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  • CDH analisa projetos sobre exploração em terras indígenas

    CDH analisa projetos sobre exploração em terras indígenas

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado analisará, nesta quarta-feira (13), duas propostas legislativas sobre permissão de atividades de exploração econômica em territórios indígenas. O projeto de lei 1331/2022 autoriza a realização de pesquisa e garimpo por terceiros em terras indígenas, enquanto o 6050/2023 regulamenta a exploração.

    Participação no lucro aos indígenas

    Apresentado pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), o projeto 1331/2022 permite pesquisa e garimpo em áreas já homologadas ou em processo de demarcação, desde que haja consentimento prévio das comunidades impactadas, e assegura participação dos indígenas nos lucros da atividade garimpeira. A proposta foi relatada e aprovada pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que também propôs sete emendas.

    Leia a íntegra da proposta 1311/2022.

    A votação foi adiada após pedido de vista coletiva.

Fonte: Agência Senado

    A votação foi adiada após pedido de vista coletiva.

    Fonte: Agência SenadoWaldemir Barreto/Agência Senado

    Regras para exploração

    O projeto 6050/2023, por sua vez, estabelece normas para a exploração econômica em terras indígenas. Originário da CPI das ONGs, o projeto foi relatado pelo senador Marcio Bittar (União-AC), que se manifestou favorável à proposta, com acréscimo de duas emendas de redação.

    Veja a íntegra do projeto 6050/2023.

    As duas propostas serão encaminhadas para avaliação das comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação na Câmara dos Deputados.

    Yamonami

    Durante a reunião, a CDH também apresentará um relatório sobre a atividade em território Yamonami, em que é avaliada a atuação do Estado em duas áreas críticas e interligadas de resposta humanitária: a Operação Acolhida, destinada ao acolhimento de migrantes e refugiados venezuelanos, e a situação sanitária e humanitária na terra indígena.

  • Deputado pede prisão de Hytalo Santos após denúncia de Felca

    Deputado pede prisão de Hytalo Santos após denúncia de Felca

    O deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, apresentou nessa segunda-feira (11) um pedido formal ao Ministério Público para que seja aberta uma investigação criminal contra o influenciador digital Hytalo Santos. O parlamentar reagiu a denúncias de que o youtuber teria exposto sexualmente menores de idade em seus conteúdos online.

    Hytalo Santos nega exploração sexual da imagem de crianças e adolescentes.

    Hytalo Santos nega exploração sexual da imagem de crianças e adolescentes.Reprodução/Instagram/Hytalo Santos

    A acusação ganhou repercussão após o também influenciador Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca, alertar sobre a “adultização” e possível exploração de crianças e adolescentes em vídeos publicados por Hytalo. As publicações, segundo Felca, apresentariam conteúdo sexualizado envolvendo jovens, o que configuraria violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Pedido de prisão preventiva

    No documento enviado ao MP, Reimont solicita a instauração de investigação urgente e minuciosa sobre a conduta de Hytalo, com foco na exposição sexual de menores em ambiente digital. O parlamentar ressalta que, caso seja constatado risco continuado à integridade das vítimas, deve ser avaliada a decretação de prisão preventiva para impedir a repetição dos crimes.

    Além disso, o requerimento prevê a apuração sobre outros influenciadores que possam estar envolvidos em práticas de monitoramento ou exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes. Também solicita que relatórios preliminares sejam enviados à comissão e, se necessário, à Procuradoria da República e aos conselhos de direitos da criança e do adolescente.

    Defesa nega acusações

    Hytalo Santos nega as acusações e afirma que parte dos vídeos foi produzida com autorização dos responsáveis legais, acrescentando que algumas das jovens seriam emancipadas. Apesar disso, as contas do influenciador e da adolescente conhecida como Kamylinha, presença frequente em seus vídeos, foram removidas das plataformas.

    Na manifestação encaminhada ao MP, Reimont defendeu que a gravidade das denúncias exige resposta institucional firme e imediata. Ele ressaltou que a proteção da infância e da adolescência é dever de todos os poderes, e que a atuação da Comissão de Direitos Humanos visa “reforçar o compromisso com a dignidade humana e a prevenção de violações de direitos fundamentais”.

    Votações

    No domingo (10), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que buscará avançar na elaboração da pauta da semana em projetos voltados ao combate à sexualização infantil. A iniciativa, segundo ele, foi uma resposta ao vídeo de Felca.

    “O vídeo do Felca sobre a adultização das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade”, disse Hugo Motta, que também agradeceu ao influenciador. “Obrigado, Felca. Conte com a Câmara para avançar na defesa das crianças.

  • Em conversa com Lula, Xi Jinping declara apoio à soberania brasileira

    Em conversa com Lula, Xi Jinping declara apoio à soberania brasileira

    O presidente Lula conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, na noite desta segunda-feira (11), por cerca de uma hora. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa foi marcada por temas estratégicos da relação bilateral e pela troca de visões sobre a conjuntura internacional. O diálogo foi solicitado pelo líder brasileiro.

    De acordo com o relato chinês, divulgado pela rede estatal CCTV e pela agência Xinhua, Xi afirmou que “a China está pronta para trabalhar com o Brasil para estabelecer um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global”. Ele também declarou que “a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional e apoia o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos, exortando todos os países a se unirem na luta decidida contra o unilateralismo e o protecionismo”.

    Xi Jinping e Lula, em encontro em Brasília, em 20 de novembro de 2024.

    Xi Jinping e Lula, em encontro em Brasília, em 20 de novembro de 2024. Pedro Ladeira/Folhapress

    Brics e conjuntura internacional

    O comunicado brasileiro destacou que a conversa abordou temas como Brics e oportunidades de negócios. Xi definiu o bloco como “plataforma-chave para construir consenso no Sul Global” e defendeu que os países do grupo atuem juntos para proteger “os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento”.

    Lula relatou que “trocamos impressões sobre a atual conjuntura internacional e os recentes esforços pela paz entre Rússia e Ucrânia. Concordamos sobre o papel do G20 e do Brics na defesa do multilateralismo”. Ele também apontou a importância do grupo Amigos da Paz para buscar soluções políticas para o conflito.

    COP 30 no centro da pauta ambiental

    A questão climática foi outro destaque da ligação. “Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima”, afirmou Lula nas redes. Xi Jinping respondeu que enviará a Belém, sede do evento em 2025, uma delegação de alto nível e trabalhará ao lado do Brasil para garantir o êxito da conferência.

    Para o governo brasileiro, o encontro é uma oportunidade estratégica para firmar compromissos ambientais e ampliar investimentos em tecnologias limpas. O líder chinês reforçou que o seu país pretende construir, junto com o Brasil, “um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”.

    Cooperação econômica e tecnológica

    O diálogo também reforçou o interesse em ampliar a parceria estratégica. Lula afirmou que ambos saudaram “os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países” e se comprometeram a expandir a cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites.

    Xi destacou que “as relações entre a China e o Brasil estão em seu melhor momento na história” e que o alinhamento das estratégias de desenvolvimento avança “de forma fluida”. Segundo ele, “o lado chinês está pronto para trabalhar com o Brasil para aproveitar oportunidades, fortalecer a coordenação e proporcionar mais resultados mutuamente benéficos de cooperação”.

    A conversa ocorre em um cenário de disputas comerciais e realinhamentos estratégicos, no qual Brasil e China buscam reforçar a cooperação Sul-Sul. Embora não haja confirmação sobre debates envolvendo a recente escalada tarifária dos Estados Unidos contra países do Brics ou o pedido do ex-presidente Donald Trump para que a China aumente a compra de soja americana, o tom da ligação evidenciou sintonia em defesa do multilateralismo e de interesses comuns no comércio internacional.

    Veja a íntegra do relato da conversa feito pela agência oficial chinesa, Xinhua:

    “Xi diz que China e Brasil podem dar exemplo de unidade e autossuficiência no Sul Global

    Beijing, 12 ago (Xinhua) — O presidente chinês, Xi Jinping, disse nesta terça-feira que a China está disposta a trabalhar com o Brasil para estabelecer um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global e construir conjuntamente um mundo mais justo e um planeta mais sustentável.

    Xi fez as declarações durante uma conversa telefônica com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

    As relações entre China e Brasil estão em seu melhor momento na história, com a construção de uma comunidade China-Brasil de um futuro compartilhado e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países começando bem e progredindo de forma fluida, afirmou Xi.

    O presidente chinês acrescentou que a China está disposta a trabalhar com o Brasil para aproveitar oportunidades, fortalecer a coordenação e alcançar mais resultados de cooperação mutuamente benéfica.

    Xi disse ainda que a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional e apoia o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos, e conclamou todos os países a se unirem e se oporem resolutamente ao unilateralismo e ao protecionismo.

    Xi destacou que o mecanismo do Brics é uma plataforma-chave para a construção de consenso no Sul Global e parabenizou o Brasil por sediar com êxito a cúpula do BRICS realizada recentemente.

    Xi apelou aos países do Sul Global que salvaguardem conjuntamente a equidade e a justiça na comunidade internacional, defendam as normas básicas que regem as relações internacionais e protejam os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento.

    A China e o Brasil devem continuar a enfrentar os desafios globais, garantir o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que se realizará na cidade de Belém, Brasil, e devem promover o papel do grupo “Amigos da Paz” na promoção de uma solução política para a crise ucraniana, segundo Xi.

    Lula, por sua vez, disse que o Brasil atribui grande importância às relações com a China e espera fortalecer a cooperação com a China, aprofundar o alinhamento estratégico e promover um maior desenvolvimento das relações bilaterais.

    Ele informou Xi sobre a situação atual das relações entre o Brasil e os EUA e a posição de princípio inabalável do Brasil na salvaguarda de sua soberania.

    Lula elogiou os esforços chineses para aderir ao multilateralismo e salvaguardar as regras do livre comércio, bem como seu papel responsável nos assuntos internacionais.

    O Brasil está disposto a reforçar a comunicação e a coordenação com a China em mecanismos multilaterais como o Brics, opor-se à bullying unilateral e salvaguardar os interesses comuns de todos os países, de acordo com o presidente brasileiro.”

  • Haddad debate nova tributação de fundos e ativos virtuais no Senado

    Haddad debate nova tributação de fundos e ativos virtuais no Senado

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa nesta terça-feira (12) de um debate, a partir das 14h30, promovido pela comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória (MP) 1.303/2025, sobre as novas diretrizes de tributação incidentes sobre aplicações financeiras e ativos virtuais.

    A MP em questão propõe a tributação de fundos de investimento atualmente isentos, como letras de crédito e fundos imobiliários, os quais passarão a ser taxados com uma alíquota de 5% sobre o rendimento.

    Adicionalmente, a medida inclui, entre outros pontos, regulamentações específicas para a tributação de ativos virtuais, operações realizadas em bolsa de valores, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros, além de ampliar a tributação sobre as apostas de quota fixa (bets).

    Com participação de Haddad, comissão mista discute novas regras de tributação de investimentos e ativos.

    Com participação de Haddad, comissão mista discute novas regras de tributação de investimentos e ativos.Pedro Ladeira/Folhapress

    A medida foi encaminhada ao Congresso Nacional no mês de junho, com o objetivo de compensar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A comissão mista é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Estão previstas quatro audiências públicas ao longo do mês de agosto, destinadas a abordar os diversos temas abrangidos pela MP 1.303.

    Após a audiência com o ministro da Fazenda, a comissão seguirá com a votação de seu plano de trabalho e de alguns requerimentos.

  • Corregedor pede mais tempo para ouvir deputados denunciados

    Corregedor pede mais tempo para ouvir deputados denunciados

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reúne-se com líderes partidários e o corregedor da Casa, Diego Coronel (PSD-BA), nesta manhã, para discutir se será prorrogado o prazo de análise das representações contra 14 parlamentares envolvidos no motim que paralisou os trabalhos da Casa na semana passada. O encontro, marcado para as 10h, será realizado na residência oficial da Presidência da Câmara.

    As denúncias foram apresentadas por partidos que pedem a suspensão dos mandatos dos deputados acusados de ocupar a Mesa Diretora e obstruir as sessões em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 4.

    Diego Coronel, corregedor da Câmara, defende tempo maior para ouvir deputados denunciados.

    Diego Coronel, corregedor da Câmara, defende tempo maior para ouvir deputados denunciados.Zeca Ribeiro/Agência Câmara

    Divergência sobre o rito

    O despacho de Motta à Corregedoria, feito na sexta-feira (8), seguiu o rito ordinário, que prevê cinco dias úteis para defesa e até 45 dias para o parecer do corregedor. No entanto, como se trata de pedidos de suspensão cautelar de mandato, também é possível adotar o rito sumário, com prazo de 48 horas para manifestação da Corregedoria e envio ao Conselho de Ética até quarta-feira (13). Partidos da base governista pedem que os casos sejam analisados o mais rápido possível.

    Diego Coronel afirma que pretende propor mais tempo para análise, mas que aceitará a palavra final dos líderes e do presidente da Câmara. O corregedor argumenta que, diante da gravidade das possíveis punições, que podem chegar a seis meses de suspensão de mandato, com corte de salário e benefícios, é necessário ouvir as partes antes de qualquer decisão.

    A expectativa é que cada caso seja avaliado individualmente, podendo haver aplicação de ritos diferentes para deputados distintos.

    Os denunciados

    As acusações incluem obstrução física da Mesa Diretora, ocupação do plenário e comissões, intimidação de colegas e jornalistas, além de incitação de pautas não previstas, como anistia aos condenados do 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment de ministros do STF.

    Veja quem são os deputados denunciados e o que pesa contra cada um deles:

    • Allan Garcês (PP-MA) – Participar da ocupação da Mesa Diretora e obstruir os trabalhos legislativos.
    • Bia Kicis (PL-DF) – Integrar o grupo que ocupou a presidência da Câmara e impedir a retomada da sessão.
    • Carlos Jordy (PL-RJ) – Atuar na ocupação e incentivar a manutenção do bloqueio físico à Mesa Diretora.
    • Caroline de Toni (PL-SC) – Participar da ocupação e apoiar a obstrução dos trabalhos.
    • Domingos Sávio (PL-MG) – Aderir à ocupação e apoiar as demandas do grupo, travando o andamento da pauta.
    • Júlia Zanatta (PL-SC) – Usar a filha de 4 meses como “escudo” durante a ocupação, colocando-a em ambiente de tensão; obstruir fisicamente a sessão.
    • Marcel van Hattem (Novo-RS) – “Tomar de assalto” e “sequestrar” a cadeira da presidência; permanecer no local impedindo o funcionamento da Casa.
    • Marco Feliciano (PL-SP) – Participar ativamente da ocupação da Mesa Diretora e apoiar o bloqueio dos trabalhos.
    • Marcos Pollon (PL-MS) – Impedir a retomada dos trabalhos; último a deixar a cadeira da presidência; acusado de xingar o presidente Hugo Motta.
    • Nikolas Ferreira (PL-MG) – Integrar o grupo que obstruiu a sessão.
    • Paulo Bilynskyj (PL-SP) – “Tomar de assalto” a Mesa Diretora; ocupar a Mesa da Comissão de Direitos Humanos, impedindo o presidente de atuar; agredir o jornalista Guga Noblat.
    • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Participar da ocupação da Mesa Diretora e obstruir o funcionamento da sessão. É o líder do PL na Câmara.
    • Zé Trovão (PL-SC) – Tentar impedir fisicamente o presidente Hugo Motta de retomar a Mesa Diretora.
    • Zucco (PL-RS) – Participar da ocupação e apoiar a obstrução física do plenário. É o líder da oposição na Câmara.

    Próximos passos

    Após o parecer da Corregedoria, a Mesa Diretora decidirá, por maioria, se os casos seguem para o Conselho de Ética. Caso sejam remetidos, o colegiado terá três dias úteis para votar cada pedido, com possibilidade de aprovação, rejeição ou aplicação de outra penalidade. Tanto parlamentares punidos quanto a Mesa poderão recorrer ao plenário.

    Se o Conselho não votar no prazo, a Mesa pode levar a decisão diretamente aos 513 deputados, onde a manutenção de uma suspensão exige pelo menos 257 votos favoráveis.

  • Ao vivo: senadores sabatinam indicados para diretoria da ANA

    Ao vivo: senadores sabatinam indicados para diretoria da ANA

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado realiza, nesta terça-feira (12), a sabatina de três indicados para a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). São eles: Larissa Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva. Ao todo, o Senado sabatina 22 nomes nesta semana.

    Na reunião da última terça-feira (5), foram lidos os relatórios com parecer favorável às indicações. Caso sejam aprovados na comissão, os indicados ainda precisarão ter seus nomes confirmados pelo Plenário do Senado para assumir as funções na diretoria da agência.

    Papel da CMA e conexão com a ANA

    A Comissão de Meio Ambiente é responsável por analisar e opinar sobre temas relacionados à proteção do meio ambiente, conservação da natureza e gestão dos recursos hídricos, entre outros. Entre suas atribuições está o acompanhamento e a avaliação de agências reguladoras que atuam na área ambiental, como é o caso da ANA.

    A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico tem como missão implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos, regular o uso da água e promover o acesso ao saneamento básico no país. A aprovação dos novos diretores é vista como etapa essencial para dar continuidade a projetos e políticas públicas na área.

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    Na mira de Alcolumbre: dois indicados podem ser rejeitados em sabatinas

  • Na mira de Alcolumbre: dois indicados podem ser recusados em sabatinas

    Na mira de Alcolumbre: dois indicados podem ser recusados em sabatinas

    O Senado entra nesta semana em esforço concentrado para a realização das sabatinas de indicados pelo governo Lula a agências reguladoras, tribunais e conselhos. O anúncio, feito pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP), marca o fim de um longo hiato, marcado por negociações entre Governo, autarquias e Congresso para apontar nomes capazes de angariar, ao mesmo tempo, apoio político e setorial dos órgãos que planejam assumir.

    Em meio às negociações, dois nomes chegaram ao fim do processo sem garantias de acordo pela aprovação, havendo risco de rejeição: os candidatos Pietro Mendes, indicado pelo Executivo ao cargo de diretor na Agência Nacional do Petróleo (ANP), e Auriney Uchôa de Brito, escolhido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para uma das cadeiras do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

    Indicados para vagas na ANP e no CNMP são ligados a grupos antagônicos a Alcolumbre.

    Indicados para vagas na ANP e no CNMP são ligados a grupos antagônicos a Alcolumbre.
    Foto: Andressa Anholete/Agência Senado. Arte: Congresso em Foco

    Tanto Auriney Uchôa quanto Pietro Mendes disputam diante de um obstáculo difícil de transpor: a resistência do presidente Davi Alcolumbre.

    Fogo Cruzado

    Pietro Adamo Sampaio Mendes ocupa hoje a Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia. Ele é aliado de primeira ordem do ministro Alexandre Silveira, sendo seu preferido para o comando da agência.

    Alexandre Silveira possui uma rivalidade de longa data com Davi Alcolumbre, que presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2024, quando o governo encaminhou a primeira lista de indicações para as vagas de agências reguladoras. O agastamento emperrou o avanço das sabatinas, impondo uma intervenção do Planalto.

    A solução do governo para avançar com as análises dos candidatos foi dividir com o Senado a escolha das indicações. No rateio, a diretoria-geral da ANP ficou para o Senado, e o nome escolhido foi o de Artur Watt Neto, aliado do atual presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). Pietro ficou com uma cadeira de diretor, mas sem acordo para aprovação. Sem o aval de Alcolumbre, seu nome pode ficar na lista de rejeitados.

    O secretário ainda corre o risco de não ver sua sabatina realizada tão cedo: a análise da vaga da ANP cabe à Comissão de Infraestrutura, presidida por Marcos Rogério (PL-RO). O senador compõe o esforço da oposição para obstruir os trabalhos da Casa até que seja acatado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, demanda que Alcolumbre já sinalizou que não vai acatar.

    Ao contrário dos demais colegiados, a Comissão de Infraestrutura não tem data certa para realizar suas sabatinas, e sequer foram apontados os relatores dos indicados. Enquanto não houver acordo entre a oposição e a Mesa Diretora, a expectativa é de permanência do impasse no colegiado.

    Inimizade local

    Enquanto Pietro Mendes enfrenta o fogo cruzado entre Silveira e Alcolumbre, Auriney Uchôa disputa à vaga do CNMP diretamente sob a mira do presidente do Senado.

    Auriney Uchôa de Brito é um personagem da advocacia amapaense. Ele foi eleito duas vezes para presidir a seccional da OAB no Amapá, assumindo os biênios 2019-2021 e 2022-2024. Ao final de sua presidência, com as duas vagas da Ordem no CNMP abertas, decidiu se candidatar, mas sem antes consultar o então presidente da CCJ.

    Sem o endosso de Alcolumbre, Uchôa foi eleito pela OAB nacional para assumir o primeiro lugar na lista de indicações. Com a ascensão iminente de um rival em seu próprio terreno, o senador vetou a aprovação da forma como pôde, segurando sua sabatina até o final de sua condução no colegiado. Agora, o advogado segue em campanha sem a garantia de que terá os votos necessários para sua aprovação.

  • Selo anti-fraude traz mais segurança aos clientes, diz diretora da Fin

    Selo anti-fraude traz mais segurança aos clientes, diz diretora da Fin

    O aumento de golpes e fraudes no sistema financeiro tem levado bancos e outras instituições a reforçar mecanismos de segurança para proteger clientes e operações. Diante dessa realidade, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) passou a gerir o Selo de Prevenção a Fraudes, certificação voltada a reconhecer organizações que adotam as melhores práticas do mercado no combate a crimes virtuais.

    O Congresso em Foco conversou com a diretora-superintendente da confederação, Cássia Botelho, que explicou que a iniciativa foi criada “pelo mercado e para o mercado” e busca, antes de tudo, proteger o consumidor. “Hoje, essa questão da fraude, infelizmente, é transversal e crescente. Eu acho que traz mais confiança [ao cliente]. Por exemplo, eu gostaria que meu banco tivesse o selo, graças a Deus ele tem”, argumenta a diretora.

    De iniciativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a ideia da criação do selo ocorreu em 2023, quando foi testado em um grande banco. No ano seguinte, a Fin assumiu a governança, ampliando o alcance para além dos bancos tradicionais e incluindo fintechs, instituições de pagamento e bancos digitais.

    Como funciona a avaliação

    O comitê de governança do selo atua junto dos próprios participantes e do mercado financeiro. Anualmente, a Fin avança os critérios de avaliação para “elevar a régua” das instituições detentoras do selo de proteção contra fraudes. Para uma organização ser contemplada com o selo, é necessário atingir uma nota superior a 90 na análise realizada pela confederação.

    “Em 2025 a gente já passou a atuar também bastante dentro dos processos internos, foi criado mais um pilar. Então, são vários pilares, como é que é a cooperação, como é que é o diálogo entre setores, todos os requisitos processuais em relação à prevenção a fraude dentro das instituições, toda a parte de TI, parte de compliance, se essas áreas conversam entre si”, explica Cássia Botelho.

    Novos golpes

    A diretora alerta para a evolução das estratégias usadas por fraudadores, que combinam engenharia social e inteligência artificial para enganar clientes. “A gente via muito aquela questão do ‘faz o Pix que estou com seu filho sequestrado. Hoje já tem outras coisas, como links falsos. Tudo isso o selo verifica ano a ano”, argumenta.

    Para Cássia, o selo ajuda a criar um mercado mais coeso e seguro, estimulando as instituições a revisar e fortalecer seus próprios processos. “Não vamos resolver todos os problemas com o selo, longe disso. Mas pelo menos podemos ter uma parceria maior, visualizar melhor, e é um benefício muito grande quando a instituição tem seus processos internos analisados de forma criteriosa”.

    O Selo de Prevenção a Fraudes está em seu terceiro ciclo de avaliação. No fim do segundo semestre, a Fin pretende realizar uma premiação para destacar as organizações que mais se sobressaíram no combate a golpes e fraudes. A lista das instituições certificadas está disponível no site oficial da confederação.

  • Oposição repudia representação de Lindbergh à PGR por ocupação da Mesa

    Oposição repudia representação de Lindbergh à PGR por ocupação da Mesa

    O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), se manifestou em repúdio à representação apresentada pelo líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), à Procuradoria-Geral da República pedindo que fossem investigados os parlamentares que participaram da ocupação da Mesa Diretora na última semana.

    Na representação, Lindbergh acusa o bloco de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito ao ocupar o espaço da presidência da Casa, em protesto que resultou no adiamento da sessão de abertura do semestre. No documento, o petista alega que o grupo “tomou de assalto e sequestrou de forma ilícita e coordenada a Mesa Diretora do Plenário da Câmara dos Deputados, impedindo/restringindo o funcionamento regular de um Poder da República”.

    Luciano Zucco relembrou ocupação da Mesa Diretora por senadoras do PT em 2017.

    Luciano Zucco relembrou ocupação da Mesa Diretora por senadoras do PT em 2017.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Zucco rebateu acusando o parlamentar do PT de tentar calar o grupo contrário. “Lindbergh Farias atua como verdadeiro agente da ditadura em curso no Brasil, um “leva e traz” a serviço de um Judiciário que persegue seletivamente a direita e silencia vozes críticas ao regime”, afirmou.

    O deputado relembrou um episódio de 2017, quando senadoras do PT, incluindo a atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ocuparam por seis horas a Mesa do Senado em protesto ao andamento da reforma trabalhista. “Naquele momento, não houve indignação seletiva nem discursos inflamados contra “atos antidemocráticos”, disse o oposicionista.

    O líder concluiu ressaltando que “a oposição seguirá firme na defesa da liberdade, da democracia e do direito legítimo de manifestação parlamentar, sem se curvar às ameaças e perseguições daqueles que, no passado, usaram e abusaram das mesmas estratégias que hoje tentam criminalizar”.

  • INSS: valor restituído pelo governo a vítimas ultrapassa R$ 1 bilhão

    INSS: valor restituído pelo governo a vítimas ultrapassa R$ 1 bilhão

    Segundo o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), nesta segunda-feira (11), o valor liberado pelo governo aos aposentados e pensionistas vitimados por descontos indevidos somam R$ 1,084 bilhão. Pago de forma integral e corrigido pela inflação, a quantia alcança 1,6 milhão de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos.

    “Estamos antecipando os pagamentos para proteger quem mais precisa, e seguiremos firmes na Justiça para que todos os responsáveis devolvam cada real aos cofres públicos”, afirmou o presidente do INSS, Gilberto Waller. Até o momento, a Advocacia-Geral da União (AGU) bloqueou judicialmente R$ 2,8 bilhões em bens e ativos financeiros de associações, empresas e pessoas físicas investigados.

    Beneficiários que sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025 pode aderir ao acordo.

    Beneficiários que sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025 pode aderir ao acordo.INSS

    Crise no INSS

    Em 23 de abril, o esquema nacional de descontos indevidos aplicados sobre benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas foi divulgado por investigação conjunta entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). Estima-se que o montante desviado entre 2019 e 2024 é de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    Desde 24 de julho, as vítimas que aceitaram o acordo proposto pelo governo começaram a receber os valores descontados de volta. Prazo para solicitação do ressarcimento é até 14 de novembro.