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  • Sai lista de inscritos nos cursos sobre Violência Doméstica e Perspectiva de Gênero

    A Gerência Acadêmica e de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores, da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), divulgou a relação de inscrições homologadas dos Cursos ‘Enfrentamento à Violência Doméstica: o papel do Poder Judiciário’ e ‘Julgar com Perspectiva de Gênero: Direitos Humanos, Raça, Etnias e Interseccionalidades’. As aulas das formações serão realizadas na modalidade de ensino a distância (EaD).

    O Curso ‘Enfrentamento à Violência Doméstica’ contará com a participação de 40 cursistas, entre servidores(as) e residentes, oficiais(las) de Justiça e membros do Sistema de Justiça. As aulas, no período de 14 de março a 13 de abril, serão ministradas pelos tutores Clarissa Paranhos Guedes e Eligidério Gadelha de Lima. O conteúdo abordará temas como direitos das mulheres; violência de gênero e Lei Maria da Penha; rede de enfrentamento à violência doméstica e o papel do judiciário; e o papel dos(as) servidores(as) e oficiais(las) de Justiça de na rede de enfrentamento à violência doméstica.

    Já ‘Julgar com Perspectiva de Gênero’, que ocorrerá de 18 de março a 06 de abril, contará com a participação de 28 inscritos. O juiz e coordenador adjunto de Ensino à Distância da Esma-PB, Nilson Dias de Assis Neto, será o tutor responsável, e os temas abordados incluirão Direitos Humanos; construção social do gênero; violência de gênero; vulnerabilidade e acesso à Justiça; construção social de marcadores (Raça, Etnias); e teoria da antidiscriminação, dentre outros.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Não se melhora a saúde sem valorizar a enfermagem brasileira, ressalta Padilha

    Não se melhora a saúde sem valorizar a enfermagem brasileira, ressalta Padilha

    Em sua primeira semana à frente da pasta da Saúde, o ministro Alexandre Padilha tem cumprido uma série de agendas para recepcionar entidades e representantes da sociedade civil. Na manhã desta terça-feira (12), Padilha recebeu representantes do Fórum Nacional da Enfermagem para mapear suas demandas e sugeriu a criação de um canal de diálogo direto com as categorias. 

    Na oportunidade, destacou a importância do trabalho da categoria profissional para a redução do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) – tema tido como meta prioritária na sua gestão. Ouviu, ainda, demandas dos profissionais e debateu a pagamento do Piso Nacional da Enfermagem

    “Não se melhora a saúde sem valorizar a enfermagem brasileira. Fizemos questão de já no começo da gestão ouvir o Fórum da Enfermagem que reúne várias entidades de defesa de valorização da enfermagem. Em reunião, tratamos da situação do Piso, da formação, do papel da enfermagem na redução do tempo de espera do atendimento à população brasileira”, destacou o ministro. 

    Solange Caetano, representante da Federação Nacional dos Enfermeiros: “A agenda não poderia ter sido melhor. Estamos saindo daqui com muita esperança de podermos avançar não só na PEC [Proposta de Emenda à Constituição 19, que regulamenta o Piso da Enfermagem] mas nas outras pautas, como a questão do dimensionamento da força de trabalho da enfermagem e os diversos contratos de trabalho. Temos, segundo o ministro, a possibilidade de trabalhar nossas pautas com bastante clareza e democracia”. 

    Antônio Costa, Presidente da Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Anaten): “Foi possível falar das principais pautas e pedir apoio ao Ministério da Saúde para nossas pautas. Também protocolamos um estudo de impacto financeiro a respeito do Piso e trouxemos uma carta feita pelo grupo do Fórum tratando do nosso papel”. 

    Naubert Douglas da Silva, representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem (ENEEnf): “É muito gratificante o próprio ministro ter convidado o fórum. Também debatemos a atualização da diretriz curricular do curso de enfermagem”. 

    Participaram do encontro membros Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn); Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS); Conselho Federal de Enfermagem (Cofen); Secretaria de Políticas Sociais da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social; Associação Nacional de Auxiliares de Enfermagem (Anaten) e Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem (ENEENF). 

    No encontro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também anunciou que a categoria será ouvida em todas as secretarias da pasta, sendo este um encontro inicial para estruturar as demandas e pautas. 

    Nathan Victor
    Ministério da Saúde

  • “A saúde integral da mulher é prioridade absoluta do Ministério da Saúde”, afirma Padilha em primeira reunião no Congresso Nacional

    “A saúde integral da mulher é prioridade absoluta do Ministério da Saúde”, afirma Padilha em primeira reunião no Congresso Nacional

    No segundo dia à frente do Ministério da Saúde, o ministro Alexandre Padilha realizou a primeira reunião no Congresso Nacional com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (12) e marcou o compromisso do governo em priorizar a saúde das mulheres. “A saúde integral da mulher é prioridade absoluta na gestão do Ministério da Saúde”, defendeu Padilha. 

    Liderada pela deputada Benedita da Silva, a bancada feminina levou ao ministro sugestões de projetos e medidas para fortalecer o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a reunião, Padilha enfatizou a importância de garantir um cuidado ainda mais amplo para todas. “Não dá para falar de saúde sem falar das mulheres, sem envolvê-las no enfrentamento dos desafios do setor. As mulheres são maioria da população e principais usuárias do SUS, seja por conta própria ou como cuidadoras de seus filhos, pais e familiares. Além disso, a maior parte dos profissionais da saúde são mulheres”, destacou o ministro. 

    A deputada Benedita da Silva (RJ) agradeceu ao ministro pela disponibilidade em dialogar com o grupo e reforçou a importância da parceria para avançar em projetos fundamentais. “A bancada feminina tem trabalhado intensamente e conquistado avanços em diversos projetos. Hoje, na área da saúde, temos três propostas voltadas para o câncer, três relacionadas à saúde mental e psicossocial, duas para acompanhamento em saúde, além de iniciativas específicas para a saúde da mulher negra, combate à violência sexual e regulamentação da profissão de doulas. O que queremos é ouvi-lo, dar-lhe as boas-vindas e reforçar que estamos prontas para construir juntos”, declarou Benedita. 

    A parlamentar Jandira Feghali (RJ) destacou a importância da participação feminina no debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e o incentivo à inovação científica. “A questão da mulher é transversal e, entre os temas discutidos, está o Complexo Industrial da Saúde. Acredito que precisamos acompanhar mais de perto o desenvolvimento desse trabalho, pois há pesquisadores inovando nessa área, o que pode trazer impactos positivos para as políticas públicas de saúde”, afirmou Feghali. 

    Para Antônia Lúcia, deputada pelo estado do Acre, há necessidade de medidas mais rígidas para garantir a aplicação de vacinas em crianças e políticas voltadas ao tratamento de câncer e saúde mental. “Vossa Excelência terá a oportunidade de se debruçar sobre projetos fundamentais para o combate ao câncer e a manutenção da qualidade de vida das pessoas com deficiência psicológica. Além disso, gostaria de sugerir a criação de uma tipificação criminal para servidores públicos que se recusarem a aplicar vacinas nas crianças”, pontuou a parlamentar. 

    “Estou muito feliz por vê-lo à frente do Ministério da Saúde. Conheço seu trabalho e a diferença que fez no Governo Federal e na Secretaria de Saúde da capital paulista. Um dos pontos que precisamos discutir é a distribuição de fraldas geriátricas nas UBS”, propôs a deputada Juliana Cardoso (SP). 

    A deputada Célia Xakriabá (MG) destacou pautas voltadas à saúde indígena e alertou sobre os impactos ambientais na saúde dos povos originários. “Temos duas coisas em comum: o senhor, que é doutor do corpo, e nós, povos indígenas, que somos doutores e embaixadores da floresta. Nesse sentido, temos dois projetos fundamentais. Um deles regulamenta as profissões de Agente Indígena de Saúde (AIS) e de Agente Indígena de Saneamento (Aisan), no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O outro, de minha autoria, trata dos impactos dos agrotóxicos nas terras indígenas. Vivemos um momento de profunda crise climática, e precisamos discutir de que maneira podemos enfrentar esse problema”, alertou. 

    O ministro Alexandre Padilha, ao ouvir as parlamentares, destacou que o encontro reforça a parceria entre o Ministério da Saúde e a bancada feminina para impulsionar projetos que ampliem o acesso das mulheres aos serviços de saúde. “Saiu daqui um casamento entre o Ministério da Saúde e a bancada das mulheres. Vou me reunir com a Liderança do Governo na Câmara para avaliar a possibilidade de priorizarmos esses projetos. Vamos fazer de março um mês extremamente produtivo para a saúde integral das mulheres no Congresso Nacional”, afirmou. 

    Outras importantes iniciativas mencionadas são a instalação de uma sala de situação permanente no Ministério da Saúde para acelerar agendas relacionadas às mulheres, o fortalecimento da Rede Alyne e a ampliação da prevenção e diagnóstico do câncer de colo de útero e de mama. Padilha também destacou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) discutirá a incorporação de novos medicamentos para o tratamento da endometriose e anticoncepcionais que beneficiem mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. 

    O ministro da Saúde reforçou, ainda, a importância de reduzir o tempo de espera para exames e tratamentos, garantindo um atendimento mais rápido e eficiente para a população feminina. “Vamos consolidar o Brasil como a maior rede pública de prevenção diagnóstica de câncer do mundo. Temos todas as condições de fazer isso e é uma prioridade absoluta nossa”, destacou. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministro Padilha reúne grupo de especialistas para fortalecer ações contra a dengue

    Ministro Padilha reúne grupo de especialistas para fortalecer ações contra a dengue

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quarta-feira (12), com o grupo de especialistas da dengue para avaliar e aprimorar as ações de controle da doença no Brasil. “A partir dessa escuta, estamos analisando as ações, em parceria com a sociedade, estados e municípios. Nosso foco é cuidar das pessoas, reduzir o risco de casos graves e evitar óbitos. O alerta deve ser permanente, não podemos baixar a guarda”, observou o ministro Padilha. A reunião discutiu a tomada de decisões baseadas em evidências, além de propostas e diretrizes para uma resposta nacional conjunta contra a dengue. 

    Participaram integrantes da Câmara Técnica de Assessoramento (CTA) em Arboviroses do Ministério da Saúde, composta por profissionais do SUS, cientistas e organizações da sociedade civil. Também estavam representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dos conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), além da Central Única das Favelas (Cufa) e a União de Mães de Anjo, que representam a população no enfrentamento ao Aedes aegypti. Ao todo, são 17 titulares e suplentes envolvidos na elaboração e discussão de políticas públicas para a prevenção, vigilância e controle das arboviroses. 

    Fernando Avendanho, assessor técnico do Conass, destacou a importância de manter a vigilância epidemiológica fortalecida e de garantir o manejo clínico adequado dos pacientes. “Precisamos insistir na necessidade de reforçar o controle vetorial no momento certo e conscientizar a população sobre a gravidade da dengue. O Ministério da Saúde tem trabalhado intensamente nesse tema, mas as ações ainda precisam ser fortalecidas”, pontuou. 

    Maria Cynthia Braga, representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), defendeu o aprimoramento do modelo de vigilância. “O cenário epidemiológico mudou significativamente nos últimos anos, mas o sistema de vigilância permanece praticamente o mesmo desde sua criação. Precisamos investir em novas estratégias que permitam antecipar surtos e epidemias, garantindo respostas mais rápidas e eficazes”, afirmou. 

    A representante da União de Mães de Anjo, Germana Soares, também reforçou a importância do diálogo constante com as comunidades afetadas. “Manter essa proximidade com quem está na linha de frente facilita a comunicação e garante que as ações tenham um efeito real. O Brasil ainda enfrenta desafios semelhantes aos de 10 anos atrás e a continuidade do trabalho conjunto é fundamental para vencê-los”, ressaltou Germana. 

    Durante a reunião, Rivaldo Venâncio, secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e especialista em Medicina Tropical pela Fiocruz, apresentou um panorama atualizado da dengue no país. Segundo ele, as 10 primeiras semanas de 2025 registraram uma redução no número de casos prováveis da doença, segundo os dados enviados até o momento pelos estados e municípios. “Foram notificados aproximadamente 550 mil casos prováveis, o que representa uma queda de cerca de 70% em relação ao mesmo período de 2024, quando tivemos cerca de 2 milhões de casos”, explicou Venâncio. 

    O especialista destacou, no entanto, que o número ainda preocupa. “A grande questão que se coloca para todos nós é: quais fatores levaram a essa redução? Um fator relevante foi a diminuição da população suscetível, após a grande epidemia de 2024. Além disso, a retomada das atividades dos Agentes de Combate às Endemias teve um impacto significativo, assim como o fortalecimento da atuação tripartite entre União, estados e municípios”, disse. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Governo Federal lança guia sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes

    Governo Federal lança guia sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes

    O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (11), em Brasília, a publicação “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais”. O documento tem como objetivo fornecer ferramentas às famílias e educadores para promover uso seguro, equilibrado e saudável das ferramentas digitais, com proteção aos direitos da infância e prevenção de riscos à saúde física e mental.

    Desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e diversas instituições do governo brasileiro, sociedade civil e especialistas, o guia foi construído com base nos relatos de crianças e adolescentes e instrumentos para a vigilância do desenvolvimento infantil como a Caderneta da Criança. Ele traz diretrizes para um uso saudável dos dispositivos digitais, considerando as consequências do excesso de telas.

    O secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, João Brant, destacou que a iniciativa é uma resposta ao anseio social em relação à proteção de crianças e adolescentes. “Estamos aqui hoje não apenas para apresentar uma nova iniciativa, mas para dar continuidade a um trabalho que já vem sendo construído com a colaboração de diversos profissionais e entidades”, pontuou.

    Durante o evento de lançamento, também esteve presente a secretária-adjunta de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina.

    Impactos na saúde

    O guia aponta que a literatura científica evidencia diversos riscos à saúde, como atrasos no desenvolvimento da fala e cognitivo; sedentarismo e obesidade; problemas de visão, como miopia e fadiga visual; sintomas depressivos, dificuldades de sono, transtornos alimentares. Além disso, o guia destaca o aumento da vulnerabilidade a riscos online, como cyberbullying e desinformação.

    O uso inadequado das tecnologias também está relacionado a sintomas de ansiedade, depressão, agressividade, comportamentos impulsivos. Adolescentes, em particular, são mais suscetíveis a conteúdos perigosos, como desafios que incentivam a autolesão, devido ao estágio de desenvolvimento cerebral que aumenta a busca por riscos e a sensibilidade à pressão dos pares.  

    O pediatra Ricardo Becker, que participou da elaboração do guia pela Sociedade Brasileira de Pediatria e também esteve presente no evento de lançamento, destacou a importância da publicação. “Estou muito feliz por trabalhar com um governo que se preocupa com as aflições da população. Estamos devolvendo a infância às nossas crianças, um processo sem volta. A infância é fundamental para o bem-estar, a criatividade, a saúde física, mental e emocional, além da formação da cidadania. Devemos isso às nossas crianças, que são prioridade garantida pela Constituição”.

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    Foto: Carolina Antunes/MS

    Recomendações de tempo de tela

    A publicação também orienta sobre o tempo de uso de dispositivos digitais e sugere que a exposição seja progressiva conforme a criança ou adolescente ganhe mais autonomia:

    • Crianças com menos de 2 anos não sejam expostas às telas.
    • Entre 2 e 5 anos, o tempo de tela deve ser limitado a uma hora por dia, preferencialmente com a presença de adultos.
    • De 6 a 10 anos, recomenda-se duas horas por dia.
    • Para a faixa etária entre 11 e 17 anos, a recomendação é até três horas diárias.

    O guia também orienta que crianças não possuam aparelhos celulares próprios antes dos 12 anos.

    Políticas públicas e proteção digital

    O Governo Federal também propõe ações para fortalecer a proteção das crianças no ambiente digital, incluindo programas de educação midiática nas escolas, campanhas de conscientização para pais e famílias e o desenvolvimento de políticas públicas que garantam um espaço digital mais seguro e saudável.

    Uso de celular em escolas

    O guia também dialoga com a Lei Federal 15.100/2025, que restringe o uso de celulares por estudantes nas escolas públicas e privadas de educação básica. A nova legislação estabelece exceções apenas para fins pedagógicos ou didáticos, desde que supervisionadas por professores, ou para estudantes que necessitam de recursos de acessibilidade. A medida tem como objetivo assegurar que os dispositivos móveis sejam utilizados de maneira equilibrada e vantajosa para o aprendizado dos alunos.

    A lei prevê, inclusive, que o sofrimento psíquico e a saúde mental dos estudantes, na sua relação com experiências que envolvam o ambiente digital, sejam alvo de estratégias preventivas e protetivas geridas nos ambientes escolares.

    Ampla colaboração

    A elaboração da publicação foi coordenada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) e envolveu a participação de outros seis ministérios – Casa Civil da Presidência, ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Além de representantes do governo, o grupo de trabalho envolveu o sistema de justiça, organizações da sociedade civil, especialistas, e teve o apoio da Unesco e do Instituto Veredas.

    O guia também foi embasado por um processo de escuta qualificada de crianças, adolescentes, familiares e educadores, promovido pelo Instituto Alana com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil. A iniciativa contou com a participação de crianças e adolescentes de 43 municípios de todas as regiões do Brasil, provenientes de escolas públicas e privadas, localizadas tanto em áreas urbanas quanto rurais.

    Acesse também o press kit com o Guia, resumo executivo, vídeo e banco de imagens

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde amplia regulação para reduzir tempo de espera no SUS

    Ministério da Saúde amplia regulação para reduzir tempo de espera no SUS

    O Ministério da Saúde estabeleceu novas diretrizes para a regulação assistencial no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a transparência, a organização e a eficiência no atendimento à população. Portaria publicada nesta segunda-feira (10) determina a obrigatoriedade e a periodicidade de envio de dados de solicitações de procedimentos e encaminhamentos a serviços especializados para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

    A iniciativa visa garantir um fluxo mais ágil e informatizado das informações sobre regulação, beneficiando gestores e cidadãos que dependem dos serviços de saúde pública.   

    Modernização e padronização dos dados 

    Os registros serão organizados conforme o Modelo de Informação da Regulação Assistencial (MIRA), estabelecido em 2023. A digitalização dos processos permitirá maior controle sobre a demanda por atendimentos especializados e contribuirá para a redução do tempo de espera dos pacientes. 

    A transmissão dos dados será feita por meio de sistemas já utilizados pelo SUS, além de outras plataformas integradas à RNDS. As secretarias de saúde que possuem sistemas próprios deverão garantir a compatibilidade com a rede nacional. 

    Benefícios para a população

    Com o aprimoramento do sistema de regulação, será possível otimizar a oferta de serviços de saúde, reduzindo o tempo de espera e garantindo maior previsibilidade para pacientes e profissionais de saúde. Além disso, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a segurança e privacidade dos dados dos usuários, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

    A nova regra prevê que os dados sejam enviados regularmente, sem necessidade de ações complementares das secretarias de saúde nos sistemas já integrados. Além disso, a pasta se responsabilizará pela manutenção e atualização das plataformas tecnológicas.

    Impacto na gestão da saúde pública 

    A medida também incentiva a adesão dos gestores estaduais e municipais às boas práticas de regulação, tornando o processo mais eficiente e transparente. 

    Em 2024, o Ministério da Saúde registrou recorde histórico de cirurgias eletivas no SUS: foram mais de 14 milhões de procedimentos realizados, um crescimento de 37% em relação a 2022. O Programa Nacional de Redução de Fila (PNRF) foi um dos impulsionadores deste resultado, com ampliação das cirurgias prioritárias, chegando a 1,9 milhões de procedimentos em dois anos. 

    A implementação completa das novas diretrizes será detalhada em um plano operativo a ser definido em conjunto com estados e municípios nos próximos 30 dias. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • “Não se enfrenta uma epidemia como a dengue ou qualquer outro agravo de saúde sem embasamento científico”, destacou o ministro Alexandre Padilha

    “Não se enfrenta uma epidemia como a dengue ou qualquer outro agravo de saúde sem embasamento científico”, destacou o ministro Alexandre Padilha

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quarta-feira (12), com o grupo de especialistas da dengue para avaliar e aprimorar as ações de controle da doença no Brasil. “A partir dessa escuta, estamos analisando as ações, em parceria com a sociedade, estados e municípios. Nosso foco é cuidar das pessoas, reduzir o risco de casos graves e evitar óbitos. O alerta deve ser permanente, não podemos baixar a guarda”, observou o ministro Padilha. A reunião discutiu a tomada de decisões baseadas em evidências, além de propostas e diretrizes para uma resposta nacional conjunta contra a dengue. 

    Acompanhe a entrevista com o ministro Alexandre Padilha: 

    Ministro, o senhor convocou especialistas em dengue para uma reunião nesta quarta-feira (12). O que foi discutido?

    Primeiro, ouvir a ciência. Não se enfrenta uma epidemia como a dengue, as arboviroses ou qualquer outro agravo de saúde, sem embasamento científico. Este é um Ministério da Saúde e um governo que ouve e respeita os especialistas, buscando sempre a melhor forma de cuidar das pessoas e enfrentar esses desafios. A partir dessa escuta, estamos analisando e aprimorando as ações de controle da dengue no Brasil, em parceria com estados e municípios. Nosso foco principal é cuidar das pessoas, reduzir o risco de casos graves e evitar óbitos. 

    Quais foram as principais orientações discutidas na reunião e como elas podem fortalecer a resposta contra a dengue?

    Os especialistas trouxeram diversas contribuições. Um dos pontos mais importantes é o consenso entre o Ministério da Saúde, estados, municípios e especialistas sobre o manejo clínico da dengue. Isso representa um grande avanço, pois já enfrentamos epidemias no passado em que havia divergências entre as diferentes esferas de governo e a ciência sobre a melhor forma de tratar os pacientes. 

    Agora, o nosso papel é divulgar amplamente esse protocolo clínico, garantindo que ele chegue a cada profissional de saúde, seja na atenção primária, seja na urgência e emergência. Além disso, é fundamental reforçar essa informação para as famílias. Sabemos que a maior parte dos focos do mosquito está dentro das casas e nos locais de trabalho. Por isso, a mobilização da população é essencial para reduzir os casos graves e salvar vidas.  

    Qual a mensagem que fica para a população a partir desse encontro com especialistas?

    Temos que manter um estado permanente de alerta quando falamos de dengue. O mosquito Aedes aegypti se prolifera dentro das casas e nos ambientes urbanos, então, a única forma eficaz de conter a doença é por meio da mobilização contínua da sociedade. 

    Cada pessoa tem um papel importante: inspecionar diariamente sua casa e local de trabalho, eliminando possíveis focos do mosquito. Isso faz toda a diferença na redução de casos, no alívio da pressão sobre o sistema de saúde e, principalmente, na prevenção de casos graves e mortes. 

    Nosso compromisso é reforçar as ações de controle, fortalecer a parceria com estados e municípios, garantir que as informações corretas cheguem a todos os profissionais de saúde e, principalmente, envolver a sociedade nessa luta. 

    Ministério da Saúde

  • Saúde promove ações para implantação de comitês de equidade no país

    Saúde promove ações para implantação de comitês de equidade no país

    O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), tem promovido uma série de ações para a implementação de Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e da Educação no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Inédita no país, a iniciativa tem como objetivo criar uma rede nacional para combater as diferentes formas de violência e preconceito no mundo do trabalho. Atualmente, há Comitês de Equidade em sete estados brasileiros: quatro no Nordeste (Alagoas, Bahia, Sergipe e Paraíba); dois no Norte (Rondônia e Amazonas); e um no Sudeste (Minas Gerais). A expectativa é de que estejam presentes em todos os estados e no Distrito Federal, tendo como premissa a educação permanente em saúde e o cuidado das trabalhadoras e trabalhadores no SUS. 

    A ação estratégica integra o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde (Programa Nacional de Equidade) e é realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS)

    A coordenação do Programa Nacional de Equidade explica que essa demanda surgiu durante as oficinas de equidade, realizadas em 2023, convergindo com os encaminhamentos da 17ª Conferência Nacional de Saúde, também realizadas no mesmo ano, e com as discussões promovidas pela 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (4ª CNGTES), em 2024. 

    Os Comitês de Equidade foram planejados como uma forma de regionalizar as ações do Programa Nacional de Equidade articuladas com representantes das Secretarias de Saúde, Escolas de Saúde Pública, movimentos sociais, Conselhos de Saúde, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), entidades sindicais e universidades. Um dos objetivos é montar uma rede para desenvolver ações regionalizadas e levar em consideração as peculiaridades territoriais para desenvolvimento de projetos no campo equidade, da comunicação e do trabalho na saúde, o que já tem sido vocação da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), desde a sua criação, em 2003. 

    A gerente de Projetos na Responsabilidade Social no HAOC, Samara Kielmann, reforça a relevância desses comitês na atuação com as trabalhadoras e trabalhadores no SUS. “Tanto o programa quanto os comitês têm papel central na relação do Ministério da Saúde com as trabalhadoras no SUS, dado que esses comitês são dispositivos estratégicos para o enfrentamento de iniquidades e estão em favor da equidade nos estados”, observa. “A ação produzida nesses territórios traz reconhecimento para trabalhadoras, como a igualdade de oportunidades, que, consequentemente, pode resultar em melhoria dos serviços de saúde, passando a cuidar mais e melhor das pessoas”, conclui. 

    Para a assessora técnica da SGTES, Amana Santana, presente desde a concepção da iniciativa, os comitês também são fundamentais para a constituição das políticas públicas de equidade nos estados e municípios, sendo ferramentas potentes para institucionalizar o programa nos territórios. “Trazemos a pauta da equidade, considerando todas as diversidades e marcadores envolvidos. O propósito é institucionalizar os comitês como uma política pública dentro de uma instância de gestão do SUS”, destaca. 

    Articuladoras territoriais

    Como parte do projeto, a SGTES realizou um processo de qualificação de 14 articuladoras territoriais, entre as quais mulheres cis, trans ou travestis de diferentes raças e regiões do país, atuam junto com os estados auxiliando na instalação dos Comitês Estaduais de Equidade. “Nós atuamos na construção da agenda, cronograma de trabalho, assim como no auxílio à elaboração dos planos de ação estaduais”, explica Marlete Oliveira, uma das articuladoras territoriais selecionadas por meio do Edital nº 16, de 15 de maio de 2024. 

    “Em 2023, realizamos oficinas para poder divulgar, capilarizar e debater quais eram as necessidades dos estados com relação a esse tema. É importante pensarmos a partir das trabalhadoras, porque muitas vezes temos muitas políticas que visam o cuidado do usuário, da usuária, mas da trabalhadora não tem. Os Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e da Educação no SUS chegaram como uma forma de inovação de modo que todas as trabalhadoras tenham acesso às mesmas oportunidades”, disse Jessica Lima, articuladora territorial dos estados do Rio Grande do Sul e Espírito Santo.  

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    Foto: divulgação/MS

    Realidade de cada território

    Institucionalizar o Programa Nacional de Equidade é um dos principais objetivos dos Comitês de Equidade, sobretudo por conta da dimensão territorial brasileira, uma barreira para implementação de políticas públicas nacionais. De acordo com a coordenação do Programa Nacional de Equidade, as articuladoras têm uma agenda fixa, que vai até 2026, com as secretarias estaduais para um processo de formação voltado à educação permanente sobre a equidade no SUS. 

    Nessas agendas fixas, as articuladoras desenvolvem as atividades que dão suporte ao planejamento das ações de equidade no trabalho junto aos grupos ou comitês locais, além de apoiar o planejamento e a formação a partir das realidades de cada território para facilitar espaços educação permanente junto a esses grupos. 

    A articuladora dos estados do Espírito Santo e Rio Grande do Sul, Jéssica Lima, acredita que a sua função é indispensável para consolidar ações e programas que vão melhorar a qualidade das condições de trabalho necessárias no SUS. “Já temos como exemplo o projeto de equidade que valoriza trabalhadoras e trabalhadores no SUS, trazendo para a discussão as questões de gênero, etnia e raça, combatendo todas as formas de discriminação e consigamos construir um comitê que promova ainda mais o SUS e a equidade dentro do sistema público de Saúde”, observa. 

    A proposta do comitê é “construir coletivamente o regimento e as estratégias a serem desenvolvidas dentro do estado para ampliar a discussão sobre o tema. Dessa forma, os encontros estão sendo realizados mensalmente”, informa a enfermeira da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe (SES/SE), Jalcira Izidro, que atua como ponto focal do Programa Nacional de Equidade no estado. A profissional, que também contribui com a identificação de grupos e coletivos estratégicos para a composição do Comitê Estadual da Equidade no Âmbito do Trabalho e Educação na Saúde, aponta que a diversidade de coletivos que compõem o comitê sergipano possibilitará aprendizagem e pactuações importantes, além de já ser uma conquista poder pensar a equidade nos locais de trabalho.

    Em Sergipe, o papel de articuladora territorial será desempenhado pela nutricionista Luna Rezende, que também assume o estado de São Paulo e reforça a importância de ações direcionadas por território para que a iniciativa realmente funcione como planejado. “O Programa Nacional de Equidade busca melhorar a qualidade de vida da trabalhadora e do trabalhador no SUS. Nós falamos de equidade na assistência, para o usuário do SUS, e não trazíamos este foco para a gestão do trabalho. Isso é novo e tudo que é novo a gente precisa se aprofundar no tema. Essa iniciativa vem para instrumentalizar essas discussões, esse comitê e apoiar as ações, trazendo esse caráter formativo das pessoas envolvidas”, reforça. 

    Nádia Conceição e Grax Medina
    Ministério da Saúde

  • Inscrições para o Prêmio Solo Seguro 2025 vão até 31/03 Última atualização: 12/03/2025 às 15:13:00

    Estão abertas, até o dia 31/03 (segunda-feira), as inscrições para o Prêmio Solo Seguro 2025. A inciativa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visa a conhecer e disseminar boas práticas de regularização fundiária urbana e rural no país, bem como de identificação de áreas públicas e proteção ambiental, simplificação de procedimentos e de gestão compartilhada de informações.

    Serão premiadas as práticas relacionadas à regularização fundiária urbana (eixo temático I), regularização fundiária rural (eixo temático II), gestão informacional e governança fundiária responsável (eixo temático III), divididas em oito categorias: Tribunal; Magistratura/Servidor do Poder Judiciário; Demais órgãos e entidades que fazem parte do Sistema de Justiça; Poder Executivo; Poder Legislativo; Sociedade civil organizada; Empresa; e Universidades.

    A Solenidade de Premiação ocorrerá no dia 21/08, no auditório do CNJ, das 9h às 14h, quando serão apresentadas as práticas premiadas e entregues os certificados aos vencedores.

    As  inscrições devem ser feitas por meio do seguinte formulário de inscrição.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Coordenadoria da Mulher do TJPB integra rede de apoio e revela que ‘mulheres não estão sozinhas’

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    Kell Smith:respeito à mulher

    “Quero andar sozinha, porque a escolha é minha, sem ser desrespeitada e assediada a cada esquina”. A frase é da cantora e compositora Kell Smith e reproduz o desejo de toda mulher. É um grito ainda necessário, apesar de já termos ultrapassado a barreira do século XXI há um bom tempo.

    Na música ‘Respeita as mina’, a artista continua: “O grito antes preso na garganta já não me consome: é pra acabar com o machismo, e não pra aniquilar os homens”. Genialmente, em poucas palavras, ela descreve o que é o feminismo, tantas vezes atacado pela ignorância ainda tão preponderante na nossa sociedade.

    E é para entender que nós, mulheres, não estamos sozinhas e que podemos, todas, soltar esse grito preso na garganta, que eu inicio esta reportagem, a segunda de uma série, para tratar exatamente do tema: ‘Mulheres, não estamos sozinhas!’.

    A série é uma parceria da Coordenadoria da Mulher e a Gerência de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e inclui vídeos, artes, textos e podcasts, que buscam evidenciar o trabalho da Justiça e de toda a rede de proteção feminina em prol das mulheres. 

    Coordenadoria da Mulher

    Você aí pode estar se perguntando: Para que o TJPB levantar discussão a respeito da bandeira feminista? Desculpa, mas a resposta é bem óbvia. 

    A Justiça paraibana e todos os integrantes da Corte reconhecem a importância de fazer parte e contribuir para o fortalecimento da rede de apoio construída ao longo dos anos no intuito de proteger a mulher contra todos os tipos de violência que, triste e brutalmente, ainda são registrados no Estado e em todo o Brasil.

    A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, instituída no TJPB pela Resolução nº 18/2012, revela a preocupação com o social no âmbito do Judiciário estadual. A atuação da Coordenadoria é regulamentada pela Portaria nº 15/2017 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo à frente a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa.

    A equipe da Coordenadoria é formada, ainda,  pelos juízes André Ricardo de Carvalho Costa, coordenador adjunto, e Caroline Silvestrini de Campos Rocha, coordenadora adjunta.

    “A Coordenadoria foi criada com a intenção de tematizar essa problemática tão importante, tão sensível e dar às presidências dos tribunais, esse apoio, esse suporte, na produção, no incremento de políticas públicas internas, a partir de um diálogo, de uma interlocução com os juízes e juízas, que trabalham com essa matéria, bem como estender essa parceria, essa interlocução com a sociedade como um todo. Como uma rede de enfrentamento é um órgão bastante importante e que desempenha aqui uma função preponderante para ajudar às mulheres, porque o intuito principal é fazer com que as vítimas de violência possam ter um amparo e um olhar diferenciado como merecem”, descreveu a magistrada.

    Atribuições da Coordenadoria – São várias as atribuições da Coordenadoria da Mulher do TJPB, entre elas, as que dizem respeito  às demandas judiciais. E uma das mais marcantes é a organização da Semana Justiça pela Paz em Casa. “Ela acontece três vezes ao ano em todo o Brasil, sob a coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando os processos com essa temática da violência doméstica e de feminicídios são colocados como pauta prioritária. Os tribunais se debruçam com o objetivo de julgar essas matérias. Visamos, claro, sempre a melhor prestação jurisdicional, célere, esse é o desejo de todo magistrado, toda magistrada, poder entregar a justiça de forma célere e eficaz”, destacou a juíza Graziela Queiroga.

    Na lista de atribuições da Coordenadoria da Mulher estão, ainda, a missão de fomentar parcerias e fazer campanhas. “Estar junto de toda rede de enfrentamento à violência contra a mulher, promovendo, assim, melhores condições para que todas tenham uma vida mais digna e possam romper o ciclo da violência, possam entender que o Judiciário está para ajudar. A Justiça está de portas abertas, com juízes e juízas, servidores e servidoras capacitados para dar todo apoio que necessitarem”, garantiu a magistrada.

    Continue acompanhando o site do TJPB e fique por dentro de informações sobre uma rede de apoio que revela o círculo de proteção que temos à nossa disposição e que, sim, é eficaz, desde que encontremos coragem para buscá-lo.

    Por Nice Almeida