecer um desligamento mais humanizado entre empregador e ex-funcionários, está com duas vagas abertas. As oportunidades são para os cargos de Desenvolvedor Backend e Analista de Marketing.
Dentre os requisitos estão disponibilidade para o trabalho em período integral e interesse em ser contratado no regime CLT. Para se inscrever, o interessado deve acessar o link e preencher todas as informações requisitadas.
Pipefy
A empresa global de SaaS (Software as a Service) permite que gestores altamente qualificados criem e gerenciem fluxos de trabalho. Atualmente, a Pipefy está com oito vagas abertas nas áreas de Tecnologia e Finanças.
Hoje, a organização conta com mais de 250 funcionários, distribuídos entre as sedes de Curitiba, no Sul do Brasil, São Paulo, São Francisco, no Vale do Silício (EUA) e remotamente pelo mundo.
Para a área de Finanças, a oferta é no cargo de gerente de finanças, em Curitiba, capital do Paraná. A função exige experiência anterior de, no mínimo, 9 anos na área contábil e de, no mínimo, 4 anos na área de Planejamento e controladoria. Além disso, os candidatos precisam ter graduação completa em Contabilidade, Economia ou Negócios.
Já para o time de Tecnologia as oportunidades são nas funções de react developer e desenvolvedor senior full stack, ambas para Curitiba. Enquanto o cargo de react developer exige experiência com diversas ferramentas utilizadas na área como Babel, Yarn e NPM, a oportunidade de desenvolvedor senior full stack exige experiência comprovada como desenvolvedor funcional e excelente comunicação em Inglês (oral e escrito).
Os interessados podem se inscrever e consultar todos os requisitos de cada cargo através do link.
Gerir um pequeno negócio não é tarefa fácil. Especialmente para mulheres, que acabam acumulando múltiplas tarefas com o trabalho, filhos e a casa, administrar uma pequena empresa com sucesso se torna um desafio ainda maior.
Pensando nisso, o Consulado da Mulher está oferecendo, gratuitamente, um curso de Gestão de Pequenos Negócios para empreendedoras. A formação é toda on-line, possibilitando que as participantes assistam as aulas nos horários mais oportunos para elas.
No curso são abordados conteúdos relacionados à motivação, capacitação técnica e autoaprimoramento. O objetivo é ajudar mulheres a desenvolverem melhor suas características empreendedoras, desenharem seu planejamento estratégico e realizarem controles financeiros simples e eficientes. Além disso, no curso, as participantes vão aprender a preparar um plano de marketing e divulgação certeiros.
Empreendedoras podem acessar as aulas em seus horários disponíveis
(Foto: Pixabay)
Curso tem aulas divididas em quatro módulos
As aulas são divididas em quatro módulos: Empreendedorismo, Educação financeira, Marketing e Pessoas. Cada um tem sua proposta específica, sendo elas:
Empreendedorismo: sensibilizar as participantes sobre o empreendedorismo como alternativa de trabalho e renda. Além de conceituar sobre o perfil empreendedor e o desenvolvimento de competências pessoais;
Educação financeira: colocar as empreendedoras em contato com os números de forma leve e divertida. Ensiná-las a brincar com a matemática para que comecem a perder o medo de falar sobre finanças;
Marketing: estabelecer um primeiro contato entre as empreendedoras e o conteúdo de Marketing por meio da introdução de conceitos básicos. Discutir como funciona o marketing para pequenas empresas e construir um plano de divulgação com elas;
Pessoas: mostrar para as empreendedoras, de forma leve e reflexiva, a importância de saber se relacionar bem e construir relacionamentos interpessoais saudáveis.
A proposta do curso é oferecer aulas que se utilizam de uma linguagem acessível, simples e fáceis de aprender. Para participar, as interessadas devem preencher o formulário disponível no site do Consulado da Mulher.
Empreendedores cometem erros recorrentes em seus negócios
O curso aborda alguns dos principais erros cometidos por quem deseja empreender. Entre os donos de pequenos negócios, algumas falhas, que acabam impedindo o crescimento do negócio, são recorrentes, independentemente do segmento.
Segundo especialistas, entre os principais equívocos ou deslizes que podem acabar impedindo o crescimento de microempreendedores, estão:
Descontrole do fluxo de caixa;
Ausência na internet;
Falta de percepção das oportunidades.
No entanto, há meios para contornar essas dificuldades. Confira dicas de especialistas sobre cada um dos tópicos e entenda como solucionar esses problemas para se destacar no mercado.
Foi divulgado na noite desta quinta-feira, 25, o calendário de parcelas do auxílio emergencial de R$600. Os créditos em poupança digital terão início neste sábado, 27, e serão concluídos no dia 4 de julho.
O anúncio foi feito em edição do extra do Diário Oficial da União e define o pagamento de lotes residuais da 1ª e 2ª parcelas e a totalidade da 3ª parcela do auxílio para 40,4 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo.
Confira o calendário do crédito na poupança digital:
27 de junho: beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro.
30 de junho: beneficiários nascidos nos meses de março e abril
1º de julho: beneficiários nascidos nos meses de maio e junho
2 de julho: beneficiários nascidos nos meses de julho e agosto
3 de julho: beneficiários nascidos nos meses de setembro e outubro
4 de julho: beneficiários nascidos nos meses de novembro e dezembro
Vale ressaltar que os recursos creditados na poupança digital da Caixa estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio do cartão de débito virtual ou QR Code.
Da mesma forma que aconteceu nos pagamentos dos outros lotes, a data de saque e transferência do auxílio emergencial será de acordo com o mês de nascimento do beneficiário, a fim de evitar aglomerações em agências bancárias.
Confira o calendário para saque e transferência do auxílio emergencial:
18 de julho: nascidos em janeiro
25 de julho: nascidos em fevereiro
1º de agosto: nascidos em março
8 de agosto: nascidos em abril
15 de agosto: nascidos em maio
29 de agosto: nascidos em junho
1º de setembro: nascidos em julho
8 de setembro: nascidos em agosto
10 de setembro: nascidos em setembro
12 de setembro: nascidos em outubro
15 de setembro: nascidos em novembro
19 de setembro: nascidos em dezembro
Governo divulga novo calendário do auxílio emergencial
(Foto: Marcello Casal Jr. / Agência-Brasil)
Governo estuda prorrogar auxílio em parcelas decrescentes
Uma matéria divulgada pelo O Globo na última quarta-feira, 24, diz que o governo avalia prorrogar o pagamento do auxílio emergencial por mais três parcelas. O benefício seria pago em valores decrescentes de R$500, R$400 e R$300. De acordo com a reportagem, a ideia está em estudo pela equipe econômica.
Na manhã desta quinta-feira, 25, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, publicou em sua conta no Twitter que o governo definiu mais três parcelas do auxílio emergencial, nos valores de R$500, R$400 e R$300.
A notícia foi divulgada pelo O Globo, que entrou em contato com a assessoria do ministro. Por sua vez, a assessoria disse que a postagem está incorreta e que esse assunto ainda está em discussão.
“O governo vai pagar 3 parcelas adicionais (de R$500, R$ 400 e R$ 300) do auxílio emergencial. A proposta faria o benefício chegar neste ano a pelo menos R$229,5 bilhões”, escreveu Ramos.
“O Paulo Guedes decidiu pagar a quarta e a quinta, mas falta acertar o valor. A União não aguenta outro com esse mesmo montante”, disse Bolsonaro ao canal Agro+, da Band TV, segundo publicação da Época Negócios.
De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a extensão do auxílio teria um custo de, aproximadamente, R$100 bilhões. Cada pagamento de R$600 custa R$51 bilhões aos cofres públicos. Somadas, as três parcelas em valores decrescentes somariam repasses de R$1.200.
Além da prorrogação do auxílio emergencial, a equipe econômica planeja lançar um novo programa chamado Renda Brasil. Segundo fonte do O Globo, o novo Renda Brasil seria no valor de R$250.
A FOLHA DIRIGIDA entrou em contato com o Ministério da Economia para apurar detalhes sobre o novo programa de benefícios, mas fomos informados que o Ministério não se manifesta sobre ações ainda não concluídas.
O Nube – Estagiários e Aprendizes está anunciando mais de 2 mil vagas de estágio abertas em todo o Brasil. Há oportunidades para estudantes do ensino médio, além de diversas áreas de curso técnico, tecnólogo e superior.
As chances são para trabalhar em várias empresas. Entre os cursos solicitados de nível superior e tecnólogo estão: Contabilidade, Desenho de Projetos, Design, EJA, Enfermagem, Gestão de Secretariado, Odontologia e outros. Além das vagas de ensino médio e técnico.
As bolsas-auxílio variam de R$500 a R$2 mil. O valor depende da empresa que oferece a vaga e também do nível de escolaridade e da área. A lista das principais vagas contempladas pode ser consultada abaixo.
Inscrições são gratuitas pelo site do Nube
Os interessados em concorrer a qualquer uma das oportunidades de estágio deve fazer a busca no site do Nube, em vagas de estágio. Ou ligar para o telefone (11) 3514-9300 e informar o código OE da vaga desejada (conforme na tabela abaixo e no site do Nube).
O recomendado é que a candidatura seja feita o quanto antes, pois a lista de vagas é atualizada constantemente, conforme elas vão sendo preenchidas. Os serviços para o estudantes da plataforma são totalmente gratuitos, não é preciso pagar nenhum valor para fazer a inscrição.
Mais de 2 mil vagas de estágio abertas em todo o Brasil
(Foto: Reprodução)
Em live nas redes sociais, nessa quinta-feira, 25, acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro, declarou que o auxílio emergencial terá um adicional de R$1,2 mil, dividido em três parcelas.
“Vamos partir para uma adequação. Deve ser, estamos estudando, R$ 500, R$ 400 e R$ 300”, afirmou o presidente.
A terceira parcela do auxílio emergencial dos inscritos via app, site ou CadÚnico, paga aos trabalhadores informais, MEIs, autônomos e desempregados, como forma de fornecer proteção no enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo Coronavírus, começa a ser creditada amanhã, 27, nas poupanças sociais digitais.
Do mesmo modo, os beneficiários aprovados no segundo lote, que receberam a primeira parcela entre os dias 16 e 29 de maio, terão a segunda parcela creditada nas contas a partir de sábado.
Também neste sábado, a Caixa vai iniciar o pagamento da primeira parcela a 1,1 milhão de novos aprovados, com término no dia 4 de julho. Já os saques e transferências serão liberados a partir do dia 18.
2 milhões de pedidos ainda aguardam análise da Dataprev
(Foto: Reprodução)
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 26, que dos 108,4 milhões de inscritos, 106,3 milhões de cadastros foram processados pela Dataprev até quinta-feira.
Desse total, 64,1 milhões foram considerados elegíveis ao benefício, e outros 42,2 ficaram inelegíveis. Contudo, outros 2 milhões de cadastros ainda serão analisados, e mais 1,3 milhão estão em reanálise.
Auxílio emergencial recebido indevidamente já pode ser devolvido
O Ministério da Cidadania disponibilizou uma página para que brasileiros, que tenham recebido indevidamente o auxílio emergencial de R$600 ou R$1.200, devolvam de forma voluntária os valores pagos.
Concedido pela Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020, o benefício é pago em três parcelas para trabalhadores autônomos, profissionais liberais, mães solteiras chefes de família, mães adolescentes, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs).
Entretanto, após o cruzamento de dados, feito pela Controladoria-Geral da União (CGU), foi identificado 318.369 pagamentos do benefício a agentes públicos no mês de maio, somando R$ 223.957.800,00. No âmbito federal, apenas os militares totalizam 17.551 recebimentos indevidos.
Nas esferas estadual, distrital e municipal, o Maranhão ranqueia a lista, com 84.045 pagamentos, seguido por São Paulo e Ceará, 25.086 e 24.650, respectivamente.
Após identificar que o beneficiário não cumpre os requisitos previstos em Lei, o Ministério da Cidadania providencia o bloqueio de pagamento das parcelas ainda não liberadas. Contudo, se o beneficiário não possui mais vínculo com o órgão público no qual atuava, ele pode realizar a contestação desse bloqueio, através do site.
Informar o CPF do beneficiário que irá fazer a devolução;
Selecionar a opção de pagamento da GRU – “Banco do Brasil” ou “qualquer banco”.
Pagamento no Banco do Brasil: marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”;
Pagamento em qualquer banco: informar o endereço do beneficiário, conforme informações que serão pedidas após selecionar “Em qualquer Banco”, marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”.
As guias, tanto do Banco do Brasil quanto de outros bancos, podem ser pagas nos guichês de caixa das agências bancárias, nos terminais autoatendimento e, ainda, nos canais digitais, como internet banking ou aplicativo do banco que o cidadão possua conta aberta.
Uma nova solução digital para empreendedores acaba de ser lançada pelo Sebrae. A plataforma tem como proposta facilitar a busca e a contratação de produtos e serviços financeiros oferecidos por diferentes instituições do mercado.
A informação foi divulgada durante a 6ª edição do Podcast da Agência Sebrae de Notícias (ASN). A criação do EmConta, como foi nomeada a plataforma, leva em consideração o fato de que serviços e transações bancárias são dúvidas recorrentes de donos de micro e pequenas empresas.
“No Sebrae somos questionados frequentemente sobre qual é a melhor máquina de cartão ou em qual banco é melhor abrir uma conta. Então, a partir disso, decidimos criar uma plataforma que consolida o que existe no mercado e facilita essa visão do todo pelos empresários”, explicou Hugo Lumazzini, analista da Unidade de Gestão de Soluções do Sebrae.
Por meio da ferramenta, empreendedores recebem ajuda para criarem sua conta digital e solicitar a própria máquina de cartão, por exemplo. Em breve, a plataforma também indicará serviços contábeis, oferecidos por empresas parceiras, alinhados com o perfil de cada negócio. Haverá indicação de empresas digitais, que atendem de forma remota, e tradicionais.
Os serviços são oferecidos de forma gratuita e on-line. “O principal desafio que a gente busca resolver é o desgaste, a experiência ruim que existe hoje para saber quais instituições financeiras que atendem o perfil de cada empresa” ressaltou Lumazzini.
Plataforma do Sebrae auxilia em dúvidas recorrentes entre empreendedores
(Foto: Pixabay)
Após a crise, pequenos negócios terão que adotar novas medidas
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, participou recentemente de um debate sobre gerenciamento de finanças de negócio, promovido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). O objetivo era definir estratégias para vencer as dificuldades que os pequenos negócios atravessam em meio à crise provocada pelo novo Coronavírus.
Para Melles, os caminhos para os pequenos negócios é a digitalização, investimentos em educação empreendedora e melhoria da gestão:
“Tenho muita preocupação, pois as micro e pequenas empresas são as que mais empregam e as que menos desempregam. São os salões de beleza, os mercadinhos dos bairros, as pequenas lojas que têm encontrado bastante dificuldade no acesso a crédito. No momento em que elas mais precisam, batem com a cara na porta”, afirmou.
Ainda de acordo com o presidente, o Sebrae vem buscando parcerias com as chamadas empresas-âncoras, que são aquelas que recebem recursos do BNDES e disponibilizam aos pequenos negócios. Já foram feitos acordos com empresas como o Magazine Luiza, a fábrica Malwee, o Armazém Martins e as lojas Renner, cujas plataformas de vendas podem ser utilizadas pelas pequenas empresas.
O Sebrae também busca linhas de crédito para as micro e pequenas empresas. Para isso, trabalha, colocando o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) como avalista.
Outros especialistas também analisaram qual deverá ser o comportamento no pós-pandemia
Kelly Carvalho, assessora econômica da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio SP), compartilha da mesma opinião. Para ela, é importante fazer a integração do comércio físico e o eletrônico.
“O varejista tem que passar a vender em plataformas, por marketplace, pelas redes sociais, usar influenciadores, além do WhatsApp, onde o vendedor pode estreitar relacionamentos e fazer negócios”, defendeu Kelly.
Já o CEO da consultoria financeira Blue Numbers, Márcio Lavelberg, disse que a falta de gestão é um dos maiores problemas entre os empresários:
“Não há planejamento, só olham para o caixa. É importante ter uma reserva para as emergências e não olhar só os resultados.”
Lavelberg ainda ressaltou que é necessário observar o fluxo de caixa, fazer balanços, controlar os estoques e os preços, entre outras medidas.
Mais de 700 estudantes dos níveis médio e técnico participam da primeira feira virtual de ciência brasileira, que acontece no Youtube a partir desta sexta-feira, 26, até domingo, 28.
Criada por jovens cientistas, com apoio da Universidade Estácio de Sá, a Feira Brasileira de Jovens Cientistas conta com projetos sobre diversas áreas das ciências, como Saúde, Humanas, Biológicas, Sociais aplicadas, Agrárias, Exatas e da terra, Engenharias e Artes, além de palestras, workshops.
A agenda feira será intensa, são mais de 300 projetos finalistas, 50 workshops simultâneos e a maratona da inovação, e participações de peso, como do apresentador Luciano Huck; Eduardo Valladares, a cientista Jaqueline de Jesus, que sequenciou o genoma do novo coronavírus; e a premiada cientista brasileira Márcia Barbosa.
“Acreditamos que a educação tem o poder de transformar vidas. Apoiar iniciativas como essa, de jovens estudantes querendo disseminar conhecimento, nós dá um orgulho imenso. A Feira vai apresentar projetos muito bem elaborados, que merecem destaque no cenário nacional”, afirma Cláudia Romano, vice-presidente de Relações Governamentais, Sustentabilidade e Comunicação da Estácio.
O evento vai possibilitar aos jovens o acesso à oportunidades científicas, o desenvolvimento, conexão e valorização do potencial dos participantes e o impacto de seus projetos. “A nossa instituição sempre esteve ligada à democratização do ensino e nosso principal objetivo é levar educação e conhecimento para o maior número de pessoas”, ressalta Cláudia.
Os melhores colocados da maratona da inovação, que tem como objetivo a busca por soluções impacto social, receberão uma premiação em dinheiro por time. Já melhores colocados por área do conhecimento receberão medalhas. Saiba mais informações sobre a programação no site da Feira Brasileira de Jovens Cientistas.
Melhores colocados receberão premiação em dinheiro
(Foto: Pixabay)
Cursos gratuitos do Senac DF têm inscrições prorrogadas
As inscrições para mais de 3 mil vagas em cursos gratuitos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Distrito Federal foram prorrogadas até domingo, 28 de junho. Ao todo, são 3.454 chances disponíveis e cadastro de reserva para 62 cursos de qualificação.
A oferta integra o 9º edital do Programa Senac de Gratuidade (PSG). As inscrições devem ser feitas pelo site do Senac, no qual também é possível acessar a retificação do edital.
O Programa Senac Gratuidade é destinado à pessoas de baixa renda. Para se inscrever, é necessário atender aos seguintes pré-requisitos:
Renda familiar per capita de até dois salários mínimos;
Ter idade igual ou superior à idade mínima exigida para acesso ao curso;
Ter a escolaridade exigida para o curso escolhido;
Não ter evadido ou desistido de outro curso PSG, com prazo igual ou inferior a um ano da data de evasão ou desistência;
Não possuir matrícula em curso PSG em andamento até a data de início do novo curso.
Os cursos são das áreas de beleza, gastronomia, gestão e negócios, tecnologia da informação, moda, design, saúde e bem-estar e turismo e lazer. As aulas serão realizadas remotamente, de forma a atender o decreto do governo do Distrito Federal para conter a pandemia do Coronavírus.
As aulas terão início no final de julho, conforme o curso escolhido.
Mais uma semana foi marcada por anúncio de um novo calendário do auxílio emergencial. O governo divulgou as datas de pagamentos das 1º, 2º e 3º parcelas do benefício, de acordo com o lote. Mas, parece que nem todo mundo ficou feliz.
A notícia é boa pelo fato de o calendário estar sendo anunciado, há bastante tempo, como uma promessa, e, finalmente, sendo cumprida. Mas, por outro lado, datas em julho, agosto e setembro desanimaram muita gente.
E a maior parte dos beneficiários utilizou das redes sociais para digitar algumas caracteres no Twitter e aliviar a tensão do momento. Com isso, surgem muitos memes.
Para você não perder nada e ainda poder ter a chance de rir um pouquinho durante esse final de semana, ainda de quarentena, a FD Empregos separou algumas frases e situações engraçadas (ou nem tanto).
Como esse remake do desafio início de um sonho/deu tudo certo, na versão auxílio emergencial
Será que vai ter gente recebendo auxílio durante a ceia de natal?
Essa é tipo o “na volta a gente compra”, né?
Ah, pronto… daqui a pouco vão pedir auxílio por conta do morcego sanguessuga
Mais uma da série: auxílio ‘nada’ emergencial
“Voa beija-flor, vai dar seu calor pra quem não te conhece”
Corre aqui, Jorge e Mateus
A esperança de ter o auxílio é grande, mas a dor de cabeça do aplicativo desamina
O bom é que tem uma frase pra isso: pior que tá não fica
(será que fica?)
Tem meme positivo também, né gente
Ainda tem auxílio sendo aprovado 🙂
Parece repetido, mas não é
O calendário do ano tá passando rápido ou é só o auxílio que tem data muito longa?
O anúncio aconteceu na noite de quinta-feira, 25, em edição do extra do Diário Oficial da União, definindo lotes residuais da 1ª e 2ª parcelas e a totalidade da 3ª parcela do auxílio para 40,4 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo.
Calendário do crédito na poupança digital:
27 de junho: beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro.
30 de junho: beneficiários nascidos nos meses de março e abril
1º de julho: beneficiários nascidos nos meses de maio e junho
2 de julho: beneficiários nascidos nos meses de julho e agosto
3 de julho: beneficiários nascidos nos meses de setembro e outubro
4 de julho: beneficiários nascidos nos meses de novembro e dezembro
Vale o destaque para o fato de que os recursos creditados na poupança digital da Caixa estarão disponíveis apenas para: pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio do cartão de débito virtual ou QR Code.
Assim como no pagamentos dos demais lotes, a data de saque e transferência do auxílio emergencial será conforme o mês de nascimento do beneficiário.
Calendário para saque e transferência do auxílio emergencial
Neste dia 28 de junho completa-se 51 anos desde a Rebelião de Stonewall, que representa um marco mundial para a luta dos direitos LGBTQI+. Ao longo desse período, algumas conquistas foram alcançadas por essa comunidade no Brasil e no mundo. Entre elas:
Determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que caracteriza a discriminação por orientação sexual um crime;
Reconhecimento, também pelo STF, da união homoafetiva como uma entidade familiar;
Regulamentação da cirurgia de redesignação sexual, em 1997;
Reconhecimento do Nome Social;
Descaracterização da transexualidade como um distúrbio mental, em 2018;
E outras.
No entanto, quando se olha para o mercado de trabalho, ainda há muito a ser feito. A inclusão dentro das empresas brasileiras, independentemente do segmento, é um grande desafio.
O primeiro deles é entender, justamente, que diversidade e inclusão não são sinônimos. A diversidade está relacionada ao percentual de diferentes pessoas atuando em uma mesma empresa. Ou seja, negros, mulheres, pessoas LGBTQI+, pessoas com deficiências e funcionários de diferentes idades e crenças.
Já a inclusão refere-se às práticas adotadas para promover um tratamento igualitário a toda essa diversidade que existe no ambiente de trabalho. Basicamente, o termo está relacionado às ações promovidas para que todos os funcionários possam ter direito às mesmas oportunidades de desenvolvimento e crescimento na carreira.
FOLHA DIRIGIDA conversou com integrantes da comunidade LGBTQI+ para entender os desafios que essas pessoas enfrentam em seus ambientes de trabalho. Os entrevistadxs compartilharam suas experiências e percepções sobre a cultura adotada nas empresas quando o assunto é diversidade e inclusão. Confira!
Empresas ainda precisam trabalhar a pauta da inclusão nos ambientes de
trabalho (Foto: Divulgação)
Preconceito muitas vezes está atrelado à desinformação
A boa notícia é que em algumas empresas a pauta da inclusão já é trabalhada no papel e na prática. F.F. (entrevistado optou por não se identificar) atua na área de Recursos Humanos e percebeu nos últimos cinco anos um avanço na questão da diversidade das empresas. No entanto, o discurso da inclusão deve vir sempre acompanhado de ações.
Homem cis gay, F.F. passou por três empresas do setor com diferentes posicionamentos em relação ao assunto. Na primeira delas, uma multinacional francesa, havia um programa de diversidade e inclusão, que era executado de maneira eficiente na prática. A empresa oferecia, inclusive, um canal para que o público LGBTQI+ pudesse procurá-los para contar suas histórias e discutir qualquer coisa que estivesse incomodando.
Em uma outra empresa de grande porte, mas desta vez nacional, as políticas não existiam no papel, mas os próprios líderes e diretores demonstravam na prática como tornar o ambiente inclusivo. Já na empresa que trabalha atualmente, F.F. passou por uma experiência bem diferente e desagradável. Os colegas ao conhecê-lo agiram de forma desrespeitosa, fazendo piadas sobre sua orientação sexual.
Para F.F., muitas vezes, o que falta é o respeito. “Não digo nem aceitação, porque ninguém tem que aceitar ninguém, mas você tem que respeitar.”
Outro fator que contribui para que, ainda hoje, pessoas LGBTQI+ passem por constrangimentos no ambiente laboral é a desinformação. Muitas vezes, os assuntos envolvendo esse público são considerados um tabu e acabam não sendo discutidos da maneira que deveriam.
“Costumamos nos aproximar de quem tem as mesmas características sociais e o diferente deixamos distante. Isso acaba sendo ruim, porque quando temos medo do diferente, não nos informamos sobre ele. Então a falta da informação gera um monte de julgamentos e medos.”
Para o futuro, F.F. acredita que a perspectiva da maioria das empresas, mesmo aquelas que não adotam uma cultura inclusiva hoje em dia, deve mudar. Já existem estudos, por exemplo, que mostram que um ambiente mais diverso e mais inclusivo, onde as pessoas consigam ser elas mesmas, a produtividade é muito maior. E este será um grande incentivo para as organizações.
“É necessário que as empresas respeitem as pessoas do jeito que elas são”, F.F.
Empresas brasileiras ainda são fechadas à inclusão
Na maioria dos casos, a inclusão ainda não é trabalhada de forma eficaz nas empresas. Segundo Carla Ferreira, mulher cis lésbica, ainda existe o preconceito velado.
Carla Ferreira (Foto: Arquivo Pessoal)
“Ninguém chega e diz: sou heterossexual. Mas, nós precisamos pensar no preparatório, no momento ideal e como será o dia depois da grande revelação, da “saída do armário” no ambiente corporativo.”
Para Carla, hoje, o ambiente é mais favorável do que há 20 anos, por exemplo. No entanto, as empresas deveriam demonstrar mais que se importam com o tema, para promover ambientes mais inclusivos no trabalho.
A necessidade indicada por Carla se reflete nos dados obtidos em pesquisas sobre a empregabilidade de pessoas LGBTQI+. De acordo com uma pesquisa feita pelo site de recrutamento Elancers, no ano passado, 20% das empresas que atuam no Brasil não contratam lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transexuais em razão da orientação sexual e identidade de gênero.
Desse percentual, 11% só contratariam se a pessoa não ocupasse cargos de decisão ou níveis superiores. O levantamento “Demitindo Preconceitos”, realizado pela Santo Caos aponta que 61% das pessoas LGBTQI+ empregadas escolhem esconder de colegas de trabalho a própria sexualidade.
Atualmente, Carla trabalha como gerente de Marketing em uma empresa de tecnologia. Ela contou que nunca passou ou presenciou alguma situação de preconceito por conta de sua orientação sexual.
“Na empresa onde trabalho não existe diferença entre os funcionários. Sinto-me à vontade entre os pares de todas as áreas e não percebo discriminação. Sinto-me acolhida por todos que convivo”, relatou.
Uma dificuldade foi logo após a adoção de sua filha: “A empresa ficou sem saber como proceder com a licença maternidade, pois nunca havia acontecido, por se tratar de uma multinacional com a maior força de trabalho masculina.”
Algumas empresas ainda não prestam apoio aos funcionários LGBTQI+
Entretanto, a experiência dela não é reflexo do que acontece com muitos integrantes da comunidade LGBTQI+. Ricardo Figueiredo, homem cis gay, por exemplo, precisou encarar uma situação incômoda em seu último trabalho: as ofensas por conta de sua orientação sexual.
Ricardo trabalhava em uma funerária, que presta serviços para o Sindicato dos Rodoviários de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. As agressões verbais não partiam dos colegas de trabalho da funerária ou do sindicato, mas dos clientes. “Já abusaram de mim verbalmente e psicologicamente”, disse.
Apesar de não sofrer tais agressões por parte da empresa, o apoio também não veio da maneira que precisava, quando necessário. “A empresa queria me trocar de local por conta das pessoas que me incomodavam por causa da minha orientação sexual.”
Uma cultura em prol da inclusão de pessoas LGBTQI+ no ambiente de trabalho não existia em nenhuma das empresas pelas quais Ricardo passou. Para ele, seria importante que as organizações oferecessem, por exemplo, um grupo de apoio psicológico e um espaço para reclamações contra situações indevidas, sem represálias.
“Quando cheguei e falei para a minha patroa o que estava acontecendo, eu sofri a represália. Eu que tive que modificar o meu jeito e meu comportamento, e até minha forma de me vestir, para que não sofresse esse tipo de preconceito”, relembrou.
Outro ponto importante, na opinião dele, é que deveria existir nas companhias uma quantidade mínima de LGBTQI+, para que aquela empresa consiga, de fato, entender as necessidades desse grupo. A partir daí, a organização terá condições de entender a questão do preconceito e se esforçar para oferecer um tratamento igualitário a todos.
Ricardo também mencionou que na maioria dos casos não há uma inclusão real das pessoas LGBTQI+ nas empresas. E que ainda existem poucas iniciativas que visam de fato a ajudar e contribuir com a causa.
Tryanda Verenna, homem trans, compartilha uma opinião parecida. Para ele, as startups, normalmente comandadas por jovens, conseguem exercer a inclusão de forma mais efetiva do que nas companhias tradicionais. “Aqui no Brasil, as pessoas estão tão focadas em ganhar dinheiro e fazer um nome que não prestam atenção em algumas coisas.”
O mesmo não costuma acontecer com empresas que vêm de fora do país.
“Em Londres, por exemplo, você pode andar como quiser que as pessoas não estão aí para você. Elas não querem saber quem você é e não têm tempo para te perceber. Talvez, por isso as coisas funcionem tão bem por lá. Os salários são bons, todos são tratados com respeito e as empresas têm políticas internas voltadas para o público LGBTQI+. Aqui no Brasil, quando as empresas vêm de fora, elas já vêm com essa cultura, o que é muito bom.”
Tryanda acumula diversas experiências no mercado de trabalho, a maioria delas no setor do turismo. A vida profissional começou bem cedo, ao lado de sua mãe, que tinha uma loja na 25 de Março, em São Paulo. Mas os conflitos por conta de sua sexualidade o levou a buscar outras oportunidades de trabalho.
Passou por diferentes empresas, como Atento, Sodexo, CVC e MSC. Nessa última, teve a oportunidade de trabalhar em cruzeiros pela Europa e contou que lá a cor da pele e o gênero não importam. “Eles querem que você acorde cedo, vá trabalhar e seja um bom funcionário”, conta.
A última experiência foi na Agaxtur, empresa diversa, mas não inclusiva. Quando começou na agência, em um shopping, Tryanda já estava no início de sua transição e a meta era conseguir o valor suficiente para a cirurgia de retirada dos seios.
Apesar dos demais colaboradores não estarem acostumados a trabalhar com pessoas LGBTQI+, aos poucos Tryanda foi conquistando seu espaço na equipe. Ele até conseguiu implementar algumas iniciativas para integrar mais todos os funcionários, como realizar uma vez por mês um café da tarde. “Até hoje temos uma relação boa.”
Tryanda ajuda outros homens trans através de sua página no Instagram
(Foto: Arquivo Pessoal)
Pessoas trans ainda têm dificuldade em serem chamadas pelo pronome correto
Nessa época, Tryanda já tomava hormônios e tinha barba. O vendedor nunca ouviu comentários sobre seu corpo dos colegas de trabalho, mas sentia um olhar diferente do dono da empresa, muito presente nas lojas.
Tryanda disse que chegou a entrar em contato com o RH da empresa para tentar sugerir uma cultura mais inclusiva, porém não houve interesse por parte da organização. Depois da cirurgia de retirada dos seios, Tryanda informou ao RH que gostaria de ser tratado por “ele” e não por “ela”. Porém, o setor não tinha autonomia para trabalhar a questão sem autorização dos gestores.
Dessa forma, o trabalho de comunicação e integração não foi feito. Antes da pandemia, a loja no shopping em que Tryanda trabalhava fechou e ele foi realocado para a Central, onde fazia atendimento das agências e não do público direto. Nesse momento, passou por mais uma situação desconfortável.
Tryanda não tem pretensão de mudar o nome de batismo, mas acabou se sentindo pressionado pelo RH da empresa a fazê-lo para não precisar corrigir todas as pessoas que atendia quanto ao pronome correto a ser usado para se referir a ele. Então, acabou fazendo a alteração e adotou o nome Theo no ambiente corporativo.
“Foi uma coisa que aconteceu, mas não de uma forma conversada. Aconteceu porque para eles, de repente, era mais cômodo. As pessoas na empresa também ficaram confusas, porque me viam com o crachá de Theo, mas eu falava que meu nome era Tryanda. A empresa não teve interesse em notificar os outros funcionários e explicar que adotaram o nome Theo como um nome fictício para os atendimentos”, explicou.
“Projetos como a Transempregos fortalecem muito para que possamos ingressar em outras empresas e fazer parte de outro universo. A Maitê com a Transempregos não gera só um emprego para pessoas LGBTQI+, gera vida, oportunidade, crescimento, sonhos e realizações. Então, são por essas oportunidades geradas pela Transempregos e pela consultoria que ela [Maitê] presta às empresas sobre como nos tratar adequadamente, que muito homens e mulheres trans estão voltando a viver.”
Tryanda também gerencia uma página no Instagram, que reúne informações importantes para a população Trans. Na @homemtransbr, as pessoas têm acesso a informações sobre saúde, capacitação, documentações, entre outras.