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  • Colégio de Procuradores realiza 4ª sessão ordinária

    Colégio de Procuradores realiza 4ª sessão ordinária

    O Colégio de Procuradores de Justiça realizou, nesta segunda-feira (10/03), a 4ª sessão ordinária do ano, na sede do Ministério Público da Paraíba, na Capital. O CPJ aprovou uma resolução, recebeu relatório de atividades de órgãos da instituição e debateu temas de interesse institucional.

    Presidida pelo procurador de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto,  a sessão contou com a participação do corregedor-geral, Antônio Sarmento, e dos procuradores Alcides Jansen, Alvaro Gadelha, Francisco Sagres, Vasti Cléa Lopes, Luciano Maracajá, Herbert Targino, Joaci Juvino, Aristóteles Santana, Vitor Granadeiro, João Geraldo Barbosa, Francisco Lavor, Sônia Maia, Maria Ferreira Roseno, Ana Lúcia Torres, Nilo Siqueira, Sócrates Agra, Glauberto Bezerra, Alexandre César Teixeira e Luís Nicomedes de Figueiredo.

    Na sessão, foi recebido o relatório de atividades da 1ª Subprocuradoria-Geral e da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), referente ao ano de 2024. 

    A 1ª subprocuradora-geral, Vasti Cléa Lopes, apresentou dados do relatório, destacando que houve um incremento nas atividades. Em 2024, tramitaram na 1ª Subprocuradoria 8.998 processos judiciais, um aumento de 164% em relação a 2023; na Ccrimp, foram 435 processos judiciais, que representou um acréscimo de 151% em relação ao ano anterior. Ela também agradeceu ao procurador-geral pelo aporte de estrutura que possibilitou a execução de todas as atividades dentro do prazo e fez um agradecimento especial a todos os membros e servidores que compõem tanto a 1ª Subprocuradoria quanto a Ccrimp.

    Ainda na sessão, o CPJ aprovou uma resolução que altera dispositivo da Resolução CPJ nº 28/2019, que regulamenta a licença compensatória. Conforme o procurador-geral, a resolução amolda a licença compensatória nos casos de substituição de dois membros no mesmo cargo, sendo determinada a divisão do valor em 50% para cada membro.

    O ouvidor do MPPB, procurador José Guilherme Lemos, informou que, nos próximos dias 20 e 21 será realizada reunião ordinária do do Conselho Nacional dos Ouvidores do Ministério Público dos Estados e da União (Cnomp), quando deverá tomar posse a nova diretoria da entidade, que será presidida pelo ouvidor do Ministério Público do Espírito Santo.

    O procurador Francisco Lavor propôs que a Promotoria de Justiça de Conceição, que está sendo reformada, receba o nome do procurador de Justiça Valberto Lira, falecido recentemente. A proposta foi aprovada por unanimidade.

    O procurador Aristóteles Santana apresentou requerimento sobre as atividades realizadas pelo Núcleo de Defesa da Saúde Pública do MPPB. 

    Também na sessão foram apresentadas propostas de três votos. O primeiro foi um voto de pesar proposto pelo procurador-geral pelo falecimento do procurador aposentado Valberto Cosme de Lira. Os procuradores relataram suas vivências com Valberto Lira e ressaltaram o legado deixado por ele. 

    O segundo foi um voto de aplauso proposto pela procuradora Vasti Cléa Lopes para a ex-servidora do MPPB, Karla Karolina Cadête da Nóbrega Cruz, pela excelência dos serviços prestados enquanto esteve na instituição. O terceiro foi um voto de aplauso proposto pela procuradora Sônia Maia ao promotor Edmílson de Campos Leite Filho pela ação ajuizada em face do Município de Bayeux para obrigá-lo a nomear e empossar os candidatos aprovados no concurso público homologado em 2024. Os votos foram aprovados por unanimidade.

  • Prefeitura de Barra de Santana PB abre concurso com 63 vagas

    Prefeitura de Barra de Santana PB abre concurso com 63 vagas

    No Estado da Paraíba, a Prefeitura de Barra de Santana anuncia a abertura de um novo concurso público com o objetivo de preencher 63 vagas para profissionais de níveis fundamental incompleto, médio, técnico e superior. O município, localizado no agreste paraibano, busca suprir diversas funções em sua administração.

    As oportunidades são para os seguintes cargos: Agente Condutor de Veículos D (4 vagas); Agente de Limpeza Urbana (3 vagas); Operador de Máquinas Pesadas (4 vagas); Agente Administrativo (5 vagas); Agente Comunitário de Saúde (3 vagas); Agente de Combate às Endemias (1 vaga); Agente Mantenedor Predial (4 vagas); Auxiliar de Consultório Dentário (1 vaga); Auxiliar de Sala de Aula (4 vagas); Eletricista (1 vaga); Técnico de Laboratório de Análises (1 vaga); Técnico de Segurança do Trabalho (1 vaga); Assistente Social (1 vaga); Auditor Municipal de Tributos (1 vaga); Educador Físico (1 vaga); Farmacêutico (2 vagas); Fisioterapeuta (1 vaga); Fonoaudiólogo Educacional (1 vaga); Médico ESF (3 vagas); Médico Veterinário (1 vaga); Nutricionista (1 vaga); Psicólogo Clínico (2 vagas); Enfermeiro (4 vagas); Odontólogo (4 vagas); Professor A – Pedagogo (5 vagas); Professor B – Geografia (1 vaga); Professor B – História (1 vaga); Professor B – Inglês (1 vaga); Professor B – Português (1 vaga);

    Para concorrer a uma das vagas, é necessário que o candidato comprove o nível de escolaridade exigido para a função em que pretende atuar, tenha idade mínima de 18 anos, entre outros requisitos. Os profissionais admitidos deverão cumprir jornadas de 24 a 40 horas semanais e contarão com remuneração mensal de R$ 1.412 a R$ 5.970.

    VEJA O EDITAL

    Saiba como se candidatar

    Os interessados podem se inscrever a partir das 18h do dia 2 de agosto até as 23h59 do dia 8 de setembro, pelo site CPCON, com taxas de R$ 75 a R$ 115. A solicitação de isenção do valor poderá ser feita entre os dias 2 e 6 de agosto.

    A classificação dos candidatos será realizada por meio de prova objetiva, prevista para o dia 20 de outubro; prova de títulos para os cargos de nível superior; prova prática para os cargos de Agente Condutor de Veículos D, Operador de Máquinas Pesadas e Técnico de Laboratório de Análises, prevista para o dia 1º de dezembro.

    O conteúdo programático consistirá em questões de língua portuguesa, raciocínio lógico, informática e conhecimentos específicos.

    O prazo de validade do concurso é de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

  • Grupo de extermínio que atuava na região de Mamanguape será julgado em João Pessoa

    O 2º Tribunal do Júri de João Pessoa vai julgar nesta terça-feira (11) quatro réus pronunciados por matar duas pessoas e tentar contra a vida de mais duas vítimas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os réus José Barbosa da Silva Filho, Edilson Alvino dos Santos, Renato César da Silva Sousa e Daniel dos Santos Nunes faziam parte de um grupo de extermínio que atuava na Região do Vale do Mamanguape. 

    O julgamento será presidido pela juíza titular do 2º Tribunal do Júri, Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, com início às 9h, no 5º andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro. Devido a gravidades dos crimes e a possível falta de segurança para o Corpo de Jurados, o Júri foi desaforado da Comarca de Mamanguape para João Pessoa. 

    De acordo com informações processuais, no dia 12 de maio de 2018, por volta das 23h, no bar do Alarianu, localizado no Sítio Facão, Zona Rural de Mamanguape, os réus mataram Welington da Luz dos Santos e Marciano França da Silva, com disparos de arma de fogo. Ainda conforme a denúncia, eles ainda tentaram matar Carlos Eduardo dos Santos Almeida, conhecido como ‘Galeguinho do Facão’, e José Bruno Alves da Silva.

    O processo ainda informa que os réus integravam um bando especializado em realizar serviços grosseiramente conhecidos como ‘limpeza social’, mais comumente conhecido como grupo de extermínio, promovendo a extinção de criminosos e menores infratores, bem como reavendo bens furtados ou tomados em assaltos, “funcionando como uma verdadeira milícia para militar”.

    Em sua decisão de pronúncia, a juíza afirma que restam comprovadas a materialidade do fato (existência do crime) e existem indícios suficientes de autoria nas pessoas dos acusados apontados na denúncia. “Por sua vez, quanto à qualificadora do homicídio consumado perpetrado por motivo torpe (artigo 121, parágrafo 2°, Inciso l do Código Penal), há indícios de que o crime foi perpetrado por motivo de vingança, haja vista as vítimas serem dadas a prática de crimes capazes de provocar considerável abalo à ordem pública na região do Vale do Mamanguape, mais precisamente nas cidades de Capim e Cuité de Mamanguape”, destaca parte da pronúncia.

    Por Fernando Patriota 

     

  • Ministério da Saúde envia equipe a São Paulo para monitorar 1º caso de mpox causado pela cepa 1b no Brasil

    O Ministério da Saúde enviou, nesta segunda-feira (10), uma equipe técnica a São Paulo para acompanhar o primeiro caso de mpox no Brasil causado pela cepa 1b do vírus. A paciente, uma mulher de 29 anos, residente na região metropolitana da capital paulista, teve contato com um familiar procedente da República Democrática do Congo, onde há circulação endêmica do vírus. 

    O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, informou que a paciente diagnosticada com a cepa clado 1B da mpox segue internada e em isolamento. A paciente evolui bem, com as lesões já cicatrizadas e tem previsão de alta esta semana. 

    A missão conta com 4 profissionais, incluindo infectologista, epidemiologista de campo e técnicos especializados em vigilância epidemiológica e imunização. A equipe será liderada pelo coordenador-geral de vigilância do HIV/Aids do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), Artur Kalichman, representando o Centro de Operações de Emergências (COE-Mpox). 

    De acordo com o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), Edenilo Barreira Filho, a equipe realizará uma investigação epidemiológica detalhada, oferecerá apoio técnico-operacional à vigilância local, avaliará as medidas de controle adotadas e definirá estratégias conjuntas para resposta ao caso. “As tratativas com a secretaria estadual de Saúde estão sendo conduzidas pelo Dathi, visando fortalecer as ações integradas e garantir uma resposta oportuna”, destacou. 

    O caso foi confirmado laboratorialmente, com sequenciamento genético completo, revelando semelhança com registros internacionais recentes. Até o momento, não foram identificados casos secundários, mas as equipes de vigilância municipal seguem monitorando possíveis contatos. 

    Monitoramento e resposta 

    O Ministério da Saúde mantém o monitoramento contínuo da situação epidemiológica da mpox no Brasil e no mundo, acompanhando as mais recentes evidências científicas para embasar recomendações e medidas de proteção. 

    Desde a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em agosto de 2024, a pasta mantém ativo o Centro de Operações de Emergências (COE-Mpox), responsável por coordenar a resposta nacional e fortalecer a gestão integrada de enfrentamento à doença. 

    Em 2024, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox, enquanto, em 2025, até o início de fevereiro, foram notificados 115 casos de diferentes cepas em circulação. Nenhum óbito foi registrado nos últimos dois anos no país, e a maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados. 

    A mpox é considerada endêmica na África Central e Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, o Congo declarou surto nacional da doença, relacionado à circulação da cepa 1 do vírus da mpox (MPXV). Desde julho do ano passado, casos da cepa 1b foram identificados em diversos países, incluindo Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Angola, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia e Emirados Árabes Unidos. 

    O objetivo do ministério é fortalecer a vigilância epidemiológica, garantir ações preventivas e aprimorar a resposta nacional à doença, reforçando a segurança sanitária e a proteção da população brasileira. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Alexandre Padilha assume Ministério da Saúde e reafirma obsessão em reduzir tempo de espera no SUS

    Alexandre Padilha assume Ministério da Saúde e reafirma obsessão em reduzir tempo de espera no SUS

    Em seu primeiro discurso como Ministro da Saúde, Alexandre Padilha reiterou a “obsessão em reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso ao atendimento especializado no Brasil. Não há solução mágica para um problema que se arrasta há décadas e se agravou com a pandemia e o descaso do governo anterior. Não se trata de uma doença aguda para a qual já exista um remédio imediato. Como dizemos na medicina, não é algo que possamos resolver apenas aliviando a febre e a dor momentaneamente”, disse. Em cerimônia de posse no Palácio do Planalto, o ministro Padilha afirmou que aprendeu com o presidente Lula que “diante da dificuldade, a gente teima. Teima, insiste, vai lá e faz”.

    “Não podemos aceitar que um entregador fique sem trabalhar e sustentar sua família por falta de um exame acessível em um horário viável. Vamos lutar, porque é desumano que uma família inteira sofra noites de angústia esperando a realização de uma biópsia, quando sabemos que o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer”, acrescentou, reiterando o compromisso de colocar esse desafio histórico no centro das ações do Ministério da Saúde. “Essa não será apenas uma prioridade – será nossa agenda diária de trabalho”.

    Segundo Padilha, “como em qualquer serviço de saúde de urgência, nosso compromisso será de 24 horas por dia, de segunda a segunda, para reduzir o tempo de espera e garantir um atendimento especializado digno para todos os brasileiros”.

    Enfrentamento do negacionismo

    Padilha ressaltou a importância do SUS como um pilar fundamental da sociedade brasileira e se comprometeu a defendê-lo de ataques e retrocessos. “Negacionistas, vocês têm as mãos sujas com o sangue de todos aqueles que partiram na pandemia. Este governo não permitirá que a perversidade de vocês gere indiferença e desprezo à vida das nossas crianças e famílias brasileiras”, afirmou, referindo-se ao impacto das políticas negacionistas na crise sanitária da covid-19.

    O novo ministro também destacou que sua gestão será pautada pelo fortalecimento das campanhas de vacinação, pelo enfrentamento de doenças tropicais como a dengue e a malária e pela busca de novas tecnologias para aprimorar o atendimento no SUS.

    Novo modelo de remuneração no SUS

    Entre os desafios assumidos pelo novo ministro também está a criação de um novo modelo de financiamento para os serviços de saúde. Alexandre Padilha anunciou que sua equipe trabalhará para encerrar a atual tabela SUS, propondo um sistema de remuneração mais eficiente para estados, municípios e hospitais que garantirem atendimento mais rápido e de qualidade.

    “Teremos coragem e ousadia para superar esse modelo e criar uma política que valorize quem atende no tempo certo. Não há solução mágica, mas há determinação. Vamos enfrentar e vencer esse desafio”, destacou.

    Valorização dos profissionais da Saúde e compromisso com a ciência

    Padilha reforçou que a saúde pública precisa de trabalhadores qualificados e valorizados para garantir um atendimento eficiente. Ele garantiu que o Ministério da Saúde será parceiro de universidades e centros de formação, priorizando a qualidade da formação de médicos e demais profissionais da saúde.

    Além disso, reafirmou o compromisso com a ciência e a cooperação com instituições internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). “Aqui vocês têm um ministro e um presidente da República que dizem sim à OMS, sim às campanhas de vacinação e sim ao fortalecimento do SUS”, declarou.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    SUS como vetor de desenvolvimento e inovação

    O novo ministro destacou, ainda, o papel do SUS na produção científica e no desenvolvimento tecnológico do Brasil, citando como exemplo a recente produção da vacina 100% nacional contra a dengue pelo Instituto Butantan, fruto de uma transferência de tecnologia que garante mais autonomia ao país na produção de imunizantes. 

    “A saúde tem o potencial de ser um catalisador de inovação e desenvolvimento, gerando emprego, renda e conhecimento para o Brasil. O SUS não é apenas um direito do povo, é também um motor de progresso para o país”, afirmou.

    Desafios da nova gestão

    Padilha encerrou seu discurso reafirmando que o governo não medirá esforços para melhorar a saúde pública no Brasil. Ele destacou que a experiência como ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff e como secretário de Saúde de São Paulo o preparou para enfrentar os desafios da pasta.

    “Sei que não será fácil, mas quem aprendeu com Lula sabe que, diante de uma dificuldade, a gente teima, vai lá e faz. Quem ama o povo brasileiro, como o presidente Lula ama, nunca vai deixar de lutar por um SUS mais forte, mais ágil e mais humano”, observou.

    Reconstrução da saúde e legado de Nísia Trindade

    A posse de Alexandre Padilha marca a transição da gestão de Nísia Trindade, que conduziu o Ministério da Saúde desde 2023, no início do terceiro governo Lula, e foi responsável pela reconstrução de políticas públicas essenciais, como a retomada da cobertura vacinal, a ampliação do Farmácia Popular e o combate à desinformação sobre vacinas.

    “Nísia, o Brasil agradece a você e à sua equipe pela reconstrução do Ministério da Saúde depois de anos sombrios. Você substituiu o negacionismo pelo compromisso com a saúde pública e com a ciência”, concluiu Padilha.

    Bianca Lima e Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Nísia Trindade agradece oportunidade de reconstruir o SUS e destaca avanços dos últimos dois anos

    “Meu legado é a reconstrução do SUS. Tenho orgulho de dizer que fui a primeira mulher presidente da Fiocruz e a primeira ministra da Saúde do governo federal, trabalhando para fortalecer e ampliar o direito à saúde para todos os brasileiros”, declarou a ministra Nísia Trindade, nesta segunda-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto. Ela se despediu do cargo, na tarde de hoje, destacando conquistas e avanços à frente da gestão do SUS. Na oportunidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse ao novo ministro, Alexandre Padilha.

    Nísia ressaltou que, sob comando do presidente Lula, o Ministério da Saúde não se furtou a realizar nenhuma ação. Entre os principais marcos, ela destacou a retomada da cobertura vacinal, que reverteu seis anos consecutivos de queda, e a oferta gratuita de 100% dos medicamentos do programa Farmácia Popular, que beneficiou mais de 24 milhões de brasileiros, o maior número da série histórica. 

    “Busquei, após seis anos de trabalho intenso na Fiocruz, em defesa da democracia e da ciência, retomar o papel coordenador do Ministério da Saúde. Precisamos pensar no Brasil que falta. Estamos entre as 10 maiores economias do mundo, mas somos uma das economias mais desiguais e a desigualdade se concretiza na dificuldade de acesso à saúde”, declarou Nísia. “Pobreza faz mal à saúde e esse quadro requer políticas públicas urgentes, políticas que são inadiáveis”, complementou.

    Nísia Trindade ressaltou importantes entregas como o avanço expressivo de cirurgias eletivas, resultando no maior número de procedimentos da história do SUS: mais de 14,9 milhões de cirurgias apenas em 2024, um crescimento de 37% em relação a 2022. Para 2025, segundo ela, a previsão é superar 15 milhões de cirurgias, com um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão, legado de sua gestão. “O Ministério da Saúde estava desmontado e desacreditado, mas o piso da saúde foi restabelecido e houve aumento significativo dos recursos alocados”, defendeu.

    No enfrentamento da dengue, ela destacou a mobilização nacional que resultou em uma queda de mais de 60% no número de casos no início de 2025. O Brasil também se tornou o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público de saúde, garantindo a distribuição de 9,5 milhões de doses este ano. “Enfrentamos a maior epidemia de dengue da história, decorrentes das mudanças climáticas, e sabemos que as respostas não cabem apenas ao setor saúde, demandando saneamento, mobilização de prefeituras e da sociedade, além da escala nacional de produção de tecnologias cientificamente comprovadas”, declarou.

    A expansão da atenção primária, a principal porta de entrada do SUS, foi outro pilar de avanços na gestão, segundo Nísia. “O programa Mais Médicos dobrou de tamanho, passando a contar com mais de 26 mil médicos, o SAMU está com frota renovada e 4.750 novas equipes de Saúde da Família foram habilitadas para reforçar o atendimento, inclusive em áreas ribeirinhas. Povos indígenas, as populações negra, quilombola e ribeirinha, grupos com demandas específicas, como mulheres e LGBTQIAP+, pessoas com deficiência, populações de periferias. Trabalhamos pela reparação de injustiças históricas”, disse Nísia. “Presidente Lula, muito obrigada pela oportunidade de realizar um trabalho em que acredito”, acrescentou. 

    Em seu discurso, Nísia também reforçou que promoveu a reorganização dos hospitais federais do Rio de Janeiro, enfrentando um dos desafios históricos do SUS. No campo da inovação e desenvolvimento, o Ministério da Saúde impulsionou o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), ampliando a produção nacional de medicamentos e vacinas. Desde 2023, foram incorporadas 67 novas tecnologias ao SUS, incluindo imunizantes contra a dengue e bronquiolite, além de tratamentos para câncer de mama.

    Ao encerrar sua gestão, Nísia Trindade ressaltou que os avanços conquistados refletem o compromisso com a saúde pública e o bem-estar da população. “Entendo que esse é um momento especial para a República, para as relações interfederativas e para o avanço de políticas públicas. Desejo sucesso ao ministro Padilha nessa missão e agradeço a parceria nesse tempo que estive no governo. Muito obrigada”, finalizou.

    Bianca Lima e Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Profissionais da Saúde de Cabo Verde e Guiné-Bissau contam como tiveram as vidas transformadas pelo EpiSUS

    Profissionais da Saúde de Cabo Verde e Guiné-Bissau contam como tiveram as vidas transformadas pelo EpiSUS

    No evento de abertura das comemorações dos 25 anos do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS – EpiSUS, dois profissionais da Saúde contaram suas experiências, desafios e superações durante o período de formação no nível avançado do programa.

    O EpiSUS oferece vagas afirmativas para pessoas de países lusófonos desde 2017. Até o momento, três profissionais da Guiné-Bissau se formaram no nível avançado (14ª e 15ª turmas). Atualmente, Janilza Silveira, de Cabo Verde, e Benvindo Sá, da Guiné-Bissau estão em treinamento. Os países são responsáveis por selecionar e indicar seus candidatos, que passam por etapas como entrevistas, análise do histórico profissional e definição de objetivos a partir do treinamento.

    O aprendizado adquirido no Brasil acompanha os profissionais quando voltam aos países de origem, beneficiando não apenas as trajetórias pessoais, mas, também, as comunidades. E, quando outros países precisarem – sejam vizinhos ou até mesmo o Brasil –, estarão prontos para auxiliarem.

    População vulnerável

    Com um mestrado na Inglaterra, um estágio pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em Atlanta e uma pós-graduação em Saúde Pública, quando pisou em solo brasileiro pela segunda vez, a cabo-verdense Janilza trazia na bagagem não só títulos, mas um olhar cada vez mais aguçado para a vigilância epidemiológica. No entanto, foi no EpiSUS que ela encontrou o que tanto buscava: um aprendizado que se dava no calor dos surtos, na rua, no contato direto com populações vulnerabilizadas.

    Sua primeira experiência de campo foi em um surto de hepatite A na Região Sul do Brasil. Mais do que mapear os casos, Janilza e equipe identificaram algo que poderia ter passado despercebido – a doença atingia de forma desproporcional pessoas em situação de rua. “Poder demonstrar que era necessário um olhar específico para essa população vulnerável, foi algo muito significativo para mim”, recorda.

    Apesar da experiência internacional e da familiaridade com o Brasil, mudar-se novamente não foi simples. “É um esforço porque precisei pausar o trabalho que eu fazia para me dedicar a um período mais acadêmico, mas sei que isso será aplicado na prática e trará benefícios”. O futuro já está traçado: voltar para Cabo Verde e aplicar tudo o que aprendeu. Além de fortalecer o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), quer contribuir para a formação de novos epidemiologistas em seu país. “Pretendo continuar trabalhando no Programa de Epidemiologia de Campo em Cabo Verde (EpiCV) e aplicar um pouco do que aprendi no Brasil”.

    Progresso dos colegas

    Se a pandemia de Covid-19 transformou o mundo, na vida de Benvindo Sá ela foi um divisor de águas. Médico de formação, atuava na assistência clínica quando foi chamado para integrar a equipe de resposta rápida na Guiné-Bissau. Foi ali, lidando diretamente com surtos, que entendeu que seu caminho era a epidemiologia de campo.

    A decisão de ingressar no EpiSUS veio com a influência de um colega que já havia passado pelo programa. “Vendo o progresso dos colegas que fizeram o EpiSUS aqui, percebi que eles estavam contribuindo bastante para o sistema de saúde do nosso país. Os resultados eram palpáveis, dava para ver a diferença que faziam”, conta.

    Envolvido nas atividades de combate à pandemia, Benvindo logo se interessou pela proposta. Ingressou e concluiu o nível intermediário, ofertado na Guiné-Bissau. Depois, soube que o programa também disponibilizava vagas para países lusófonos no nível avançado. “Comecei a pesquisar mais sobre o EpiSUS, vi a experiência do programa ao longo do tempo e como ele formava profissionais que depois poderiam apoiar outros países”, conta. A familiaridade pela língua portuguesa o fez optar pelo programa brasileiro.

    Apesar dos desafios, ele considera a experiência gratificante. “O EpiSUS tem sido uma experiência valiosa porque me permite aprender fazendo”, descreve. “Aqui, estou tendo essa oportunidade de fato, colocando em prática aquilo que aprendi há algum tempo, mas não tive a chance de aplicar antes”.

    O aprendizado veio de forma rápida e intensa. “Meu primeiro campo no Brasil foi em Santa Catarina, investigando um surto de febre do oropouche. Depois, fui para o sul da Bahia apoiar uma investigação sobre varicela em uma aldeia indígena”. Mas foi no Pará, liderando uma investigação sobre meningite, que sentiu o peso da responsabilidade. “Foi um grande desafio conduzir tudo em um país com um sistema de saúde diferente, lidando com equipes que têm uma outra dinâmica e modos de lidar com a situação”. E conclui: “Assim que terminar a formação, pretendo voltar e contribuir com o fortalecimento do sistema de saúde [do meu país], assim como os colegas que já passaram por esse programa. Esse é o objetivo do EpiSUS: qualificar profissionais para fortalecer os sistemas de saúde dos países, especialmente os lusófonos”. 

    Felipe Moraes
    Ministério da Saúde

  • Conheça o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Conheça o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor de Medicina e Saúde nas universidades Nove de Julho (Uninove) e São Leopoldo Mandic, Alexandre Padilha tomou posse como ministro da Saúde nesta segunda-feira (10), em Brasília. 

    Com longa jornada na vida pública e atuação relevante no Sistema Único de Saúde (SUS), foi ministro no governo Lula (2009-2010) da pasta de Relações Institucionais; da Saúde durante a gestão Dilma Rousseff (2011-2014); e novamente ministro de Relações Institucionais no atual mandato do presidente Lula, de 2023 até o dia de hoje. 

    Foi secretário municipal de Relações Governamentais e, em seguida, secretário municipal da Saúde da cidade de São Paulo, durante a gestão de Fernando Haddad (2013-2016). Atualmente, é deputado federal reeleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo. 

    Em sua primeira experiência como ministro da Saúde, Padilha criou uma das políticas mais importantes para promoção do cuidado em áreas de vulnerabilidade social: o programa Mais Médicos, que chegou a ter durante o governo Dilma 18 mil médicos em atuação, atendendo a cerca de 60 milhões de brasileiros por meio do SUS. 

    Sua gestão também foi marcada pela ampliação do Farmácia Popular, com início da distribuição de medicamentos gratuitos para pessoas com diabetes, hipertensão e asma e aumento de 10,3 milhões para 19,4 milhões de beneficiados, além da expansão de diversos serviços especializados em oncologia e em cuidado obstétrico, como a antiga Rede Cegonha – relançada em 2024 como Rede Alyne

    Como deputado federal, coordenou a Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) no Congresso Nacional e foi membro da Comissão de Seguridade Social e Família, Desenvolvimento Urbano, Cultura, Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. 

    Foi autor da lei que garante indenização para dependentes e trabalhadores da saúde e da assistência social que tiveram sequelas em decorrência da covid-19. Como relator, viabilizou a aprovação do Piso Nacional da Enfermagem

    Na gestão como secretário municipal de saúde, implementou em São Paulo a Rede de Hospitais Especializados Hora Certa, as UPAs 24h e expandiu o atendimento das UBS aos sábados. 

    Ministério da Saúde

  • NAS realiza levantamento para cadastro de doadores de medula óssea Última atualização: 10/03/2025 às 15:24:00

    Você sabia que as chances de uma pessoa com leucemias, linfomas e outras doenças hematológicas graves encontrar um doador compatível é, em média, de 1 para 100, entre doadores familiares, e de 1 para 100 mil, entre os que não são parentes? Devido à diversidade genética da população, encontrar um doador compatível nem sempre é fácil. Por isso, é importante ampliar as chances de compatibilidade, o que pode ser feito com o aumento do cadastro de pessoas voluntárias, que se habilitam como doadoras.  

    Em razão disso, o Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 deu início a uma pesquisa para saber o quantitativo de integrantes da Corte que têm interesse em se cadastrar como doador(a). Podem participar servidores(as), terceirizados(as), residentes e estagiários(as), bem como seus familiares, com idades entre 16 e 35 anos. O processo de cadastramento é simples e envolve apenas a coleta de uma amostra de sangue  

    A expectativa é de que, caso haja um quórum mínimo de pessoas interessadas em fazer o cadastro, seja realizada uma ação presencial no TRF5, em parceria com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e o HEMOPE.  

    Interessados(as) em se voluntariar como doadores(as) devem enviar e-mail para medicos@trf5.jus.br, informando nome completo, telefone e lotação.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Comprovantes para declaração do IRPF já estão disponíveis no Portal do Servidor e no Portal TRFMED Última atualização: 10/03/2025 às 15:45:00

    O Comprovante de Rendimentos e o Relatório de Despesas Médicas do TRFMED para a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) 2025 já estão disponíveis para os(as) servidores(as) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5. O Comprovante de Rendimentos pode ser acessado através do Portal do Servidor, na página do TRF5.

    Já o Relatório de Despesas Médicas está disponível no Portal do Beneficiário. O documento inclui todos os pagamentos e reembolsos detalhados por mês e por beneficiário do grupo familiar, facilitando o preenchimento da sua declaração. 

    Para gerar o relatório, siga o passo a passo abaixo: 

    Acesse sua área no Portal do Beneficiário ;

    Clique no menu Relatórios e selecione Relatórios de Pagamentos (IRPF);

    Filtre a busca pelo seu nome;

    O sistema gerará automaticamente o relatório com todas as informações necessárias.

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    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5